PSICOLOGIA PARA TODOS

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RESPOSTA A UM OUTRO COMENTÁRIO (republicado)

Vendo o segundo Comentário feito por um Anónimo ao post PSICANÁLISE, posso dizer que este blog se destina Saude-Bessencialmente a falar de PSICOLOGIA, sendo tudo o resto acessório. Não se destina a falar em legislação ou em desvendar a veracidade dos factos. No caso específico do post, interessou-me mais fazer a distinção entre a técnica terapêutica da Psicanálise e a de Imaginação Orientada que até pode funcionar como profiláctica e ser «manipulada», em grande parte, pelo próprio.
Isto quer dizer que os factos mencionados, embora verdadeiros, não têm interesse relevante. Interessa saber o modo e a razão porque surgiram «na cabeça» da pessoa e em que momento, bem como a maneira como a «fazem funcionar».Imagina-B
O mais importante é o modo como as pessoas sentem e reagem a certos acontecimentos, a possibilidade de alguns «traumatismos» poderem desorientar a vida do indivíduo, assim como a profilaxia ou psicoterapiaque se pode fazer em relação aos mesmos.
Foi neste contexto que esses factos foram mencionados, não muito abertamente, mas podem ser perfeitamente explicados oralmente se alguém tiver interesse nisso, de acordo com as minhas possibilidades.
A atribuição que faço em ralação ao comentador anónimo é a de se tratar de uma pessoa bastante versada em assuntos Psicopata-B
militares.
Por enquanto, a um anónimo, e muito particularmente num blog, posso apenas dizer que, pedindo exoneração do meu cargo de Conservador interino da Biblioteca Nacional de Goa, em Nov. de 1957, entrei imediatamente para a Força Aérea, como voluntário, para o curso de pilotagem, aos 23 anos, com a possibilidade de, ao fim de 4 anos, poder ingressar nos TAIP.
Chumbei no curso de pilotagem de P1/58 (não interessa saber porquê) e ingressei no NAV 1/58 (navegadores) que terminei em 3º lugar num grupo de 10.
No Verão de 1960, pouco antes de terminar os 4 anos de serviço militar, apesar de não ter querido ir a Águeda para ser Oficial do Quadro Permanente, tive de resolver o dilema entre ser nomeado para Angola por vontade Acredita-Bdo futuro Comandante da Base, ou oferecer-me como voluntário para Angola e entrar imediatamente no Quadro Permanente de Pilotos-Navegadores.
Optei pela segunda hipótese, mas entrei para o Quadro bastante mais tarde.
Fiquei cerca de 4 anos em tenente e, quando fui tirar o curso de promoção a capitão, realizado em três grupos, tive como colegas de curso dois Generais, actualmente na reserva ou reforma, um deles ex-CEMFA e outro, com «direito à indignação», ex-Chefe do Estado Maior das Forças Armadas. Quando estive na Base dos Açores, como Oficial do Quadro Permanente, tinha 2 anos de Angola, mais 2 anos do Montijo e quase 4 anos dos Açores. Não seria Consegui-Bpossível optar por outra situação ao fim de 8 anos de serviço no Quadro Permanente? Entretanto, no meu tempo, houve muitas coisas que «aconteceram pontualmente», talvez por «conveniência de serviço», e que não interessa aqui mencionar porque não são do âmbito da Psicologia. Houve pessoal do Quadro Permanente que ficasse em comissão de serviço em diversos Organismos estatais ou particulares, quem conseguisse passar para o Quadro do Complemento e ir trabalhar fora da Força Aérea, quem tivesse autorização para se matricular na Faculdade e quem conseguisse autorização para acumular outro serviço além do da Força Aérea (o que consegui apenas nos dois últimos anos quando estava em tratamento psiquiátrico).Contudo, mais uma vez friso que no blog interessam mais as percepções das pessoas, o modo como elas as encaram, as atribuições Maluco2que são obrigadas a fazer e a possibilidade que existe em se efectuar uma profilaxia para que as mesmas não funcionem como traumatismos no sentido negativo.

A recordação do conhecimento do simples facto de que um oficial superior navegador tinha no seu currículo uma licenciatura em História tirada durante a sua permanência na Força Aérea, fez-me lembrar que três vezes me tinha sido negada autorização para continuar o curso de Direito no qual me matriculara em 1958. Depois, foi o resto do rol das recordações (subjectivas).

Como outro exemplo, posso dizer que a palavra «camarada», embora a aceite com toda a naturalidade, provoca-me uma certa Depressão-Brepulsa porque além de vários acontecimentos anteriores, até o meu estágio profissional de Psicologia foi «mal» supervisado por «camarada» que mais tarde me «boicotou», em conjunto com outro «camarada», a minha investigação em neuropsicologia, depois de um ano de trabalho árduo. Contudo, embora eu não pertença a qualquer «confraria» damo-nos todos, aparentemente, muito bem.Se quisesse ir para TAP tê-lo-ia feito depois de passar à reserva, pela Junta de Saúde de 22 de Abril de 1974. Mas, nessa ocasião, estava muito mais empenhado em tirar um curso superior (sem qualquer autorização, por ser particular) cuja possibilidade me tinha sido negada durante a permanência de quase 17 anos na Força Aérea.
Agora, interessa-me mais a Psicologia e, especialmente, a Psicoterapia.Biblio

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PSICANÁLISE (republicado)

Em 25 de Setembro de 2011, um Anónimo comentou:Saude-B

Li por acaso este post mas estou a consultar apenas o blogue.
Porque é que não transfere este post para o novo blogue que está a manter depois deste?
O post da PSICANÁLISE também seria interessante para acrescentar ao seu perfil.

Respondi que fá-lo-ia quando tivesse tempo e disponibilidade para isso. Por este motivo, vou transcrever hoje os dois posts para este blog.

