PSICOLOGIA PARA TODOS

BLOG QUE AJUDA A COMPREENDER A MENTE E OS COMPORTAMENTOS HUMANOS. CONSULTA-O E ESCREVE-NOS, FAZ AS PERGUNTAS E OS COMENTÁRIOS QUE QUISERES E COLABORA PARA MELHORAR ESTE BLOG. «ILUMINA» O TEU PRÓPRIO CAMINHO OU O MODO COMO FAZES AS COISAS…

Archive for the month “Abril, 2010”

«arregaçar as mangas»

Quando estava a acabar de almoçar, o telefone tocou e o meu amigo Antunes, meio a rir meio a gozar com a situação, disse-me, arvore
entre outras coisas:
— Já li o teu último post «Diagnóstico Final» e gostei imenso dele, especialmente do teu interesse em «arregaçar as mangas». Lembrei-me dos nossos velhos tempos em que aparecias e desaparecias na Faculdade de Direito, quando vinhas da Base de Sintra.

Esta constatação do meu amigo Antunes dá-me azo a que diga mais alguma coisa sobre as pretensas necessidades de diagnóstico para executar uma acção psicológica. É esta a vertente que quero explorar e aquilo que mais gosto é que me façam perguntas, exponham as dúvidas e me obriguem a esmiuçar aquilo que os outros precisam para serem autónomos.

Nestes termos, numa conversa com o Director da Biblioteca Municipal de Lagos, fiquei a saber que seria útil fazer umas palestras sobre algumas acções de psicologia com as quais o público possa beneficiar.
— Como já tinha livros publicados nessa orientação, eu não poderia fazer algo neste sentido?
Comprometi-me a fazer umas palestras mensalmente desde que houvesse gente interessada e público suficiente.

Deste modo, nasceu a ideia de fazer, pelo menos durante os próximos 3 meses, palestras que possam dar aos ouvintes uma ideia Bibliodo que podem fazer em psicologia, sem serem psicólogos ou até sem terem qualquer ideia sobre as consequências dos comportamentos comuns no dia-a-dia.

As palestras ficaram marcadas para as 17 horas dos dias 2 de Maio, 13 de Junho e 11 de Julho próximos, de acordo com o cartaz seguinte.

Em 2004, em palestras semelhantes na Biblioteca Municipal de Portimão, houve bastante participação do público.mario-70

Em 2005, aconteceu o mesmo na Biblioteca Municipal de Lagoa.
E agora, como será na Biblioteca Municipal Júlio Dantas, em Lagos?

Por acaso, já leu os posts anteriores relacionados com Diagnósticos 1Diagnóstico 2Diagnóstico 3Diagnóstico 4Diagnóstico 5Diagnóstico 6, Diagnóstico Final?

Depois das actuais palestras se verá o que pode acontecer e a apetência do público para o efeito. ,

 (Clique duas vezes sobre o cartaz para aumentar a imagem)

Já leu os comentários?

Ver post LIVROS DISPONÍVEISSaude-C

É aconselhável consultar o ÍNDICE REMISSIVO

de cada livro editado em post individual

Blogs anteriores:

PSY FOR ALL (desactivado) [http://www.psyforall.blog.com]

PSICOLOGIA PARA TODOS [http://psicologiaparaque.blogspot.pt/]

Para tirar o máximo proveito deste blog, consulte primeiro o post inicial “História do nosso Blog, sempre actualizada”, de Novembro de 2009 e escolha o assunto que mais lhe interessa. Depois, leia o post escolhido com todos os comentários que são feitos. Pode ser que descubra também algum assunto acerca do qual nunca tivesse pensado. 

Para saber mais sobre este blog, clique aqui

DIAGNÓSTICO FINAL

“Meu caríssimo Noronha,
Hoje, quando acabei de almoçar e, como normalmente acontece nas tardes se Sábado, fui sentar-me no meuAcredita-B maple preferido antes de poder dar uma volta com a família. Minha filha que se delicia em utilizar o computador, veio acordar-me, meio entusiasmada e meio espantada, para me dizer:
— Ó paizinho, o teu amigo, aquele que fez o livro, fartou-se de escrever posts sobre diagnósticos. Anda daí para ver que é interessante.
Perante esta informação, tratando-se para mais de ti, levantei-me rapidamente e deparei com os seis posts em que me pareceu estares bastante traumatizado com os diagnósticos.
Lembrei-me dos tempos antigos. Essa ideia já eu tinha tido quando te li ao telefone o relatório psicológico acerca da minha filha sobre o seu insucesso escolar.Consegui-B
A maneira como reagiste e o modo como disseste que não conhecias qualquer psicólogo no Porto e que eu próprio tratasse de dar apoio psicopedagógico à minha filha, deixou-me com a pulga atrás da orelha. Havia ali mais qualquer coisa para além do insucesso dela. O diagnóstico não estava lá muito explícito mas as conclusões firmavam-se nas dificuldades escolares e familiares, sem qualquer especificação a não ser a recomendação para apoio psicoterapêutico e psicopedagógico.
Quando comentei o facto com a minha mulher, ele disse-me:Maluco2
“Deve ser impressão tua. Senão, ele tinha-te dito mais qualquer coisa.”
Não sei se sabes que, por isso, apressei-me a dar-lhe apoio reeducativo e, passado pouco tempo, verifiquei que estava a resultar mais do que eu esperava. O resto, tu sabes. E agora, se não me disseres em post, as razões da tua recomendação para eu dar o apoio reeducativo, vais ter de me explicar a situação quando nos encontrarmos nas férias grandes, pelo menos uma vez, porque a minha filha quer passar alguns dias no sul de Espanha e de França. Podemos ir de automóvel.      
— Será que eu estou a pensar correcto imaginando que estás traumatizado com os diagnósticos?Psicopata-C
Um grande abraço de muita amizade de toda a família (e, provavelmente, até da Cidália que está óptima) para todos vocês.
Teu amigo sincero,
Antunes”

Quando, no Domingo, li o e-mail acima transcrito, lembrei-me que o próprio relatório do exame psicológico da filha do Antunes, embora sem resultados numéricos e sem indicar as provas que tinham sido utilizadas, dizia que existiam dificuldades escolares e familiares.

Segundo a minha visão, em vez de recomendar apenas apoios psicoterapêutico e pedagógico, deveria também dizer que os pais Psicologia-Cnecessitavam de sessões de aconselhamento. Poderia, eventualmente, ter um diagnóstico formal de «carência afectiva» ou qualquer outro mas, pareceu-me que o mais importante, naquela criança com um nível intelectual acima da média, era ter mais contacto com os familiares, o que o emprego do pai não consentia. E verificou-se o resultado.

— Neste caso, de que serviria o diagnóstico sem uma indicação clara do que os familiares poderiam fazer para minorar a situação?
— Qual a vantagem do apoio psicopedagógico ser dado por outros que não fossem os familiares?
— Qual a necessidade de psicoterapia formal se a situação desencadeante das dificuldades podia ser facilmente removida?Interacção-B30

Para mim, o mais importante é «arregaçar as mangas» e começar a trabalhar. E viu-se o resultado!

— No caso da Cidália, se ela não se envolvesse na sua própria psicoterapia que modificações iria conseguir e quanto tempo (e dinheiro) despenderia para obter resultados muito mais exíguos do que os conseguidos?
— Quanto tempo durariam os mesmos e quantas mais vezes estaria ela nas mãos dum psicoterapeuta para aliviar os males de que iria sofrer por não fazer uma profilaxia?
— Que diagnóstico se iria fazer neste caso e de que serviria?Saude-B

Enquanto dava esta resposta lembrei-me, de repente, de um outro caso ocorrido numa empresa bastante grande há muitos anos.

Embora tenha tentado, sem sucesso, procurar o respectivo processo para relatar os factos com maior rigor, vou contar, de memória, o que me aconteceu depois de ter feito um diagnóstico.

O condutor de uma viatura duma empresa bastante grande foi considerado pessoa conflituosa e com um comportamento muito Imagina-Binstável. Enviado para observação, foram-lhe feitos exames que indicaram uma personalidade muito instável e agressiva. Como era necessário decidir se continuaria como condutor, foram feitas mais contraprovas que, no MMPI, indicaram claramente um elevado grau de traços psicopáticos.
Em face disto, disse no meu relatório que o indivíduo apresentava alguns traços de psicopatia que não aconselhavam a condução em zonas capazes de provocar alguma tensão.

Entretanto, como a filha desse indivíduo estava em apoio psicopedagógico por ter muita dificuldade na concentração da atenção, uma conversa com a mãe revelou que ela também ficava com medo do marido que se excedia na agressividade em casa.Psi-Bem-C
Mãe e filha tinham muito medo dele.

Informado inadequadamente pela empresa sobre o resultado dos exames psicológicos, o indivíduo foi solicitar outro exame psicológico a um colega meu de curso e bastante amigo, que já trabalhava numa instituição do Estado. O relatório dele, baseado apenas numa prova de Rorschach, dizia que o indivíduo em questão não sofria de qualquer patologia psicótica.
Logo de seguida, fui confrontado por esse indivíduo que, com o relatório na mão, veio perguntar-me agressivamente, com que razão eu o chamava psicopata. Respondi-lhe, calmamente, que era o resultado dos exames e não Difíceis-Binvenção minha.
Quando os serviços da empresa me fizeram a pergunta acerca do meu relatório, convoquei o indivíduo para mais uma entrevista e algumas provas ligeiras e confirmei verbalmente o diagnóstico, dizendo à empresa que achava perigoso o indivíduo conduzir o carro sem qualquer acompanhamento humano numa zona com tráfico tão intenso como Lisboa. Podia haver possibilidade de acidente por «culpa» do condutor.

Apesar da minha recomendação, este condutor continuou nas suas tarefas com base no relatório do meu colega, até que um dia, irritando-se com o trânsito que não o deixava circular à sua vontade, «mandou» o carro contra o de um outro condutor que não lhe «facilitava a vida». Causou prejuízos avultados nas viaturas e ferimentos no outro condutor. O caso Joana-Bfoi a Tribunal e a empresa foi condenada a pagar as indemnizações inibindo o indivíduo «diagnosticado» de exercer a sua função.

Se o diagnóstico feito por mim, com toda a cautela e seriedade, não foi aceite e o outro teve mais êxito, como posso estar satisfeito com os diagnósticos se eles quase nunca me serviram para começar a trabalhar naquilo que as pessoas mais querem: livrar-se rapidamente e bem do mal de que sofrem?

De que maneira se podem deixar de aproveitar, nestas condições, as contingências e as oportunidades positivas que se nos apresentam na observação e contacto directo com o «paciente», evitando as negativas? Temos de saber «Educar»-Bapreender a situação global, enquadrando devidamente o indivíduo no seu ambiente. Por isso, torna-se necessário verificar as causas dos seus comportamentos para eliminar ou alterar os efeitos consequentes.

Querer seguir estritamente o modelo médico em psicologia, pode ser um procedimento inútil e prejudicial para o consulente que deseja os seus problemas resolvidos e não catalogados para deixar que eles continuem a existir sem nada fazer para os reduzir ou eliminar.

Não sou contra os diagnósticos quando necessários mas, fazer depender a ajuda psicológica dum diagnóstico que de nada servirá, ou não dar a ajuda necessária porque o diagnóstico não foi feito, é uma situação que só pode ser resolvida Depress-nao-Bcom o bom senso e a perspicácia ética do especialista em questão.
Além disso, fazer um diagnóstico não é fácil e aquilo que me disse, há anos, uma aluna do 2º ano de Psicologia, deixou-me com os cabelos em pé:
Nós entrevistamos o paciente e, logo a seguir, observando-o bem, podemos fazer o diagnóstico das suas dificuldades.
Esta aluna, psicóloga há muitos anos e já com um doutoramento e uma posição de destaque no meio académico, continuará a pensar da mesma maneira? Nunca mais consegui falar com ela.

