PSICOLOGIA PARA TODOS

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RESPOSTA 9

Quando alguém me perguntou hoje se não dizia alguma coisa no blog acerca do massacre que houve na Noruega, respondi que Psicopata-Besperasse até ao cair da tarde porque estava de férias e queria descansar um pouco.
Agora, posso transcrever alguns trechos das páginas 50 em diante, do livro PSICOPATA! Eu? (história do Joel) que está a ser preparado para impressão quando possível (G).

“O problema dos diagnósticos é bastante sério porque enforma a pessoa numa determinada categoria nosológica que até lhe pode ser adversa especialmente quando não coincidir com a realidade.
O «caso» do Joel despertou-nos para este realidade que parece não ser tida em conta em algumas circunstâncias – ver pelo menos os posts sobre DIAGNÓSTICOS (1, 2, 3, 4, 5, 6 e Diagnóstico Final) «arregaçar as mangas» e Síndrome de perseguição filial no blog PSICOLOGIA PARA TODOS – porque muitas Psicologia-Bvezes se fazem diagnósticos e tiram-se conclusões sem se conhecer, de facto, todas as forças envolvidas.
No caso de «massacre» na ilha de Ultoya que chocou a Noruega e o mundo inteiro em fins de Julho de 2011 dizem ter sido perpetrado por um psicopata. O alegado assassino parece ter planeado, tanto a explosão do edifício como a mortandade das pessoas atempadamente, com bastante rigor e frieza. Contudo, seria de facto, um homem sozinho a planear e executar tudo isso ou haveria algum grupo a apoiá-lo ou a enquadrá-lo? Se ele, actuando sozinho, achou as suas acções meritórias, temos uma determinada visão do caso mas, se houve cúmplices, as motivações e os objectivos podem ter sido diferentes.
Logo de início, apareceram especialistas a classificá-lo como psicopata. Com que elementos? Os vizinhos declararam que ele Interacção-B30era uma pessoa simpática, aparentemente calma, sociável e sem demonstrar vestígios de agressividade ou de comportamentos pouco vulgares. Quase toda a gente entrevistada se mostrou chocada porque não esperava tamanha frieza e crueldade duma pessoa tão ordeira e simpática. Alguém, ou quem fez o diagnóstico, tentou colher, mais elementos sobre o seu passado?
Que infância teve? Onde se encontram os seus familiares? Que tipo de pessoas são? Que tipo de sociedade é frequentada por ele? Quais os seus amigos e companheiros? Qual a sua profissão? Quais os elementos relacionados com a mesma? Tudo isto se torna necessário para que, bem combinado, ajude a fazer um diagnóstico Saude-Bminimamente preciso e relativamente pouco falível.
Passado pouquíssimo tempo, alguém que quis pesquisar algo sobre este indivíduo, conseguiu saber que ele vivia na Noruega onde a sua mãe também poderia estar depois de se separar do pai, para se casar com outro homem que se encontrava, nesse momento, no Extremo Oriente. O pai, que tinha estado a trabalhar em Inglaterra há mais de 10 anos, vivia actualmente em França. Estas notícias ou informações serão fidedignas?
Nestas condições, quem foi que educou o rapaz? Em que tipo de ambiente familiar esteve a viver? Qual a razão de ninguém se ter preocupado em entrevistar a mãe? Procuraram entrevistar o pai, em França e ouviram-lhe dizer Imagina-Bque estava muito chocado e a imaginar ou preferir que o filho se suicidasse logo depois do evento. O pai concordaria com o evento desde que o filho se suicidasse?
Também o assassino tinha estado há bem pouco tempo nos EUA, possivelmente numa clínica de desabituação da homossexualidade. Anders Breivik, já era homossexual e queria deixar de o ser? Ou tentaria evitar a homossexualidade? Ninguém aflorou este problema. Na ideia de superioridade da raça, que lhe atribuíram, estes comportamentos não se admitem. Também, ter turcos ou não-europeus na sua quinta e tratá-los bem, não é um comportamento coincidente com essas ideias.
…………..Acredita-B

Além de tudo o mais, Szasz (1971) afirma que a doença mental é um mito
(A/143). Porém, será um mito o tiroteio que ocorreu na Noruega em Julho de 2001? De que modo pode uma sociedade defender-se de indivíduos que procedem assim? Deixar-se dizimar por algum fanático ou deixar-se dominar como aconteceu com a Alemanha de Hitler e que continua a acontecer nos nossos dias com o terrorismo e as ditaduras que abundam neste planeta? Contudo, detectar os potenciais perpetradores de actos semelhantes é extremamante difícil? Alguns até são bastante simpáticos e apelativos como acontece com certas seitas que alienam as Maluco2pessoas que neles confiam com toda a sua ingenuidade.
…………..
No caso do Joel, parece que à primeira vista, o diagnóstico de psicopata estaria certo. Mas, aprofundando a questão, o seu total arrependimento depois da acção realizada, a sua confissão de se sentir inferior aos outros, a sua aprendizagem durante a guerra de que devia atacar antes que fosse atacado, o seu medo de perder a única namorada que alguma vez tivera, a sua infância atribulada e «mal-educada» no colégio interno, as suas dificuldades na amizade e conviência social, faziam pender o diagnóstico para uma reacção neurótica agressiva mais do que para um reacção psicótica ou psicopática.
Além disso, o exame EPQ (Eysenck Personality Questionaire) apresentou como resultado 7 pontos tanto na escala de Consegui-Bextroversão como da psicose, aumentando para 10 na escala de mentira e para 22 na escala de neurose. Só estes dados podiam significar que indicavam mais neurose do que psicose e que a mentira podia estar a dar o seu contributo a uma personalidade que queria apresentar uma boa imagem. É por isso que pareceu pertencer à categoria dos drogados ou alcoólicos que querem dissimular o seu «vício» não o evidenciando aos olhos dos outros. Esse diagnóstico deveria servir para uma acção de tratamento imediato e para uma acção profiláctica para que surtos de violência semelhante não se repetissem.
………………….
Tentando agora estabelecer uma comparação e uma diferença na classificação de «psicopata» entre o Joel (de Portugal) e Anders Breivik (da Noruega), independentemente de saber a causa ou a origem da sua «doença», podemos deduzir o Joana-Bseguinte:
– Joel investiu repentinamente contra uma pessoa (a noiva) em reacção a uma frustração e compreendeu essa situação como má, mostrando-se arrependido e com vontade de se redimir.
– Anders Breivik investiu contra propriedades e contra muitas pessoas, friamente e de forma planeada, tendo mais acções por realizar contra a sociedade humana, em nome de um ideal em que ele deveria ficar quase no topo da hierarquia, se as acções planeadas dessem bom resultado.
Suponho que, em nenhum dos casos podemos classificar qualquer dos intervenientes como psicopatas.
Joel parece mais um neurótico depressivo reactivo.
Anders Breivik parece mais um sociopata (inferiorizado).arvore

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2 thoughts on “RESPOSTA 9

  1. Já não falávamos há muito tempo.
    Estive fora.
    O que tem a dizer agora sobre os distúrbios em Inglaterra?

    • Estou a ver as notícias que parecem dizer não ter havido sensibilidade do Governo para os problemas sociais. Esta pode ser uma das causas mas também pode haver aproveitamento político de alguns.
      Outra pode ser a discriminação étnica que os ingleses sempre mantiveram ostensivamente npos tempos antigos e camufladamente nos tempos modernos. Lembram-se de ter havido uma tentativa de hastear a bandeira inglesa na região da Luz , em Lagos?
      Tudo isto tem de ser bem escrutinado e conjugado com o comportamento do Breivik, na Noruega.
      Serão coincidências ou algums acção conjugada? E Bin Laden? E as revoltas nos países árabes? E a fome em muitos países?
      Tudo isto dá que pensar. Por isso, acho que o melhor caminho para uma sociedade mais justa e humana é a «educação» com as modelagens, as identificações, os «reforços» e as «moldagens» necessárias integradas nos «valores» e «normas» duma «cultura».

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