PSICOLOGIA PARA TODOS

BLOG QUE AJUDA A COMPREENDER A MENTE E OS COMPORTAMENTOS HUMANOS. CONSULTA-O E ESCREVE-NOS, FAZ AS PERGUNTAS E OS COMENTÁRIOS QUE QUISERES E COLABORA PARA MELHORAR ESTE BLOG. «ILUMINA» O TEU PRÓPRIO CAMINHO OU O MODO COMO FAZES AS COISAS…

MODELAGEM E IDENTIFICAÇÃO 2

Senhor Anónimo.Biblio
Como prometi na minha resposta rápida ao seu comentário:
“Conheço uma família em que um rapaz tem medos semelhantes aos descritos neste poste mas o pai também os tem e tenta não os aparentar. Como se resolve o problema?”
vou elaborar este post para poder dar uma informação minimamente adequada, como se o caso se passasse com o rapaz do post MEDO

Antes de tudo, talvez valha a pena que consulte vários posts deste blog e, especialmente, o MODELAGEM E IDENTIFICAÇÃO, de 3Set07, do blog PSY FOR ALL (infelizmente, desactivado), o primeiro dos três blogs por mim mario-70mantidos. O segundo foi o PSICOLOGIA PARA TODOS (ainda na versão Blogspot) e o terceiro, aqui continuado, teve início com o post HISTÓRIA DO NOSSO BLOG sempre actualizada. Consultando-o, pode desde logo tentar orientar-se pela lista total dos posts que foram publicados nos três blogs.

Os processos de modelagem e de identificação são muito importantes em grande parte dos nossos comportamentos, especialmente durante a formação da personalidade. Os filhos são geralmente modelados pelos comportamentos dos pais e, às vezes, chega-se a dizer que é hereditário porque os comportamentos de ambos quase se confundem. O que de facto acontece, é os modelos estarem sempre disponíveis e os filhos tentarem identificar-se com os progenitores, geralmente, com os do mesmo sexo. Muitas vezes, um outro factor que fica Joana-Bassociado é o reforço obtido a partir dos comentários de que os filhos se parecem muito com os pais, ocasionando a moldagem. Ficam os pais reforçados porque têm os filhos parecidos consigo e os filhos entusiasmam-se porque «mantém as tradições da família».
Se os comportamentos forem bons e aceitáveis, pode ser vantajoso. E se forem maus e negativos ou neuróticos? E no caso do nosso rapaz, o que poderia acontecer se os medos continuassem a existir?

Muitos desses medos, embora adquiridos por modelagem e identificação, fazem-se sentir quase inconscientemente ficando fora do controlo, pelo que não se consegue dominá-los sem ajuda. Por este motivo, quem estiver a fazer a psicoterapia, tem de ajudar a dominar esses medos. Que melhor método do que o relaxamento com a visualização e Saude-Bevocação dos medos e a aprendizagem para os dominar?

Conversar acerca dos mesmos arranjando justificações de que os mesmos são admissíveis e aconselhando a que o próprio os domine ou não lhes ligue importância, de nada vale. Esses medos não surgem porque a pessoa quer ou porque não os deseja dominar: sente e não consegue evitar a sua influência. É pior ainda se quem fizer a psicoterapia estiver a «justificar» esses medos dizendo que houve uma modelagem ou identificação. O mais importante, é ajudar a pessoa a relaxar-se e a dominar o medo evocando-o ao nível da consciência a fim de evitar uma resposta instantânea que não passa pelo córtex frontal (ver SAÚDE MENTAL sem psicopatologia, A/149).Consegui-B

Depois desta aprendizagem, é útil que o rapaz compreenda o modo como as modelagens e as identificações podem influenciar a vida duma pessoa de forma não consciente. A Cidália, protagonista de Eu Também CONSEGUI! (C) compreendeu isso só depois de chegar a meio da sua psicoterapia.

Nestas condições, depois de se fazer uma dessensibilização conveniente, é bom que se aflorem ao nível da consciência as causas desses medos, para evitar outros no futuro. Assim, o rapaz poderá ficar imune àqueles que, por acaso, possam ter origem pelo mesmo processo.

Também seria mais útil e ainda mais eficaz, que se desse ao pai uma ajuda semelhante para reduzir os seus medos. A futura Psicologia-Bmodelagem poderia ajudar o filho ainda mais. Mas, nem sempre se consegue ter a sorte de lidar com pais como nos casos apresentados em PSICOLOGIA PARA TODOS  (F/193…)
Já leu os comentários?

Ver post LIVROS DISPONÍVEIS

É aconselhável consultar o ÍNDICE REMISSIVO
de cada livro editado em post individual

Blogs anteriores:arvore

PSY FOR ALL (desactivado) [http://www.psyforall.blog.com]

PSICOLOGIA PARA TODOS [http://psicologiaparaque.blogspot.pt/]

Para tirar o máximo proveito deste blog, consulte primeiro o post inicial “História do nosso Blog, sempre actualizada”, de Novembro de 2009 e escolha o assunto que mais lhe interessa. Depois, leia o post escolhido com todos os comentários que são feitos. Pode ser que descubra também algum assunto acerca do qual nunca tivesse pensado.

Para saber mais sobre este blog, clique aqui

Anúncios

Single Post Navigation

4 thoughts on “MODELAGEM E IDENTIFICAÇÃO 2

  1. Já li os 5 volumes dos seus livros COMO MODIFICAR O COMPORTAMENTO e ainda não compreendi em termos esta história do reforço.
    E o que são, de facto, os reforços positivo e negativo?
    O primário e secundário compreendi mais ou menos.
    E o reforço aleatório?

  2. Se uma criança tem medo ou fica aterrorizada por algum motivo inexplicável, qual a razão da insistência na modelagem e identificação se nada disso é hereditário? Não se compreende.
    Porque não se descobre isso logo no início da psicoterapia, se os psicólogos têm meios para tal?

  3. Mário de Noronha on said:

    Vou tentar dar uma resposta, logo que possa, apresentando casos apoiados por mim.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: