PSICOLOGIA PARA TODOS

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DIAGNÓSTICOS 2

Uma pessoa amiga perguntou-me há pouco: “Não gostando de diagnósticos, como é que vou fazer um Consegui-Bdiagnóstico se estou a dar Psicopatologia e isto se insere nesta matéria?”

Uma segunda recordação despertada em mim pela pergunta feita no post anterior, é aquela que diz respeito ao caso da Cidália.

Quando explanei mais ou menos o seu caso e disse que ela sofria duma depressão e que se alcoolizava e quase prostituía, a pergunta foi se não seria melhor fazer um diagnóstico para saber se ela estaria antes na categoria dos adictos, isto é, «viciados», em português.
Atrapalhei-me sinceramente para responder a esta pergunta e não fui capaz de dar uma explicação correcta.Maluco2
Porém, agora que tenho tempo para pensar e explicar melhor, qual seria a razão, naquele caso, de me preocupar com qualquer diagnóstico, mesmo com muita disponibilidade de tempo e recursos, se o que ela mais implorava era «sair do sufoco em que se encontrava»?
O psiquiatra já tinha feito o diagnóstico e ela estava a ser medicada. A medicação tinha sido aumentada por decisão do psiquiatra porque os sintomas de desequilíbrio psicológico estavam a aumentar.

— Fazer mais diagnósticos sem lhe dar apoio imediato, especialmente quando ela estava carente de tempo e de capacidade para trabalhar, incapaz  de prosseguir os estudos, não seria uma irresponsabilidade do psicólogo?Psicopata-B
— De que modo se poderia dar-lhe apoio sem saber o que se passava com ela para além do diagnóstico e da medicação a que estava vinculada?

Quem ler o livro com atenção — incluindo a falha na passagem da letra para itálico a partir da página 93 , pode verificar que muito depois de se iniciar a psicoterapia, com sessões de relaxamento prolongadas, a Cidália conseguiu «entrar» no seu inconsciente ou subconsciente para relembrar os factos que mais a incomodavam e davam origem à sua «bebedeira» e «promiscuidade» em que se via envolvida, não por sua «livre vontade» mas por uma espécie de impulso que a impelia para esses comportamentos.Acredita-B

Qual o diagnóstico que poderia ajudar o psicoterapeuta a elaborar o perfil da psicoterapia mais adequada? Seria reestruturação cognitiva, psicanálise, grupanálise, terapia de grupo, terapia racional emotiva, modificação do comportamento, relaxamento, hipnose, ou qualquer outra forma de intervenção catalogada nos manuais académicos?

Sem qualquer diagnóstico e a partir da constatação de que ela estava descompensada e em sofrimento, necessitando de ajuda, a simples utilização do relaxamento, juntamente com alguns «empurrões» do seu velho amigo Antunes, Imagina-Bajudaram-na a não desistir e a continuar na psicoterapia que, a partir de um certo momento, ela «abraçou» com muito gosto e proveito.

Leu muito, praticou ainda mais, fez uma introspecção profunda e descortinou que o «desconchavo» dos pais é que a tinha atingido mais do que tudo. Contudo, depois de uma compreensão melhor de toda a situação envolvente e também daquela que tinha influenciado os seus pais, começou por fazer planos de vida bem diferentes mudando completamente o rumo dos acontecimentos.

Com a psicoterapia, também não foi necessário alguém mais dizer-lhe que os medicamentos a estavam a depauperar, Auterapia-B30especialmente por poder vir a ser uma «viciada», como acontecia com a sua mãe.

Quem acabou com os medicamentos contra a vontade do psiquiatra foi ela própria, deixando-o boquiaberto perante a sua decisão inabalável. Ganhou força interior e uma visão de vida completamente nova.

Nisto, foi ajudada tanto pelo Antunes como pelos avós que a tinham «educado» duma maneira especial que nunca seria possível se estivesse com os pais.

Tudo isto foi compreendido durante a psicoterapia que não foi feita de forma preventiva mas sim curativa, embora em tempo Bibliooportuno. Se assim não fosse, provavelmente estaria por toda a vida nas mãos do Prozac ou do Effexor e de outros produtos, como a sua mãe, que não podia deixar de os tomar.

E como seria a sua vida familiar? E a dos futuros filhos se, por acaso, os tivesse?

Quanto aos diagnósticos, talvez até alguns técnicos chegassem ao de viciada ou, melhor dizendo na moda actual, «adicta». E qual seria o resultado? Quanto tempo se gastaria para isso? E quanto tempo levaria para «sair» da adicção»? Onde estaria e o que faria durante o tempo de cura ou remissão?

Em dois anos, ela «gastou» 25 horas em psicoterapia, mas o seu «esforço» em tentar melhorar compreendendo toda a situação,«Educar»-B até chegou para ela própria elaborar uma pesquisa sobre os medicamentos (paginas 153 a 164 do livro sobre a Cidália).

Para mim, cheguei à conclusão de que é mais vantajoso «trabalhar» com o paciente do que apenas observá-lo e dizer-lhe qual a sua «doença».

De diagnósticos, ainda falaremos nos próximos posts.

Já leu os comentários?arvore

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One thought on “DIAGNÓSTICOS 2

  1. Anónimo on said:

    Lembrei-me da Cidália deste livro quando vi hoje, 21 de Maio, no final do noticiário da TVI, as informações sobre as Escolas de Alcabideche e a história de Jessica e da sua mãe Silvina Ribeiro, bem como do esforço que dizem estar a ser feito com outros adolescentes.
    De facto, é necessário «arregaçar as mangas».

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