PSICOLOGIA PARA TODOS

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RISCO DE SUICÍDIO 3

Para continuar o post anterior com a história da psicoterapia da Cidália, como resposta ao quase comentário feito por e-mail, Consegui-Bvou fazer este post, relacionado mais com a minha aversão aos medicamentos, devidamente fundamentada, enquanto se fez a psicoterapia, que a ela valeu de muito.

Nas páginas 49 e 50 do seu livro, lê-se, em relação a este assunto:
“Perante estes argumentos que não consegui refutar, entreguei-lhe os apontamentos que trouxera de Lisboa e informei-a de que esse livro (A)   seria editado em breve. Eram o resultado duma compilação e resumo, feitos por mim a partir do 3º capítulo de Your Drug May Be Your Problem, de Peter Breggin e David Cohen (2000) e de outros capítulos deste e de outros livros que estive a consultar.
“Expliquei-lhe que Breggin é psiquiatra, autor de muitos livros, professor universitário e Director do Centro Internacional Acredita-Bde Estudos de Psiquiatria e Psicologia e que Glenmullen também é psiquiatra e professor da Faculdade de Medicina de Harvard (EUA).
“A Cidália ouviu isto, guardou os apontamentos logo que os recebeu e foi-se embora, satisfeita com uma sessão de psicoterapia de três horas e meia (7 períodos), deixando-me livre para descansar um pouco antes de iniciar as aulas às 20.00 horas.
Estes «apontamentos» que podem ser «fastidiosos» para alguém que não esteja dentro dos problemas da psicopatologia (A/101-131), são muito elucidativos para quem se queira informar sobre os malefícios que a «droga psiquiátrica» pode provocar quando tomada sem a devida cautela e parcimónia.Saude-B
Esta ideia foi posteriormente confirmada pela Cidália, que deixou para uma segunda leitura mais pormenorizada esses apontamentos que eu estava a tomar no momento para os incluir num livro que estava a preparar sobre a psicopatologia e que agora se estendem por seis capítulos desse livro (A):

SINTOMAS DAS PERTURBAÇÕES MENTAIS
• MÉTODOS DE DIAGNÓSTICO EM PSICOPATOLOGIA
• MEDICAÇÃO PSIQUIÁTRICA E TRATAMENTOPsicopata-B
• PERIGOS ESPECÍFICOS DAS DROGAS PSIQUIÁTRICAS
• DISFUNÇÃO CEREBRAL PERMANENTE COM DROGAS
• É BOM SABER O QUE SE PASSA CONNOSCO

Apenas nas páginas 127 e seguintes, no capítulo acima mencionado do livro “SAÚDE MENTAL sem psicopatologia”, lê-se o seguinte:

“É BOM SABER O QUE SE PASSA CONNOSCOMaluco2

Para poder reagir a tempo, convém não sermos os últimos a saber aquilo que acontece connosco.
Sabemos que os efeitos nefastos do álcool, cocaína e outras drogas classificadas como recreativas nos deixam sem capacidade de julgamento. As drogas psiquiátricas actuam de maneira ainda pior deixando-nos «deficientes».
Um exemplo marcante é a desquinésia tardia que é um distúrbio a englobar estremeções e espasmos permanentes causadas por drogas neurolépticas ou anti-depressivas tais como Haldol e Risperdal. Muitos estudos mostram que a maioria dos pacientes com estes problemas induzidos pela droga negam a sua ocorrência especialmente enquanto estão a Depressão-Btomar a medicação.

Prozac, Zoloft, Paxil, Luvox, Effexor e outras drogas que sobre-estimulam o sistema de serotonina provocam geralmente alterações de personalidade tais como irritabilidade, agressividade, instabilidade humoral e diversos graus de euforia. A pessoa que toma a medicação pode sentir-se «melhor do que nunca» enquanto os familiares vêem que o indivíduo se transformou numa «pessoa diferente» com muitos traços de personalidade negativos.
Sem compreender o que lhes está a acontecer, os pacientes podem ficar, durante meses e anos, dependentes de tranquilizantes menores tais como Xanax ou Valium. Podem imaginar que necessitam de tomar cada vez mais droga para Psicologia-Bcontrolar a ansiedade e a insónia quando, de facto, as drogas pioram a sua condição. Mesmo quando compreendem que estão viciados, acham difícil enfrentar o problema e passam a negar que estejam viciados, continuando a tomar a droga.
Muitos pacientes que tomam drogas psiquiátricas descobrem que perderam a acuidade de memória. Esta consequência está vulgarmente associada ao lítio, aos tranquilizantes e a uma diversidade de anti-depressivos. Tanto os pacientes como os médicos podem atribuir isto, erradamente, à «depressão» mais do que à droga. No caso de pacientes mais idosos, estas dificuldades de memória são atribuídas à senescência.