Há tempos, um dos meus alunos perguntou-me qual a razão por que eu não dizia bem da psicanálise.Imagina-B
A minha resposta, muito simples, baseia-se na possibilidade de, repentinamente, o psicanalista, baseado numa recordação do analisado, poder fazer uma observação ou intervenção muito pessoal, quase sempre bem aceite
pelo analisado e que pode não se coadunar com a sua própria vida, levando-o a aderir a um sistema valorativo muito diverso.
Deste modo, passa a não ser uma pergunta nem uma hipótese mas sim uma espécie de conclusão do psicanalista relativa a si próprio, baseada na recordação de vida do analisado. O que pode acontecer a partir daí? O analisado pode tentar adquirir novos valores não coincidentes com a sua personalidade.Acredita-B

Este tema de reflexão, mais do que uma resposta a uma pergunta dum aluno, foi aflorado em mim por um acontecimento muito simples que avoquei na minha imaginação orientada depois de um dia cansativo e um relaxamento profundo.
Tinha acabado de assistir à primeira parte do encontro de Navegadores da Força Aérea Portuguesa, 50 anos depois do meu curso, na Base Aérea de Sintra e tinha ficado a rever um pequeno excerto de filmagens feitas no 6º Encontro de Navegadores realizado na Base de Sintra, em 2002, para entrega dos «brevets» de navegador solicitados por mim, atribuídos por despacho do 2º SCEMFA em 1963, e conferidos, com outra numeração, passados apenas quase 40 Consegui-Banos! Entretanto, alguns desses navegadores já morreram.
A conferência de um navegador, oficial superior, que, em 2002, era capitão e tinha no seu currículo uma licenciatura em História tirada durante a sua permanência na Força Aérea, fez-me lembrar que três vezes me tinha sido negada autorização para continuar o curso de Direito no qual me matriculara em 1958. As razões eram várias: tinha sido colocado nos Açores ou em Angola e não podia frequentar as aulas, ou estava empenhado em missões de serviço nos territórios ultramarinos!
A possibilidade de ser contratado por uma companhia de aviação civil estrangeira também me foi subtilmente cortada e, quando um dia, consegui ir falar com o responsável da TAP a fim de lhe pedir que me fizesse testes para saber se Joana-Bpoderia ingressar na mesma, recebi uma resposta que me surpreendeu bastante e é mais ou menos a seguinte:

Não precisamos dos vossos testes para nada. Nós conhecemos o vosso currículo. A sua maior dificuldade deve ser na saída da Força Aérea. Se conseguir isso, no dia seguinte pode vir ter connosco.

Ia alegre e satisfeito porque já tinha mais de 8 anos de oficial do quadro permanente e poderia, oficialmente, passar à reserva ou à licença ilimitada. Na minha caminhada a pé para fora das instalações da TAP, encontrei-me com um «camarada» que se admirou de me ver tão bem disposto em contraposição com o meu permanente mau humor. Julgando que ele era de confiança, relatei o sucedido e confessei que me sentia muito feliz e que, de regresso aos Açores, iria Psicopata-Btransmitir a boa notícia à minha mulher.
Qual não foi o meu espanto, quando no momento da aterragem nas Lajes, estava um soldado à minha espera para me dizer que tinha de ir falar urgentemente ao 2º Comandante da Unidade. Maior ainda foi a surpresa quando esse Comandante me disse ter recebido um «rádio» para eu me apresentar urgentemente nos Serviços de Saúde para a revisão necessária visto ter sido nomeado, por essa via, para Angola. Fiquei completamente transtornado porque além de poder ir para a TAP, onde ganharia o quádruplo ou mais com muito menos serviço, também esperava continuar o curso de Direito.

Mas a saga ou a «indignação» não acabou aqui. Quando cheguei a Angola e tive de me apresentar no Comando, o Chefe do Estado-Maior (por acaso oriundo da Marinha), meu velho conhecido e pessoa com quem me dava bem, disse-me quase Depressão-Btaxativamente:
Oh Noronha. Nós necessitamos cá de gente mais moderna. Você é tenente
bastante antigo e não sei onde o hei-de colocar. Não sei porque é que foi você o nomeado. Tenho de o deixar nas Informações do Comando. Vai à Base voar quando for necessário.

Depois, no seguimento de algumas trocas de impressões com quem tinha sido meu anterior Comandante da Base, relatei-lhe a minha conversa com o Comandante da Região Aérea em que estivera anteriormente colocado, acerca da minha intempestiva e urgente colocação em Angola, bem como a reacção do mesmo perguntando-me se “eu não queria ir defender a pátria”.
Quando, de seguida, contei também a este Comandante a desdita em relação à possível contratação na TAP, ele disse-me:Psicologia-B
Agora já compreendo.

Por acaso, este Comandante tinha acabado de requisitar para a biblioteca dois livros sobre psicanálise, de Pierre Daco, acabados de ser publicados em francês e, depois de passar è reserva, tirou o curso de Direito.
Regressado de Angola, como não conseguia continuar na Faculdade de Direito porque não tinha bilhete de identidade civil para me matricular nem autorização que, como militar, me era negada, procurei o curso de Psicologia por ser dum Instituto Superior particular. Quando perguntei na Secretaria se necessitava de bilhete de identidade civil ou autorização militar, a empregada riu-se a bom rir e disse-me:mario-70
Aqui o que nós precisamos é de dinheiro para pagar as propinas. Identifique-se como quiser.
Ainda me lembro que essa chefe de Secretaria, logo que me aproximasse para pagar as propinas e me visse à procura do cartão com o número de aluno, dizia “1581” e apressava-se a preencher o recibo, rindo com gosto. À primeira vez, fiquei admirado, mas depois, fui-me habituando. Provavelmente, ela tinha ficado «traumatizada» com a minha pergunta disparatada acerca do bilhete de identidade e da autorização, seguida da minha cara de espanto perante a sua resposta. Assim eram os tempos antigos.
Mesmo a propósito deste curso, que seria muito útil para a Força Aérea, senti-me na necessidade de escrever uma carta ao Sub-secretário de Estado chamando «Senhor Inteligente» a um responsável superior hierárquico que tratava de tudo isto com uma ligeireza muito grande, o que me «rendeu» cinco dias de prisão!Interacção-B30

A partir daí «fui-me completamente abaixo» a ponto de não conseguir estudar para o curso nem ser capaz de desempenhar as funções numa Direcção onde tinha sido colocado.
A minha insatisfação foi aumentando e piorando porque me sentia extremamente prejudicado em relação aos pilotos-aviadores que tinham tudo e nada deixavam para os outros a não ser o trabalho e as responsabilidades.
Os meus colegas, ou «camaradas» como eles diziam, de entrada na Força Aérea, eram capitães e os que tinham feito comigo o curso de promoção a capitão eram quase majores enquanto nós continuávamos como tenentes. Contudo, os serviços de responsabilidade eram executados por nós, «mais antigos», que substituíamos majores e tenentes-coronéis.Organizar-B
As promoções ficavam de tal maneira para eles e os serviços de responsabilidade para nós, que comecei a sentir-me como escravo numa roça dos Pil.Av. Naquela época, não podia dizer isto nem «pensar em voz alta» porque podiam perguntar-me se desejava «provocar uma subversão» da mesma maneira como me tinham perguntado anos antes se “eu não queria ir defender a pátria”.

A minha condição física e psicológica foi piorando até que, depois de muito tratamento psiquiátrico medicamentoso com um psiquiatra de orientação psicanalítica e que me dizia que eu deveria ter tido muitos conflitos com o meu pai, resolvi não seguir a medicação e «deixar as coisas andar».
O resultado foi uma Junta Médica ter de me considerar incapaz para o serviço de voo, em 22 de Abril de 1974, o que me colocouPsi-Bem-C na reserva.

A partir desta data, com uma pressão psicológica muitíssimo menor e muito mais disponibilidade de tempo, apesar de não ter ainda concluído o 1º ano do ISPA, consegui, ao abrigo da lei para os militares, terminar rapidamente o curso e seguir em frente como desejava. A minha tensão psicológica aliviou rapidamente sem quaisquer medicamentos, apesar de me ter sido diagnosticada uma neurose depressiva reactiva. Onde foram parar os aludidos conflitos com o meu pai? E a colite crónica de que sofri durante mais de quatro anos?
Lembrei-me também do mesmo aluno, que tinha feito o reparo em relação à minha má aceitação da psicanálise, ter perguntado se a imaginação orientada não poderia conduzir a um caminho perigoso e cheio de utopias.Difíceis-B
Acho que um psicanalista poderia, tal como me aconteceu, querer atribuir as minhas dificuldades aos conflitos com o pai e não com a Força Aérea, com ou sem razão. Poderia também arranjar uma justificação para tudo, culpando a sociedade e desculpabilizando-me de forma a eu poder fazer qualquer disparate.

Na imaginação orientada, o próprio é confrontado com as suas dificuldades, que não tem de confessar a outra pessoa, como acontece na psicanálise o que pode incitar o psicanalista a fazer juízos de valor ou a dar opiniões. Também, como é difícil «despirmo-nos» perante os outros, o analisado pode omitir qualquer coisa que não lhe convenha revelar ou apresentar uma má imagem. Na imaginação orientada não é necessário esse «despir» em público. Cada neuropsicologia-Bum «despe-se» à medida que desejar e guarda para si o que não quiser revelar. Porém, pode lembrar-se de tudo, visualizar, analisar, raciocinar, planear, sem juízos de valor dos outros, acerca do bem e do mal. Pode também fazer os seus próprios juízos de valor com a ajuda que desejar do terapeuta, apenas com as informações gerais fornecidas por si próprio. O terapeuta pode colocar as hipóteses que achar mais convenientes como perguntas de reflexão, para serem questionadas pelo «paciente» e aceites ou rejeitadas por ele após análise e compreensão das mesmas.

Na bem delineada intervenção do oficial navegador já referido, senti que existia uma mágoa parecida à minha, mas talvez menor do que aquela que eu tinha sentido durante a minha permanência na Força Aérea, o que me fez lembrar Respostas-B30várias outras coisas que me foram acontecendo ao longo da vida.

Na última parte da minha imaginação orientada vieram-me à memória o bom nível de comportamento dos oficiais da Marinha com quem privei bastante, dos oficiais da Força Aérea Espanhola que fui encontrando nas Canárias, dos disparates e saneamentos «estúpidos» e «inaceitáveis» de alguns «camaradas» feitos por alguns dos nossos outros «camaradas» logo após a «revolução», das tentativas de alguns «camaradas» quererem «trepar» à custa dos outros, dos prováveis «informadores» – aparentemente honestos «por fora» –que existiam na Força Aérea, além de várias outras coisas.

De qualquer modo, nunca consegui compreender a minha nomeação intempestiva, desnecessária e urgente para AngolaDepress-nao-B no momento em que eu poderia ir para a TAP e continuar o curso de Direito!
Eram os tempos antigos que não interessa recordar mas aprender com eles a fim de não os repetir e mudar o futuro. Para isso serve a imaginação orientada. E, se for com um relaxamento profundo, ainda melhor.

Tudo isto provocou-me um certo alívio e uma compreensão melhor do aproveitamento que fiz com o ingresso no curso de Psicologia: consegui safar-me no meio da tormenta que me avassalava no momento. E lembrei-me subitamente da «Revolução dos Cravos» feita para evitar «os cardos» com os quais alguns estavam a ser picados, para dar a tudo isso uma coloração muito diferente da original. Os apregoados ideais anunciados por «Educar»-Balguns bem-intencionados «ficaram pelo caminho» mas, pelo menos, vimo-nos livres da PIDE e da Censura.

Foi bom ter assistido a este encontro que compensou largamente a minha ausência na Bênção das Pastas no ISMAT onde sou responsável pelas disciplinas de Psicologia Social e Psicopatologia na licenciatura em PSICOLOGIA. 

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DISCIPLINA, STRESS E APRENDIZAGEM (republicado)

 Acabei de ler o seu comentário ao meu post «PEDAGOGIA EM  PORTUGAL», de 1 de Outubro (2008) e vou já fazer o neuropsicologia-Bpost que estava preparado para dar uma resposta a José Carrancudo.

 “… o comportamento mais natural de qualquer ser vivo, é de não fazer nada, quando não é mesmo obrigado a fazer alguma coisa, conservando assim a energia…” é o que se lê no post com o título acima, no blog Educação em Portugal, de José Carrancudo.

Antes de tudo, do meu ponto de vista, julgo que colocaria as coisas de outra maneira, dizendo: “o comportamento mais natural de qualquer ser vivo é de fazer aquilo que mais agrada, gerindo a energia o melhor possível.”Saude-B

Quando se fala de disciplina nas aulas, julgo que com a indisciplina não se conseguem aprender as matérias que necessitamos de aprender porque exigem concentração da atenção do aprendiz, pelo menos durante alguns lapsos de tempo em que essa matéria deve ser apreendida.

Se os professores ficarem ocupados com o controlo dos comportamentos inoportunos dos alunos, qual é o tempo que vão dedicar a expor as matérias a serem aprendidas? O tempo das aulas é limitado e uma pessoa não consegue fazer duas coisas incompatíveis ao mesmo tempo (prestar atenção à irrequietude dos alunos e expor a Imagina-Bmatéria).

E expor a matéria a quem? Aos restantes alunos que ainda não se mostram indisciplinados? Qual a atenção que podem prestar às aulas enqanto os colegas os conduzem à desatenção?

