PSICOLOGIA PARA TODOS

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Archive for the month “Outubro, 2011”

RESPOSTA 18

Srª Anónima,neuropsicologia-B

Ao seu comentário:

“Tenho uma filha com dificuldades escolares que dizem ter dislexia ou coisa semelhante.
Não escreve devidamente, fala mal e a professora acha que deve ser submetida a terapia da fala.
Não sei o que fazer.”

respondi que daria uma RESPOSTA logo que me fosse possível e que consta da transcrição seguinte, das páginas 137 a 139 dePsicologia-BNEUROPSICOLOGIA NA REEDUCAÇÃO E REABILITAÇÃO (I):

“Sendo mais frequente a utilização da Escala de Wechsler para a avaliação das funções cognitivas, o perfil seguinte, de um rapaz de 15 anos de idade, a frequentar o 8º ano de escolaridade obrigatória, pode indicar tendência para a disfasia:

               * Informação ………….    7
               * Vocabulário …………  12
               * Aritmética ……………  10Interacção-B30
               * Dígitos ……………….    7
               * Lacunas ……………..  14
               * Cubos ………………..    8
               * Reconstituição ………  12
               * Código ……………….    7

Neste caso, deveria ter sido efectuado, em princípio, um despiste neuropsicológico de disfasia que, por uma questão de economia se dispensou, visto que se iria efectuar uma reeducação correcta, com avaliações periódicas. Uma criança com este
mario-70perfil, tem geralmente o nível intelectual global dentro da normalidade. Porém, este facto não deve, de modo algum, impedir ou evitar que a reeducação se efectue.


Muitas vezes, como poderia ter acontecido com este rapaz, o facto de ter um QI total ou global de 96, um QI de verbalização de 101 e um QI de execução ou performance de 91, leva os pais a julgarem que tudo está bem e que não é necessária qualquer acção correctiva ou supletiva. É uma ilusão temporária que, muitas vezes, após a conclusão do 2º ciclo, se torna a causa principal do insucesso a partir do 7º ou 8º ano da escolaridade. Não se liga importância aos défices na leitura, escrita, desenho, educação musical e trabalhos manuais, Bibliojulgando que o tempo irá colmatar as deficiências. Porém, estas vão-se avolumando à medida que o tempo passa e se criam hábitos comportamentais difíceis de erradicar.

No caso citado, não houve por parte dos pais qualquer resis­tência em aceitar as deficiências apresentadas pelo filho. Porém, a reeducação, antes da citada avaliação, foi tão mal conduzida durante 3 anos, que ajudou a deteriorar as capacidades cognitivas, baixando para 96, o QI global, avaliado em 112, cerca de 3 anos antes. Nesses 3 anos, a reeducação da disfasia foi uma espécie de «brincadeira» que se efectuou 2 vezes por semana com um grupo de mais 4 crianças de nível intelectual bastante inferior ao do rapaz em questão. Quando, no 8º ano, teve apoio psicopedagógico individualizado, embora tardio, mas convenientemente orientado, as suas capacidades começaram a sofrer melhorias lentas mas seguras.

Passados 24 meses de reeducação, o perfil com notas da Escala de Wechsler a ser apresentado a seguir, fez significar que se verificavam progressos embora com ligeira redução de algumas capacidades outrora mais desenvolvidas (os números entre parêntesis referem-se à avaliação antecedente – A).
A interpretação deste perfil, que na coluna S vai indicar as notas subsequentes, exigiu que a estratégia de actuação se modificasse, fazendo com que a reeducação incidisse essencialmente nas funções em que as notas se situavam abaixo de 9. Além disso, a avaliação da personalidade indicou redução de alguns problemas (sentimentos de rejeição, falta de autoconfiança, percepção pouco adequada da realidade, dificuldades na interacção socio-familiar e na adaptação a situações novas), com aumento de outras características (aceitação do EU e autovalorização). Nestas circunstâncias, a psicoterapia é o apoio mais importante a ser dado no momento.reed2
Itens ……………..A……..S
Informação…….. (7)…….8
Vocabulário…… (12)……9
Aritmética……… (10)……8
Dígitos………….. (7)…….8
Lacunas……….. (14)……8
Cubos…………… (8)…..10
Reconstituição.. (12)…..13apoio2
Código………….. (7)……7  

Acerca da sua filha, não sabendo mais nada do que está mencionado no seu comentário, posso apenas dizer que é melhor tratar do assunto o mais rápido possível porque as incapacidades, défices e desleixos ocorridos na infância e adolescência, pagam-se muito caro quando a pessoa for adulta e se preparar para uma vida produtiva.
Então, criam-se ressentimentos contra os pais que não foram capazes de dar o apoio necessário quando foi oportuno.

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RISCO DE SUICÍDIO 4

Srª Anónima,Depressão-B

Antes de tudo, vou transcrever a seguir o seu comentário para que também os outros possam aproveitar:

Estou numa depressão profunda depois de perder o meu emprego e não conseguir qualquer apoio.
O meu marido afastou-se por causa do emprego, levou a filha com ele e eu fiquei sozinha em casa dos meus pais, completamente destroçada.
Já fiz psicoterapia em tempos mas agora só estou a ser medicada e apetece-me pôr fim a tudo istomario-70
Por isso, li os três artigos relacionados com o “Risco de Suicídio”, de 10, 16 e 17 de Maio de 2011.
O que poderei fazer para não ter um fim triste, já que não posso ir a algum psicólogo?
Se me puder dar uma ajuda… obrigada.

Depois, conforme prometi na minha resposta ao comentário, vou alinhavar este post para lhe dar a resposta possível, sem saber bem a sua história pessoal e actual, sem quaisquer dados concretos sobre a sua personalidade, meio ambiente e desconhecendo totalmente o seu caso.Biblio
Se já consultou os posts mencionados no seu comentário, posso acrescentar que encontrei a mãe dessa especialista que me disse estar agora a ser ameaçada pela filha de que a iria matar. Também me disse que diagnosticaram na filha uma psicose bipolar benigna que actualmente podem cognominar de “soft”.
Tentei sossegá-la dizendo que, como a filha estava a ser acompanhada pelos médicos e também psiquiatras, ficava bem entregue e devidamente apoiada.
Entretanto, lembrei-me que essa especialista, quando estava a fazer psicoterapia e tinha melhorado substancialmente, ficou «nervosa» na véspera do exame de bioquímica e a mãe obrigou-a a consultar o psiquiatra, sem dizer coisa alguma ao psicólogo que a apoiava.Saude-B
O psiquiatra aumentou-lhe a dose de medicamentos. O exame da especialidade, em vez de correr bem, ajudou que baixasse a nota que tinha sido mantida durante o tempo de investigação.
Quando esta especialista recorreu, normalmente, aos serviços do psicólogo, todo o tratamento feito até ao momento, tinha feito «marcha atrás». Vendo-a bastante desorientada e confusa e sabendo o que tinha acontecido, o psicólogo aconselhou-a a não continuar a psicoterapia consigo, se seguisse as indicações desse psiquiatra.
Caso quisesse continuar com os medicamentos, o psiquiatra teria psicólogos que colaborassem com ele, se necessário. E, a Acredita-Bpartir daí, o psicólogo desligou-se do caso, que teria tido um final diferente se a psicoterapia fosse seguida devidamente, como no caso da Cidália.
O psicólogo sabia que a mãe dela, educada num colégio interno religioso, habituada a uma vida muito regrada, acreditava só em medicamentos (marido farmacêutico, já falecido) e não achava que a psicoterapia em si, desse qualquer resultado. Por isso, obrigava a filha a ir ao psiquiatra. Além disso, achava que a filha devia ter uma nota boa, tal como o pai desejaria. O resultado foi um desastre, provavelmente, com uma grande frustração para a nova especialista.
Os irmãos dela pouco se davam com a mãe e mantinham as suas famílias longe desse ambiente muito restritivo. A filha, não Consegui-Bconseguia ter uma convivência social aceitável extra-familiar nem amigos com quem pudesse conviver. Sentindo-se «enclausurada» na família (só mãe) e frustrada com isso, por não poder satisfazer as ambições da mãe, provavelmente, tinha tido pouco antes um desastre de automóvel, sem qualquer razão aparente.
Nestas condições, a melhor psicoterapia a fazer com essa especialista era ajudá-la a tornar-se autónoma e independente da mãe. A sua última vontade de «matar a mãe» não seria o reflexo da incapacidade de atingir esse desejo?
Todos os factos e acontecimentos, especialmente os traumatizantes e recalcados, podem ser recordados, sentidos e visualizados, imaginando novas formas de actuação, só através do relaxamento e da imaginação orientada que foi Maluco2praticada pela Cidália (C), com apoio parcial do psicoterapeuta, pelo Júlio (E), quase à mesa de um café, pelo Joel (G), pela Germana, pelo Januário (L) e por muitos outros como o Antunes (B), que resolveu o seu caso e o da filha por si próprio.