É bom realçar que, sem darmos por isso, as drogas psiquiátricas que tomamos podem reduzir a nossa capacidade de vigília, Interacção-B30acuidade mental, vivacidade emocional, sensibilidade social ou criatividade. Podem causar efeitos físicos ou mentais adversos os quais temos dificuldade em reconhecer ou avaliar. Além disso, como estes sintomas de disfunção se assemelham a problemas psiquiátricos, é mais fácil para o próprio, para o médico ou para o familiar, atribui-los, erradamente, a problemas emocionais.
A anagnosia é um distúrbio no julgamento provocado pela disfunção cerebral verificado inicialmente em doentes com ataques cardíacos que negam estar parcialmente paralíticos. Numa perspectiva psicológica, esta negação é a não aceitação da ocorrência desta incapacidade óbvia, pela função mental.

Joana-BAs drogas psiquiátricas são especialmente perigosas porque nos podem tornar incapazes de reconhecer os seus efeitos
maléficos. Podemos ficar gravemente prejudicados sem saber o que se passa. Em muitos casos, as pessoas não tomam consciência dos efeitos danosos das drogas até conseguirem ficar recuperadas, muito depois de as terem deixado de tomar.
Num estudo comparativo realizado pela FDA durante o processo clínico de aprovação de Serzone e Effexor em relação ao efeito do placebo, Moore (1997) verificou que os suicídios e suas tentativas eram mais frequentes em pessoas medicadas do que naquelas que tomavam placebo. Nos 3496 pacientes tratados com Serzone houve 9 suicídios e Difíceis-B12 tentativas ao passo que nos 875 placebos apenas houve uma tentativa de suicídio, o que se pode traduzir numa proporção de 5 para 1.
No que se refere a Effexor, a proporção reduziu-se de 5 para 3,5. Isto mostra que os pacientes, apesar de estarem deprimidos, quando não estão medicados, não tentam o suicídio com a mesma alta frequência que apresentam ao tomar a medicação. Num outro estudo cruzado em que todos os pacientes foram sujeitos às mesmas condições de tomar a medicação ou ingerir placebo, verificou-se que as tentativas de suicídio eram mais frequentes quando estavam a ser medicados.

O relato de um dos pacientes diz o seguinte:Psi-Bem-C
“Quando estava a tomar Effexor, tive efeitos secundários esquisitos. Enquanto estava a adormecer ou quando tinha o corpo relaxado, o que acontecia quando me deitava e via televisão, sentia contracções nas pernas e cabeça/nuca que se assemelhavam a movimentos involuntários. Agora que diminuí a dose de 225 para 150 miligramas diários, isto não acontece tão frequentemente, embora suceda de vez em quando. Serei só eu a ter este efeito secundário tão esquisito?”

Em 1998, a escritora Deborah Abramson esclareceu no Boston Phoenix que utilizou muitos medicamentos, combinações e dosagens, até passar para um dos anti-depressivos mais estimulante comercializado como Effexor. À hora de seImagina-B deitar tinha de tomar um sedativo para contrabalançar o efeito estimulante do Effexor e conseguir conciliar sono (Glenmullen, 2001).
Estas combinações a que os farmacêuticos chamam «cocktails», são prescritas a muitos pacientes. Os utilizadores da droga nas ruas (os chamados «drogados») referem-se a este fenómeno como tomar uma alta para a matar com uma baixa. Por causa da sua dependência, Abramson diz que “passou ultimamente a ter muitos sonhos em relação à sua viciação em álcool, craque, heroína”. Num dos seus sonhos “olhou para os seus braços e viu sulcos por todo o lado numa pele dura e impenetrável e, por isso, pensou que estava viciada”.«Educar»-B
Se lhe faltar uma dose, mesmo passadas poucas horas, ela sente uma ligeira forma de abstinência que lhe provoca vertigem e sensação de formigueiro à volta da boca. Não entra em pânico, como aconteceria a um viciado, porque sabe que a sua dose pode ser facilmente reposta. Contudo, esta dependência, tanto psicológica como física, deixa-a desconfortável.

Existem inúmeros estudos sobre as drogas ilícitas, mas sobre Prozac, Zoloft, Paxil, Luvox, Wellbitrin ou Zyban, Effexor, Serzone, que são as drogas legalmente prescritas, esses estudos são escassos ou pouco difundidos, especialmente no acompanhamento feito aos pacientes que os deveriam conhecer para saber quais os efeitos das Depress-nao-Bdrogas, a fim de se conseguirem precaver dos nefastos.
Segundo Glenmullen (2001), os anúncios das drogas a serem prescritas pelos médicos distorcem a informação de tal maneira que até um observador mais cuidado pode não se aperceber disso. Nos anúncios dos novos antidepressivos, nos meios de comunicação social e revistas especializadas, os laboratórios utilizam slogans simpáticos tais como os dos cigarros e cervejas. Os anúncios de Effexor utilizam o de melhorar a vida do utilizador.
• Um deles mostra uma mãe muito sorridente e uma filha a subir as escadas a correr. Por baixo desta fotografia está escrito a lápis: “Já tenho a minha mãe de volta”.
• Um outro, mostra um indivíduo de aspecto grosseiro, com o seu filho, e uma frase a dizer: “Tenho o meu pai de volta”.neuropsicologia-B
• Ainda um outro mostra um casal a dar um abraço muito afectuoso e duas alianças entrelaçadas, tendo uma frase, por baixo, a dizer “Tenho o meu casamento de volta”.
Com anúncios deste género ficam umas perguntas no ar:
— “Se o medicamento é tão bom e só deve ser utilizado por quem dele necessita e com recomendação médica, qual a razão de tanta e tão «agressiva» propaganda?
— “Não saberão os médicos ler a literatura científica que acompanha ou «deve acompanhar» todos os medicamentos com a sua composição, dosagem, efeitos secundários e outros malefícios?”
— “A promoção dos laboratórios destinar-se-á a facilitar a tarefa dos médicos que «devem» receitar estes medicamentos Respostas-B30levando os pacientes a aceitar melhor a sua prescrição?”

Que responda quem quiser e souber e que se deixe iludir quem não tiver amor-próprio.

Perante estes factos, opiniões abalizadas e a minha experiência, julgo que tenho o direito de me recusar a fazer a psicoterapia ao mesmo tempo que a pessoa estiver medicada, quando, de facto, não necessita dessa muleta, como aconteceu com a Cidália, segundo as suas próprias palavras constantes nas páginas 29 e 30 do seu livro (C):

“– Vou tentar marcar a psicoterapia logo depois de ter a minha agenda organizada e estou disposta a investir mais porque Organizar-Bdurante os dias que se seguiram à primeira «dose» de psicoterapia, deixei de me sentir tão ansiosa como nos últimos tempos.
“– Como? – perguntei.
“– Enquanto fiz o relaxamento senti-me um pouco melhor e não tive necessidade de sair para me divertir à noite. Fiquei em casa, com gosto, cansada e com vontade de dormir e de me relaxar. Consegui ter um sono mais reparador do que nos últimos três meses e fui logo ao psiquiatra para lhe dizer que me sentia melhor e que, por isso, estava com vontade de diminuir a dose de medicamentos pelo menos enquanto estivesse a fazer psicoterapia.
“– Ainda bem – disse eu e quis saber qual fora a reacção do psiquiatra.stress2
“– Ele respondeu que era muito arriscado reduzir a dose e que não teria grande vantagem em me submeter à psicoterapia.
“– Não me diga!
“Face à minha admiração tão espontânea, a Cidália concluiu:
“– Perante esta reacção do psiquiatra respondi-lhe que a minha decisão de reduzir a dose era inabalável porque me sentia melhor.
“Quanto a submeter-me à psicoterapia, ia pensar no assunto e se ele não concordasse com este esquema de tratamento, mudaria de médico. Não estava disposta a ficar alienada em relação às drogas psiquiátricas. Só perante esta resposta, o psicoterapia2
psiquiatra cedeu e concordou com a redução da dose para metade.
“Ao ouvir isto, disse à Cidália que não compreendia a razão por que o psiquiatra tinha concordado em diminuir a dose, já que anteriormente achava que a mesma não devia ser alterada.
“– Será porque estava na iminência de perder uma cliente ou porque achou que eu poderia ter razão? – perguntou ela.
“Dissimuladamente fingi estar atento aos apontamentos que estava a tomar, para não dar uma resposta concordante com a pergunta que ela acabara de formular.

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de cada livro editado em post individual

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4 thoughts on “RISCO DE SUICÍDIO 3

  1. Anónimo on said:

    Estes “RISCO DE SUICÍDIO” alertaram-me para os comprimidos que estou a tomar de vez em quando para a ansiedade e depressão.
    Sinto-me mal por causa dos cortes de salário e aumento do custo de vida.
    Começo a compreender que os comprimidos não resolvem o meu problema.
    Ajudam-me a não pensar nele de vez em quando.
    Entretanto, não consigo pensar na maneira de me safar desta situação.
    Ainda bem que me alertou para isto.

  2. Estou numa depressão profunda depois de perder o meu emprego e não conseguir qualquer apoio.
    O meu marido afastou-se por causa do emprego, levou a filha com ele e eu fiquei sozinha em casa dos meus pais, completamente destroçada.
    Já fiz psicoterapia em tempos mas agora só estou a ser medicada e apetece-me pôr fim a tudo isto.
    Por isso, li os três artigos relacionados com o “Risco de Suicídio”, de 10Mai, 16Mai e 17Mai.
    O que poderei fazer para não ter um fim triste, já que não posso ir a algum psicólogo?
    Se me puder dar uma ajuda… obrigada.

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