PSICOLOGIA PARA TODOS

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RISCO DE SUICÍDIO

Há dias, uma pessoa que conheci há muitos anos, agora bastante envelhecida, encarquilhada e com uma dicção muito lenta e Saude-Bdescoordenada, encontrou-me na rua, cumprimentou-me e, quando lhe perguntei pela família, disse que os dois filhos mais velhos estavam bem, cada um com a sua família, mas que a filha mais nova, já médica especialista, ainda solteira, andava sempre depressiva, com ideias de suicídio. A pobre senhora não sabia o que devia fazer.

Perguntei pela saúde dela e respondeu-me que continuava com as suas doenças habituais e a necessitar de comprimidos, cada vez mais. Estava mais gorda, abatida, curvada e desconsolada. Alguns dos comprimidos também eram para a depressão de que estava a sofrer há muito, mesmo antes de seu marido, também médico, ter falecido duma doença quase súbita, alcoolizando-se habitualmente.Difíceis-B

Depois de conversar durante algum tempo, disse-me que estava preocupada com a filha. Queria saber se eu poderia dar alguma ajuda. Ela trabalhava a mais de 200 quilómetros de distância. Já estava a ser acompanhada em psiquiatria há anos, mesmo antes de terminar o curso básico de medicina. Além disso, a filha já tinha sido apoiada em psicoterapia, apoio esse que fora descontinuado porque não dava resultado enquanto estava a tomar a medicação psiquiátrica.

Aconselhei-a a ler o livro “Eu Também CONSEGUI!” que lhe tinha oferecido logo depois da sua publicação. Podia tirar daí Imagina-Balgum proveito. A sua resposta imediata dizendo que a filha «não se estava a prostituir nem a alcoolizar-se», fez-me imaginar que a senhora não seria capaz de raciocinar naquele momento para utilizar esse caso como exemplo a ser seguido em psicoterapia. Tinha de lhe explicar muita coisa para falar na modelagem, na identificação, nos traumatismos, na interacção social e na frustração e suas possíveis respostas.

Como já estávamos a conversar há muito tempo, eu estava com pressa e conhecia mais ou menos o passado da família, perguntei-lhe se não tinha acesso à internet. Disse-me que tinha em casa um computador antigo do marido, e que o filho mais velho ia visitá-la, de vez em quando, levando também o seu computador, com internet, para poder trabalhar enquanto os netos brincavam com a avó.Consegui-B
Prometi preparar um post englobando o seu problema e informei que o poderia ler ou fazer um «download» quando o filho a fosse visitar. Aconselhei que também relesse o livro da Cidália. Despedimo-nos porque eu também estava mais interessado em que outras pessoas lessem as informações que eu iria dar. Em vez de dar explicações a uma só pessoa, estaria a colocar a questão para que mais gente com problemas semelhantes pudesse ficar elucidada. O resultado foi este post.

O comportamento de Cidália se alcoolizar e ter relações promíscuas foi, provavelmente, uma reacção à frustração de verificar nos pais um comportamento irregular para a «moral» que ela tinha introjectado durante a sua Psicopata-Beducação. Foi uma espécie de auto-flagelação, porque também ela não concordava com o comportamento que estava a ter, semelhante ao que os pais mantinham desde que vieram de Moçambique. Que espécie de modelagem e identificação poderia ela ter naquele momento? A Cidália devia estar fortemente traumatizada sem saber o que fazer e sem conseguir distinguir entre o correcto e o incorrecto ou o bom e o mau. Enfim, devia estar em dissonância cognitiva.

No caso da filha da senhora em causa, o comportamento de «querer desaparecer» poderia também ser uma auto-flagelação. Com o agravamento da depressão por não conseguir ter uma vida a seu gosto, a frustração podia exigir um comportamento de auto-flagelação, contrariado a muito custo com a sua modelagem e identificação a Maluco2partir da mãe. A vida social desta médica era quase nula.

Não seguindo os passos da Cidália no que toca à psicoterapia, seria quase impossível aliviar os sentimentos de depressão para reduzir os medicamentos e os malefícios ocasionados pelos efeitos secundários. Continuar a tomar medicamentos psiquiátricos para uma situação neurótica durante mais de 10 anos, devia deixar marcas que seriam difíceis de eliminar no futuro. E, se num momento de euforia, conivente com a depressão, executasse o seu comportamento de auto-flagelação? O risco estava aí.

A mãe sempre a incentivou a ser boa aluna e a tomar a medicação na época dos exames para poder estudar e ter boas notas, Psicologia-Bmas o último resultado foi uma nota abaixo da sua média normal, com o que a mãe ficou desconsolada. Continuando assim, com fraca capacidade de interacção social, a filha podia sentir-se incapaz aos olhos da mãe e da sociedade, mas como a mãe se socorria sempre dos medicamentos, podia estar a imitar-lhe os comportamentos sem capacidade para reagir de outro modo aos seus medos e fantasmas que desconheço. Neste caso, a psicoterapia seria indispensável.
De qualquer modo, sendo médica no activo e a ter apoio psiquiátrico, devia também ter apoio psicológico no local onde exerce a profissão.

Se cada um não conseguir ou não quiser fazer o que muitos pacientes fizeram e que está descrito nos livros publicados, pouca Psi-Bem-Cou nenhuma ajuda podia ser dada por mim, visto que estava longe e, pior ainda, por estar a ser medicada em psiquiatria.
Querendo fazer alguma coisa por si própria, para poder compreender bem toda a situação, tanto a médica como a sua mãe podem consultar neste blog o primeiro post relacionado com a “HISTÓRIA DO NOSSO BLOG sempre actualizada”, com link permanente e escolher as rubricas mais necessárias, relacionadas com os factores de psicologia mencionados a negro neste post.

Já leu os comentários?

Ver post LIVROS DISPONÍVEISarvore

É aconselhável consultar o ÍNDICE REMISSIVO
de cada livro editado em post individual

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PSICOLOGIA PARA TODOS [http://psicologiaparaque.blogspot.pt/]

Para tirar o máximo proveito deste blog, consulte primeiro o post inicial “História do nosso Blog, sempre actualizada”, de Novembro de 2009 e escolha o assunto que mais lhe interessa. Depois, leia o post escolhido com todos os comentários que são feitos. Pode ser que descubra também algum assunto acerca do qual nunca tivesse pensado. 

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One thought on “RISCO DE SUICÍDIO

  1. Anónima on said:

    Ainda bem que somos alertados para estes perigos. As consequências das acções que praticamos ingenuamente a todo o momento podem ser desgradáveis. Pior, se foram trágicas. Já sei que o exemplo dos pais é muito importante. No nosso círculo de idosos, gostámos muito destes últimos postes. Temos de alertar os nossos filhos.

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