PSICOLOGIA PARA TODOS

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Archive for the month “Fevereiro, 2011”

RELAXAMENTO 3

Sr. Inácio (Anónimo)mario-70
Li o seu «comentário»:

“Apesar de ler com toda a atenção este poste e vários outros, custa-me aceitar a força que faz por causa do relaxamento. A doença da pessoa é só mudar de ideias, perder os medos ou deixar de ter comportamentos compulsivos.
Pode tratar-me por Inácio.”

feito no post RELAXAMENTO 2 e dei a resposta imediata:Imagina-B

“Pelo facto de o relaxamento e a imaginação orientada serem muitíssimo importantes e imprescindíveis tanto para a psicoterapia como para a prevenção e profilaxia, vou preparar, logo que possível, um novo post “RELAXAMENTO 3” para enquadrar este tema.”

Depois de dar esta resposta e antes de tudo, devo dizer que o meu interesse máximo em que o paciente faça o relaxamento e o treine com afinco, está praticamente relatado no «caso» do Januário (L).
À noite, fui fazer o relaxamento e a imaginação orientada para descobrir se poderia preparar um post mais condicente Psi-Bem-Ccom a informação que desejava dar e o resultado foi o seguinte.
Fui para a cama com este tema em mente e logo depois de começar o relaxamento, essa voz conhecida que mais parecia a voz da consciência, perguntou-me:

Para explicares tudo bem, da maneira como tu queres, se até os  políticos (ou politiqueiros?) utilizam o futebol e a sua linguagem para «endrominar» os seus eleitores, porque razão não fazes o mesmo para esclarecer devidamente os teus leitores?

Continuei a fazer o relaxamento e tentei dormir com isto na cabeça e, passado pouco tempo pareceu-me que essa voz conhecidaAcredita-B voltava a fazer mais perguntas:
– A capacidade de disponibilidade e de relaxamento mental não é necessária para uma boa saúde mental?
– Para uma boa saúde mental não é indispensável que a pessoa deixe de estar numa situação neurótica?
– Para uma boa resolução da situação neurótica não é necessário que a pessoa entre em relaxamento mental e consiga raciocinar bem?
– Todo este raciocínio não é feito com as vivências da própria pessoa?
– Quem mais tem acesso a esse «material» a não ser o próprio?
– Se essa pessoa não conseguir aceder a esse «material», enquanto fica completamente relaxada, quem mais o pode fazer?Consegui-B
– O relaxamento pode ser encomendado a outra pessoa?
– Também pode ser necessário que mais alguém a ajude a atingir esse estado para evocar o «material». Quem? Um treinador? Um psicoterapeuta, que o pode ajudar mas nunca fazer o trabalho por ele?
– Será possível pedirmos agora ao actual melhor treinador de futebol do mundo, o «Paixão», que pegue num grupo de crianças exímias como foram o Eusébio, o Pelé, o Ronaldo, o Cristiano Ronaldo, o Liedson e muitos outros que, ao fim de 2 meses de treino, os ponha a ganhar contra equipas já treinadas durante anos por outros futuros «Paixão» que existem no mundo?
– Por melhor que seja o «Paixão» poderá vencer com equipas que não estejam treinadas?Psicopata-B
– A tua equipa não é composta por jogadores em bruto, sem qualquer treino mas que quer ganhar o campeonato do futebol da vida saudável?
– Como poderão alcançar isso sem o treino necessário?
– E se o tempo for curto e os campos de treino escassos, os interessados não poderão treinar no seu quintal ou num locasl público quando os outros meios não estiverem disponíveis?
– Não será melhor que a equipa esteja sempre treinada para enfrentar qualquer jogo difícil?
– Tu não és o treinador deles?
– Não tens o direito e a obrigação de os fazer treinar mesmo que seja num campo vulgar e com parceiros medíocres se não Depressão-Btiveres outra alternativa?
– Como pensas fazer os teus jogadores ganharem o campeonato se eles não quiserem treinar?
– Achas que se todos eles estivessem sentados numa bancada a ver os teus treinos, a ouvirem as tuas recomendações e a lerem as técnicas, seriam capazes de ganhar qualquer desafio sem o treino necessário?
– Achas que o melhor «Paixão», do mundo, seria capaz de conseguir isso?

Parece que, na minha sonolência, ainda tomei consciência de todas estas perguntas e que respondi:
– De facto, o conhecimento das técnicas e do modo de actuar são essenciais, mas o treino é fundamental e ainda mais importante.Saude-B

A seguir, devo ter dormido profundamente porque me parecia que essa voz interior tinha razão e que eu devia insistir para que os meus jogadores treinassem. Se não, nada poderia fazer para eles ganharem o campeonato da vida saudável.
De manha, logo que acordei, lembrei-me de repente do Januário, que tinha estado dezenas de anos com os seus problemas neuróticos, desiludido com a medicação, a psicanálise e a psicoterapia a que se tinha submetido. O treino intenso de relaxamento, durante anos, feito a pedido da Germana tinha atingido 1500 períodos de psicoterapia ou 750 horas. A leitura de livros,  algumas centenas de horas e, por isso, a sua psicoterapia (comprimida)   demorara menos de 50 Biblioperíodos ou 25 horas, concluída em 2 ou 3 dias (C) (L).

Por descargo de consciência (e talvez por curiosidade?), telefonei para ele logo de seguida a perguntar pela família e pelo seu negócio de turismo. Informou-me calmamente que tudo estava mau mas que eles não podiam baixar os braços. Tinham de ser criativos e de continuar a lutar por melhores dias, tanto mais que os filhos estavam a crescer e a necessitar de ajuda.
Estava a treiná-los a fazer relaxamento todas as noites para conseguirem ter mais ânimo para enfrentar as agruras da vida que não deveriam ser poucas. Eles é que não podiam baixar os braços.

Com este discurso e com a calma com que falou, tive a certeza de que arranjara mais um adepto para meu ponto de vista e da Dificeis-Bpsicoterapia que estou a utilizar.

Também tinha acabado de arranjar quem propusesse, enquanto estava a dormir, uma resposta elucidativa para a pergunta colocada pelo Sr. Inácio e que me surpreendera bastante.

Julgo que o relaxamento e a imaginação orientada estão a cumprir o seu papel.

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ORIENTAÇÃO VOCACIONAL OU PROFISSIONAL

D. Hermínia Colaço.Biblio

Ainda bem que consegui activar a «moderação» das mensagens ou «comentários».
Caso contrário o seu comentário:

“Acabei de ler este poste e achei que talvez me pudesse ajudar. Necessito de dar uma orientação ao meu filho de 16 anos que chumbou no 10º ano. 
Agora está desorientado e não sabe o que fazer.
Há alguma coisa que eu possa fazer
Psicologia-B
feito no post O VALOR DO REFORÇO preparado para dar uma resposta a Anastácia Campos e que teve comentários de Celina Fortuna e de uma Anónima, ter-me-ia passado despercebido visto que pouco revisito o antigo blog PSICOLOGIA PARA TODOS em virtude de o actual me ocupar muito tempo.

Contudo, como a Senhora viu o post e julgo que leu os comentários, a única resposta que posso dar neste momento, sem ser numa consulta, é apresentar um caso que se passou comigo.Interacção-B30

Há dois anos, um casal muito bem vestido, trouxe à minha consulta, um filho de 17 anos que estava a repetir o 10º ano e desejava «orientar-se» no futuro.
Os pais pareciam muito bem colocados na vida, com bastantes posses financeiras e, quando chegaram ao meu gabinete para me cumprimentar, disseram «quase literalmente»: Tem cá o nosso filho. Desenvencilhe-se.”
Esta inferência foi feita por mim quando falei com quem atendia na recepção da clínica e que me disse que os pais lhes tinham falado com um certo ar de superioridade, aconselhando o filho a telefonar-lhes logo depois da consulta a fim de o irem Joana-Bbuscar.

Durante a consulta que se destinava essencialmente a dar ao filho uma orientação para curso superior, confirmei que os pais, com cursos superiores – economia e ciências humanas – estavam bem colocados nas empresas privadas onde trabalhavam e com uma vida social bastante agitada.
O rapaz sentia-se ligeiramente entregue a si próprio mas tinha a ideia de ser uma pessoa importante, destinada a ter um bom lugar na esfera social e profissional. Tinha uma irmã, 6 anos mais nova, que parecia obter melhores resultados nos estudos do que o meu consulente. Os dois irmãos praticavam bastantes actividades desportivas, com sucesso.Maluco2
Perante estas informações e a ideia imediata que fiz da situação, achei por bem aconselhar um exame de orientação profissional para depois lhe fazer um aconselhamento ou propor outros exames, um de funções cognitivas ou nível intelectual e outro de personalidade, se necessário.
Parecia-me, à primeira vista, que o rapaz não tinha o nível intelectual necessário para um curso superior, mas como actualmente os cursos superiores, especialmente depois do acordo de Bolonha, estão mais facilitados ou tornaram-se mais práticos do que teóricos, o exame de orientação faria o despiste necessário. O rapaz não aparentava ter muitos problemas de personalidade a não ser uma ideia exageradamente valorizada de si próprio. Mas isto, parecia-me que já tinha reparado nos pais.Psicopata-B

Depois de todo aquele cenário da entrada dos pais no consultório, da consulta com o rapaz e da recomendação do exame de orientação profissional a ser feito por um colega em quem tinha muita confiança e a quem solicitei também uma informação adicional sobre a possível necessidade dos outros exames, fiquei a pensar no assunto e achei que tanto os pais como o rapaz estavam à espera de bons resultados sem, contudo, trabalharem muito para isso.
Tudo isto ficou-me gravado na memória e, à noite, quando me fui deitar, surgiu tudo nas minhas recordações. Murmurei para mim próprio:Imagina-B
– Porque é que não fazes o relaxamento e a imaginação orientada que recomendas aos outros? Não te dará alguma pista boa sobre este caso?

