PSICOLOGIA PARA TODOS

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Archive for the month “Novembro, 2010”

MODIFICAÇÃO DO COMPORTAMENTO 3

ComentárioBiblio

“A minha amiga esteve sempre de olho no computador e já leu o post. Eu também já li algumas coisas mas fiquei preocupada quando soube da dissonância cognitiva. Associei isso ao comportamento do meu marido. Ele também dá, de vez em quando, umas palmadas nos filhos quando eles se portam mal. Será que tudo o que fazemos, está errado? A «Júlia», que é minha amiga, diz que não. Tudo, não.”

Senhora comentadora,Joana-B
Já que fez outro comentário depois de ler o post dedicado a si e é amiga da «Júlia», vou tentar dar uma resposta quase imediata.

Desejo que leia em profundidade ou pelo menos os posts mencionados e os comentários que foram feitos.

Entretanto, quero salientar alguns pontos:
A atitude firme e coerente dos pais exigindo comportamentos consequentes é muito importante (pág. 187 e seguintes):Psicologia-B

“Durante o jantar, Fernanda quase não conseguiu falar comigo porque as perguntas que a Joana me fazia eram tantas que não deixavam qualquer espaço a ser preenchido pelos pais. Pouco antes da meia-noite, a Fernanda impôs à Joana que se fosse deitar. Eram horas de ir para a cama mesmo em dia de férias.
            – Normas são normas – disse ela, não admitindo mais justificações e acrescentou: – Nos outros dias vais para a cama às dez, o mais tardar e, aos fins-de-semana, não pode ser depois da meia-noite.
            Lá foi a Joana, muito contrariada, dormir para o seu beliche, depois de se lavar e arranjar, acompanhada dos pais Interacção-B30mas não sem me dar previamente as boas-noites e conseguir a promessa de que eu estaria bastante cedo em casa dela para sairmos no dia seguinte.”
 
Discutindo apenas este trecho do livro:

  • Se depois de a mãe ter dado a indicação para a Joana ir para a cama o pai tivesse discutido essa ordem divergindo da mesma, em que situação de confronto ou desconforto mental ficaria a Joana? Acreditaria na mãe ou no pai? Em nenhum? Nos dois, entrando em dissonância cognitiva? Ou, no futuro, iria aproveitar a ideia de um deles conforme lhe conviesse? Seria uma aprendizagem para a intriga e chantagem?Saude-B
  • Depois de dar à Joana a indicação de ir para a cama, se ela conseguisse não ir dormir, não seria uma aprendizagem de desobedecer às ordens, por mais legítimas, lógicas e coerentes que as mesmas sejam?

Um outro ponto importante para reflexão é o que aconteceu na Praia da Luz quando todos estavam na Pastelaria Kiwi (149). É uma discussão a respeito da dissonância cognitiva por má interpretação do seu verdadeiro conceito.

Nestas condições, peço que leia, juntamente com o marido, todos os posts que indiquei, assim como os comentários, consulte oAcredita-B Índice Remissivo deste livro, tentem aplicar as medidas necessárias, verifiquem os resultados, corrijam as falhas e informem-me se os comportamentos dos filhos não mudarem nem um bocado.

O facto de não actuarem devidamente agora, pode dar origem a uma educação defeituosa e a uma má estruturação da personalidade. Tenham em atenção que «os exemplos vêm de cima» e que as figuras de modelagem, identificação, reforço vicariante (especialmente se for negativo e aleatório) podem ocasionar, às vezes, muitos «danos» que deixem alienada a pessoa no futuro.

Os meus cumprimentos a todos e também à «Júlia».arvore

Já leu os comentários?

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É aconselhável consultar o ÍNDICE REMISSIVO
de cada livro editado em post individual

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Para tirar o máximo proveito deste blog, consulte primeiro o post inicial “História do nosso Blog, sempre actualizada”, de Novembro de 2009 e escolha o assunto que mais lhe interessa. Depois, leia o post escolhido com todos os comentários que são feitos. Pode ser que descubra também um outro assunto acerca do qual não tivesse pensado. 

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MODIFICAÇÃO DO COMPORTAMENTO 2

Nunca vi o seu blog mas uma amiga minha disse-me que dava respostas a pessoas com dificuldades psicológicas que expusessem a sua situação.Psicologia-B

Não sei se a minha dificuldade é psicológica, porque fico aflita quando vou com os meus filhos à casa de alguém.
Andam por todo o lado, mexem em tudo, interrompem as conversas e não estão quietos. Têm 6, 4 e 2 anos. Os mais velhos não deixam descansado o pequenino e tudo fica num rebuliço.
O meu marido levanta a voz, faz ameaças, diz que vai castigar e castiga de vez em quando, mas parece que nada resulta. Que os meus filhos façam isso em minha casa não me importo mas, na casa dos outros, é uma vergonha. Até parece que em casa dos outros ficam mais desorientados.
Haverá alguma coisa que eu possa fazer?Joana-B
Essa minha amiga vai fazer um comentário no último post do seu blog e prontifica-se a ir consultando o mesmo todos os dias para saber se tenho alguma resposta ou indicação para mim.
Anónima

Senhora Anónima,                                                                                

Dentro das minhas possibilidades, vou tentar dar uma resposta que talvez a possa satisfazer minimamente desde que esteja na disposição de ler bastante, entender bem a matéria e «trabalhar» sobre o assunto.Interacção-B30

Este assunto foi tratado no post Modificação do Comportamento em 26 AGO 2008, no blog PSICOLOGIA PARA TODOS.

Por isso, aconselho antes de tudo que consulte também os dois posts E SE OS MIÚDOS SE MAGOE(RE)M?, de 8Jul07 e MODELAGEM E IDENTIFICAÇÃO, de 3Set07 no blog PSY FOR ALL.

 

Depois, no blog PSICOLOGIA PARA TODOS  pode consultar o post Ausência das Mães em Casa e Obesidade (20 OUT 2009)
A seguir, neste blog, pode consultar pelo menos os posts seguintes e, em todos, ler também todos os comentários que foram feitos:Biblio

* Frustração (4Fev10)

* Punição (26Fev10)

* Reforços Positivo e Negativo (7Nov10)

* Reforço Aleatório (16Nov10)

 

No seu caso em particular, que não conheço bem, posso dizer que as crianças podem estar a necessitar de muita atenção, especialmente dos pais. Devem fazer tudo para
o conseguir. Até «pancada» serve, de vez em quando, especialmente no caso de não obterem a atenção desejada e não conseguida de outra maneira.mario-70

A modificação do comportamento é importante e faz-me lembrar os primeiros tempos que o Maurício passou com a JOANA, em 1990, nos comboios de Sintra (pags. 15-36).

A conversa do Maurício com o pai dela também foi importante para aclarar ideias sobre a constante possibilidade de modificar o comportamento, havendo uma forte contribuição dos pais para que isso acontecesse (37-50), com especial atenção para a dissonância cognitiva.  

 

A JOANA, uma criança considerada birrenta, em menos de 4 semanas começou a modificar o seu comportamento duma maneira que surpreendeu tanto o pai como a Saude-Bmãe dela. Esta mudança fez com que os pais se aproximassem em vez de se separarem como estava a acontecer.  

 

Dar ordens e o falar «para a inteligência» dos filhos, especialmente quando eles são pequenos, pode não ser aceitável. Maurício discutiu isto com a mãe da Joana. Aplicar castigos pode ser um passo para a depressão aprendida se a criança não os puder evitar. Pode provocar masoquismo. Prometer castigos que não são dados pode ser um veículo para a existência de dissonância cognitiva.

 

É necessário ver bem o que é o reforço (45-50) e como funciona. A conversa que o Maurício teve com o pai da Joana (67-74) pode ser elucidativa.

 Psicopata-B

Uma simples pasta para aguardar desenhos poderia ser mais um factor para ocasionar na Joana dissonância cognitiva ainda maior do que aquela que poderia existir com o afastamento dos pais e com os seus conceitos divergentes na educação (73-76).

 

No final, uma lista de procedimentos (93-98) elaborada pelos pais, em conjunto, fez com que a possível dissonância cognitiva fosse aliviada e eliminada em tempo oportuno. Até a Joana conseguiu aplicar pragmaticamente, nas férias, as normas de modificação do comportamento com um bebé que ela nunca antes conhecera (244-268).

 Maluco2

Para tudo isto, é necessário ter em conta:

·      «Ligação» entre pais e filhos.

·      Exemplos dados pelos pais.

·      Reforços concedidos pelos pais.

·      Afectividade a fluir entre estas duas entidades.

·      Coerência no comportamento.

·      Concordância visível entre os pais a fim de evitar dissonância cognitiva nos filhos.

O Índice Remissivo publicado no post com o nome do livro serve para adquirir as noções necessárias para a compreensão dos conceitos envolvidos na modificação doAcredita-B comportamento.

 

Muitos exemplos podem ser obtidos através dos diversos posts mencionados no post História do Nosso Blog, sempre actualizada (19Nov09).

 

Além disso, os posts no nosso anterior blog :

Desabafo (1Out08)
O Autismo Entre Nós (31Ago09)  Consegui-B

Enquanto não for publicado o livro PSICOLOGIA PARA TODOS, o JOANA,  a traquina ou simplesmente criança?” substitui-o com exemplos que servem perfeitamente para o vosso caso.

Já leu os comentários?

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MODELAGEM E REFORÇO VICARIANTE

Comentário de um Anónimo, em 24 de Novembro, no post MODELAGEM E IDENTIFICAÇÃO 2:Joana-B

“Se uma criança tem medo ou fica aterrorizada por algum motivo inexplicável, qual a razão da insistência na modelagem e identificação se nada disso é hereditário? Não se compreende.
Porque não se descobre isso logo no início da psicoterapia, se existem meios para tal?”

Senhor comentador Anónimo,

A minha insistência ou advertência em relação à modelagem e identificação é apenas por causa da fixação (e aumento?) doInteracção-B30comportamento indesejável através do reforço vicariante (vigarista). É aquele que mal se sente e funciona a um nível pouco consciente. Nós envaidecemo-nos quando nos fazem um elogio muito discreto, mas que nos é muito querido. Às vezes, nem damos por isso, mas sentimos qualquer coisa dentro de nós. Ver os posts  Modelagem e Identificação 2 (27Out10) neste blog e Modelagem e Identificação (3 Set07) no nosso blog inicial, PSY FOR ALL.

Para começar e não falar em casos desconhecidos, vou referir-me, em primeiro lugar, àquele que está descrito nas páginas 169 e seguintes de PSICOLOGIA PARA TODOS:

“Tomemos como exemplo o Gonçalo, uma criança de 10 anos que vive numa quinta, longe da cidade e tem medo exagerado de animais, ficando sempre afastado dos mesmos e fugindo logo que possível.”

Feita a psicoterapia necessária utilizando a escala de 11 pontos/conceitos para a auto-avaliação do medo do cão, gatos, galinhas, patos, coelhos, ovelhas, vacas e porcos, o valor inicial de 5,6 passou, em 2 semanas de psicoterapia, para 3,4 e, na 8ª semana, para 1,6.

“Acerca disso, o pai disse que também não era muito amigo dos animais e que a quinta tinha sido uma herança do pai seu que ele devia preservar e manter, enquanto o irmão mais velho, com um curso superior, tinha recebido «Educar»-Bcomo herança o palacete da cidade.
Deste modo, o psicólogo verificou que podia haver uma aprendizagem por modelo e/ou identificação, ficando também o Gonçalo traumatizado com uma aprendizagem por modelo reforçada negativamente com comportamentos de fuga e possibilidade de se transformarem em fobias.
O pai resolvia o seu medo ou aversão não se dedicando muito à quinta, mas o psicólogo aconselhou-o a fazer as sessões de dessensibilização ao filho, aproximando-o cada vez mais dos animais de que dizia ter medo. O Gonçalo devia poder aguentar esse medo relaxando-se imediatamente, sem se afastar dos animais enquanto esse medo não tivesse diminuído.”

Um segundo caso, do Jacinto, mencionado nas páginas 196 e seguintes, dá-nos a seguinte panorâmica:Depress-nao-B

Vejamos o que aconteceu num «caso» em que houve necessidade de «medir» a agorafobia do Jacinto que, com 12 anos de idade, tinha um medo exagerado e incontrolável de sair à rua, tendo-se arriscado várias vezes, a ser atropelado quando ia a correr muito desorientado para a escola. Ao pedirem-lhe que quantificasse o valor do seu medo na escala de 11 pontos, como se tinha feito com o Gonçalo, não passou de 6 (acima da média). Se assim era, porque corria pela rua sujeitando-se ao risco de ser atropelado? A auto-avaliação que ele fazia só se podia admitir pela necessidade de querer apresentar uma boa imagem ao terapeuta. Havia que prescindir da escala de avaliação directa e utilizar o diferencial semântico, tanto mais que qualquer avaliação deveria ser feita por ele próprio.”Consegui-B

Neste caso, foi necessário utilizar o diferencial semântico através do qual se descobriu que poderia haver algo relacionado com o pai do rapaz.

“A psicoterapia antes mencionada durou cerca de 6 meses e embora pelas avaliações subjectivas do psicólogo parecesse estar a dar bons resultados, as três avaliações feitas trimestralmente com a utilização do diferencial semântico, no princípio, a meio e no fim, não só deram indicações preciosas sobre o progresso da terapia como, logo na segunda avaliação, forneceram elementos suficientes para se conseguir descobrir que o pai do Acredita-BJacinto também tinha medo de andar na rua e podia estar a modelar o filho nesse sentido. Havia que o ajudar também a consciencializar e a ultrapassar esse medo.
A avaliação do sucesso não ficou exclusivamente dependente do subjectivismo do psicólogo mas foi objectivamente materializada através duma quantificação de valores pré-estabelecidos.”
……
“Continuando a exceptuar as palavras PAI e BOLACHA, as restantes, ANSIEDADE, MEDO e RUA aumentaram a sua média numa aproximação ao pólo positivo.”
……
“A psicoterapia antes mencionada durou cerca de 6 meses e embora pelas avaliações subjectivas do psicólogo parecesse estarMaluco2 a dar bons resultados, as três avaliações feitas trimestralmente com a utilização do diferencial semântico, no princípio, a meio e no fim, não só deram indicações preciosas sobre o progresso da terapia como, logo na segunda avaliação, forneceram elementos suficientes para se conseguir descobrir que o pai do Jacinto também tinha medo de cães e podia estar a modelar o filho nesse sentido. Havia que o ajudar também a consciencializar e a ultrapassar esse medo.
A avaliação do sucesso não ficou exclusivamente dependente do subjectivismo do psicólogo mas foi objectivamente materializada através duma quantificação de valores pré-estabelecidos.”
 

Um terceiro caso, do João e do casal Mendes, mencionado nas páginas 207 e seguintes pode ser ainda mais elucidativo porque Psicopata-Bo «paciente» que sofria de enurese nocturna, era filho do casal Mendes e só melhorou substancialmente quando os pais fizeram a sua psicoterapia à qual «normalmente» não se sujeitariam:

“João, filho do casal Mendes, foi à consulta de psicologia porque sofria de enurese nocturna. Como se pode ver na descrição deste «caso», parecia à primeira vista que este era o único mal, mas com o passar do tempo descobriu-se que tanto o pai como a mãe tinham dificuldades bem maiores e que, sem querer e sem se aperceberem disso, influenciavam negativamente o filho, que «respondia» a essa estimulação nociva com a enurese nocturna. Durante o dia, tudo funcionava normalmente e a retenção da urina era perfeita. Por isso, havia que tratar da criança em primeiro lugar.Depressão-B
Feitos os exames psicológicos no início da psicoterapia, foi necessário que os pais preenchessem um gráfico semelhante ao do capítulo da Enurese apresentado anteriormente.
……..
“Com os Mendes, o psicólogo tinha quase a certeza absoluta de que as causas da enurese se situavam nos progenitores e havia que relacionar diversos resultados à medida que os problemas principais iam sendo resolvidos.”
…….
“Logo que a mãe começou a sua psicoterapia, o psicólogo quis que ela fizesse também um gráfico de auto-avaliação dos seusmario-70
sintomas, como tinha acontecido com a Isilda.”

…………
“Embora estes resultados não fossem de grande necessidade para o psicólogo poder visualizar o progresso feito pela paciente, a auto-avaliação feita pela própria e o seu registo no mapa correspondente, davam-lhe uma capacidade de visualização destes resultados bastante óbvios para a indicação da sua melhoria. Sónia, a mãe do João, conseguiu verificar que não era o psicólogo que a achava melhor mas ela própria dizia aquilo que sentia do mesmo modo como afirmara anteriormente sentir-se mal com a situação que estava a viver.”
 ………….
“Independentemente de quaisquer especulações psicanalíticas ou divinatórias, o que importava naquele momento era realçar Biblioque a Sónia se sentia muito melhor do que anteriormente, dava as aulas com gosto, entendia-se bem com os filhos, não tinha receios da enurese do filho, mas não conseguia entender-se com o marido como ela desejava, o que era traduzido por um abaixamento de 3 pontos na sua avaliação geral. Esta passava de 9 para 6, enquanto as dificuldades de entendimento com o marido se mantinham em 8. Ela achava que o envolvimento dele na vida conjugal era fraco e pouco satisfatório. Por isso, quando soube que o psicólogo ia fazer psicoterapia com o marido ficou extremamente satisfeita. Tal como acontecera com ela, também ele iria beneficiar e talvez o relacionamento conjugal e familiar fosse melhorando com o tempo e com a colaboração dos dois.”   
………..
Tal como tinha acontecido com a Sónia, Gilberto foi encorajado a auto-avaliar-se e a registar em folha separada, todas as Difíceis-Bsemanas, o resultado que era transferido para o seu mapa antes de iniciar a psicoterapia. Nem a Sónia nem o Gilberto conheciam os itens relacionados com um e com o outro. Contudo, faziam os registos que cada um apontava no seu próprio mapa.”
………………..
“Do mesmo modo como se tinha feito com a mulher, O Gilberto conseguiu visualizar os resultados das auto-avaliações, registadas no mapa por ele próprio e verificou que a média dos sintomas descritos inicialmente tinha passado de 9 para 2 em dez semanas de psicoterapia. O mapa final do Gilberto tinham o seguinte aspecto.” 

Em 10 semanas, a média dos valores individuais tinha passado de 9 para 2.Psi-Bem-C

Embora os psicólogos tenham meios de fazer uma avaliação e diagnóstico iniciais, quais seriam os encargos técnicos e financeiros envolvidos em todos os casos, quais as vantagens e qual o tempo de demora em algumas situações?

Para ter uma ideia concreta sobre este assunto, é favor consultar os sete posts sobre DIAGNÓSTICO (1, 2, 3, 4, 5, 6 e  diagnóstico final) e o post «arregaçar as mangas», editados entre 16 e 27 de Abril deste ano.

Enquanto o reforço sentido pelo João podia ser mais ou menos «normal», o vicariante não é visível e, no caso de não se Saude-Bconseguir obtê-lo, o indivíduo pode sentir-se frustrado podendo exibir, em alguns casos, comportamentos descontrolados e inesperados como resposta à frustração.

Que o digam alguns adeptos de vários clubes de futebol quando a sua equipa perde e a multidão à sua volta reage duma determinada maneira, especialmente sob o efeito do álcool ou de outros estupefacientes.

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ALIVIAR A DISSONÂNCIA COGNITIVA

ComentárioInteracção-B30

“Agradecemos as respostas dadas nos últimos dois posts dedicados à extinção e à dissonância cognitiva.
Quanto à extinção conseguimos compreenda-la melhor depois de relermos o livro.
Quanto à dissonância cognitiva, já sabemos que os pais da Joana não deviam evidenciar as suas divergências na educação em presença da filha.
Será possível evitar isso? Ou, pelo menos reduzir? É o que muitos de nós estamos a querer saber.Psicologia-B
CãoPincha

Agradeço o comentário, a releitura do livro e a provável discussão entre os vossos parceiros.
Como tenho grande interesse em que os conhecimentos de psicologia sejam essencialmente utilizados na nossa vida do dia-a-dia, vou dar uma resposta ao correr da pena, invocando um motivo político.
Por isso, faço uma constatação e uma pergunta nestes tempos conturbados da política nacional:
— Na nossa vida política da qual todos dependemos e que seguimos com uma certa ansiedade, o Ministro das Finanças diz que é necessário reduzir o défice. Fala-nos da necessidade de redução das despesas e afirma que haverá problemas se os juros atingirem 7%. Passados dois dias, quando os juros sobem para 7,03% diz que não há problemas. Afinal, há ou não háConsegui-B
problemas?
— Porque é que o Ministro não disse que, em certas circunstâncias, poderia haver problemas se os juros atingissem os 7%?
Enquanto as duas afirmações iniciais provocam dissonância cognitiva, a última deixa uma dúvida e pode provocar expectativa e ansiedade à espera da evolução dos mercados.

Em relação a reduzir ou evitar essa dissonância cognitiva no cidadão preocupado, o Ministro podia «disparatar» menos. O mesmo poderíamos dizer quanto aos seus colegas, chefes e opositores.
O IVA aumenta ou não? O TGV avança ou não? O orçamento é aprovado ou, não?Psicopata-B
Com incongruências deste tipo, como é que o cidadão comum pode deixar de entrar em dissonância cognitiva sem ficar completamente descrente em relação às políticas seguidas? Como poderá confiar em políticos deste tipo? Futuramente, pode acontecer que não acredite em qualquer deles e vote contra todos!
Ou será que os descrentes e desorientados irão enveredar por uma política de grupo de vandalismo ou terrorismo? Quando não estiverem minimamente satisfeitos ou entrarem em pânico, a força de afiliação estará disponível para os juntar numa «cruzada» comum que tanto pode ser de ataque como de niilismo. Ver INTERACÇÃO HUMANA (K).Joana-B

 Em relação a JOANA, ainda bem que os pais se afastaram temporariamente enquanto as suas divergências na educação não foram sanadas com bom senso e aprendizagem de conceitos novos. Se os pais vivessem juntos e enquanto não «concertassem» as ideias, que espécie de conceitos iria a Joana introjectar? Não poderia ficar alienada a conceitos completamente diversos que a conduzissem a uma bem diagnosticada «doença» psicológica ou psiquiátrica? Não poderia desviar-se para comportamentos pouco ortodoxos que lhe aliviassem a mágoa de não ter uma educação coerente mas sim cheia de dissonância cognitiva?Psi-Bem-C

Não devem ser poucas as pessoas que sofrem desses distúrbios especialmente por causa de uma educação defeituosa em que os pais não se entendem e «esbanjam» para cima dos filhos as suas mágoas e desavenças.
Ainda bem que os pais conseguiram suavizar a situação total como se fosse a consequência de uma exigência do serviço da mãe, sem a Joana ter de ouvir de qualquer dos progenitores recriminações ou «queixas» contra o outro, como muitas vezes acontece. Ambos souberam «rodear» muito bem as divergências, discutindo-as longe da filha que, de outra maneira, ficaria desorientada.
Talvez até muitos divórcios se evitassem caso os principais intervenientes compreendessem bem estes mecanismos psicológicos Difíceis-Bque facilmente se podem evitar deste que sejam seus conhecidos.
Para isso, enquanto não houver o PSICOLOGIA PARA TODOS, a JOANA, a traquina ou simplesmente criança? e outros livros nele mencionados podem ajudar a minimizar a situação. Com esta finalidade e com a pressa com que escrevo, não posso desta vez, mencionar as páginas do livro, o qual tem constantes citações de situações semelhantes.

Além disso, quem ler as páginas 57 a 60 do livro  Eu Também CONSEGUI!” pode verificar que a Cidália consegui reduzir a sua dissonância cognitiva relacionada com a vida conjugal dos pais só depois de ter conversado ampolamente com os seus avós e com o Sr. Antunes. Era quase a causa principal dos seus distúrbios.Saude-B

E agora, Senhores CãoPincha, deixem-me descansar uns dias.

Já leu os comentários?

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DISSONÂNCIA COGNITIVA

 ComentárioJoana

“Sabendo que tínhamos adquirido e estávamos a ler “JOANA a traquina ou simplesmente criança?”, duas pessoas do nosso grupo quiseram que lhes explicássemos melhor os conceitos de extinção e de dissonância cognitiva e, se possível, a sua aplicação na vida prática.
CãoPincha

Em função deste comentário, foram dadas algumas explicações relacionadas com a extinção.
Vamos tratar agora da dissonância cognitiva.

Continuamos a presumir que além do Índice Remissivo, os comentadores já leram de novo, depois do post anterior, grande parte do livro “JOANA a traquina ou simplesmente criança?”

Tratando agora da dissonância cognitiva, podemos dizer que ela é produzida pela existência ou aparecimento de duas ideias antagónicas dadas como certas. Não existe o confronto de uma com a outra, mas sim a afirmação de que essas ideias ou factos Psicologia-Bantagónicos são igualmente verdadeiros.
Como é que podemos admitir que duas verdades antagónicas estejam certas ao mesmo tempo? É uma incongruência. Um comboio não pode ter uma velocidade de 100 e 60 quilómetros ao mesmo tempo. Pode ter antes ou depois mas nunca ao mesmo tempo. Se nos disserem que tem essas duas velocidades em simultânio ficamos desorientados.

Com que coerência podemos admitir, por exemplo, que um objecto esteja totalmente por cima da água e, ao mesmo tempo, por baixo da água? Se for um barco, pode estar parte em baixo e parte em cima, mas se for um outro objecto, ou flutua ou se afunda. Quando dizemos que esse objecto se afunda e também flutua, estamos a criar uma dissonância Interacção-B30cognitiva. A pessoa que ouve isso já não sabe em que verdade deve acreditar.
Isto acontece frequentemente com determinados conceitos que os pais exprimem e são contraditórios. Em quem ou em que conceitos devem acreditar os filhos, que colocam os pais em posição de igualdade? Acreditam no pai ou na mãe? Não ficarão desorientados se acreditarem nos dois progenitores da mesma maneira?
Às vezes, por uma questão de «economia» ou salvaguarda do equilíbrio pessoal, não será melhor acreditar num deles e desacreditar o outro a fim de não se entrar em dissonância cognitiva? Deste modo, podem também não acreditar em nenhum deles e construir uma «verdade» sua, às vezes, completamente diferente da realidade. E que lógica e coerência irão utilizar no futuro? Será alguma paralógica própria do esquizofrénico? Se forem crianças com a personalidade ainda não estruturada, que tipo de personalidade irão desenvolver?Consegui-B

Em “JOANA a traquina ou simplesmente criança?” há um capítulo dedicado a este tema (43-50) e se lermos o livro com cuidado, descobrimos que existem várias ocasiões em que se verificam situações de dissonância cognitiva.
Por exemplo, a educação de permissividade do pai e a de exagerada restrição da mãe, é um facto a ter em consideração para a educação duma criança de 6 ou 7 anos. Devia seguir os conselhos do pai ou da mãe? Ainda bem que estavam separados e assim, podia satisfazer os dois estando, em cada momento, longe de um dos progenitores.
O episódio da pasta para guardar os desenhos que ia fazendo, com entusiasmo. é muito elucidativo (31). Porém, a situação ficou resolvida satisfatoriamente depois da intervenção do pai que se baseou nas aprendizagens efectuadas na companhia do Maurício. Ver livro JOANA a traquina ou simplesmente criança? (75), (80), (83), (88-89).

Se entrarmos em dissonância cognitiva e em conflito com notícias do tipo apresentado no video acima, como é que Maluco2poderemos confiar nos nossos políticos e governantes sem entrarmos em frustração, depressão e ansiedade exagerada acerca do futuro e da governação?

Já leu os comentários?

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EXTINÇÃO

ComentárioBiblio

“Sabendo que tínhamos adquirido e estávamos a ler “JOANA a traquina ou simplesmente criança?”, duas pessoas do nosso grupo quiseram que lhes explicássemos melhor os conceitos de extinção e de dissonância cognitiva e, se possível, a sua aplicação na vida prática.
CãoPincha

Caros comentadores,

Em função deste comentário, vamos tratar, de cada vez, um destes assuntos em separado, sendo o primeiro a extinção.Joana-B
Como presumimos que já leram grande parte do livro porque fizeram o comentário no post do seu Índice Remissivo, aconselhamos que releiam com todo o cuidado JOANA a traquina ou simplesmente criança? logo depois de consultarem este post. Poderão assim ficar com uma ideia melhor dos esclarecimentos dados neste post, especialmente nas páginas indicadas entre parêntesis (…).

Antes de tudo interessa saber que extinção significa acabar com qualquer coisa tal como uma conversa inútil, desnecessária ou prejudicial. Se por exemplo, uma pessoa com uma doença terminal (cancro) estiver a queixar-se sempre da sua doença, isso pode ser prejudicial para ela. Se alguém tiver um comportamento inadequado tal como o de interromper constantemente uma conversação, também pode ser prejudicial.Psicologia-B
No procedimento de extinção, o melhor é não ligar importância ou «desconhecer» a conversa de quem está com a neoplasia e não responder nem repreender quem interrompe uma conversação. A falta de recepção do reforço pela pessoa doente, faz com que esta reduza o seu comportamento de falar na doença, mortificando-se ainda mais do que já está. Também a falta de reforço com a interrupção duma conversação faz com que a mesma vá desaparecendo porque o comportamento não provoca satisfação, mesmo que seja inconsciente.

Falando concretamente no livro JOANA a traquina ou simplesmente criança? um bom exemplo de extinção começa pelo Maurício em casa dos tios (24-26) (48-50). Se os tios não tivessem deixado de lhe ligar importância quando ele não quis acabar Interacção-B30a comida que tinha no prato, o que teria acontecido? É melhor perguntar aos seus pais! É por isso que exitnção é uma técnica difícil porque «mexe» nos «velhos» hábitos dos mais «velhos».
O que aconteceu com o velho hábito do Professor de Modificação do Comportamento de dar a aula sentado? (51-53).  Aqui, como quase sempre, a extinção temporária ficou ligada ao reforço do comportamento incompatível e à moldagem.

Gostaria de perguntar à minha pretensa colega do post CONFLITOS E DESUMANIZAÇÃO, qual é a desumanidade que ela descobre nestes procedimentos.
Será que também acha desumana a técnica de extinção e de reforço do comportamento incompatível utilizada pelo Consegui-BMaurício com uma senhora idosa, na Praia das Maçãs, em comparação com a incapacidade de João Manuel a utilizar (60-62)?
Pelos vistos, João Manuel não a conseguiu apreender e utilizar a partir da explicação que lhe foi dada (51-58), não por ignorância mas por falta de prática.

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REFORÇO ALEATÓRIO

ComentárioPsicologia-B

“Estive a ver este blogue e vários outros anteriores e especialmente dois.
Verifiquei que no post
ENCOPROSE, de 4 Set 10, uma psicóloga que não deseja ser identificada, fez um comentário desfavorável à modificação do comportamento.
O mesmo foi respondido com o poste
CONFLITOS E DESUMANIZAÇÃO.
No entanto, o comentário de um outro colega seu, José António, feito em 15 de Novembro no post
REFORÇOS POSITIVO E NEGATIVO, indica que ele demonstra o seu muito apreço pela modificação do comportamento.
Porém, quanto ao que me interessa, não consegui saber bem através deste poste, o que é o reforço aleatório.
Quando é que sai o livro
«PSICOLOGIA PARA TODOS»?”Biblio

 

Caro Comentador,

Em primeiro lugar, cabe-me o dever de pedir desculpa pelo meu lapso de não ter respondido correcta e completmente à pergunta sobre reforço aleatório feita pelo comentador que deu origem ao post e, antes que me esqueça de novo, vou dizer que é tão simples como jogar na lotaria, no totoloto, na raspadinha ou no euro milhões: mario-70
nunca sabemos se vamos ganhar (ter a satisfação de receber o prémio = reforço positivo secundário) quanto e quando. É uma incógnita que nos deixa suspensos do resultado. Por isso, continuamos sempre a tentar ganhar algum prémio com a nossa actividade de «jogar na lotaria».

Em segundo lugar, posso dizer que a publicação do livro depende da sua finalização e de um esforço financeiro que não é possível neste momento. É a crise.

Em terceiro lugar, o livro “JOANA a traquina ou simplesmente criança?” satisfaz perfeitamente, no essencial, a compreensão dos conceitos fundamentais da modificação do comportamento. Já leu as páginas 27-28 e 67-74 em Joana-Bque o Maurício explica ao pai da Joana os diversos tipos de reforço?

E as diversas páginas em que ao longo do livro se está a tentar fazer compreender à criança de 7 anos o que é o reforço?

Nas 316 páginas deste livro, são dados inúmeros exemplos da vida prática com a qual somos confrontados no nosso dia-a-dia. Em breve talvez até se prepare uma colecção de biblioterapia para cada um se poder desevencilhar das dificuldades e desequilíbrios psicológicos que são muito frequentes.

Consulte também o Índice Remissivo relacionado com o livro e publicado,  em Setembro passado, no post JOANA a Psicopata-Btraquina ou simplesmente criança? Veja se consegue ler o livro e depois faça os seus comentários e as perguntas que julgar necessárias e úteis. Estarei sempre ao dispor de acordo com as minhas possibilidades.

Obrigado pela colaboração com o comentário e pela lembrança quanto ao reforço aleatório que eu também vou procurar até Sexta-feira.

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REFORÇOS POSITIVO E NEGATIVO

O comentário feito há dias no post MODELAGEM e IDENTIFICAÇÃO 2, obrigou-me a fazer este post para esclarecer Bibliocertas dúvidas que ainda existem. As mesmas dúvidas persistiam, em 1975, em muitos de nós, alunos do 5º ano de Psicologia da vertente clínica, do ISPA, apesar de estarmos em estágio profissional orientado por um psiquiatra que tinha estado a estagiar numa unidade de terapia comportamental em Londres.
Só depois de assistir a alguns seminários e «oficinas» ou «workshops» realizadas pelos especialistas ingleses, consegui ter a noção exacta do conceito envolvido por estas duas designações.

Porém, antes de tudo, recomendo ao comentador que leia com atenção as páginas 28 e seguintes do livro JOANA a traquinas ou simplesmente criança? (D), que estão repletas de exemplos úteis e diversificados, englobando situações do dia-a-dia muito variadas.
 Psicologia-B
Em primeiro lugar, temos de compreender que reforço é sempre a satisfação sentida por cada um.
Esta satisfação é ocasionada por conseguirmos aquilo que queremos, tal como um bolo, um afago, um prémio, um elogio. É o reforço positivo.
Contudo, também podemos obter satisfação por conseguirmos fugir daquilo que não queremos, como por exemplo, dos cortes  de vencimento ou dos impostos. É o reforço negativo.

A vida vai-nos ensinando assim a fugir do que não desejamos e a aproximar-nos daquilo que desejamos.Joana-B
Enquanto o reforço positivo nos agrada e o procuramos obter a todo o momento, o negativo faz com que nos preocupemos em tentar fugir antecipadamente daquilo que nos desagrada e que provoca ou ocasiona essa punição.  Quando somos bem-sucedidos obtemos reforço negativo. Esta preocupação provoca-nos medo, ansiedade e, às vezes, uma angústia difícil de ultrapassar.
* Se conseguirmos ultrapassar esta dificuldade, o comportamento utilizado, tem tendência a fixar-se através da aprendizagem com o reforço obtido. Um exemplo flagrante é a motivação para o sucesso. Que muitos dos empresários digam quais foram os seus tempos difíceis iniciais!Acredita-B
* No caso de não conseguirmos ultrapassar essa dificuldade, entramos em frustração e vamos tentar dar respostas para conseguir eliminar ou reduzir a ansiedade e o medo que lhe estão associados. Os comportamentos correspondentes aprendidos por esse mecanismo ocasionam satisfação e o consequente reforço negativo. Exemplos não faltam com os viciados no álcool, droga, jogo, comportamentos fóbicos ou compulsivos e muitos outros, incluindo os depressivos.
* Se, de qualquer modo, não conseguirmos ultrapassar a dificuldade, podemos deixar-nos sucumbir à sombra da mesma, entrando em depressão aprendida. A pessoa deixa de ligar importância a tudo, tornando-se quase apática.Consegui-B
Como o reforço negativo é a consequência duma fuga bem sucedida em relação a uma punição e a depressão aprendida é ocasionada quando a punição indesejada é persistente e não se consegue ultrapassar ou evitar. Como não vale a pena fugir da mesma, por não ocasionar qualquer satisfação mas apenas desgaste e desconsôlo, torna-se menos desgastante não tentar qualquer fuga. É a «depressão» que se aprende a manter.
 
Uma diferença essencial entre as aprendizagens com reforço positivo e negativo é a sua força ou virulência. Enquanto o reforço positivo nos agrada muito porque nos deixa satisfeitos, o negativo agrada ainda mais porque conseguimos fugir antecipadamente dessa causa desagradável ou da angústia que era provocada até pelo sinal condicional que está associado à «ameaça» desse desagrado.

Talvez alguns exemplos possam clarificar estes conceitos acima delineados.mario-70
Se tivermos 5 euros no bolso e nos derem mais um, a nossa satisfação pode ter uma determinada magnitude. Mas, se nos tirarem um euro dos 5 que tínhamos, a magnitude do desagrado pode ser maior do que a do agrado. Somos defraudados.
O actual corte nos vencimentos pode criar um desagrado maior do que se houvesse um aumento semelhante. Provavelmente, até a nossa força de aproximação da situação de aumento de vencimento seria menor do que a força de fugir dos cortes.
Um indivíduo que faz anos, convida amigos para uma festa em que todos se excedem no álcool que os deixa desinibidos e Maluco2«bem-dispostos», com reforço positivo. Contudo, se alguém for apanhado a conduzir com excesso de álcool e passar um mau bocado, pode até deixar de beber, para não sentir a angústia do resultado da «bebedeira».
Porém, se um indivíduo que se dá mal com a mulher ou fica desempregado, for ajudado por um amigo a baixar a sua angústia com o consumo de «uns copitos», pode aprender a continuar nesta situação enquanto os seus problemas não forem resolvidos. Pode até não conseguir sair desta dependência depois de resolver a situação porque o reforço é negativo. Se, por qualquer circunstância, a bebida ingerida não der o resultado pretendido, a sua quantidade, momento ou frequência de ingestão podem levar a que o reforço se torne também aleatório aumentando exponencialmente a aprendizagem que será ainda mais difícil de ser erradicada. É muitas vezes, o caso dos
psicotrópicos.Psicopata-B

É por este motivo, recomendável que se evite, tanto quanto possível, uma aprendizagem com reforço negativo, a não ser que esse reforço negativo seja controlado e orientado, com uma moldagem adequada, no sentido de motivação para o sucesso. Os atletas também sofrem muito até atingir as suas metas. Contudo, os viciados têm como único objectivo diminuir a sua angústia ou «esquecê-la».

Em breve, talvez o PSICOLOGIA PARA TODOS (F) possa dar uma ideia mais aprofundada destas situações que preenchem o nosso dia-a-dia.arvore

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PENSAR, SENTIR E AGIR

Caro Comentador,
O seu comentário, que muito agradeço, no post Conflitos e Desumanização, parece-me que não tem muita consistência.Biblio

“Por que razão não se pode falar com as pessoas que têm dificuldades para aconselhá-las a mudar de comportamentos a fim de que elas fiquem boas?
Se os psicólogos sabem como se deve fazer, podem dizer isso suavemente às pessoas sem as magoar ou forçar.
Posso ter uma resposta?”

Não sei se deu um golpe de vista profundo pelos diversos posts existentes nos três blogs mencionados no post História do Nosso Blog – sempre actualizada, de Novembro de 2009. Se não o fez, aconselho-o a consultá-los, quer mario-70antes, quer depois da leitura deste.

Entretanto, suponha que estamos a falar com pessoas perturbadas que, em saúde mental, são «diagnosticadas» como neuróticas.
Essas pessoas têm comportamentos fora do comum, sabem que os têm mas não os conseguem evitar, reduzir e, muito menos, eliminar, como desejariam.
Geralmente, não é a falta de vontade ou o discernimento que lhes escasseia mas sim a capacidade de agir. Dar-lhes apenas conselhos pode aumentar-lhes a angústia por não conseguirem agir como desejam.Imagina-B

Vamos começar por coisas simples.
Se uma criança não consegue decalcar devidamente algumas letras, não é a sua falta de vontade ou a compreensão de que a letra está mal feita que estão diminuídas. O que a criança necessita é de treino para as decalcar devidamente. Necessita de ajuda efectiva. Provavelmente, dizer-lhe apenas como deve decalcar as letras sem a ajudar, talvez aumente a angústia de não poder fazer aquilo que sabe que está mal e deseja corrigir.
Quem a tentar ajudar apenas com palavras, não pode estar a prestar-lhe um mau serviço?Acredita-B

Se um adulto está ao balcão de um bar e tem medo de encarar alguns clientes, chegando ao ponto de desmaiar, será possível dar-lhe apenas conselhos para eliminar o medo, sem qualquer outra ajuda mais efectiva?
Um dos meus «pacientes» tinha esse problema e até ficava com os sapatos (de lona ou ténis, que calçava enquanto trabalhava) cheios de salmoura (branca). Se ele nunca desmaiou em algumas circunstâncias, foi apenas porque conseguiu agarrar-se rapidamente à borda do balcão olhando para baixo até lhe passar a vertigem que sentia. Quando acabava o serviço e regressava a casa, mudava de sapatos mas, quando chegava a casa, tinha os pés completamente transpirados e os sapatos cheios de salmoura. Por causa do péssimo aspecto que tinham ao fim do dia, Consegui-Btinha de os deixar secar para os engraxar no dia seguinte.
Os conselhos que lhe foram dados durante um ano não produziram qualquer resultado benéfico. Porém, com uma dessensibilização intensiva efectuada durante dois meses, acompanhada de relaxamento, obteve-se um resultado surpreendente.
Esse relaxamento até o ajudou a fazer uma ligeira análise de profundidade e descobrir que esse medo e desorientação já o acompanhavam há muito tempo. Quando aos 12 anos de idade veio sozinho duma remota aldeia de Trás-os-Montes para Lisboa para servir numa mercearia, porque os pais não o podiam sustentar, sentia-se desorientado e quase «proscrito».
Dessa mercearia onde era maltratado e dormia quase num palheiro, passou a trabalhar um bar, mas a sensação de mágoa em Maluco2relação à sua vida e à inferioridade que sentia em relação aos outros, não só o deixavam com um semblante triste como faziam com que não conseguisse interagir com o sexo feminino.

Toda a sensação de alívio que teve depois da psicoterapia breve a que se sujeitou, até «mudou» a sua fisionomia para um aspecto de tal maneira diferente, que um dia não o consegui reconhecer de imediato.
Passados cerca de 2 anos sobre o fim da sua psicoterapia, saí do Hospital Júlio de Matos e fui encontrar-me com a minha mulher para almoçar, na Av.ª de Madrid. Estávamos a espreitar o interior dos restaurantes para descobrir um que estivesse menos descongestionado, quando um rapaz bem-posto se postou à nossa frente e, olhando para mim, apontou para os seus sapatos e perguntou-me com entusiasmo:Psicopata-B
— Já viu como é que estão agora?
Minha mulher olhou para mim admirada julgando que era algum «interno» do Júlio de Matos. Eu fiquei atónito, mas a pergunta acerca do aspecto dos sapatos buliu comigo e fez-me vir à ideia um caso que tinha passado comigo. Aconteceu-me o mesmo com o Júlio do livro a ser publicado Eu Não Sou Maluco!  Olhei bem para ele e disse:
— Meu caro amigo. Você mudou muito – e a resposta dele não se fez esperar:
— Vou casar-me em breve.
Este facto deixou-me extremamente sensibilizado porque, com a sua pergunta inicial, ele estava a dizer-me:Depressão-B
— Valeu a pena ter feito a psicoterapia. Já não tenho os medos antigos, nem me sinto inferiorizado. Sei que as pessoas não olham para mim com superioridade. A prova é que tenho uma namorada com quem me vou casar em breve. Os conselhos que recebi não serviram para nada. Só fazendo e experimentando é que se aprende.

Este é o exemplo vivo dum facto de há muito tempo e que me ensinou muito. As pessoas com dificuldades, sabem que as têm mas não as conseguem evitar e muitas «refugiam-se» na droga ou no álcool para não ter de pensar nelas, senti-las ou fugir das mesmas.

Por isso, prefiro falar pouco e agir muito, levando as pessoas a pensar, sentir e agir para que percam os seus medos e ideias Saude-Bpouco desejáveis, que as afligem e lhes avinagram a existência.
Por acaso, já leu o post «arregaçar as mangas»?
E o post Diagnósticos 3?
           

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