Por este motivo, tendo tempo disponível, só posso aconselhar a senhora que leia os livros mencionados depois de consultar todos os posts sobre auto-ajuda, auto-psicoterapia, psicoterapia, dissonância cognitiva, frustração, etc. que poderão ajudar a compreender o que os outros fizeram para resolver as suas situações.
Tem dois blogs ao seu dispor: o PSICOLOGIA PARA TODOS e o TERAPIA ATRAVÉS DE LIVROS.Psicopata-B
No seu caso, a utilização do reforço do comportamento incompatível é óptimo. Interessa também compreender os mecanismos de reforço, dissonância cognitiva e outros que são explicados devidamente em PSICOLOGIA PARA TODOS (F). Além disso, o SAÚDE MENTAL… (A), tem capítulos relacionados com os malefícios ocasionados pelas drogas psiquiátricas tomadas indiscriminada e desnecessariamente.
Depois de se inteirar de tudo isto, pode tentar fazer a psicoterapia por si própria . Contudo, lembre-se que quanto mais cedo iniciar este trabalho, melhor para si. Caso contrário, talvez dentro de algum tempo lhe tenham de diagnosticar alguma doença incapacitante.
Os medicamentos tomados durante muito tempo, só a podem alienar.

Boa sorte.arvore-2

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UM BÁLSAMO PARA O DESESPERO? (republicado)

Senhora Anónima,Biblio

Depois de ter lido o seu comentário no post RESPOSTA 17, face às dificuldades que me expõe, e sem saber mais nada a seu respeito, apenas posso aconselhar que tente fazer a psicoterapia por si própria tal como fez o Antunes (B) e, em parte, a Cidália (C), mencionados no blog TERAPIA ATRAVÉS DE LIVROS.
Além disso, vou transcrever a seguir o post que publiquei, em Novembro de 2009,  para responder a um outro pedido de ajuda. Para se inteirar melhor do caso, transcrevo também o comentário que lhe deu origem.  Como julgo que deve ter algum tempo disponível para ler, peço também que consulte os posts mencionados e quaisquer outros que lhe possam interessar. Veja como os outros se desenvencilharam em situações muito parecidas.

“Este post e os comentários de Fernando Magalhães e Inácia de Jesus fizeram-me pensar em perguntar se poderei fazer algo por mim própria para não me sentir tão desesperada como agora.
Há anos, por pressões do meu patrão, ajudei-o a fazer uma falcatrua assinando um documento comprometedor.
Ele ganhou milhares de contos e deu-me dois para me adoçar a boca.

Quando o escândalo rebentou inesperadamente, ele safou-se descartando-se de mim e agora, com 50 anos, estou nas mãos de justiça por causa da minha maldita assinatura.
Sem dinheiro, sem emprego, sem apoio e sem posses para qualquer aconselhamento, poderei fazer qualquer Acredita-Bcoisa por mim própria para aliviar o meu sofrimento enquanto aguardo a lenta marcha da justiça?
Vou continuando a visitar o seu blogue porque espero que me responda com brevidade.
Não me posso identificar por questões de segurança. Deve compreender.

