PSICOLOGIA PARA TODOS

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RESPOSTA 12

No post «RELAXAMENTO 3», Inácio fez o seguinte comentário:Biblio

“Já me conhece e deu-me uma resposta que me ajudou bastante.
Os medicamentos não irão ajudar também?
E as leituras são tão importantes que podem ajudar a fazer uma psicoterapia?
Agradeço, desde já, a ajuda que me possa dar.”

ao qual prometi responder com a transcrição de alguns trechos do livro “Eu Também CONSEGUI!” (C), relacionado com a psicoterapia da Cidália em que, num dos capítulos finais,  ela faz a recensão de um interessante artigo.
Outras respostas ficam para uma próxima oportunidade.Consegui-B

BIBLIOTERAPIA E PUBLICAÇÃO DE FALSOS RESULTADOS COM MEDICAMENTOS
(Artigo que é resumido pela Cidália e adaptado para português)
dados espúrios relacionados com descobertas e verificações.

Nos EUA, o Sociólogo de Medicina Joel C. Snell, do Kirkwood College, Indiana e o Farmacêutico Clínico Mitchel E. Marsch, da St. Elizabeth Medical College, de Lincoln, Nebraska, publicaram em 2007, nas páginas 31 a 33, do nº 1, vol. 44, da revista PSYCHOLOGY AND EDUCATION, dos EUA, um artigo com base na bibliografia Saude-Bindicada a seguir.
…………….
 
Barrett (2004), o autor do artigo publicado no Business Week, sugere que a investigação médica e, em especial, os estudos farmacêuticos, são enviesados. Muitos estudos são financiados pelas mes-mas entidades que desejam vender o medicamento. Por isso, existe um conflito de interesses.
Cerca de 60 por cento dos estudos são financiados pela “Big Pharma.” As investigações redefinem os dados para apresentar resultados positivos, arranjam amostras até conseguirem uma diferença significativa e, de seguida, ficam Imagina-Bsilenciosas, menosprezando resultados negativos ou atrasando a apresentação dos mesmos.
Além disso, as empresas farmacêuticas pagam a articulistas fantasmas para escreverem recensões mirabolantes, contratam médicos proeminentes para elogiar a droga, manipulam os dados, transformam descobertas espúrias em outras muito significativas, utilizam amostras não aleatórias e subornam os organismos reguladores da actividade (farmacêutica).
Barrett (2005) também critica a indústria farmacêutica em relação aos seus anúncios.
Healey (2005) critica a investigação farmacêutica em confronto com a medicina puramente natural que possui 350 estudos efectuados na Europa e nos Estados Unidos sugerindo que as ervas são um suporte viável contra os sintomas patológicos da sinusite e problemas afins.mario-70
Newsweek (2004), ocupa quase um dos seus números para demonstrar que a medicina alternativa pode complementar a medicina ocidental e sugere que esta pode estar a ser ligeiramente sobrevalorizada por estudos enviesados.
Business Week(2005) cita o «guru» da saúde, Andrew Weil, médico da «Harvard», como um potencial candidato capaz de conduzir uma investigação comparativa séria, utilizando as melhores estratégias, para verificar os efeitos da medicina alternativa.
O autor «best-seller», Gary Trudeau, (sem qualquer preparação em medicina), documentado com relatos de outros autores Acredita-Bacerca de fraudes na indústria farmacêutica, (Trudeau, 2005; Mundy, 2001), elaborou a história sobre o modo como as empresas farmacêuticas, utilizando a fraude e a decepção, encobrem problemas com uma droga utilizada nas dietas (emagrecimento).
Na revista JAMA, Ioannidis (2005), afirma que os estudos mais famosos e muito lidos não apresentam o mesmo grau de diferenças significativas dos estudos de seguimento (follow-up) e indica a etiologia deste problema. Além disso, discute no New Scientist (2005, 30 de Setembro) muitas estratégias de pesquisa que irão proporcionar resultados falsos ou espúrios.
A Associated Press (2005), informa que se gastam anualmente cerca de 95 biliões de dólares em investigação médica e Psicopata-Bfarmacêutica financiados pela “Big Pharma.” Além disso, os autores dos estudos têm, geralmente, ligações com organizações ou empresas produtoras de drogas ou medicamentos.
Os autores deste trabalho salientam que o resultado das investigações varia de acordo com o valor da validade dos estudos.
Os resultados espúrios querem significar que são provavelmente falsos.
Os resultados das descobertas querem dizer que os autores introduziram conceitos e dados novos que necessitam de replicação e melhoria, mas que são valiosos porque apresentam novos sujeitos ou novos relacionamentos entre variáveis.
Os resultados de verificação dizem que a pesquisa seguiu a exigência de todos os protocolos e que tem fundos necessários Psicologia-Bpara realizar a totalidade da pesquisa, sem enviesamentos. São estes os estudos que devem ser considerados aceitáveis num campo que se encontra em rápida mudança. Contudo, não quer dizer que a investigação será sempre indiscutivelmente válida. Significa apenas que é o estado em que a ciência ou a metodologia da investigação se encontram no momento da publicação do trabalho de investigação (Hans Zetterberg, 1965, livro de texto clássico sobre metodologia, pgs. 114-156).
Este artigo exige uma reflexão sobre osvariados interesses de cada um:

  • As empresas farmacêuticas têm interesse em que se consumam muitos medicamentos e, por isso, fazem tudo o que lhes é possível para o conseguir.Interacção-B30
  • Os profissionais querem trabalhar e tirar o maior proveito possível dos seus cursos e profissões e, por isso, aceitam toda a espécie de «benesses».
  • Todos os grupos e organizações querem ganhar o mais possível e aumentar os seus lucros e influência e, para isso, servem-se de todos os meios de que dispõem.
  • O doente ou «paciente» não deve pensar nos seus interesses? Se o seu interesse é não estar «doente», reduzir a doença ou efectuar uma acção preventiva, deve ter as informações e os meios que o ajudem a defender os seus interesses.
  • Se o «paciente» puder melhorar o seu estado e prevenir-se contra futuras «doenças» qual a razão de não o fazer?Imagina-B
  • Se com alguns procedimentos, fáceis de adoptar, cada um conseguir precaver-se contra os medicamentos que o alienarão no futuro, não estará a defender o seu interesse de se manter saudável?É esta a conclusão a que todos podemos chegar depois de tomar conhecimento do que nos interessa e, especialmente, daquilo que nos é prejudicial.

É por este motivo que interessa a difusão desta informação.

Os carros topo de gama, as viagens de férias ou «congressos», outras prendas oferecidas pelas empresas farmacêuticas aos seus «investigadores» terão algum significado?Organizar-B

Em Portugal, Pequito Valente estaria a dizer, por acaso, algo de inconveniente para os laboratórios farmacêuticos?

Quando acabei de escrever estas linhas vi no Courrier Internacional, de 21SET07, um artigo em que se diz:

“Cada vez mais terapeutas recomendam aos pacientes deprimidos ou angustiados um remédio surpreendente: ler um livro. Desde que uma série de investigações sobre os guias práticos de desenvolvimento pessoal e auto-valorização demonstraram que estas obras permitem melhorar a saúde Difíceis-Bmental o êxito de biblioterapia vai crescendo.” 
 Kevin Helliker, do The Wall Street Journal , de Nova Iorque, diz que Behavior Research Therapy publicou dois estudos que demonstram a eficácia da biblioterapia em casos de depressão e de outras perturbações da personalidade. As investigações continuam a fim de se «separar o trigo do joio» no caso dos guias ou dos livros e «descobrir» os mais eficazes. A biblioterapia é uma prática que está a ser estudada, para ser seguida nos EUA e no Reino Unido «onde um doente pode estar seis meses à espera dos cuidados de saúde».

Em relação a mim, com provas dadas, podem considerar-me uma adepta fervorosa do esclarecimento, da leitura, da prática e do treino profiláctico! 
                                                       Cidália

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3 thoughts on “RESPOSTA 12

  1. Já li (lemos) este poste e julgo que devo necessitar de consultas de psicoterapia.
    Pode-me dar mais alguma achega acerca do assunto?
    Vou tentar ler mais alguma coisa antes de marcar consultas que devo ter de restringir ao máximo.
    Obrigado.
    Inácio

  2. O que posso fazer por mim para não me sentir tão desesperada como agora?
    Há anos, por pressões do meu patrão, ajudei-o a fazer uma falcatrua assinando um documento comprometedor. Ele ganhou milhares de contos e deu-me dez para adoçar a boca.
    Quando o escândalo rebentou inesperadamente, ele safou-se descar-tando-se de mim. Agora, com 35 anos, estou nas mãos de justiça por causa da minha maldita assinatura
    Sem dinheiro, sem emprego, sem apoio ou posses para qualquer aconselhamento, poderei fazer qualquer coisa por mim própria para aliviar o meu sofrimento enquanto aguardo a lenta marcha da justiça?
    Anónima”

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