PSICOLOGIA PARA TODOS

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RESPOSTA 8

Fui eu que fiz o comentário no post  “PSICOTERAPIA (auto-ajuda) 2”, já li o RESPOSTA 7 e muitos outros mario-70posts. Continuo a não conseguir compreender a razão de não gostar dos comprimidos como ajuda para a psicoterapia e também da psicanálise.
Anónimo

Para lhe poder dar uma resposta mais ampla, visitei de novo o post  Guilherme Massara, de 15 de Fevereiro de 2011, no blog Era uma vez… e não consegui entender o modo como eles realizam uma psicoterapia com eficácia, porque não descobri os fundamentos do desencadear e da manutenção e extinção dos comportamentos humanos. Muito menos consegui descobrir os resultados que obtêm (J). Portanto, estou fora desteBiblio «esquema».

Por isso, ainda bem que leu vários posts meus porque deve ter compreendido que a minha não adesão a este tipo de terapia não é uma relutância emocional mas sim amplamente racional e baseada na minha experiência clínica de 35 anos. Espero que no meu blog, dê especial atenção aos vários posts sobre DIAGNÓSTICOS (1, 2, 3, 4, 5, 6 e Diagnóstico Final), «arregaçar as mangas» e outros semelhantes.

Também lhe posso dar um exemplo verídico. Há muitos anos, em 1971/73, eu estive em depressão reactiva que se foi avolumando cada vez mais. A única coisa que o psiquiatra (psicanalista) me dizia era que a culpa consistia nos Imagina-Bconflitos com o meu pai e que eu devia ultrapassar a situação enquanto estava a ser medicado. Eu tomava os medicamentos, mas sentia-me cada vez pior.
A justificação dele não me convencia nem me ajudava. Porém, à luz dos meus conhecimentos actuais, tudo é lógico. O meu pai não me tinha facilitado a vida para eu tirar o curso de Direito aos 19 anos. Perante esta frustração eu tinha resolvido entrar voluntariamente para a Força Aérea onde «fiquei manietado» durante os últimos 10 anos sem poder continuar o curso de Direito nem sair para qualquer companhia de aviação civil. Essa frustração, também ficou minimizada quando consegui sair da Força Aérea só em 22 de Abril de 1974, com a depressão reactiva a que estava sujeito.
Com a saída da Força Aérea e com o entusiasmo dos trabalhos que estava a fazer, especialmente nos seminários de psicoterapia, Psicologia-Ba depressão tinha-se «diluído», até «desaparecer» com uma espécie de autoterapia.
Experimentei esta técnica em mim próprio antes de a utilizar na minha prática clínica, sem medicamentos, que já tinham sido postos de lado quando comecei a sentir-me pior. Depois de adquiridos, esses medicamentos não eram ingeridos enquanto tive de «aturar» o tal psiquiatra «oficial», até ele fazer diagnóstico final para eu ser proposto a uma junta médica.
Comecei depois a compreender que a «culpa» é a «causa» que, como um sinal condicional fortuitamente instalado, pode desencadear uma série de ideias, sentimentos, superstições, preconceitos, comportamentos fóbicos, depressivos e compulsivos actuais etc., que nos incomodam bastante e não conseguimos evitar. Isto é, desencadeia na Interacção-B30nossa «caixa dos pirolitos» uma série de incentivos para que a estrutura da amígdala (A/135-150) desate a trabalhar «a todo o vapor» pondo em alerta todo o corpo para resistir ao ataque que não desejamos. É uma explicação simples, lógica e científica.
Naquele tempo, eu estava mais do que contrariado na Força Aérea, com mais do que duas comissões militares no ultramar e sem me permitirem continuar o curso de direito, nem sair da Força Aérea. Qual seria a minha reacção lógica perante esta frustração muito grande? Fui-me abaixo com ideias de suicídio ou de deserção porque me sentia «totalmente encurralado». Contudo, tinha de resolver este conflito de dupla aproximação-afastamento porque era casado, com filhos e com quase 40 anos de idade.Acredita-B
O diagnóstico daquilo que eu sofria era, de facto, «depressão reactiva». Mas, quem me ajudou de facto? Se não fosse eu a tentar resolver as coisas por mim próprio com os ensinamentos adquiridos no ISPA e nos seminários de Victor Meyer e a ajuda dada posteriormente pelos meus «pacientes» nas  investigações para a «Terapia do Equilíbrio aAectivo», provavelmente, ainda estaria a tomar, de vez em quando, medicamentos para a depressão, a frequentar durante as «horas de 50 minutos» (se tivesse dinheiro para isso), os divãs dos psicanalistas e sair de lá com o alívio de verificar que a «culpa» de tudo isto não era minha: eu era apenas mais uma vítima do sistema.Consegui-B
Provavelmente, nunca teria enveredado pela IMAGINAÇÃO ORIENTADA (J) que já ajudou e continuará a ajudar muitas outras «vítimas» como eu.

A grande chave é descobrir esse «sinal condicional» que desencadeia tudo o resto. Ninguém melhor do que o próprio pode fazer isso, especialmente, reconhecer esse sinal. Mas, «normalmente» necessita de alguma ajuda especializada para orientar e alumiar o caminho, realçando as «descobertas» que se vão fazendo aos poucos. E se o próprio, antes ou à medida que vai fazendo o percurso fosse estudando o mapa do terreno não ajudaria ainda mais?Maluco2
É por isso que recomendo as imensas leituras já mencionadas e os modos de actuação daqueles que passaram por vicissitudes semelhantes. Porém, nem todos são como o Antunes (B) nem sofrem apenas dos problemas mínimos que o assoberbavam!

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2 thoughts on “RESPOSTA 8

  1. Anónimo on said:

    Já li vários postes, especialmente os últimos dois.
    Para compreender melhor tudo, tenho de ler mais.
    Agradeço que me envie pelo correio para o endereço que vou indicar no seu e-mail os seguintes livros:
    A – Saúde mental sem psicopatologia
    B – Acredita em Ti. Sê Perseverante
    C – Eu Também Consegui!
    Espero, com isto, poupar algum dinheiro com a psicoterapia que teria de fazer.
    Estou a sentir-me ligeiramente descompensado com a actual crise.

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