Já leu os vários posts sobre DIAGNÓSTICOS e ARREGAÇAR AS MANGAS?pqsp2

Porém, enquanto não me demonstrarem claramente que isso é da máxima importância, não vou entrar em diagnósticos de “síndrome de alienação parental!” (ver post SÍNDROME DE PERSEGUIÇÃO FILIAL)

Já leu os comentários?

Ver post LIVROS DISPONÍVEIS

É aconselhável consultar o ÍNDICE REMISSIVOarvore

de cada livro editado em post individual

Blogs anteriores:

PSY FOR ALL (desactivado) [http://www.psyforall.blog.com]

PSICOLOGIA PARA TODOS [http://psicologiaparaque.blogspot.pt/]

Para tirar o máximo proveito deste blog, consulte primeiro o post inicial “História do nosso Blog, sempre actualizada”, de Novembro de 2009 e escolha o assunto que mais lhe interessa. Depois, leia o post escolhido com todos os comentários que são feitos. Pode ser que descubra também algum assunto acerca do qual nunca tivesse pensado. 

Para saber mais sobre este blog, clique aqui

DIAGNÓSTICOS 6

Uma pessoa amiga perguntou-me há pouco: “Não gostando de diagnósticos, como é que vou fazer um «Educar»-Bdiagnóstico se estou a dar Psicopatologia e isto se insere nesta matéria?”

Ainda outra recordação que tive foi o caso da Cristina.

Que diagnóstico se podia fazer se com ela apenas se podia manter uma «conversa civilizada» enquanto amigo do pai e a visitá-lo com frequência por causa de uns trabalhos que tínhamos em comum?

Cristina era uma rapariga com um curso superior, bem empregada mas com dificuldades de relacionamento profissional e social que, para apresentar a «máscara» de eficiência que tinha de manter, ficava totalmente transtornada durante o dia e exausta ao fim do mesmo.Depress-nao-B
Além disso, como ela não se considerava «maluca», não necessitava de qualquer auxílio de psiquiatra ou psicólogo.

O diagnóstico seria o de sentimentos de inferioridade ou fobia social?

— De que serviria o diagnóstico se eu não fosse manter com ela um diálogo ou «conversa» que aclarasse a situação?
— De que serviria tentar iniciar uma psicoterapia formal se ela não a aceitava?Imagina-B
— Como fazer-lhe compreender os mecanismos do comportamento e da aprendizagem?

As 110 horas de conversa mantidas com ela, além das horas das suas leituras, ajudaram de tal maneira a efectuar uma (pseudo?) psicoterapia (camuflada?), que de outro modo não seria possível. O treino efectuado por ela em casa, também serviu de grande ajuda. O seu empenhamento posterior, depois de compreender toda a situação foi de extrema importância a ponto de ela própria, por sua iniciativa, aceitar um namoro e orientar a sua vida de maneira saudável ajudando os pais a reconhecerem o «mal» que tinham feito por não compreenderem os mecanismos da aprendizagem e da formação dos comportamentos. Com os seus futuros filhos, ela não queria voltar a repetir os Maluco2«erros» cometidos pelos pais, por ignorância, durante a educação que ele tivera.

Actuar sem diagnósticos e sem possibilidade de os fazer e, muito menos, efectuar uma psicoterapia, fizeram com que uma «conversa fiada», mas cuidadosamente orientada, funcionasse como uma «arma» psico-terapêutica capaz de resolver uma situação que de outro modo poderia ter contornos e consequências diferentes.

Se ela continuasse a não querer as consultas de psiquiatras ou psicólogos, qual seria o seu destino, à medida que as suas dificuldades, com o reforço social negativo aleatório recebido, se fossem consolidando depois de cada Psicopata-Bcomportamento inadequado que poderia existir para ela se sentir «menos mal» individual e socialmente?

Seria considerada como obsessiva, compulsiva, fóbica, ritualista ou qualquer outra coisa inventariada no DSM?

Na minha experiência, como até aconteceu no caso do BULLYING (post de 16Mar10) a profilaxia e a prevenção são armas mais eficazes do que qualquer diagnóstico, por mais elaborado e fidedigno que ele possa ser.

Antes prevenir que remediar mas, remediar rapidamente e bem, logo que for possível, é a arma ideal que teremos de utilizar se quisermos uma sociedade equilibrada.

É por este motivo que considero a educação uma «arma» fundamental para prevenir tiroteios, desacatos, ataques, perversões Saude-Bsexuais, corrupções, subornos e muitas coisas mais com que a sociedade se vai enformando à medida que diz que se vai «civilizando».

Não espero dedicar-me a mais Diagnósticos.

Ver post LIVROS DISPONÍVEIS

É aconselhável consultar o ÍNDICE REMISSIVO
de cada livro editado em post individualarvore

Blogs anteriores:

PSY FOR ALL (desactivado) [http://www.psyforall.blog.com]

PSICOLOGIA PARA TODOS [http://psicologiaparaque.blogspot.pt/]

Para tirar o máximo proveito deste blog, consulte primeiro o post inicial “História do nosso Blog, sempre actualizada”, de Novembro de 2009 e escolha o assunto que mais lhe interessa. Depois, leia o post escolhido com todos os comentários que são feitos. Pode ser que descubra também algum assunto acerca do qual nunca tivesse pensado.

Para saber mais sobre este blog, clique aqui

DIAGNÓSTICOS 5

Uma pessoa amiga perguntou-me há pouco: “Não gostando de diagnósticos, como é que vou fazer um Depress-nao-Bdiagnóstico se estou a dar Psicopatologia e isto se insere nesta matéria?”

Uma quinta recordação que surgiu na minha memória foi o caso da Isilda, cuja «doença» foi devidamente diagnosticada como depressão depois da sua gorada tentativa de suicídio com os comprimidos que a mãe tomava.

O que fazer neste caso?

— Haverá algum formulário psicoterapêutico específico para estas situações?Imagina-B

Como não sabia e continuo a não saber, utilizei o meu velho método de affective balance therapy (terapia do equilíbrio afectivo).
No pouco tempo que consegui estar com a Isilda, no hospital, descobri ao longo das 5 horas de terapia (equivalente a 10 consultas), que o seu grande problema e motivo de desequilíbrio momentâneo era a sua rejeição ao controlo que a mãe desejava exercer nela para que aquilo que lhe tinha acontecido, não se repetisse com a filha: casamento forçado.
Por isso, partindo da situação de uma resposta à frustração de não se poder sentir livre para poder orientar a vida à sua «Educar»-Bmaneira, sem ter em conta as «aflições» da mãe, consegui que ela fosse descobrindo aos poucos o caminho a seguir, visto que qualquer tentativa de suicídio não só seria inútil, como poderia tornar-se bastante prejudicial, deixando-a ainda mais na dependência da mãe ou de outros familiares.

Tudo isto exigiu uma reestruturação cognitiva que não seria possível delinear sem se ter aprofundado a sua história pessoal, incluindo as vivências com o pai, que muito tinham traumatizado a mãe.

Neste caso, embora o diagnóstico médico fosse o de depressão, não houve possibilidade nem tempo para se aplicarem algumas provas psicológicas que confirmassem ou infirmassem esse diagnóstico.Maluco2

No final de todo o processo, que não chegou a terminar convenientemente, a ideia com que fiquei foi a de que ela não sofria de qualquer depressão mas que tinha dado uma resposta consequente exigida pela frustração de não se poder sentir livre e capaz de se auto-determinar: problemas de uma adolescência tardia?

A conclusão mais importante é que, com o diagnóstico ou sem ele, a minha actuação não seria diferente e que o tempo exíguo utilizado com a paciente foi bastante proveitoso para ela, que até conseguiu «arranjar» um «namorado credível» Acredita-Bque durou muito tempo e sem desentendimentos de maior.

Talvez haja também, brevemente, um Diagnósticos 6

Já leu os comentários?

Ver post LIVROS DISPONÍVEIS

É aconselhável consultar o ÍNDICE REMISSIVOarvore

de cada livro editado em post individual

Blogs anteriores:

PSY FOR ALL (desactivado) [http://www.psyforall.blog.com]

PSICOLOGIA PARA TODOS [http://psicologiaparaque.blogspot.pt/]

Para tirar o máximo proveito deste blog, consulte primeiro o post inicial “História do nosso Blog, sempre actualizada”, de Novembro de 2009 e escolha o assunto que mais lhe interessa. Depois, leia o post escolhido com todos os comentários que são feitos. Pode ser que descubra também algum assunto acerca do qual nunca tivesse pensado.

Para saber mais sobre este blog, clique aqui

DIAGNÓSTICOS 4

Uma pessoa amiga perguntou-me há pouco: “Não gostando de diagnósticos, como é que vou fazer um Psicopata-Bdiagnóstico se estou a dar Psicopatologia e isto se insere nesta matéria?”

Uma quarta recordação que esta pergunta despertou em mim, foi a história do JOEL, que a psiquiatria me «entregou» para psicoterapia, com o diagnosticado provisório de “Psicopata”.

Joel tinha sido internado, de urgência, num hospital psiquiátrico porque tentara estrangular a noiva no vão da escada de um prédio antigo de vários andares. Com o aperto de garganta que ele lhe manteve durante algum tempo, ela desmaiou e, logo depois, ele também. As pessoas que estavam nas proximidades e que viram o sucedido, chamaram os bombeiros que os levaram ambos para um hospital psiquiátrico. Ele ficou internado e ela, finda a Maluco2consulta necessária e passado o susto, regressou a casa.

Os médicos que os atenderam souberam que ele já a tinha tentado empurrar debaixo de um comboio em andamento na linha do Estoril. Também pouco antes, num espaço de um ano, ele tinha tentado empurrá-la para fora dum comboio em andamento no Norte de Portugal quando tinham ido passar um fim-de-semana.

Com este historial, os médicos não podiam, seguramente, dar-lhe qualquer outro «rótulo» a não ser o de «psicopata».

— E o psicólogo a quem cabia a difícil missão de efectuar a psicoterapia?Consegui-B
— Que tipo de psicoterapia deveria «engendrar» para este psicopata?
— Iria confiar plenamente no diagnóstico?
— Que tipo de tratamento, além de medicamentoso, se iria dar a este «potencial homicida»?
— Seria melhor aprofundar a história do «paciente», pondo de lado todo e qualquer «diagnóstico»?

Este caso foi apresentado no 1º Congresso de Psicologia, em Lisboa, entre 26-30 de Março de 1979, com o título “Estudo de um caso: psicopatia”.
Posteriormente, foi publicado nas páginas 25 a 40 do caderno 4, do Centro de Psicologia Clínica, em 1983.Acredita-B

Agora, vai ser publicado num livro que se intitula PSICOPATA! Eu?

Sem se preocupar com qualquer diagnóstico e também sem se limitar ao que já estava feito, o psicólogo recém-formado aproveitou a oportunidade para iniciar no «paciente» a capacidade de relaxamento e, posteriormente, a recordação de momentos agradáveis por ele vividos, seguindo o método que estava a desenvolver sob a designação de affective balance therapy.

Isto ajudou a aprofundar a história pessoal do paciente e a tentar desencadear nele a capacidade de contrapor as suas Imagina-Brecordações agradáveis às desagradáveis, que ele ia tendo aos poucos, a pedido do terapeuta.

