PSICOLOGIA PARA TODOS

BLOG QUE AJUDA A COMPREENDER A MENTE E OS COMPORTAMENTOS HUMANOS. CONSULTA-O E ESCREVE-NOS, FAZ AS PERGUNTAS E OS COMENTÁRIOS QUE QUISERES E COLABORA PARA MELHORAR ESTE BLOG. «ILUMINA» O TEU PRÓPRIO CAMINHO OU O MODO COMO FAZES AS COISAS…

RESPOSTA 10

Um amigo que leu o livro “Acredita em Ti. Sê Perseverante!” fez, a meu pedido, uma apreciação do seguinte teor:Acredita-B

“Posso te dizer alguma coisa como “paciente”: estou a ler “Acredita em ti, sê perseverante” e em poucas páginas, interessei-me pelo assunto, não só porque toca muito de perto os problemas de qualquer um, mas também porque escreves com clareza, leveza e graça. Fico pensando que o livro poderia ter sido muito útil para mim, nos anos …, quando passei por uma depressão brava e sobre a qual muito gostaria de trocar impressões contigo, embora seja coisa do passado; é que deixou grandes seqüelas em mim e me fez estar alerta e vigilante pelo resto da vida. Até mesmo aqui, …, nos primeiros tempos psicoterapia2em que a vida foi muito difícil, os livros de auto-ajuda eram-me familiares, mas confesso que só a terapia, pelo menos no meu caso, é que me ajudou de verdade. Digo isto até para te revelar que me identifiquei, nos meus fatos do passado, com muito do que afirmas nesse livro e cada vez me convenço mais que vencer a depressão, quando ela não for puramente orgânica, depende muito da vontade de cada um; concordo plenamente que o deprimido gosta de chamar atenção e é um carente crónico.

“O que quero dizer é que talvez pudesses separar o livro em duas partes, numa, a primeira, expor os fatos em linguagem discursiva e, na outra, dar as técnicas ou os exercícios a serem feitos, porque,stress2mesclando-os, às vezes a leitura fica um pouco menos agradável, isto é, dá vontade de pular os exercícios para voltar aos fatos.
Convenço-me inteiramente de que, para os leigos, os livros são ótimos (análise feita a partir do que estou lendo), na medida em que são claríssimos, de fácil e agradável leitura. Talvez pudesses reduzir ou condensar as técnicas recomendadas, porque não sei se algumas delas não estarão, de algum modo, repetidas.”
 
Antes de tudo, fiquei satisfeito porque este meu amigo fez uma apreciação crítica de que a leitura dos livros é fácil e a linguagem é clara. O comentário ou a crítica acima transcrita, parece ser mais em relação ao assunto e à exposição.«Educar»-B
Por isso, fui ler de novo o livro (B) e para que mais pessoas não fiquem iludidas em relação à feitura dos livros, do seu objectivo e modos de actuação possíveis, vou escrever o que me vêm à mente.
Na primeira parte do livro, recorrendo aos conhecimentos da modificação do comportamento, tentamos descrever ao correr da pena, o modo como se «instalam» as «doenças». De seguida, entre as páginas 37 e 48, dizemos o que se pode fazer para iniciar uma recuperação do estado de deficiência em que a pessoa se encontra. Depois, realçámos a necessidade da «educação» como profilaxia para evitar surtos deste tipo. Finalmente, relatámos por indicação do Antunes, aquilo que ele fez para debelar o seu mal. Para rematar as nossas ideias, indicámos o benefício que se pode tirar duma profilaxia atempada, indicando como se podem provocar efeitos colaterais numa psicoterapia que se pretende que seja a favor do paciente,  durando a maior parte do tempo Depress-nao-Bpossível.

