PSICOLOGIA PARA TODOS

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Archive for the month “Janeiro, 2011”

ATRIBUIÇÃO

Ao comentárioInteracção-B30
“O que é que o psicólogo nos diz sobre a entrevista do Bibi-Silvino acerca do processo de Casa Pia?”,
feito pelos CãoPincha, a minha resposta foi:

“Para responder ao vosso comentário, a única coisa que posso dizer neste momento, depois de ter visto o do telejornal e programa da SIC, é que poderia ser feita uma nova e interessante telenovela com o Bibi como actor principal, o entrevistador como realizador e o Carlos Cruz como guionista. Julgo que teria muita audiência e poderia «bater» todas as outras.Psicologia-B
Se tiver tempo, paciência e novas informações, talvez me disponha a fazer um novo post sobre ATRIBUIÇÕES.”

Por este motivo, vou fazer lembrar que em 9 de Agosto de 2009 fiz um post com o título As Atribuições Erradas e, em 8 de Novembro de 2009, fiz outro post intitulado Atitudes e Atribuições, ambos no antigo blog PSICOLOGIA PARA TODOS que podem complementar as minhas ideias sobre este assunto.Saude-B

Agora, a pedido dos Compincha – CãoPincha, vou tentar completar o meu raciocínio com diversas perguntas.

Salvo erro, nessa entrevista, o Bibi (Carlos Silvino) afirmou que não é pedófilo mas sim heterossexual.
– Já que ele se diz heterossexual, que nome se dá ao homem que tem relações sexuais com uma criança feminina?

– Será proibido aos heterossexuais serem também pedófilos?Psicopata-B

– Como é classificado o pai que viola o seu filho menor?

– O que significaram os telefonemas de Bibi «pai» ao «Joel», ouvidos na televisão, ou também serão mentira?

Adelino Granja, o advogado de «Joel», assim como Pedro Namora, testemunharam a actuação de Bibi desde há muitos anos.
– Os dois estarão a mentir só para incriminar «gratuitamente» o Bibi?Maluco2

Francisco Guerra, o autor do livro UMA DOR SILENCIOSA, recentemente publicado, afirma que foi molestado pelo Bibi e por muitos outros.
– Quem são os seus «molestadores»?

– Se Bibi não é pedófilo, como conseguiu molestar o Francisco Guerra?

– Estaria também drogado e seria forçado a molestar?Joana-B

– Estará Francisco Guerra a mentir?

– Se não houve pedofilia, como se explicam as intervenções cirúrgicas efectuadas em algumas das vítimas desses abusos sexuais?

– Qual a razão de Bibi ter pedido desculpas aos «molestados» e de ter solicitado a Pedro Namora que os contactasse pessoalmente?Difíceis-B

O Bibi disse que nunca transportou rapazes para uma determinada moradia ou endereço.
– Será que quis dizer que os transportou para outro endereço ou moradia?

– Qual a razão de Bibi dar esta entrevista no momento em que o processo sobe para o Tribunal da Relação?

– QUEM é o relator do processo?

– Se Bibi foi drogado, qual a razão de só agora ter dado esta entrevista, oportunamente, para contradizer tudo o que disse Psi-Bem-Canteriormente?

– Se Bibi confessou que já mentiu, não estará a fazer o mesmo agora?

– Só agora lhe passou o efeito da droga?

O Bibi disse que mentiu quando confessou os «crimes». Também disse que na Polícia Judiciária lhe davam um copo com água e que depois ficava sem comer e dormir. A Polícia Judiciária diz que ele não comia nem bebia lá, com medo de ser drogado.
– Quem mente ou não diz a verdade?Imagina-B

– Como encontraram crianças em casa do antigo embaixador?

– Qual a razão da coincidência do autor do livro sobre Carlos Cruz ser o actual e oportuno entrevistador de Bibi?

– Qual a razão de Carlos Cruz preocupar-se mais em tentar influenciar acerrimamente a opinião pública com uma fartura de entrevistas dadas em momentos e locais oportunos do que em apresentar provas da sua inocência?Acredita-B

– Qual a razão de todos esses acusados «desgraçadinhos» aparecerem agora «sorridentes» por causa de uma entrevista dada por um «drogado» que já não o deve ser no preciso momento da entrevista?

– E se ele dissesse o contrário continuariam a sorrir?

– Quem condenou o Bibi  não teve provas para o fazer e acreditou apenas nas palavras de um pretenso drogado ou «chantageado»?

Tanto o Bibi como quem o entrevistou disseram que  não recebera qualquer dinheiro.Consegui-B
– A entrevista dada, só agora, será para aliviar um peso na consciência, para favorecer alguém, ou terá sido imposta por terceiros?

Parece que os advogados de Carlos Cruz e dos outros arguidos não ficaram surpreendidos com esta entrevista.
– Já estariam à espera da mesma neste momento?

Teriam de ser respondidas muitas mais perguntas deste género para se fazer uma atribuição e uma predicção correctas. Mesmo sem estas respostas, como já aventei sem qualquer outra informação fidedigna a não ser o que se lê nos Depressão-Bjornais e se vê na televisão, acho que Bibi daria para um belíssimo actor duma nova telenovela, orientada pelo encenador Carlos Tomás que, embora sem carteira, deve ser bom no que faz, tendo argumentista e orientador  Carlos Cruz, com a participação dos outros «desgraçadinhos» no passado quando foram injustamente incriminados e sorridentes actualmente depois da entrevista.
Essa telenovela terá um sucesso garantido.
Oxalá que alguma televisão aproveite a ideia!!!

Já leu os comentários?

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ELEIÇÕES?

Em relação ao comentário transcrito a seguir, feito há bastantes dias pelos Compincha – CãoPincha, faço este novo post dando Interacção-B30uma ideia do que posso dizer quer em Psicologia Social, quer como cidadão e político não filiado em qualquer partido:

“Nosso caro doutor,
Depois de conhecermos o seu perfil e de ouvirmos os vários candidatos a presidente da república e especialmente o debate de hoje (23) na SIC, apetece-nos dizer que o seu «arregaçar as mangas» não chega.
É necessário alguém que comece a dar com a marreta na cabeça dos nossos políticos (?).Psicologia-B
Dos que se apresentaram, só Defensor de Moura e Fernando Nobre parecem pensar nos outros. Os restantes, que sejam mandados para a reciclagem.
Hoje ficamos surpreendidos com os argumentos do candidato Cavaco Silva que nos pareceu ser exímio em utilizar o «seu» reforço do comportamento incompatível. Ele respondeu a qualquer das acusações que lhe foram feitas? Não desviou bem a conversa? Que actuação teve desde que foi Primeiro-Ministro? Chegou ao ponto de um dos nossos convivas, já farto de o ouvir, dizer: “este gajo, além de vaidoso é sacaninha”.Biblio
Que Portugal não se afunde em tanta mesquinhez.

Antes de tudo, já tinha dado aos CãoPincha a minha opinião de cidadão em relação às actuais eleições. É um blog que visito frequentemente porque gosto dos seus posts bastante elucidativos e que nos obrigam a pensar.

Agora, falta-me apenas dizer alguma coisa no âmbito da psicologia social.

Como todos puderam constatar, esta campanha foi tudo menos política. Foi uma campanha de politiquice e maledicência. Como cidadão, não consegui saber o que é que qualquer dos candidatos irá fazer depois de eleito.Saude-B
Contudo, já posso fazer uma atribuição em relação ao que o candidato Cavaco Silva poderá fazer depois de ser eleito a partir do seu «trabalho» desde que foi Primeiro-Ministro há muitos anos. Também posso fazer uma previsão sabendo o elenco que teve nos seus governos. Fazendo essa atribuição, não prevejo nada de bom.
Em relação aos outros, fazendo também as atribuições necessárias a partir da sua conduta e da sua intervenção na vida pública, posso dizer que nenhum deles, a não ser Fernando Nobre mostrou obra feita.
Por isso, concordo com o vosso post O NOBRE chamado Fernando, de 21 de Fevereiro de 2010 que, até ao momento, parece ter tido 18 comentários. Da minha parte, estou decidido a votar em Fernando Nobre apesar de alguns deslizes (efeitos de facilitação social ou contaminação) que teve nos últimos dias.Imagina-B
Em relação aos outros candidatos, exceptuando o Francisco Lopes, que para o PCP é um ponto de honra, serviram para fazer «denúncias », abrindo os olhos dos portugueses para as inúmeras falcatruas que se vão cometendo em nome do interesse público e para o bem do mesmo.

Quase todos eles, desde que assumem o comando da situação, sentem-se «democratica e legalmente seguros» e vão fazendo tudo ao arrepio do que «prometeram».
Na política, é geralmente assim. É por isso que temos de compreender as intenções e as manobras dos «fazedores da imagem» que bem conhecemos no mundo da moda, do espectáculo, das promoções, da política, etc. Está tudo dentro da psicologia Acredita-Bsocial (K) (F), que é utilizada essencialmente para dar lucro a quem se expõe, da mesma maneira como acontece com estes candidatos. Mas, como a nossa memória é fraca e nos deixamos impressionar pelas últimas impressões, compete a quem vai votar relembrar aquilo que já aconteceu, ponderar sobre tudo o que se foi vivendo e decidir em consciência.
Tendo verificado a grande obra feita por Fernando Nobre na AMI, sem espalhafatos, julgo que a consciência dos portugueses despertou dando-lhe uma boa subida nas últimas sondagens.

Continuando com as minhas atribuições, será que a estratégia de alguém nesta campanha foi a de lançar ou incentivar todas as outras candidaturas para diminuir a votação em Cavaco Silva?Consegui-B
Se foi, não concordo com a mesma e a verificação do aumento da simpatia por Fernando Nobre na última sondagem, bem pode demonstrar que apenas a sua candidatura contra a de Cavaco Silva, poderia determinar um rumo diferente.
Em relação aos políticos ou candidatos, quase nunca sei o que fizeram antes (na governação) e muito menos fico a saber o que fazem e fizeram depois de terem assumido as rédeas do poder. A minha ideia ficou bem clara no post FOME OU MENTIRA?, de 17 de Outubro de 2010.

Da minha parte, já sabem que vou votar em Fernando Nobre porque estou farto dos desmandos a que tenho assistido Psicopata-Bdesde o ano 75 do século passado.

Haja democracia para todos!

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PSICOTERAPIA VOTADA AO FRACASSO

Comentário no post RELAXAMENTO:Difíceis-B

Acabei de ler este poste sobre o relaxamento. Isto incitou-me a ver outros postes relacionados com a sua psicoterapia. Gostei de ler alguns que me fizeram lembrar uma rapariga. Ela era estudante de arquitectura e tinha medo de andar em transportes públicos em Lisboa. Começou com uma psicoterapia nova que abandonou rapidamente. Continuou com terapia de grupo que não deu resultado. Foi para Itália com uma bolsa de estudo muito vantajosa. Sem qualquer psicoterapia, começou e continuou a andar de transportes públicos dos quais não necessita agora. Quando me lembrar de tudo, vou enviar um email com a história completa.Depressão-B

E o que é que diz sobre o novo método descoberto em França para educar os autistas? Andam à procura de voluntários.
Seu amigo que fez a pergunta há dias.

Recebi ontem desse meu amigo o e-mail a seguir, contando um outro «caso» ao qual se referiu no comentário transcrito acima, no post  RELAXAMENTO.

“Uma rapariga, filha de um casal conhecido estava no  fim do curso de arquitectura. Sempre fora habituadaPsicopata-B a ir para à faculdade na companhia do pai, que era farmacêutico e director duna farmácia muita próxima da faculdade, no Porto. 
Naquela época, o pai tinha sido atropelado num passadeira de peões por um táxi, quase no centro da cidade. Por esse motivo, as boleias para a faculdade passaram a ser difíceis e houve necessidade de ela passar a utilizar os transportes públicos. A jovem começou a ter medo de viajar em transportes públicos e deixou de frequentar a faculdade. Começou com uma fobia que a mãe tentou evitar pedindo a colaboração de um psicólogo seu conhecido.
Iniciada a psicoterapia, depois da primeira consulta para se fazer uma dessensibilização em relação aos medos exagerados, esta jovem começou a não querer entrar em relaxamento recusando a psicoterapia. Maluco2Quando ouviu falar em hipnose, quase que deu um salto para trás e ia caindo da cadeira. Era como se lhe estivesse a falar no diabo. A mãe , Assistente Social, a chefiar um departamento do Estado, nada conseguiu fazer contra a sua vontade mas a irmã, que frequentava o curso de medicina conhecia um professor, psiquiatra de nomeada, que se prontificou a deixar que essa rapariga entrasse para o seu grupo terapêutico sem quaisquer custos financeiros.
A mãe acedeu porque se sentia «culpada», já que não tinha desejado essa gravidez devido à sua idade o avançada, mas  ficou aliviada quando lhe disseram que a abordagem psicoterapêutica era psicanalítica.
Iniciada a participação no grupo, logo na segunda semana, esse professor de psiquiatria pediu à rapariga Saude-Bque pagasse as sessões. Quando ela o informou que não tinha dinheiro, ele sugeriu que a sua semanada poderia servir para tal: era um pagamento simbólico que lhe daria a noção de que estava a contribuir para a sua psicoterapia. Essa psicoterapia durou muitos meses, sem ela viajar em transportes públicos e obrigando a mãe e a irmã a transportá-la quando para não faltar às aulas.
No fim do ano, com as boas notas que ela tinha, houve a possibilidade de concorrer a uma bolsa de estudo duma conhecida instituição, na Hungria. Ganhou a bolsa.
Quando chegou a Sófia, não tinha os pais ou irmãos que a ajudassem a movimentar-se na cidade, pelo Bibliomenos para ir à instituição, e a única alternativa eram os transportes públicos que começou a utilizar sem quaisquer dificuldades e sem as fobias que estava a acumular na sua terra natal.
Quando regressou a Portugal, como a família era rica e ela já tinha emprego, não foi difícil deixar de viajar em transportes públicos porque adquiriu viatura própria.
Se as suas fobias fossem tratadas no grupo, não sei quanto tempo demoraria a recuperação para conseguir utilizar os transportes públicos, se é que os conseguiria. Da maneira como aconteceu, o flooding ao vivo, foi óptimo.”

A propósito deste e-mail, posso informar que a vontade e a colaboração do próprio é de extrema importância. A hipnose e a mario-70
imaginação orientada ajudam imenso. Este «caso» poderia ser provavelmente resolvido com três ou quatro sessões de dessensibilização se ela entrasse em relaxamento mental profundo, com autohipnose. Digo «resolvido» porque o mesmo ficou «resolvido» com sessões de saciação ou flooding, ao vivo, na cidade húngara em que ela viveu durante a utilização da bolsa de estudo, sem outro transporte além do público.
As ideias da mãe e os conceitos que lhe foram transmitidos sobre a psicanálise, podem ter tido um papel importante na aceitação das dificuldades que a filha apresentava em relação aos transportes públicos. Isso pode ter dado à filha reforço secundário negativo vicariante (F),  se algum dos progenitores também não gostasse de viajar em transportes públicos. Podia ter havido uma aprendizagem por modelo e identificação de que não temos conhecimento. Provavelmente, a postura dos pais e a situação ambiental, seriam capazes de «acalentar docemente» essa fobia Acredita-Bcom inúmeras explicações analíticas, se a terapia continuasse no grupo em que tinha começado.
Também, a continuação da psicoterapia do primeiro psicólogo, sem a utilização da hipnose e sem a colaboração da paciente, mesmo que fosse honestamente efectuada, estaria destinada ao fracasso por causa do ambiente em estava a decorrer.

Passando ao outro assunto do comentário, o dos autistas, posso dizer que vi e ouvi, com espanto, essa notícia na televisão, embora não tenha sido inesperada. Muitas mais notícias deste tipo irão aparecer como aquela que dizia que o pai dum menino autista tinha quase «descoberto» um especialista americano que se dedicava aos Consegui-Bautistas e que foi tratada no meu post O AUTISMO ENTRE NÓS, de 31Ago2009. Depois disto, o mesmo assunto foi abordado no post  MODIFICAÇÃO DO COMPORTAMENTO 2, de 29Nov2010, tendo sido também apresentado em jornais na década de 70 do século XX.

O que se fez desde então com os autistas portugueses a não ser receber visitas de técnicos estrangeiros?

Estou  honesta, consciente e literalmente «farto» de dizer que o mais importante para a recuperação dos autistas é a estimulação precoce ou, pelo menos, tanto quanto possível, imediata. Não existe outro método mais eficaz nem Joana-B«barato». O que é necessário é imenso trabalho.

Boa sorte para todos os que colaboram bem e honestamente com os psicoterapeutas.  Que leiam o post «arregaçar as mangas».

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RELAXAMENTO

Hoje, quando saía do consultório depois de atender um paciente que tem medo de andar nos transportes públicos, um amigo mario-70
meu abordou-me e perguntou porque razão eu insistia tanto no relaxamento quando os problemas dos pacientes se baseavam mais nos medos e nas obsessões relacionadas com factos do dia-a-dia.
Compreendi ou talvez imaginei que esse paciente era conhecido desse meu amigo a quem se «tinha ido queixar» das suas desditas e do método terapêutico.

Tentei explicar resumidamente e o melhor possível enquanto estávamos no passeio duma rua muito movimentada e disse-lhe que consultasse este blog onde tentaria dar, ainda hoje, uma resposta ou explicação mais explícita e adequada do que numa conversa de rua. A minha ambição também foi, sem perguntar quem era o paciente, que esse meu amigo lhe fosse transmitir o «recado». Assim, talvez o pudesse motivar a praticar o relaxamento em casa todas Acredita-Bas noites, como era necessário.
Antes de dar essa explicação, posso fazer umas perguntas muito pertinentes:
— Qual a razão de se verificar a pressão dos pneus, os níveis do óleo e a água, o funcionamento dos travões do carro, o estado do motor, etc. antes de fazer uma viagem longa?
— Qual a necessidade de lubrificar as dobradiças das portas e janelas
— Para que serve o espelho quando nos estamos a vestir e arranjar para uma festa?

Suponho que tudo isto facilita a acção posterior.
Se a acção que se pretende numa psicoterapia é fazer com que uma pessoa não tenha medos ou perca as suas obsessões, temos Consegui-Bde descobrir a sua causa ou a origem das dificuldades.
Se estas dificuldades forem conscientes, facilmente se resolve o problema com um aconselhamento, se a pessoa ainda o não tiver resolvido por si própria.
Porém, se essas causas estiverem bem escondidas ou camufladas no nível abaixo da consciência, como descobri-las, localizá-las no tempo, compreendê-las e tentar arranjar uma solução conveniente para o paciente?
Se a «conversa» com o paciente for ao nível do consciente, ele fará os possíveis para dar de si uma boa imagem e, provavelmente, utilizará todos os mecanismos de defesa que foi utilizando ao longo da sua vida (A/165-169). Se nada mais for feito para além de aceitar esses mecanismos de defesa, estes não o irão alienar ainda mais aumentando as suas dificuldades? Maluco2Esses mecanismos de defesa não irão ocasionar reacções incorrectas ao nível da amígdala (cerebral) (A/143-155)?
Para que isso não aconteça e a pessoa se possa ver livre das suas dificuldades, só será possível dar-lhe algum alívio, tentando ir às origens.

Como essas origens e a percepção das mesmas (C/21-28) estão na «cabeça» da própria pessoa a única via possível é chegar ao não-consciente. O relaxamento mental serve para isso e apenas uma total disponibilidade mental pode ajudar o psicoterapeuta (e até o próprio) a chegar às profundezas do inconsciente.
Aqui, é importante realçar três coisas:Psicopata-B
1.       Todas as recordações, mesmo aquelas de que nunca nos lembramos, estão na «cabeça» do paciente.
2.       Só uma total disponibilidade mental, sem qualquer tentativa de aparentar uma boa imagem, pode ajudar a trazer ao de cima muitas das recordações que podem ter sido traumáticas no momento e relegadas para o «esquecimento».
3.       Uma total compreensão das mesmas pode ajudar imenso a continuar a vida num ritmo diferente daquele que ocasiona as perturbações neuróticas.

Essa compreensão pode ser extremamente rápida, mas para chegar até às recordações depende imenso da disponibilidade Saude-Bmental que é adquirida pela prática que cada um faz do relaxamento.
Essa prática que pode ser adquirida em casa à hora de dormir é gratuita ao passo que, quando efectuada num consultório é paga. Em qualquer das situações não se sabe quanto tempo pode demorar, dependendo imenso do paciente, que pode estar a utilizar inconscientemente os seus mecanismos de defesa. Não é uma espécie de tumor que se pode extrair sem a intervenção do paciente. É uma espécie de infecção profunda que é necessário detectar, combater e efectuar uma profilaxia com a ajuda de quem esiver infectado.

A hipnose pode ajudar não só a iniciar o relaxamento como a desvendar as dificuldades do paciente orientando-o nas recordações mais pertinentes.Biblio
Compreendemos que é fastidioso estar a tentar entrar em relaxamento a ponto de ficarmos desorientados e desencorajados. Acontece com quase todos. Aconteceu também com o Antunes e com a Cidália. Se não tivessem insistido e persistido o que seria deles? Sem a colaboração activa dos próprios, nenhum dos soid teria melhorado! A sua vida actual não será muito melhor?
Não falemos da Germana, da Isilda, do Januário, do «Mijão», do Júlio ou do Joel e quantos mais? Todos começaram relutantemente com o relaxamento mas, depois de terem saboreado os benefícios que o mesmo proporcionou, nunca mais o deixaram.

Posso terminar dizendo que não conheço qualquer psicoterapeuta milagreiro mas tenho a certeza de que existem alguns que ajudam os «pacientes» que os aturam a melhorar o seu estado de saúde mental (e físico?).arvore

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MÃOZINHAS QUE “ROUBAM”

Este foi o título dado pela colega brasileira Ana Luisa Regueira, ao seu post de 22 de Novembro de 2010, no seu blog Era uma Joana-Bvez….

Embora não conheça bem a psicanálise e também porque não goste dela pela forma como é utilizada (D/130-132), vou tentar «traduzir» este post na minha linguagem comportamental, eclética ou pragmática (F) apresentada em itálico negro, indicando entre parêntesis (D), as páginas do livro “JOANA, a traquina ou simplesmente criança?que podem explicitar o meu pensamento, fazendo os apartes que julgar mais oportunos:

Comentando directamente o post:Psicologia-B

─ “a criança estar em busca de uma pessoa” poderá ser traduzido em (a criança estar à busca de algum «reforço» do qual necessita?) (D-109-111).

─ “perdeu um pouco do contato com a mãe” pode ser traduzido em (perdeu o reforço que recebia ou julgava receber anteriormente?)

─ “A mãe pode ou não estar presente, pode ser uma mãe perfeitamente boa e capaz de dar amor ao filho (que é o caso dessa neuropsicologia-Bpessoa), mas, do ponto de vista da criança, ainda falta algo (é como se “roubar” fosse uma ação compensatória)” pode ser transformado em (A mãe pode estar presente mas dar reforços só em momentos inadequados como o de acabar de furtar qualquer coisa) (D-109-111).

─ “Achar o fato engraçado ou humilhar a criança com brigas na frente das pessoas pode reforçar o comportamento ou envergonhar a criança, o que não é aconselhável” (dar o reforço desejado no momento mais inadequado possível para a criança).

─ “Sempre deve-se discutir esse assunto longe dela” (em momentos de não emoção e com toda a concentração Interacção-B30naquilo que se diz, depois de se ter tentado, em situações anteriores, aplicar à criança o reforço do seu agrado e verificar os resultados; até pode ser que a criança tenha mudado de comportamento).

(Nada mais necessário, importante e sábio! Infelizmente, muitas das neuroses podem ser «fabricadas» pela manipulação inadequada do reforço em tempo oportuno)

─ “O ideal é que consigamos enxergar o lado positivo” (a mãe aprender a descobrir o «reforço» para a criança e a «manipulá-lo» sempre que necessário da maneira mais sabiamente possível!) (D-78).arvore

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EFEITOS COLATERAIS

Hoje de manhã, quando acabei a consulta, uma pessoa que já conhecia há muitos anos, disse-me que viu, por acaso, o nosso Saude-Bblog. Como não conhecia, visitou o último post em que a Júlia fez o comentário de lhe ter sido útil ler os nossos livros e consultar os diversos posts.
Achou interessante outro comentário feito pelo António, destinatário desse post, a dizer que conseguiu sentir melhoras mesmo sem se socorrer da consulta formal onde gastaria bastante mais.

Este comentário tinha-me feito lembrar o Júlio de “Eu Não Sou MALUCO!” (a ser publicado depois de “PSICOLOGIA PARA TODOS”) que me disse em relação à sua situação: “Quem não tem cão caça com gato!Maluco2

Essa pessoa minha conhecida também ficou intrigada com esses dois comentários a dizer que, sem a consulta formal, desejavam enveredar pela prevenção.
Não necessitando de qualquer consulta para si própria, esse meu interlocutor tinha de responder a várias dúvidas dos filhos profissionalmente muito ocupados, que não dispunham de tempo para os netos em vias de atingir a idade da adolescência.
O meu interlocutor desejava saber mais coisas mas, como eu estava ligeiramente cansado e sem ambiente propício para lhe dar as respostas adequadas, tomei nota sumária das várias dúvidas e prometi esclarecê-las através de um novo post a ser elaborado Joana-Bde acordo com a minha disponibilidade.
Assim, pelo menos mais gente ficaria a ganhar com a difusão da informação, para evitar efeitos colaterais de uma acção direccionada para o objectivo principal: «educar» bem os filhos.
Para satisfazer esse compromisso faço agora este post realçando que a boa saúde mental exige que os pais ou educadores ou demais concidadãos possivelmente intervenientes tentem ajudar os mais novos a estruturar uma personalidade equilibrada, autónoma e com motivação para o sucesso.

Se ouvirmos o comentador Tavares Rijo, que aparece muitas vezes às quintas-feiras no programa de Jorge Gabriel, na Praça da Psicologia-BAlegria da RTP1, podemos colher ensinamentos de Psicologia Social em linguagem simples, vulgar e mais precisa e verdadeira do que aquela que ouvimos dos Professores nos diversos programas de televisão. Tavares Rijo fala-nos claramente em psicologia social despida de preconceitos e tecnicidades. Para mim, é um prazer ouvi-lo.

Tentando dirigir-me mais ao meu velho conhecido, bem como ao António e também à Júlia, que tem uma filha na adolescência, quero focar alguns pontos importantes enquanto o livro PSICOLOGIA PARA TODOS não vê a luz do dia.Acredita-B

▫ Na estruturação equilibrada da personalidade (que são os alicerces fundamentais da pessoa), é importante que os dois progenitores intervenham na educação concertadamente e que não se contradigam (69-80), (207-212). Caso contrário, podem provocar nos educandos a dissonância cognitiva. Esta pode acontecer se as «ordens», indicações ou instruções dadas por cada um dos cônjuges forem contraditórias. Os educandos podem pensar “Faço ou não faço?” “Olho para a cara dele/s para ver se estão a falar a sério?” “Vou tentar adivinhar se estão mal dispostos ou bem-dispostos?” “Tenho de descobrir se os seus negócios ou assuntos de serviço estão a correr mal?”Consegui-B

▫ A utilização do reforço do comportamento incompatível (95-102) é muito importante. Os nossos políticos bem demonstram a sua utilização quando não querem responder a perguntas embaraçosas: desviam a conversa para outros assuntos. Seria ideal conseguirmos não nos irritarmos com os filhos nos momentos de grande emoção e repreendermos com calma, serenidade e firmeza, sem posteriores «arrependimentos» e «recuos»…
A propósito do reforço do comportamento incompatível, quando estamos irritados, aprendendo com esses políticos, podemos tentar falar em alguma coisa diferente, podendo a mesma reprimenda  ser dada num momento de mais Psicopata-Bcalma e sem emoção da nossa parte.

▫ É bom que tenhamos a noção exacta do reforço (43-63 e mais), das suas especificidades e das suas consequências boas e más.

Para finalizar este post, posso dizer que tentei abordar sucintamente com várias hipóteses os factos do dia-a-dia e os conceitos inerentes aos mesmos que ficam assinalados a negro.

Enquanto não existir  “PSICOLOGIA PARA TODOS” cujas páginas estão indicadas entre parêntesis (), é fácil recorrer a Bibliooutros livros especialmente “JOANA, a traquina ou simplesmente criança?” que já tem um Índice Remissivo neste blog.

Através desse livro podem-se compreender melhor os conceitos de que acabei de falar.

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