PSICOLOGIA PARA TODOS

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RESPOSTA 7

Há dias, um amigo meu, ao ler o “Acredita em Ti. Sê Perseverante”, disse-me que tinha gostado do livro em geral, mas Acredita-Bque não poderia servir de auto-ajuda porque não havia uma sequência agradável para se poder seguir um método para cada um se ajudar a si próprio.
Isto levou-me a pensar no assunto e a rever o livro. Achei que ele tinha razão. Contudo, lembrei-me que o livro não tinha sido escrito para efectuar uma autoterapia, apenas com a leitura do mesmo e com a prática do relaxamento.
A autoterapia, se uma pessoa quiser fazer tal como o Antunes, exige a leitura de muitos mais livros e a compreensão dos mecanismos fundamentais da alteração dos nossos comportamentos. Depois, é imprescindível  a prática do relaxamento para poder vislumbrar, com serenidade, objectividade e isenção, os factos passados que, algumas vezes em conjugação com os acontecimentos actuais, desencadeiam novos comportamentos, alguns deles Imagina-Bindesejáveis. A partir dessa análise, talvez cada um possa fazer o que o Antunes conseguiu: reconhecer com humildade e lucidez os erros cometidos ou descobrir as «causas» dos comportamentos actuais.
Por isso, na conversa com o Antunes, muito depois de se sentir óptimo e quando ele quis saber dos fundamentos em que se baseava a autoterapia que efectuara, resolvi transcrever parte da informação que dei em relação à sua constatação “– Mas isso acontece com todos.” e que consta do novo livro “Imaginação Orientada” (J).

“– Como acontece com todos e afecta os que estão mais vulneráveis num determinado momento, os psicólogos tornam-se Psicologia-Bnecessários para os ajudar a contrariar essa situação. Mas, a minha ambição, já naquela época, era treinar a pessoa a conseguir fazer isso sozinha. Por isso, utilizo o relaxamento mental, como tu já sabes e, se não for possível atingir o nível desejado, aconselho no início o relaxamento físico ou muscular (B/27-48) que muito utilizei nos primeiros tempos da terapia do equilíbrio afectivo.
“A técnica era conversar com o paciente e ajudá-lo a recordar a maior parte ou pelo menos alguns dos factos agradáveis que tivesse vivido (G) (H).
“Depois, deitado na cama, o paciente tentava primeiro o relaxamento e a recordação desses factos agradáveis. Ao praticar este exercício em casa, podia utilizar qualquer música do seu gosto, desde que fosse sempre a mesmaInteracção-B30 para funcionar como sinal condicional.
“Posteriormente, no decurso da terapia, o paciente era instado a recordar um dos factos desagradáveis, constantes duma lista já elaborada e, quando o conseguia, mantinha-o na memória durante 60 segundos, para fazer em seguida uma forte contracção/descontracção muscular (C/61-68) (G) (H). A seguir, dizia aquilo em que estava a pensar. Nos primeiros tempos, as recordações desagradáveis surgiam com facilidade e mantinham-se mesmo depois de fazer uma forte contracção/descontracção. Porém, com a prática, depois da contracção/descontracção forte, as ideias desagradáveis eram substituídas por pensamentos neutros. Aos poucos, essas ideias neutras passavam a ser substituídas por pensamentos agradáveis. No fim, para alguns, até era difícil Consegui-Bevocar os pensamentos desagradáveis mesmo no início da psicoterapia (C/61-68). Parecia que tinham perdido a carga emocional negativa inicialmente presente. Qualquer sinal ou música utilizada na prática inicial para provocar os pensamentos agradáveis antes do momento do relaxamento, pode passar a funcionar como sinal condicional. Era necessário aprofundar a matéria.”

Também, para responder ao comentário que foi feito no post
“PSICOTERAPIA (auto-ajuda) 2
posso dizer que a música de que falo, ao gosto de cada um, é para funcionar como sinal condicional gerado pelo próprio, sem ficar na dependência de qualquer psicoterapeuta, livro ou método de auto-ajuda. Ao utilizar uma cassete preparada por alguém, fica-se na dependência dessa cassete ou CD e de Maluco2quem a preparou…
Eu proponho independência ou, pelo menos, autonomia…
Em relação à música, tem geralmente uma da sua preferência (sempre a mesma para funcionar como sinal condicional). Em relação aos livros, a pessoa pode ir buscá-los a qualquer biblioteca se não os quiser adquirir para utilização pessoal e sempre imediata.
Na técnica que estou a propor, cada um se torna auto-suficiente, utilizando as ferramentas que tem. Contudo, advirto desde já que é muito difícil realizá-la sem a ajuda de um psicoterapeuta, de quem não tem de ficar na dependência a vida inteira (ver Cidália) (C).  Psicopata-B

Para responder a outros dois comentários contraditórios feitos pessoalmente, em relação à repetição de certos factos, posso dizer que a minha preocupação de citar trechos ou outros livros reside na necessidade de ser importante conhecer essa matéria, não avolumando o livro com informações redundantes. Ao contrário, não citar e esclarecer tudo no momento, pode aborrecer quem deseja ler outros livros e não necessita de ficar totalmente esclarecido só com aquele.
Entrando em relaxamento profundo (sono lúcido, como diria o Abade Faria) (J), achei melhor continuar os meus livros com citações porque a auto-ajuda que proponho não se pode efectuar, de qualquer modo, sem a leitura de muitos mario-70
livros e a prática do relaxamento.

Passados muitos anos, tudo isto me levou a recordar um amigo meu, que me dizia não saber como eu tinha conseguido, aos 21 anos de idade, desempenhar o lugar que ocupara durante três anos, com uma categoria atingida por outros apenas aos 30 ou 35 anos. Nessa ocasião, parecia que esse meu amigo estava com dúvidas acerca das suas capacidades de desempenho. Seria devido a algum traumatismo, factos do passado ou modelagens ocorridas ao longo da vida? Não sei como estará agora, mas uma psicoterapia deveria livrá-lo desses males, se conseguisse fazer algo do que foi efectuado pelo Antunes, depois de muita leitura, prática de relaxamento, Biblioimaginação orientada e capacidade para descobrir as causas com objectividade, isenção e realismo. O Antunes não conseguiu ter qualquer recordação válida antes de 400 horas de relaxamento profundo, com todas as leituras que tinha feito.

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One thought on “RESPOSTA 7

  1. Anónimo on said:

    Fui eu que fiz o comentário no poste “PSICOTERAPIA (auto-ajuda) 2”, já li RESPOSTA 7 e muitos outros postes.
    Continuo a não conseguir compreender a razão de não gostar dos comprimidos como ajuda para a psicoterapia e não gostar também da psicanálise.

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