PSICOLOGIA PARA TODOS

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DIAGNÓSTICOS 1

Uma pessoa amiga perguntou-me há pouco: “Não gostando de diagnósticos, como é que vou fazer um
Bibliodiagnóstico se estou a dar
Psicopatologia e isto se insere nesta matéria?”

Esta pergunta fez despertar em mim uma série de recordações que me deixaram quase paralisado e sem poder dar, no momento, uma explicação conveniente.

Uma das recordações imediatas despertadas pela pergunta, foi a de ter ficado chocado com o diagnóstico de «síndrome de alienação parental» que ficou discutido no meu post de 24 de Janeiro de 2010, sob a designação de “SÍNDROME DE PERSEGUIÇÃO FILIAL”.

Quem tiver a «paciência», incluindo essa pessoa amiga, de ler este post, pode tirar daí as conclusões necessárias.mario-70

Contudo, as explicações dadas naquele momento, fizeram-me voltar a colocar as seguintes perguntas:

  • O tal psicólogo especialista só serviu para fazer o tal diagnóstico, apesar de muitos outros especialistas terem opiniões divergentes?
  • De que serviu esse diagnóstico e de que maneira o juiz o utilizou para dar a sua sentença?
  • O pai da criança só se preocupou em tirar a criança das mãos da mãe?
  • O que se fez e se está a fazer com essa criança?
  • Qual o apoio ou tratamento que ela tem?Saude-B
  • Qual a vivência que mantém agora com os pais (considerados «normais» — será saudáveis?) pelos serviços médicos de Portalegre?
  • Que ideologia, valores, normas, conceitos irá ter essa criança para a formação da sua personalidade, estando internada num colégio com confissão religiosa diferente da sua e completamente afastada dos pais por uma decisão judicial?
  • Que cidadãos se irão formar desta maneira?
  • Que mundo esperamos ter dentro de alguns anos?Psicopata-B

Todas estas questões e muitas mais me vieram à memória com a citada pergunta, no momento em que ela me foi feita. Porém, como não gosto que, em casa de ferreiro haja espeto de pau, pensei, naquele momento: “Relaxa-te imediatamente”. A seguir, elaborei umas explicações que «taparam o furo» até me darem a oportunidade de aclarar toda a situação com estes posts que têm de ser vários para enquadrar melhor a matéria e não serem muito extensos.

No caso dos diagnósticos, para os psicólogos, eles são necessários, por exemplo, como dislexia, disfasia, depressão, psicopatia, Maluco2esquizofrenia, etc., duma maneira provisória, para que o visado seja rapidamente encaminhado para um escrutínio mais completo, assim como para a preparação do apoio que é necessário dar-lhe.

Na Justiça, podem ajudar a elaborar uma sentença desde que os mesmos sejam baseados em exames, entrevistas, provas de verificação das hipóteses ou outros meios necessários para fundamentar objectivamente e de forma competente e honesta a opinião dada e nunca para «favorecer» os criminosos.

Depois destes pensamentos, destapando o baú das minhas recordações, parece que alguém exclamou:

Tu és mesmo visceralmente contra os diagnósticos a não ser quando absolutamente necessários e para Acredita-Bresolver uma situação que não tem outra saída!

 Por exemplo, no caso do post acabado de mencionar, a opinião de «síndrome de alienação parental», dada por um especialista, com a imputação à mãe, de «manipular» a filha para não gostar do pai, talvez tenha ajudado o juiz a tomar a decisão de que a filha deveria ser separada da mãe para não ficar ainda mais «inquinada» do que já estava. A filha chorava e dizia que não queria ir visitar o pai.

— De quem é a «culpa» principal neste caso?
— Do julgador ou do «opinador»?Consegui-B
— O especialista «opinador» gostará de modificação do comportamento?
— Estará dentro dos parâmetros das contingências que condicionam a modificação comportamental?
— Que decisão iria tomar o juiz sem esta «opinião»?
— De que maneira essa opinião terá influenciado a sentença?

Na parte final do post acabado de mencionar, “SÍNDROME DE PERSEGUIÇÃO FILIAL”, no caso da continuação do rapaz com os avós em vez de ser adoptado pela tia materna, bem lançada da vida mas sem filhos e com quem esse rapaz se dava muito bem, se o psicólogo consultado se orientasse pelo seu «instinto» e fosse dar a Joana-Bopinião de que a criança estaria melhor com a tia, qual seria o desenvolvimento da sua personalidade, o seu destino e a evolução de toda a situação?

–Não era assim que o psicólogo pensava antes de fazer a última contra-prova com uma espécie de «acareação» directa?

Toda esta «operação», apesar de considerada URGENTE pela Justiça, não foi possível sem se terem passado cerca de seis tardes de Sábado, completamente empenhados na tentativa de compreensão deste caso e das suas implicações futuras.«Educar»-B

Ainda bem que a criança se transformou num homem e continua a sua vida com o mínimo de insatisfação possível.

Em breve, Diagnósticos 2 irá falar mais sobre este assunto, muito importante para os psicólogos em formação.

Já leu os comentários?arvore

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de cada livro editado em post individual

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Para tirar o máximo proveito deste blog, consulte primeiro o post inicial “História do nosso Blog, sempre actualizada”, de Novembro de 2009 e escolha o assunto que mais lhe interessa. Depois, leia o post escolhido com todos os comentários que são feitos. Pode ser que descubra também algum assunto acerca do qual nunca tivesse pensado.

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