Entretanto, no desenvolvimento da história pessoal, o terapeuta verificou que o paciente se impacientava com frequência, o que se traduzia em pontapés nas canelas dos jogadores adversários em jogos de futebol, murros nos vidros das portas, janelas ou até fotocopiadoras, além da participação nos grupos mais avançados de manifestações politico-partidárias de grupos de esquerda radical.

Com o aprofundamento desta história, de que modo poderia o psicólogo duvidar do diagnóstico provisório feito pelo psiquiatra?Saude-B

Contudo, mantendo a sua linha de actuação, o psicólogo continuou com a sua estratégia terapêutica até onde lhe foi possível, enquanto o psiquiatra aconselhava a noiva do rapaz a fugir dele para bem longe, antes que outra tentativa de homicídio não tivesse o êxito de sair gorada.

A rapariga, cheia de medo, sem conhecimento do noivo, fugiu para um país estrangeiro, onde tinha parentes emigrados. Ele deixou de saber onde ela estava. Passado algum tempo, ela casou-se com um rapaz de quem teve dois filhos. O casal não se deu bem e ela ficou arrependida de ter feito esse casamento. O Joel fez algumas tentativas para Psicologia-Bse casar depois de ser subitamente «abandonado», mas não conseguiu ligar-se a outra pessoa. Reformou-se cedo e, com um empréstimo bancário, instalou uma loja de fotocópias.

Um dia que o psicólogo passou, por acaso, por essa loja, o Joel quase que desmaiou de emoção quando o viu. Fechou a loja e quis ir a um café para dois dedos de conversa com o psicólogo. Contou toda a sua história e disse que não se queria intrometer na vivência do casal desavindo (da antiga noiva) para não perturbar ainda mais o equilíbrio familiar. Bem lhe bastava a vida amargurada que ele próprio tinha tido.

Terminada a conversa, quando voltou à sua loja, o psicólogo viu-o «aturar» estoicamente uma professora de trabalhos manuais Interacção-B30que desejava umas fotocópias impecáveis. Achando que o comportamento dessa professora, em relação ao perfeccionismo exigido numa loja vulgar de fotocópias, era exagerado e sabendo do passado e do feitio do Joel, quando ela se foi embora, o psicólogo perguntou ao Joel:

— Você atura isto?

A resposta dele, com um ar de resignação, muito elucidativa, foi curta:

— Dr. O tempo ensina-nos muita coisa. Psicopata, Eu?Joana-B

 Em seguida, conversando melhor com o potencial «psicopata», o psicólogo percebeu que as suas reacções de agressão não eram mais do que o fruto de respostas necessárias e possíveis, no caso dele, para aliviar a frustração de não ter tido uma vida como a de outras crianças e adultos. Era uma resposta de deslocamento para a sensação de inferioridade que ele sentia em relação aos outros, além do medo de perder a única pessoa que ainda lhe ligava alguma importância.

De que serviu e de que serviria o diagnóstico se o psicólogo não tivesse seguido a sua linha de actuação que seria sempre a
Dificeis-Bmesma, com ou sem diagnóstico?

Julgo que mais importante que o diagnóstico (que pode ser provisório para iniciar uma acção terapêutica) é a actuação atempada, rápida e eivada de bom senso, captando todas as tonalidades que se podem obter com o aprofundamento das questões que deixaram os «pacientes» num estado de desequilíbrio momentâneo mas reversível, se a acção for eficaz.

 Talvez haja também, brevemente, um Diagnósticos 5.

Já leu os comentários?arvore

Ver post LIVROS DISPONÍVEIS

É aconselhável consultar o ÍNDICE REMISSIVO
de cada livro editado em post individual

Blogs anteriores:

PSY FOR ALL (desactivado) [http://www.psyforall.blog.com]

PSICOLOGIA PARA TODOS [http://psicologiaparaque.blogspot.pt/]

Para tirar o máximo proveito deste blog, consulte primeiro o post inicial “História do nosso Blog, sempre actualizada”, de Novembro de 2009 e escolha o assunto que mais lhe interessa. Depois, leia o post escolhido com todos os comentários que são feitos. Pode ser que descubra também algum assunto acerca do qual nunca tivesse pensado.

Para saber mais sobre este blog, clique aqui

DIAGNÓSTICOS 3

Uma pessoa amiga perguntou-me há pouco: “Não gostando de diagnósticos, como é que vou fazer umMaluco2 diagnóstico se estou a dar Psicopatologia e isto se insere nesta matéria?”

Uma terceira recordação, que esta pergunta despertou em mim, é aquela com que vou iniciar o meu novo livro Eu Não Sou MALUCO!”, que é a seguinte:

“Enquanto estava a olhar para uma montra, muito interessado e quase absorto, senti uma mão forte a pousar amigavelmente no meu ombro e vi um indivíduo alto, forte e bem vestido a olhar para mim enquanto exclamava:
– O senhor não precisa de máscaras! 
Fiquei surpreendido com aquele à vontade duma pessoa que parecia conhecer-me há muito. Embora não o Acredita-Bconseguisse reconhecer, parecia-me estar muito «bem instalado» na vida. Aquela situação deixou-me algum tanto embaraçado porque, por mais tratos que desse à minha imaginação, não conseguia descobrir quem era o meu interlocutor. Seria alguém que eu conhecera ou ter-me-ia confundido com outra pessoa?
O indivíduo em questão colocou-se à minha frente, olhou bem para mim e, com o dedo indicador direito em riste e bem levantado, sorriu e disse solenemente:
– Eu não sou maluco!

A quem ler o livro quando o mesmo for publicado (em breve?) posso fazer umas perguntas muito peculiares:Consegui-B

— Com o tempo de que dispunha, nas condições em que me encontrava, com a falta de meios disponíveis, de que me serviria fazer um diagnóstico ou mesmo, saber de um diagnóstico já feito, se o problema do «maluco» era obter o apoio de que ele necessitava?