Obrigada.”
16 de Novembro de 2009 16:37

Pela maneira como a senhora fez o comentário, parece-me que, depois de se descobrir a falcatrua, o seu patrão tentou safar-se Depressão-Balijando em si todas as culpas.
Por acaso, não foi a sua secretária de maior confiança?
Além disso, parece-me que a senhora não quer ilibar-se de toda a culpa. Por isso, está em conflito consigo própria, além de excepcionalmente desiludida com o seu antigo patrão.
Se assim é, muito vai ter de lutar consigo própria para «carregar» a culpa sozinha.
Comportamentos de patrões como o seu, são usuais na nossa sociedade chamada «civilizada», mas muito «gananciosa». Com eles, é necessário guardar «trunfos na manga» que a senhora não parece ter. Para isso, teria de usar vestidos de manga comprida. Se calhar os seus vestidos eram de manga curta e confiou demais no seu antigo patrão.mario-70
Agora, apenas para aliviar a situação aflitiva em que diz que se encontra, peço que, antes de tudo, leia o meu post AUTOTERAPIA, de 24 de Fevereiro de 2009 e pratique o relaxamento que está nele descrito.
Entretanto, como já viu o SER PERSEVERANTE, vá consultando outros posts tais como:
PROFILAXIA E PSICOTERAPIA NA DEPRESSÃO, de 6 de Junho de 2009, e
STRESS, de 11 de Setembro de 2008.
Com estas leituras ou quaisquer outras que consiga fazer, assim como praticando a relaxamento, deve ter a possibilidade de experimentar «uma viagem ao seu passado» evocando muitos factos que a levaram a ficar presa a um Maluco2compromisso de falcatrua.
Pense bem, vasculhe na memória todos os pormenores dos quais se puder lembrar. Podem ser importantes para as declarações ou esclarecimentos que prestar a quem estiver a averiguar os factos da falcatrua. Pode lembrar-se, sem querer, de algum pormenor insignificante mas que possa contribuir para que algo de diferente aconteça nas averiguações que julgo estarem em curso. Pode até corrigir alguns dados que não tenham sido devidamente esclarecidos. Depende muito da sua entrada em relaxamento e da «disponibilidade mental» com que recordar tudo aquilo que se passou e o modo como aconteceu.
Em alguns casos pode ajudar, mas o mais importante, é a senhora conseguir compreender a situação total e, sem tentativas de Psi-Bem-Cjustificação para se sentir com razão, compreender que nas circunstâncias do momento seria difícil ter outras alternativas. Todos vamos ter de viver com o nosso passado, mas conseguiremos levar uma vida menos angustiada se compreendermos os factos e, depois de analisados, os aceitarmos com racionalidade.
Boa sorte e menos angústia. Da minha parte, não posso ajudar mais a reduzir o seu desconforto sem conhecer outros elementos importantes da sua vida

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RESPOSTA 17

Prezada D. Maria Correia:Joana-B

Depois de ter dado uma resposta rápida ao seu comentário feito no post anterior, RESPOSTA 16, vou neste post dar mais cuidadosamente algumas indicações que podem ser úteis, para além das que foram dadas na minha resposta ao comentário.
Entretanto, nem o comentário nem a resposta são aqui transcritos na totalidade por serem extensos e serem facilmente consultados onde foram publicados.

▫ Se dos dois sobrinhos de 9 a 12 anos, o mais velho sempre teve um  comportamento «normal» e o mais novo Maluco2começou a amuar, ficar parado sem se movimentar cerca de várias horas, às vezes, até por causa duma simples brincadeira do irmão, interessa essencialmente saber o que se passa logo depois do «amuo» do mais novo. Será muito mimado?

▫ A sua informação de que A mãe foi recentemente chamada à escola porque ele estava de birra há várias horas. A recompensa foi sair mais cedo!”! deixa-me com a «pulga atrás da orelha». Se houver mais comportamentos de amuos e birras que tenham como consequência alguma atenção dos mais velhos, é provável que esse comportamento se vá fixando cada vez mais com o reforço aleatório a que fica sujeito.

▫ A outra transcrição: “Quando tal acontece, em família, surgem logo as “brincadeiras/gozos leva-me a pensar que essas “brincadeiras/gozos podem ser reforçantes para a criança. Por isso, antes de tudo, seria importante os familiares, depois de anotarem a quantidade de birras que a criança faz em cada dia, terem o máximo cuidado de não lhe ligar importância. É, simplesmente, desconhecê-la, sem: As conversas para tentar entender o que se passa, não são mais do que longos monólogos… quando amua ou faz birra.

▫ Além disso, é imprescindível utilizar, se possível, a técnica de reforço do comportamento incompatível e ligar muita importância à criança logo que deixa de fazer a birra ou fica amuada. Anotar o número de amuos e birras nesses dias.Difíceis-B

▫ Dizer que:O pai deixa sempre que seja a mãe a tratar do assunto e não se envolve. Julgo que cada um, embora de formas diferentes, vão reforçando este comportamento pode indicar a possibilidade de criar na percepção da criança alguma dissonância cognitiva, geradora de conflitos intrapsíquicos e traumatismos negativos, que podem ficar avolumados com o tempo e dar reforço a um comportamento inadequado com que ela se «possa safar» da situação desagradável em que ficar «encurralada». Interessa que os pais estejam em consonância e não divergentes. A criança não tem idade suficiente para a abstracção. O menino ainda é tão pequenino! também pode ser indicativo disso.Psi-Bem-C

▫ Além disso, a criança necessita que o seu comportamento seja moldado num determinado sentido, com reforços e facilitação adequados e um modelo de identificação válido que lhe possa ajudar a estruturar uma personalidade saudável (F/41-54; 61-62; 69-90; 93-102; 131-134).

O que mais posso dizer, é que os pais têm de saber lidar com os filhos, um de cada vez, conhecendo as noções mais básicas do comportamento humano para não se arrependerem com futuros acontecimentos desagradáveis. Esses acontecimentos futuros podem perturbar muitas famílias e destroçar a vida de muita gente. É frequente Bibliover gente desoientada dizer que educou os filhos da mesma maneira e que cada um se desenvolveu de forma diferente. Todos temos personalidades e formas de percepção diferentes que originam as nossas atitudes e comportamentos que, às vezes, são expressos da maneira mais diversa.

A aprendizagem de que falo, pode ser feita com sessões conjuntas para os pais, do mesmo modo como se tem preconizado para a psicoterapia (B/117).

A propósito do que me aconteceu ao longo dos anos de docência de psicologia, psicopatologia, psicologia social e comportamento organizacional, posso dizer que as aulas, que maior satisfação e estimulação me provocaram, foram as de Psicologia-Cpsicologia geral e psicopatologia no hospital de Vila Franca de Xira, onde quase todos os formandos eram mais velhos do que eu.

Perguntavam-me para que lhes serviria a psicologia se não a pudessem utilizar na vida prática. Era um desafio que tinha de enfrentar e propus-lhes que me apresentassem casos da vida prática que seriam enquadrados na teoria exposta nas aulas, com procedimentos através dos quais cada um tentaria resolver as situações expostas. Como contrapartida, desejava que, no final, eles fizessem uma avaliação crítica de tudo.

Parte do resultado desta actividade apreciada mais ou menos em grupo, foi mais ou menos apresentado no livro PSICOLOGIA Interacção-B30PARA TODOS (F/267-268), no capítulo seguinte:

A MODIFICAÇÃO DO COMPORTAMENTO É POSSÍVEL?

As constatações seguintes feitas apenas pela generalidade das 4 turmas de enfermeiros do curso de promoção no Hospital de Vila Franca de Xira em 1975/76, confirmam isso.

“A Psicologia deve ser dada de forma prática, sempre em ligação com casos do dia-a-dia, não devendo a sua aprendizagem terminar com o curso de formação/promoção.”Acredita-B

“Serviu para diferenciar a Psicologia empírica da científica, utilizando esta mais sistematicamente.”

“As aulas de Psicologia motivaram-me bastante para a minha vida profissional.”

“Deu-nos a conhecer comportamentos diversos e a maneira mais fácil de nos compreendermos a nós próprios e aos outros.”

“Tenho aprendido a modificar-me na minha maneira de ser e estou bastante diferente na relação com as outras pessoas, no Consegui-Bcontacto diário com os outros colegas e com a própria família.”

“A minha maneira de ser modificou-se bastante; deixei de dizer apenas “ela fez isto desta maneira porque…” “ela pensou desta maneira porque…”. Em casa, as relações com os filhos de 13 e 14 anos, são de verdadeira camaradagem. Tudo se tornou mais leve. Tive a mesma sensação de quando aprendi a nadar. Já não tenho medo de ir ao fundo.”

“Serviu para orientar uma pessoa de família que pela sua teimosia muito me fazia aborrecer.”

“Costumava gritar com o meu filho quando ele fazia qualquer coisa mal feita; hoje tento ignorar o que está mal e faço os Psicopata-Bpossíveis por observar o que está bem, fazendo na altura própria um elogio ou até mesmo dando um pequeno prémio.”

“O meu marido disse-me que tinha ganho muito com aquilo que aprendi em Psicologia, embora eu não tenha dado conta desta modificação. A minha interacção com os colegas e chefes também mudou.”

“Ao chegar junto de uma pequenita de 7 anos, consigo administrar medicação intramuscular sem que ela chore.”

“Consegui interessar as crianças para que fizessem lembrar às professoras acerca das vacinas, das quais antigamente neuropsicologia-Btinham medo.”

Apesar destas constatações que indicam que a modificação do comportamento foi possível, vamos tentar descobrir se, observando os factos com cuidado, objectividade e racionalidade, será possível tentar fazer uma previsão mais ou menos fiável, como acontece, muitas vezes, com as previsões meteorológicas.

Como corolário desta actividade lectiva muito interessante, fui convidado a realizar sessões de sensibilização para pais não enfermeiros que se defrontavam com «problemas» muito semelhantes e que se poderiam resolver através dos próprios pais ou, melhor ainda, com uma profilaxia e prevenção adequadas e atempadas, evitando muitas Saude-Bcomplicações futuras.

Afinal, queriam evitar futuros problemas ou psicoterapias.

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RESPOSTA 16

Acabo de ler o seguinte comentário:Difíceis-B

“Já li vários posts porque o meu único filho de 20 anos está a fazer psicoterapia.
Há 3 anos começou a ficar com vários medos: sair de casa, viajar de avião, passar pelas pontes, estar em transportes públicos, estar numa sala de aula, etc. O curso superior está em banho-maria.
Não toma medicamentos a não ser os meus, em SOS.
A psicóloga com quem está há quase dois anos diz que ele tem de praticar o relaxamento ou relaxação. E quanto mais melhor, para tentar reduzir os medos dele.Psi-Bem-C
Eu tento quase obrigá-lo a praticar isso pelo menos à tarde ou quando for para a cama, mas ele perde tempo no computador e na internet e parece que não faz nada disso.
Há mais qualquer coisa que eu possa fazer?”

feito por uma anónima, no último post, e vou tentar dar uma resposta minimamente aceitável, baseada apenas na minha prática clínica.
A psicoterapia é um «tratamento educativo ou reeducativo da mente». Não se pode fazer com comprimidos, mas apenas com ideias «do próprio». O próprio tem de alterar a «sua mentalidade» para que todos os seus receios, anseios, Biblioideias, motivações, acções, etc.  possam ser modificadas para o seu bem. Ninguém mais pode fazer isso por nós.
O relaxamento, tal como a ginástica, têm de ser feitos por cada um. Também, na minha prática, aconselho que cada um faça um diário sobre os factos ou recordações relevantes. Quem mais pode saber aquilo que recordamos? Vamos contratar uma secretária particular e permanente, 24 horas por dia, para anotar aquilo que vamos ditar, dizendo o que recordamos ou revivemos?

Por isso, o trabalho tem de ser de cada um e quanto mais se trabalhar, melhor é o resultado. Dar comprimidos SOS pode não ser uma boa prática e conduzir a um reforço social negativo de razão variável (F), aumentando as dificuldades. mario-70Estar a exigir que faça o relaxamento, deixando a possibilidade de não o fazer, também pode criar a capacidade de desobedecer ou de sentir que pode fazer o contrário do que a mãe diz. Será esse um dos problemas do rapaz? Conseguir não fazer qualquer coisa para despertar a atenção dos pais? O que é feito do pai? A senhora não falou nele. Não colabora ou aceita tudo de boa vontade? Haverá dissonância cognitiva? (K). Compete à psicóloga aconselhar o que achar mais necessário conhecendo todos os meandros desta questão.

Por mim, posso dizer que é necessário que a situação de «não colaboração» dele tem de redundar em desagrado (F). Depende Acredita-Bmuito da utilização das técnicas de modificação do comportamento explicadas de forma sucinta, resumida e prática no livro da JOANA (D). É necessário ter em conta as atribuições (K) e a previsão dos resultados, porque pode haver falha na oportunidade e na escolha dos meios utilizados. O post «LIVROS DISPONÍVEIS» pode dar uma indicação da bibliografia necessária.

Nada mais posso acrescentar a não ser transcrever trechos do caso de Januário (L) que teve grandes desilusões durante muitos anos ao submeter-se à psicoterapia, psicanálise e medicação psiquiátrica para continuar tudo na mesma ou pior.Consegui-B
Depois de muita leitura e apenas com 1500 horas de relaxamento praticadas por ele todas as noites, conseguiu num único fim-de-semana, com 50 períodos de «conversa» e psicoterapia de profundidade, um alívio muito grande para os seus males de há mais de 20 anos.

 “No fim da sessão de terapia disse-me que estava a sentir-se bem consigo próprio, com uma grande capacidade de autonomia, autoconfiança e segurança pessoal. Sentia que era capaz de enfrentar as dificuldades que surgissem no futuro. Estava cheio de confiança e esperança.
– Então, não se esqueça de fazer relaxamento todas as noites – disse.”Maluco2
………………………………………………………
“– A divulgação pode ser feita quando quiser. Se no outro livro chamou Germana à minha mulher, neste, eu posso ser Januário. Pode também alterar ligeiramente as localidades para maior segurança. As informações serão dadas logo que possível. Esteja descansado quanto a isso. A auto-análise não prometo, mas vou fazer os possíveis. Quanto ao relaxamento todos os dias…
– Já trabalhou com a máquina de lavar louça? – perguntei.Psicopata-B
O Januário olhou para mim, desconfiado e perguntou:
– O que é que a máquina de lavar a louça tem a ver com tudo isto?
– Quanto tempo é que leva para a pôr a trabalhar?
– É chato mas não demora mais do que 5 minutos – respondeu.
– Mas se tiver só a louça do dia e não estiver muito suja, 3 minutos devem chegar – exclamei.
– E então?
– Do mesmo modo como põe a máquina de louça a trabalhar, levando um minuto para enxaguar os pratos, outro minuto para colocar a louça dentro da máquina e mais um minuto para tratar dos detergentes, etc., Depressão-Bleva 3 minutos para o relaxamento – disse.
– Que conversa é essa?
– Deita-se e prepara-se para dormir sentindo todo o corpo, não despendendo mais do que um minuto. Leva outro minuto para concentrar a atenção em cada um dos músculos do corpo e o terceiro minuto para afastar da mente todas as imagens evocando, se possível e desejável, uma única que lhe interesse no momento. É a ocasião ideal para carregar no botão e pôr a máquina (de lavar a louça) a funcionar! – exclamei.
– Ele vai agora ajudar-me mais vezes a pôr a trabalhar a máquina de lavar a louça! – exclamou a Germana.”Imagina-B
………………………………….
Quando na segunda-feira, estava a acabar (o original do livro), um expresso dos correios trouxe-me o que eu esperava (carta do Januário):
 