Quando me deitei com isto na mente e me tentei relaxar um pouco, recordei o caso do ESTEVÃO, mencionado nas páginas 231-237 de PSICOLOGIA PARA TODOS (F).

Os pais dele também eram «da sociedade» (ou socialite?) e bem colocados na vida. Bastou apenas eles mudarem os seus comportamentos e dar mais apoio ao filho, para este alterar quase radicalmente o seu interesse pelo estudo. Psi-Bem-CPorém, como os pais não conseguiram (ou não quiseram?) alterar os seus hábitos sociais por muito tempo, apenas passado um ano sobre a recuperação do insucesso escolar, o Estêvão, enveredando consequentemente pela droga, teve de ser internado numa clínica de desintoxicação e apoiado em psicoterapia.

No final, surgiu-me a seguinte pergunta:
– Quem é que te diz que este rapaz poderá reagir como o Estevão?

Fiquei à espera do resultado do exame de orientação. De facto, logo que recebi o relatório, consegui verificar, mesmo sem o exame de nível intelectual ou de funções cognitivas, que este rapaz não poderia seguir qualquer curso superior Difíceis-Bsem ser muito relacionado com processamento informático ou que exigisse mais prática do que teoria e muita abstracção.
Uma informação adicional ao relatório, também dizia que o rapaz poderia necessitar de um exame de personalidade e de possível psicoterapia posterior.

Comunicado aos pais o resultado do relatório deste exame, com alguma psicoterapia feita com o rapaz, aconselhamento aos pais, terapia familiar e apresentação do caso do Estêvão, foi possível resolver a situação com vantagem para todos em menos de um ano. O rapaz enveredou por um curso de informática e foi logo encaixado na empresa em que os pais trabalhavam. Com este reforço do comportamento incompatível, todos se  «esqueceram» do Consegui-Bcurso superior.

Felizmente, para mim e para eles,  a Imaginação Orientada encurtou, melhorou e resolveu toda esta situação com alguma facilidade.

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ENURESE 2

 À Senhora Anónima, que fez no post Encoprose 2, de 13Out10, o seguinte comentário:Difíceis-B

Visito de vez em quando este blogue e hoje vi este poste.
Estou com um pequeno problema da minha filha de 4 anos que começou a molhar a cama.
Há 2 meses nasceu um irmão que tem tido bastantes cuidados dos pais sem negligenciar a filha.
Tanto eu como o meu marido damo-nos bem mas estamos cheios de trabalho.
Haverá alguma coisa que possa fazer sem ir à consulta?molhar2
Agradeço desde já a ajuda que possa prestar.
E se necessitar duma consulta?

vou responder com o seguinte post actualizado em jan 2015:

Antes de tudo, proponho que (o casal) leiam, se ainda não o fizeram, o post Enurese, de 30Ago2008, no antigo blog PSICOLOGIA PARA TODOS.

Depois, proponho que leiam o caso da Dora, transcrito a seguir e descrito nas páginas 219 a 226 do novo livro PSICOLOGIA Psicologia-BPARA TODOS a publicar brevemente. Pode ajudar a fazer a comparação com o vosso caso, observando com cuidado os comportamentos da filha e comparando os dois casos. Além disso, ajuda a compreender o modo como se pode fazer uma reeducação, quando necessária e quase imprescindível.

“«CASOS»

DORA → Infância

Dora, de três anos de idade, era a filha mais velha dum casal, que tinha mais um rapaz recém-nascido. Habituada a que lhe Interacção-B30fizessem todas as vontades e lhe prestassem o máximo de atenção, ressentiu-se com o nascimento do irmão. Tendo começado a dormir sozinha no seu quarto há pouco mais de 6 meses, reagiu negativamente quando viu que o irmão ficava como os pais e lhe eram prestadas as mais variadas atenções.

Os pais começaram a notar que Dora voltara a molhar a cama quase todas as noites (enurese nocturna), fazia birras cada vez maiores, tentava imitar o irmão e começava a demonstrar medo (fobia) de ficar sozinha no seu quarto ao qual já estava habituada e do qual gostara muito nos últimos três meses.

Consultaram o médico de família que nada de anormal descobriu na criança. Um amigo de confiança aconselhou-os a consultarPsi-Bem-C imediatamente um psicólogo. Dizia ele que um seu vizinho tivera problemas semelhantes e se arrependera de ter consultado tardiamente o psicólogo: tinham-se passados 3 anos sobre a manifestação das primeiras dificuldades. Nessa ocasião, a maior parte dos problemas tinha sido reduzida a muito custo com alguns medicamentos e com bastante dispêndio de dinheiro, tempo e energias, embora fossem todos facilmente erradicáveis no início (M).

O psicólogo consultado pelos pais de Dora diagnosticou ini-cialmente a situação global como uma reacção ao nascimento do irmão e, além do exame de personalidade da criança, aconselhou os pais a assistirem a cursos para pais ou sessões de aconselhamento a fim de aprenderem a utilizar com a filha os procedimentos de EXTINÇÃO, REFORÇO e FACILITAÇÃO (B/109).

Não havendo, naquela ocasião, literatura adequada que pudesse ser aconselhada aos Acredita-Bpais, o psicólogo teve necessidade de prolongar as sessões semanais de aconselhamento para cerca de 2 horas, em substituição dos usuais 30 minutos de cada vez. As per-guntas dos pais voltavam a repetir-se com tonalidades ligeiramente diferentes (B/109). A solução era sempre a mesma.

Por exemplo, os pais perguntavam como evitariam que a criança chorasse de noite. A utilização da extinção, facilitação e reforço é o mais indicado. Enquanto a criança chora não lhe ligam importância (extinção); aguardam que deixe de chorar e aproveitam a oportunidade (facilitação) para fazer mimos de que ela gosta (reforço do comportamento incompatível, secundário, de razão fixa).Consegui-B

O comportamento de não-chorar é incompatível com o comportamento de chorar.
Enquanto um for reforçado, aumentando consequentemente a sua frequência e intensidade, o outro vai decrescendo até desaparecer. O «consolo» após o choro serve para reforçar e aumentar o comportamento antecedente: choro. Ralhar ou dizer-lhe para não chorar seria prestar atenção e «reforçar» a criança.

Em outras situações, quando a criança chorar, pode-se-lhe fazer uma pergunta e tentar obter uma resposta não relacionada com a causa do choro (reforço do comportamento incompatível – facilitação). No momento em que responde, a Maluco2criança deixa de chorar. Aproveitar esse momento para a reforçar com mimos. Utiliza-se assim a facilitação seguida do reforço. Anteriormente fora utilizada a extinção seguida de reforço. Em qualquer dos casos, está implícita a técnica do reforço do comportamento incompatível.

Os pais diziam que tinham compreendido tudo, mas a seguir perguntavam como deveriam proceder para que a filha comesse; ela não comia o suficiente às refeições. Ficavam muito admirados e quase indignados quando a resposta era: extinção, facilitação e reforço.

– Como? – interrogavam eles, quase incrédulos.Joana-B

Se a criança não come às refeições é porque não tem fome, não gosta da comida ou ainda porque obtém reforço secundário (satisfação) não comendo.

Se não tem fome, não vale a pena insistir porque cada um sabe a quantidade de alimento que mais lhe convém e, neste caso, a ingestão da comida pode ser punitiva. Se não gosta da comida e tem razão para isso, também não vale a pena punir com a insistência.

No caso de a criança conseguir vencer essa insistência apesar de tentarmos obrigá-la a Saude-Bcomer, pode aprender a manter a recusa. Se não tem razão para não gostar da comida e é necessário que se habitue a comer de tudo, a nossa insistência terá de ser tão grande que não exista aprendizagem de recusa mas sim de obediência. Caso contrário, haverá aprendizagem de «recusa», por ser reforçada com o êxito dessa sua resposta comportamental de recusa.

Se obtém reforço não comendo, quer porque a deixam ser esquisita na comida (reforço secundário negativo), quer porque gosta de contrariar os pais (reforço secundário positivo), torna-se imprescindível modificar esse comportamento para evitar a sua generalização a outras situações. O psicólogo volta a insistir na sua recomendação anterior de extinção, facilitação e reforço.

Quando a Dora não quisesse comer, não lhe ligariam importância (extinção); Psicopata-Bdesviariam a atenção fazendo perguntas relacionadas com a comida que estava na mesa e o sabor agradável daquilo que estava no seu prato (facilitação). Se, por acaso, a criança resolvesse comer um bocadinho, prestar-lhe-iam muita atenção nesse momento (reforço secundário). Repetiriam isso todas as vezes que pudesse ser, sem nunca se referirem à obrigação de ela ter de comer (reforço do comportamento incompatível).