Se a profissão do professor é ajudar o aluno a aprender e se não consegue atingir esse objectivo, obviamente, deve sentir-se frustrado. Qual será a sua resposta a essa frustração? Uma delas pode ser «virar as costas» à turma e «deixar andar». E qual será a aprendizagem dos alunos ainda não indisciplinados? Prestar atenção aos colegas indisciplinados ou à matéria a ser dada?Maluco2

Quem, de facto, perde mais com isso? O professor ou os alunos? O que poderão os alunos aprender nestas circunstâncias? Modelarem-se em comportamentos semelhantes aos do professor? Ficarem reforçados porque se portaram mal? Os que não se portam mal, modelarem-se nos comportamentos dos turbulentos para daí obterem reforço vicariante? Arranjarem justificações dizendo que os professores não ensinam?

E que reacções terão os pais? Criticar os professores por não obterem bons resultados com os alunos?

Porém, onde aprenderam os alunos a ser turbulentos ou a portar-se mal nas aulas? A família de cada um deles não será, às Psicopata-Bvezes, um exemplo ou um incentivo para que se portem mal nas aulas? Os pais terão a noção daquilo que os seus filhos fazem nas aulas? Caso afirmativo, qual a razão dos pais não se dirigirem à escola para saber da competência dos professores? Em sentido contrário, qual a razão das muitas agressões a professores, não só dos alunos como dos pais, avós e até de outros familiares? Isso já tem acontecido, noticiado e repetido ainda hoje no jornal da noite. Muitas vezes, os pais nem querem saber da boca dos professores o que se passou! Ouvem os filhos mas não ouvem a «outra parte». Onde estará a verdade e a objectividade? Aos filhos não convirá «pregar uma mentira», de vez em quando, para se desculparem da sua má colaboração nas aulas? É como se o juiz proferisse a sentença ouvindo apenas uma das partes.

A nossa experiência diz-nos que o «stress» (q.b.) é necessário em todas as circunstâncias em que se deseja atingir mais do que Consegui-Baquilo que se possui. Acontece até no atletismo. A aprendizagem escolar é um desses casos: escrever melhor, falar melhor, obter mais conhecimentos. Exige trabalho, esforço e treino. Para isso, é necessário algum stress. Tudo isto exige um certo «investimento» que deixa de ser efectuado no caso de não dar rendimento, o que, em psicologia, se chama reforço. Quem está numa «paz podre» não investe coisa alguma. Por esta razão, até aos «velhinhos» se aconselha que se «mexam», que andem, pelo menos, quilómetro e meio todos os dias. Isto quer dizer que, com este exercício, eles podem por a «bomba» cardíaca a funcionar e evitar que as articulações fiquem «enferrujadas».

Numa aprendizagem, existe sempre o reforço, isto é satisfação por se conseguir aquilo que se deseja ou por se conseguir Acredita-Bevitar aquilo que não se deseja. Acontece-nos todos os dias e a cada momento. Assim, o reforço ou, mais correctamente, o reforçador, pode ser um elogio, uma boa nota, um reconhecimento público ou até o medo do castigo. Enquanto o último pode ser prejudicial, mas necessário em algumas situações, os outros são bons e fáceis de proporcionar. Numa aula, o professor pode manipular esses reforçadores e doseá-los conforme as circunstâncias. Desses reforçadores surgirá o reforço que é a tal satisfação. Assim, ter uma boa nota ou desempenho ou evitar um «chumbo» ou até a vergonha dum mau desempenho serão o resultado desejado. Os esquemas de reforço são muito diversos de acordo com o momento da sua obtenção, tipo, frequência, qualidade, etc., importantes para quem os têm de manipular.Joana-B

O mais importante é que também durante a brincadeira muito se aprende. Se o professor conseguir incitar (provocar stress) os alunos para entrarem numa brincadeira ordenada (disciplina) durante a qual eles possam aprender alguma coisa daquilo que é necessário e se conseguir proporcionar-lhes o reforço por eles desejado ao atingirem uma boa aprendizagem julgo que se deve sentir muito feliz porque não é fácil nem deixará esse professor sem uma grande carga de stress no final da aula. Mas, em compensação, verificará satisfeito porque a sua actuação foi muitíssimo proveitosa e benéfica para os futuros cidadãos que até se podem modelar nesses comportamentos identificando-se com o seu autor, especialmente quando na família não tiverem outro que se comporte Psicologia-Cmelhor. Até os computadores para crianças proporcionam esta oportunidade de aprender a brincar. Mas, é necessário «trabalhar», investir, treinar.

Assim, apesar dos magros salários que se aufere no nosso país, valerá a pena ser professor … já que não se conseguiu ser gestor dum banco!

Como corolário destas divagações, parece que é aos professores que compete, em primeiro lugar, orientar as aulas de acordo com a sua personalidade e capacidades, sempre em interacção e em conjugação com as personalidades dos alunos e com o meio ambiente que todos encontrarem na escola. Os cinco pequenos volumes de COMO MODIFICAR O COMPORTAMENTO e os três relacionados com a reeducação, já mencionados em posts anteriores, podem Interacção-B30dar alguma ajuda a quem dela necessitar.

Depois deste comentário que se destinava a José Carrancudo, se o meu ilustre comentador quiser diminuir um pouco mais o seu «stress» pode praticar porfiadamente o mesmo que aconselhei a Cristina e que consta das páginas 51 a 59 do livro aqui apresentado.

Imagine (e vizualize) também durante pouquíssimos minutos, antes de se deitar, como poderá dar uma aula melhor e mais controlada do que a sua última melhor aula e comece o relaxamento para depois entrar em imaginação orientada. Se ler outros posts, tem mais livros dos quais se pode socorrer para ver o que os outros fizeram e Biblioconseguiram.

Boa sorte.

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A PEDAGOGIA EM PORTUGAL (republicado)

A mensagem seguinte (de José Carrancudo):neuropsicologia-B

Agradecia um comentário, do ponto de vista de um psicólogo.
O meu filho diz que eu não descobri nada, está tudo nos livros, por isso acrescentei a referência ao livro (o qual não li 🙂 )
Cumprimentos
J. C.”

recebida via Educação em Portugal, deu origem ao seguinte post, de 1 de Outubro de 2008 que,  juntamente com o de Psicologia-BDisciplina, Stress e Aprendizagem, de 06  de Dezembro de 2008, foram ambos publicados no antigo blog PSICOLOGIA PARA TODOS, e que vão ser «republicados» agora neste blog.
Outro post – Estrutura e Desenvolvimento Cerebral, publicado neste, está também relacionado com o mesmo pedido.
Estes três posts tem sido muito visitados. Por isso, deixo-lhe também um agradecimento sincero por me ter incitado, com o seu pedido, a remodelar os três livros sobre reeducação, em volume único a ser publicado quando possível.
Será durante ou depois da «crise»?Interacção-B30

Caro José,
posts que poderiam ser úteis para a minha compreensão e resposta. Contudo, não consegui saber a que livro se refere.
O comentário que me pediu para fazer vai ser apenas a nível opinativo com base na minha prática clínica de psicologia, psicoterapia e psicopedagogia que tenho exercido nos últimos 30 anos. Isto quer dizer que durante todo este tempo colaborei com a minha mulher, professora do ensino secundário e empenhada na reeducação e integração de crianças com Saude-Bdificuldades no ensino regular.
Quando nós os dois aprendemos a ler, foi através do reconhecimento das letras e formação de sílabas.
Quanto aos nossos filhos, foi a mãe que lhes ensinou a conhecer e reconhecer as primeiras letras, a formar sílabas, palavras e frases. O mesmo não posso dizer dos meus netos que, ao atingirem a idade escolar, aprenderam a ler pelo método visual (global?). Actualmente, apresentam por vezes, algumas dificuldades na leitura. Utilizando somente a calculadora, também lhes fez falta não decorar e não memorizar a tabuada.
Também diversas outras noções adquiridas noutros conhecimentos, foram apenas através da memória, frequentemente, sem compreender o que estávamos a ler, decorar e estudar: era uma espécie de repetição tipo papagaio. Não gostamos, a não ser quando conseguimos ver e compreender as coisas, com a lógica e a prática necessárias.Joana-B

Até aos cinco anos de idade não falei outra língua senão o português. Depois, comecei a frequentar uma escola inglesa e tive de me adaptar à língua inglesa que era obrigatoriamente falada na escola. E em casa dos avós, quem, para além da família, me entendia bem se não falasse concani? Não foi uma adaptação fácil mas possível e necessária devido às necessidades do momento. Por isso, as necessidades linguísticas dos nossos emigrantes não me parecem difíceis de ultrapassar com um pouco de boa vontade e persistência que, logicamente, exige memória.
Se no PPCI exigem a criatividade e a crítica, de que maneira será possível criticar aquilo de que não se tem memória? Sem Acredita-Bmemória como podemos recordar aquilo que aconteceu anteriormente? Quanto melhor ela for, mais segurança podemos ter naquilo que fazemos. A memória é tão importante que até na reeducação utilizamos frequentemente exercícios de treino e prática da mesma.
Ao longo da vida, as crianças vão formando e estruturando a sua personalidade ou a sua «maneira de ser», geralmente, através dos modelos dos pais. Seguramente, não basta imitá-los no momento em que eles estão a actuar. Como poderemos imitá-los em momentos posteriores, se não nos lembrarmos dos seus comportamentos? A memória não será uma componente fundamental nessa aprendizagem como em muitas outras?Consegui-B

Em quase todos os aspectos da vida temos de utilizar a memória. Senão, qual a razão de dizermos que uma pessoa está «a degradar-se» quando começa a entrar na «doença de Alzheimer»?
Se vamos por um caminho e não nos lembramos dele, como poderemos ter a possibilidade de regressar? A memória não será fundamental para isso? Se tivermos uma boa memória da «disposição» dos aposentos da nossa casa, podemos chegar com pouca dificuldade ao quadro de electricidade quando a luz se apagar. Numa residência nova para nós, talvez seja mais difícil por não nos lembrarmos bem da disposição das instalações.
Nos primeiros tempos em que estive na navegação, aproveitei a memorização da mnemónica GOAT (Greater Observed AltitudeImagina-BTowards «the substellar point») que os navegadores treinados no Canadá utilizavam para verificar facilmente a nossa posição no ar em relação à terra.
Quando estive a leccionar Matemática aos alunos do 5º ano (antigo 1º ano do ciclo preparatório), eles tinham dificuldade em fixar a ordem de resolução das operações nas expressões numéricas e como estávamos numa época de turbulência política, ajudei-os a utilizar a mnemónica PPD/MAS
(Parêntesis, Potências, Divisões, Multiplicações, Adições e Subtracções). Assim, reduzi a necessidade de memorizar a sequência das operações com uma mnemónica que era mais fácil decorar e memorizar do que as operações em si e ajudei a poupar a memória.Maluco2
Se eu não utilizasse a lógica, talvez não conseguisse fazer esta comparação mas seria possível fazê-la se não me lembrasse dos eventos que relatei?

Do mesmo modo, porquê fazer um drama quando uma pessoa tem um acidente e se esquece do que aconteceu? Ela continua a viver física e fisiologicamente, mas pode não se lembrar dos conhecidos, amigos e até dos familiares. Pode não se recordar de muitas coisas da sua vida. Se a memória não é importante porquê tentar a sua reabilitação? Se a reabilitação é boa, qual a razão de não a fortificar? O treino é fundamental. Se o mesmo se puder fazer através dos estudos ou até para melhorar a sua eficácia, estamos a juntar o útil ao necessário e futuramente proveitoso.Psicopata-B
Se em psicoterapia eu não tentasse avocar a memória dos «pacientes», como poderia incitá-los a reviver os momentos da sua vida mais interessantes, importantes e agradáveis? Se tiveram um bom sucesso num determinado momento e se esqueceram dele, porque não o reavivar para poderem extrair dali um outro modelo possível para o futuro? Esses factos estão apenas no seu «arquivo pessoal» aos quais não chegaríamos se não houvesse memória.
Desprezar, minimizar ou ignorar qualquer das nossas capacidades ou não tentar optimizá-las quando possível, parece-me um erro crasso. Senão, para quê a reeducação e a reabilitação dos deficientes? Porquê o atletismo e a demonstração da maximização de determinadas capacidades? Podemos não ser e até, talvez, não devamos ser radicais. Mas potenciar tudo o que é favorável para o bem-estar humano julgo ser digno de louvor.Depressão-B

Contudo, devemos adaptar-nos às situações da maneira mais conveniente. Por isso, eu tento não utilizar cegamente uma determinada linha terapêutica mas procuro adaptar-me às necessidades do paciente. Do mesmo modo, no ensino, julgo que é ao professor que compete utilizar as técnicas necessárias em cada situação de acordo com o «material humano» que tem entre mãos. Porém, nada impede que a orientação geral seja unânime para todos, com definição de objectivos.
Por isso, parece-me que um treino multifacetado dos docentes pode dar origem a um ensino mais criativo, crítico e desenvolvimentista.Biblio
Do meu ponto de vista, quanto mais se desenvolverem as capacidades humanas, sem sobrecargas ou radicalismos, melhor se poderá aproveitar o potencial de cada um de nós.
Provavelmente, se quiser, diremos alguma coisa sobre disciplina, stress e aprendizagem.
Cumprimentos,

Mário de Noronha

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RESPOSTA 14

“Sou mãe solteira e tenho grande dificuldade na educação do meu filho gordinho. Dizem que a obesidade Joana-Bestá correlacionada com a ausência das mães em casa. Para não ficar no desemprego, tenho de deixar o meu filho muitas horas sozinho em casa. Posso fazer alguma coisa que ajude a melhorar a situação?”

A minha resposta a este comentário, e baseia-se nos conhecimentos sobre a modificação do comportamento.
1.  Qualquer ser animal e especialmente o humano, necessita de reforço, isto é, satisfação. Por isso, procura obtê-la da maneira que lhe é mais fácil e económica. Em cada momento, cada um sente essa satisfação da maneira que lhe é Acredita-Bpeculiar, isto é, através de elogios, carinhos, honras, dinheiro, reconhecimento do seu trabalho, etc. que se traduz em reforço.
2.  Qualquer criança necessita de atenção, carinho e afeição e isto até se verifica nos restantes seres animais. É por isso que as crias ficam nos primeiros tempos de vida, com os progenitores ou com a sua espécie até se autonomizarem e se tornarem adultos, obtendo destes os reforços adequados.
3.  Se não houver carinho, afecto e atenção que proporcionem reforço, o ser humano pode eventualmente conseguir obter esse reforço que lhe é necessário através de diversas acções, tais como, comer, brincar, maltratar os outros, imaginar situações fantasiosas, fazer disparates para chamar a atenção, etc.neuropsicologia-B
4.  O reforço é obtido quando qualquer das acções equivalentes às enunciadas têm bom resultado e dão satisfação. É o reforço positivo.
5.  Quando situações semelhantes se repetem e continuam a dar reforço, especialmente o de razão variável ou aleatório, é provável que exista uma aprendizagem, cada vez maior e mais alienante porque funciona para dar satisfação, que não é conseguida de outro modo.
6.  Quando a falta da mãe ou o pouco contacto com ela reduz o carinho, o afecto e a atenção necessárias, a comida pode funcionar como um substituto, especialmente porque os pais, muitas vezes, dão guloseimas em vez do carinho e Psicopata-Bafecto que são imprescindíveis. Assim, a falta de atenção dos pais é substituída por presentes, uma boa refeição ou guloseimas. Também, o exemplo de consumo de guloseimas pelos pais, pode muitas vezes servir como um modelo a ser imitado. Isto acontece frequentemente, com os pais que dizem aos filhos que os mesmos fazem mal, embora eles próprios os consumam. Obtido o reforço com estas comidas e com os modelos que os pais proporcionam, pode até haver a possibilidade de os filhos tentarem identificar-se com eles e até tentar superá-los.
Por isso, não admira que a obesidade tenha vindo a aumentar ao longo do tempo e que seja mis dominante nos lares em que a «ausência» ou «desapego» dos pais em relação aos filhos, é também maior do que em qualquer outro contexto.Maluco2

– Se os pais mantiverem um bom contacto com os filhos;
– se lhes derem conselhos acerca duma alimentação saudável;
– se lhes proporcionarem exemplo e modelo adequados através dos seus comportamentos;
– se elogiarem os filhos e lhes prestarem maior atenção sempre que tiverem uma alimentação saudável;
é muito provável que esta correlação de chamada «ausência das mães» possa ser substancialmente reduzida, especialmente se o pai também «entrar no jogo» de educar os filhos com bons modelos e reforços.

Muitas vezes, não é só a ausência, mas a falta de paciência para «aturar os filhos», depois de um dia de trabalho e «chatices», Depressão-Bque ocasiona o «desapego». No seu caso, na ausência do pai, seria muito importante que o filho tivesse «ocupação» durante a ausência da mãe em casa.

Por este motivo, todos os Governos, especialmente na Europa, têm de pensar muito bem no «equipamento social» chamado família, dando-lhe boas condições para procriar e educar os filhos saudavelmente. O tempo e a qualidade para o bom acompanhamento dos filhos pode ser crucial para o desenvolvimento saudável duma nação.

Se isso não acontecer e se este facto não for tomado em conta, em pouco tempo poderemos ter um mundo Saude-Bocidental alienado, tecnologicamente avançado, delinquente, obeso e viciado.

Não se julgue que os vícios da droga, do álcool, da ganância, incluindo o de defraudar os outros, ou qualquer outro, como os actuais jogos de computador ou da lotaria, não se situam nestes parâmetros. Basta ouvir as televisões a apresentarem outros estudos, que tiram conclusões com os efeitos que esses vícios ou alienações ocasionam. É necessário descobrir quais as causas que provocam o efeito, que é essa alienação ou vício. As pessoas vão buscar a satisfação naquilo que conseguirem fazer melhor e mais rapidamente para se sentirem felizes, embora não se possa dizer que o consigam ser, de facto.

A insatisfação sentida pelos que praticam actos desviados moral e financeiramente, são o reflexo disso.«Educar»-B

Estamos todos inseridos numa cultura que prevalece como uma norma social a seguir. Não nos é estranho ver realçados os valores do dinheiro da aparente beleza, da confusão, da satisfação, da felicidade com os bens materiais e financeiros, privilégios e honrarias. Nesta cultura, as pessoas que não conseguem obter aquilo que a sociedade realça como fins a atingir, sentem-se frustradas. Para obter a sensação de vencer, ensaiam diversas actuações até imaginar que estão a conseguir sair vencedoras segundo os cânones sociais estabelecidos. Entretanto, foi a execução de comportamentos «desviados» que proporcionou uma aprendizagem tão vincada e a longo prazo, que é difícil de ser desaprendida com facilidade e até pode prejudicar a boa saúde física e mental. Esta actuação não é o resultado de um dom ou de uma predisposição inata mas sim duma capacidade adquirida com a aprendizagem nessa sociedade.Psicologia-B

Senão, vejamos o que acontece em muitas sociedades primitivas em que a «gordura» ou a «competição» não é valorizada mas até é desaconselhada.
Para tanto, a «educação» é extremamente importante mesmo nas comunidades animais selvagens, onde as crias ficam muito tempo com os progenitores. Será que o mesmo acontece agora nos aglomerados humanos primitivos? E se olharmos para os «civilizados» podemos dizer o mesmo?

Tudo isto está cientificamente enquadrado e explicado em linguagem simples em PSICOLOGIA PARA TODOS (F) bem Interacção-B30como no volume SAÚDE MENTAL sem psicopatologia (A).

O livro da JOANA (D) também pode ajudar imenso. Descubra como se pode utilizar a modificação do comportamento.

Diversos posts anteriores trataram deste assunto respondendo a várias perguntas feitas pelos comentadores.

Com o contacto, cada vez mais reduzido estabelecido pelos pais (pai e mãe) com os filhos, é durante este importante tempo de educação que se adquirem muitos vícios que só tardiamente são «estudados» para se descobrirem os seus Imagina-Befeitos nocivos.

Depois, surgem as propostas para os combater com medidas extraordinárias de maior envergadura e menor eficácia do que as possíveis numa educação saudável desde a nascença, pelo menos, até à puberdade.

Por isso, quer tenha muitas ou poucas possibilidades financeiras, tente motivá-lo para fazer ginástica ou desporto, mantendo uma dieta saudável ou enquadrá-lo num clube de bairro ou de qualquer agremiação desportiva de confiança. É a «ocupação» de que falei no início.Biblio

Espero que tenha conseguido dar a resposta possível à minha comentadora anónima, a quem agradeço a colaboração prestada com o seu comentário oportuno.

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RESPOSTA 13

Li o seguinte comentário de uma Anónima no post «Resposta» 12, o qual transcrevo para que se compreenda que a resposta Organizar-Bque vou dar é só para ajudar minimamente uma pessoa em natural desespero.

“O que posso fazer por mim para não me sentir tão desesperada como agora?
Há anos, por pressões do meu patrão, ajudei-o a fazer uma falcatrua assinando um documento comprometedor. Ele ganhou milhares de contos e deu-me dez, para adoçar a boca.
Quando o escândalo rebentou inesperadamente, ele safou-se descartando-se de mim. Agora, com 35 anos, estou nas mãos de justiça por causa da minha maldita assinatura.
Sem dinheiro, sem emprego, sem apoio ou posses para qualquer aconselhamento, poderei fazer qualquer Bibliocoisa por mim própria para aliviar o meu sofrimento enquanto aguardo a lenta marcha da justiça?
Anónima”

Pela maneira como a senhora fez o comentário, parece-me que, depois de se descobrir a falcatrua, o seu patrão tentou safar-se alijando em si todas as culpas.
Por acaso, não foi a sua secretária de maior confiança?
Além disso, parece-me que a senhora não quer ilibar-se de toda a culpa. Por isso, está em conflito consigo própria, além de excepcionalmente desiludida com o seu antigo patrão.Interacção-B30
Se assim é, muito vai ter de lutar consigo própria para «carregar» a culpa sozinha.
Comportamentos de patrões como o seu, são usuais na nossa sociedade chamada «civilizada», mas muito «gananciosa». Com eles, é necessário guardar «trunfos na manga» que a senhora parece não ter. Para isso, teria de usar vestuário de um certo porte e… Se calhar, os seu vestuário não era o mais atraente… e confiou demais no seu antigo patrão.
Agora, apenas para aliviar a situação aflitiva em que se diz encontrar, peço antes de tudo, que leia pelo menos os livros Acredita em ti. Sê Perseverante! (B) e Eu Também CONSEGUI! (C).Psicologia-B
Os outros livros, pode escolhê-los no novo blog TERAPIA ATRAVÉS DE LIVROS. Com estas leituras ou quaisquer outras que consiga fazer, assim como praticando a relaxamento, deve ter a possibilidade de experimentar «uma viagem ao seu passado» evocando muitos factos que a levaram a ficar presa a um compromisso de falcatruas.
Espero que nos livros que ler, apreenda bem o modo de procedimento dos seus protagonistas: Antunes e Cidália.

Pense bem, vasculhe na memória todos os pormenores dos quais se puder lembrar. Podem ser importantes para as declarações Consegui-Bou esclarecimentos que tiver de prestar a quem averiguar os pormenores da falcatrua. Pode lembrar-se, sem querer, de algum pormenor insignificante, mas que possa contribuir para que algo de diferente aconteça nas averiguações que julgo estarem em curso. Pode até corrigir alguns dados que não tenham sido devidamente esclarecidos. Depende muito da sua entrada em relaxamento e da «disponibilidade mental» com que recordar tudo aquilo que se passou e o modo como aconteceu.
Em alguns casos, isso pode ajudar. Mas, o mais importante, é a senhora conseguir compreender a situação total e, sem tentativas de justificação para se sentir com razão, compreender que nas circunstâncias do momento seria difícil ter outras alternativas. Todos vamos ter de viver com o nosso passado, mas conseguiremos levar uma vida menos Imagina-Bangustiada se compreendermos os factos e, depois de analisados, os aceitarmos com racionalidade.
Boa sorte e menos angústia. Da minha parte, não posso ajudar mais a reduzir o seu desconforto sem conhecer outros elementos importantes da sua vida e sos acontecimentos.

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RESPOSTA 12

No post «RELAXAMENTO 3», Inácio fez o seguinte comentário:Biblio

“Já me conhece e deu-me uma resposta que me ajudou bastante.
Os medicamentos não irão ajudar também?
E as leituras são tão importantes que podem ajudar a fazer uma psicoterapia?
Agradeço, desde já, a ajuda que me possa dar.”

ao qual prometi responder com a transcrição de alguns trechos do livro “Eu Também CONSEGUI!” (C), relacionado com a psicoterapia da Cidália em que, num dos capítulos finais,  ela faz a recensão de um interessante artigo.
Outras respostas ficam para uma próxima oportunidade.Consegui-B

BIBLIOTERAPIA E PUBLICAÇÃO DE FALSOS RESULTADOS COM MEDICAMENTOS
(Artigo que é resumido pela Cidália e adaptado para português)
dados espúrios relacionados com descobertas e verificações.

Nos EUA, o Sociólogo de Medicina Joel C. Snell, do Kirkwood College, Indiana e o Farmacêutico Clínico Mitchel E. Marsch, da St. Elizabeth Medical College, de Lincoln, Nebraska, publicaram em 2007, nas páginas 31 a 33, do nº 1, vol. 44, da revista PSYCHOLOGY AND EDUCATION, dos EUA, um artigo com base na bibliografia Saude-Bindicada a seguir.
…………….
 
Barrett (2004), o autor do artigo publicado no Business Week, sugere que a investigação médica e, em especial, os estudos farmacêuticos, são enviesados. Muitos estudos são financiados pelas mes-mas entidades que desejam vender o medicamento. Por isso, existe um conflito de interesses.
Cerca de 60 por cento dos estudos são financiados pela “Big Pharma.” As investigações redefinem os dados para apresentar resultados positivos, arranjam amostras até conseguirem uma diferença significativa e, de seguida, ficam Imagina-Bsilenciosas, menosprezando resultados negativos ou atrasando a apresentação dos mesmos.
Além disso, as empresas farmacêuticas pagam a articulistas fantasmas para escreverem recensões mirabolantes, contratam médicos proeminentes para elogiar a droga, manipulam os dados, transformam descobertas espúrias em outras muito significativas, utilizam amostras não aleatórias e subornam os organismos reguladores da actividade (farmacêutica).
Barrett (2005) também critica a indústria farmacêutica em relação aos seus anúncios.
Healey (2005) critica a investigação farmacêutica em confronto com a medicina puramente natural que possui 350 estudos efectuados na Europa e nos Estados Unidos sugerindo que as ervas são um suporte viável contra os sintomas patológicos da sinusite e problemas afins.mario-70
Newsweek (2004), ocupa quase um dos seus números para demonstrar que a medicina alternativa pode complementar a medicina ocidental e sugere que esta pode estar a ser ligeiramente sobrevalorizada por estudos enviesados.
Business Week(2005) cita o «guru» da saúde, Andrew Weil, médico da «Harvard», como um potencial candidato capaz de conduzir uma investigação comparativa séria, utilizando as melhores estratégias, para verificar os efeitos da medicina alternativa.
O autor «best-seller», Gary Trudeau, (sem qualquer preparação em medicina), documentado com relatos de outros autores Acredita-Bacerca de fraudes na indústria farmacêutica, (Trudeau, 2005; Mundy, 2001), elaborou a história sobre o modo como as empresas farmacêuticas, utilizando a fraude e a decepção, encobrem problemas com uma droga utilizada nas dietas (emagrecimento).
Na revista JAMA, Ioannidis (2005), afirma que os estudos mais famosos e muito lidos não apresentam o mesmo grau de diferenças significativas dos estudos de seguimento (follow-up) e indica a etiologia deste problema. Além disso, discute no New Scientist (2005, 30 de Setembro) muitas estratégias de pesquisa que irão proporcionar resultados falsos ou espúrios.
A Associated Press (2005), informa que se gastam anualmente cerca de 95 biliões de dólares em investigação médica e Psicopata-Bfarmacêutica financiados pela “Big Pharma.” Além disso, os autores dos estudos têm, geralmente, ligações com organizações ou empresas produtoras de drogas ou medicamentos.
Os autores deste trabalho salientam que o resultado das investigações varia de acordo com o valor da validade dos estudos.
Os resultados espúrios querem significar que são provavelmente falsos.
Os resultados das descobertas querem dizer que os autores introduziram conceitos e dados novos que necessitam de replicação e melhoria, mas que são valiosos porque apresentam novos sujeitos ou novos relacionamentos entre variáveis.
Os resultados de verificação dizem que a pesquisa seguiu a exigência de todos os protocolos e que tem fundos necessários Psicologia-Bpara realizar a totalidade da pesquisa, sem enviesamentos. São estes os estudos que devem ser considerados aceitáveis num campo que se encontra em rápida mudança. Contudo, não quer dizer que a investigação será sempre indiscutivelmente válida. Significa apenas que é o estado em que a ciência ou a metodologia da investigação se encontram no momento da publicação do trabalho de investigação (Hans Zetterberg, 1965, livro de texto clássico sobre metodologia, pgs. 114-156).
Este artigo exige uma reflexão sobre osvariados interesses de cada um:

  • As empresas farmacêuticas têm interesse em que se consumam muitos medicamentos e, por isso, fazem tudo o que lhes é possível para o conseguir.Interacção-B30
  • Os profissionais querem trabalhar e tirar o maior proveito possível dos seus cursos e profissões e, por isso, aceitam toda a espécie de «benesses».
  • Todos os grupos e organizações querem ganhar o mais possível e aumentar os seus lucros e influência e, para isso, servem-se de todos os meios de que dispõem.
  • O doente ou «paciente» não deve pensar nos seus interesses? Se o seu interesse é não estar «doente», reduzir a doença ou efectuar uma acção preventiva, deve ter as informações e os meios que o ajudem a defender os seus interesses.
  • Se o «paciente» puder melhorar o seu estado e prevenir-se contra futuras «doenças» qual a razão de não o fazer?Imagina-B
  • Se com alguns procedimentos, fáceis de adoptar, cada um conseguir precaver-se contra os medicamentos que o alienarão no futuro, não estará a defender o seu interesse de se manter saudável?É esta a conclusão a que todos podemos chegar depois de tomar conhecimento do que nos interessa e, especialmente, daquilo que nos é prejudicial.

É por este motivo que interessa a difusão desta informação.

Os carros topo de gama, as viagens de férias ou «congressos», outras prendas oferecidas pelas empresas farmacêuticas aos seus «investigadores» terão algum significado?Organizar-B

Em Portugal, Pequito Valente estaria a dizer, por acaso, algo de inconveniente para os laboratórios farmacêuticos?

Quando acabei de escrever estas linhas vi no Courrier Internacional, de 21SET07, um artigo em que se diz:

“Cada vez mais terapeutas recomendam aos pacientes deprimidos ou angustiados um remédio surpreendente: ler um livro. Desde que uma série de investigações sobre os guias práticos de desenvolvimento pessoal e auto-valorização demonstraram que estas obras permitem melhorar a saúde Difíceis-Bmental o êxito de biblioterapia vai crescendo.” 
 Kevin Helliker, do The Wall Street Journal , de Nova Iorque, diz que Behavior Research Therapy publicou dois estudos que demonstram a eficácia da biblioterapia em casos de depressão e de outras perturbações da personalidade. As investigações continuam a fim de se «separar o trigo do joio» no caso dos guias ou dos livros e «descobrir» os mais eficazes. A biblioterapia é uma prática que está a ser estudada, para ser seguida nos EUA e no Reino Unido «onde um doente pode estar seis meses à espera dos cuidados de saúde».

Em relação a mim, com provas dadas, podem considerar-me uma adepta fervorosa do esclarecimento, da leitura, da prática e do treino profiláctico! 
                                                       Cidália

Vejam também este vídeo.

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