PSICOLOGIA PARA TODOS

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PERCEBER e/ou RESOLVER? (continuação)

Na semana seguinte, logo que entrou no gabinete, o meu dilecto amigo «paciente» começou a contar simpaticamente um facto Biblioirrelevante que se tinha passado consigo no local de trabalho. Quando o «travei», disse que contava tudo ao pormenor para eu perceber tudo muito bem, fazer-lhe perceber e ajudar a resolver o problema.

Perante esta situação, resolvi utilizar a sessão apenas para esclarecimentos e perguntei se já tinha lido o caso do Antunes referenciado na sessão anterior. Para ele, era um autêntico desconhecido. Justificou-se dizendo que não ligava importância aos nomes, mas aos factos … que também desconhecia.

Por causa desta falta de colaboração, resolvi falar de outros casos que tinham melhorado substancialmente. Podia nem dar um golpe de vista pelos livros que tinha entre mãos! Se os protagonistas desses livros não  tivessem resolvido, Acredita-Bpelo menos tinham melhorado nas suas dificuldades sem as terem percebido inicialmente. O importante tinha sido o seu «trabalho» de treino de relaxamento, revivescência de factos antigos, manutenção da auto-análise ou, pelo menos, dum diário de recordações. O resto viria por acréscimo, assim como a sua pequena melhoria do momento. Por isso, comecei a falar nos vários protagonistas dos meus livros que ele tinha em seu poder, realçando a importância da colaboração deles para a melhoria do seu estado mental.

Se a Cidália não tivesse treinado o suficiente, quanto tempo duraria a sua psicoterapia e qual seria a eficácia da mesma? Dizer-Consegui-Blhe que o abandono inicial dela pelos pais e a actual «vida dupla e imoral» deles era a fonte dos seus problemas resolveria alguma coisa? E como saber deste assunto sem as sessões de relaxamento feitas com o treino e a colaboração dela? Quem poderia fazer, sem ser ela própria, a prática do relaxamento e da «escrita» que a ajudou imenso?

O Júlio estaria na invejável posição actual se, apesar das suas tentativas de desistência iniciais, não tivesse treinado o suficiente para compreender os problemas antigos que o afligiam? Se ele não lesse os muitos e únicos apontamentos fotocopiados, disponíveis naquele tempo, além de  praticar o relaxamento e a imaginação orientada, seria isso possível? Qual seria a sua situação actual se não tivesse tido o apoio indispensável naquele momento?Maluco2

A Cristina, devido a uma educação «civilizada» mas pouco adequada por desconhecimento dos pais, apesar de bem instruída e optimamente colocada na vida profissional, não era capaz de lidar devidamente com os outros. Sofria imenso com isso, cada vez mais, sem conseguir criar uma relação afectiva estável com pessoas de outro sexo. Como se sentia ela na vida e na sociedade? Perceber as suas dificuldades valeu a pena, mas quantas horas de psicoterapia foram dispendidas neste «esforço disfarçado», o que nem sempre é possível?  Mesmo depois de perceber, como poderia ultrapassar as suas dificuldades sem relaxamento e ajuda psicoterapêutica? Foi dispendioso, mas valeu a pena para quem dispõe de quantias avultadas. Mas também ela leu muito e praticou o necessário.Psi-Bem-B

Sem o relaxamento e a consciencialização dos seus problemas, a Germana teria conseguido livrar-se do «tal» que quase a acorrentava a uma vida insuportável? De que serviria explicar-lhe o seu problema do qual ela quase tinha conhecimento? O importante, era livrar-se dele? Como seria possível sem a prática de relaxamento e a criação da força anímica necessária?

E o Januário não tinha conseguido resolver a sua situação com anos de ajuda da psicanálise, da psicoterapia e da quimioterapia, como foi possível erradicar o problema em apenas uma semana? Seria isso possível sem a prática do relaxamento durante mais de 1500 sessões, em casa, à noite, não «gastando» mais do que 5 minutos de cada vez? A Depressão-Bleitura e as conversas também ajudaram imenso, mas a sua prática de entrar imediatamente em relaxamento foi o principal aliado duma psicoterapia rápida e eficaz.

Se a Isilda não fosse socorrida a tempo e não resolvesse os seus problemas com a mãe investindo bastante no relaxamento que foi fazendo em tempo reduzido, o que seria da sua vida? Teria de perceber o quê e para quê? O importante não era perceber que o pai alcoólico dormia com uma machadinha debaixo do travesseiro, mas conseguir «dominar a situação» depois de a compreender com o reviver das situações traumatizantes. E a «nova paciente» não ganhou com a leitura da sua psicoterapia? Não conseguiu resolver a situação quase por si própria?Psicopata-B

E o Joel, que tentou «matar» a noiva por três vezes e «investia» contra tudo e contra todos, especialmente no futebol e nos comícios dos partidos políticos mais aguerridos do pós 25 de Abril? Afinal, depois de um diagnóstico psiquiátrico errado e precipitado, apesar de ter «perdido» a sua única namorada de eleição, ainda continua a sobreviver às maleitas que o «assolam» de vez em quando. Agora, sem molestar, mesmo com gestos ou intenções, a sua antiga «namorada» que também não se sente bem com a outra pessoa a quem se ligou por causa do famoso diagnóstico!

Apenas com estes exemplos, é necessário compreender que a «mente» do indivíduo é o armazém mais importante de Saude-Btodas as causas das suas dificuldades. Para se chegar até a esta espécie de poço sem fundo, torna-se importante a contribuição de cada um. Muito treino, que só cada um pode fazer, torna-se necessário para se atingir um resultado eficaz, duradouro e, às vezes rápido, dependente da colaboração de cada um. Qualquer destes nove intervenientes já retratados em livros, teria gasto, no mínimo, muito mais do que o quádruplo das sessões realizadas.

Se eu gastasse imenso tempo a explicar pormenorizadamente ao meu dilecto amigo «paciente» que, provavelmente, a causa das suas dificuldades era ele ser «filho único de pais que se davam mal, demonstravam sub-
mario-70repticiamente medos e ansiedades não controladas, superprotegido e talvez mimado, com nível intelectual mal desenvolvido e mal reabilitado ao longo da última dezena de anos, com alguns traumatismos à mistura» – factos esses que ele sobejamente conheciade que serviria apenas perceber tudo isso para a sua recuperação ou resolução dos problemas?

Contudo, a partir do que ficou exposto no post anterior, tentei finalizar todas estas explicações numa sessão de psicoterapia, para que ele, por modelagem e reforço vicariante conseguisse enveredar pelo caminho do relaxamento, leitura, treino e escrita. Contudo, de pouco serviu porque nas sessões seguintes a pergunta se repetiu. Havia que seguir outro caminho…! Qual? O do reforço do comportamento incompatível?Joana-B

Seguramente, depois da sua recuperação a nível emocional e comportamental seria necessário fazer exames de funções cognitivas, orientação vocacional e de personalidade para o encaminhar nas melhores condições possíveis para um futuro melhor do que o presente desse momento.
Reitero mais uma vez que, infelizmente, nem sempre se consegue obter a colaboração voluntária, útil e vantajosa do próprio paciente que, sem querer, vai protelando a sua recuperação eficaz com acções deste tipo.

Estes dois últimos posts exigiram um trabalho de pesquisa, ponderação e preparação de cerca de 10 horas, equivalente a 20 Difíceis-Bsessões de psicoterapia em consultório. Contudo, se servirem para mudar a mentalidade e o comportamento de um «amigo» como este e de mais uma pessoa apenas, dou-me por satisfeito e fico mais feliz do que se tivesse trabalhado durante as 20 sessões de que falei.

Por isso, é bom que as pessoas que desejam fazer uma psicoterapia rápida, económica e eficaz sigam as indicações dadas no fim deste post, consultem os diversos posts espalhados por este blog, leiam os livros recomendados, descubram qual foi o procedimento dos que melhoraram ou resolveram o seu problema, experimentem fazer o relaxamento em casa e, depois de tudo isto se dirijam à consulta com vontade de colaborar com o psicoterapeuta em toda a linha, sem quaisquer desculpas ou justificações.

Já leu os comentários?arvore

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2 thoughts on “PERCEBER e/ou RESOLVER? (continuação)

  1. Um dos nossos conversadores leu com atenção este poste e alguns dos outros porque tem um problema semelhante com o filho.
    A história deste rapaz é quase semelhante da do filho deles e os pais revêem-se nela.
    Ambos gostariam (e nós também) de saber como ficou resolvido o caso para ver se conseguem fazer alguma coisa pelo filho.
    Agradecemos já a ajuda que puder prestar a eles e também aos que visitam o nosso blog. Vamos fazer uma ligação.
    Ouvindo os psicólogos que aparecem nos três canais da televisão não compreendemos coisa alguma.
    Quando dizem que alguns comportamentos e distúrbios são normativos ficamos ainda mais confusos.
    Como não devem ser poucos os que têm problemas semelhantes, sem dinheiro para as consultas que possam resolver a situação, solicitamos um esclarecimento se for possível.

    • Agradeço o vosso comentário e vou tentar preparar um post logo que tenha disponibilidade para isso.
      Posso dizer-vos como tentaria resolver o caso se os pais não fossem à consulta, mas não devo dizer, por enquanto, o resultado do meu caso, que correu bem, visto não ter passado tempo suficiente para isso. Vou intitular o post como RESOLVER UMA DIFICULDADE. Até breve.
      Mário de Noronha

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