Temos assim de novo a extinção (não ligar importância à não-comida da criança), facilitação (pergunta acerca de sabores, etc.) e reforço (atenção prestada quando a criança come). Para maximizar o objectivo pretendido, é necessário que a criança não coma, seja o que for, para além das horas das refeições.neuropsicologia-B

Para tentar resolver melhor toda a situação, os pais foram também aconselhados a deixar a Dora mais tempo no quarto deles com o irmão, encarregando-a de o vigiar (tal como a mãe fazia). Também, de vez em quando, o irmão ficaria no quarto da Dora (pedindo-lhe autorização para isso). Isto fez com que a Dora se sentisse importante (pedirem-lhe autorização para deixar o irmão no seu quarto e tomar conta dele de vez em quando, como a mãe) obtendo, com isso, ao mesmo tempo, o necessário reforço positivo.

Sempre que ela se portava bem e se mostrava amiga do irmão, os pais ou a mãe conversavam com ela e faziam-lhe notar que era a única pessoa em quem a mãe podia confiar para tomar conta do irmão (reforço secundário positivo). Faziam com que ela, «Educar»-Bmodelando-se na mãe, se sentisse responsável e importante.

Dora começou a reagir mal logo no início, chorando muito mais. Os pais tiveram de compreender que isso era a sequência natural num procedimento de extinção em que o pico de extinção antecede a redução dos comportamentos indesejados. Foi necessário que os pais compreendessem isso e mantivessem consistentemente o não-reforço do comportamento de choro da Dora.

Como, passadas duas semanas, verificaram que a criança se ia modificando um pouco, a 4ª sessão de aconselhamento permitiu uma compreensão melhor da problemática. O psicólogo aconselhou os pais a pedirem ajuda à Dora sempre que tratassem do bebé. Pouco a pouco, a Dora foi-se comportando melhor. A partir da 6ª semana, os pais começaram a Depress-nao-Bter sessões de aconselhamento bissemanais, de 1 hora, em vez das 2 horas semanais. A partir da 8ª semana, somente uma sessão mensal de 30 minutos foi o suficiente.

Ao fim de 7 meses, o problema das birras e da cama molhada estava completamente resolvido e o irmão dormia no quarto da Dora, que brincava com ele, ajudando a mãe em tudo o que fosse necessário. Todas estas noções podiam ter sido dadas em conjunto! (B/109)

Aos 7 anos de idade, quando a Dora começou a ir para a escola, verificou-se que o seu nível intelectual era baixo. Embora a passagem da 1ª para a 2ª classe, naquele tempo, fosse automática, ficou decidido educá-la no ano seguinte numa escola especial.stress2

Tendo acompanhado a criança no ensino da 1ª classe, embora sem rendimento escolar aceitável, a mãe descobriu que, logo no primeiro mês de frequência da escola especial, Dora fazia diversos tiques (modelagem?). Quanto ao aproveitamento, nada melhorara nos primeiros dois meses. A mãe afligiu-se com a situação.

Na mesma classe da Dora estavam outras crianças mais velhas, de nível intelectual muito inferior e vários anos de frequência na mesma escola. Os diversos tiques que fazia, de vez em quando, eram bater repetidamente com a mão na mesa, abanar a cabeça horizontalmente, dar estalos com a língua, rir sem motivo, etc. Dora imitava os outros por serem mais velhos, apoio2«mais sabidos» e por exercerem nela um certo impacte (modelagem e identificação).

Ao fim de 4 meses, a mãe resolveu transferir a filha dessa escola e dar-lhe apoio individualizado. Tendo bastante sorte com a professora que a aceitou na sua escola e com uma especialista que a apoiou na reeducação e na orientação dos procedimentos a executar em casa, a mãe da Dora constatou que a criança se desenvolvia muito mais do que nos 4 meses antecedentes. Pensou então que, se a criança aprendera a fazer disparates na escola especial através da modelagem, também deveria ser capaz de aprender outras coisas pelo mesmo processo. Além disso, Dora já demonstrara que reagia bem à extinção, reforço e facilitação. Por isso, quis fazer os possíveis para ajudar a filha a desenvolver ao máximo as suas capacidades.

Através duma aprendizagem árdua, a mãe conseguiu que a psicóloga do apoio psicopedagógico lhe desse ajuda na orientação dos trabalhos a serem feitos em casa: a Depressão-Bmãe deveria reforçar (incen-tivar com elogios, afagos, etc.) todos os comportamentos não-este-reotipados (que não fossem tiques) da Dora, não prestando atenção aos restantes (extinção). Enquanto naquele tempo não havia literatura que se pudesse recomendar à mãe, que teve de se socorrer de apontamentos policopiados, enquanto, este livro serve agora perfeitamente para reduzir o número de consultas de aconselhamento.

Qualquer comportamento estereotipado era completamente ignorado. Quando a Dora fazia qualquer tique, a mãe não ligava importância. Aproveitava o momento da sua interrupção para ficar à sua frente apresentando um comportamento diferente (modelagem) e adequado, reforçando-a (elogiando-a) imediatamente quando ela o imitava.reed2

Quando chegou o momento de ajudar a filha a utilizar o lápis, a mãe empregou três técnicas: modelagem, facilitação e reforço. Mostrou à filha como se segurava um lápis e como se riscava o papel com traços horizontais (apresentação do modelo). Depois, pegando na mão da filha (facilitação física), ajudou-a a traçar as primeiras linhas. Em seguida, ao mais pequeno traço bem feito elogiou-a (reforço); de vez em quando, deu-lhe algumas guloseimas ou coisas de que ela gostava, associando-as à execução dos trabalhos (reforço primário de razão variável) (I).

Pouco a pouco, Dora conseguiu manejar o lápis sozinha, com uma certa segurança e traçar as primeiras linhas horizontais quase rectilíneas. Foi imediatamente reforçada pela mãe com muito entu-siasmo (elogios, afagos, guloseimas) associando-os à sucess2boa execução dos trabalhos. A mãe, à vista da filha, preparou um bolo de que ela gostava muito (antecipação do reforço). Fez-lhe lembrar a todo o momento que conseguira fazer as linhas muito direitinhas (reforço diferido). Assim, valia a pena continuar e fazer círculos (antecipação de comportamentos adequados futuros). Ela iria conseguir fazer melhor do que anteriormente! A motivação assim instigada ou «impingida» pela mãe, tornava-se bastante importante para a futura aprendizagem da Dora.

Abre-se aqui um parêntesis para salientar a necessidade de aproveitar ao máximo todas as oportunidades. A mãe poderia ter preparado o bolo noutra ocasião menos propícia ou não o associar aos triunfos da Dora. Teria assim perdido uma óptima oportunidade de reforçar a criança. É o que acontece, muitas vezes, com os factos do dia-a-dia. Em vez de serem deliberadamente associados a comportamentos adequados, ficam inadvertida e involuntariamente ligados aos Organizar-Bcomportamentos inadequados que ficam reforçados, aumentando, no futuro, a probabilidade da ocorrência destes.

Por sua vez, durante as sessões de reeducação, Dora fez inicialmente tudo para ser notada. Uma vez apareceu com um colar novo e mostrou-o à terapeuta, logo à entrada, dizendo: – olha o meu novo colar – e, como continuasse a querer falar em detrimento da reeducação, a terapeuta disse-lhe: – que colar tão bonito (amostra de reforço)! Vamos despachar rapidamente e bem os nossos trabalhos para podermos falar no teu colar – (indicação ou facilitação do comportamento necessário para a obtenção do reforço) e iniciou a reeducação sem voltar a ligar importância ao colar (extinção do comportamento inadequado de falar no colar durante a reeducação). Dora insistiu, mas o silêncio e a «ignorância» do facto pela terapeuta fizeram com que esse comportamento da Dora se extinguisse.

Cerca de 2 minutos antes de terminar a reeducação, a terapeuta elogiou o colar e Respostas-B30perguntou quem lho dera. Dora explicou e disse aquilo que queria e foi-se embora satisfeita com o reforço (atenção) recebido depois de ter feito, com cuidado, os trabalhos da reeducação. Assim, o reforço ficou ligado (associado) a um comportamento correcto em vez de ficar associado à interrupção ou falha na reeducação.

Aprendendo na escola regular, com o apoio da especialista de reeducação e a colaboração da mãe, a criança progrediu nos últimos meses do ano lectivo muito mais do que no ano anterior. Obteve assim a recuperação do ano e conseguiu continuar nos três anos seguintes com sucesso, sempre com o apoio permanente da reeducação (I). Dora foi incitada a dar apoio ao irmão que iniciava a sua vida escolar. Isto fê-la sentir-se uma pessoa muito importante porque era capaz de dar ajuda aos mais novos; mas o mais importante ainda foi a aprendizagem escolar que a Imagina-Bprópria Dora efectuou enquanto ensinava ao irmão as primeiras letras.

Sempre que possível, a mãe utilizava a modelagem, ensinando o rapaz enquanto a filha assistia. A filha, identificando-se com a mãe, melhorava de dia para dia na sua relação fraterna. A mãe reforçava-a sempre que via o mais pequeno esboço de melhoria no bom comportamento. O pai tinha o cuidado de não discutir com a mãe, em presença dos filhos, quaisquer assuntos controversos relacionados com a instrução e a educação (evitar dissonância cognitiva), deixando a cargo dela tudo o que se referisse à escola e ao comportamento.

A criança ganhou cada vez mais autoconfiança e foi melhorando na sua actuação que tinha de ser orientada no sentido prático,Saude-Bvisto não possuir capacidades suficientes para um curso técnico ou superior, em que o raciocínio e a abstracção são necessárias.

A actuação da mãe exigiu bastante calma, segurança, auto-controlo e conhecimentos técnicos o que, com sessões de treino e psicoterapia adequada não foi difícil atingir. Houve necessidade que a mãe praticasse sistematicamente o relaxamento (J) (P) (Q) e, inicialmente, o psicólogo teve de a dessensibilizar em relação a diversos preconceitos, enquanto a sensibilizava a formas de actuação diferentes daquelas a que estivera habituada.

Se não fosse uma actuação deste tipo, a Dora poderia baixar de rendimento na Bibliocompanhia de outras crianças mais deficientes, (efeito de grupo, facilitação social, modelagem e reforço) não recuperando, no futuro, do atraso em que se encontrava.

Se, em vez de obter as noções de modificação do comportamento mais tarde, os pais tivessem feito, no início, leituras adequadas para compreender as leis do comportamento, os 45 periodos de psicoterapia utilizados com os pais não passariam de 20, poupando também a despesa com 25 sessões terapêuticas.

As sessões de esclarecimento e sensibilização em conjunto podem muito bem facilitar este tipo de interacção para a difusão de conhecimentos (B/109) (Q). Assim, todos podem utilizar a mesma linguagem e conceitos do psicólogo e os livros que terão de Stress-Bler não custam mais do que duas sessões de psicoterapia!

O tempo para a leitura e compreensão da matéria é que pode ser bastante grande, mas vale a pena!

************

Estes relatos são longos, repetitivos e, às vezes, podem ser aborrecedores. Mas, tornam-se necessários para se compreender bem a necessidade de aproveitar as oportunidades que, quando mal utilizadas, podem ocasionar resultados contrários aos desejados. Em psicologia e, especialmente, em psicoterapia, temos de aproveitar esses momentos.

Os pais talvez possam tirar daí algumas ilações aplicando os conhecimentos de modificação do comportamento que também Psicoterapia-Bpodem ser adquiridos com a leitura de JOANA a traquina ou simplesmente criança? (D)

A sua aplicação não deve ser muito difícil, desde que os dois progenitores se empenhem neste caso. Além disso, também têm outro livro “«Molhar» a Cama Não interessa”, da Plátano, que vai ser incluído brevemente em PSICOTERAPIAS BEM SUCEDIDAS – 3 casos (L) a ser editado pelo Centro de Psicologia Clínica.

Se, mesmo assim, não conseguirem resolver a situação com a ajuda do post,   dos livros e do empenhamento dos próprios, podem consultar o post MEU PERFIL, de 10 de Dezembro de 2010. Vão encontrar lá os elementos e contactos necessários para marcar a consulta, se for comigo e se assim o desejarem.

Boa Sorte.

Em divulgação…arvore

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Ver também os posts anteriores sobre BIBLIOTERAPIA

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TERAPIA ATRAVÉS DE LIVROS para a Biblioterapia

PSICOLOGIA PARA TODOS (o antigo)

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REFORÇO DO COMPORTAMENTO INCOMPATÍVEL 2

“Este comentário não tem nada a ver com este poste.Interacção-B30
Estive a ver o vosso blogue anterior psicologiaparaque.blogspot.com e descobri que em 20 de Agosto de 2008 foi feito um poste sobre reforço do comportamento incompatível como resposta a uma pergunta da amiga da Alice.
Como tenho alguns problemas que me preocupam agora, pergunto se poderei utilizar essa técnica comigo mesma para aliviar um pouco a minha cabeça.
Não sei se já está publicado o livro de que falam e como o adquirir.
AnónimaPsicologia-B

 Em função do comentário acima citado, que foi feito no post O Egipto de Mubarak, de 13Fev11, vou transcrever três trechos do novo livro PSICOLOGIA PARA TODOS” que será publicado em breve, depois de Eu Não Sou MALUCO!”

Os trechos indicam como utilizámos connosco o reforço do comportamento incompatível, em momentos em que a vida exigia muito trabalho e proporcionava imensas complicações, muito mais do que agora, com os livros que estamos a refundir e preparar para edição.mario-70

 Pág. 18
Os casos reais que aqui se descrevem, comprovam as considerações  tecidas, bem como o que se realizou e é possível atingir através da aplicação das técnicas de modificação comportamental da ciência psicológica, demonstrando os efeitos das contingências do meio ambiente na nossa aprendizagem do dia-a-dia. 
 Também não nos podemos esquecer da grande influência que é exercida nos nossos comportamentos e na vivência social, pelos factos que ocorreram no passado, alguns dos quais deixaram de ser lembrados há muito, quer pela nossa vontade, quer por não nos causarem interesse específico naquele momento.Saude-B
“Pela nossa parte, relembramos muito o prazer que tínhamos em ir ao Bar Atlântico do Hotel Golfinho, só para dançar ao som das magníficas músicas dos primeiros anos do século XX, tocadas pelo «Armandinho» que também nos deliciava com as suas anedotas, relacionadas com alentejanos, contadas nos intervalos.
Às vezes, como em todos os casos, estas recordações ficam simplesmente relegadas para o passado, bem no fundo duma espécie de baú que ficou guardado no canto mais recôndito do sótão, da cave ou de qualquer outro local pouco utilizado.
São factos do dia-a-dia que todos nós vivemos.Psicopata-B

Pág. 54
“A propósito dos vícios que podem ser bons ou maus, lembramo-nos do nosso «viciozinho bom» que tínhamos, desde finais de 1970, de ir, quase impreterivelmente, ao Bar Atlântico do Hotel Golfinho, sempre que estávamos em Lagos.
Já tínhamos ido a muitas discotecas e bares de Hotel em Lisboa, Albufeira, Portimão, Alvor e Lagos mas nenhum nos tinha agradado tanto como «o do Armandinho». O reforço obtido com o seu comportamento de tocar aquelas músicas, naquele local, naquelas condições, tinha-nos provocado tanto reforço secundário positivo e negativo que nos era Maluco2difícil deixar de ir lá dançar sempre que pudéssemos. 
O vício instalou-se mas, depois da «morte anti-natural» do Golfinho, nos princípios deste século e, com ele, da música e da animação do «Armandinho», a falta consistente desse reforço que nos era muito querido extingiu o nosso comportamento até hoje, Verão de 2010, à espera que algum dia tudo mude de figura.

 Pág. 102
Nesta técnica, podemos enquadrar também com perfeição aquilo que se passou connosco e que foi mencionado nas páginas 18 e 54 deste livro.
Ao ouvirmos as anedotas dos alentejanos, contadas com prazer pelo inconfundível «Armandinho» que também nos deliciou Imagina-Bsempre com as suas músicas para dançar, não conseguíamos pensar nas agruras de vida que sempre nos acompanham. Era um bálsamo para os dissabores.
Com este reforço secundário negativo, não nos restava outra hipótese senão, além de ficarmos viciados no «Armandinho», o mesmo funcionar como reforço do comportamento incompatível fazendo esquecer as desventuras do dia-a-dia.

Esta técnica é uma das melhores, sem efeitos coletarais e fácil de aplicar (ver também o post REFORÇO DO COMPORTAMENTO INCOMPATÍVEL, de 20 AGO 2008 no anterior blog PSICOLOGIA PARA TODOS).”Difíceis-B
Este tipo de psicoterapia é baseada também na técnica de INIBIÇÃO RECÍPROCA (Wolpe, 1952 e 1958) em que o favorecimento duma resposta comportamental antagonista daquela que se deseja eliminar, acaba por eliminar esta, se a primeira for consistentemente favorecida e aumentada.

A técnica de IMPEDIMENTO DE RESPOSTA (Response Prevention) é quase semelhante porque tenta evitar uma resposta que não interessa ou é indesejável, sem se utilizar a punição.

                                                                  ***************

Esta é uma técnica que sempre utilizámos e que continuámos a utilizar através do nosso blog que nos desvia as atenções das Psi-Bem-Cpreocupações com os livros.
É bom todos saberem que os psicólogos também utilizam as técnicas consigo próprios, a não ser que tenham a veleidade de dizer que eles são «normais» enquanto os pacientes são «anormais».
Com os pacientes, aprendemos muito. Colocam-nos, às vezes, problemas difíceis nos quais temos de pensar e tentar solucionar. Observando-os com cuidado, olhamo-nos muitas vezes ao espelho. Apresentam situações que temos de ultrapassar com criatividade e coragem para não nos sentirmos incompetentes.
São essencialmente os comentários e, especialmente, os moderados que nos fazem «esbarrar» nas várias dúvidas, reclamações, estimulações e agradecimentos que nos passariam despercebidos sem a «moderação».
Obrigado pelo comentário devidamente feito.

Boa sorte.