Por isso concluo que:
▪ Qualquer dos nossos livros não é, só por si, um livro de auto-ajuda. Há necessidade de ler muita coisa, saber bastante sobre a modificação do comportamento, treinar o relaxamento e ter a calma necessária para pensar com racionalidade e sem emoção. Olhando bem para esse livro, o Antunes menciona aquilo que leu naquela época em que não havia muitos livros nossos, já publicados e agora em reformulação.
▪ O Antunes não foi diagnosticado por mim como depressivo nem se me  apresentou como «doente» ou «paciente». As dificuldades estavam relacionadas com a filha. Além das leituras que fez (ver Para que serve a Psicologia?), nós pqsp2demos-lhe alguns conselhos como amigos. A filha é que tinha dificuldades escolares que, afinal, eram ocasionadas pela falta de atenção do pai para com ela, um mal de que também a mãe se queixava.
▪ O conselho «normal», nestas condições, seria recomendar-lhe que arranjasse alguém que desse apoio psicopedagógico à filha. Porém, o psicólogo amigo induziu-o a ser ele a dar apoio escolar à filha para que, como efeito colateral da melhoria dela, houvesse uma alteração substancial na mulher, acrescido dum insight capaz de provocar no Antunes uma outra visão da vida. O psicólogo amigo, sem qualquer teste ou diagnóstico, tinha-o considerado neurótico, o que ocasionava «má influência» na família.
▪ O Antunes já tinha sido diagnosticado pelo médico como depressivo, que lhe receitou comprimidos que de nada valeram e que iam agravando a situação. Quem saberia que o problema fundamental dele era o traumatismo sofrido na Saude-Bocasião da morte súbita do pai, que o tinha conduzido quase às portas da miséria? Quer em psicanálise, quer em psicoterapia, chegar-se-ia ao ponto que o Antunes atingiu apenas com o seu esforço de leitura, compreensão e treino de relaxamento e imaginação orientada? Não acredito. Levou bastante tempo, mas chegou lá com maior garantia do que com uma vulgar psicoterapia que pode provocar melhoras imediatas, sem serem duradouras.
▪ Os efeitos ou «danos colaterais», bastante previsíveis, que muitas vezes acontecem nestes casos de modificação do comportamento, foram a melhoria da mulher, um desenvolvimento mais harmonioso da filha e a promoção do próprio Antunes que começou a ser uma peça fundamental na empresa, o que anteriormente não acontecia. Acredita-BCom este resultado, chegou ao ponto de não «largar a perna» da sua «sobrinha» Cidália (C) enquanto não a viu cumprir todos os rituais até se ver livre das suas dificuldades.

Tudo isto, serve para advertir os leitores dos nossos livros que nenhum deles, por si só, é um exemplar de auto-ajuda. Apenas os exercícios necessários estão resumidos nas páginas 37 a 48 do livro do Antunes.
As noções sobre a modificação do comportamento estão inseridas no livro PSICOLOGIA PARA TODOS (F) e as diversas forças que interagem na conduta das pessoas, individualmente e em grupo, estão explanadas no livro INTERACÇÃO SOCIAL (K).
O livro IMAGINAÇÃO ORIENTADA (J) engloba agora as conversas iniciais do psicólogo amigo com o Antunes antes do Psicologia-Bseu, «auto-tratamento», bem como as posteriores, porque ele desejou saber os fundamentos em que se baseia a psicoterapia a que ele se sujeitara voluntariamente.
Todos os outros livros tais como Eu Também CONSEGUI (C), Eu Não Sou MALUCO! (E), Psicopata! Eu? (G), COMBATA A DEPRESSÃO POR SI PRÓPRIO (H), PSICOTERAPIAS BEM SUCEDIDAS – 3 CASOS (L), PSICOTERAPIAS DIFÍCEIS (M) destinam-se a elucidar as pessoas sobre o modo como as dificuldades de várias pessoas foram ultrapassadas, todas elas diferentes e quase sempre com um mínimo de ajuda do psicólogo, quando o empenhamento do próprio foi grande.

JOANA a traquina ou simplesmente criança?
(D),
além de mostrar um efeito secundário de que a educação duma Joana-Bcriança pode alterar a interacção e o bem-estar conjugal, indica, de forma prática a facilidade com que se pode utilizar controlada e voluntariamente a modificação do comportamento em proveito de cada um. E não tem de ser um «psicólogo» com mais de 7 anos de idade!

Tudo isto tem como interesse fundamental alertar as pessoas que confiam demasiado nos livros de auto-ajuda como se fossem uma «salvação total». Eles servem, desde que a pessoa esteja envolvida e a compreender as
linhas com que se cose, com muitas outras leituras sobre os fundamentos da ajuda.

Se esses livros de auto-ajuda, com as cassetes e os discos ou CD que lhe são inerentes, reduzissem drasticamente muitas das Interacção-B30mazelas que se vão propagando cada vez mais, seria óptimo. As psicoterapias fazem o mesmo efeito quando não existe colaboração e envolvimento do próprio. Basta «entender» muitas clínicas de «desintoxicação»…. O mais importante, é cada um compreender que sem a sua colaboração pouco ou nada se pode fazer. E, quanto mais cedo, melhor! Não se criam dependências que se podem evitar.

Os nossos livros servem essencialmente para quem não deseja ficar na dependência permanente de qualquer psicoterapeuta, seja ele quem for. O saber não ocupa lugar e o conhecimento do modo como as coisas funcionam, melhora a autonomia, a independência e a qualidade de vida de cada um.Biblio
Isto está claramente explicado em quase todos os livros.
Provavelmente, ficará ainda mais no livro PSICOTERAPIAS DIFÍCEIS que vai ser preparado em breve. A sua estrutura e o desenrolar da situação será, seguramente e como sempre, ao correr da pena porque me é difícil não escrever aquilo que sinto. Infelizmente não consigo concatenar as ideias melhor do que tenho feito, embora muitos me tenham apresentado livros de psiquiatras e psicólogos, conhecidos nos meios de comunicação social, cujos livros não me dizem coisa alguma, especialmente pela  sua substância. Mas, a escrita é boa… para muita gente.mario-70
É a mesma diferença que vai entre o meu modelo psicoterapêutico e  os outros.

Já leu os comentários?

Clique em BEM-VINDOS

Ver post LIVROS DISPONÍVEIS 

É aconselhável consultar o ÍNDICE REMISSIVOarvore-2

de cada livro editado em post individual

Blogs anteriores:

PSY FOR ALL (desactivado) [http://www.psyforall.blog.com]

PSICOLOGIA PARA TODOS [http://psicologiaparaque.blogspot.pt/]

Para tirar o máximo proveito deste blog, consulte primeiro o post inicial “HISTÓRIA DO NOSSO BLOG – sempre actualizada”, de Novembro de 2009 e escolha o assunto que mais lhe interessa. Depois, leia o post escolhido com todos os comentários que são feitos. Pode ser que descubra também algum assunto acerca do qual nunca tivesse pensado. 

Para saber mais sobre este blog, clique aqui

Anúncios

Single Post Navigation

5 thoughts on “RESPOSTA 10

  1. Anónimo on said:

    Gostei deste atigo. Continue assim a ser crítico.

  2. Anónimo on said:

    Vou tentar experimentar a psicoterapia sozinho.
    Se não conseguir direi qualquer coisa.
    De qualquer maneira, obrigado pela ajuda.

  3. Meu caro Noronha,
    Estou de tal maneira descaracterizado por ti que, há uns dias, um amigo meu disse-me que uma pessoa sua conhecida tinha ficado muito satisfeita com o livro (B).
    Teve problemas escolares com um filho, tentou dar ajuda e a situação em casa mudou muito, com boas notas do rapaz.
    Já vai para o 7º ano sem dificuldades.
    O mais interessante é que esse meu amigo também não me reconheceu.
    Teu amigo Antunes

  4. Caro doutor,
    Não diz alguma coisa sobre o aumento dos medicamentos que se verifica agora por causa da falta de sono?
    Gostávamos de saber a sua opinião.

    • Irei dizer alguma coisa só quando tiver disponibilidade para rever todos os artigos (posts) que publiquei e ouvir melhor as notícias.
      Para mim, não é novidade que os calmantes, ansiolíticos, etc. sejam necessários especialmente na situação actual.
      É por isso que recomendo o relaxamento e as técnicas associadas e mantenho o blog para evitar descompensações absolutamente previsíveis com a crise que estamos a viver e mentalidade que temos.
      Mário de Noronha

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: