PSICOLOGIA PARA TODOS

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INCENTIVO À CORRUPÇÃO

Em 9 de Janeiro de 2010, no post CORRUPÇÃO, os CãoPincha fizeram o seguinte comentário:

“Já que falou na corrupção, qual a sua opinião acerca das afirmações feitas por Isabel Jonet, na página 35 do nº 288 da revista SÁBADO, de 5-11 Nov 2009 e especialmente em relação ao “financiamento à preguiça”, segundo Paulo Portas?”

Para poder responder a este comentário, tive de procurar a revista Sábado, que foi mencionada, para depois a poder ler com cuidado e dar a minha opinião.

De qualquer modo, não posso responder sem uma pontinha de ética e de moral que qualquer psicólogo também deve ter.homem2

Olhando bem para o EXPLIQUE lá melhor, Isabel Jonet, a Presidente do Banco Alimentar contra a Fome defendeu, na TSF, que o Rendimento Social de Inserção só deve ser dado em casos extremos e que os seus beneficiários devem ter formação ou trabalhar para a comunidade.

Concordo quase plenamente com a sua resposta, tanto mais que acho vantajoso que todos os que se socorrem da caridade do público devem ressarci-lo com algum trabalho seu. Podem, pelo menos, ajudar na cozinha, na confecção, na copa, na limpeza, no saneamento ou no transporte dos bens que eles próprios vão consumir sem qualquer despesa nas várias entidades que os Falhas-Balimentam ou alojam. Senão, passam a ser uns parasitas da sociedade que os vai sustentando sem qualquer contrapartida, do mesmo modo como os financiadores e empresários que enriquecem à nossa custa e nos têm colocado na crise de que todos falamos.

Para mais, quase nada lhes acontece de mau porque controlam todo o aparelho do Estado que deveria «ter mão» nessas situações. É uma aprendizagem que não é desejável numa sociedade que se diz democrática, igualitária e desejosa de progresso e justiça social e, para mais, católica.

Porém, para responder a tudo o que ela disse, vou por partes, comentando cada resposta sua.Marketing2

* Pode gerar situações de acomodação. Como há níveis de salários muito baixos, as pessoas preferem ter O Rendimento Social de Inserção em vez de procurar obter qualificações que Ihes permitam arranjar um emprego.

Concordo perfeitamente com esta sua afirmação porque, em Psicologia, se o rendimento social, sem trabalhar, der mais satisfação do que um emprego mal pago, a pessoa terá tendência a resolver este conflito escolhendo a opção de não trabalhar e receber em salário quase igual ao que recebe no Humanismo2rendimento social de inserção.

* Deve ser uma medida de emergência, quando as pessoas ficam sem outro tipo de apoios. Mas devem ser exigidas contrapartidas.

Se com o rendimento social de inserção não houver alguma dificuldade para o receber, como por exemplo, sua duração, melhor qualificação profissional ou trabalho comunitário, quem recebe o salário de inserção terá apetência para continuar a recebê-lo sem trabalhar, o que provoca mais gratificação com o consequente reforço secundário positivo.Sindicalismo2

* As pessoas devem dar horas à comunidade ou até a instituições na área da sua residência. Devem procurar ganhar competências em áreas que não possuem, fazendo formação. O maior perigo de não trabalhar é a exclusão, a não socialização e a perda de competências.

Por isso, tem de existir algum benefício para quem possa evitar esta situação de rendimento social de inserção, que é o reforço social negativo, trabalhando em qualquer outra coisa para receber reforço social positivo. Isto até pode provocar no indivíduo uma boa dose de autovalorização.Depress-nao-B

* Os centros de emprego deviam acompanhar estas situações. As pessoas teriam de prestar provas de que procuram trabalho.

Acho muito bem, desde que não se queira que continuem a receber sempre o tal rendimento. Se não, pode o mesmo dar gratificação que provocará uma aprendizagem de continuar a não trabalhar para o receber sem despender qualquer esforço. É a lei natural: trabalhar o menos possível para ganhar o mais que puder ser.

* Não concordo. Há pessoas que não têm alternativas. Por isso, não se deve generalizar. Contudo, as pessoas devem ser «Educar»-Bincentivadas a trabalhar, desde que tenham condições de saúde para isso. Há pessoas que encaram o Rendimento de Inserção como um direito adquirido, como se não houvesse deveres.

Diria que as pessoas, depois de resolverem o seu conflito interno de trabalhar para ganhar o mesmo que o rendimento de inserção sem trabalhar, aprendem, com toda a lógica e racionalidade, que a primeira solução é a mais vantajosa, a não ser que exista um obstáculo que tenham de ultrapassar para receberem o rendimento de inserção: incapacidade total de trabalhar ou de se qualificarem.

Quanto à afirmação de Paulo Portas de “financiamento à preguiça”, só posso responder, muito mais como cidadão do queapoio2 como psicólogo.

Ele tem toda a razão porque eu também digo que a política, a governação e a justiça, tal como elas estão agora, só podem ser um “incentivo à corrupção”.

Ele bem sabe o que diz porque pode estar no meio de muitos que podem comprovar esta minha ideia. Em Psicologia sabe-se cientificamente que quando um comportamento é premiado, tem tendência a ser repetido mesmo que o antecedente não seja dessa pessoa, mas que tenha servido de modelo ou de fonte de identificação com reforço vicariante.sucess2

Que belos exemplos vemos e ouvimos todos os dias, agora que, por acaso, ainda não existe censura declarada? Uns esquecem-se, outros não se lembram, ainda outros consideram-se inocentes e caluniados enquanto o seu recurso não é apreciado por instâncias mais altas!!! E continuam a governar-nos, sem se governarem?

Como se pode exigir da «arraia-miúda» um comportamento diferente se esse é premiado e posto em evidência todos os dias? Que modelos existem para o comportamento dos cidadãos mais modestos?reed2

É por este motivo que defendo a existência, como já muita gente deseja, de um quadradinho onde o cidadão possa exprimir no seu boletim de voto o repúdio em relação a qualquer dos candidatos que se propõe governar-nos.

É para ele poder dizer aberta e legalmente “Não gosto de qualquer destes melros”

Será possível compreender agora porque razão defendo a «educação», desde a nascença?arvore

É a formação da personalidade que vai influenciar toda a vida. 

Já leu os comentários?

Ver post LIVROS DISPONÍVEIS

É aconselhável consultar o ÍNDICE REMISSIVO
de cada livro editado em post individual

Blogs anteriores:

PSY FOR ALL (desactivado) [http://www.psyforall.blog.com]

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Para tirar o máximo proveito deste blog, consulte primeiro o post inicial “História do nosso Blog, sempre actualizada”, de Novembro de 2009 e escolha o assunto que mais lhe interessa. Depois, leia o post escolhido com todos os comentários que são feitos. Pode ser que descubra também algum assunto acerca do qual nunca tivesse pensado.

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9 thoughts on “INCENTIVO À CORRUPÇÃO

  1. CãoPincha on said:

    Gostámos da sua explicação sobre a corrupção e incentivo para isso. Obrigados pela sua pronta intervenção.
    A propósito, viu o programa de hoje, Prós-e-Contras, de Fátima Campos Ferreira? As magníficas intervenções de Peter Villax e de Tribolet deixaram-nos completamente satisfeitos.
    Os nossos magníficos «políticos» (TODOS) terão ouvido alguma coisa? E terão aprendido? Ou será necessário meter-lhes tudo isso, à força, nas suas cabeças duras?
    Ou estarão interessados apenas nos seus lucros imediatos e nas guerrinhas partidárias, enquanto uns asfixiam a democracia ao mesmo tempo que outros a esvaziam?
    A que nível de subdesenvolvimento chegámos?
    Que Deus tenha pena de nós e o Diabo não nos veja!
    CãoPincha

  2. Gostei das ideias do post. Acho que a formação é importante desde que não seja como aquelas que se fizeram logo que se iniciaram os primeiros subsídios da CEE. Os seus promotores engordaram à custa dessas formações ficando com mais do que 50% dos subsídios.
    E, apesar das denuncias, ninguém lhes deitou a mão.
    E essa hein!

  3. Os políticos sabem tudo. Não precisam de aprender coisa alguma. Se «não a soubessem toda» não estariam onde estão!

  4. Já o conheço de há bastante tempo, de Lagos, embora não o tenha visto há muito. Também sou avô e tenho netos bastante novos. Ontem à noite, vi a reportagem da RTP1 sobre a “menina roubada” e fiquei bastante preocupado com isso.
    Quando, no Natal, me encontrei com um seu aluno do ISMAT, ele falou-me de si e informou-me que estava a assegurar agora a docência de Psicologia Social e Psicopatologia.
    Falou-me também deste blogue bem como dos dois anteriores e disse-me que o senhor gostava mais de comentários do que de e-mails.
    Quando dei um golpe de vista pelos três blogues, resolvi fazer este comentário para lhe pedir que dê a sua opinião sobre a reportagem de que falei porque não consegui compreender o motivo da decisão do juiz nem imaginar qual será o futuro da criança.
    Se puder, agradeço que esclareça todos os que ficaram na minha situação de embasbacados.

    • Mário de Noronha on said:

      Recebi a sua mensagem e confesso que também fiquei preocupado com o que disseram na reportagem. Para lhe dar uma ideia, tenho de rever tudo e, possivelmente, fazer algumas consultas.
      Logo que possa, direi alguma coisa. Só hoje cheguei a casa. Os meus cumprimentos.
      Mário de Noronha.

  5. Anónimo on said:

    O Sindicato dos Juizes estará inscrito na Ordem dos Corruptores? Se não, qual a razão de se insurgir contra os que reclamam contra os juizes que se «portam mal»? Ou não haverá juizes que prevariquem? O Papa também é infalível!

  6. Anónimo on said:

    O Sindicato dos Juízes estará a incentivar a corrupção ou julgará que os juízes, só por o serem, são infalíveis e incorruptíveis?
    Têm medo de que venha a lume alguma «sem vergonhice»?

  7. O que disse neste post está a acontecer mais ou menos no caso do Braga Parques. Se tudo continuar assim, podemos esperar que, ao menos pelos alegados formalismos legais, a corrupção vá imperando cada vez mais em Porrugal.

  8. Ricardo on said:

    Vocês já viram as conversas da deputada federal do Brasil, Cidinha Campos, que se expressa em português bem falante no blog «www.ricardogama.net»?
    É interessante e seria bom que também em Portugal se expusesse a podridão que vai grassando por cá.
    Podem-me chamar Ricardo.

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