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O EGIPTO DE MUBARAK

O comentário seguinte feito por um anónimo no post ALIVIAR A DISSONÂNCIA COGNITIVA, de 19NOV10,Joana-B

“Para não entrarmos em DISSONÂNCIA COGNITIVA, gostaríamos de ter uma opinião sobre o actual processo de «destituição?» de Hosni Mubarack.
O Egipto estará a entrar, de facto, em democracia?
Será possível?”

obteve de mim a seguinte resposta:

“Vou ver se consigo dizer alguma coisa num novo post, logo que me for possível. Contudo, acho que já disse o Interacção-B30bastante em posts anteriores.
Mário de Noronha
 
Antes de tudo, julgo que já disse o bastante nos posts Governar «Bem» Não é Fácil (22Fev2009) e O 25 de Abril ainda Existe? (24 Abr2009), assim como nos posts que foram ali citados no nosso antigo blog PSICOLOGIA PARA TODOS.
A chamada revolução e destituição que «aconteceu» no Egipto não deve ser muito diferente daquilo que aconteceu em Portugal em 1974.Psicologia-B
O grau de instrução do povo egípcio não deve ser muito diferente da do povo português e a consciencialização política também não. O único factor diferente é a não existência de colónias e a insatisfação consequente provocada nos militares por causa das «guerras coloniais». Mas, o baixo nível de remunerações pode ser um factor importante.
Passar de um regime autocrático para uma democracia não é fácil e não se pode fazer, a não ser através de uma dessensibilização progressiva. De outro modo, é fácil cair outra vez numa outra ditadura ou autocracia por mais «mole» que seja (K).Saude-B

Numa democracia, não basta ir votar e «escolher» o partido mais votado. Qualquer desses partidos está mais interessado em impor a sua ideologia e assegurar os seus interesses – e dos que mandam nele – do que em se preocupar com o interesse do povo que, quando pouco instruído e educado, nem sabe o que quer. Basta-lhe ter o mínimo, já que anteriormente nem isso teve. Basta conhecer a hierarquia das necessidades, de Abraham Maslow (K).
Como geralmente, nestas condições, o armazém do povo está cheio de explosivos ou substâncias facilmente inflamáveis – insatisfação do povo para ter o mínimo exigível ou indispensável para a sua subsistência – basta uma pequena chama para fazerPsicopata-B explodir tudo. Com a frustração, acontece o mesmo. Provavelmente, foi o que aconteceu com Renato Seabra? Falha nas expectativas, frustração: explosão (ver post REFLEXÃO SOBRE UMA PSICOTERAPIA (01Fev11)
Nessas circunstâncias, aparecem sempre os «salvadores do povo» que mais não fazem do que precaver os seus interesses. No Egipto haveria alguém «por trás» da «revolução»? Quem acendeu o rastilho junto do paiol? Essas nações que se dizem democráticas terão alguma coisa a ver com isso? E, dentro do Egipto, não haverá quem ganhe com a situação da expulsão de Mubarak? É isso que temos de observar e é nisso que temos de pensar, antes de tudo, não nos deixando enganar com as conversas dos meios de comunicação social que exploram as mais pequenas desgraças para ganharem audiências.Maluco2

Depois de terem passado mais de 35 anos sobre a chamada revolução em Portugal, que mais não foi do que uma resposta às frustrações de não se poder aguentar durante mais tempo o regime ditatorial e miserabilista que existia, ainda não estamos numa democracia. Nessa ocasião, houve grupos de interesses que tentaram «nacionalizar» muita coisa. Houve quem distribuísse terras de uns a muitos para as desmantelarem e voltarem a entregar, passados muitos anos  já degradas, aos antigos donos. Houve até quem se iludisse e julgasse que as terras dos outros seriam distribuídas pelos mais necessitados! Já havia quem escolhesse para si uma casa em terras alantejanas! Nada disso aconteceu! Houve dirigentes intermédios que se aproveitaram da ingenuidade de muitos Imagina-Bpacóvios que ainda acreditam nos muitos políticos que se apresentam como tal.
Senão, teríamos uma população mais instruída, mais respeitadora dos direitos dos outros, mais conciliante com as minorias, com menos desigualdades sociais (que vão aumentando cada vez mais à medida que o tempo passa) e com menos ganância, corrupção, nepotismo e criminalidade.
Tudo isso, em vez de diminuir, parece que vai aumentando cada vez mais.
Onde estão as elites e os sequazes dos tempos de Salazar? Seriam tão poucos que não pudessem garantir-lhe o poder? O que começaram a fazer depois do derrube do regime? Bastou só afastar os «pides» e os «censuradores»? Onde ficou a imensa mole de informadores que todos eles tinham? Todos eles não teriam aprendido a juntarem-se ao vencedor do Consegui-Bmomento?
Se não houver civismo, cuja falta se nota nos aspectos mais simples de se querer utilizar os títulos e honrarias e passar à frente dos outros de carro ou a pé, sem direito a isso, a democracia não funciona. Senão, existe uma aparência que é mantida com o voto. A democracia não necessita de lobbies e grupos de interesses mas sim de uma compreensão da sociedade como uma comunidade em que todos são equivalentes, respeitando-se uns aos outros.

Basta ler o post FOME OU MENTIRA, de 17 de Outubro de 2010 para compreender o é que importante numa democracia que ainda não o é, na totalidade: SUÉCIA.Acredita-B
À medida que saímos dos países nórdicos, a democracia verdadeira vai diminuindo ainda mais e funciona somente à boca das urnas, com os politiqueiros a falarem mal uns dos outros e os «critiqueiros» a favorecerem a «imagem dos que lhes interessam».
Bem se viu isso, há pouquíssimo tempo, na campanha eleitoral para Presidente da República. Quem deixou de falar mal do outro? Alguém se importou com o povo? Houve alguma preocupação em saber os seus anseios? E qual a quantidade do povo que foi votar? Dizer que um candidato ganhou por maioria é interessante. Mas maioria da maioria ou da minoria? Os que se abstiveram, votaram em branco ou com o voto riscado, não contam? Será isto uma democracia real? Quando haverá a contagem dos possíveis votos a dizerem NÃO? Que não desejam qualquer dos propostos.Depressão-B Quem tem a coragem de implementar este sistema? Os que podem implementar irão utilizar, seguramente, o reforço do comportamento incompatível quando confrontados com esta situação.

É melhor pensar bem nisso e «arregaçarmos as mangas» para exigir que haja verdadeiros políticos que se preocupem mais com o povo do que com eles próprios e com os seus interesses, os quais até são acerrimamente defendidos na Assembleia da República. Que belo espectáculo!
Não espero que no Egipto as coisas sejam melhores do que foram e estão a ser em Portugal enquanto não houver mais instrução, educação e civismo. Temos de ter as nossas ideias e opiniões e não nos deixarmos «embrulhar» com as opiniões de fazedores de opinião que abundam nos meios de comunicação social, cada um «vendido» a Difíceis-Bum determinado grupo de interesses.
Senão, dos grupos de interesses, o mais forte ou o mais convincente, tomará o poder «democraticamente» para deixar a população num estado um pouco menos desagradável do que com Mubarak no poder.

A Psicologia e, especialmente, a Psicologia Social e a Psicopatologia, ensinam-nos isso com as suas figuras de: afiliação, atribuição, comunicação, conformismo, derradeiras impressões, dissonância cognitiva, facilitação social, frustração, funcionamento em grupos, inibição social, mecanismos de defesa, modelagem, moldagem, primeiras impressões, resistência à mudança, reforço do comportamento incompatível (A) (F) (K). Psi-Bem-C
Se quisermos uma sociedade saudável e verdadeiramente democrática, temos de enveredar essencialmente pela instrução, educação e civismo que é fácil aprender, mesmo que não existam computadores – especialmente os Magalhães – salas de aulas modernas e outros confortos sofisticados das civilizações modernas avançadas. Sei que na Índia e em muitos outros países do Oriente, muitas aulas eram dadas em salas onde os alunos se sentavam no chão. E aprendiam muito até conseguirem ir para o estrangeiro onde, com melhores condições, eles ou os seus filhos conseguiram ser cientistas de renome: basta só o Bandura da «aprendizagem social».

Olhando bem para o resto do mundo animal, podemos pensar que se eles conseguissem ter alguma aprendizagem em civismo, Organizar-Bpoderiam ter uma sociedade verdadeiramente mais democrática do que a nossa, sem a tentação do nepotismo, da ganância e da consequente corrupção que nos perseguem quase desde a nascença.
Para haver uma atitude cívica e política adequada, é imperativo que exista uma educação de base com modelagem e moldagem que deve começar em cada, com os pais, continuar na escola, melhor ou pior equipada, mas que transmita instrução e valores fundamentais da cidadania e civismo e que os «maiorais» demonstrem claramente que estão a seguir à risca aquilo que «pregam» nas suas campanhas eleitorais quando não falam mal uns dos outros. Será fácil? Quantas dezenas (ou centenas) de anos demorará este processo.

Em Portugal, após 35 anos da aparente queda da ditadura, ainda não entramos num regime verdadeiramente democrático.
Ao Egipto não deve fácil fugir a isso!  arvore

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UM NOVO APOIO PSICOTERAPÊUTICO?

Ontem, à saída do consultório, um paciente que já me conhecia há bastante tempo, disse-me:mario-70

 – Há um rapaz que tem os mesmos sintomas do que eu. Perdeu o emprego e agora está em casa e não quer sair de lá com medo. Já lhe dei a conhecer a minha situação.

