PSICOLOGIA PARA TODOS

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ORIENTAÇÃO VOCACIONAL OU PROFISSIONAL

D. Hermínia Colaço.Biblio

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“Acabei de ler este poste e achei que talvez me pudesse ajudar. Necessito de dar uma orientação ao meu filho de 16 anos que chumbou no 10º ano. 
Agora está desorientado e não sabe o que fazer.
Há alguma coisa que eu possa fazer
Psicologia-B
feito no post O VALOR DO REFORÇO preparado para dar uma resposta a Anastácia Campos e que teve comentários de Celina Fortuna e de uma Anónima, ter-me-ia passado despercebido visto que pouco revisito o antigo blog PSICOLOGIA PARA TODOS em virtude de o actual me ocupar muito tempo.

Contudo, como a Senhora viu o post e julgo que leu os comentários, a única resposta que posso dar neste momento, sem ser numa consulta, é apresentar um caso que se passou comigo.Interacção-B30

Há dois anos, um casal muito bem vestido, trouxe à minha consulta, um filho de 17 anos que estava a repetir o 10º ano e desejava «orientar-se» no futuro.
Os pais pareciam muito bem colocados na vida, com bastantes posses financeiras e, quando chegaram ao meu gabinete para me cumprimentar, disseram «quase literalmente»: Tem cá o nosso filho. Desenvencilhe-se.”
Esta inferência foi feita por mim quando falei com quem atendia na recepção da clínica e que me disse que os pais lhes tinham falado com um certo ar de superioridade, aconselhando o filho a telefonar-lhes logo depois da consulta a fim de o irem Joana-Bbuscar.

Durante a consulta que se destinava essencialmente a dar ao filho uma orientação para curso superior, confirmei que os pais, com cursos superiores – economia e ciências humanas – estavam bem colocados nas empresas privadas onde trabalhavam e com uma vida social bastante agitada.
O rapaz sentia-se ligeiramente entregue a si próprio mas tinha a ideia de ser uma pessoa importante, destinada a ter um bom lugar na esfera social e profissional. Tinha uma irmã, 6 anos mais nova, que parecia obter melhores resultados nos estudos do que o meu consulente. Os dois irmãos praticavam bastantes actividades desportivas, com sucesso.Maluco2
Perante estas informações e a ideia imediata que fiz da situação, achei por bem aconselhar um exame de orientação profissional para depois lhe fazer um aconselhamento ou propor outros exames, um de funções cognitivas ou nível intelectual e outro de personalidade, se necessário.
Parecia-me, à primeira vista, que o rapaz não tinha o nível intelectual necessário para um curso superior, mas como actualmente os cursos superiores, especialmente depois do acordo de Bolonha, estão mais facilitados ou tornaram-se mais práticos do que teóricos, o exame de orientação faria o despiste necessário. O rapaz não aparentava ter muitos problemas de personalidade a não ser uma ideia exageradamente valorizada de si próprio. Mas isto, parecia-me que já tinha reparado nos pais.Psicopata-B

Depois de todo aquele cenário da entrada dos pais no consultório, da consulta com o rapaz e da recomendação do exame de orientação profissional a ser feito por um colega em quem tinha muita confiança e a quem solicitei também uma informação adicional sobre a possível necessidade dos outros exames, fiquei a pensar no assunto e achei que tanto os pais como o rapaz estavam à espera de bons resultados sem, contudo, trabalharem muito para isso.
Tudo isto ficou-me gravado na memória e, à noite, quando me fui deitar, surgiu tudo nas minhas recordações. Murmurei para mim próprio:Imagina-B
– Porque é que não fazes o relaxamento e a imaginação orientada que recomendas aos outros? Não te dará alguma pista boa sobre este caso?

Quando me deitei com isto na mente e me tentei relaxar um pouco, recordei o caso do ESTEVÃO, mencionado nas páginas 231-237 de PSICOLOGIA PARA TODOS (F).

Os pais dele também eram «da sociedade» (ou socialite?) e bem colocados na vida. Bastou apenas eles mudarem os seus comportamentos e dar mais apoio ao filho, para este alterar quase radicalmente o seu interesse pelo estudo. Psi-Bem-CPorém, como os pais não conseguiram (ou não quiseram?) alterar os seus hábitos sociais por muito tempo, apenas passado um ano sobre a recuperação do insucesso escolar, o Estêvão, enveredando consequentemente pela droga, teve de ser internado numa clínica de desintoxicação e apoiado em psicoterapia.

No final, surgiu-me a seguinte pergunta:
– Quem é que te diz que este rapaz poderá reagir como o Estevão?

Fiquei à espera do resultado do exame de orientação. De facto, logo que recebi o relatório, consegui verificar, mesmo sem o exame de nível intelectual ou de funções cognitivas, que este rapaz não poderia seguir qualquer curso superior Difíceis-Bsem ser muito relacionado com processamento informático ou que exigisse mais prática do que teoria e muita abstracção.
Uma informação adicional ao relatório, também dizia que o rapaz poderia necessitar de um exame de personalidade e de possível psicoterapia posterior.

Comunicado aos pais o resultado do relatório deste exame, com alguma psicoterapia feita com o rapaz, aconselhamento aos pais, terapia familiar e apresentação do caso do Estêvão, foi possível resolver a situação com vantagem para todos em menos de um ano. O rapaz enveredou por um curso de informática e foi logo encaixado na empresa em que os pais trabalhavam. Com este reforço do comportamento incompatível, todos se  «esqueceram» do Consegui-Bcurso superior.

Felizmente, para mim e para eles,  a Imaginação Orientada encurtou, melhorou e resolveu toda esta situação com alguma facilidade.

Já leu os comentários?

Ver post LIVROS DISPONÍVEIS

É aconselhável consultar o ÍNDICE REMISSIVOarvore

de cada livro editado em post individual

Blogs anteriores:

PSY FOR ALL (desactivado) [http://www.psyforall.blog.com]

PSICOLOGIA PARA TODOS [http://psicologiaparaque.blogspot.pt/]

Para tirar o máximo proveito deste blog, consulte primeiro o post inicial “HISTÓRIA DO NOSSO BLOG – sempre actualizada”, de Novembro de 2009 e escolha o assunto que mais lhe interessa. Depois, leia o post escolhido com todos os comentários que são feitos. Pode ser que descubra também algum assunto acerca do qual nunca tivesse pensado. 

Para saber mais sobre este blog, clique aqui

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2 thoughts on “ORIENTAÇÃO VOCACIONAL OU PROFISSIONAL

  1. Hermínia Colaço on said:

    Obrigada por ter respondido com rapidez.
    Vou enviar para o seu e-mail o endereço onde desejo receber os livros através dos correios. Agora vou socorrer-me do livro de Joana. Já li muitos postes e sei que o Psicologia para Todos ainda não está publicado.
    Se necessitar vou marcar consulta até ao fim de Março.

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