PSICOLOGIA PARA TODOS

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“CONFLITOS e DESUMANIZAÇÃO”

“Li este post e os anteriores e parece-me que as soluções propostas são desumanizadas e traumatizantes.Biblio
Isto pode ser prejudicial para alguns. Também sou psicóloga mas não me quero identificar para não ferir susceptibilidades.
Até qualquer dia.”
Anónima.

Acabei de ler o seu comentário acima transcrito feito no post ENCOPROSE, de 4 de Setembro próximo passado. Acho que merece um post com o título “CONFLITOS e DESUMANIZAÇÃO” que vou redigir em seguida para lhe dar a minha versão dos factos.
Cumprimentos,
Mário de Noronha              

 Senhora ANÓNIMA, pretensa colega de profissão:

O seu comentário a dizer que as soluções que dei são desumanizadas, faz-me lembrar situações em que tem de haver uma decisão.
— Ao ver uma pessoa à beira dum precipício pronta para o suicídio, vou evitá-lo mesmo que tenha de partir um braço à «pretendente» ou vou deixar que ela se suicide para, «humanizadamente», não lhe partir o braço?Interacção-B30
Segundo consta da psicologia social, tenho de optar por uma solução num conflito de dupla aproximação-afastamento.

Se evito o suicídio, salvo uma vida mas parto o braço que se poderá recompor com alguma dificuldade, de seguida.
Se não partir o braço humanizadamente, ajudo a perder uma vida que poderia ser profícua tanto para o próprio como para os outros.Psicologia-B
E como ficará o braço depois da queda?
O que faço?

Para saber a razão da minha opção e das soluções propostas, aconselho que leia com atenção o capítulo “Aprender a resolver conflitos” (págs. 87 a 92) do livro JOANA. Tive essa discussão com o pai dela.

O que proponho nas soluções que apresentei, é que não se aumente o traumatismo da criança em não conseguir evacuar regularmente, até com medicamentos, dando-lhe, ao mesmo tempo, a satisfação de obter com esse Psicopata-Bcomportamento o carinho dos pais depois de ela ter demonstrado, à saciedade, a sua incapacidade. O importante, é deslocar esse carinho e muito mais, para depois de ter feito um esforço, com sucesso, para conseguir evacuar.

Provavelmente, nesse momento, os pais ficam aliviados mas não demonstram o seu carinho como o fazem quando a criança se queixa e se lamenta.
O que aconselho é retirar o carinho dado e não a ajuda, depois do insucesso e exagerá-lo logo depois do primeiro mais pequeno sucesso. De certeza que houve oportunidades para isso.
Aconselho mais que esse carinho não cesse depois da primeira vitória da criança, como aconteceu com uma que Maluco2apoiei (com flooding). Às vezes parece que os pais só se preocupam com os filhos quando eles estão doentes mas não se preocuparem com eles quando estão bons.

Qual a melhor solução para os filhos do que a de ficarem doentes para obter a atenção dos pais?
É bom e indispensável que os pais «metam a mão na consciência» e compreendam ou «sintam» se os filhos necessitam de maior atenção deles. Às vezes, é só isso que falta e que, passados uns anos, ajuda os filhos a terem de ir a um psicólogo porque tem más notas, andam em más companhias, metem-se na droga ou «arranjam» um namoro precipitado, com todas as consequências possíveis.

Será desumano deslocar o carinho e dá-lo abundantemente depois da acção B, em vez de o proporcionar depois de uma acção Acredita-BA, que é prejudicial para a pessoa visada?

Será desumano salvar uma vida partindo um braço em vez de não a salvar, só para não partir um braço naquele momento?

Quem se lembra de considerar desumano haver nos restaurantes um pré-pagamento em vez de se pagar depois do consumo? No pré-pagamento, as pessoas podem não consumir mais, mas no pós-consumo podem lembrar-se de consumir algum doce ou guloseima inicialmente não prevista.

Pretensa colega, não sei há quantos anos exerce a clínica, mas eu estou desde 1975 metido nisso «até ao pescoço», tendo Difíceis-Bcomeçado por vários hospitais onde tínhamos de trabalhar voluntaria e gratuitamente sem qualquer recompensa. São apenas 40 anos de prática que não me desviaram do pensamento inicial desde que fiz a especialização em Modificação do Comportamento. E tenho muita pena que a mesma não se tenha utilizado com os autistas (ver o post sobre AUTISTAS, 31Ago09).

No livro Eu Também CONSEGUI! bem como no blog, vai encontrar várias intervenções sobre o tema deste post. Pode ler o testemunho da Cidália que muito vacilou entre continuar ou não com a sua psicoterapia, eventualmente iniciada com um grande «empurrão» do seu «tio». E qual foi o resultado?
Boa sorte e até qualquer dia.
Mário de Noronha.

 

Já leu os comentários?arvore

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de cada livro editado em post individual

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Para tirar o máximo proveito deste blog, consulte primeiro o post inicial “História do nosso Blog, sempre actualizada”, de Novembro de 2009 e escolha o assunto que mais lhe interessa. Depois, leia o post escolhido com todos os comentários que são feitos. Pode ser que descubra também algum assunto acerca do qual nunca tivesse pensado.

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4 thoughts on ““CONFLITOS e DESUMANIZAÇÃO”

  1. CãoPincha on said:

    Gostámos imenso da resposta dada neste post. Fez-nos lembrar a cena política em que os mais aldrabões e vigaristas são premiados com os nossos votos. Eles deveriam ser eleitos apenas depois das provas dadas e não no momento das promessas. O pior é que até nos deixamos iludir depois das más provas que acabaram de dar. Numa escolha em que não conhecemos a outra parte ou nos esquecemos daquilo que a mesma fez anteriormente e temos alguém com maus resultados à vista, sem sabermos quem escolher, caimos num outro logro. Vamos discutir isto entre nós para fazer um novo post.
    Parece que depois de fazerem asneiras e vigarices, antes e no momento da votação, são acarinhados com os nossos votos. Assim, não sabemos quem escolher. Ou será melhor riscar o boletim para dizer que não confiamos em qualquer deles?
    A psicologia social poderá dar alguma achega?
    CãoPincha compincha.wordpress.com

  2. Anónimo on said:

    Será que todos os psicólogos são muito bons da cabeça?
    Às vezes tenho as minhas dúvidas que vou confirmando com o reparo mencionado no início deste post.

  3. Comentador on said:

    Por que razão não se pode falar com as pessoas que têm dificuldades para aconselhá-las a mudar de comportamentos a fim de que elas fiquem boas?
    Se os psicólogos sabem como se deve fazer, podem dizer isso suavemente às pessoas sem as magoar ou forçar.
    Posso ter uma resposta?

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