PSICOLOGIA PARA TODOS

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MEDO, TERROR, DESMAIO

Encontrei-me com um velho conhecido, assistente social, que me disse ter reparado, por acaso, no meu blog quando estava a Biblio«passear» na internet a fim de poder aconselhar uma pessoa amiga que tinha um filho com algumas dificuldades.
Explicou-me que o rapaz está a frequentar o ano de transição para a Faculdade a fim de poder entrar num curso de informática e que tem dificuldade em viajar de comboio e de estar longe de casa. Sente-se aflito, fica cheio de medo e quase desmaia. Os pais têm-se sacrificado para o ir buscar, de repente durante o dia, para o transportar de Lisboa para Cascais, visto que ele sente terror em viajar de comboio naquelas circunstâncias.

Esse meu amigo disse-me que viu também os comentários aos meus posts:
FOME OU MENTIRA?mario-70
ENCOPROSE 2
CONFLITOS e DESUMANIZAÇÃO
ENCOPROSE
e que, em função disso, chegou ao
REFORÇO DO COMPORTAMENTO INCOMPATÍVEL, de Agosto de 2008, do meu blog anterior PSICOLOGIA PARA TODOS.

Em contacto com psicólogos que trabalham com ele, que aconselharam que esse rapaz fosse acarinhado e ajudado a ultrapassar Acredita-Bas dificuldades, não sabe que conselhos deve dar aos pais. O rapaz foi apoiado em Psicologia nos últimos dois anos em consultas quase semanais e as dificuldades, embora tivessem diminuído ligeiramente no início, estão agora a aumentar de forma assustadora. Agora, até tem dificuldade em estar numa sala de aula. Disse-me também que ficou confuso com o comentário que uma psicóloga fez no post ENCOPROSE, o qual me deu ocasião para o post “CONFLITOS E DESUMANIZAÇÃO”.

Esta última informação deu origem ao seguinte diálogo entre nós:

— Se eu puder dar algum apoio a essa pessoa amiga, como devo proceder? Os pais estarão a fazer bem em ir buscar o filho a Psicopata-BLisboa quando ele telefona e diz que se sente mal nas aulas?
— Antes de tudo, julgo que os pais já o levaram ao médico a verificaram se existe algum problema orgânico.

— Já sabem que o problema é psicológico e o próprio médico aconselhou-os a procurar um psicólogo. Esteve lá dois anos e piorou.
— Mesmo que não esteja dentro do assunto, posso dizer que é provável que o rapaz necessite de fazer uma dessensiblização em relação aos seus medos e ansiedades. Julgo que é essencialmente um problema de ansiedade despertada por qualquer estímulo que desconheço e, provavelmente, do qual o próprio não tem consciência. Não deve ser tarefa fácil mas, enquanto o psicólogo estiver a fazer uma dessensibilização, que não é qualquer Maluco2aconselhamento, é imprescindível que o rapaz experimente até que ponto pode chegar o seu medo e os danos que pode causar. Se os pais forem buscá-lo à escola logo que ele telefona, é provável que a ansiedade que ele sente vá baixando com os procedimentos, tanto dele como dos pais.
Futuramente, basta ele telefonar aos pais para o problema ficar resolvido. É uma aprendizagem com reforço social negativo aleatório ou de razão variável. É o mais alienante e o que ocasiona os vícios. É por isso que se recomenda aos alcoólicos que nunca tomem bebidas alcoólicas depois do fim do seu tratamento.
O problema dele será resolvido aos poucos quando ele conseguir descobrir dentro de si (nas suas memórias) qual o estímulo que lhe provoca ansiedade. Não é fácil chegar lá, nem se pode deixar de o ter em conta, como dizia um Psicologia-Bpsiquiatra orientador do meu estágio em terapia do comportamento.
O pior que os pais podem fazer, enquanto não se chegar ao ponto de finalizar a dessensibilização, é ajudá-lo a fugir duma situação desagradável. Assim, estarão a ajudá-lo a aumentar o seu medo e ansiedade. Já experimentaram durante dois anos. Não é o suficiente? O resultado final pode ser a sua futura alienação a ansiolíticos e outras drogas, quando a situação se tornar insuportável.
Os pais, por sua vez, enquanto ele estiver a experimentar uma nova forma terapêutica, podem tentar não lhe dar o apoio para «fugir» duma situação desagradável para ele. Podem utilizar o reforço do comportamento incompatível, desviando a conversa dele, ao telefone, para assuntos relacionados com os estudos e as aulas, fazendo Interacção-B30perguntas tais como:
— Sim. Estás na escola? Já lá vamos.
— De que lado ficas à espera?
— A que horas é o intervalo?
— Qual a matéria que estás a dar?
— Não é importante?

Repara que a pouco e pouco, as perguntas foram-se afastando do assunto da ansiedade. Estas perguntas de diversão são necessárias.Consegui-B
Isso aconteceu com a Cidália (C/124) (livro Eu Também CONSEGUI!) quando ela telefonou ao Antunes a dizer que estava tão «em baixo» que iria tomar os comprimidos da mãe. Se o Antunes não lhe tivesse «dado uma curta seca» que a obrigou a desistir e não lhe tivesse feito de imediato as perguntas de diversão que ocuparam o tempo do telefonema, o que seria do tratamento que ela já estava a fazer quase por si própria?
E em que estado de espírito ficaria Filomena (livro PSICOLOGIA PARA TODOS) nos seus últimos dias de vida com um cancro terminal (F/98) se não fosse o reforço do comportamento incompatível? Provavelmente, passaria os seus últimos dias de vida «mergulhada na tristeza da sua doença» com as conversas «caritativas» e de consolação de todos os seus amigos. Alguma das conversas desses amigos reduzir-lhe-ia o cancro ou o desconforto Joana-Bprovocado pelo mesmo? Do modo como se procedeu, ele foi recordando e revivendo até com o apoio dos familiares, muitas das alegrais que tinha vivido na sua juventude.
São soluções que têm de ser adoptadas com criatividade e estão ao alcance de todos. Neste caso, os pais fazem parte do ambiente em que o rapaz está envolvido. Se não houver a colaboração deles, o caso pode arrastar-se por tempo quase indefinido. E, neste caso, pode o rapaz ficar ainda pior do que nos dois anos anteriores.
Se estiver a fazer uma dessensibilização adequada, pode demorar muito tempo até que se chegue a descobrir às «causas» que lhe provocam ansiedade, sem ele a desencadear conscientemente. Dar conselhos e mostrar que se tem pena dele, não é o caminho certo. Pode aumentar a sua angústia que não é provocada nem controlada por vontade própria. O importante é ele aprender a minimizá-la ou eliminá-la. É imprescindível treinar e conseguir. Exige tempo e muita prática da Psi-Bem-Csua parte, tanto quanto a paciência e a ajuda eficaz dos familiares.

— E se ele se sentir mal e, de facto, desmaiar na aula?
— O que acontece aos que desmaiam nas aulas sem terem os problemas do rapaz? São levados para as urgências e seguem-se os procedimentos adequados. Acontece a muita gente e o rapaz também pode «aprender» até que ponto pode sair prejudicado ou beneficiado com uma nova experiência. Se estiver a ser acompanhado pelo psicólogo, ele dirá o que fazer no momento. São acidentes naturais. Ajudar a fugir dum cenário hipotético gerador de ansiedade, pode ocasionar aprendizagem de fuga. A que preço? Até quando?
Mas, julgo que o mais importante é os pais não entrarem em pânico, nem ligarem muita importância às desditas do filho. Não estou a dizer que as devem desprezar ou menosprezar. Devem ouvir calmamente sem ligar muita importância, não aprofundar Difíceis-Ba conversa e fazer perguntas completamente diversas que despertem a atenção para factos mais importantes ou mais interessantes, como as perguntas que delineei acima. Têm de manter este procedimento pelo menos durante seis meses.
E quem me diz que não são os pais os mais necessitados de acompanhamento psicológico? Olha que o Antunes (B) (ver o livro ACREDITA EM TI. SÊ PERSEVERANTE!) reconheceu isso pouco depois de ter começado a dar apoio reeducativo à filha.
Sendo a filha a ponta do iceberg, o problema era ele próprio!

Com estas explicações, o meu amigo comprometeu-se a ler rapidamente os livros necessários para os poder aconselhar aos pais do rapaz e tentar promover a sua colaboração para a resolução deste caso. Quando me disse que gostaria de ler os livros arvoredisponíveis tive de o informar que, por enquanto, JOANA a traquina ou simplesmente criança? (D) é o substituto natural de PSICOLOGIA PARA TODOS (F) a ser publicado dentro de algum tempo. 

Já leu os comentários?

Ver post LIVROS DISPONÍVEIS

É aconselhável consultar o ÍNDICE REMISSIVO
de cada livro editado em post individual

Blogs anteriores:

PSY FOR ALL (desactivado) [http://www.psyforall.blog.com]

PSICOLOGIA PARA TODOS [http://psicologiaparaque.blogspot.pt/]

Para tirar o máximo proveito deste blog, consulte primeiro o post inicial “História do nosso Blog, sempre actualizada”, de Novembro de 2009 e escolha o assunto que mais lhe interessa. Depois, leia o post escolhido com todos os comentários que são feitos. Pode ser que descubra também algum assunto acerca do qual nunca tivesse pensado.

Para saber mais sobre este blog, clique aqui

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5 thoughts on “MEDO, TERROR, DESMAIO

  1. A Simone Fragoso, anã, atleta, nadadora, vencedora de prémios, que hoje apareceu na Grande Reportagem da TVI, não é, para este rapaz, um bom exemplo de persistência, coragem e vontade de vencer?
    Será mais difícil o rapaz treinar o suficiente para vencer o seu medo ou a Simone tornar-se atleta?

  2. De acordo com o que li nos outros postes, talvez o rapaz não consiga a atenção dos pais quando não tem estes problemas. Se conseguir essa atenção quando se mostra aflito, porque não telefonar aos pais e trazê-los ao pé de si? Pelo menos sente-se acarinhado. Os pais que pensem bem naquilo que estão a fazer.

  3. Conheço uma família em que um rapaz tem medos semelhantes aos descritos neste poste mas o pai também os tem e tenta não os aparentar. Como se resolve o problema?

  4. Mário de Noronha on said:

    Num próximo post, vou tentar dar uma resposta como se o pai deste rapaz tivesse esses medos.

  5. Gostei deste post. Como ainda não foi publicado o livro PSICOLOGIA PARA TODOS, agradeço que me envie o livro JOANA a traquina ou simplesmente criança? para o endereço que vou indicar no seu e-mail mariodenoronha@gmail.com

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