PSICOLOGIA PARA TODOS

BLOG QUE AJUDA A COMPREENDER A MENTE E OS COMPORTAMENTOS HUMANOS. CONSULTA-O E ESCREVE-NOS, FAZ AS PERGUNTAS E OS COMENTÁRIOS QUE QUISERES E COLABORA PARA MELHORAR ESTE BLOG. «ILUMINA» O TEU PRÓPRIO CAMINHO OU O MODO COMO FAZES AS COISAS…

Archive for the month “Julho, 2011”

RESPOSTA 10

Um amigo que leu o livro “Acredita em Ti. Sê Perseverante!” fez, a meu pedido, uma apreciação do seguinte teor:Acredita-B

“Posso te dizer alguma coisa como “paciente”: estou a ler “Acredita em ti, sê perseverante” e em poucas páginas, interessei-me pelo assunto, não só porque toca muito de perto os problemas de qualquer um, mas também porque escreves com clareza, leveza e graça. Fico pensando que o livro poderia ter sido muito útil para mim, nos anos …, quando passei por uma depressão brava e sobre a qual muito gostaria de trocar impressões contigo, embora seja coisa do passado; é que deixou grandes seqüelas em mim e me fez estar alerta e vigilante pelo resto da vida. Até mesmo aqui, …, nos primeiros tempos psicoterapia2em que a vida foi muito difícil, os livros de auto-ajuda eram-me familiares, mas confesso que só a terapia, pelo menos no meu caso, é que me ajudou de verdade. Digo isto até para te revelar que me identifiquei, nos meus fatos do passado, com muito do que afirmas nesse livro e cada vez me convenço mais que vencer a depressão, quando ela não for puramente orgânica, depende muito da vontade de cada um; concordo plenamente que o deprimido gosta de chamar atenção e é um carente crónico.

“O que quero dizer é que talvez pudesses separar o livro em duas partes, numa, a primeira, expor os fatos em linguagem discursiva e, na outra, dar as técnicas ou os exercícios a serem feitos, porque,stress2mesclando-os, às vezes a leitura fica um pouco menos agradável, isto é, dá vontade de pular os exercícios para voltar aos fatos.
Convenço-me inteiramente de que, para os leigos, os livros são ótimos (análise feita a partir do que estou lendo), na medida em que são claríssimos, de fácil e agradável leitura. Talvez pudesses reduzir ou condensar as técnicas recomendadas, porque não sei se algumas delas não estarão, de algum modo, repetidas.”
 
Antes de tudo, fiquei satisfeito porque este meu amigo fez uma apreciação crítica de que a leitura dos livros é fácil e a linguagem é clara. O comentário ou a crítica acima transcrita, parece ser mais em relação ao assunto e à exposição.«Educar»-B
Por isso, fui ler de novo o livro (B) e para que mais pessoas não fiquem iludidas em relação à feitura dos livros, do seu objectivo e modos de actuação possíveis, vou escrever o que me vêm à mente.
Na primeira parte do livro, recorrendo aos conhecimentos da modificação do comportamento, tentamos descrever ao correr da pena, o modo como se «instalam» as «doenças». De seguida, entre as páginas 37 e 48, dizemos o que se pode fazer para iniciar uma recuperação do estado de deficiência em que a pessoa se encontra. Depois, realçámos a necessidade da «educação» como profilaxia para evitar surtos deste tipo. Finalmente, relatámos por indicação do Antunes, aquilo que ele fez para debelar o seu mal. Para rematar as nossas ideias, indicámos o benefício que se pode tirar duma profilaxia atempada, indicando como se podem provocar efeitos colaterais numa psicoterapia que se pretende que seja a favor do paciente,  durando a maior parte do tempo Depress-nao-Bpossível.

Por isso concluo que:
▪ Qualquer dos nossos livros não é, só por si, um livro de auto-ajuda. Há necessidade de ler muita coisa, saber bastante sobre a modificação do comportamento, treinar o relaxamento e ter a calma necessária para pensar com racionalidade e sem emoção. Olhando bem para esse livro, o Antunes menciona aquilo que leu naquela época em que não havia muitos livros nossos, já publicados e agora em reformulação.
▪ O Antunes não foi diagnosticado por mim como depressivo nem se me  apresentou como «doente» ou «paciente». As dificuldades estavam relacionadas com a filha. Além das leituras que fez (ver Para que serve a Psicologia?), nós pqsp2demos-lhe alguns conselhos como amigos. A filha é que tinha dificuldades escolares que, afinal, eram ocasionadas pela falta de atenção do pai para com ela, um mal de que também a mãe se queixava.
▪ O conselho «normal», nestas condições, seria recomendar-lhe que arranjasse alguém que desse apoio psicopedagógico à filha. Porém, o psicólogo amigo induziu-o a ser ele a dar apoio escolar à filha para que, como efeito colateral da melhoria dela, houvesse uma alteração substancial na mulher, acrescido dum insight capaz de provocar no Antunes uma outra visão da vida. O psicólogo amigo, sem qualquer teste ou diagnóstico, tinha-o considerado neurótico, o que ocasionava «má influência» na família.
▪ O Antunes já tinha sido diagnosticado pelo médico como depressivo, que lhe receitou comprimidos que de nada valeram e que iam agravando a situação. Quem saberia que o problema fundamental dele era o traumatismo sofrido na Saude-Bocasião da morte súbita do pai, que o tinha conduzido quase às portas da miséria? Quer em psicanálise, quer em psicoterapia, chegar-se-ia ao ponto que o Antunes atingiu apenas com o seu esforço de leitura, compreensão e treino de relaxamento e imaginação orientada? Não acredito. Levou bastante tempo, mas chegou lá com maior garantia do que com uma vulgar psicoterapia que pode provocar melhoras imediatas, sem serem duradouras.
▪ Os efeitos ou «danos colaterais», bastante previsíveis, que muitas vezes acontecem nestes casos de modificação do comportamento, foram a melhoria da mulher, um desenvolvimento mais harmonioso da filha e a promoção do próprio Antunes que começou a ser uma peça fundamental na empresa, o que anteriormente não acontecia. Acredita-BCom este resultado, chegou ao ponto de não «largar a perna» da sua «sobrinha» Cidália (C) enquanto não a viu cumprir todos os rituais até se ver livre das suas dificuldades.

Tudo isto, serve para advertir os leitores dos nossos livros que nenhum deles, por si só, é um exemplar de auto-ajuda. Apenas os exercícios necessários estão resumidos nas páginas 37 a 48 do livro do Antunes.
As noções sobre a modificação do comportamento estão inseridas no livro PSICOLOGIA PARA TODOS (F) e as diversas forças que interagem na conduta das pessoas, individualmente e em grupo, estão explanadas no livro INTERACÇÃO SOCIAL (K).
O livro IMAGINAÇÃO ORIENTADA (J) engloba agora as conversas iniciais do psicólogo amigo com o Antunes antes do Psicologia-Bseu, «auto-tratamento», bem como as posteriores, porque ele desejou saber os fundamentos em que se baseia a psicoterapia a que ele se sujeitara voluntariamente.
Todos os outros livros tais como Eu Também CONSEGUI (C), Eu Não Sou MALUCO! (E), Psicopata! Eu? (G), COMBATA A DEPRESSÃO POR SI PRÓPRIO (H), PSICOTERAPIAS BEM SUCEDIDAS – 3 CASOS (L), PSICOTERAPIAS DIFÍCEIS (M) destinam-se a elucidar as pessoas sobre o modo como as dificuldades de várias pessoas foram ultrapassadas, todas elas diferentes e quase sempre com um mínimo de ajuda do psicólogo, quando o empenhamento do próprio foi grande.

JOANA a traquina ou simplesmente criança?
(D),
além de mostrar um efeito secundário de que a educação duma Joana-Bcriança pode alterar a interacção e o bem-estar conjugal, indica, de forma prática a facilidade com que se pode utilizar controlada e voluntariamente a modificação do comportamento em proveito de cada um. E não tem de ser um «psicólogo» com mais de 7 anos de idade!

Tudo isto tem como interesse fundamental alertar as pessoas que confiam demasiado nos livros de auto-ajuda como se fossem uma «salvação total». Eles servem, desde que a pessoa esteja envolvida e a compreender as
linhas com que se cose, com muitas outras leituras sobre os fundamentos da ajuda.

Se esses livros de auto-ajuda, com as cassetes e os discos ou CD que lhe são inerentes, reduzissem drasticamente muitas das Interacção-B30mazelas que se vão propagando cada vez mais, seria óptimo. As psicoterapias fazem o mesmo efeito quando não existe colaboração e envolvimento do próprio. Basta «entender» muitas clínicas de «desintoxicação»…. O mais importante, é cada um compreender que sem a sua colaboração pouco ou nada se pode fazer. E, quanto mais cedo, melhor! Não se criam dependências que se podem evitar.

Os nossos livros servem essencialmente para quem não deseja ficar na dependência permanente de qualquer psicoterapeuta, seja ele quem for. O saber não ocupa lugar e o conhecimento do modo como as coisas funcionam, melhora a autonomia, a independência e a qualidade de vida de cada um.Biblio
Isto está claramente explicado em quase todos os livros.
Provavelmente, ficará ainda mais no livro PSICOTERAPIAS DIFÍCEIS que vai ser preparado em breve. A sua estrutura e o desenrolar da situação será, seguramente e como sempre, ao correr da pena porque me é difícil não escrever aquilo que sinto. Infelizmente não consigo concatenar as ideias melhor do que tenho feito, embora muitos me tenham apresentado livros de psiquiatras e psicólogos, conhecidos nos meios de comunicação social, cujos livros não me dizem coisa alguma, especialmente pela  sua substância. Mas, a escrita é boa… para muita gente.mario-70
É a mesma diferença que vai entre o meu modelo psicoterapêutico e  os outros.

Já leu os comentários?

Clique em BEM-VINDOS

Ver post LIVROS DISPONÍVEIS 

É aconselhável consultar o ÍNDICE REMISSIVOarvore-2

de cada livro editado em post individual

Blogs anteriores:

PSY FOR ALL (desactivado) [http://www.psyforall.blog.com]

PSICOLOGIA PARA TODOS [http://psicologiaparaque.blogspot.pt/]

Para tirar o máximo proveito deste blog, consulte primeiro o post inicial “HISTÓRIA DO NOSSO BLOG – sempre actualizada”, de Novembro de 2009 e escolha o assunto que mais lhe interessa. Depois, leia o post escolhido com todos os comentários que são feitos. Pode ser que descubra também algum assunto acerca do qual nunca tivesse pensado. 

Para saber mais sobre este blog, clique aqui

RESPOSTA 9

Quando alguém me perguntou hoje se não dizia alguma coisa no blog acerca do massacre que houve na Noruega, respondi que Psicopata-Besperasse até ao cair da tarde porque estava de férias e queria descansar um pouco.
Agora, posso transcrever alguns trechos das páginas 50 em diante, do livro PSICOPATA! Eu? (história do Joel) que está a ser preparado para impressão quando possível (G).

“O problema dos diagnósticos é bastante sério porque enforma a pessoa numa determinada categoria nosológica que até lhe pode ser adversa especialmente quando não coincidir com a realidade.
O «caso» do Joel despertou-nos para este realidade que parece não ser tida em conta em algumas circunstâncias – ver pelo menos os posts sobre DIAGNÓSTICOS (1, 2, 3, 4, 5, 6 e Diagnóstico Final) «arregaçar as mangas» e Síndrome de perseguição filial no blog PSICOLOGIA PARA TODOS – porque muitas Psicologia-Bvezes se fazem diagnósticos e tiram-se conclusões sem se conhecer, de facto, todas as forças envolvidas.
No caso de «massacre» na ilha de Ultoya que chocou a Noruega e o mundo inteiro em fins de Julho de 2011 dizem ter sido perpetrado por um psicopata. O alegado assassino parece ter planeado, tanto a explosão do edifício como a mortandade das pessoas atempadamente, com bastante rigor e frieza. Contudo, seria de facto, um homem sozinho a planear e executar tudo isso ou haveria algum grupo a apoiá-lo ou a enquadrá-lo? Se ele, actuando sozinho, achou as suas acções meritórias, temos uma determinada visão do caso mas, se houve cúmplices, as motivações e os objectivos podem ter sido diferentes.
Logo de início, apareceram especialistas a classificá-lo como psicopata. Com que elementos? Os vizinhos declararam que ele Interacção-B30era uma pessoa simpática, aparentemente calma, sociável e sem demonstrar vestígios de agressividade ou de comportamentos pouco vulgares. Quase toda a gente entrevistada se mostrou chocada porque não esperava tamanha frieza e crueldade duma pessoa tão ordeira e simpática. Alguém, ou quem fez o diagnóstico, tentou colher, mais elementos sobre o seu passado?
Que infância teve? Onde se encontram os seus familiares? Que tipo de pessoas são? Que tipo de sociedade é frequentada por ele? Quais os seus amigos e companheiros? Qual a sua profissão? Quais os elementos relacionados com a mesma? Tudo isto se torna necessário para que, bem combinado, ajude a fazer um diagnóstico Saude-Bminimamente preciso e relativamente pouco falível.
Passado pouquíssimo tempo, alguém que quis pesquisar algo sobre este indivíduo, conseguiu saber que ele vivia na Noruega onde a sua mãe também poderia estar depois de se separar do pai, para se casar com outro homem que se encontrava, nesse momento, no Extremo Oriente. O pai, que tinha estado a trabalhar em Inglaterra há mais de 10 anos, vivia actualmente em França. Estas notícias ou informações serão fidedignas?
Nestas condições, quem foi que educou o rapaz? Em que tipo de ambiente familiar esteve a viver? Qual a razão de ninguém se ter preocupado em entrevistar a mãe? Procuraram entrevistar o pai, em França e ouviram-lhe dizer Imagina-Bque estava muito chocado e a imaginar ou preferir que o filho se suicidasse logo depois do evento. O pai concordaria com o evento desde que o filho se suicidasse?
Também o assassino tinha estado há bem pouco tempo nos EUA, possivelmente numa clínica de desabituação da homossexualidade. Anders Breivik, já era homossexual e queria deixar de o ser? Ou tentaria evitar a homossexualidade? Ninguém aflorou este problema. Na ideia de superioridade da raça, que lhe atribuíram, estes comportamentos não se admitem. Também, ter turcos ou não-europeus na sua quinta e tratá-los bem, não é um comportamento coincidente com essas ideias.
…………..Acredita-B

