PSICOLOGIA PARA TODOS

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DIAGNÓSTICOS 6

Uma pessoa amiga perguntou-me há pouco: “Não gostando de diagnósticos, como é que vou fazer um «Educar»-Bdiagnóstico se estou a dar Psicopatologia e isto se insere nesta matéria?”

Ainda outra recordação que tive foi o caso da Cristina.

Que diagnóstico se podia fazer se com ela apenas se podia manter uma «conversa civilizada» enquanto amigo do pai e a visitá-lo com frequência por causa de uns trabalhos que tínhamos em comum?

Cristina era uma rapariga com um curso superior, bem empregada mas com dificuldades de relacionamento profissional e social que, para apresentar a «máscara» de eficiência que tinha de manter, ficava totalmente transtornada durante o dia e exausta ao fim do mesmo.Depress-nao-B
Além disso, como ela não se considerava «maluca», não necessitava de qualquer auxílio de psiquiatra ou psicólogo.

O diagnóstico seria o de sentimentos de inferioridade ou fobia social?

— De que serviria o diagnóstico se eu não fosse manter com ela um diálogo ou «conversa» que aclarasse a situação?
— De que serviria tentar iniciar uma psicoterapia formal se ela não a aceitava?Imagina-B
— Como fazer-lhe compreender os mecanismos do comportamento e da aprendizagem?

As 110 horas de conversa mantidas com ela, além das horas das suas leituras, ajudaram de tal maneira a efectuar uma (pseudo?) psicoterapia (camuflada?), que de outro modo não seria possível. O treino efectuado por ela em casa, também serviu de grande ajuda. O seu empenhamento posterior, depois de compreender toda a situação foi de extrema importância a ponto de ela própria, por sua iniciativa, aceitar um namoro e orientar a sua vida de maneira saudável ajudando os pais a reconhecerem o «mal» que tinham feito por não compreenderem os mecanismos da aprendizagem e da formação dos comportamentos. Com os seus futuros filhos, ela não queria voltar a repetir os Maluco2«erros» cometidos pelos pais, por ignorância, durante a educação que ele tivera.

Actuar sem diagnósticos e sem possibilidade de os fazer e, muito menos, efectuar uma psicoterapia, fizeram com que uma «conversa fiada», mas cuidadosamente orientada, funcionasse como uma «arma» psico-terapêutica capaz de resolver uma situação que de outro modo poderia ter contornos e consequências diferentes.

Se ela continuasse a não querer as consultas de psiquiatras ou psicólogos, qual seria o seu destino, à medida que as suas dificuldades, com o reforço social negativo aleatório recebido, se fossem consolidando depois de cada Psicopata-Bcomportamento inadequado que poderia existir para ela se sentir «menos mal» individual e socialmente?

Seria considerada como obsessiva, compulsiva, fóbica, ritualista ou qualquer outra coisa inventariada no DSM?

Na minha experiência, como até aconteceu no caso do BULLYING (post de 16Mar10) a profilaxia e a prevenção são armas mais eficazes do que qualquer diagnóstico, por mais elaborado e fidedigno que ele possa ser.

Antes prevenir que remediar mas, remediar rapidamente e bem, logo que for possível, é a arma ideal que teremos de utilizar se quisermos uma sociedade equilibrada.

É por este motivo que considero a educação uma «arma» fundamental para prevenir tiroteios, desacatos, ataques, perversões Saude-Bsexuais, corrupções, subornos e muitas coisas mais com que a sociedade se vai enformando à medida que diz que se vai «civilizando».

Não espero dedicar-me a mais Diagnósticos.

Ver post LIVROS DISPONÍVEIS

É aconselhável consultar o ÍNDICE REMISSIVO
de cada livro editado em post individualarvore

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Para tirar o máximo proveito deste blog, consulte primeiro o post inicial “História do nosso Blog, sempre actualizada”, de Novembro de 2009 e escolha o assunto que mais lhe interessa. Depois, leia o post escolhido com todos os comentários que são feitos. Pode ser que descubra também algum assunto acerca do qual nunca tivesse pensado.

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2 thoughts on “DIAGNÓSTICOS 6

  1. CãoPincha on said:

    Depois de muito tempo calado, agora que estávamos a gostar dos seus argumentos em relação aos diagnósticos que são feitos com total à-vontade, interrompe a disertação? É pena.

  2. Antunes on said:

    Vais receber um e-mail porque aquilo que te tenho para dizer não cabe no comentário. Quero que vejas tudo com cuidado e, se desejares, podes responder, com ou sem a publicação do meu e-mail. É muito importante, porque também senti alguma coisa que tu demonstras nos teus 6 posts.
    Um abraço de muita amizade.
    Antunes.

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