Caro amigo, se assim o posso chamar.
Quando chegámos a Monte Gordo, cerca das quatro da manhã, porque a estrada estava toda livre de trânsito maluco, tomei um banho quentinho e fui deitar-me. Como estava a lavar todo o corpo, lembrei-me, de repente, da máquina de lavar a louça. Fiquei bem disposto e pus-me a assobiar. Saude-BComo os filhos já estavam deitados e quase a ressonar, a Germana, estranhando o meu procedimento, aproximou-se e perguntou-me:
– O que é que se passa?
– O doutor falhou – disse eu.
– Em quê?
– Na máquina de lavar a louça.
– Como?
– Não é máquina de lavar a louça mas sim máquina de lavar o cérebro. Vou pô-la a funcionar Joana-Bimediatamente! – exclamei.
Ela riu-se da piada mas ficou muito admirada quando eu fui logo para a cama e entrei em sono quase profundo, com extrema rapidez. De facto, tinha conseguido entrar em relaxamento tão depressa como nunca antes acontecera. A partir daí, as imagens sucederam-se e não sei o que se passou. Só me lembro que me levantei de manhã, bem-disposto, satisfeito comigo mesmo e com uma vontade muito grande de lhe escrever. Uma voz dentro de mim parecia querer dizer: “Vá lá, escreve e diz aquilo que sentes. Os outros estão à espera dos resultados que Psicologia-Bobtiveste”.
Enquanto ouvia essa voz, fiquei um tanto triste e preocupado lembrando-me do «caso A» que o senhor descreveu sucintamente nas páginas 146 e 147 do seu livro HUMANISMO NA GESTÃO – eficiência e produtividade”. Se a senhora se suicidou, provavelmente, por falta de psicoterapia adequada e talvez quimioterapia exagerada, quantas pessoas não estarão também nas mesmas condições? Lembrei-me ao mesmo tempo do seu livro DEPRESSÃO? Não, Obrigado!” e ainda da sua conversa com Das Neves sobre este tema, no Verão de 1999, mencionada no livro dedicado à psicoterapia da Germana.” Interacção-B30

A toda esta transcrição, posso também acrescentar que não existe detergente algum que consiga lavar o cérebro, como muitas vezes é necessário durante a psicoterapia. Muitos pacientes podem desejar isso para não terem trabalho, mas a «disponibilidade mental» é indispensável e facilitadora de qualquer acção de reestruturação das cognições ou da consciência do indivíduo.
Tudo à custa do trabalho, prática e colaboração de cada um.

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RESPOSTA 15

Há alguns dias recebi um e-mail de uma «anónima» que se dizia aflita com o comportamento do seu primeiro e único filho, Joana-Bcom 5 anos de idade. Portava-se mal em todo o lado.
Respondi-lhe que consultasse, um a um, todos os posts publicados neste blog, bem como  nos dois  anteriores para descobrir uma resposta coincidente com as suas  necessidades. Os posts relacionam-se essencialmente com o reforço, modelagem, moldagem e, eventualmente, facilitação.
Eu dar-he-ia qualquer indicação suplementar quando tivesse alguma oportunidade para isso.
Hoje, ao reler o texto original de JOANA, a traquina ou simplesmente criança? (D) descobri um caso que tinha sido resolvido há muito tempo e que vai ser transcrito (pp. 240) a seguir.

“O João Manuel tinha-se afastado com o Director de Relações Públicas e a Joana, sem nada de especial para Psicologia-Bfazer, começou a olhar para a sala onde se encontrava um casal com um rapaz de cerca de 5 anos. O rapaz estava a tomar um refresco e mexia constantemente no copo deixando vazar o líquido sobre a mesa. O pai pedia, por favor, que não fizesse isso, explicava-lhe que era um comportamento inadequado, mas a criança parecia gostar da conversa do pai e portava-se cada vez pior. Joana olhava para tudo isso muito admirada. Quando o João Manuel voltou com o Director, ficou também a olhar para a cena, bastante intrigado com a curiosidade da Joana. Não nos tinha dito nada quando subiu com o Director de Relações Públicas para o quarto andar, a fim de passar pelo terraço equivalente à varanda do apartamento simétrico ao nosso, mas voltado para a piscina. Quando regressaram, João Manuel veio encantado com a vista que se desfrutava Interacção-B30desse local. Com esta informação e a sugestão favorável do Director, a Fernanda tomou, de imediato, a decisão de passar as últimas duas semanas nesse apartamento com vista para a piscina.

Depois de se despedir do Director, a Fernanda foi pedir na Recepção a tabela de preços dos apartamentos, a pretexto de desejar informar uns amigos que pretendiam passar férias em Albufeira. Quando a recepcionista muito simpaticamente lhe entregou a tabela explicando a razão dos preços muito diferentes dos nossos, a Fernanda disse-nos:Acredita-B

– No Algarve, não é só o clima que é agradável, as pessoas também são.

Quando olhou para a tabela de preços ficou muitíssimo admirada com o preço da diária que, para os clientes vulgares, era o triplo em relação ao que nós iríamos pagar porque o João Manuel pertencia ao grupo dos investidores. Era a vantagem de ser, praticamente, um dos «proprietários».

Entretanto, ficámos todos a olhar para a actuação do rapaz que, nunca mais acabava de fazer disparates e Consegui-Bdo pai, que insistia no seu discurso “Não faças isso, por favor”, “Fazes o favor de te portar bem”, “Por favor, não te portes assim à mesa”. Porém, o comportamento da criança não apresentava qualquer alteração para melhor. João Manuel, muito desiludido, disse-me:

– Julgo que aquilo que se está a passar ali é totalmente errado. O pai, com a sua conversa «delicada» não faz senão aumentar o comportamento inadequado da criança. Pode ter a intenção de querer melhorar o comportamento do filho mas, da maneira como procede, só o vai piorando. A criança sente que lhe prestam atenção quando faz disparates e continua a fazê-los com a ajuda do reforço recebido através da «conversa» do pai. Se o pai quisesse melhorar o Maluco2comportamento da criança, bastava apenas segurar as mãos do filho ou evitar, de qualquer outro modo, que ele mexesse no copo. A conversa com a criança só seria oportuna quando ela se portasse bem. Fora desses momentos seriam necessárias apenas ordens para ser cumpridas: “Não mexer no copo”, “Não brincar com o copo” ou “Portar-se bem”. 

Concordei com o seu discurso e, lembrando-me do que tinha feito com a Joana, com os meus braços por cima dos ombros dela, das primeiras vezes que a tinha encontrado no comboio, respondi-lhe:

– Assim, qualquer dia está numa Faculdade a dar aulas de Modificação do Comportamento.Psicopata-B

– Na Faculdade não – disse-me o João Manuel – mas numa clínica ou em aulas práticas, sim. O que eu aprendi foi prático e não teórico e é por isso que até a Joana consegue admirar-se com comportamentos parecidos aos que ela deixou de ter. Agora porta-se muito bem e nem é necessário dizer-lhe, seja o que for, para se portar cada vez melhor.

Dito isto, olhou muito significativamente para mim e depois de verificar a minha aprovação, sorriu para a Joana que se mostrava muito orgulhosa com o seu novo comportamento. Foi a vez de eu Depressão-Bmenear a cabeça para o João em sinal de aprovação pelo que tinha acabado de fazer. Vendo o meu gesto de aprovação, o João Manuel reagiu logo:

– Vejo agora claramente as vantagens de conhecermos alguma coisa sobre a Modificação do Comportamento. Até um simples olhar, um sorriso, um meneio da cabeça ou um aperto de mão oportunos servem para reforçar os comportamentos que desejamos. Servem também para o próprio agir com discrição e parcimónia além de apoiarem os outros, servindo de excelente meio de profilaxia. 

– É isso que nos propomos difundir informalmente nos nossos grupos de consulta e apoio em Cambridge – Imagina-Bexpliquei.”

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