PSICOLOGIA PARA TODOS

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DIAGNÓSTICOS 5

Uma pessoa amiga perguntou-me há pouco: “Não gostando de diagnósticos, como é que vou fazer um Depress-nao-Bdiagnóstico se estou a dar Psicopatologia e isto se insere nesta matéria?”

Uma quinta recordação que surgiu na minha memória foi o caso da Isilda, cuja «doença» foi devidamente diagnosticada como depressão depois da sua gorada tentativa de suicídio com os comprimidos que a mãe tomava.

O que fazer neste caso?

— Haverá algum formulário psicoterapêutico específico para estas situações?Imagina-B

Como não sabia e continuo a não saber, utilizei o meu velho método de affective balance therapy (terapia do equilíbrio afectivo).
No pouco tempo que consegui estar com a Isilda, no hospital, descobri ao longo das 5 horas de terapia (equivalente a 10 consultas), que o seu grande problema e motivo de desequilíbrio momentâneo era a sua rejeição ao controlo que a mãe desejava exercer nela para que aquilo que lhe tinha acontecido, não se repetisse com a filha: casamento forçado.
Por isso, partindo da situação de uma resposta à frustração de não se poder sentir livre para poder orientar a vida à sua «Educar»-Bmaneira, sem ter em conta as «aflições» da mãe, consegui que ela fosse descobrindo aos poucos o caminho a seguir, visto que qualquer tentativa de suicídio não só seria inútil, como poderia tornar-se bastante prejudicial, deixando-a ainda mais na dependência da mãe ou de outros familiares.

Tudo isto exigiu uma reestruturação cognitiva que não seria possível delinear sem se ter aprofundado a sua história pessoal, incluindo as vivências com o pai, que muito tinham traumatizado a mãe.

Neste caso, embora o diagnóstico médico fosse o de depressão, não houve possibilidade nem tempo para se aplicarem algumas provas psicológicas que confirmassem ou infirmassem esse diagnóstico.Maluco2

No final de todo o processo, que não chegou a terminar convenientemente, a ideia com que fiquei foi a de que ela não sofria de qualquer depressão mas que tinha dado uma resposta consequente exigida pela frustração de não se poder sentir livre e capaz de se auto-determinar: problemas de uma adolescência tardia?

A conclusão mais importante é que, com o diagnóstico ou sem ele, a minha actuação não seria diferente e que o tempo exíguo utilizado com a paciente foi bastante proveitoso para ela, que até conseguiu «arranjar» um «namorado credível» Acredita-Bque durou muito tempo e sem desentendimentos de maior.

Talvez haja também, brevemente, um Diagnósticos 6

Já leu os comentários?

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