— De que serviriam os diagnósticos se ninguém lhe desse o apoio necessário?

— E, mesmo que ele tivesse algum diagnóstico já feito, que apoio se lhe iria dar?Psicopata-B

— Se, por acaso, eu pudesse fazer um diagnóstico, serviria para lhe dar o simples apoio de que ele beneficiou?

— Se o meu tempo fosse escasso, seria preferível dar-lhe o apoio ou «gastar o tempo» para lhe fazer um diagnóstico?

Pode ser que se queira chamar diagnóstico às primeiras impressões que se colhem depois da entrevista inicial, as quais têm de ser bastante aprofundadas com provas e outros meios de confirmação, infirmação ou alteração. Que se costume chamar diagnóstico provisório, ainda se pode admitir para que possa existir um indício a partir do qual se consiga Imagina-Blançar mãos à obra  para a correcção da situação anómala em evidência.

São conflitos que temos de resolver a toda a hora, não só porque os meios são escassos mas também porque podemos modificar a sociedade com a nossa actuação.

Julgo que, como psicólogos vocacionados para a intervenção social, temos de nos preocupar mais com a acção do que com as formalidades ou enquadramentos. Temos de arregaçar as mangas e «trabalhar», não às cegas, mas com as informações que pudermos ir obtendo ao longo da nossa actuação no terreno, isto é, das consequências das primeiras evidências recolhidas, chamando-lhe qualquer outro nome que não seja um definitivo Saude-B«diagnóstico».

Como já tive ocasião de dizer, com muita tristeza, isso não aconteceu com os autistas (ver post O Autismo entre Nós, de 30 Ago 2009) a ponto de ser necessário convidar, em 2009, um novo especialista igualzinho ao que tinha estado entre nós em 1977, provavelmente, para tudo continuar na mesma.

Mas, as crianças até têm um diagnóstico e, pelo menos, um psiquiatra!

Talvez haja também, brevemente, um Diagnósticos 4.arvore

Já leu os comentários?

Ver post LIVROS DISPONÍVEIS

É aconselhável consultar o ÍNDICE REMISSIVO
de cada livro editado em post individual

Blogs anteriores:

PSY FOR ALL (desactivado) [http://www.psyforall.blog.com]

PSICOLOGIA PARA TODOS [http://psicologiaparaque.blogspot.pt/]

Para tirar o máximo proveito deste blog, consulte primeiro o post inicial “História do nosso Blog, sempre actualizada”, de Novembro de 2009 e escolha o assunto que mais lhe interessa. Depois, leia o post escolhido com todos os comentários que são feitos. Pode ser que descubra também algum assunto acerca do qual nunca tivesse pensado.

DIAGNÓSTICOS 2

Uma pessoa amiga perguntou-me há pouco: “Não gostando de diagnósticos, como é que vou fazer um Consegui-Bdiagnóstico se estou a dar Psicopatologia e isto se insere nesta matéria?”

Uma segunda recordação despertada em mim pela pergunta feita no post anterior, é aquela que diz respeito ao caso da Cidália.

Quando explanei mais ou menos o seu caso e disse que ela sofria duma depressão e que se alcoolizava e quase prostituía, a pergunta foi se não seria melhor fazer um diagnóstico para saber se ela estaria antes na categoria dos adictos, isto é, «viciados», em português.
Atrapalhei-me sinceramente para responder a esta pergunta e não fui capaz de dar uma explicação correcta.Maluco2
Porém, agora que tenho tempo para pensar e explicar melhor, qual seria a razão, naquele caso, de me preocupar com qualquer diagnóstico, mesmo com muita disponibilidade de tempo e recursos, se o que ela mais implorava era «sair do sufoco em que se encontrava»?
O psiquiatra já tinha feito o diagnóstico e ela estava a ser medicada. A medicação tinha sido aumentada por decisão do psiquiatra porque os sintomas de desequilíbrio psicológico estavam a aumentar.

— Fazer mais diagnósticos sem lhe dar apoio imediato, especialmente quando ela estava carente de tempo e de capacidade para trabalhar, incapaz  de prosseguir os estudos, não seria uma irresponsabilidade do psicólogo?Psicopata-B
— De que modo se poderia dar-lhe apoio sem saber o que se passava com ela para além do diagnóstico e da medicação a que estava vinculada?

Quem ler o livro com atenção — incluindo a falha na passagem da letra para itálico a partir da página 93 , pode verificar que muito depois de se iniciar a psicoterapia, com sessões de relaxamento prolongadas, a Cidália conseguiu «entrar» no seu inconsciente ou subconsciente para relembrar os factos que mais a incomodavam e davam origem à sua «bebedeira» e «promiscuidade» em que se via envolvida, não por sua «livre vontade» mas por uma espécie de impulso que a impelia para esses comportamentos.Acredita-B

Qual o diagnóstico que poderia ajudar o psicoterapeuta a elaborar o perfil da psicoterapia mais adequada? Seria reestruturação cognitiva, psicanálise, grupanálise, terapia de grupo, terapia racional emotiva, modificação do comportamento, relaxamento, hipnose, ou qualquer outra forma de intervenção catalogada nos manuais académicos?

Sem qualquer diagnóstico e a partir da constatação de que ela estava descompensada e em sofrimento, necessitando de ajuda, a simples utilização do relaxamento, juntamente com alguns «empurrões» do seu velho amigo Antunes, Imagina-Bajudaram-na a não desistir e a continuar na psicoterapia que, a partir de um certo momento, ela «abraçou» com muito gosto e proveito.

Leu muito, praticou ainda mais, fez uma introspecção profunda e descortinou que o «desconchavo» dos pais é que a tinha atingido mais do que tudo. Contudo, depois de uma compreensão melhor de toda a situação envolvente e também daquela que tinha influenciado os seus pais, começou por fazer planos de vida bem diferentes mudando completamente o rumo dos acontecimentos.