Além de tudo o mais, Szasz (1971) afirma que a doença mental é um mito
(A/143). Porém, será um mito o tiroteio que ocorreu na Noruega em Julho de 2001? De que modo pode uma sociedade defender-se de indivíduos que procedem assim? Deixar-se dizimar por algum fanático ou deixar-se dominar como aconteceu com a Alemanha de Hitler e que continua a acontecer nos nossos dias com o terrorismo e as ditaduras que abundam neste planeta? Contudo, detectar os potenciais perpetradores de actos semelhantes é extremamante difícil? Alguns até são bastante simpáticos e apelativos como acontece com certas seitas que alienam as Maluco2pessoas que neles confiam com toda a sua ingenuidade.
…………..
No caso do Joel, parece que à primeira vista, o diagnóstico de psicopata estaria certo. Mas, aprofundando a questão, o seu total arrependimento depois da acção realizada, a sua confissão de se sentir inferior aos outros, a sua aprendizagem durante a guerra de que devia atacar antes que fosse atacado, o seu medo de perder a única namorada que alguma vez tivera, a sua infância atribulada e «mal-educada» no colégio interno, as suas dificuldades na amizade e conviência social, faziam pender o diagnóstico para uma reacção neurótica agressiva mais do que para um reacção psicótica ou psicopática.
Além disso, o exame EPQ (Eysenck Personality Questionaire) apresentou como resultado 7 pontos tanto na escala de Consegui-Bextroversão como da psicose, aumentando para 10 na escala de mentira e para 22 na escala de neurose. Só estes dados podiam significar que indicavam mais neurose do que psicose e que a mentira podia estar a dar o seu contributo a uma personalidade que queria apresentar uma boa imagem. É por isso que pareceu pertencer à categoria dos drogados ou alcoólicos que querem dissimular o seu «vício» não o evidenciando aos olhos dos outros. Esse diagnóstico deveria servir para uma acção de tratamento imediato e para uma acção profiláctica para que surtos de violência semelhante não se repetissem.
………………….
Tentando agora estabelecer uma comparação e uma diferença na classificação de «psicopata» entre o Joel (de Portugal) e Anders Breivik (da Noruega), independentemente de saber a causa ou a origem da sua «doença», podemos deduzir o Joana-Bseguinte:
– Joel investiu repentinamente contra uma pessoa (a noiva) em reacção a uma frustração e compreendeu essa situação como má, mostrando-se arrependido e com vontade de se redimir.
– Anders Breivik investiu contra propriedades e contra muitas pessoas, friamente e de forma planeada, tendo mais acções por realizar contra a sociedade humana, em nome de um ideal em que ele deveria ficar quase no topo da hierarquia, se as acções planeadas dessem bom resultado.
Suponho que, em nenhum dos casos podemos classificar qualquer dos intervenientes como psicopatas.
Joel parece mais um neurótico depressivo reactivo.
Anders Breivik parece mais um sociopata (inferiorizado).arvore

Já leu os comentários?

Clique em BEM-VINDOS

Ver post LIVROS DISPONÍVEIS

É aconselhável consultar o ÍNDICE REMISSIVO
de cada livro editado em post individual

Blogs anteriores:

PSY FOR ALL (desactivado) [http://www.psyforall.blog.com]

PSICOLOGIA PARA TODOS [http://psicologiaparaque.blogspot.pt/]

Para tirar o máximo proveito deste blog, consulte primeiro o post inicial “HISTÓRIA DO NOSSO BLOG – sempre actualizada”, de Novembro de 2009 e escolha o assunto que mais lhe interessa. Depois, leia o post escolhido com todos os comentários que são feitos. Pode ser que descubra também algum assunto acerca do qual nunca tivesse pensado. 

Para saber mais sobre este blog, clique aqui

RESPOSTA 8

Fui eu que fiz o comentário no post  “PSICOTERAPIA (auto-ajuda) 2”, já li o RESPOSTA 7 e muitos outros mario-70posts. Continuo a não conseguir compreender a razão de não gostar dos comprimidos como ajuda para a psicoterapia e também da psicanálise.
Anónimo

Para lhe poder dar uma resposta mais ampla, visitei de novo o post  Guilherme Massara, de 15 de Fevereiro de 2011, no blog Era uma vez… e não consegui entender o modo como eles realizam uma psicoterapia com eficácia, porque não descobri os fundamentos do desencadear e da manutenção e extinção dos comportamentos humanos. Muito menos consegui descobrir os resultados que obtêm (J). Portanto, estou fora desteBiblio «esquema».

Por isso, ainda bem que leu vários posts meus porque deve ter compreendido que a minha não adesão a este tipo de terapia não é uma relutância emocional mas sim amplamente racional e baseada na minha experiência clínica de 35 anos. Espero que no meu blog, dê especial atenção aos vários posts sobre DIAGNÓSTICOS (1, 2, 3, 4, 5, 6 e Diagnóstico Final), «arregaçar as mangas» e outros semelhantes.

Também lhe posso dar um exemplo verídico. Há muitos anos, em 1971/73, eu estive em depressão reactiva que se foi avolumando cada vez mais. A única coisa que o psiquiatra (psicanalista) me dizia era que a culpa consistia nos Imagina-Bconflitos com o meu pai e que eu devia ultrapassar a situação enquanto estava a ser medicado. Eu tomava os medicamentos, mas sentia-me cada vez pior.
A justificação dele não me convencia nem me ajudava. Porém, à luz dos meus conhecimentos actuais, tudo é lógico. O meu pai não me tinha facilitado a vida para eu tirar o curso de Direito aos 19 anos. Perante esta frustração eu tinha resolvido entrar voluntariamente para a Força Aérea onde «fiquei manietado» durante os últimos 10 anos sem poder continuar o curso de Direito nem sair para qualquer companhia de aviação civil. Essa frustração, também ficou minimizada quando consegui sair da Força Aérea só em 22 de Abril de 1974, com a depressão reactiva a que estava sujeito.
Com a saída da Força Aérea e com o entusiasmo dos trabalhos que estava a fazer, especialmente nos seminários de psicoterapia, Psicologia-Ba depressão tinha-se «diluído», até «desaparecer» com uma espécie de autoterapia.
Experimentei esta técnica em mim próprio antes de a utilizar na minha prática clínica, sem medicamentos, que já tinham sido postos de lado quando comecei a sentir-me pior. Depois de adquiridos, esses medicamentos não eram ingeridos enquanto tive de «aturar» o tal psiquiatra «oficial», até ele fazer diagnóstico final para eu ser proposto a uma junta médica.
Comecei depois a compreender que a «culpa» é a «causa» que, como um sinal condicional fortuitamente instalado, pode desencadear uma série de ideias, sentimentos, superstições, preconceitos, comportamentos fóbicos, depressivos e compulsivos actuais etc., que nos incomodam bastante e não conseguimos evitar. Isto é, desencadeia na Interacção-B30nossa «caixa dos pirolitos» uma série de incentivos para que a estrutura da amígdala (A/135-150) desate a trabalhar «a todo o vapor» pondo em alerta todo o corpo para resistir ao ataque que não desejamos. É uma explicação simples, lógica e científica.
Naquele tempo, eu estava mais do que contrariado na Força Aérea, com mais do que duas comissões militares no ultramar e sem me permitirem continuar o curso de direito, nem sair da Força Aérea. Qual seria a minha reacção lógica perante esta frustração muito grande? Fui-me abaixo com ideias de suicídio ou de deserção porque me sentia «totalmente encurralado». Contudo, tinha de resolver este conflito de dupla aproximação-afastamento porque era casado, com filhos e com quase 40 anos de idade.Acredita-B
O diagnóstico daquilo que eu sofria era, de facto, «depressão reactiva». Mas, quem me ajudou de facto? Se não fosse eu a tentar resolver as coisas por mim próprio com os ensinamentos adquiridos no ISPA e nos seminários de Victor Meyer e a ajuda dada posteriormente pelos meus «pacientes» nas  investigações para a «Terapia do Equilíbrio aAectivo», provavelmente, ainda estaria a tomar, de vez em quando, medicamentos para a depressão, a frequentar durante as «horas de 50 minutos» (se tivesse dinheiro para isso), os divãs dos psicanalistas e sair de lá com o alívio de verificar que a «culpa» de tudo isto não era minha: eu era apenas mais uma vítima do sistema.Consegui-B
Provavelmente, nunca teria enveredado pela IMAGINAÇÃO ORIENTADA (J) que já ajudou e continuará a ajudar muitas outras «vítimas» como eu.

A grande chave é descobrir esse «sinal condicional» que desencadeia tudo o resto. Ninguém melhor do que o próprio pode fazer isso, especialmente, reconhecer esse sinal. Mas, «normalmente» necessita de alguma ajuda especializada para orientar e alumiar o caminho, realçando as «descobertas» que se vão fazendo aos poucos. E se o próprio, antes ou à medida que vai fazendo o percurso fosse estudando o mapa do terreno não ajudaria ainda mais?Maluco2
É por isso que recomendo as imensas leituras já mencionadas e os modos de actuação daqueles que passaram por vicissitudes semelhantes. Porém, nem todos são como o Antunes (B) nem sofrem apenas dos problemas mínimos que o assoberbavam!

Já leu os comentários?

Clique em BEM-VINDOS

Ver post LIVROS DISPONÍVEISarvore

É aconselhável consultar o ÍNDICE REMISSIVO
de cada livro editado em post individual

Blogs anteriores:

PSY FOR ALL (desactivado) [http://www.psyforall.blog.com]

PSICOLOGIA PARA TODOS [http://psicologiaparaque.blogspot.pt/]

Para tirar o máximo proveito deste blog, consulte primeiro o post inicial “HISTÓRIA DO NOSSO BLOG – sempre actualizada”, de Novembro de 2009 e escolha o assunto que mais lhe interessa. Depois, leia o post escolhido com todos os comentários que são feitos. Pode ser que descubra também algum assunto acerca do qual nunca tivesse pensado. 

Para saber mais sobre este blog, clique aqui

RESPOSTA 7

Há dias, um amigo meu, ao ler o “Acredita em Ti. Sê Perseverante”, disse-me que tinha gostado do livro em geral, mas Acredita-Bque não poderia servir de auto-ajuda porque não havia uma sequência agradável para se poder seguir um método para cada um se ajudar a si próprio.
Isto levou-me a pensar no assunto e a rever o livro. Achei que ele tinha razão. Contudo, lembrei-me que o livro não tinha sido escrito para efectuar uma autoterapia, apenas com a leitura do mesmo e com a prática do relaxamento.
A autoterapia, se uma pessoa quiser fazer tal como o Antunes, exige a leitura de muitos mais livros e a compreensão dos mecanismos fundamentais da alteração dos nossos comportamentos. Depois, é imprescindível  a prática do relaxamento para poder vislumbrar, com serenidade, objectividade e isenção, os factos passados que, algumas vezes em conjugação com os acontecimentos actuais, desencadeiam novos comportamentos, alguns deles Imagina-Bindesejáveis. A partir dessa análise, talvez cada um possa fazer o que o Antunes conseguiu: reconhecer com humildade e lucidez os erros cometidos ou descobrir as «causas» dos comportamentos actuais.
Por isso, na conversa com o Antunes, muito depois de se sentir óptimo e quando ele quis saber dos fundamentos em que se baseava a autoterapia que efectuara, resolvi transcrever parte da informação que dei em relação à sua constatação “– Mas isso acontece com todos.” e que consta do novo livro “Imaginação Orientada” (J).

“– Como acontece com todos e afecta os que estão mais vulneráveis num determinado momento, os psicólogos tornam-se Psicologia-Bnecessários para os ajudar a contrariar essa situação. Mas, a minha ambição, já naquela época, era treinar a pessoa a conseguir fazer isso sozinha. Por isso, utilizo o relaxamento mental, como tu já sabes e, se não for possível atingir o nível desejado, aconselho no início o relaxamento físico ou muscular (B/27-48) que muito utilizei nos primeiros tempos da terapia do equilíbrio afectivo.
“A técnica era conversar com o paciente e ajudá-lo a recordar a maior parte ou pelo menos alguns dos factos agradáveis que tivesse vivido (G) (H).
“Depois, deitado na cama, o paciente tentava primeiro o relaxamento e a recordação desses factos agradáveis. Ao praticar este exercício em casa, podia utilizar qualquer música do seu gosto, desde que fosse sempre a mesmaInteracção-B30 para funcionar como sinal condicional.
“Posteriormente, no decurso da terapia, o paciente era instado a recordar um dos factos desagradáveis, constantes duma lista já elaborada e, quando o conseguia, mantinha-o na memória durante 60 segundos, para fazer em seguida uma forte contracção/descontracção muscular (C/61-68) (G) (H). A seguir, dizia aquilo em que estava a pensar. Nos primeiros tempos, as recordações desagradáveis surgiam com facilidade e mantinham-se mesmo depois de fazer uma forte contracção/descontracção. Porém, com a prática, depois da contracção/descontracção forte, as ideias desagradáveis eram substituídas por pensamentos neutros. Aos poucos, essas ideias neutras passavam a ser substituídas por pensamentos agradáveis. No fim, para alguns, até era difícil Consegui-Bevocar os pensamentos desagradáveis mesmo no início da psicoterapia (C/61-68). Parecia que tinham perdido a carga emocional negativa inicialmente presente. Qualquer sinal ou música utilizada na prática inicial para provocar os pensamentos agradáveis antes do momento do relaxamento, pode passar a funcionar como sinal condicional. Era necessário aprofundar a matéria.”

Também, para responder ao comentário que foi feito no post
“PSICOTERAPIA (auto-ajuda) 2
posso dizer que a música de que falo, ao gosto de cada um, é para funcionar como sinal condicional gerado pelo próprio, sem ficar na dependência de qualquer psicoterapeuta, livro ou método de auto-ajuda. Ao utilizar uma cassete preparada por alguém, fica-se na dependência dessa cassete ou CD e de Maluco2quem a preparou…
Eu proponho independência ou, pelo menos, autonomia…
Em relação à música, tem geralmente uma da sua preferência (sempre a mesma para funcionar como sinal condicional). Em relação aos livros, a pessoa pode ir buscá-los a qualquer biblioteca se não os quiser adquirir para utilização pessoal e sempre imediata.
Na técnica que estou a propor, cada um se torna auto-suficiente, utilizando as ferramentas que tem. Contudo, advirto desde já que é muito difícil realizá-la sem a ajuda de um psicoterapeuta, de quem não tem de ficar na dependência a vida inteira (ver Cidália) (C).  Psicopata-B

Para responder a outros dois comentários contraditórios feitos pessoalmente, em relação à repetição de certos factos, posso dizer que a minha preocupação de citar trechos ou outros livros reside na necessidade de ser importante conhecer essa matéria, não avolumando o livro com informações redundantes. Ao contrário, não citar e esclarecer tudo no momento, pode aborrecer quem deseja ler outros livros e não necessita de ficar totalmente esclarecido só com aquele.
Entrando em relaxamento profundo (sono lúcido, como diria o Abade Faria) (J), achei melhor continuar os meus livros com citações porque a auto-ajuda que proponho não se pode efectuar, de qualquer modo, sem a leitura de muitos mario-70
livros e a prática do relaxamento.

Passados muitos anos, tudo isto me levou a recordar um amigo meu, que me dizia não saber como eu tinha conseguido, aos 21 anos de idade, desempenhar o lugar que ocupara durante três anos, com uma categoria atingida por outros apenas aos 30 ou 35 anos. Nessa ocasião, parecia que esse meu amigo estava com dúvidas acerca das suas capacidades de desempenho. Seria devido a algum traumatismo, factos do passado ou modelagens ocorridas ao longo da vida? Não sei como estará agora, mas uma psicoterapia deveria livrá-lo desses males, se conseguisse fazer algo do que foi efectuado pelo Antunes, depois de muita leitura, prática de relaxamento, Biblioimaginação orientada e capacidade para descobrir as causas com objectividade, isenção e realismo. O Antunes não conseguiu ter qualquer recordação válida antes de 400 horas de relaxamento profundo, com todas as leituras que tinha feito.

Já leu os comentários?

