PSICOLOGIA PARA TODOS

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ENCOPROSE 2

Exmª Srª Anónima, amiga da «Júlia»Biblio
Acabei de receber a sua longa carta que, conforme seu desejo, com a cosmética julgada essencial, vai ser transformada em novo post que possa servir outras pessoas.

“Já o conheço há longa data desde que tive de ir à sua consulta na Infante Santo (Centro Médico de Diagnóstico), Lisboa. Aí, ouvi muito boas referências a seu respeito. A minha única filha tinha dificuldades escolares. Depois de ficar devidamente esclarecida em relação ao assunto e com a indicação da bibliografia adequada, os técnicos locais conseguiram dar-lhe apoio durante algum tempo enquanto o meu marido esteve vivo. Quando, passado pouco tempo, o meu marido morreu, Imagina-Bcomo vivíamos muito longe de Lisboa ou de qualquer cidade, o apoio foi suspenso e a minha filha começou a trabalhar numa mercearia.

Ela casou-se ainda nova e pouco preparada para esta nova fase da vida. Agora, parece que às vezes surgem dificuldades entre o casal. A filha está muito tempo na mercearia e o marido é pouco caseiro. Sempre os ajudei porque ganham pouco e como agora consegui um bom emprego na hotelaria, no Algarve, deixei o casal na casa da família e mudei de residência.

Este ano, por causa dessas dificuldades, o casal resolveu passar alguns dias no Algarve, «aliviando-se» do Difíceis-Bfilho ao meu cuidado.

Depois de estar cerca de uma semana com o meu neto de quase 6 anos, verifiquei que ele se queixava muito de dor de barriga e que não evacuava. Fui ao médico que me aconselhou que lhe dessem muita água a beber, laxativos, clisteres e que usasse também supositórios. Nada disso deu resultado durante cinco dias. Com as dores que ele dizia sentir e que o faziam chorar, a falta de evacuação, deixou-me com a cabeça às voltas.

A «Júlia» e eu falávamos, de vez em quando, de modo a que o neto ouvisse, no benefício de beber água Psicologia-Bquando estávamos com dor de barriga. Isso até nos ajudava a ir para a casa de banho e deixar de sentir dores.

Comecei a observar bem o comportamento do neto e verifiquei que ele se afligia com a minha ausência durante o meu trabalho ficando a cargo da «Júlia». Também se afligia e ficava inquieto e irrequieto enquanto a mãe não lhe telefonava todas as noites. Como a «Júlia» tinha em seu poder muitos livros da sua autoria, resolvi começar eu própria tentar resolver o assunto quando ela me disse que tinha acabado de ver no seu blogue, em princípios de Setembro, um post sobre ENCOPROSEPsicopata-B

No meu dia de folga, dei clister ao meu neto logo de manhã. Depois do almoço apliquei um supositório. Dei-lhe um laxativo e verifiquei que não evacuava. Ao jantar, insisti que comesse bastante um prato que tinha preparado e de que ele gostava muito. Quando começou a queixar-se de dor de barriga, recomendei que bebesse bastante água que também nos alivia as dores. Depois de beber água, disse-lhe que não fazia mal sentar-se na sanita para eu lhe fazer umas massagens no lado direito do estômago. Isso aliviava as dores. Com menos dores, até poderia atender melhor o telefonema da mãe. Maluco2

Enquanto fazia as massagens, sem nunca falar nas suas dores ou dificuldades, ia conversando com ele acerca das suas brincadeiras e dos divertimentos de que a mãe podia estar a gozar. Com a distracção assim ocasionada, começou a dejectar com dificuldades até terminar quase com uma diarreia.

Felicitei-o pelo acontecimento e telefonei imediatamente à «Júlia» a contar a «proeza» do meu neto e a convidá-la para irmos a um café depois do telefonema da minha filha. neuropsicologia-B

Quando a «Júlia» chegou, deixei os dois na sala e levei o telefone para o quarto dizendo que tinha de falar para o hotel onde trabalhava. Pedi ao chefe que me dispensasse do serviço nos dois ou três dias seguintes porque me sentia muito engripada e não queria transmitir o vírus aos clientes.

Logo que a minha filha telefonou, contei-lhe rapidamente o facto e disse-lhe que tinham de ter muito cuidado com a quantidade e qualidade de atenção que dispensavam ao filho. Depois, enquanto ia para a Acredita-Bsala com o telefone na mão, fui contando, de novo à minha filha, muito entusiasticamente, o sucesso que o neto tinha obtido e que devia também ser comemorado com o pai.

Felizmente, tanto a minha filha como o marido falaram com o meu neto, felicitando-o pelo facto de ter sido capaz de ir à casa de banho sem ajuda.

Logo depois do telefonema, fomos tomar uma bebida e o neto ficou a comer um gelado de que sempre gostou. Estávamos todos a falar dos benefícios de beber bastante água e de ir à casa de banho para aliviar as dores de barriga ou até nunca as sentir. Continuei assim nos três dias seguintes, «engripada», Consegui-Bfazendo companhia ao neto até os pais regressarem.

Tive de avisar imediatamente a minha filha de que tanto ela como o marido necessitavam de prestar mais atenção ao filho, especialmente enquanto as relações entre os pais não se consolidassem.

Ela compreendeu e informou-me que agora as coisas deveriam ficar melhor entre os dois porque, nos últimos dias tinham discutido amigavelmente o assunto e descoberto os malefícios que poderiam provocar no filho. A encoprose dele tinha sido apenas um aviso de possíveis males futuros. Psi-Bem-C

Agora que li o seu novo post CONFLITOS e DESUMANIZAÇÃO, resolvi escrever esta carta que pode ser utilizada como entender. Aquilo que eu digo sobre este assunto, pode ajudar outras pessoas que, como nós, não temos à mão outros remédios a não ser clisteres, supositórios, laxativos e água. Convencemo-nos que não há mais nada a fazer!

O funcionamento dele na escola e o relacionamento melhoraram muito em comparação com os últimos Joana-Bmeses do ano anterior.                                                                         
…                                                                                          
Boa sorte  para todos.                                                                                                                                                   

Da minha parte, devo apenas recomendar que, se necessário, além da  informação nos posts, seja consultado o livro JOANA a traquina ou simplesmente criança?  enquanto não for publicado o PSICOLOGIA PARA TODOS.

Já leu os comentários?arvore

Ver post LIVROS DISPONÍVEIS

É aconselhável consultar o ÍNDICE REMISSIVO
de cada livro editado em post individual

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Para tirar o máximo proveito deste blog, consulte primeiro o post inicial “História do nosso Blog, sempre actualizada”, de Novembro de 2009 e escolha o assunto que mais lhe interessa. Depois, leia o post escolhido com todos os comentários que são feitos. Pode ser que descubra também algum assunto acerca do qual nunca tivesse pensado.

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2 thoughts on “ENCOPROSE 2

  1. As dificuldades com o chichi e o cocó surgem de vez em quando sem nós sabermos porquê. Agora estamos a compreender um pouco melhor os mecanismos envolvidos. Agradecida especialmente por este poste. Pode servir-me no futuro por causa do meu filho que se vai casar.

  2. Visito de vez em quando este blogue e hoje vi este poste.
    Estou com um pequeno problema da minha filha de 4 anos que começou a molhar a cama.
    Há 2 meses nasceu um irmão que tem tido bastantes cuidados dos pais sem negligenciar a filha.
    Tanto eu como o meu marido damo-nos bem mas estamos cheios de trabalho.
    Haverá alguma coisa que possa fazer sem ir à consulta?
    Agradeço desde já a ajuda que possa prestar.
    E se necessitar duma consulta?

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