PSICOLOGIA PARA TODOS

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DIAGNÓSTICOS 3

Uma pessoa amiga perguntou-me há pouco: “Não gostando de diagnósticos, como é que vou fazer umMaluco2 diagnóstico se estou a dar Psicopatologia e isto se insere nesta matéria?”

Uma terceira recordação, que esta pergunta despertou em mim, é aquela com que vou iniciar o meu novo livro Eu Não Sou MALUCO!”, que é a seguinte:

“Enquanto estava a olhar para uma montra, muito interessado e quase absorto, senti uma mão forte a pousar amigavelmente no meu ombro e vi um indivíduo alto, forte e bem vestido a olhar para mim enquanto exclamava:
– O senhor não precisa de máscaras! 
Fiquei surpreendido com aquele à vontade duma pessoa que parecia conhecer-me há muito. Embora não o Acredita-Bconseguisse reconhecer, parecia-me estar muito «bem instalado» na vida. Aquela situação deixou-me algum tanto embaraçado porque, por mais tratos que desse à minha imaginação, não conseguia descobrir quem era o meu interlocutor. Seria alguém que eu conhecera ou ter-me-ia confundido com outra pessoa?
O indivíduo em questão colocou-se à minha frente, olhou bem para mim e, com o dedo indicador direito em riste e bem levantado, sorriu e disse solenemente:
– Eu não sou maluco!

A quem ler o livro quando o mesmo for publicado (em breve?) posso fazer umas perguntas muito peculiares:Consegui-B

— Com o tempo de que dispunha, nas condições em que me encontrava, com a falta de meios disponíveis, de que me serviria fazer um diagnóstico ou mesmo, saber de um diagnóstico já feito, se o problema do «maluco» era obter o apoio de que ele necessitava?

— De que serviriam os diagnósticos se ninguém lhe desse o apoio necessário?

— E, mesmo que ele tivesse algum diagnóstico já feito, que apoio se lhe iria dar?Psicopata-B

— Se, por acaso, eu pudesse fazer um diagnóstico, serviria para lhe dar o simples apoio de que ele beneficiou?

— Se o meu tempo fosse escasso, seria preferível dar-lhe o apoio ou «gastar o tempo» para lhe fazer um diagnóstico?

Pode ser que se queira chamar diagnóstico às primeiras impressões que se colhem depois da entrevista inicial, as quais têm de ser bastante aprofundadas com provas e outros meios de confirmação, infirmação ou alteração. Que se costume chamar diagnóstico provisório, ainda se pode admitir para que possa existir um indício a partir do qual se consiga Imagina-Blançar mãos à obra  para a correcção da situação anómala em evidência.

São conflitos que temos de resolver a toda a hora, não só porque os meios são escassos mas também porque podemos modificar a sociedade com a nossa actuação.

Julgo que, como psicólogos vocacionados para a intervenção social, temos de nos preocupar mais com a acção do que com as formalidades ou enquadramentos. Temos de arregaçar as mangas e «trabalhar», não às cegas, mas com as informações que pudermos ir obtendo ao longo da nossa actuação no terreno, isto é, das consequências das primeiras evidências recolhidas, chamando-lhe qualquer outro nome que não seja um definitivo Saude-B«diagnóstico».

Como já tive ocasião de dizer, com muita tristeza, isso não aconteceu com os autistas (ver post O Autismo entre Nós, de 30 Ago 2009) a ponto de ser necessário convidar, em 2009, um novo especialista igualzinho ao que tinha estado entre nós em 1977, provavelmente, para tudo continuar na mesma.

Mas, as crianças até têm um diagnóstico e, pelo menos, um psiquiatra!

Talvez haja também, brevemente, um Diagnósticos 4.arvore

Já leu os comentários?

Ver post LIVROS DISPONÍVEIS

É aconselhável consultar o ÍNDICE REMISSIVO
de cada livro editado em post individual

Blogs anteriores:

PSY FOR ALL (desactivado) [http://www.psyforall.blog.com]

PSICOLOGIA PARA TODOS [http://psicologiaparaque.blogspot.pt/]

Para tirar o máximo proveito deste blog, consulte primeiro o post inicial “História do nosso Blog, sempre actualizada”, de Novembro de 2009 e escolha o assunto que mais lhe interessa. Depois, leia o post escolhido com todos os comentários que são feitos. Pode ser que descubra também algum assunto acerca do qual nunca tivesse pensado.

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3 thoughts on “DIAGNÓSTICOS 3

  1. Parece que o livro se refere a mim. Estou à espera de o ver sair à luz do dia.

  2. Anónimo on said:

    Entre um maluco e um não-maluco existe, de facto, pouca diferença!

  3. Anónima on said:

    Afinal, quando é que sai o livro? Logo que sair, peço que o mande à cobrança para o endereço que vou fornecer hoje por e-mail. Obrigada. Anónima

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