Clique em BEM-VINDOS

Ver post LIVROS DISPONÍVEISarvore

É aconselhável consultar o ÍNDICE REMISSIVO

de cada livro editado em post individual

Blogs anteriores:

PSY FOR ALL (desactivado) [http://www.psyforall.blog.com]

PSICOLOGIA PARA TODOS [http://psicologiaparaque.blogspot.pt/]

Para tirar o máximo proveito deste blog, consulte primeiro o post inicial “HISTÓRIA DO NOSSO BLOG – sempre actualizada”, de Novembro de 2009 e escolha o assunto que mais lhe interessa. Depois, leia o post escolhido com todos os comentários que são feitos. Pode ser que descubra também algum assunto acerca do qual nunca tivesse pensado. 

Para saber mais sobre este blog, clique aqui

RESPOSTA 6

Tendo sido feito um comentário no post PSICOTERAPIA (auto-ajuda) 2, de 13 de Maio último, pedindo esclarecimento Psicologia-Bsobre a técnica de auto-hipnose, vou transcrever, do novo livro PSICOLOGIA PARA TODOS (F), um trecho constante das páginas 159 e seguintes.

“1. Preparar um local onde se possa deitar ou sentar  confortavelmente, sem o risco de cair para os lados.
2. Isolar-se completamente, sem haver o risco de interrupções durante cerca de 60 minutos.
3. Manter um ambiente e temperatura confortáveis, com uma iluminação fraca ou nenhuma.
4. Tentar semicerrar ou fechar os olhos sem esforço.
5. Concentrar toda a atenção numa das partes do corpo e sentí-la profundamente: está quente ou fria? Interacção-B30contraída ou descontraída? bem ou mal colocada? em contacto com alguma coisa ou no ar? É mais fácil começar pelos dedos das mãos. Tentar não desviar a atenção sem ter sentido bem essa parte do corpo.
6. Continuar esta prática com as restantes partes do corpo como por exemplo, dedos dos pés, braços, pernas, coxas, bacia, tronco, peito, ombros, nuca, pescoço, queixo, faces, maxilas, testa, cabeça, olhos. É como se o próprio quisesse passar revista por todo o seu corpo, nesta ordem ou em qualquer outra.
7. Sentir os olhos e a respiração; enquanto a respiração se vai tornando mais lenta e profunda, os olhos têmImagina-Btendência a fechar–se completamente. As diferentes partes do corpo vão ficando moles, talvez descontraídas, mas em contacto maior com o sítio onde o indivíduo está deitado ou sentado. Parece que todo o corpo vai ficando mole, como um balão que vai perdendo o ar aos poucos. Também se pode sentir leveza ou quase insensibilidade.
8. A pessoa nunca se deve preocupar em tentar atingir o sucesso no relaxamento ou na auto-hinpose, nem criar ansiedade por não ter conseguido ou não estar a obter os resultados pretendidos ou esperados. O objectivo fundamental é «abandonar-se», «deixar-se estar», permitir que as coisas aconteçam naturalmente, sem quaisquer pressões, ansiedades ou expectativas, maisMaluco2 do que tentar «forçar» os acontecimentos ou os resultados.

Provavelmente, a pessoa entra numa espécie de sono que se vai aprofundando ou começa por ter imagens cujo aparecimento não vale a pena contrariar. É bom que a pessoa deixe que as coisas aconteçam para que possa dormir calmamente ou ver coisas e com-preendê-las de uma maneira clara e sensata, sem culpabilizações ou juízos de valor, para poder fazer depois uma análise objectiva e racional das mesmas.
Como se pressupõe que o indivíduo está a ser apoiado em psicoterapia, o especialista deve dar as orientações necessárias. No entanto, é bom que o paciente anote num diário aquilo que sonha ou recorda de forma pouco vulgar. Embora esse assunto pareça disparatado, pode ter a sua significação simbólica e benéfica para a psicoterapia.Psicopata-B

Contudo, fica uma palavra de cautela para evitar que alguns charlatães abusem da hipnose para apresentar curas milagrosas ou fazer espectáculos com isso. Não são raros, em qualquer país. A hipnose, para espectáculo, não é utilizada do mesmo modo como em psicoterapia. Para praticar a psicoterapia, o especialista deve ser credenciado, o que pressupõe uma especialização anterior em Psicologia Clínica, Psiquiatria ou Psicanálise, com conhecimentos profundos de Psicodinâmica.

Um exemplo muito elucidativo de auto-hipnose é a quase auto-terapia feita pelo Antunes (B). Aprendendo a relaxar-se, Acredita-Blendo muita coisa sobre o assunto e sobre a psicoterapia que lhe seria proposta em consultório, foi capaz de iniciar e resolver o problema de toda a sua família. Iniciando um apoio reeducativo muito substancial à sua filha com insucesso escolar, continuou a sua actuação com uma auto-terapia baseada numa interacção profunda e profícua com o psicólogo que o iniciou em leituras complementares para a orientação da sua acção terapêutica, profiláctica e preventiva.
Já leu os comentários?

Clique em BEM-VINDOS

Ver post LIVROS DISPONÍVEISarvore

É aconselhável consultar o ÍNDICE REMISSIVO
de cada livro editado em post individual

Blogs anteriores:

PSY FOR ALL (desactivado) [http://www.psyforall.blog.com]

PSICOLOGIA PARA TODOS [http://psicologiaparaque.blogspot.pt/]

Para tirar o máximo proveito deste blog, consulte primeiro o post inicial “HISTÓRIA DO NOSSO BLOG – sempre actualizada”, de Novembro de 2009 e escolha o assunto que mais lhe interessa. Depois, leia o post escolhido com todos os comentários que são feitos. Pode ser que descubra também algum assunto acerca do qual nunca tivesse pensado. 

Para saber mais sobre este blog, clique aqui

RESPOSTA 5

Em relação ao comentário seguinte:Joana-B

“Já que está a dar respostas a algumas pessoas que necessitam de ajuda, gostava de saber se posso fazer alguma coisa no caso da minha filha, ainda pequenina, que começou a embirrar com o biberão. O médico diz que ela é normal e que se há-de habituar. Contudo, ela chora muito e eu fico desorientada. Em breve, terei de ir trabalhar e o que será dela?”

feito por uma Anónima no post RESPOSTA 4, informei-a que:
“Acabei de entrar do meu blog e vou tentar dar uma resposta sem saber alguns pormenores que seriam necessários. Vou Psicologia-Btranscrever um trecho do livro PSICOLOGIA PARA TODOS (F), que estou a preparar para publicar em breve.”e vou transcrever as páginas 81 em diante:
ACTUAR RACIONALMENTE  E NÃO EMOCIONALMENTE

A aprendizagem provocada por uma falsa «punição» é demasiadamente evidente em variados actos e interacções do nosso dia-a-dia.

Cíntia é uma criança com poucos meses de idade. Quando necessita de alimentação choraminga um pouco e Interacção-B30a mãe aproxima-se dela rapidamente com o biberão que aprontou, pois sabe a periodicidade com que a criança deseja a sua alimentação.

Um dia, a mãe descuida-se e não prepara o biberão. A criança chora, como normalmente, mas não obtém o seu leitinho. Enquanto a mãe prepara o leite, a criança chora com mais força. Mal o biberão fica pronto, a mãe, culpabilizada pela sua negligência, apressa-se a dar o leite enquanto a criança chora com mais vigor. A criança engasga-se, vomita e a mãe, desesperada, pega-a ao colo fazendo-lhe muitas carícias; promete a si própria nunca mais se descuidar. Nos dias seguintes, a criança, provavelmente traumatizada com o que se passou, chora com bastanteneuropsicologia-B insistência logo que tem fome e vê a mãe. Esta dá-lhe imediatamente o biberão que se encontra preparado.

A mãe terá procedido correctamente, para não ajudar a criança a criar um comportamento inadequado? Analisando a situação com objectividade e sem sentimentalismos ou preconceitos estéreis, podemos descobrir a raiz da formação dum futuro comportamento «birrento». O mais desconcertante é esse comportamento acontecer com o desejo de educar sem punir, tentativa de «boa educação», boas intenções da mãe, mas utilização inadequada e extemporânea da punição.Maluco2

Examinemos aquilo que aconteceu:

*A mãe desejava educar a criança sem a punir. Contudo, o biberão metido na boca da criança enquanto ela chorava originou punição (vómito) depois da satisfação obtida com a ingestão do leite.

*As boas intenções da mãe em alimentar a criança o mais rápido possível logo depois do choro, ocasionaram uma punição e uma gratificação extemporâneas: quando a criança teve um comportamento inadequado de choro violento foi gratificada com a ingestão do Psicopata-Bleite e quando teve o comportamento adequado de beber o leite foi punida com o vómito em consequência do choro anterior.

*As intenções de «educar bem» a criança, com os afagos depois do vómito, no intuito de a compensar o melhor possível do descuido da mãe em não ter o leite preparado, proporcionaram um reforço positivo logo após um comportamento inadequado (choro violento e vómito);

*Deu-se a utilização inadequada e extemporânea da punição porque a criança não deveria ser punida, com o vómito, depois dum comportamento adequado de beber o leite.

– «Bolas!» – dirão alguns, pensando que não há tempo suficiente para discriminar todo este rosário deDifíceis-B conceitos, suposições e ideias para analisar a situação total, no momento de tomar uma decisão rápida e acertada.

 – Pois é! Os pilotos do avião não necessitam de decidir se vão aterrar ou não numa condição excepcional? Não vimos isso, quase em directo, há bem pouco tempo, no rio Potomac, nos EUA? Não temos de decidir, às vezes instantâneamente, se vamos virar ou não o volante do carro para evitar um choque frontal? Mas, mesmo que por acaso, tenhamos um acidente por decisão errada, não vamos deixar de conduzir mas sim passar a ter mais cuidado no futuro, habituando–nos a ser prudentes com os ensinamentos adquiridos no passado.Psi-Bem-C

 Conduzir com eficácia uma viatura será mais importante do que educar convenientemente uma criança? As boas intenções não bastam. Também, as normas estabelecidas para a condução de veículos podem não ter sido deliberadamente acatadas por alguns, enquanto outros podem ser incapazes de as manter. Além disto, existe sempre o imprevisto com que devemos contar tanto na condução de veículos como no comportamento das pessoas.

 Na educação, processa-se tudo da mesma maneira: importa ter conhecimentos teóricos, prática, bom sensoSaude-B e previsão, aprendendo sempre com as experiências dos outros e, especialmente, com os erros que já cometemos.

 No caso da Cíntia, uma análise desapaixonada, objectiva e minuciosa dos comportamentos e da interacção mãe/filha fornece, como em todos os casos, pistas preciosas para evitar resultados inesperados, indesejados e prejudiciais para a formação da personalidade da própria criança que a vai estruturando desde muito cedo e, especialmente, a partir dos 6 anos de idade.”

 Já leu os comentários?arvore

Clique em BEM-VINDOS

Ver post LIVROS DISPONÍVEIS

É aconselhável consultar o ÍNDICE REMISSIVO
de cada livro editado em post individual

Blogs anteriores:

PSY FOR ALL (desactivado) [http://www.psyforall.blog.com]

PSICOLOGIA PARA TODOS [http://psicologiaparaque.blogspot.pt/]

Para tirar o máximo proveito deste blog, consulte primeiro o post inicial “HISTÓRIA DO NOSSO BLOG – sempre actualizada”, de Novembro de 2009 e escolha o assunto que mais lhe interessa. Depois, leia o post escolhido com todos os comentários que são feitos. Pode ser que descubra também algum assunto acerca do qual nunca tivesse pensado. 

Para saber mais sobre este blog, clique aqui

RESPOSTA 4

Em resposta a esta pergunta,Organizar-B

“Caro doutor,
Gostou da intervenção de Carlos Coelho num programa Prós e Contras, de Fátima Campos Ferreira, em Maio deste ano?
Carlos Coelho foi Presidente da Ivity Brand Corp (empresa de consultoria e gestão de marcas), entre 2009 e 2010 e manteve uma parceria estratégica com o Instituto Português de Administração de Marketing (IPAM), onde foi Conselheiro para a Inovação e Tendências do Ensino. Em 2010 fundou o World Bank of Creativity – um banco de ideias criativas – e é um dos mais Biblioreputados criadores e gestores de marcas em Portugal.
O que tem a dizer em psicologia?”

Tive de descobrir o tal programa que não tinha visto e posso afirmar que gostei imenso de tudo o que  Carlos Coelho disse. Não é aquilo que vocês também dizem no Compincha – CãoPincha? Como vocês também, eu não votei em qualquer dos pomposamente candidatos a Primeiro-Ministro, especialmente porque não sei como é que se vota nele. Também não votei no Presidente da República e sei que foi eleito por menos de metade da população. Neste contexto, a grande abstenção que se verifica cada vez mais, pode querer significar, em Modificação do Comportamento, que a população não deseja ser punida com a responsabilidade de eleger indivíduos que nãoAuterapia-B30 lhe interessam e não merecem confiança porque prometem muito, «esquecem-se?» das promessas logo que chegam ao poder e fazem tudo ao contrário. Não desejam ficar frustrados com as escolhas feitas para entrarem a seguir em depressão aprendida. Por acaso, haverá agora mais «doentes» psiquiátricos?

Em segundo lugar, acho que nenhum deles está a pensar nos portugueses. Qualquer dos governantes parece estar mais preocupado consigo próprio do que com o país, enquanto diz exactamente o contrário. Qualquer deles está mais interessado em fazer intervenções «bem atempadas» para dar nas vistas, como por exemplo um que diz que falou no momento certo, outro que diz que viaja em classe económica e ainda um outro que viaja de moto só para chegar ao parlamento.       Imagina-B

Em psicologia, necessitamos mais de modelagens e reforços adequados e atempados, do que de lições de moral ou sermões para dizer o que os outros devem fazer. Que modelos de actuação estamos a obter dos governantes?

Assim, não se faz psicoterapia. Senão, é melhor ver os posts sobre Síndrome de Perseguição Filial, Diagnósticos (1, 2, 3, 4, 5, 6 e Diagnóstico Final) e «arregaçar as mangas».

Já que me falam na governação, também não estou admirado com o que se passa com Dominique Strauss-Khan, do FMI. Se Acredita-Bninguém quis falar do seu desvio sexual antes, porquê tanta pressa em apresentar no tribunal, só agora, queixas de factos que se passaram há mais de 5 anos? Quem ganha com isso? Tudo isso pode ser estudado e enquadrado na Psicologia Social, mas fora das minhas capacidades e funções que se limitam agora à psicoterapia.

Já leu os comentários?

Clique em BEM-VINDOS

Ver post LIVROS DISPONÍVEIS arvore

É aconselhável consultar o ÍNDICE REMISSIVO
de cada livro editado em post individual

Blogs anteriores:

PSY FOR ALL (desactivado) [http://www.psyforall.blog.com]

PSICOLOGIA PARA TODOS [http://psicologiaparaque.blogspot.pt/]

Para tirar o máximo proveito deste blog, consulte primeiro o post inicial “HISTÓRIA DO NOSSO BLOG – sempre actualizada”, de Novembro de 2009 e escolha o assunto que mais lhe interessa. Depois, leia o post escolhido com todos os comentários que são feitos. Pode ser que descubra também algum assunto acerca do qual nunca tivesse pensado. 

Para saber mais sobre este blog, clique aqui

RESPOSTA 3

No post RESPOSTA 1, li o seguinte comentário que vou responder de imediato:Interacção-B30

“Faço este comentário muito desencontrado porque não tenho outra alternativa de colocar esta questão.
Ouvi hoje um psicólogo dizer, muito indignado, na TVI, em resposta a Barra da Costa, que os relatórios periciais que eles fazem são científicos e quase sem falhas.
O que diz em relação a isto?”

Não tendo visto esse programa e não sabendo do que se trata, mas apenas conhecendo de vista Barra da Costa, que diz coisas Psicologia-Bmuito interessantes, posso afirmar que muito do que os psicólogos fazem pode ser honesto mas também pode ter falhas. Por isso, existem as segundas opiniões que se pedem frequentemente e que também foram solicitadas no caso da «Maria» (a criança roubada), mencionada no post SÍNDROME DE PERSEGUIÇÃO FILIAL, de 24 Janeiro de 2010.
O relatório pericial do psicólogo feito a pedido do pai da Maria não me pareceu «isento» ou «científico» mas sim muito «alienado».
Talvez tenha sido por isso que o juiz proferiu a sentença de «enclausurar» a «Maria» numa instituição de confissão ou sectarismo religioso, não coincidente com os dos progenitores para aí «reconstruir» a sua personalidade Saude-Bsegundo a decisão do juiz e quase sem a criança poder manter contacto com os pais.
Invocar a ciência em favor de actos subjectivos e pessoais parece-me exagerado. Por isso, vamos transcrever um excerto da página 52 do livro SAÚDE MENTAL sem psicopatologia (A) que trata deste assunto.
 
“A propósito, convém saber que, por exemplo, Zigler e Phillips (1961) fizeram um estudo com 793 pacientes para descobrir qual o grau de concordância no diagnóstico feito por técnicos diferentes. Verificaram que a avaliação de alguns sintomas apresentava uma concordância pouco definida.

A confirmar esta ideia, a investigação de Beck, Ward, Mendelson, Mock e Erbaugh (1962) abrangendo 153 doentes e quatro Maluco2psiquiatras muito experientes apresentou resultados pouco satisfatórios. Antes de iniciar a investigação, os psiquiatras reuniram-se para discutir os critérios do DSM-III e sua aplicação. Na investigação propriamente dita, cada um dos psiquiatras diagnosticou separadamente todos os doentes na primeira semana de admissão ao hospital e a concordância global entre eles foi de apenas 54 por cento. A taxa de concordância obtida nas seis categorias mais frequentes consta da tabela seguinte que não abona a favor da fidedignidade e consistência dos diagnósticos.”

As categorias nosológicas estudadas, com a percentagem da concordância dos diagnósticos, foram: Depressão neurótica (63 %), Reacção ansiogénica (55%), Sociopatia (54%), (Reacção Esquizofrénica (53%), Melancolia involutiva (40%) e Distúrbio de Imagina-Btraços de personalidade (38%). Concordâncias entre 38% e 63% deixam muito a desejar na certeza científica.

Se cientistas da categoria daqueles que se mencionam chegaram a estas conclusões, como é que um psicólogo, por melhor que imagine ser, pode garantir que não falha numa avaliação e, com mais razão ainda, numa previsão?
Pode dizer que fala a «sua» verdade, que é honesto e deu o melhor de si. … E nada mais!

Já leu os comentários?arvore

Clique em BEM-VINDOS

Ver post LIVROS DISPONÍVEIS

É aconselhável consultar o ÍNDICE REMISSIVO
de cada livro editado em post individual

Blogs anteriores:

PSY FOR ALL (desactivado) [http://www.psyforall.blog.com]

PSICOLOGIA PARA TODOS [http://psicologiaparaque.blogspot.pt/]

Para tirar o máximo proveito deste blog, consulte primeiro o post inicial “HISTÓRIA DO NOSSO BLOG – sempre actualizada”, de Novembro de 2009 e escolha o assunto que mais lhe interessa. Depois, leia o post escolhido com todos os comentários que são feitos. Pode ser que descubra também algum assunto acerca do qual nunca tivesse pensado. 

Para saber mais sobre este blog, clique aqui

RESPOSTA 2

Também há uns dias, num dos posts, uma senhora anónima fez um comentário dizendo que não sabia como devia lidar com o neuropsicologia-Bfilho pequeno que se diz sempre «injustiçado». O rapaz acha que todos o criticam e que ele não faz coisa alguma bem-feita.

Comprometi-me a responder logo que pudesse, mas a minha preocupação e ansiedade em elaborar o novo livro sobre  NEUROPSICOLOGIA NA REEDUCAÇÃO E REABILITAÇÃO (I), transformando o conteúdo de três livros antigos num só, actualizando tudo e acrescentando matéria nova, concentraram totalmente a minha atenção nesta tarefa.
Esqueci-me de dar a resposta prometida até que cheguei a um caso que vai ser apresentado neste novo livro e que pode servir de exemplo porque não tenho quaisquer elementos que identifiquem e enquadrem a pergunta que me foi feita. Psicologia-BÉ tudo muito vago.

Tratando, antes do mais, da aludida criança, julgo que deve ter uma idade compreendida entre os 5 e os 10 anos. Sei que é filho único e a mãe acha que está a ser muito mimado.
A consequência pode ser, os pais lhe dedicarem, «eventualmente», atenção exagerada, «absorverem-no» muito e, às vezes, tentarem desculpabilizá-lo quando não devem. Além disso, que exemplos de comportamento são proporcionados pelos pais? Que tipo de interacção mantém entre si? Qual a família chegada que interfere na «educação» da criança? Quais os amigos ou companheiros com quem essa criança pode competir e interagir? Que reforços obtém com a sua intervenção?Interacção-B30
Tudo isto tem de ser tomado em consideração e, provavelmente, sem estes e outros elementos, bem explicados (racionalmente e não emocionalmente) as consultas de psicologia não darão o efeito desejado. Além disso, os pais estarão aptos e capazes de modificar o seu comportamento? Em que medida estarão decididos a «fazer os sacrifícios necessários» para ajudar o filho a «construir» a sua «maneira de ser»? Desde já posso recomendar que os pais consultem este blog e que, a partir da HISTÓRIA DO NOSSO BLOG, sempre actualizada, descubram e leiam todos os posts que se relacionam com modelagem, identificação, reforço vicariante, reforço do comportamento incompatível. Uma vez «entrados» nesta matéria, podem tentar modificar as Joana-Bcoisas por si próprios, fazer comentários, ou ir a uma consulta mais bem preparados e capazes de obter um bom resultado em pouco tempo.