Com a psicoterapia, também não foi necessário alguém mais dizer-lhe que os medicamentos a estavam a depauperar, Auterapia-B30especialmente por poder vir a ser uma «viciada», como acontecia com a sua mãe.

Quem acabou com os medicamentos contra a vontade do psiquiatra foi ela própria, deixando-o boquiaberto perante a sua decisão inabalável. Ganhou força interior e uma visão de vida completamente nova.

Nisto, foi ajudada tanto pelo Antunes como pelos avós que a tinham «educado» duma maneira especial que nunca seria possível se estivesse com os pais.

Tudo isto foi compreendido durante a psicoterapia que não foi feita de forma preventiva mas sim curativa, embora em tempo Bibliooportuno. Se assim não fosse, provavelmente estaria por toda a vida nas mãos do Prozac ou do Effexor e de outros produtos, como a sua mãe, que não podia deixar de os tomar.

E como seria a sua vida familiar? E a dos futuros filhos se, por acaso, os tivesse?

Quanto aos diagnósticos, talvez até alguns técnicos chegassem ao de viciada ou, melhor dizendo na moda actual, «adicta». E qual seria o resultado? Quanto tempo se gastaria para isso? E quanto tempo levaria para «sair» da adicção»? Onde estaria e o que faria durante o tempo de cura ou remissão?

Em dois anos, ela «gastou» 25 horas em psicoterapia, mas o seu «esforço» em tentar melhorar compreendendo toda a situação,«Educar»-B até chegou para ela própria elaborar uma pesquisa sobre os medicamentos (paginas 153 a 164 do livro sobre a Cidália).

Para mim, cheguei à conclusão de que é mais vantajoso «trabalhar» com o paciente do que apenas observá-lo e dizer-lhe qual a sua «doença».

De diagnósticos, ainda falaremos nos próximos posts.

Já leu os comentários?arvore

Ver post LIVROS DISPONÍVEIS

É aconselhável consultar o ÍNDICE REMISSIVO
de cada livro editado em post individual

Blogs anteriores:

PSY FOR ALL (desactivado) [http://www.psyforall.blog.com]

PSICOLOGIA PARA TODOS [http://psicologiaparaque.blogspot.pt/]

Para tirar o máximo proveito deste blog, consulte primeiro o post inicial “História do nosso Blog, sempre actualizada”, de Novembro de 2009 e escolha o assunto que mais lhe interessa. Depois, leia o post escolhido com todos os comentários que são feitos. Pode ser que descubra também algum assunto acerca do qual nunca tivesse pensado.

DIAGNÓSTICOS 1

Uma pessoa amiga perguntou-me há pouco: “Não gostando de diagnósticos, como é que vou fazer um
Bibliodiagnóstico se estou a dar
Psicopatologia e isto se insere nesta matéria?”

Esta pergunta fez despertar em mim uma série de recordações que me deixaram quase paralisado e sem poder dar, no momento, uma explicação conveniente.

Uma das recordações imediatas despertadas pela pergunta, foi a de ter ficado chocado com o diagnóstico de «síndrome de alienação parental» que ficou discutido no meu post de 24 de Janeiro de 2010, sob a designação de “SÍNDROME DE PERSEGUIÇÃO FILIAL”.

Quem tiver a «paciência», incluindo essa pessoa amiga, de ler este post, pode tirar daí as conclusões necessárias.mario-70

Contudo, as explicações dadas naquele momento, fizeram-me voltar a colocar as seguintes perguntas:

  • O tal psicólogo especialista só serviu para fazer o tal diagnóstico, apesar de muitos outros especialistas terem opiniões divergentes?
  • De que serviu esse diagnóstico e de que maneira o juiz o utilizou para dar a sua sentença?
  • O pai da criança só se preocupou em tirar a criança das mãos da mãe?
  • O que se fez e se está a fazer com essa criança?
  • Qual o apoio ou tratamento que ela tem?Saude-B
  • Qual a vivência que mantém agora com os pais (considerados «normais» — será saudáveis?) pelos serviços médicos de Portalegre?
  • Que ideologia, valores, normas, conceitos irá ter essa criança para a formação da sua personalidade, estando internada num colégio com confissão religiosa diferente da sua e completamente afastada dos pais por uma decisão judicial?
  • Que cidadãos se irão formar desta maneira?
  • Que mundo esperamos ter dentro de alguns anos?Psicopata-B

Todas estas questões e muitas mais me vieram à memória com a citada pergunta, no momento em que ela me foi feita. Porém, como não gosto que, em casa de ferreiro haja espeto de pau, pensei, naquele momento: “Relaxa-te imediatamente”. A seguir, elaborei umas explicações que «taparam o furo» até me darem a oportunidade de aclarar toda a situação com estes posts que têm de ser vários para enquadrar melhor a matéria e não serem muito extensos.

No caso dos diagnósticos, para os psicólogos, eles são necessários, por exemplo, como dislexia, disfasia, depressão, psicopatia, Maluco2esquizofrenia, etc., duma maneira provisória, para que o visado seja rapidamente encaminhado para um escrutínio mais completo, assim como para a preparação do apoio que é necessário dar-lhe.

Na Justiça, podem ajudar a elaborar uma sentença desde que os mesmos sejam baseados em exames, entrevistas, provas de verificação das hipóteses ou outros meios necessários para fundamentar objectivamente e de forma competente e honesta a opinião dada e nunca para «favorecer» os criminosos.

Depois destes pensamentos, destapando o baú das minhas recordações, parece que alguém exclamou:

Tu és mesmo visceralmente contra os diagnósticos a não ser quando absolutamente necessários e para Acredita-Bresolver uma situação que não tem outra saída!

 Por exemplo, no caso do post acabado de mencionar, a opinião de «síndrome de alienação parental», dada por um especialista, com a imputação à mãe, de «manipular» a filha para não gostar do pai, talvez tenha ajudado o juiz a tomar a decisão de que a filha deveria ser separada da mãe para não ficar ainda mais «inquinada» do que já estava. A filha chorava e dizia que não queria ir visitar o pai.

— De quem é a «culpa» principal neste caso?
— Do julgador ou do «opinador»?Consegui-B
— O especialista «opinador» gostará de modificação do comportamento?
— Estará dentro dos parâmetros das contingências que condicionam a modificação comportamental?
— Que decisão iria tomar o juiz sem esta «opinião»?
— De que maneira essa opinião terá influenciado a sentença?

Na parte final do post acabado de mencionar, “SÍNDROME DE PERSEGUIÇÃO FILIAL”, no caso da continuação do rapaz com os avós em vez de ser adoptado pela tia materna, bem lançada da vida mas sem filhos e com quem esse rapaz se dava muito bem, se o psicólogo consultado se orientasse pelo seu «instinto» e fosse dar a Joana-Bopinião de que a criança estaria melhor com a tia, qual seria o desenvolvimento da sua personalidade, o seu destino e a evolução de toda a situação?

–Não era assim que o psicólogo pensava antes de fazer a última contra-prova com uma espécie de «acareação» directa?

Toda esta «operação», apesar de considerada URGENTE pela Justiça, não foi possível sem se terem passado cerca de seis tardes de Sábado, completamente empenhados na tentativa de compreensão deste caso e das suas implicações futuras.«Educar»-B

Ainda bem que a criança se transformou num homem e continua a sua vida com o mínimo de insatisfação possível.

Em breve, Diagnósticos 2 irá falar mais sobre este assunto, muito importante para os psicólogos em formação.

Já leu os comentários?arvore

Ver post LIVROS DISPONÍVEIS

É aconselhável consultar o ÍNDICE REMISSIVO
de cada livro editado em post individual

Blogs anteriores:

PSY FOR ALL (desactivado) [http://www.psyforall.blog.com]

PSICOLOGIA PARA TODOS [http://psicologiaparaque.blogspot.pt/]

Para tirar o máximo proveito deste blog, consulte primeiro o post inicial “História do nosso Blog, sempre actualizada”, de Novembro de 2009 e escolha o assunto que mais lhe interessa. Depois, leia o post escolhido com todos os comentários que são feitos. Pode ser que descubra também algum assunto acerca do qual nunca tivesse pensado.

FLASH MOBS

“Já que prefere este modo de comunicação, como vi hoje à noite uma psicóloga social intervir numa homem2informação sobre FLASH MOBS difundida pela SIC, não tenho outra alternativa senão fazer este comentário para lhe dizer que gostaria de saber qual a sua opinião sobre o assunto.
Anónima.”

Como, por acaso, entrei no blog e vi o comentário de uma anónima reproduzido anteriormente, tenho apenas a dizer o seguinte como resposta ao mesmo:
Tanto quanto sei, os «flash mobs» são uma espécie de anúncios, representações ou eventos muito «visíveis» ou «chocantes» que são utilizados para atrair intensamente a atenção das pessoas. É uma publicidade forte e intensa para atrairpqsp2 gente tal como acontece com os desfiles de modas, etc.
Pode, eventualmente, não ser muito duradoura mas, enquanto durar, pode dar bastante proveito.
São uma espécie de traumatismo positivo, que deixa a pessoa satisfeita e com vontade de seguir o exemplo.
Se víssemos um anúncio ou informação de que algumas pessoas tinham ganho o euro milhões numa determinada casa da sorte de Lisboa, quantos não iriam a essa casa para aproveitar «a boa onda»? É o reforço vicariante que funciona, impulsionando-nos para um comportamento que também nos possa ocasionar alguma alegria e proveito.

Do mesmo modo como existe o reforço positivo e negativo, existe também o traumatismo positivo e negativo, pressupondo que Biblioo traumatismo é um facto ou assunto que nos choca, para o bem e para o mal. Tanto pode chocar num sentido positivo como sermos premiados numa lotaria, concurso ou qualquer outra coisa de que gostamos imenso, como num sentido negativo, como por exemplo, sermos multados ou ficarmos com a casa destruída ou sermos abalroados por um condutor sem escrúpulos que nos deixa estendidos no meio da estrada.
Os que, sem esperar, ganham o euro milhões ou outro prémio chorudo não ficam «traumatizados», isto é «chocados» ou «super-contentes»? E aos que são mortalmente abalroados no meio duma passadeira para ficarem paralíticos durante o resto das vida não acontece o mesmo em sentido contrário?
Para não nos alongarmos muito, se a Cristina fosse «educada» com a aprendizagem de confronto com traumatismos negativos mario-70
a serem enfrentados e ultrapassados com sucesso e positivos que pudessem ocasionar-lhe motivação para o sucesso, provavelmente, a sua vida de profissional seria diferente daquela que teve até aos 25 anos e o seu sucesso profissional ter-se-ia iniciado mais cedo do que aconteceu.

Já leu os comentários?

Ver post LIVROS DISPONÍVEIS

É aconselhável consultar o ÍNDICE REMISSIVOarvore

de cada livro editado em post individual

Blogs anteriores:

PSY FOR ALL (desactivado) [http://www.psyforall.blog.com]

PSICOLOGIA PARA TODOS [http://psicologiaparaque.blogspot.pt/]

Para tirar o máximo proveito deste blog, consulte primeiro o post inicial “História do nosso Blog, sempre actualizada”, de Novembro de 2009 e escolha o assunto que mais lhe interessa. Depois, leia o post escolhido com todos os comentários que são feitos. Pode ser que descubra também algum assunto acerca do qual nunca tivesse pensado.

Post Navigation

%d bloggers like this: