PSICOLOGIA PARA TODOS

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PSICOTERAPIA VOTADA AO FRACASSO

Comentário no post RELAXAMENTO:Difíceis-B

Acabei de ler este poste sobre o relaxamento. Isto incitou-me a ver outros postes relacionados com a sua psicoterapia. Gostei de ler alguns que me fizeram lembrar uma rapariga. Ela era estudante de arquitectura e tinha medo de andar em transportes públicos em Lisboa. Começou com uma psicoterapia nova que abandonou rapidamente. Continuou com terapia de grupo que não deu resultado. Foi para Itália com uma bolsa de estudo muito vantajosa. Sem qualquer psicoterapia, começou e continuou a andar de transportes públicos dos quais não necessita agora. Quando me lembrar de tudo, vou enviar um email com a história completa.Depressão-B

E o que é que diz sobre o novo método descoberto em França para educar os autistas? Andam à procura de voluntários.
Seu amigo que fez a pergunta há dias.

Recebi ontem desse meu amigo o e-mail a seguir, contando um outro «caso» ao qual se referiu no comentário transcrito acima, no post  RELAXAMENTO.

“Uma rapariga, filha de um casal conhecido estava no  fim do curso de arquitectura. Sempre fora habituadaPsicopata-B a ir para à faculdade na companhia do pai, que era farmacêutico e director duna farmácia muita próxima da faculdade, no Porto. 
Naquela época, o pai tinha sido atropelado num passadeira de peões por um táxi, quase no centro da cidade. Por esse motivo, as boleias para a faculdade passaram a ser difíceis e houve necessidade de ela passar a utilizar os transportes públicos. A jovem começou a ter medo de viajar em transportes públicos e deixou de frequentar a faculdade. Começou com uma fobia que a mãe tentou evitar pedindo a colaboração de um psicólogo seu conhecido.
Iniciada a psicoterapia, depois da primeira consulta para se fazer uma dessensibilização em relação aos medos exagerados, esta jovem começou a não querer entrar em relaxamento recusando a psicoterapia. Maluco2Quando ouviu falar em hipnose, quase que deu um salto para trás e ia caindo da cadeira. Era como se lhe estivesse a falar no diabo. A mãe , Assistente Social, a chefiar um departamento do Estado, nada conseguiu fazer contra a sua vontade mas a irmã, que frequentava o curso de medicina conhecia um professor, psiquiatra de nomeada, que se prontificou a deixar que essa rapariga entrasse para o seu grupo terapêutico sem quaisquer custos financeiros.
A mãe acedeu porque se sentia «culpada», já que não tinha desejado essa gravidez devido à sua idade o avançada, mas  ficou aliviada quando lhe disseram que a abordagem psicoterapêutica era psicanalítica.
Iniciada a participação no grupo, logo na segunda semana, esse professor de psiquiatria pediu à rapariga Saude-Bque pagasse as sessões. Quando ela o informou que não tinha dinheiro, ele sugeriu que a sua semanada poderia servir para tal: era um pagamento simbólico que lhe daria a noção de que estava a contribuir para a sua psicoterapia. Essa psicoterapia durou muitos meses, sem ela viajar em transportes públicos e obrigando a mãe e a irmã a transportá-la quando para não faltar às aulas.
No fim do ano, com as boas notas que ela tinha, houve a possibilidade de concorrer a uma bolsa de estudo duma conhecida instituição, na Hungria. Ganhou a bolsa.
Quando chegou a Sófia, não tinha os pais ou irmãos que a ajudassem a movimentar-se na cidade, pelo Bibliomenos para ir à instituição, e a única alternativa eram os transportes públicos que começou a utilizar sem quaisquer dificuldades e sem as fobias que estava a acumular na sua terra natal.
Quando regressou a Portugal, como a família era rica e ela já tinha emprego, não foi difícil deixar de viajar em transportes públicos porque adquiriu viatura própria.
Se as suas fobias fossem tratadas no grupo, não sei quanto tempo demoraria a recuperação para conseguir utilizar os transportes públicos, se é que os conseguiria. Da maneira como aconteceu, o flooding ao vivo, foi óptimo.”

A propósito deste e-mail, posso informar que a vontade e a colaboração do próprio é de extrema importância. A hipnose e a mario-70
imaginação orientada ajudam imenso. Este «caso» poderia ser provavelmente resolvido com três ou quatro sessões de dessensibilização se ela entrasse em relaxamento mental profundo, com autohipnose. Digo «resolvido» porque o mesmo ficou «resolvido» com sessões de saciação ou flooding, ao vivo, na cidade húngara em que ela viveu durante a utilização da bolsa de estudo, sem outro transporte além do público.
As ideias da mãe e os conceitos que lhe foram transmitidos sobre a psicanálise, podem ter tido um papel importante na aceitação das dificuldades que a filha apresentava em relação aos transportes públicos. Isso pode ter dado à filha reforço secundário negativo vicariante (F),  se algum dos progenitores também não gostasse de viajar em transportes públicos. Podia ter havido uma aprendizagem por modelo e identificação de que não temos conhecimento. Provavelmente, a postura dos pais e a situação ambiental, seriam capazes de «acalentar docemente» essa fobia Acredita-Bcom inúmeras explicações analíticas, se a terapia continuasse no grupo em que tinha começado.
Também, a continuação da psicoterapia do primeiro psicólogo, sem a utilização da hipnose e sem a colaboração da paciente, mesmo que fosse honestamente efectuada, estaria destinada ao fracasso por causa do ambiente em estava a decorrer.

Passando ao outro assunto do comentário, o dos autistas, posso dizer que vi e ouvi, com espanto, essa notícia na televisão, embora não tenha sido inesperada. Muitas mais notícias deste tipo irão aparecer como aquela que dizia que o pai dum menino autista tinha quase «descoberto» um especialista americano que se dedicava aos Consegui-Bautistas e que foi tratada no meu post O AUTISMO ENTRE NÓS, de 31Ago2009. Depois disto, o mesmo assunto foi abordado no post  MODIFICAÇÃO DO COMPORTAMENTO 2, de 29Nov2010, tendo sido também apresentado em jornais na década de 70 do século XX.

O que se fez desde então com os autistas portugueses a não ser receber visitas de técnicos estrangeiros?

Estou  honesta, consciente e literalmente «farto» de dizer que o mais importante para a recuperação dos autistas é a estimulação precoce ou, pelo menos, tanto quanto possível, imediata. Não existe outro método mais eficaz nem Joana-B«barato». O que é necessário é imenso trabalho.

Boa sorte para todos os que colaboram bem e honestamente com os psicoterapeutas.  Que leiam o post «arregaçar as mangas».

Ver post LIVROS DISPONÍVEIS

É aconselhável consultar o ÍNDICE REMISSIVO
de cada livro editado em post individualarvore

Blogs anteriores:

PSY FOR ALL (desactivado) [http://www.psyforall.blog.com]

PSICOLOGIA PARA TODOS [http://psicologiaparaque.blogspot.pt/]

Para tirar o máximo proveito deste blog, consulte primeiro o post inicial “História do nosso Blog, sempre actualizada”, de Novembro de 2009 e escolha o assunto que mais lhe interessa. Depois, leia o post escolhido com todos os comentários que são feitos. Pode ser que descubra também algum assunto acerca do qual nunca tivesse pensado. 

Para saber mais sobre este blog, clique aqui

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2 thoughts on “PSICOTERAPIA VOTADA AO FRACASSO

  1. CãoPincha on said:

    O que é que o psicólogo nos diz sobre a entrevista do Bibi-Silvino acerca do processo de Casa Pia?

  2. Mário de Noronha on said:

    Senhores Cão Pincha,
    Para responder ao vosso comentário, a única coisa que posso dizer neste momento, depois de ter visto o telejornal e o programa da SIC, é que poderia ser feita uma nova e interessante telenovela com o Bibi como actor principal, o entrevistador como realizador e o Carlos Cruz como guionista. Julgo que teria muita audiência e poderia «bater» todas as outras.
    Se tiver tempo, paciência e novas informações, talvez me disponha a fazer um novo post sobre ATRIBUIÇÕES.
    Mário de Noronha

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