PSICOLOGIA PARA TODOS

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RELAXAMENTO

Hoje, quando saía do consultório depois de atender um paciente que tem medo de andar nos transportes públicos, um amigo mario-70
meu abordou-me e perguntou porque razão eu insistia tanto no relaxamento quando os problemas dos pacientes se baseavam mais nos medos e nas obsessões relacionadas com factos do dia-a-dia.
Compreendi ou talvez imaginei que esse paciente era conhecido desse meu amigo a quem se «tinha ido queixar» das suas desditas e do método terapêutico.

Tentei explicar resumidamente e o melhor possível enquanto estávamos no passeio duma rua muito movimentada e disse-lhe que consultasse este blog onde tentaria dar, ainda hoje, uma resposta ou explicação mais explícita e adequada do que numa conversa de rua. A minha ambição também foi, sem perguntar quem era o paciente, que esse meu amigo lhe fosse transmitir o «recado». Assim, talvez o pudesse motivar a praticar o relaxamento em casa todas Acredita-Bas noites, como era necessário.
Antes de dar essa explicação, posso fazer umas perguntas muito pertinentes:
— Qual a razão de se verificar a pressão dos pneus, os níveis do óleo e a água, o funcionamento dos travões do carro, o estado do motor, etc. antes de fazer uma viagem longa?
— Qual a necessidade de lubrificar as dobradiças das portas e janelas
— Para que serve o espelho quando nos estamos a vestir e arranjar para uma festa?

Suponho que tudo isto facilita a acção posterior.
Se a acção que se pretende numa psicoterapia é fazer com que uma pessoa não tenha medos ou perca as suas obsessões, temos Consegui-Bde descobrir a sua causa ou a origem das dificuldades.
Se estas dificuldades forem conscientes, facilmente se resolve o problema com um aconselhamento, se a pessoa ainda o não tiver resolvido por si própria.
Porém, se essas causas estiverem bem escondidas ou camufladas no nível abaixo da consciência, como descobri-las, localizá-las no tempo, compreendê-las e tentar arranjar uma solução conveniente para o paciente?
Se a «conversa» com o paciente for ao nível do consciente, ele fará os possíveis para dar de si uma boa imagem e, provavelmente, utilizará todos os mecanismos de defesa que foi utilizando ao longo da sua vida (A/165-169). Se nada mais for feito para além de aceitar esses mecanismos de defesa, estes não o irão alienar ainda mais aumentando as suas dificuldades? Maluco2Esses mecanismos de defesa não irão ocasionar reacções incorrectas ao nível da amígdala (cerebral) (A/143-155)?
Para que isso não aconteça e a pessoa se possa ver livre das suas dificuldades, só será possível dar-lhe algum alívio, tentando ir às origens.

Como essas origens e a percepção das mesmas (C/21-28) estão na «cabeça» da própria pessoa a única via possível é chegar ao não-consciente. O relaxamento mental serve para isso e apenas uma total disponibilidade mental pode ajudar o psicoterapeuta (e até o próprio) a chegar às profundezas do inconsciente.
Aqui, é importante realçar três coisas:Psicopata-B
1.       Todas as recordações, mesmo aquelas de que nunca nos lembramos, estão na «cabeça» do paciente.
2.       Só uma total disponibilidade mental, sem qualquer tentativa de aparentar uma boa imagem, pode ajudar a trazer ao de cima muitas das recordações que podem ter sido traumáticas no momento e relegadas para o «esquecimento».
3.       Uma total compreensão das mesmas pode ajudar imenso a continuar a vida num ritmo diferente daquele que ocasiona as perturbações neuróticas.

Essa compreensão pode ser extremamente rápida, mas para chegar até às recordações depende imenso da disponibilidade Saude-Bmental que é adquirida pela prática que cada um faz do relaxamento.
Essa prática que pode ser adquirida em casa à hora de dormir é gratuita ao passo que, quando efectuada num consultório é paga. Em qualquer das situações não se sabe quanto tempo pode demorar, dependendo imenso do paciente, que pode estar a utilizar inconscientemente os seus mecanismos de defesa. Não é uma espécie de tumor que se pode extrair sem a intervenção do paciente. É uma espécie de infecção profunda que é necessário detectar, combater e efectuar uma profilaxia com a ajuda de quem esiver infectado.

A hipnose pode ajudar não só a iniciar o relaxamento como a desvendar as dificuldades do paciente orientando-o nas recordações mais pertinentes.Biblio
Compreendemos que é fastidioso estar a tentar entrar em relaxamento a ponto de ficarmos desorientados e desencorajados. Acontece com quase todos. Aconteceu também com o Antunes e com a Cidália. Se não tivessem insistido e persistido o que seria deles? Sem a colaboração activa dos próprios, nenhum dos soid teria melhorado! A sua vida actual não será muito melhor?
Não falemos da Germana, da Isilda, do Januário, do «Mijão», do Júlio ou do Joel e quantos mais? Todos começaram relutantemente com o relaxamento mas, depois de terem saboreado os benefícios que o mesmo proporcionou, nunca mais o deixaram.

Posso terminar dizendo que não conheço qualquer psicoterapeuta milagreiro mas tenho a certeza de que existem alguns que ajudam os «pacientes» que os aturam a melhorar o seu estado de saúde mental (e físico?).arvore

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É aconselhável consultar o ÍNDICE REMISSIVO
de cada livro editado em post individual

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One thought on “RELAXAMENTO

  1. Seu amigo on said:

    Acabei de ler este poste sobre o relaxamento. Isto incitou-me a ver outros postes relacionados com a sua psicoterapia. Gostei de ler alguns que me fizeram lembrar uma rapariga. Ela era estudante de arquitectura e tinha medo de andar em transportes públicos em Lisboa. Começou com uma psicoterapia nova que abandonou rapidamente. Continuou com terapia de grupo que não deu resultado. Foi para Itália com uma bolsa de estudo muito vantajosa. Sem qualquer psicoterapia, começou e continuou a andar de transportes públicos dos quais não necessita agora. Quando me lembrar de tudo, vou enviar um email com a história completa.
    E o que é que diz sobre o novo método descoberto em França para educar os autistas? Andam à procura de voluntários.
    Seu amigo que fez a pergunta há dias.

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