PSICOLOGIA PARA TODOS

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MEDOS INFUNDADOS

“A minha única filha de 13 anos, que tem tido um percurso regular nos estudos, começou agora a ter medo Saude-Bde dormir no seu quarto quando antigamente sempre se habituou a dormir de luz apagada. Também diz que tem medo de fazer cambalhotas na ginástica porque pela primeira vez teve um ligeiro desaire.
Agora, vem dormir no quarto dos pais acordando de madrugada e, desde que começou a ver a Lua Vermelha, não quer dormir no quarto dela e dorme na minha cama obrigando, assim, o pai a dormir no quarto dela. Não sei o que devo fazer, mas se me puder dar uma ajuda, agradeço.
Anónima”Imagina-B

Minha senhora,
Este caso parece-me bastante complicado e julgo que deve exigir uma entrevista grande e aprofundada isoladamente com a adolescente e também com os pais.
• Que tipo de personalidade tem a adolescente?
• Quando começou a ter os primeiros medos?
• Como reagiram os pais (admoestações, ralhos, simpatia, desculpabilizações ou qualquer outra coisa)?mario-70
• Que tipo de personalidade têm os pais, especialmente a mãe?
• Quais são os familiares que têm medos parecidos?
• Como reagiram os pais desses familiares?
• Em que tipo de sociedade vive a rapariga (com preconceitos, ideias pré-concebidas acerca de demónios, fantasmas)?
• Quais são as situações «normais» em que ela não tem medo?
• Quais são as coisas de que ela gosta?Biblio
• Qual a história passada da rapariga?
• Qual a história passada dos pais?

Enquanto não se conseguirem aprofundar pelo menos estes pontos, partindo do princípio que isso não será possível tão cedo e percebendo que os medos dela começaram desde que está a ver a Lua Vermelha, o mais que posso aconselhar é utilizar com ela o reforço quando não demonstra medo e reforço do comportamento incompatível para evitar ou reduzir o visiona-mento desse filme.
Quando, um dia, vi o filme durante uns minutos, pareceu-me estapafúrdio e pouco real mas parecido com aqueles que se Acredita-Bexibem agora como filmes de terror ou suspense. Os americanos têm muitos desses filmes para quem gosta deles. Não somos obrigados a visioná-los se não o desejarmos, a não ser que possamos admitir que, para nós é um vício estar a olhar para a televisão. Um filme desses pode despertar sentimentos, recordações, traumatismos que, em circunstâncias diferentes, não seriam relembrados. Gerir depois essas relembranças pode ser difícil para uma pessoa que tem uma personalidade pouco estruturada e ainda não perfeitamente equilibrada. Na adolescência, isso é admissível. Por isso, compete aos pais dar o apoio necessário quando os filhos apresentam comportamentos adequados e tentar, tanto quanto possível, «ignorar» os inadequados, mas sempre de olho nos mesmos.Consegui-B

Atenção:
Não basta ficarmos satisfeitos quando eles se portam bem e ralhar quando eles se portam mal.
É necessário elogiá-los muito quando se portam bem e «tentar não ligar importância» quando isso não acontece.
Infelizmente, fazemos o contrário, deixando a interacção com os pais associada a comportamentos inadequados.

Conheci uma criança que, sem razão plausível, tinha más notas nos estudos, para que os pais a castigassem e «pregassem Maluco2sermões». Era a única maneira de obter dos pais a atenção que, para ela, era o seu reforço. Revertendo o comportamento dos pais, a melhoria das notas foi possível, mas durou pouco porque os pais não mudaram consistentemente o seu comporta-mento neste sentido, apesar da lição que tinham começado a aprender.

Por isso, posso aconselhar que leiam o livro da JOANA e tentem entender bem os fundamentos da modificação do comportamento, na prática que foi ensaiada com uma criança e seus pais. Assim, os pais devem tentar utilizar o reforço, o reforço do comportamento incompatível e a facilitação durante pelo menos um mês para verificarem se existe qualquer mudança no comportamento da filha. Explicações, justificações, ameaças, Psicopata-Bpromessas, não devem dar qualquer resultado desejável e mais duradouro do que a associação entre o comportamento desejado e o reforço subsequente.
Seria também óptimo consultar este blog especialmente o post ENCOPROSE, de 4 de Setembro corrente.

Boa sorte e até breve.

Já leu os comentários?

Ver post LIVROS DISPONÍVEISarvore

É aconselhável consultar o ÍNDICE REMISSIVO

de cada livro editado em post individual

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PSY FOR ALL (desactivado) [http://www.psyforall.blog.com]

PSICOLOGIA PARA TODOS [http://psicologiaparaque.blogspot.pt/]

Para tirar o máximo proveito deste blog, consulte primeiro o post inicial “História do nosso Blog, sempre actualizada”, de Novembro de 2009 e escolha o assunto que mais lhe interessa. Depois, leia o post escolhido com todos os comentários que são feitos. Pode ser que descubra também algum assunto acerca do qual nunca tivesse pensado.

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2 thoughts on “MEDOS INFUNDADOS

  1. Anónimo on said:

    Há bastantes anos tive um caso destes em minha casa e proibi o filho de ver televisão àquela hora. Devia ir para a cama mais cedo, mas agora apresenta outros problemas muito diferentes. Não seria melhor seguir o método de proibir a exibição desses filmes ou dar aos pais a possibilidade de bloquear os programas? Houve um deputado que fez esta proposta.

  2. Mário de Noronha on said:

    Para evitar problemas semelhantes, é necessário que se compreenda bem o significado e os conceitos implícitos na modificação do comportamento, tal como aconteceu com os pais da JOANA.
    Por isso, logo que possível, vou tentar preparar um post com um índice alfabético de alguns dos conceitos explicados na JOANA, com a finalidade de ajudar também quem fez um comentário relacionado com a encoprose do filho.

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