PSICOLOGIA PARA TODOS

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MECANISMOS DE DEFESA

“Acabei de ler este post e não consigo descobrir porque razão o meu filho não pode enfrentar os seus medos mario-70se os pode sentir a partir das suas recordações. Ele está em psicoterapia! 
Mãe do rapaz.”

Para responder, com muito gosto, ao comentário da mãe do rapaz, feito no post anterior — PSICOTERAPIA (auto-ajuda) 2 –, vou ser rápido, directo e utilizar imagens da vida real,  escrevendo «ao correr da pena».
Por exemplo, numa situação de estar a conversar com a Senhora, se eu demonstrasse querer dar-lhe um murro, qual seria a sua reacção imediata, sem nos preocuparmos com qualquer preconceito,  juízos de valor, ética ou moral?

Seguramente, com uma certeza de «mais de 100 por cento», seria afastar-se, defender-se ou agredir. Porquê? É um gesto Biblioque fazemos instintivamente porque está «entranhado» no nosso comportamento (A/149-155). Chamemos-lhe «instinto de sobrevivência». De qualquer modo, ela teria esse comportamento mesmo que estivesse totalmente segura de que eu nunca faria uma coisa dessas. Porém, ela poderia não reagir, eventualmente, desse modo, se tivéssemos treinado bastante essa cena para ela se manter calma e impassível ou até alegre e bem-disposta.

Se para uma coisa tão simples é necessário treino, porque razão não será necessário para a pessoa não sentir «medo» quando esta reacção já está incorporada no seu padrão de comportamentos? Para isso serve a psicoterapia que demora muito tempo, mas é eficaz quando conduzida honestamente e com competência.Acredita-B

Como explicação suplementar, posso dizer que todos queremos apresentar uma boa imagem a todo o momento e a todas as pessoas, incluindo nós próprios. Qual de nós não se julga um dos melhores seres humanos à face da terra? Pode ser que os outros não concordem, mas nós teremos sempre uma justificação ou uma razão para procedermos do modo como o fazemos. Podemos chamar «mecanismos de defesa» a estas justificações ou razões?

Numa psicoterapia, mesmo que possamos fazer relembrar, às vezes com muito custo, esses momentos que condicionaram a Consegui-Bformação desse comportamento de ter medo, temos de ter em conta se o «relembrador» vê esse «filme» como protagonista ou como espectador. São duas visões ainda mais diversas do que a de dois espectadores que vêem em conjunto o mesmo filme.

Enquanto o espectador vê o filme objectivamente tirando as suas conclusões, o próprio vê esse filme subjectivamente e utiliza os seus «mecanismos de defesa» para justificar a acção. Quanto tempo durará o «ensaio» para fazer om que o próprio consiga ver esse filme com objectividade? Para isso, não basta explicar e perceber (racionalmente) mas torna-se indispensável sentir (emocionalmente) sem mecanismos de defesa, a fim de se poder desmistificar toda a situação, saber se seria possível proceder de outra maneira e arquitectar modos de actuaçãoPsicopata-B futuros mais coincidentes com o indivíduo visado.

Se, como complemento, se quiser ler o caso «A» (N/146-147) pode-se descobrir o modo como a senhora se suicidou devido à falta de mecanismo de defesa ocasionada pela acção dos comprimidos que estava a tomar e por já não ter apoio da psicoterapia há mais de dois anos, antes dos quais nunca falou numa hipótese de pôr fim à vida. E foi duma maneira muito trágica, quase invulgar em senhoras, que isso aconteceu.

Também, por acaso, estando a ver o programa de televisão sobre a vida animal em África, verifiquei o modo como as chitas se apercebem da sua família e se afeiçoam à mesma, andando sempre à sua procura. Isto fez-me recordar as Organizar-Bimagens de um interessante blog com uma fotografia dedicada à mãe, salvo erro, de uma couve com gotas de água.
A inscrição dizia mais ou menos “lembrei-me logo da água e a terra, que neste caso é a água e a couve. Parece dois planetas, num só, e a água sobre ela…

Haveria aqui alguma ligação muito forte com a mãe? Num  caso destes, parecido com aquele de que estamos a falar, se a mãe tomar comprimidos para a ansiedade e sentir medo durante as viagens, nada mais «natural» do que imitá-la com o possível reforço vicariante, depois da modelagem e identificação ocorrida com a mãe (e se for também com o pai?).

Já leu os comentários?           arvore

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de cada livro editado em post individual

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Para tirar o máximo proveito deste blog, consulte primeiro o post inicial “História do nosso Blog, sempre actualizada”, de Novembro de 2009 e escolha o assunto que mais lhe interessa. Depois, leia o post escolhido com todos os comentários que são feitos. Pode ser que descubra também algum assunto acerca do qual nunca tivesse pensado. 

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4 thoughts on “MECANISMOS DE DEFESA

  1. Anónima on said:

    Quase de certeza, não sou a mãe do rapaz mas este poste e os últimos quatro ajudaram-me a pensar na minha vida para agir de outra maneira.
    Tenho de convencer o meu marido a colaborar comigo. Talvez o defeito seja meu porque sou muito puritana.
    Obrigada.

    • Não sei se conseguiu compreender a razão de eu insistir no relaxamento. Conseguem-se compreender as coisas como causas e efeitos e não como «culpas» e resultados. Num caso semelhante, se o marido também ajudar, como se diz agora, «será o máximo». E não tem de gastar dinheiro em psicoterapia.

  2. Anónima on said:

    Este poste agradou-me imenso. Vou tirar proveito dele. Obrigada.

  3. Mãe do rapaz on said:

    Já vi o poste mas tenho de o ler com muita atenção. Vou pedir ao meu filho que vá buscar os livros que são necessários para eu compreender melhor esses mecanismos de que se fala aqui. Ele também tem de ler, colaborar e praticar. Também quero ler com atenção tudo o que se refere ao comportamento e suas mudanças. Afinal, parece-me que com a minha (ou nossa?) colaboração, muita coisa se pode mudar em casa. E até nos nossos medos e em tudo!

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