O Antunes (B), logo que deu conta do caso, preocupou-se com a filha, ele próprio deu apoio psicopedadógico e, só com esta acção, conseguiu melhorar todo o ambiente familiar social e profissional. Mas antes, leu muito, conversou, discutiu e fez um profundo «exame de consciência».
No Sucesso Escolar (I), o Bosco aprendeu brincando mesmo depois de os pais se terem separado e ele ficar a cargo do pai. A Elsa, teve insucesso escolar e outras dificuldades por causa de problemas familiares. Quem mais precisava de Acredita-Bterapia eram os pais. Para imaginar como um comportamento inadequado dos pais pode originar uma «má educação», vamos transcrever um trecho do futuro livro:

“Elsa, de 13 anos de idade, foi à consulta de psicologia, por indicação expressa do Médico de Família e recomendação da sua Directora de Turma do 7º ano, devido ao insucesso no ano antecedente. Passara sempre de ano mas, nessa ocasião, não conseguira rendimento nas matérias escolares.
Quando mais nova, sofrera de enurésia e cleptomania e tinha medo do escuro. Nunca fora efectuada qualquer acção psicológica, mas as conversas com o Médico de Família e a pouca medicação que lhe era administrada, tinham suavizado as dificuldades que não se notaram até aos 12 anos. Contudo, aos 13 anos, o insucesso no 7º ano obrigou osPsi-Bem-C pais a tomarem medidas mais eficazes. O médico aconselhou a consulta de psicologia à qual se seguiu o exame de nível intelectual e a avaliação da personalidade.
Na primeira avaliação (A) com Rorschach, verificaram-se dificuldades no raciocínio, na imaginação, na formação da auto-imagem, percepção da realidade, resistência à frustração, adaptação a situações novas, interacção com figuras parentais e autovalorização, além de traços de imaturidade, inibição, infantilidade e fobia. A afectividade era coarctada e imatura. A criança tinha a sensação de ser rejeitada.
O relatório dizia que a identificação sexual era correcta e que existiam fortes traços de superprotecção materna. Em conclusão, embora as funções psicomotoras e cognitivas estivessem globalmente dentro da normalidade, apresentavam alguns défices específicos ligeiros, provavelmente devido a factores de personalidade. A recomendação para a Difíceis-Bresolução da situação, aconselhava psicoterapia ligeira, com necessidade de alteração da dinâmica familiar. Acrescentava ainda que era imprescindível proporcionar modelos de identificação e reforços adequados e que os familiares deveriam ser «aconselhados».
Nestas condições, tornava-se bastante útil não desprezar a oportunidade de modificar o meio ambiente que provavelmente fora a causa das dificuldades sentidas na infância. Nada se fizera nessa ocasião e tudo parecia estar resolvido (ou adormecido?). A mãe comportava-se de maneira insegura e desequilibrada, proporcionando à filha um modelo de identificação inadequado. Além disso, o pai alcoolizava-se cada vez mais, hostilizando a família a ponto de se tornar, por vezes, muito violento.
A mãe resolveu consultar de novo o psicólogo, visto que a professora, com um relatório e recomendações semelhantes, dizia Consegui-Bque o apoio psicopedagógico poderia não ser a técnica de recuperação mais eficaz. Como o pai não colaboraria em qualquer tipo de terapia, a mãe tinha de se desenvencilhar sozinha na resolução dos problemas familiares, resolvendo tudo de acordo com as suas disponibilida­des financeiras e tempo.
Com base no relatório psicológico e na consulta efectuada posteriormente com a mãe, verificou-se que existiam bastantes dificuldades na interacção familiar, originadas em grande parte no contacto da Elsa com os progenitores. O pai alcoolizava-se há cerca de um ano, mais do que anteriormente e tinha rixas com os colegas de trabalho (operários duma fábrica). A mãe sentia-se desorientada e preocupada com o emprego do marido, com as notas escolares da filha e até com a sua segurança pessoal. Tudo isto se reflectia na interacção social, degradando o relacionamento familiar. A modelagem que a mãe exercia na filha era muito grande, fazendo com que esta se Psicopata-Bmostrasse mais insegura e preocupada quando via a mãe desorientada.
O ideal seria efectuar apoio psicopedagógico semanal e/ou terapêutico com a Elsa e terapia conjugal semanal com os pais, além de terapia familiar mensal com todo o agregado familiar. Contudo, não havendo disponibilidade financeira, procurou-se minimizar o problema dando apoio mínimo à filha (uma vez de 2 em 2 meses, após as primeiras duas sessões) e apoiando a mãe em psicoterapia semanal. Esperava-se que uma melhoria na actuação da mãe exercesse acção positiva no comportamento da filha. A identificação era boa; por isso, alterando o modelo, a aprendizagem da filha melhoraria.
Durante as duas sessões realizadas inicialmente com a filha, procurou-se incentivá-la a «olhar para a vida» com mais realismo e menos infantilidade. Foi treinada a conseguir relaxar-se sempre que houvesse problemas em casa, visto que nadaMaluco2 de melhor poderia fazer. Se estivesse calma e atenta, poderia intervir em caso de necessidade de ajuda, para que a mãe não fosse maltratada pelo pai. Se não estivesse preparada, até ela sofreria as consequências. 
A mãe foi sendo submetida à terapia, fazendo sessões de relaxamento e regressão. Descobriu que o seu comportamento até à data poderia, em parte, incentivar o alcoolismo do marido, se bem que ele também demonstrasse ter problemas de comportamento que até aos 35 anos de idade tinham sido relativamente controlados. Nos últimos 3 anos o apoio psiquiátrico medicamentoso não surtira efeito.
Não sendo possível motivar o pai a colaborar na terapia ou no aconselhamento, a mãe foi treinada a seguir as técnicas de modificação do comportamento, tentando utilizar a extinção e o reforço do comportamento incompatível para modificar ligeiramente o comportamento do marido. Indicando-se os momentos mais adequados para isso, foi ajudada a Saude-Bvisualizar em sessões de relaxamento, as ocasiões conflituosas, aprendendo a manter a calma e a ignorar todas as provocações do marido. Só em último recurso, se necessário, fugiria de casa, para não ser agredida, tentando manipular antecipadamente a situação para evitar que chegasse a esse ponto. Teria de instruir a filha a colaborar com ela e a defender-se rapidamente do pai.
A reacção inicial do pai foi extremamente negativa, mas com bom treino, colaboração da mãe e ajuda da Elsa, a situação foi ultrapassada em pouco mais do que 7 meses. A filha passou de ano, tendo iniciado um curso profissionalizante. O pai reduziu o seu grau de alcoolismo e a mãe começou a sentir-se menos insegura. A segunda avaliação do nível cognitivo da Elsa, efectuada no final do ano lectivo com a Escala de Wechsler, indicava uma melhoria de 4 pontos em relação ao início da psicoterapia (passou de 96 para 100 no QI global, sem indícios de Imagina-Bdeterioração).
A avaliação da personalidade indicava como factores positivos: noção regular da auto-imagem, percepção adequada da realidade, força regular do EGO. Como factores negativos e ainda não resolvidos, apresentava coarctação e controlo afectivo, inibição, auto-desvalorização, falta de autoconfiança, necessidade de apoio e segurança e dificuldade na interacção com as figuras parentais. Nesta segunda avaliação tinham desaparecido as dificuldades na formação da auto-imagem, na percepção da realidade, na resistência à frustração e na adaptação a situações novas, além de traços de imaturidade, infantilidade e fobia.
A mãe continuou a sua psicoterapia nos dois anos seguintes, conseguindo recordar-se de episódios em que o pai dela batia na mãe e ela andava à sua procura visto a mãe ter fugido e estar escondida, mais do que um dia, em casa de vizinhos, tentando Depressão-Blivrar-se da violência do marido, enquanto alcoolizado. Fora desses momentos, este avô da Elsa era muito bom para a família e arrependia-se dos maus tratos que infligia aos seus.”
Já leu os comentários?

Clique em BEM-VINDOS

Ver post LIVROS DISPONÍVEIS

É aconselhável consultar o ÍNDICE REMISSIVOarvore
de cada livro editado em post individual

Blogs anteriores:

PSY FOR ALL (desactivado) [http://www.psyforall.blog.com]

PSICOLOGIA PARA TODOS [http://psicologiaparaque.blogspot.pt/]

Para tirar o máximo proveito deste blog, consulte primeiro o post inicial “HISTÓRIA DO NOSSO BLOG – sempre actualizada”, de Novembro de 2009 e escolha o assunto que mais lhe interessa. Depois, leia o post escolhido com todos os comentários que são feitos. Pode ser que descubra também algum assunto acerca do qual nunca tivesse pensado. 

Para saber mais sobre este blog, clique aqui

Post Navigation

%d bloggers like this: