PSICOLOGIA PARA TODOS

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MODELAGEM E IDENTIFICAÇÃO 3

Caro senhor Anónimo,Psicologia-B

Satisfazendo o seu comentário:

“Como ainda não publicou o livro “PSICOLOGIA PARA TODOS” gostaria de compreender melhor a modelagem e a identificação.
Tenho um filho de 6 anos que tenta imitar-me e, às vezes, fico aflito com isso.
Que consequências poderão surgir daí?

Como alterar o rumo dos acontecimentos?
Pode dar-me alguma ajuda?
Obrigado.”Biblio

vou direito ao assunto que mais interessa.


Posso dizer que o livro PSICOLOGIA PARA TODOS não deve ser publicado pelo menos antes de Junho próximo. Entretanto, posso informar que estas ideias foram amplamente discutidas com os pais da JOANA, especialmente com o pai, dando-lhe imensos exemplos (ver JOANA a traquina ou simplesmente criança?).

Além disso, este assunto foi especificamente tratado nos posts intitulados:

MODELAGEM E IDENTIFICAÇÃO, de 3Set07, no blog PSY FOR ALL (entretanto desactivado) eJoana-B

MODELAGEM E IDENTIFICAÇÃO 2, de 27Out10, neste blog

Consultando apenas estes dois posts, pode descobrir se as informações dadas são suficientes.

Depois, consultando o post HISTÓRIA DO NOSSO BLOG sempre actualizada, pode descobrir outros tópicos que talvez lhe interessem. 
Além disso, por ser bastante elucidativo, vou transcrever a seguir um exemplo apresentado nas páginas 38 a  40 do livro PSICOLOGIA PARA TODOS.

“3. Ruth tinha 5 anos de idade quando começou a reagir de forma muito semelhante à da sua mãe ao receber visitas. Mal tocavam à porta, a criança pedia aos Interacção-B30familiares que não a abrissem. Corria imediatamente para o quarto e, olhando-se ao espelho, afagava o cabelo, passava a mão pelo vestido e mirava o calçado. Depois desse «ritual» dirigia-se lentamente para a porta dizendo que já a podiam abrir.

            Como a mãe se comportava de forma muito semelhante, retocando à última hora o vestuário ao ter de receber visitas, diziam todos que a filha «saía à mãe». Acrescentavam que isso era hereditário, visto que a criança não tinha ainda compreensão suficiente para entender as normas da etiqueta.

            Contudo, se observássemos cuidadosamente a interacção mãe/filha/meio ambiente poderíamos detectar que a filha não discriminava correctamente as ocasiões em que a mãe ajeitava o seu vestuário. A criança cumpria esse ritual sempre que ouvia tocar a campainha da porta, quer fossem visitas ou fornecedores e independentemente da porta já estar aberta antes de se dirigir para o quarto a fim de «ajeitar» o vestuário.Acredita-B

            Embora a criança não tenha capacidade de compreensão suficiente para entender o porquê da situação, a sua sensibilidade encontra-se bastante desenvolvida para apreciar sensações de agrado e desagrado. A auto-imagem e a personalidade vão-se formando a partir da incorporação de modelos que mais lhe agradam e que se encontram disponíveis no meio ambiente (modelagem e identificação).

            Sendo a mãe a pessoa mais importante a ser imitada pela filha que a tinha como modelo, compreende-se que Ruth tentasse «seguir as suas pisadas». Os amigos que frequentavam a casa diziam, sem qualquer intenção preconcebida, que a criança era muito parecida com a mãe (reforço vicariante). Faziam-lhe festas e prestavam-lhe muita atenção descobrindo cada vez mais semelhanças, que iam anunciando paulatinamente (reforço social positivo aleatório). Associando várias vezes, essa informação (parecença com a mãe) com a sensação de agrado sentida pela criança (afagos e atenção que lhe eram prestadas pelas pessoas) a lei da repetição prevê o aumento das acções da criança para se parecer com a mãe (modelagem e comportamento operante) a fim de sentir o agrado inerente (lei do efeito – reforço social positivo).Consegui-B

            Para conservar e aumentar essa sensação de agrado, a criança procurava ser cada vez mais «parecida com a mãe», não tendo naquela idade capacidade para discriminar e avaliar correctamente todas as situações boas e más. O que lhe interessava era obter a satisfação que as diversas ocasiões lhe proporcionavam.

            A fim de verificarmos se o facto predominante era a aprendizagem ou a hereditariedade, pedimos à mãe para alterar, ostensiva e radicalmente o seu comportamento quando do toque da campainha. Assim, a mãe iria a correr abrir a porta enquanto gritava: «Deixem que eu abro».

            A criança, que se identificava e se modelava a partir dos comportamentos maternos, passou a fazer o mesmo logo que se apercebeu de que o seu modelo mudara de comportamento. Se a «maneira de ser» da criança fosse hereditária, esta mudança súbita não teria acontecido.Psicopata-B

            Continuando com alterações deste tipo no comportamento da mãe, verificar-se-ão mudanças semelhantes no comportamento da filha. Demonstra-se desse modo, que o meio ambiente tem uma influência extraordinariamente grande na formação da personalidade do indivíduo que procura sempre obter bom resultado (lei do efeito – reforço) com todas as suas acções. Esse bom resultado pode não ser sempre idêntico e aceitável para todas as pessoas. Parecendo em certos casos desagradável para alguns, torna-se agradável para o próprio. Esta é a explicação da formação da personalidade masoquista que se baseia na aprendizagem com reforço negativo, obtido a partir da resolução dum conflito entre duas situações adversas. Por isso, é muito importante saber como se realizam as aprendizagens e quais as situações reforçantes ou reforçadoras. 

Vamos ver se fica satisfeito com a explicação.arvore

Boa sorte.

Já leu os comentários?

Ver post LIVROS DISPONÍVEIS

É aconselhável consultar o ÍNDICE REMISSIVO de cada livro editado em post individual

Blogs anteriores:

PSY FOR ALL (desactivado) [http://www.psyforall.blog.com]

PSICOLOGIA PARA TODOS [http://psicologiaparaque.blogspot.pt/]

Para tirar o máximo proveito deste blog, consulte primeiro o post inicial“História do nosso Blog, sempre actualizada”, de Novembro de 2009 e escolha o assunto que mais lhe interessa. Depois, leia o post escolhido com todos os comentários que são feitos. Pode ser que descubra também algum assunto acerca do qual nunca tivesse pensado.

Para saber mais sobre este blog, clique aqui

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6 thoughts on “MODELAGEM E IDENTIFICAÇÃO 3

  1. Anónimo on said:

    Obrigado pela ajuda. Estou mais elucidado. Entretanto, é favor enviar-me pelo correio um livro da JOANA para o endereço do meu amigo Bento Francisco que vou indicar no seu e-mail.

  2. Anónimo on said:

    Estas explicações de que estou a tomar conta há bastante tempo consultando os posts anteriores, terá alguma coisa a ver com um artigo em inglês sobre tentativas de suicídio que foram abordadas hoje num seminário do Cenjor?

    • Mário de Noronha on said:

      Ainda bem que consulta os posts deste blog. Fico imensamente satisfeito.
      Já tinha visto um artigo, provavelmente do IASP, que menciona essencialmente que a maior parte dos suicídios são planeados a partir de modelos que se apresentam nos meios de comunicação social.
      Posso dizer que o mesmo acontece com grande parte dos crimes que são decalcados a partir de modelos vistos algures. Às vezes, anunciados e empolgados!
      O modus operandi é imitado a partir de modelos já existentes, sendo «melhorados» com as técnicas que se vão descobrindo.
      Não seria melhor se fosse para o BEM?

  3. Anónimo on said:

    Estou a compreender que modelagem e identificação se referem à imitação.

  4. Anónimo on said:

    Acabo de ler este poste e de consultar alguns dos anteriores.
    Qual será a razão de haver tantos suicídios (e homicídios?) com gente que se dá (ou pode dar-se) bem na vida? O Carlos Castro e o Renato Seabra dão que falar.
    Refiro-me também ao modelo que nestes dias se suicidou lançando-se de um 15º ou 16º andar.
    O jornalista dum diário também se suicidou há pouco.
    Uma modelo, ligada de alguma forma à família Onassis suicidou-se há pouco.
    Estou a falar somente em alguma gente nova que podia estar bem na vida. O que é que lhes falta?
    Há alguma razão para que isto aconteça?

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