PSICOLOGIA PARA TODOS

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MODELAGEM E IDENTIFICAÇÃO 4

Caro Sr. Anónimo,Biblio
Face ao seu comentário transcrito a seguir

“Acabo de ler este poste e de consultar alguns dos anteriores.
Qual será a razão de haver tantos suicídios (e homicídios?) com gente que se dá (ou pode dar-se) bem na vida? O Carlos Castro e o Renato Seabra dão que falar.
Refiro-me também ao modelo que nestes dias se suicidou lançando-se de um 15º ou 16º andar.
O jornalista dum diário também se suicidou há pouco.
Uma modelo, ligada de alguma forma à família Onassis suici-dou-se há pouco.Joana-B
Estou a falar somente em alguma gente nova que podia estar bem na vida. O que é que lhes falta?
Há alguma razão para que isto aconteça?”

Como não tenho tempo disponível ou paciência para citar os vários posts que tratam deste assunto, posso de momento, transcrever alguns trechos do livro SAÚDE MENTAL sem psicopatologia (A) o que talvez lhe dê uma visão sobre estas situações tão importantes nas actuais sociedades «chamadas civilizadas» (e industrializadas?).Saude-B

“Págs. 11 a 13:
SIGNIFICADO E ORIGEM DA PSICOPATOLOGIA

A boa saúde é um bem precioso que tentamos preservar a todo o custo. Engloba tanto a saúde física como a mental na qual nos vamos «movimentar» a seguir. Para nos dedicarmos aos assuntos da boa saúde mental, temos de descobrir se existe alguma coisa que se lhe oponha ou que a prejudique. Para tanto, temos de apreender, em primeiro lugar que a ideia fundamental da Psicopatologia é estudar os distúrbios da vida mental cujamario-70
existência verificamos, com frequência, em nós próprios e observar a nossa interacção com os outros, aqueles que também podem sofrer deste mal. No nosso dia-a-dia, conseguimos descobrir que as pessoas com distúrbios deste tipo apresentam comportamentos irregulares e, às vezes, pouco compreensíveis até para quem estuda e investiga estes fenómenos.

Decompondo a palavra psicopatologia, temos a psico (psique ou psykhé, em grego) que quer dizer vida mental e a patologia (pathos + logos, em grego) que significa tratado sobre doença. Assim sendo, a psicopatologia significa descrição da doença ou do distúrbio da vida mental e, consequentemente, dos comportamentos que lhe são inerentes.Difíceis-B
Antes de tudo, temos de saber que os fenómenos da psique ou psicológicos são as sensações, os sentimentos, as percepções, as emoções, os afectos, os humores, as cognições e vários outros que, influenciam, consequentemente, os comportamentos consequentes de cada pessoa num determinado momento, de acordo com o meio ambiente em que ela estiver inserida. Quando verificamos que os comportamentos de qualquer indivíduo não estão de acordo com a expectativa de grande maioria das pessoas ou no sentido que nós e os outros desejamos, isto é, no sentido considerado «normal», dizemos que esse indivíduo está descoordenado, perturbado, diminuído, deficitário ou que entrou num processo psicopatológico.Imagina-B
Em gíria popular, uma pessoa que sofre de perturbações psicopatológicas é considerada «maluca» qualquer que seja a categoria classificativa científica em que ficar incluída. No entanto, será que a própria pessoa se considera «maluca»? É, de facto, «maluca»? Pode controlar este processo? Gosta de ser «maluca»? Não sabe que é «maluca»? Ou, imaginando-se «maluca» não gosta de o ser e sofre com isso?
Apesar das muitas variantes classificativas (nosológicas) em que as perturbações psicopatológicas estão categorizadas, excluindo as de origem predominantemente genética ou fisiológica, as duas principais são as que fazem a distinção entre neuroses e psicoses. São duas categorias em que a formação da personalidade e as condições do meio ambiente têm muita influência. Podemos dizer, grosso modo que os neuróticos sabem que estão perturbados, não Psi-Bem-Cgostam da sua condição, sofrem com isso mas não conseguem livrar-se dessa disfunção com facilidade e raras vezes o conseguem sem tratamento específico ou ajuda de algum especialista. Muitos até podem dizer “Eu não estou maluco”, para convencer os outros, ou então, para se convencerem a si próprios. Porém, os psicóticos são os que acham, de facto, que não estão «malucos», embora os outros os considerem como tal.
Quais serão as causas destes distúrbios que afligem grande parte da população no mundo inteiro? Uma das causas é, seguramente, a componente genética que faz com que alguma malformação hereditária ou congénita interfira no funcionamento regular dos fenómenos psicológicos. Outras causas podem ser a toxicidade e a má «manipulação» no processo do parto, o mau funcionamento momentâneo ou pontual do próprio organismo, a «educação» ou a formação da personalidade do indivíduo em questão. Também o meio ambiente em que uma Acredita-Bpessoa se encontra inserida desde o nascimento, pode ajudar a que existam deficiências orgânicas ou que os comportamentos dessa pessoa sejam pouco aceitáveis, especialmente em função da estruturação da sua personalidade ou da cultura em que estiver inserida no momento.
Todos reagimos de maneira diferente de um momento para outro e também ao passarmos de determinado ambiente para outro. Depende de muitas circunstâncias. Assim, aquilo que é tolerado numa sociedade e num determinado momento pode passar a não o ser num momento diferente ou noutra sociedade. Isto pode querer dizer que num certo período das nossas vidas e em algumas circunstâncias podemos, às vezes, «ficar malucos» para os outros, contra o nosso desejo e sem capacidade para contrariar essas mesmas circunstâncias.Consegui-B
Para inverter esta situação, uma certa dose de profilaxia, prevenção e treino podem ser muito úteis. O que faz a Protecção Civil? O que fazem os Centros de Prevenção contra acidentes rodoviários, tsunamis, roubos, etc? Qual a necessidade de treino das tripulações para aterragens e amaragens de emergência? Para quê o treino dos bombeiros para assistir parturientes? O «normal» é as parturientes «darem à luz» nas maternidades! Mas, nem sempre acontece!
Afinal, o que é «normal»? É fazer o que a maioria faz ou aquilo que é mais desejável que se faça de acordo com essa mesma maioria? Desejável para quem? Para nós mesmos ou para os outros, apesar de não concordarmos com isso? Como reagir quando os outros fazem tudo ao contrário daquilo que nós desejamos? São ideias a debater ao longo da exposição e discussão que iremos ter a seguir acerca da «doença mental».Psicopata-B
O estudo da psicopatologia ou da doença mental através do desenvolvimento da psiquiatria e das contribuições subsequentes para a compreensão da anormalidade mental entre os séculos XVII e XX, pode orientar-se essencialmente segundo duas vertentes: a orgânica e a psicológica.

Pág. 14:
Emil KRAEPLIN (1856-1926), a figura mais influente da psiquiatria entre o fim do século XIX e início do XX, publicou um manual apresentando a doença mental como uma patologia orgânica. A sua abordagem dos distúrbios mentais, orientada no sentido descritivo, ajudou-o a desenvolver a psiquiatria descritiva com classificações Maluco2baseadas em conjuntos de sintomas ou síndromas. Dividiu as causas das doenças mentais em endógenas (originadas dentro do corpo) ou exógenas (originadas fora do corpo). A sua classificação, que funcionou até depois do fim da I Guerra Mundial, está baseada no estudo experimental dos processos mais do que na dinâmica da vida dos indivíduos.

Pág. 17:
Pierre JANET (1859-1947) desenvolveu a primeira teoria psicológica para explicar a neurose. Utilizando a hipnose nas suas investigações, «trabalhou» intensamente com a histeria o que fez com que a sua atenção se orientasse para a abordagem da doença mental sob o ponto de vista psicológico.Depressão-B

Pág. 18:
É muito elucidativo que em 2006, o médico e antropólogo Francisco Giner Abati, com uma equipa de seis investigadores espanhóis, tenha percorrido 50 mil quilómetros por Egipto, Sudão, Etiópia, Quénia, Angola e Camarões e afim de estudar seis sociedades, descobrindo que qualquer desses povos “vive em pequenos grupos, como vivia há apenas cinco mil anos.” Diz ele que as pessoas “Talvez morram de malária, mas não contraem as doenças mentais que nos envenenam a vida” (Rosa M. Tristán, Courrier Internacional, 129, 21-09-07). Na nossa sociedade e civilização, a malária está a ser combatida e a ganhar medidas de profilaxia mas a «doença mental» não!Psicologia-B
É tempo para pensar e agir antes que seja tarde demais.”

Depois destas citações, também me apetece fazer uma pergunta:
– Qual a razão e a necessidade de Isilda se tentar suicidar?
O livro DEPRESSÃO? Não Obrigado! (H) explica as razões que a Isilda deu e que a «nova paciente» também poderia ter dado se tentasse executar aquilo que tinha em mente quando soube que o marido a trocara por outra.
A diferença entre estas duas personagens reside apenas em uma ser solteira e querer casar e a outra ser casada, ter um filho e Interacção-B30ser abandonada pelo marido. A idade delas situa-se entre os quase 20 e os 30 anos. Uma tinha pouca instrução enquanto a outra estava em pós-doutoramento.

Segundo o meu ponto de vista apresentado num dos posts anteriores, a principal razão é a frustração a que ficamos sujeitos nestas sociedades consumistas em que os valores morais e espirituais são postos completamente de lado (ou talvez recalcados?).
Que venha Freud responder a isto já que instituiu a psicanálise!
É para evitar situações como as abordadas neste post que a minha prioridade se baseia em «educar» convenientemente uma criança para que no futuro possa sobreviver saudavelmente e até prosperar honestamente nesta «selva humana» em que Organizar-Bvivemos e onde estamos «condenados» a continuar se não mudarmos as nossas mentalidades.
Ajudar a formar e a estruturar uma personalidade saudável, resistente à frustração e com forte motivação para o sucesso, é o melhor contributo que podemos dar aos nossos vindouros, sendo uma profilaxia que não tem rival, como aconteceu com a JOANA.

Para isso, os exemplos «vindos de cima» são fundamentais em quaisquer situações!

Já leu os comentários?

Ver post LIVROS DISPONÍVEISarvore

É aconselhável consultar o ÍNDICE REMISSIVO
de cada livro editado em post individual

Blogs anteriores:

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PSICOLOGIA PARA TODOS [http://psicologiaparaque.blogspot.pt/]

Para tirar o máximo proveito deste blog, consulte primeiro o post inicial “História do nosso Blog, sempre actualizada”, de Novembro de 2009 e escolha o assunto que mais lhe interessa. Depois, leia o post escolhido com todos os comentários que são feitos. Pode ser que descubra também algum assunto acerca do qual nunca tivesse pensado.

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9 thoughts on “MODELAGEM E IDENTIFICAÇÃO 4

  1. Antunes on said:

    Caro Noronha,
    Visitando hoje o teu blogue depois de muito tempo, vi os últimos postes dos quais gostei imenso. Lembrei-me dos meus problemas.
    Quando o meu pai morreu, além do mais, fiquei frustrado por não conseguir tirar o curso de Direito.
    Quando me lembrava disso, trabalhava para garantir uma vida aceitável da família mas ficava frustrado por não o poder conseguir fazer com segurança.
    Quando a minha filha começou com o insucesso escolar fiquei frustrado e desorientei-me.
    Por acaso, nunca pensei no suicídio porque vinha logo à mente a lembrança do meu pai que, com a sua morte, tinha deixado a família num desamparo total.
    Julgo que tens razão quando falas nos efeitos nefastos da frustração e da nossa incapacidade de a ultrapassar.
    Não tenho dúvidas que devo treinar a minha filha em relação a isso, mesmo que agora já seja crescidinha.
    E o «25 de Abril» não seria também o resultado duma frustração?
    Em vez de se suicidarem, atacaram!
    Um abraço do teu amigo Antunes.

    • Meu caro Antunes,
      Gostei do teu comentário e posso dizer, sem sombra de dúvida, que «25 de Abril» foi uma resposta à frustração dos militares, especialmente dos milicianos que eram enviados para as «colónias» para depois se lhes mitigar as mágoas com uma entrada para o quadro permanente onde poderiam ficar à frente dos que, com o curso dos liceus, tinham ficado na fila antes deles. Todos os outros, militares, civis e outros aproveitaram-se disso e um dia falaremos sobre o assunto.
      Eu também estava frustrado e responderia da mesma maneira se soubesse que algo se estava a passar. Porém, no dia 22 de Abril, estive na Junta Médica, juntamente com o Costa Martins, que não me deixou «transpirar» coisa alguma.
      No dia 25 de Abril, já quase na reserva de facto, fui apanhado de surpresa. Como já te disse, fiquei satisfeito até ao dia 2 de Maio porque comecei a prever um futuro mau, mas não tanto como o de hoje em que comem a carne à custa dos outros e deixam os ossos para os verdadeiros donos da carne.
      As frustrações originam respostas inesperadas e oxalá que não haja uma qualquer que seja disparata com os «politiqueiros» que temos nas nossas vidas. Lê os compincha.wordpress.com que te podem deixar mais informado acerca destes problemas. Eles pediram-nos a sua divulgação.
      Teu amigo de sempre, Noronha.

  2. Caro amigo Noronha,
    Como hoje é um sábado muito quente, a minha filha foi à piscina com as amigas e os «velhotes» ficaram em casa.
    Tive tempo de ver melhor os teus postes e a resposta que me deste.
    Não me disseste em tempos que passaste à reserva na Força Aérea porque estavas com uma depressão reactiva?
    Como é que explicas isso?
    Teu amigo, Antunes.

    • Caro Antunes,
      Vou dar-me uma resposta quase imediata.
      Passei à reserva da Força Aérea porque estava com uma depressão reactiva.
      Essa depressão era a resposta à frustração (ou frustrações?) a que estava a ser sujeito na Força Aérea.
      Essa resposta à frustração foi contra a minha saúde.
      Se houvesse uma oportunidade favorável de poder dar uma resposta contra a Força Aérea ou contra quem mandava na Força Aérea, tê-la-ia dado, sem sombra de dúvida.
      Era necessário que houvesse uma boa oportunidade.
      Independentemente de qualquer ideologia, seria uma resposta à frustração, tal como o Joel de quem ouvirás falar num dos próximos livros a ser publicado: “Psicopata. Eu?” (G).Teu amigo, Noronha.

  3. Anónimo on said:

    Este poste fez pensar muito.
    Quero adquirir o livro PSICOLOGIA PARA TODOS, quando for publicado.
    Por enquanto vou lendo devagarinho todos os outros postes.
    Já não tenho idade para ir depressa e estou mais preocupado com os meus filhos e netos.
    Com esta crise, antes que tenham de ir a uma consulta de psicologia, vou ver se lêem qualquer coisa ou se ouvem o que terei para lhes dizer.
    Obrigado por este blogue.

  4. Anónima on said:

    Sou professora do 2º ciclo ainda não definitiva.
    Li estes últimos postes e o que se relaciona com uma ajuda dada a uma colega minha, bem como todos os comentários que lhes foram feitos.
    Tenho dificuldades nas aulas e a Direcção da Escola pouco ajuda.
    Espero que não entre em depessão porque saio das aulas frustrada com tudo o que me acontece.
    Não tive uma ajuda que acho necessária: ver dar aulas a sério e aprender com isso.
    Há algo que possa fazer?
    Agradeço que me ajude se puder.

  5. Anónimo on said:

    Estou a compreender melhor as súbitas mudanças de humor da minha filha de 15 anos. Já disse à minha mulher que temos de conversar com ela mais vezes e mais calmamente. Obrigado pela ajuda à distância.

  6. Lemos o que está exposto neste poste e em outros relacionados com a modelagem e a identificação.
    Segundo o exposto, parece que os exemplos dos nossos governantes de há mais de 50 anos, não são dos melhores.
    Além disso, parece que têm vindo a piorar cada vez mais à medida que os anos vão passando.
    Triste sina a nossa!
    Leiam o nosso poste Os Orçamentos da Treta, de 17 de Outubro de 2010, relacionado com a Transparência no Parlamento da Suécia. Pode ser que gostem.

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