PSICOLOGIA PARA TODOS

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FOME OU MENTIRA?

Senhores CãoPincha, Vi o vosso comentário a seguir transcrito:

“Já que se fala na estrutura e desenvolvimento cerebral, em que estádio estaremos nós agora em comparação com os suecos ou outros países nórdicos? A vida política deles está apresentada num video do You TUBEA transparência do Parlamento da Suécia”.

Será diferente da transparência «amplamente demonstrada» pelos políticos portugueses de todos os partidos? O que dirá um psicólogo que já falou em psicologia social?

Como é um assunto bastante relacionado com a situação política e governativa actual e embora me preocupe também com ela Interacção-B30como cidadão, este não é o local mais adequado para discutir o assunto. Contudo, como psicólogo posso fazer algumas considerações sobre toda a situação em termos de psicologia social.

Antes de tudo, parece-me que quase todos concordamos com a insatisfação geral sentida pela grande maioria da população. Está bem patente nas atitudes e comportamentos de quase todos os que vemos andar nas ruas deste País. Ninguém se conforma com a situação a que o país chegou, por culpa dos que governam e que a atribuem à crise financeira mundial.

Ontem, um amigo meu, médico especialista aposentado há 10 anos, com quem não me encontrava há muitos anos, desabafou Psicologia-Bcomigo: — Tu já viste ao que chegou este País? Andávamos nós a queixar-nos de Salazar. Andei eu a dar tirinhos no Quartel de Beja para ver se alguma coisa mudava. É verdade que mudaram as moscas. E o resto? Estamos a ficar cada vez pior e a aumentar os vigaristas que tomam conta da governação. Não há vergonha. Agora, seria necessária uma metralhadora, em vez de espingarda, para varrer todos aqueles que nos prejudicam.

Ao despedir-se de mim, recomendou que fosse ao GOOGLE e You TUBE para ver A transparência no Parlamento da Suécia. É o mesmo de que os CãoPincha falam no comentário acima transcrito. O que lá vi e ouvi, quase de relance, deixou-me ligeiramente preocupado em relação aos desmandos que se verificam cá e que se vão descobrindo dia após Saude-Bdia.

Suponho que estamos a ficar cada vez mais assoberbados com encargos de diversa ordem, incluindo o aumento do custo de vida, enquanto as receitas diminuem e não deixam espaço de manobra para uma existência decente. A nossa motivação principal, isto é, de todo o ser animal e, especialmente do ser humano, é conseguir viver o melhor possível. A partir das necessidades básicas de comida, bebida, sono, a nossa segurança é a seguinte.  O resto, conforto, etc. fica para depois.

Falando na hierarquia das necessidades, quando em relação à segurança e especialmente à subsistência (necessidades básicas) chegamos ao limite da impossibilidade de a obter, não podendo conseguir fugir desta situação, o sujeito entra em Depressão-Bfrustração e procura dar uma resposta, escolhendo uma de várias hipóteses. Entre estas hipóteses existe a possibilidade de se deixar sucumbir perante os acontecimentos, isto é, entrar em depressão.

Julgo que o aumento desta «doença», amplamente divulgado há pouco, já era de prever. O mal é a depressão ser tão grande que a pessoa possa entrar em depressão aprendida e «não reagir», passando a ser um fardo para a sociedade, quer em apoio quer em medicamentos… Outra hipótese é o «deslocamento» que, na impossibilidade de agredir o «inimigo», leva o indivíduo a lesar outros que não são os causadores directos do seu desconforto ou sofrimento. São respostas deslocadas.

Neste aspecto, pode-se prever um aumento de roubos, assaltos, etc. Para os evitar, contrariar ou reduzir, torna-se necessário Respostas-B30que existam forças de contenção ou de ataque. Na situação actual, haverá forças suficientemente motivadas e equipadas para executar esta tarefa? Ouvindo os noticiários, parece que os meios governamentais estão mais preocupados em equipar bem os gabinetes e transportes dos dirigentes do que os meios operacionais destinados a estas forças. Além disso, enquanto os vencimentos dos dirigentes são avultados, os dos funcionários operacionais são considerados muito baixos.

Ainda outra hipótese é arranjar justificações para aceitar a situação como boa e inevitável. É o que os governantes estão a utilizar e o que aconteceu ao longo de muitos anos. Aconteceu nos tempos iniciais de Salazar assim como nos últimos 30 anos. Andámos sempre à espera de melhores dias até que deparamos com a situação do Acredita-Bmomento, inesperada e inaceitável para os muitos dos que sentem aumentada a desigualdade entres as diversas classes sociais.

Já que não existe a possibilidade de apresentar, ver ou sentir esta situação actual como prenúncio de um futuro melhor e muito mais promissor, resta ainda uma outra hipótese: a de atacar o «inimigo». Na conjuntura actual, o «inimigo» está perfeitamente identificado: os políticos e os governantes. Os seus discursos e acções parecem estar em contradição provocando no POVO um efeito de dissonância cognitiva (K). Como não é fácil investir contra os governantes, os descontentes têm de resolver o conflito (ataco ou não, a que custo?) ponderando todas as hipóteses de vantagem e desvantagem da acção a desencadear.Consegui-B

Escrutinadas todas estas vantagens e desvantagens, se e quando a situação chegar ao limite máximo do intolerável, pode surgir uma acção, à medida que a base dos descontentes for engrossando. Já aconteceu. Porém, como se verificou ao fim de alguns anos que não deu o resultado esperado e desejado, pode ser que as pessoas se desencorajem de entrar noutra «aventura» semelhante.

Porém, essa revolta ou «revolução» deveu-se mais a um descontentamento militar do que a um genuíno levantamento popular. Com a falta de cultura política que existia no país, a governação orientada por diversas ideologias e partidarismos políticos deu mau resultado. Poucos desses políticos se preocuparam com as necessidades e anseios do POVO. E Organizar-Bquem morreu ter-se-ia preocupado? Como agora o descontentamento popular parece ser maior do que algum descontentamento militar que também possa existir, «a panela pode entrar em ebulição e a tampa pode saltar».

Uma multidão constituída por pessoas famintas, desesperadas e desorientadas, pode ser encaminhada duma determinada maneira e num determinado sentido, por indivíduos que a queiram explorar em seu proveito. Isso pode dar origem a consequências pouco previsíveis. Indivíduos desses não devem faltar no País e muito menos em cada um dos partidos que se dizem democráticos. Conseguir o apoio de uma multidão que vai engrossando cada vez mais, dia após dia, não deve ser difícil. É bom que tudo isto seja tido em conta e em devido tempo.Psicopata-B

Se os pais da JOANA não tivessem tido juízo em tempo oportuno, o que seria daquela pobre rapariga que não tinha solicitado a ninguém a sua vinda a este mundo? Foram vários conflitos que os pais da Joana tiveram de resolver. Houve cedências de parte a parte e uma acção concertada pelo bem da criança. Se isso não acontecesse, o que seria dela quando entrasse na adolescência e atingisse a maioridade? Casos desses já foram relatados (Cidália) (C) e continuarão a ser em PSICOLOGIA PARA TODOS (F).

O que fazem os partidos a não ser combaterem-se uns aos outros sem dar ao POVO a satisfação de saber a verdade dos factos? Que exemplos de honestidade, poupança e sentido de estado dão os dirigentes políticos? São combustíveis eJoana-B rastilhos a mais para provocar uma explosão. É o que se pode prever em psicologia social a não ser que as pessoas, já suficientemente «martirizadas» entrem em «depressão aprendida» e não reajam dando aos políticos o benefício da dúvida ou da indiferença. É um conflito que o POVO irá resolvendo, apesar da dissonância cognitiva em que possa estar envolvido: “morrer com fome ou com mentiras?”                                                                                                                                            
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2 thoughts on “FOME OU MENTIRA?

  1. Estamos num beco sem saída. Não há nada melhor mas, pior talvez haja. Vamos deitar uma moedinha para o ar?

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