Como ele queria continuar a conversa, respondi-lhe sumariamente:
– Antes de tudo, lembre-se que esses sintomas de que fala são as manifestações provocados pelos problemas. Enquanto as respostas, comportamentos ou sintomatologia, parecem idênticas, as causas podem ser diferentes. Até no caso do Júlio (E), quando ele dizia que os sintomas eram iguais aos do Rui, apenas dizia que ele também se sentia Maluco2desorientado como o Rui. Porque seria? Sendo ambos duma terra próxima de Coimbra, enquanto o Júlio se tinha sentido «desterrado» em Lisboa onde esteve a estudar, o Rui sentia-se humilhado no seu local de trabalho. Foi necessário «atacar» as causas dos sintomas. Quando ler o livro “Eu Não Sou MALUCO!”  (E) vai compreender melhor toda esta problemática.

Perante a sua insistência em tratar desta situação, com outra pergunta acerca daquilo que ele poderia fazer, já que o rapaz não tinha agora dinheiro para a consulta, tive de lhe responder:
– Como agora estou cansado e não tenho tempo de lhe explicar pormenorizadamente tudo, vou tentar fazer um post até ao fim Consegui-Bdesta semana. Os dois podem ler esse post com muita atenção.

Por este motivo, começando pela resposta que poderia dar no fim do último reparo, a fim de que a mesma seja útil a outras pessoas nas mesmas circunstâncias, este post vai ter o formato de um diálogo que, provavelmente, iria ter com ele:
– Antes de tudo, temos de compreender que nas consultas particulares, isto é, que não são realizadas nos organismos do Estado, os especialistas necessitam de ter consultórios particulares que são dispendiosos na sua manutenção. Além disso, têm de pagar impostos sobre os seus ganhos, o que na totalidade consome mais de metade dos proventos da consulta. Fazer psicoterapia gratuitamente nestas condições, sem ser em instalações do Estado, é Psicopata-Bquase impossível.

 – Há alguma solução para estes casos? 
– Da minha parte, acho que sim. Já disse isto claramente mantendo o blog que ajudou muitas pessoas e pode continuar a fazê-lo. Se não tenho possibilidades de fazer consultas gratuitas, com o blog, pelo menos ajudo uma maior quantidade de pessoas que puderem e desejarem aproveitar-se desta oportunidade. É só ler os comentários que dizem o que cada um conseguiu. Essa leitura e treino não podem ser feitas por qualquer outra pessoa além do próprio.

 – Então, como é que posso ajudar esse meu amigo ou conhecido? Acredita-B
– Como ele não consegue sair de casa, mas deve ter um computador com internet, começa por consultar o post AUTOTERAPIA de 24 de Fevereiro de 2009, do anterior blog PSICOLOGIA PARA TODOS e tenta praticar aquilo que é recomendado.

 – Se não conseguir fazer isso ou, mesmo que consiga, se necessitar de mais alguma coisa?
– Vai aos posts LIVROS DISPONÍVEIS, de 15 de Setembro, CONTEÚDO DAS OBRAS, de 9 de Outubro e PUBLICAÇÕES DIVERSAS, todos de 2010, deste blog, sem se esquecer de ler também os comentários que são muito importantes. Escolhe aquilo que mais lhe interessa e tenta ir a uma biblioteca que tenha esse material, ou pede emprestado a Depressão-Bquem o tenha ou procura adquiri-lo directamente.

 – Se quiser adquirir, o que é mais recomendável?
– Nos posts cuja leitura acabei de recomendar, existem sumários do conteúdo de cada livro. Mas posso recomendar que haja uma leitura sequenciada:
SAÚDE MENTAL sem psicopatologia (A): Apresenta resumidamente o panorama da doença mental, das suas causas, evolução, sintomas, consequências e possibilidades de tratamento. É importante compreender que se torna necessário e vantajoso compreender o mecanismo de poder fazer retardar uma resposta precipitada, que pode indicar a existência duma má aprendizagem ou duma situação traumática ou neurótica.
ACREDITA EM TI. SÊ PERSEVERANTE (B): O Antunes fez o que ficou recomendado no post AUTOTERAPIA. BiblioRealizou todo o trabalho sozinho!
Eu Também CONSEGUI! (C): A Cidália, seguindo os passos do Antunes com alguma dificuldade apesar de ter sido ajudada também em psicoterapia, só conseguiu melhoras substanciais depois de ter lido também a experiência do Tiago.
Eu Não Sou MALUCO! (E): O Júlio fez o trabalho quase sozinho, orientado à distância e com muita conversa com o psicoterapeuta à mesa de um café. O Rui foi apoiado num hospital.
PSICOTERAPIAS BEM SUCEDIDAS – 4 casos (L): A Cristina, a Germana, o Januário, o «Mijão» e o seu afilhado, foram bem sucedidos na resolução dos seus problemas, depois de apoiados em psicoterapia, mas também com a execução dos exercícios recomendados na AUTOTERAPIA acima citada.neuropsicologia-B
COMBATA OU EVITE A DEPRESSÃO (H): A Isilda mudou completamente de vida depois de ter sido submetida a psicoterapia por causa da sua tentativa de suicídio. A «nova paciente» foi capaz de melhorar «trabalhando» muito em casa, depois de ter lido a experiência da Isilda.
PSICOPATA! Eu? (G): O Joel conseguiu montar o seu próprio «negócio» depois da psicoterapia, feita quando foi «diagnosticado» como «psicopata», devido a uma tentativa de tentar matar a noiva pela terceira vez.
PSICOLOGIA PARA TODOS F): É a explicação de como funcionamos mentalmente e reagimos aos estímulos do meio Psicologia-Bambiente. Se influenciarmos as causas, poderemos ter os efeitos desejados.
INTERACÇÃO SOCIAL (K): É a apresentação do nosso funcionamento em grupo ou numa sociedade. É importante nas empresas e nas organizações.
NEUROPSICOLOGIA NA REEDUCAÇÃO E REABILITAÇÃO (I): Indica como se pode proceder em casos de dificuldades escolares. O Antunes começou por aí e resolveu sucessivamente os problemas de filha e do resto da família.

 – Tantos livros? 
Tanto quanto sei, o comentário do António, no post RESULTADO DE UM ACONSELHAMENTO 2, de 28 de Dezembro Interacção-B30de 2010, diz claramente que a aquisição de 3 livros ficou-lhe muito mais em conta do que uma consulta, talvez metade, e ajudou muito.
“Não é necessário adquirir e consultar todos os livros mas ir consultando à medida das necessidades. Para isso, também existe o post CONTEÚDO DAS OBRAS que dá as indicações de cada um e informa quais são os outros livros que poderão ser consultados enquanto o livro referenciado não estiver publicado. O post PUBLICAÇÕES DIVERSAS também pode servir para fazer essa escolha.”

 – Se necessitar de alguma consulta, como se pode escolher um psicólogo em quem possa confiar? 
– Julgo que existe sempre o recurso de pedir a opinião de várias pessoas sobre o especialista a escolher. Também é possível Psi-Bem-Crecorrer às pessoas ligadas aos consultórios. Além disso, tentar saber quais as credenciais que o especialista possui, não é má ideia. Apedido de antigos pacientes,  as minhas habilitações profissionais estão apresentadas no post MEU PERFIL, de 10 de Dezembro de 2010.

 – No caso de não se poder ir à consulta, não haver livros nem dinheiro para os adquirir, há alguma alternativa?
– O blog foi feito essencialmente para isso. Com ele gasto muitas horas de  descanso e lazer na leitura, consulta de bibliografia e preparação dos posts. Se não tenho possibilidades de fazer consultas gratuitas atendendo uma só pessoa, este blog é uma consulta gratuita a muitas pessoas que podem ler os seus diversos posts quando e onde quiserem. É Difíceis-Bnecessário que se disponham a isso e que não queiram que os outros façam o trabalho delas. O Antunes leu muito daquilo que foi apresentado no livro IMAGINAÇÃO ORIENTADA (J) em termos de conversa, porque já estava publicado nas brochuras do Centro de Psicologia Clínica. Mas, «trabalhou» muito mais. Ninguém o obrigou a isso. Se, em vez disso, se entregasse nas mãos dos psicoterapeutas com a atitude de “Vão trabalhando que eu vou vendo e depois, direi o que correu mal”, provavelmente, ainda hoje estaria com a sua depressão e talvez, afogado em comprimidos. O Júlio e o Rui também. E a Cidália, a Isilda, o Januário, o Joel e a Germana? O «Mijão» ainda estaria a «molhar» a cama, aos 50 ou 60 anos?
“Sabe quanto pouparam eles em consultas com o procedimento de colaborarem na psicoterapia e de se treinarem no relaxamento em casa todas as noites? Não será muito mais de metade do que gastariam numa psicoterapia convencional sem Joana-Btreino em casa? Basta ler os livros com os relatos das suas psicoterapias e fazer a comparação entre os que colaboraram mais e menos. E o tempo que pouparam na psicoterapia e na obtenção de bons resultados?
“Saber o que os outros fizeram, como e quais as dificuldades que superaram, é muito importante para se obterem modelos de actuação que nunca serão iguais, mas que, com bom senso e algum trabalho, se irão adaptando ao próprio.
“Nestas condições, é melhor ir ao post HISTÓRIA DO NOSSO BLOG, sempre actualizada, de Novembro de 2009, escolher o assunto que interessa e consultá-lo de imediato. Havendo algumas dúvidas quanto aos títulos dos posts, pode-se começar a lero primeiro ou último post, dar um golpe de vista por todos sequencialmente e escolher aquele que mais interessa no momento, deixando para segunda consulta os restantes. É bom que cada um veja os posts, um porImagina-B um, e descubra aquele que mais lhe diz respeito.
“Parece que neste procedimento a pessoa não vai gastar coisa alguma além da electricidade e telefone para o computador e internet, ficando também apta a dar, aos outros, algum apoio que inicialmente desejou para si.”

 – Quer dizer que o trabalho de cada um é importante?
– Como já deve ter depreendido com aquilo que aconteceu consigo, as coisas ficaram em «banho-maria» durante bastante tempo. Bastou haver uma ligeira mudança na sua atitude mental no sentido da colaboração e de trabalho, para as coisas mudarem por completo. O trabalho de cada um não é só importante: É ESSENCIAL!
Para terminar, às vezes, enquanto estão em psicoterapia, aos pacientes que arranjam mil e uma desculpas para não fazerem o Organizar-Brelaxamento em casa, pelo menos durante 5 minutos, à hora de dormir, para com isso encurtar em tempo e melhorando os resultados da psicoterapia, apetece-me dizer:
VAI TRABALHAR MALANDRO!
É o que resmungávamos em surdina, para os oficiais do Estado Maior que, sentados nos seus gabinetes com ar condicionado e sem nunca terem ido para o mato — a não ser nas visitas com os «manda-chuvas» — nos recebiam em Luanda depois das missões de terra e ar, para relatarmos os acontecimentos.
Às vezes, alguns pacientes necessitam desse incentivo.

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RELAXAMENTO 2

Logo depois do jantar, o telefone tocou e, quando fui atender, Das Neves perguntou-me:Imagina-B

– Lembrei-me de si especialmente porque hoje as televisões falaram na revolta de 4 de Fevereiro nas cadeias de Luanda. O meu amigo não disse que tinha ido «abrir as portas da guerra» em Angola?

– Sim. É verdade. E até já fiz um post relacionado com esse assunto. Se não me engano, é O VALOR DAS INCERTEZAS, de 16 de Setembro de 2008 no nosso blog anterior da PSICOLOGIA PARA TODOS. O protagonista deste post foi uma das caras do primeiro Conselho da Revolução nomeado logo depois da «revolta». Mas, diga-me como está a sua saúde. Sente-se melhor?mario-70

– Como sabe da minha condição, vou passando um dia de cada vez e não faço prognósticos. E a sua saúde? Estou a estranhar a sua voz arrastada e o tom da conversa. Está com dúvidas, está confuso?

– Pode ser que tenha razão. Estou bem de saúde embora surjam, de vez em
quando, dificuldades com a canalização e com a bomba principal. Mas estou preocupado com um caso que tenho entre mãos. O rapaz não entra em relaxamento como eu quero para se poder orientar a psicoterapia. Parece que não sintoniza comigo ou sai da sintonia rapidamente (F/155-160). Eu bem precisava de saber quais são as causas Psicologia-Bprincipais dos seus problemas de ter medo de andar em transportes públicos, ver ambulâncias, etc.

– Mas, para que tanta insistência nesse relaxamento se é que o rapaz diz aquilo que o aflige?

– Já sabe muito bem o que aconteceu com o Januário e com a Germana (L). Com certeza, lembra-se bem do caso do nosso amigo Antunes (B). Acha que sem ele ter feito o relaxamento, além de ter trabalhado com a filha, seria capaz de obter o desfecho de a ver muito bem na escola, a mulher mais do que satisfeita e ele promovido e de óptima saúde? Repare que eu não fiz quase nada. Só lhe dei as dicas e mostrei como se faz o relaxamento. Ele leu muito e fez o resto. Todos eles e vários outros protagonistas como a Isilda, a «nova paciente» (H), o Júlio Interacção-B30(E), a Cristina (L), o «Mijão» (M), o Joel (G),  também sabiam muita coisa, tiveram consultas e até foram medicados.

– Aconselhando-o não dá resultado?

– Quando temos problemas, eles surgem geralmente porque as ideias não estão bem arrumadas para podermos reagir adequadamente e em conformidade com os nossos desejos. Dizemos que não conseguimos fazer aquilo que queremos. Qualquer lembrança estimula um comportamento impulsivo e «irracional» que o próprio não entende. A pessoa entra em pânico (A/149-155). Além disso, apenas a sua recordação faz aumentar a força do Acredita-Bimpulso em 20% de cada vez que isso acontece (Como EDUCAR Hoje/45-46). Para que isso não aconteça, é necessário arrumar bem tudo aquilo que já temos metido na cabaça. Quem poderá fazer isso melhor do que o próprio? Como exemplo, podemos utilizar o novo hospital pediátrico de Coimbra recentemente inaugurado. Provavelmente, uma empresa de transportes poderá transportar tudo dum lado para o outro. Mas, quem arruma tudo nos seus lugares devidos? Se não forem os próprios  utilizadores, quem melhor o poderá fazer? Os outros podem dar os seus palpites, podem ajudar. Mas, cada utilizador-arrumador tem de estar em condições de poder arrumar as coisas no seu novo lugar lembrando-se do modo como tudo estava antigamente. Se não, dentro de pouco tempo pode sentir-se desorientado. O relaxamento serve para isso: deixa a pessoa em condições de poder Consegui-Brecordar o modo como as coisas aconteciam, descobrindo como podem ser orientadas no futuro. É por isso que insisto tanto no relaxamento, porque não desejo arrumar as coisas à minha maneira a não ser que eu esteja sempre disponível para ajudar a resolver a situação. Se a pessoa não estiver perfeitamente «disponível» para poder ver o que se passou, a fim de descobrir como deve ser no futuro, como se poderá orientar no futuro? Terá de estar sempre apoiada ou continuará incapaz. É para tornar a pessoa autónoma que necessito do relaxamento. É para que cada um se encontre a si próprio e se oriente como deseja.

– Parece que compreendi. Até estou a lembrar-me da forte resistência inicial da Cidália, a «sobrinha» do Antunes. Se não fosse a «rabanada» que ele lhe deu quando ela disse que pensava desistir e voltar a tomar os comprimidos, oPsicopata-B que seria dela? Se calhar até vou ler mais uma vez os seus livros e falar com a senhora (B/125-126) cujo filho tinha problemas escolares e verificar se tudo corre bem.

– É uma boa ajuda que podia dar a mim e a essa família, já que estão nas suas redondezas.

– É o que vou fazer amanhã. Mas, já que fala tanto em relaxamento, porque não experimenta a imaginação orientada que o Antunes utilizou, para poder descobrir se existe algum modo de motivar o rapaz a praticar melhor o relaxamento? Talvez lendo os livros ele fique motivado.

É essa a minha ambição. É por isso que faço os livros e agora, logo que fizer o post sobre a nossa conversa, vou experimentar a
sua receita. Continuação de boa saúde e até à próxima.arvore

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REFLEXÃO SOBRE UMA PSICOTERAPIA 2

BiblioDepois de fazer o post Reflexão sobre uma psicoterapia, recebi da colega o seguinte complemento da informação dada anteriormente:

“A paciente possui um quadro depressivo, passa grande parte do tempo dormindo, não tem muita iniciativa, sabota o tratamento, muitas vezes não gosta de ver que está progredindo, faz coisas que vão contra o que é combinado no consultório, tentando manipular a terapia e jogando a responsabilidade pra mim. Tenho tentado mostrar a ela que percebo tudo isso e que isso não funcionará comigo, como funcionou com outros psicólogos.
Ela é muito dependente da mãe, apesar de insultá-la e maltratá-la. Apresenta muitos pensamentos
mario-70invasivos, principalmente em relação a ter relações sexuais com o pai, apesar dele não dar motivos para isso.

Ela costuma se ligar às pessoas que dão atenção a ela de forma desproporcional e espera sempre muita atenção das pessoas.
Diante de tudo isso, desconfiei de um Transtorno de Personalidade Dependente ou Histriônica, mas isso ainda deve ser melhor investigado.
Ela não tem irmãos, os pais são muito tranquilos e próximos, possui alguns tiques e problemas na fala, mas isso não foi tratado, usava antidepressivo, mas foi suspenso pela psiquiatra e hoje não usa nenhum tipo de medicamento (quando usava, sabotava o tratamento e tomava doses menores ou deixava de tomar), a psiquiatra não deu o diagnóstico. Os pensamentos negativos são sentidos e verbalizados por ela.

 Neste caso, provavelmente, será necessário fazer o teste de RORSCACH ou até MMPI e quaisquer outros para saber se não existe, de facto, componente psicótica e descobrir qual a interacção familiar, as aprendizagens feitas anteriormente e se ela recebe reforço com o seu comportamento de «não-colaboração».

Se for uma neurose, deve ser necessário fazer psicoterapia utilizando os pais dela para «manipular» toda a situação e empregando essencialmente  o reforço do comportamento incompatível.
Se os pais também quiserem que ela tenha uma vida mais ou menos aceitável, sem ter de depender de outros que, provavelmente, não a quererão «aturar», têm de entrar no jogo, porque parece que ela aprendeu a ser como no ambiente Interacção-B30que teve e continua a ter em casa (ver Psicoterapia Votada ao Fracasso, de 20Jan11). Neste caso, foi uma saciação (flooding) natural (na Itália), sem psicoterapia e sem possibilidades de fuga (resolução do conflito entre especializar-se em arquitectura e andar em transportes públicos para um futuro brilhante ou não andar em transportes públicos, mas não se especializar).

Se a JOANA não fosse «controlada» em tempo oportuno e se os pais também não tivessem mudado o seu comportamento de interacção entre si e com a Joana, provavelmente, seria uma adolescente problemática e uma adulta desorientada.
Joana-BAgora, depois de aprender a utilizar com o irmão mais novo as técnicas de modificação do comportamento, ela consegue «controlar» a sua família nova duma maneira saudável e agradável para todos. Vai fazer com que os filhos aprendam a enfrentar dificuldades e ultrapassá-las por sua iniciativa. Depois, vai tentar reforçá-los com os êxitos obtidos.

– Se, por acaso, a menina deste «caso» não é psicótica, não estará a «controlar» ou «desorientar» os pais tirando daí reforço secundário?
– Que tipo de educação e comportamentos teve até ao momento de entrar em depressão?
– Porquê?arvore

Esperemos que uma mudança de táctica dê bom resultado.

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REFLEXÃO SOBRE UMA PSICOTERAPIA

Uma colega, acerca de um caso seu muito complicado, fez por e-mail uma descrição que vou transcrever a seguir:Biblio

Uma menina de 23 anos, com muitos problemas na fala, já teve depressão, tomava remédios. Está há seis meses sem nenhum tipo de remédio. Ela apresenta muitos pensamentos negativos, como pensar em matar os pais, pensar em se matar, pensar em ter relacionamento sexual com o pai, traindo a mãe, etc. É um caso muito peculiar, pois ela se mostra uma menina delicada, simples, carinhosa e, inclusive, conta tudo isso pra mãe. A mãe é uma guerreira e consegue lidar super bem com a filha, tentando de tudo para ajudá-la.

Como resposta rápida, lembrei-me de fazer, também por e-mail, algumas perguntas acerca do caso, que podem ajudar a preparar a psicoterapia, se necessária e possível:mario-70
Quantos irmãos tem?
Que tipo de educação teve?
Qual o relacionamento dela com o pai e com a mãe? Semelhante? Diferente?
Tem alguns sinais de patologia (fisiológica – importante)?
Porque foi medicada? Porque deixou a medicação? Que diagnóstico foi feito?
Quanto aos problemas na fala, foi ajudada ou reeducada em criança?
Parece que é necessária uma história completa, além de se tentar fazer entrar em relaxamento (post AutoTerapia, de 24Fev2009) e verificar se ela se lembra de alguns episódios traumatizantes.Imagina-B
Se for neurose, a psicologia pode ajudar mas, se for «de facto» psicose, a medicação deve ser imprescindível (mais provável, à primeira vista, sem qualquer outra informação).(posts Profilaxia e Psicoterapia na Depressão, de 06Jun2009, e Profilaxia e Psicoterapia na Depressão 2, de 22Dez2010).
Veja se consegue «obter da boca dos pais», a sós com eles, algum episódio possivelmente traumatizante e depois, tente abordá-lo suavemente com a rapariga durante a psicoterapia.
Os pensamentos negativos são sentidos por ela ou são só verbalizados?
Qual o nível intelectual? Que nível de instrução? Que tal se dá ela consigo? É importante.Consegui-B

Porém, a descrição feita pela colega deixou-me ligeiramente confuso e preocupado.

Como eram horas de dormir (em Portugal), lembrei-me que o relaxamento não é só uma técnica recomendável para os pacientes, mas também para nós que bem precisamos dela de vez em quando.

Por isso, deitei-me com esta problemática na mente e tentei fazer o relaxamento à minha maneira.

Quando acordei hoje de manhã, lembrei-me que poderia apresentar alguns paralelismos e diferenças entre os meus antigos Acredita-Bpacientes e o caso desta rapariga.

Antes de tudo, a Cidália entrou em depressão porque se sentia abandonada pelos pais. Foi criada pelos avós de quem teve de se afastar por causa dos estudos universitários. Depois de formada e já a trabalhar, teve de ir viver, contra a sua vontade, com os pais que tinham vindo de Moçambique para Portugal e exigiam a sua presença em casa deles quando ela deveria ter a sua vida independente.
Os pais, que sempre tinham vivido «juntos» em Moçambique, «casaram-se» logo que chegaram a Portugal. Além disso, depois de casados, cada um tinha o seu parceiro sexual «extra».
A Cidália, que tinha introjectado os conceitos de fidelidade no casamento e de sua indissolubilidade, «pirou» com isto tudo e Maluco2começou a entrar em depressão cada vez maior a ponto de se medicar fortemente com o apoio de um psiquiatra. Começou a alcoolizar-se e quase a prostituir-se ficando muito debilitada no seu rendimento profissional e académico. Seria resposta à frustração?

Se não fosse a insistência do seu «tio» Antunes, ela nunca teria utilizado a psicoterapia em relação à qual houve tentativas de desistência. Só continuou porque esse «tio» quase a obrigou a não desistir, visto que ele próprio tinha tido problemas de depressão e se tinha livrado deles com auto-terapia ajudado por um psicólogo muito amigo (C/93-117). Seria resposta à frustração de  poder deixar a família com poucos recursos financeiros, como acontecera com ele, e ver a filha «descambar» nos estudos?Psicopata-B

Lembrei-me também do Júlio Eu Não Sou MALUCO! (E) – a quem foi diagnosticada uma depressão e que hoje, depois de uma psicoterapia quase conduzida à distância, é um (sócio) empresário bastante considerado no ramo dos móveis.

O caso do Renato Seabra e do Carlos Castro assassinado no fim deste ano em Nova Iorque, muito falado nas televisões, veio-me também à memória por causa de Ela apresenta muitos pensamentos negativos, como pensar em matar os pais, pensar em se matar”.Depressão-B

Falando hipoteticamente:
* Um ser masculino cheio de vaidade e de um EGO especial (boasting EGO, como diriam os anglófonos) deseja «apoderar-se» de um outro ser masculino para seu parceiro sexual.
* Faz promessas de proporcionar uma carreira brilhante de modelo internacional a esse segundo ser que adere contra a sua vontade a essa troca de favores.
* Passado algum tempo, o segundo ser não vê o seu sonho concretizado e, como heterossexual, deseja desvincular-se do acordo.Psi-Bem-C
* O primeiro ser pode fazer a chantagem de denunciar o segundo como homossexual e isso não lhe convém.
* Não há possibilidade de sair dessa situação inicialmente aceitável mas posteriormente incumprível e degradante.
Como reagirá o segundo ser à frustração em que se encontra envolvido e quase manietado?
Qual das diversas respostas possíveis pode dar?
Será possível prever qual delas pode ser dada num momento de extremo «aperto» e «desorientação»?

Voltando a falar em Renato Seabra, sem ter quaisquer outras informações para além daquelas que são veiculadas pelos meios Difíceis-Bde comunicação social, se ele matou o outro a sangue frio e estava lúcido e mentalmente são, porque demorou tanto tempo no apartamento depois do homicídio? Bastava tirar a vida ao outro para resolver o seu problema e ir-se embora para confessar o crime. E utilizar o saca-rolhas…???
Porque confessou tão espontaneamente o crime? Tudo isto dá que pensar.

Lembrei-me também do JOELPsicopata! Eu? (G) – que, por três vezes, tentou matar a noiva indo parar ao hospital de urgência, sendo considerado psicopata quando a sua tentativa de a estrangular foi desencadeada só pelo medo de «a perder» a favor de outro homem mais apresentável do que ele próprio.

A frustração pode conduzir-nos a actos desesperados, impensáveis e indesejados, mas os únicos possíveis com as Interacção-B30«ferramentas» que ficam entre mãos naquele momento.

A frustração pode ser provocada apenas pelo facto de não conseguirmos atingir algum objectivo a que nos propusemos. Responder à frustração não é fácil, mas a resposta ficará inserida em uma das muitas hipóteses que se mencionam na INTERACÇÃO SOCIAL (K/115-118).

A resolução de elaborar este post foi para dar uma resposta com a qual mais alguém possa beneficiar, para além da colega que ocasionou a sua elaboração.

E, a propósito das respostas à frustração, alguém me pode dizer qual será a resposta e o desfecho da actual revolta no Egipto?Psicologia-B
Quem se arrisca a fazer um prognóstico?

Em relação a este caso, arrisco-me a propor a releitura dos posts:

PSY FOR ALL:
Desânimo ou depressão (2Mar08)
Ameaça de Suicídio (4Ago08)

PSICOLOGIA PARA TODOS:Saude-B
Frustração (4Fev10)
Livros Disponíveis (15Set10)
Conteúdo das Obras (9Out 10)
Prevenção e Profilaxia (4Dez10)
Profilaxia e Psicoterapia na Depressão 2 (22Dez10)
Relaxamento (13Jan11)

Ver post LIVROS DISPONÍVEISarvore

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