PSICOLOGIA PARA TODOS

BLOG QUE AJUDA A COMPREENDER A MENTE E OS COMPORTAMENTOS HUMANOS. CONSULTA-O E ESCREVE-NOS, FAZ AS PERGUNTAS E OS COMENTÁRIOS QUE QUISERES E COLABORA PARA MELHORAR ESTE BLOG. «ILUMINA» O TEU PRÓPRIO CAMINHO OU O MODO COMO FAZES AS COISAS…

Archive for the month “Dezembro, 2010”

RESULTADO DE UM ACONSELHAMENTO 2

Comentário do AntónioConsegui-B

“Senhor doutor.
Agradeço a resposta imediata que deu ao meu pedido.
Consultei os seus três blogues, os postes indicados e não só.
No Natal tive mais do que o tempo de estar só, em casa, comer bolo-rei e beber um pouco de porto.
Tentei praticar o que recomendou e indicou no poste. Foi difícil conseguir alguma coisa. Passei a ler de relance o livro “Eu Também CONSEGUI!” que um meu conhecido me emprestou. Fui para Psicopata-Buma esplanada descansar um pouco, ler e estar entre outras pessoas. A partir de estar na esplanada comecei a recordar alguns factos agradáveis da minha vida.
Li o caso do TIAGO e fiquei mais entusiasmado. Fiz os exercícios de relaxamento muscular como ele fez. Assim foi melhor. Tenho 35 anos, não estou a tomar qualquer droga e quero progredir na vida.
Obrigado por tudo.
Compreendi quase tudo mas fiquei na dúvida porque não entendi a sua frase “Faço lembrar que as drogas para a depressão dão ânimo mas exageram-no em certos momentos mais críticos, o que pode ser mau.Difíceis-B
Como estou a ficar entusiasmado com o que aconteceu com o Tiago e com a Cidália, quero ler tudo outra vez mas esse meu conhecido deseja que lhe devolva o livro na segunda-feira, hoje de manhã. Agradeço que me mande rapidamente um pelo correio, com porte a pagar por mim.
Posso dizer que o Natal foi menos triste e mais calmo. Estou a sentir-me melhor este fim-de-semana.
Boas entradas no Novo Ano.Psi-Bem-C
António”

Senhor António,
Ao ler o comentário que fez em relação ao meu post, fiquei muito satisfeito por lhe ter conseguido dar uma pequena ajuda. O trabalho foi todo seu e tem de continuar do mesmo modo. Nestas coisas não há pessoa alguma que «possa» fazer o trabalho por nós.

Quanto à minha frase do post que citou no comentário, quero referir que no caso de neurose depressiva ou de angústa (pg 59), aSaude-B pessoa sente,no início, um certo desânimo que pode ir aumentando com o tempo. Quando vai ao médico, ele ajuda-a prescrevendo um ansiolítico para eliminar ou diminuir a angústia que sente. Quando a angústia diminuir e o sentimento de desânimo se reduzir, como no caso da psicose maníaco-depressiva, a euforia pode aumentar (pgs.72-74 ).
Pode haver pessoas que se entusiasmem tanto, que julguem poder fazer tudo já que não se sentem deprimidas. Se a medicação não for devidamente controlada a cada momento, essa euforia sem o desânimo, pode levar o indivíduo a cometer actos exagerados. Esses actos podem ser contra si ou contra os outros.

Foi por isso que recomendei que se recordasse dos bons momentos passados na vida, partindo do princípio de que os mesmos Psicologia-Bserão de bem-estar e satisfação, como acontece com quase toda a gente. Se forem de satisfação por magoar alguém, já não são recomendáveis (G). Também disse que seria melhor ter consultas ou apoio psicológico porque esses pensamentos, sentimentos e emoções são controladas e orientadas. Quando não existe o efeito da droga mas sim o de relaxamento (pg. 157-163), o perigo de fazer qualquer disparate é menor, quer dizer, magoar os outros ou magoar-se a si próprio.
Nestes termos, deve compreender que não gosto de fazer aconselhamento a pessoas que estão a ser medicadas porque o relaxamento sem qualquer medicação, ajuda a ter comportamentos mais controlados e menos «instintivos» e irreflectidos (págs. 149-155 /157-163).Acredita-B

Depois disto tudo, resta-me desejar-lhe boa sorte. Se puder, leia também outros livros que estão recomendados mas continue a fazer os exercícios de relaxamento e seguir, mais ou menos, as pisadas da Cidália ou, se puder, do Antunes.  A leitura atempada,  cuidadosa e repetida para o conhecimento do que se passou com os outros é muito importante. Se Beers (pg. 29) não tivesse publicado o livro “A Mind That Found Itself”, contando a sua odisseia pessoal no mundo da «maluqueira», não teria surgido, nos meados do século passado, a Associação Nacional para a Saúde Mental nos EUA. A ampla divulgação que esta livro teve no mundo de então, ajudou imenso a que as ideias sobre a saúde mental mudassem para melhor. Vale a pena saber tudo isto para nos situarmos no mundo e nos Depressão-Bconhecermos profundamente. É esta a minha ambição.

Posso acrescentar que todos temos momentos bons e maus. As estações do ano vão-se sucedendo com acontecimentos agradáveis e desagradáveis. O calor, a chuva, a neve, o gelo, são agradáveis e, às vezes, desagradáveis para certas pessoas, em determinados momentos e nas várias regiões do globo. Tudo depende da nossa situação e da nossa capacidade de ultrapassar os maus momentos, ganhando a força necessária durante os bons. «Agarre-se» aos seus bons momentos e «lute» para os conseguir reproduzir ou, pelo menos, reviver «para ganhar coragem» e ultrapassar os maus momentos.
Melhor sorte no Novo Ano que se aproxima. O livro foi para os CTT ontem de manhã. Atenção ao correio.arvore

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É aconselhável consultar o ÍNDICE REMISSIVO de cada livro
editado em post individual

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PUBLICAÇÕES DIVERSAS

A fim de satisfazer a vontade da amiga da «Júlia», faço este post a seu pedido, dum modo muito ligeiro e superficial,  apenas mario-70
para cunprir o que prometi.

Outros livros dos autores Zélia de Noronha – Mário de Noronha e, eventualmente, outros colaboradores:
(em formato próximo de A-5):
COMO COMPREENDER AS CRIANÇAS – Estratégias de Educação  (Plátano Editora)
A PSICOLOGIA NO DIA-A-DIA (O USO SOCIAL DA PSICOLOGIA)  (Clássica Editora)
SUCESSO ESCOLAR  (Plátano Editora)
ESCOLA – Conflitos: como evitá-los? como geri-los?  (Escolar Editora)Psicologia-B
MARKETING E VENDA  (Clássica Editora)
HUMANISMO NA GESTÃO – Eficiência e Produtividade  (Clássica Editora)
SINDICALISMO – Que futuro?  (Clássica Editora)
APOIO PSICOPEDAGÓGICO  (Plátano Editora)
ADOLESCÊNCIA – Idade Crítica?  (Plátano Editora)
FALHAS ORGANIZACIONAIS  (Clássica Editora)
DEPRESSÃO? Não, Obrigado!  (Hugin)Interacção-B30
Como «EDUCAR» hoje  (Hugin)
PREPARAÇÃO PARA A MATERNIDADE  (Plátano Editora)
COMO MODIFICAR O COMPORTAMENTO 1 – teoria  (Plátano Editora)
COMO MODIFICAR O COMPORTAMENTO 2 – prática  (Plátano Editora)
COMO MODIFICAR O COMPORTAMENTO 3 – técnicas  (Plátano Editora)
COMO MODIFICAR O COMPORTAMENTO 4 – «casos»  (Plátano Editora)
COMO MODIFICAR O COMPORTAMENTO 5 – previsão  (Plátano Editora)Saude-B
STRESS»? Reduza-o já!  (Plátano Editora)
PSICOTERAPIA! Para Quê?  (Plátano Editora)
COMO EDUCAR AS CRIANÇAS – Modos de Actuação  (Plátano Editora)
«MOLHAR» A CAMA NÃO INTERESSA  (Plátano Editora
DO CONFLITO À GESTÃO E À DECISÃO NEGOCIADA  (Plátano Editora)
O HOMEM EM SOCIEDADE – aspectos psicossociológicos  (Plátano Editora)
REEDUCAR COMO?  (Plátano Editora)
SUCESSO NA VIDA! Por Que Não?  (Plátano Editora)Acredita-B

PUBLICAÇÕES do CPC
(brochuras em formato próximo de A-5):
0101 –PSICOLOGIA PARA QUÊ? (esgotado) 1982, 86 pg.
0102 – ANTES PREVENIR…! 1982, 72 pg.
0103 – A EDUCAÇÃO QUE PODERÍAMOS TER!, 1982, 66 pg.
0104 – A PSICOLOGIA E AS TERAPIAS, 2ª  ed, 1983, 88 pg.Consegui-B
0105 – REEDUCAÇÃO, REABILITAÇÃO, 2ª ed, 1984, 112 pg.
0106 – TERAPÊUTICA SEXUAL. 1984, 36 pg.
0107 – EDUCAÇÃO E COMPORTAMENTO, 1985, 123 pg.
0108 – APOIO PSICOPEDAGÓGICO (esgotado), 1985, 94
0109 – FIRO (novo manual), 2005, 80 pg.
 0201 – GUIA DO CURSO ELEMENTAR DE MODIFICAÇÂO DO COMPORTAMENTO, 1983, 56 pg.
0202 – ESTATÍSTICA, 1983, 56 pg.Joana-B
0301 – VAMOS CONTAR, DESENHAR E COLORIR – A,  32 pg.
0701 – Manual da Bateria NP HALSTEAD-REITAN, 68 pg.
0702 – Bateria NP HALSTEAD-REITAN (administração), 72 pg.
0703 – ESCALA DE WECHSLER (pré-primária) , 54 pg.
0704 – Bateria NP LURIA-NEBRASKA – A (administração), 76 pg.
0705 – Bateria NP LURIA-NEBRASKA – B (interpretação), 99 pg.
0801 – TOKEN TEST, 7 pg. + etc.Maluco2
0802 – DESPISTE DE AFASIA, 10 pg. + etc.
0804 – ESCALA DE AVALIAÇÃO PSICOPEDAGÓGICA, 31 pg. + etc.
 
REVISTA CONHECER A PESSOA
(brochuras em formato próximo de A-5):
 0501 – Revista CONHECER A PESSOA nº 0 (esgotado), 1982 46 pg.
0502 – Revista CONHECER A PESSOA nº 1/83 (esgotado), 1983, 36 pg.Psicopata-B
0503 – Revista CONHECER A PESSOA nº 2/83 (esgotado), 1983, 44 pg.
0504 – Reimpressão nº 1-2/83 (esgotado), 1983, 64 pg.
0505 – PSICO TERAPIA, LOGIA, PEDAGOGIA, nº 3/83 (esgotado), 1983, 92 pg.
0506 – SEXUALIDADE nº 4/83, 1983, 70 pg.
0507 – ENSINO ESPECIALIZADO nº 1/84 (esgotado), 1984, 56 pg.
0508 – PSICOLOGIA COMUNITÁRIA nº 2/84 (esgotado), 1984, 72 pg.
0509 – CRIANÇA nº 3/84 (esgotado), 1984, 70 pg.Depressão-B
0510 – TERAPIA nº 4/83 (esgotado), 1984, 68 pg.
0511 – NEUROPSICOLOGIA nº 1/85 (esgotado), 1985, 52 pg.
0512 – MORAL E ÉTICA nº 2/85 (esgotado), 1985, 60 pg.
0513 – JUVENTUDE nº 3/85 (esgotado), 1985, 50 pg.
0514 – SEMÂNTICA nº 4/85 , 1985, 72 pg.
0515 – TEATRO nº 1/86 (esgotado), 1986, 64 pg.
0516 – TURISMO nº 2/86 (esgotado), 1986, 76 pg.neuropsicologia-B
0517 – EXCEPCIONALIDADE nº 3/86 (esgotado), 1986, 72 pg.
0518 – DIVERSOS nº 4/86 , 1986, 68 pg.
0519 – REDUCAÇÃO nº s 1-2/87, 1987, 140 pg.
0520 – PSICOTERAPIA nºs 3-4/87, 1987, 92 pg.
0521 – INFORMATIVO nº 1/87 (esgotado), 1987, 72 pg.
0522 – DESCOBRIMENTOS nº 2/88 (esgotado), 1988, 64 pg.
0523 – GESTÃO nº 3/88 (esgotado), 1988, 68 pg.Imagina-B
0524 – FINANÇAS nº 4/88 (esgotado), 1988, 44 pg.
0525 – PARA QUE SERVE A PSICOLOGIA? nºs 1-4/89 (esgotado), 1989, 160 pg.
0526 – FIRO nºs 1-4/90 (esgotado), 1990, 88 pg.

TEXTOS DE APOIO, COMUNICAÇÕES, ARTIGOS
(em formato A-4):
0600 – Comportamento, Educação, Sociedade (esgotado), 233 pg.Psi-Bem-C
0601 – Motivação, Frustração, Conflito, DEZ78, 6 pg.
0602 – Dificuldades Escolares, DEZ78, 6 pg.
0603 – Modificação do Comportamento, DEZ78, 6 pg.
0604 – Estudo de algumas motivações, DEZ78, 6 pg.
0605 – Deficiências psico-fisiológicas e do comportamento, DEZ78, 6 pg.
0606 – Relaxamento, DEZ78, 6 pg.
0607 – Desenvolvimento Básico, DEZ78, 6 pg.
0650 – Sociopsicologia da Empresa/Organização, 105 pg.Difíceis-B
0651 – Distúrbios Sexuais, JUN 75, 9 pg.
0652 – Terapias à base da Psicologia, DEZ75, 11pg.
0653 – Análise Crítica, MAR76, 12 pg.
0654  – Qual o interesse da Psicologia na Enfermagem?, MAR76, 17 pg.
0655 – Quem são os loucos ???, FEV76, 4 pg.
0656 – Alguns aspectos do desenvolvimento psíquico humano, MAI76, 29 pg.
0657 – Integração: um ano de experiência, JUL76, 17 pg.Organizar-B
0658 – Delinquência, JUL76, 10 pg.
0659 – Psicologia do Subdesenvolvimento, JAN77, 2 pg.
0660 – Glossário, ABR77, 33 pg.
0661 – Modificação do Comportamento: uma experiência com alcoólicos reincidentes, JUN77, 17 pg.
0662 – Impacto da TV na vida das crianças, ABR77, 3 pg.
0663 – Comportamento «Anormal», MAI77, 20 pg.
0664 – Podem os pais ajudar a educar os seus filhos autistas?, JUL77, 2 pg.
0665 – Psicologia e a sua evolução, JUN77, 12 pg.Respostas-B30
0666 – Integração para quê???, FEV77, 13 pg.
0667 – Terapias preventivas, JAN79, 4 pg.
0668 – A auto-imagem corporal na estruturação e equilíbrio da personalidade, JAN79, 3 pg.
0669 – Ensino especial ou educação integrada especializada?, 1979, 8 pg.
0670 – Semente Internacional em benefício da criança, DEZ79, 2 pg.
0671 – Ensino e educação através do condicionamento operante, SET80, 9 pg.
0672 – A Psicologia Social e a predicção do comportamento, AGO77, 13 pg.
0673 – A Psicologia Experimental e a Ética, AGO77, 10 pg.«Educar»-B
0674 – A Psicologia como ciência do comportamento, SET77, 15 pg.
0675 – Deficiência e Condicionamento Operante, JUN78, 7 pg.
0676 – Droga, JAN78, 8 pg.
0677 – Hereditariedade e Meio, FEV78, 11 pg.
0678 – Portugal – Integration or special schools?, MAR76, 15 pg.
0679 – A Criança Deficiente (entrevista), FEV77, 3 pg.
0680 – A importância de se chamar «Ernesto», MAR78, 6 pg.
0681 – Behavior modification for the rehabilitation of alcoholics, OUT78, 11 pg.Depress-nao-B
110 – Aprendizagem em Grupos, ABR 77, 36 pg.
202 – A Criança Deficiente, FEV77
301 – Integración y condicionamiento operante, JUN78
302a – Family involvement makes education more economic, JUL78
302b – Mothers and their involvement in their handicapped children’s education, JUL78
302e – Training of the family for operant conditioning, JUL78
302g – Operant conditioning and education, JUL78
309 – Psicologia Clínica, NOV80
310 – Recuperação de adolescentes com dificuldades escolares, NOV80Biblio
312 – Integrated Education – Communication in Remedial Learning, JUL84
313 – Comportamento humano individual e social, 1985
314 – Apoio Psicopedagógico, MAR85
315 – Saúde e Educação possível para gentes de Queluz e Sintra, MAR85
316 – Apoio Psicoterapêutico, MAR85

Posso dizer, em 2016, que já temos quase pronta e nova colecção de 17 livros da BIBLIOTERAPIA constantemente actualizada e publicada em tiragem muito reduzida, destinando-se à autototerapia, psicopedagogia e desenvolvimento pessoal. O interessado deve entrar em contacto directo através do e-mail indicado.arvore

Ver também o post LIVROS DISPONÍVEIS

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de cada livro editado em post individual

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PROFILAXIA E PSICOTERAPIA NA DEPRESSÃO 2

ComentárioDepressão-B

“Estou a sentir-me muito só, desanimado e bastante deprimido nesta quadra do ano em que todos têm uma família e algum aconchego.
Os meus pais já morreram há um ano e desde então tenho-me sentido afastado do mundo.
Ganho pouco mas chega para me manter com um mínimo de dignidade. Às vezes tenho tido ideias de suicídio e, por isso, um colega de serviço aconselhou-me que lesse o livro “Depressão? Não Obrigado!” Mesmo assim não me sinto igual à rapariga porque não tenho pais que me controlem nem sou rejeitado por qualquer rapariga.Psi-Bem-C

Recomendaram-me este blogue onde não encontrei algum post dedicado à depressão mas sim à prevenção e profilaxia, o que me animou um bocado.
Poderei ter alguma ajuda?
Pode chamar-me António.”

 Caro Sr. António,

Li o seu comentário e apresso-me a responder porque me parece que necessita de alguma ajuda que poderia ser dada através dePsicopata-B
uma ou mais consultas de psicologia, além da psicoterapia consequente.
Contudo, como me descreve brevemente o seu «caso», julgo tratar-se de pessoa já adulta, entre os 20 e os 50 anos de idade, que tem alguns meios de subsistência, com emprego, mas não desfruta de muita convivência social.
O seu maior problema parece ser o de falta de convivência, amizade e família. Não era, de facto, o mesmo que acontecia com a Isilda (DEPRESSÃO? Não Obrigado!). O caso, na verdade, é diferente.
Contudo, quando me diz que consultou este blog, julgo que não leu a recomendação final de consultar primeiro o post HISTÓRIA DO NOSSO BLOG, sempre actualizada.Imagina-B
Aí irá descobrir três posts importantes para si:

  1. Desânimo e Depressão (2Mar08),  no blog PSY FOR ALL
  2. Ameaça de Suicídio (4Ago08), no blog PSY FOR ALL
  3. Profilaxia e Psicoterapia na Depressão (6Jun09) no blog PSICOLOGIA PARA TODOS

Antes de tudo, deve ler estes posts juntamente com os comentários que lhes são feitos.
Depois, pode percorrer outros posts e descobrir algo que lhe interesse.mario-70

A seguir, já que me parece que passa muito tempo sozinho, sente-se descansadamente e tente recordar os momentos bons que passou na vida. Tente visualizá-los e repetir essas visualizações quando for dormir. Tome nota de tudo o que se lembrar durante o dia. A partir desses apontamentos, quando estiver só em casa, pode recordar, de vez em quando, as coisas desagradáveis e contrariar essas lembranças com as agradáveis.
Este exercício pode ser repetido todas as noites quando se for deitar. Para isso, consulte o post Autoterapia, de 24 de Fevereiro de 2009, no blog PSICOLOGIA PARA TODOS e tente seguir as indicações nele contidas.
Consegui-B
Posso garantir que um procedimento semelhante foi utilizado pela Cidália (Eu Também CONSEGUI!) que inicialmente: “Tinha ficado entusiasmada com os meus livros mas não conseguia praticar coisa alguma do que lhe fora recomendado. Por isso, continuava com a droga julgando que o mal não seria muito grande, tanto mais que lhe faltava tempo para o trabalho e para os estudos e não o podia desperdiçar com uma psicoterapia formal.” (pág. 15).
O relato dela a meio da terapia diz: “Na noite seguinte, lembrei-me da minha própria vida que mais parecia uma empresa por falir mas que já tinha retomado o rumo devido. Durante o dia, tinha lido alguns exemplos do reforço do Joana-Bcomportamento incompatível (F). Lembrei-me do Sr. Antunes e do psicólogo que me indicavam o caminho a seguir e insistiam na minha colaboração e prática do relaxamento sem nunca me desculpabilizarem ou deixar arranjar justificações para os meus insucessos. Em todas as situações de fracasso, eu tinha de descobrir aquilo que tinha corrido mal para enveredar por um caminho novo e mais certo do que aquele que percorrera. Eles falavam-me só naquilo que eu, de facto, deveria fazer para enveredar por um caminho correcto e mais «sorridente». Enquanto falavam nisso, eu não podia pensar nos meus insucessos. Quando lhes ia contar um insucesso, mudavam a conversa para aquilo que eu deveria fazer. Como não podia pensar nas duas coisas ao mesmo tempo, só conseguia pensar naquilo que eles diziam que Psi-Bem-Cdevia fazer. Lembrei-me de conversas que tinha tido com o Sr. Antunes e quis verificar a veracidade do que estava a pensar.
……………………………
Quando falei no Sábado com o Sr. Antunes, logo de manhã, para lhe dizer que me sentia «um pouco em baixo» por causa do trabalho que estava a fazer sobre os gestores e que me apetecia tomar uns comprimidos, pareceu-me que ele tinha ficado muito preocupado porque vociferou:
Estás maluca?  (págs 123-124)
 
Por isso, seguindo as recomendações e a insistência do seu «quase tio» Antunes, a Cidália, sem recorrer às drogas em relação às Acredita-Bquais ia ficando alienada como a sua mãe, continuou com a psicoterapia e os exercícios em casa como ele tinha feito (ACREDITA EM TI. SÊ PERSEVERANTE!) porque seguindo o relato da sua autoterapia: “Lembrei-me que tudo isto não era um «milagre» mas a consequência do início de um comportamento indispensável para o efeito. Também, sem pôr o motor do carro a trabalhar é impossível fazê-lo circular por si próprio, para a frente em terreno plano e muito menos numa subida. Uma das vezes que pratiquei a imaginação orientada, isto é, comecei a pensar num assunto e logo de seguida tentei iniciar o relaxamento mental, surgiram-me várias ideias muito curiosas.
Estava a tentar analisar a razão porque tinha entrado, em tempos, em depressão e rapidamente cheguei à conclusão de que a mesma tinha sido consequência da pressão exagerada que sentia no serviço e da frustração provocada pelo fraco rendimento Saude-Bescolar da minha filha, com a consequente ansiedade da minha mulher.
Se eu não estivesse deprimido e aflito com os problemas da minha filha, provavelmente, não me teria assustado nem conversado com o meu amigo e iniciado os procedimentos terapêuticos e profilácticos que estava a seguir actualmente. Também, possivelmente, continuaria a não prestar a devida «assistência» à família e nem estaria bem integrado nela. Até a minha mulher era capaz de se ligar mais à família dela do Algarve ou arranjar outros conhecimentos no Porto, afastando-se da nossa casa, enquanto eu estivesse a trabalhar. Além de tudo isto, talvez eu continuasse como funcionário subalterno. Foram óptimas e oportunas as palavras do meu amigo que me disse, logo no início, quase em tom de ordem que não admite vacilações: “Acredita em ti.Biblio Sê perseverante.” (pág. 96)
 
Não tendo quaisquer outros elementos a seu respeito, tal como são colhidos numa consulta, posso recomendar que consulte todos os posts indicados nos dois ou três blogs e siga as instruções dadas neste post.
Também posso dizer que o Antunes tinha pouco mais de 50 anos e estava bem na vida profissional.
Faço lembrar que as drogas para a depressão dão ânimo mas exageram-no em certos momentos mais críticos, o que pode ser mau.
Informo-o que todos nós temos momentos de desânimo que é necessário combater no momento, aproveitando de seguida os mais pequenos momentos bons.mario-70
Recomendo também que tenha força de vontade para fazer os exercícios de acordo com as indicações do post respectivo ou do livro que estiver a ler.
Faço lembrar que quatro ou cinco livros ficam muito mais baratos do que uma ou mais consultas, mas dá bastante trabalho ler, embora se possa tirar muito mais proveito porque os livros estarão sempre à mão de semear para serem consultados nos sítios mais incríveis.
Boa sorte, Bom Natal e magnífico Ano Novo com boas notícias.

Ver post LIVROS DISPONÍVEISarvore

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MEU PERFIL

Agradeço que não me contactem pelas mensagens do facebook que não sei utilizar.
Se desejarem respostas ou esclarecimentos privados, tem o meu email «mariodenoronha@gmail.com».
Se a resposta puder ser pública, basta fazer um comentário no blog. Obrigado pela compreensão.

Comentário

Como o conheço há muitos anos, desde o Centro Médico de Diagnóstico, da Av.ª Infante Santo, em Lisboa, desagradam-me os comentários (ver post ENCOPROSE 2), dos seus colegas como os que deram origem a este post e ao de 27 de Setembro deste ano.
No seu gabinete exclusivo, onde trabalhava até com mais colaboradores, nunca vi um único diploma na parede, como acontecia até nos vários consultórios partilhados por muitos especialistas.
Como me custou aceitar as críticas que foram feitas, passei quase todo o último fim-de-semana a reler a maior parte destes postes.
Já agora, por uma questão de esclarecimento, fico curiosa para saber por que razão as empregadas da recepção diziam que tinham muita confiança em si, profissionalmente e no capítulo da seriedade, corroborada pela maior parte dos pacientes.
Anónima amiga da «Júlia».

Exm.ª Sr.ª Anónima, amiga da «Júlia»

Para satisfazer a sua curiosidade (e a de outros interessados),  que me pareceu razoável mas não essencial, resolvi deitar mãos à obra durante o feriado do dia 8, para pedir ajuda na preparação de algumas imagens que são mais elucidativas do que apenas as palavras.
Da minha parte, como tenho muito mais confiança nas «acções» e seus resultados do que nos «diplomas», nunca os deixei expostos no meu consultório.
No entanto, vou tentar apresentar neste post o meu perfil académico-profissional em psicologia, docência, psicopedagogia e psicoterapia da maneira mais sucinta e clara possível.

Sendo goês e tendo nascido em Goa, Margão, o meu perfil académico e profissional, no que toca à psicologia, começa só em em 1970, aos 36 anos de idade e será actualizado quando necessário e possível.

Muito antes de me profissionalizar em Psicologia Clínica, conclui o 5º ano do Liceu passando pela Escola Primária e Instituto Abade Faria, em Margão.
Também obtive o Secondary School Certificate, frequentando o Loyola High School, em Margão.
Passei o 7º ano, no Liceu Nacional Afonso de Albuquerque, em Pangim.
Comecei a trabalhar como 2º aspirante, interino, da Biblioteca Nacional de Goa, da qual fui Conservador interino, entre 1954 e 1957, nomeado mediante concurso de provas práticas, aos 20 anos de idade.
Posteriormente, fui Navegador da Força Aérea Portuguesa, aos 25 anos de idade, com mais de 6.000 horas em missões de busca e salvamento, anti-submarina e transportes, tendo passado à reserva por inaptidão para o serviço de vôo,  a partir de 22 de Abril de 1974, devido a uma neurose depressiva reactiva grave.

A partir de 1975, além de ser consultor editorial na Clássica Editora, durante vários anos, fui exercendo a clínica privada e docência de Psicologia, Psicopatologia, Psicossociologia e Comportamento Oraganizacional em várias cursos de formação de enfermeiros e de informáticos e também no IPSS, ISMA, Universidade Autónoma, COCITE e, ultimamente, no ISMAT.

O meu percurso, especialmente em Psicologia, além de outras especializações, foi o seguinte:

Tendo iniciado o curso de Psicologia (de 5 anos com estágio escolar) no ISPA em 1970, concluí-o em 1975 (diploma equivalente à antiga licenciatura e actual mestrado), na vertente clínica, com dois estágios escolares.

Entretanto, em 1973, participei em dois seminários sobre terapia do comportamento com o Doutor Victor Meyer, Reader in Clinical Psychology, da Faculdade de Medicina do Middlessex Hospital, de Londres.cipg-ISPA

Em 1974 fiz um estágio intensivo em Pedagogia Geral no ISPA.

 

Quase no fim do curso de Psicologia, com os atrasos originados pelos tempos conturbados da revolução, emCPC 1974, devido a um «viciozinho» induzido pela minha mulher que, depois de Licenciada em Filologia Germânica e professora efectiva, se quis especializar na integração de crianças deficientes motoras no ensino normal, frequentei vários cursos de ensino de crianças deficientes sensoriais e motoras no Castle Priory College, na Inglaterra e participei em diversos estágios e visitas de estudo em várias escolas e estabelecimentos de ensino especializado.

Em 1975, fui aceite como Graduate Member (nº 0092943) da Ordem dos Psicólogos Britânica (British Psychological Society), com direito a exercer clínica no Reino Unido.

Em 1977, concluí o curso de Modificação do Comportamento – Condicionamento Operante pela Californa State UniversitySacramento (EUA), sob a orientação do Professor Doutor Joseph (Joe) Morrow

 

Como Psicólogo, sou detentor da Carteira Profissional nº 14 do
Sindicato Nacional dos Profissionais de Psicologia, emitida em 1978, sendo sócio nº 107 do Sindicato Nacional dos Psicólogos desde Junho de 1977.

Em 1978, fiz a especialização de ensino Integrado pela California State UniversityLong Beach (EUA), com o Professor Doutor Alfred Lazar.

Em 1979, fiz um curso de actualização de Rorschach com a Psicóloga, Professora Lisa Hirsch-Marquet, da
Universidade de Genebra.

HipnoEm 1980, especializei-me em hipnose terapêutica pela Baxter Academy of Hypnotherapy, em Londres,BSECH tornando-me sócio da British Society of Experimental and Clinical Hypnosis (BSECH).

Também em 1980, com o bom êxito obtido com uma nova abordagem terapêutica utilizada anteriormente, desde 1973/75 para «resolver» o meu caso de neurose depressiva reactiva grave, por causa das dificuldades que tinha passado na Força Aérea, resolvi «investir» mais no método da redução, eliminação ou prevenção dos desequilíbrios psicológicos.

Por não ter tido qualquer ajuda pessoal no momento crucial, tinha enveredado, desde 1973, por um novo método posicoterapêutico, com muita leitura, novo tipo de relaxamento, utilização das noções da modificação do comportamento, reestruturação cognitiva, logoterapia e autohipnose.

Resolvi investigar e aprofundar esse método, mesmo sem a utilização da hipnose, para concluir, com o apoio financeiro da Fundação Calouste Gulbenkian, o doutoramento emCCU (2) Psicologia Clínica pela California Christian University (EUA), defendendo a tese AFFECTIVE BALANCE THERAPY, com cuja metodologia obtive a resolução das dificuldades em 23% dos pacientes e melhoria em 63%, isto é sucesso em 86% dos casos. 

Posteriormente, dedicando-me muito mais à Imaginação Orientada (IO), (J), utilizando a hipnose clínica ou a autohipnose, a percentagem tem sido bastante superior a 86%, obtida anteriormente só com a técnica de Terapia do Equilíbrio Afectivo (TEA) – que também poderia ser designada como Terapia do Equilíbrio Emocional (TEE) – e até mesmo sem a colaboração dos pacientes para ler e apreender o funcionamento do comportamento humano (M).Difíceis-B

Em 1981, com o Doutor Albert Wellington, Chefe do Laboratório do Willard Psychiatric Center, de Nova York, frequentei um curso intensivo de diagnóstico neuropsicológico, promovido pelo Centro de Psicologia Clínica e apoiado pelo Serviço de Electroencefalografia do Hospital Júlio de Matos.

No seguimento do curso intensivo de diagnóstico neuropsicológico, com encorajamento e autorização dos autores, foram adaptados para português os testes para diagnóstico neuropsicológico de Halstead-Reitan, e o Luria-Nebraska, para adultos e crianças, editados pelo Centro de Psicologia Clínica.

Iniciei depois, no Serviço de EEG do Hospital Júlio de Matos e no Centro de Neurocirurgia de Lisboa, sob a orientação do Imagina-B
Professor Doutor Charles Josh Golden, do Nebraska Psychiatric Institute, (EUA), uma investigação em neuropsicologia para o pós-doutoramento, interrompida, em 1984, por motivos pessoais e de obstrução devida a uma pura «partidarite» política (J).

No seguimento do meu trabalho de investigação em psicoterapia, iniciado entre 1974-1976, devido ao caso dum paciente – Júlio (E) – que foi quase tratado, praticamente à mesa de um velho café, com muito treino em casa, leitura de textos policopiados sobre o funcionamento do comportamento humano e autohipnose, comecei a ficar definitivamente incentivado pelo desejo de enveredar pela autoterapia, a ser realizada, praticamente desde 1980, quase sem a ajuda do psicólogo, mas com muita colaboração do próprio, englobando uma forte componente de leitura, treino de relaxamento mental e Imaginação Orientada (P).

O caso do Antunes (B), com uma neurose depressiva, que deixou de tomar os medicamentos por se sentir pior do que antes, foi o segundo óptimo resultado da experiência de autoterapia, depois da minha. Este método, ou um muito semelhante,  parece estar a dar bons resultados no Reino Unido e nos EUA, mas apenas desde o início deste século, segundo informações divulgadas em vários meios de comunicação social.

Seguiram-se mais casos, como o da Cidália (C), e outros, que confirmaram a minha ideia de que a leitura adequada, o treino em casa, a utilização das técnicas da Terapia do Equilíbrio Afectivo e da Imaginação Orientada, apoiadas pela autohipnose, podem dar bons resultados. O importante, para que a biblioterapia (Q) possa  resultar eficazmente em muitas pessoas, ajudando-as a resolver as suas dificuldades e a evitá-las no futuro, é ter bibliografia adequada, colaboração, treino e compreensão do próprio.

Em 1984, obtive o Diploma em Psicoterapia pela International Academy of Professional Counseling and Psycotherapy.

Em 1987, obtive o Diploma em Psicoterapia pela International Academy of Behavioral Medicine, Counseling and  Psycoterapy.

Em 2012, passei a ser Membro efectivo, com a cédula nº 013318 da Ordem dos Psicólogos Portugueses.

 Efectuei estágios profissionais, de investigação e colaboração, voluntários e gratuitos. entre 1976 e 1984:

* Laboratório de Psicologia do Hospital Júlio de Matos (6 meses – 1974/75)
* Serviço de Psiquiatria do Hospital Júlio de Matos (6 meses – 1975)
* Serviço de Psiquiatria da Faculdade de Medicina de Lisboa — Hospital de Santa Maria (1 ano – 1976)
* Casa de Saúde do Telhal (100 horas — 1976/1977)
* Serviço de Psiquiatria do Hospital Miguel Bombarda (100 horas — 1976/77) 
* Unidade de Terapia comportamental do Hospital Júlio de Matos (6 meses — 1977)
* Hospital de Dia do Hospital Júlio de Matos (mais de 1 ano a partir de 1977)
* Serviço de Electroencefalografia do Hospital Júlio de Matos (1 ano — 1977/78, com colaboração eventual posterior até 1982)
* Centro de Neurocirurgia de Lisboa (30 meses — 1982/1984)

Além de ter dado aulas, desde 1975, de Psicologia Geral, Psicopatologia, Sociologia, Psicologia Organizacional e Comportamento Organizacional, em cursos de enfermeiros, assistentes sociais, funcionários públicos e universitários, em vários hospitais, Instituto de Serviço Social, COCITE, ISMA e Universidade Autónoma, estive como Professor Associado, entre 1999 e 2010 no ISMAT, em Portimão.

Fui consultor em psicologia clínica na antiga EDP, CGD, AGPL, SAMS, SMS e Associação A Pessoa. Continuei a exercer definitivamente clínica pessoal e privada, especialmente em psicoterapia, desde 1975, com mais de 5000 casos atendidos, além de dar apoio gracioso em alguns dos mesmos e manter este blog para algumas dúvidas e respostas específicas.

Entre 1973 e 2010 foram preparados mais de 26 trabalhos académicos e profissionais.

Entre 1975 e 2005 foram efectuadas intervenções e preparados 52 trabalhos, publicados em diversos jornais, revistas e livros, no âmbito da psicologia, psicopedagogia, psicoterapia e organização empresarial.

Entre 1976 e 2010 foram proferidas 27 palestras e apresentadas comunicações em diversos encontros e congressos nacionais e internacionais, em Portugal e no estrangeiro.

No final, para quem é mais curioso (ou cusco?) posso dizer que o post Resposta a um Outro Comentário, de 25 de Maio de 2009, no blog PSICOLOGIA PARA TODOS,  também se refere a algumas épocas da minha vida fora da psicologia.

Com a mesma colaboração e cumplicidade académico-profissional com a minha mulher, ampliada especialmente em 1975 e com a especialização no apoio psicopedagógico, continuo a dedicar-me, desde que deixei a docência neuropsicologia-Befectiva em 2011, à psicoterapia e à preparação de livros que vão sendo publicados aos poucos com as diversas experiências que temos vivido ao longo dos últimos 40 anos e que se transformaram numa BIBLIOTERAPIA, com um manual específico (Q) que orienta as pessoas nos seus primeiros passos. A colecção, com o mesmo nome, composta por 18 livros, destina-se a dar apoio aos que desejam enveredar pela Psicologia, Psicopedagogia, Psicoterapia, Psicologia Social e Desenvolvimento Pessoal. Serve de esclarecimento e orientação dos que ainda não conhecem o novo método, que pode ajudar a prevenir e evitar a entrada em desequilíbrio dos que não conseguem aceder a consultas de psicologia. Para isso, também ficam ao dispor de todos, este blog, bem como o dos livros designado como TERAPIA ATRAVÉS DE LIVROS.Psi-Bem-C

É uma abordagem essencialmente ecléctica e pragmática, muito baseada na colaboração do próprio para a leitura e apreensão do funcionamento do comportamento humano e sua modificação em termos de causas/efeitos, com treino de relaxamento mental apoiado pela autohipnose, para a análise do passado e Imaginação Orientada, destinada ao planeamento do futuro num sentido da logoterapia, a fim de se conseguir uma reestruturação cognitiva e modificação de comportamento adequada e proveitosa para o próprio.

Presentemente, estou a manter no facebook, geridas por Mário de Noronha, duas páginas – «Centro de Psicologia Clínica» e «Biblioterapia» -, para a divulgação duma possibilidade de psicoterapia realizada pelo próprio, sem colaboração especializada ou com um apoio mínimo, mas com a leitura de alguns livros e prática de relaxamento mental e Imaginação Orientada, quase à hora de dormir.

Com todas as críticas e comentários que recebi e que agradeço imenso, finalizei agora a colecção inicial dos 17 livros da Biblioterapia, com mais um livro, com 104 páginas,  com o título «PSICOTERAPIA… através de LIVROS…» (R), para poder dar uma ideia melhor sobre todos os livros da colecção e o modo de os utilizar em cada caso.

Depois de ter lidado com mais de 5.000 «casos», com uma taxa de sucesso maior do que a atingida com a TEA , tudo isto se relaciona com a ajuda que se pode oferecer aos interessados que desejem efectuar uma psicoterapia económica e cómoda, de forma autónoma ou com pouca ajuda do psicólogo, desde que a pessoa se disponha a colaborar na leitura e compreensão do funcionamento do comportamento humano e na manutenção dos procedimentos necessários, com a persistência exigida para continuar com os treinos, sem vacilar.

mario-70A pedido de outra Anónima e também para que as pessoas que não me conhecem vejam o meu perfil antes de irem à consulta, posso dizer que leiam este post, antes de telefonarem para o 219 211 182, que é o número a partir do qual se marcará a hora e o local da consulta, em Mem Martins.
Além disso, também posso dizer que os livros publicados não estão à venda nas livrarias, mas que podem ser solicitados em comunicação com o e-mail [mariodenoronha@gmail.com]

Este post foi actualizado em agosto de 2017.

Em divulgação…

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Blogs relacionados:

TERAPIA ATRAVÉS DE LIVROS  para a Biblioterapia
PSICOLOGIA PARA TODOS (o antigo)

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PREVENÇÃO E PROFILAXIA

ComentárioBiblio

“Estivemos a ver este post e a examinar os anteriores que nele foram citados. Tal como já disseram nos comentários, parece que alguns psicólogos não são bons da cabeça. Muito do que ouvimos e vemos nos vários programas da televisão, parecem-nos fantasias a mais, tal como as demonstrações da hipnoterapia que bem mostrou conhecer.
Se, por acaso, já está mais descansado, quando quiser, gostaríamos de saber mais alguma coisa sobre como evitar tantos desmandos de que vamos tendo conhecimento. Parece-nos que o mundo vai ficando cada vez mais alienado em todos os sentidos – moral, económico, político, social — e mario-70
com tendência a concentrar tudo nas mãos de uns poucos que conseguem manipular quase tudo com a ajuda de muitos que se deixam alienar.
O que é que nos diz sobre isto?
Bom fim-de-semana!
CãoPincha

Caros Senhores CãoPincha,
Li com muita atenção o vosso comentário feito no post PSICOLOGIA PARA QUE? 2 e, mesmo que não estivesse Joana-B«descansado», teria de vos dar um esclarecimento, já que se enquadra num tema que me é especialmente importante: PREVENÇÃO e PROFILAXIA mais do que PSICOTERAPIA.
Posso confessar que se a psicoterapia diminuísse, poderia afectar financeiramente uma actividade profissional que tenho exercido nos últimos 35 anos. Isto faz-me lembrar o que o meu amigo, Dr. Sampaio Ferreira, psiquiatra honesto e de muita confiança, me dizia:
“Haja saúde, mas não muita. Se não, de que é que nos iríamos viver?”  

Entre as minhas vantagens e as de milhares de pessoas que podem beneficiar com a prevenção e profilaxia, resolvo o conflito Imagina-Bescolhendo a prevenção e a profilaxia em detrimento da psicoterapia.

A propósito disto, lembro-me que um «paciente» meu escreveu no seu diário ou caderno de recordações, aquilo que Raúl Solnado dizia e ele não conseguia atingir: “Façam o favor de serem felizes”.

Antes de tudo, temos de definir aquilo que é «felicidade» ou «ser feliz», do mesmo modo como temos de saber o que é um casaco, quando o desejamos adquirir.
No minha visão do mundo e dos factos psicológicos, acho que a felicidade é, afinal, a satisfação que temos com a nossa actuação no mundo.Psicologia-B
Enquanto algumas satisfações se obtêm exclusivamente através de bens materiais, ou sensações de poder e dominação, outras baseiam-se essencialmente em bens espirituais ou, pelo menos, não-materiais.
— Madre Teresa de Calcutá foi feliz?
— Martin Luther King foi feliz?
— Tchaikowsky foi feliz?
— Lizt foi feliz?
— Einstein foi feliz?Interacção-B30
— Eça de Queiroz foi feliz?
— Guerra Junqueiro foi feliz?
— Jorge Amado foi feliz?
— Salazar foi feliz?
— Sá Carneiro foi feliz?
— Barach Obama será feliz?
— Cavaco Silva será feliz?«Educar»-B
— José Sócrates será feliz?

Tudo depende do conceito que cada um tem de felicidade como uma forma suprema de viver satisfatoriamente. O mais importante é cada um conseguir viver, de facto, satisfeito consigo próprio, com total autonomia em relação ao mundo que o rodeia e no qual se integra bem. Tem de se sentir bem consigo próprio, independentemente da sociedade e cultura em que estiver inserido, concordante ou não com a mesma, adaptando-se «satisfatoriamente» às contingências do ambiente. Posso garantir, com uma certeza muito grande que os «viciados» em bens materiais, dinheiro, poder e honrarias, estão totalmente Depress-nao-B«dependentes» do mundo que os rodeia e não de si próprios.

Talvez seja por isso que, segundo a vossa visão, não temos verdadeiros políticos com sentido de Estado mas meros viciados na detenção do poder: mandantes do povo em vez de servidores do povo.

É por isso que a «educação» ou a «formação da personalidade» tem uma extrema relevância, sendo essencial que se desenvolva no sentido da autonomia, da independência, do bom senso e da capacidade de adaptação ao meio ambiente. É assim que se processou a «inteligente» evolução das espécies. São as contingências do meio-ambiente que afectam o nosso comportamento (e não só).Psi-Bem-C

Falando em coisas mais triviais e palpáveis e começando por esta última ideia, vejamos alguns trechos do livro Como «EDUCAR» Hoje, da Hugin, que brevemente será substituído por outro (PSICOTERAPIAS BEM SUCEDIDAS – 3 «CASOS»).

O casamento de Nancy com o antigo Presidente dos EUA Ronald Reagan foi obra de um acaso? (pg 11):
“Todo este conjunto de circunstâncias me trouxe à memória o artigo do conceituado psicólogo social Albert Bandura, Os Encontros do Acaso e os Caminhos da Vida que, em 1983, condensei para a revista CONHECER A Difíceis-BPESSOA. É espantoso o modo como alguns comportamentos fortuitos encadeados uns nos outros, com «reforços» adequados, originam, de facto, acções anteriormente inimagináveis.
Seria pura «sorte» Nancy Davis ter casado com o ex-Presidente dos Estados Unidos da América? Ou uma das «causas» principais desse casamento teria sido a arrelia sentida por Nancy ao receber convites para reuniões de simpatizantes comunistas que a confundiram com outra pessoa de nome idêntico? Se não fosse o acaso de ter de contactar o presidente da Associação do Cinema, Ronald Reagan, para protestar contra o que a desagradava nesses convites, qual teria sido o percurso da vida destes dois protagonistas? Se um acaso semelhante tivesse ocorrido com alguém que não fosse Nancy Davis, o desfecho teria sido idêntico? Existirá, por acaso, algo de muito importante na personalidade de cada um que ajuda a percorrer um caminho de vida muito peculiar?Psicopata-B
Porém, chamamos, geralmente, «sorte» a este tipo de acontecimentos. Se o Carlos Palma tivesse tido a «sorte» de encontrar, logo de início, um psicólogo, o seu longo fadário de vários anos teria sido diferente?”

Para descrever o «caso» da Cristina, a que o livro se refere essencialmente, basta citar a página 15:
Depois dos pais da Cristina terem solicitado a minha colaboração para a apoiar, discreta e disfarçadamente fosse a que preço fosse, na resolução dos seus problemas, tive de engendrar, de imediato, uma estratégia que pudesse dar resultados positivos e palpáveis. Maluco2
O pai dela era economista e colaborava comigo em alguns projectos particulares. A mãe era docente no ensino secundário. Embora conhecesse ambos, eu não era visita de casa. Por isso, aproveitámos a execução de um projecto em que o pai dela e eu colaborávamos e «engendrámos» que teríamos de o elaborar aos fins-de-semana. Por este motivo, o pai da Cristina pediu-lhe o favor de fazer as honras da casa nos fins-de-semana em que eu lá fosse colaborar com ele e a mãe estivesse ocupada com as lides da casa. O pai era o autor principal do projecto, tinha muito trabalho a fazer com urgência e, como tinha necessidade da minha colaboração esporádica, imediata e pontual, eu iria estar com eles e tomaria as refeições em sua casa enquanto ele ia Saude-Bpreparando a parte principal. Para eu não ficar só, a Cristina podia conversar comigo, com todo o à-vontade, tanto mais que era psicólogo clínico e habituado a contactar com pessoas dos mais diversos tipos e estratos sociais. Talvez até fosse uma boa experiência para ela!
Com a adopção desta estratégia, comecei a frequentar alguns sábados ou domingos a casa onde eles passavam os fins-de-semana, nas Azenhas do Mar. Depois de me receber, o pai da Cristina trocava comigo algumas impressões sobre o projecto e ia trabalhar nele sozinho, enquanto a mulher ia para a cozinha tratar das refeições e depois arrumava a casa. A Cristina ficava comigo na sala.
Assim, logo na primeira apresentação, a minha atitude foi de distanciamento. Porém, logo no primeiro contacto, embora Acredita-Bmuito reservado, à medida que fomos conversando sobre as diversas carreiras profissionais e as tensões sentidas em cada uma delas, ao saber que era amigo do pai, psicólogo clínico e consultor de empresas, a Cristina, muito tensa, queixou-se que não conseguia dormir e tinha pesadelos constantes, além de uma incapacidade quase permanente para enfrentar as pessoas e de se relacionar com elas dum modo «normal». Dizia, muito irritada, que isso não era «normal» nem se podia admitir numa rapariga de boas famílias, com educação esmerada, financeiramente independente dos pais aos 27 anos, bem colocada na vida e com uma posição profissional invejada por muitos.”Consegui-B

E o que nos reserva a vida de todos os dias? (pág. 23):
“Através das noções adquiridas na nossa conversa depois do almoço e enquanto eu conferenciava com o pai da Cristina acerca do projecto, esta, reflectindo em tudo o que tinha ouvido, conseguiu reconhecer que qualquer de nós pode ter períodos de dificuldades que vão sendo superadas aos poucos, desde que exista para isso um treino adequado durante a formação da personalidade.
Após a conferência do projecto, tive oportunidade de me demorar mais um pouco com a Cristina depois doDepressão-B lanche. Então, expliquei-lhe que o treino de que tínhamos falado é proporcionado e facilitado pelos pais ou educadores que lidam com a criança desde a mais tenra idade.
Se a vida da criança for cheia de dificuldades, quer as que naturalmente é obrigada a enfrentar, quer as que os educadores podem artificialmente provocar e ajudar a ultrapassar, dando alguma ajuda nos casos mais difíceis, a aprendizagem da resistência à frustração faz-se com alguma facilidade. Porém, se a vida for demasiadamente facilitada, este treino não se efectua e origina uma personalidade fraca e pouco capaz de resistir às vicissitudes da vida.”

Depois de se iniciar a psicoterapia formal, no fim das «conversas»: (pág. 81):neuropsicologia-B
Cristina foi capaz de explicar aos pais as suas dificuldades e o modo como as tinha conseguido superar, fazendo uma análise objectiva da educação recebida e das possibilidades que teria tido se a mesma tivesse sido diferente. Tal como ela queria compreender bem todos os mecanismos do comportamento humano para educar melhor os filhos, os seus pais desejavam conhecer os erros cometidos e as possíveis alternativas para evitar a repetição desnecessária de lapsos com os netos.”

Com todas estas acções, a vida da Cristina teria mudado? (pág. 89):
“Os pais da Cristina, envolvidos inesperadamente neste processo bem sucedido da reestruturação da personalidade da filha, Organizar-Bque já durava ano e meio, começaram, de muito boa vontade, a aprofundar as razões de diversos acontecimentos que tinham ocorrido nas suas vidas, tentando transpô-los para situações futuras.
Com a justificação de querer saber mais pormenores do nosso projecto que estava em vias de execução, deslocava-me mais ou menos uma vez por mês, aos fins-de-semana, a casa dos pais da Cristina. A partir desta fase, já não iria a casa deles a não ser de dois em dois meses. Assim, almoçava com eles e aproveitava o tempo até à hora do lanche para discutir variadas coisas e «arejar as ideias» com a Cristina e os pais.
Cristina continuava a namorar, havia mais de seis meses, o mesmo rapaz com quem se dava bem. Aproveitava a oportunidade para conversar, às vezes, com ela e com o namorado. Os dois discutiam muitas coisas sobre a vida e o futuro, discordando um do outro mas reencontrando ou «construindo» sempre pontos de vista comuns e conciliáveis.Respostas-B30 De cedência em cedência, chegavam a um acordo, sem qualquer deles querer impor as suas ideias.”

A minha satisfação foi imensa quando, quase no fim de todo este processo (pág. 95):
Nesse Domingo em que estávamos todos a «conversar», fiquei surpreendido e satisfeito com os pais da Cristina que, no final da sua intervenção, lhe fizeram uma pergunta de chofre:
— Depois disto tudo ainda não compreendeste que, apesar de todas as dificuldades podes tirar benefícios da situação actual?
— Como? — perguntou ela muito surpreendida.
— Com o último exemplo que acabámos de discutir — disse o pai.Adolescencia-B
— Que é que o último exemplo tem a ver com o meu presente?
De repente e sem estar à espera, o noivo interveio:
— Tu não vês que se está a pensar muito mais no futuro do que no passado? O presente é o começo do futuro. Tu já conseguiste resolver a maior parte dos teus problemas. Os teus pais têm-te ajudado imenso e todos estamos agora mais preocupados com o futuro, que exige soluções inovadoras, do que com o passado que está a ser compreendido, servindo de lição para o futuro.
Cristina manteve-se calada e pensativa durante bastante tempo a ponto de eu próprio ficar muito intrigado com a sua fisionomia que ia mudando de apreensiva para uma espécie de satisfação íntima. De repente, olhando para mim com uma Suces-esc-Baparente paz e felicidade interior, perguntou:
— Acha que me faz algum bem imaginar que grande parte dos modelos por mim copiados são o pessimismo do meu pai e as preocupações exageradas da minha mãe com as opiniões dos outros?
Apanhado de surpresa e antes que pudesse formular uma resposta coerente, os pais da Cristina entreolharam-se e responderam quase em uníssono:
— Já tínhamos pensado nisso mas esperávamos que fosses tu a falar nesta hipótese depois de a consciencializares. É por esta razão que temos imenso empenho em aprofundar ainda mais os nossos conhecimentos sobre o comportamento humano.”

Resumindo tudo isto, no caso da Cristina, a acção psicoterapêutica, disfarçada de conversa, além de muitas leituras e de treinos Apoio-Bem casa, desenvolveu-se durante um período de dois anos e meio, distribuído por:
105 sessões de psicoterapia individual nos primeiros cinco meses;
75 sessões de psicoterapia e terapia de grupo nos treze meses seguintes,
30 sessões de terapia de grupo nos doze meses posteriores.

Grande foi o meu espanto quando cerca de seis meses depois do seu casamento, a Cristina, já com uma «barriga» bastante avantajada, apareceu inesperadamente no meu consultório, acompanhada do marido, só para falar comigo caso eu tivesse disponibilidade para isso.
Fiquei muito intrigado, mas como estava à espera de acabar as consultas dentro de 20 minutos pedi que aguardassem na sala reed2de espera.
Quando entraram no meu gabinete de consultas, ficaram muito admirados com o seu aspecto, nada diferente de qualquer escritório. Porém, tinha também um maple que podia ser bastante inclinado para trás.
— É aqui que as pessoas fazem relaxamento? – perguntou o marido da Cristina.
— Afinal não é um gabinete de consulta muito constrangedor como eu julgava – exclamou a Cristina e acrescentou. – Nós viemos aqui só por curiosidade, para o cumprimentar, informar que o «rebento» vai nascer dentro de 3 meses e mostrar-lhe um «resumo» que fizemos das noções adquiridas através das nossas longas conversas. Também já lemos e relemos várias vezes os seus textos de apoio. Agora, gostaríamos de ter a sua opinião sobre tudo isto.psicoterapia2
Entregou-me um dossier com algumas folha de tamanho A-4. Agradeci a amabilidade e fiquei com a cópia desse resumo que tinha sido essencialmente feito pelo marido da Cristina que desejava que o filho fosse uma pessoa altamente motivada para o sucesso. A vida dele não tinha sido fácil e muito tivera de lutar para conseguir um bom posto de trabalho numa firma de electrodomésticos. A vida da Cristina, não fora muito melhor porque, embora mais instruída, «claudicara» na esfera íntima e pessoal. Ambos queriam que pelo menos o filho começasse por ter uma «boa educação» para vencer na vida, quer no domínio pessoal, quer no aspecto profissional e, acima de tudo, pretendiam que ele se sentisse bem consigo próprio. Por isso, tinham feito um resumo do modo como o deveriam ajudar a estruturar a personalidade.stress2

É verdade que, com esta acção eu ganhei 210 sessões de psicoterapia quando a Cristina poderia ter gasto apenas 100 sessões, desde que fosse ao meu consultório, sem o preconceito de que só os malucos vão consultar os psicólogos. Mas mais satisfação me daria que ela não tivesse os problemas depois de adulta, instruída e bem colocada profissionalmente. Mas a minha verdadeira satisfação chegou no momento em que tanto os pais como o seu namorado conseguiram apreender as verdadeiras noções da modificação do comportamento para as utilizar no futuro, como profilaxia e prevençãoarvore
 
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Blogs anteriores:

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PSICOLOGIA PARA QUÊ? 2

Comentário

Também sou psicólogo e não concordo com este tipo de divulgação de informações que está a fazer.
Até parece que está a fazer a propaganda dos seus livros. Péssimo serviço para a psicologia.”
Anónimo

Pretenso ou alegado colega,

Estive a ler o seu comentário e pensei bastante antes de lhe responder.

Antes de tudo, não sei se é psicólogo ou se não passa de um simples SPAM que aparece na Internet. Há dias, tinha na minha caixa de correio a oferta de prémios, um de 500.000.00 libras e outro de 1.000.00 dólares só para me «apanharem» os dados pessoais. Valeu?

 

Posso dizer ainda que os meus posts são preparados para dar respostas às pessoas que pedem informações. Tento dá-las o melhor possível e com a documentação de que se possam socorrer em caso de vontade ou necessidade. Recomendo que a consultem e não proponho que a adquiram. Digo como a Bibliopoderão obter. As pessoas que a desejam ou não a tem e necessitam dela, se não a puderem pedir emprestada, podem tentar adquiri-la. É a vontade de cada um.

 

Já dei uma resposta adequada, há bastante tempo, no post ESCLARECIMENTO, de 22Jul08, do blog  PSY FOR ALL.

Dei uma segunda resposta no post RESPOSTA A UM COMENTÁRIO, de 14Set08, no blog PSICOLOGIA PARA TODOS.

Uma terceira resposta foi dada a uma também alegada ou pretensa psicóloga, no post CONFLITO E DESUMANIZAÇÃO, de 27Set10, neste blog.

 

Posso também dizer que o blog inicial (ver a HISTÓRIA DO NOSSO BLOG, sempre actualizada, de Novembro de 2009) foi elaborado por ideia e vontade de Psicologia-Bantigos consulentes que, estando à distância, me queriam contactar. Se em vez de dar resposta a um, pudesse satisfazer a necessidade de muitos, achei que a melhor solução era um blog e os comentários associados.

Dentro da minha maneira de actuar, julgo que não estou a propor consultas como vejo em vários locais da internet, nem estou a fazer publicidade dos livros. Apenas estou a informar quais os livros publicados, onde e como se podem adquirir e qual a sua aplicação e utilidade na prática.

Estou a tentar dar às pessoas que o solicitam, um conselho ou uma informação especializada que de outro modo não a teriam sem se deslocarem a um consultório, gastar muito tempo e talvez bastante dinheiro. Pode ser que este meu procedimento possa reduzir algumas consultas, mas não me estou a queixar disso. Mais alguém se sente prejudicado?

Será que o pretenso ou alegado colega de profissão também acha mal as muitas coisas que se ouvem na televisão e se lêem nos jornais sobre psicologia, medicina, Interacção-B30nutricionismo, economia, advocacia, arquitectura, belas-artes e outras profissões?

Não viu na televisão colegas seus a dizer muita coisa e até a dar opiniões com as quais eu tenho o direito de não concordar? E com as quais até vários colegas não concordem? Consulte o post SÍNDROME DE PERSEGUIÇÃO FILIAL, de 24Jan10.

 

Há bastantes anos, um livreiro amigo quis ter nas suas estantes algumas brochuras publicadas pelo Centro de Psicologia Clínica que eram destinadas aos nossos consulentes, utentes ou pacientes. Alguns colegas que esse livreiro conhecia, criticaram as nossas publicações porque achavam mal colocar uma técnica científica específica nas mãos de toda a gente. Diziam eles que a psicologia devia ser praticada nos gabinetes dos psicólogos. Nesses gabinetes, tal como no meu, também se paga a consulta. Qual seria a ideia deles?Saude-B

 

Quanto a si, posso garantir que não lhe vou fazer concorrência nem lhe vou «roubar» a clientela. E as minhas informações do blog muito menos o farão.

 

Bom desempenho, muita sorte e maior clientela!  

De qualquer modo,  muito obrigado pelo comentário que me obriga a pensar no assunto e me ajuda a corrigir quaisquer erros que possa ter cometido ou venha a cometer. arvore

Já leu os comentários?

Ver post LIVROS DISPONÍVEIS 

É aconselhável consultar o ÍNDICE REMISSIVO
de cada livro editado em post individual

Blogs anteriores:

PSY FOR ALL (desactivado) [http://www.psyforall.blog.com]

PSICOLOGIA PARA TODOS [http://psicologiaparaque.blogspot.pt/]

Para tirar o máximo proveito deste blog, consulte primeiro o post inicial“História do nosso Blog, sempre actualizada”, de Novembro de 2009 e escolha o assunto que mais lhe interessa. Depois, leia o post escolhido com todos os comentários que são feitos. Pode ser que descubra também um outro assunto acerca do qual não tivesse pensado.

Para saber mais sobre este blog, clique aqui

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