PSICOLOGIA PARA TODOS

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RESPOSTA 15

Há alguns dias recebi um e-mail de uma «anónima» que se dizia aflita com o comportamento do seu primeiro e único filho, Joana-Bcom 5 anos de idade. Portava-se mal em todo o lado.
Respondi-lhe que consultasse, um a um, todos os posts publicados neste blog, bem como  nos dois  anteriores para descobrir uma resposta coincidente com as suas  necessidades. Os posts relacionam-se essencialmente com o reforço, modelagem, moldagem e, eventualmente, facilitação.
Eu dar-he-ia qualquer indicação suplementar quando tivesse alguma oportunidade para isso.
Hoje, ao reler o texto original de JOANA, a traquina ou simplesmente criança? (D) descobri um caso que tinha sido resolvido há muito tempo e que vai ser transcrito (pp. 240) a seguir.

“O João Manuel tinha-se afastado com o Director de Relações Públicas e a Joana, sem nada de especial para Psicologia-Bfazer, começou a olhar para a sala onde se encontrava um casal com um rapaz de cerca de 5 anos. O rapaz estava a tomar um refresco e mexia constantemente no copo deixando vazar o líquido sobre a mesa. O pai pedia, por favor, que não fizesse isso, explicava-lhe que era um comportamento inadequado, mas a criança parecia gostar da conversa do pai e portava-se cada vez pior. Joana olhava para tudo isso muito admirada. Quando o João Manuel voltou com o Director, ficou também a olhar para a cena, bastante intrigado com a curiosidade da Joana. Não nos tinha dito nada quando subiu com o Director de Relações Públicas para o quarto andar, a fim de passar pelo terraço equivalente à varanda do apartamento simétrico ao nosso, mas voltado para a piscina. Quando regressaram, João Manuel veio encantado com a vista que se desfrutava Interacção-B30desse local. Com esta informação e a sugestão favorável do Director, a Fernanda tomou, de imediato, a decisão de passar as últimas duas semanas nesse apartamento com vista para a piscina.

Depois de se despedir do Director, a Fernanda foi pedir na Recepção a tabela de preços dos apartamentos, a pretexto de desejar informar uns amigos que pretendiam passar férias em Albufeira. Quando a recepcionista muito simpaticamente lhe entregou a tabela explicando a razão dos preços muito diferentes dos nossos, a Fernanda disse-nos:Acredita-B

– No Algarve, não é só o clima que é agradável, as pessoas também são.

Quando olhou para a tabela de preços ficou muitíssimo admirada com o preço da diária que, para os clientes vulgares, era o triplo em relação ao que nós iríamos pagar porque o João Manuel pertencia ao grupo dos investidores. Era a vantagem de ser, praticamente, um dos «proprietários».

Entretanto, ficámos todos a olhar para a actuação do rapaz que, nunca mais acabava de fazer disparates e Consegui-Bdo pai, que insistia no seu discurso “Não faças isso, por favor”, “Fazes o favor de te portar bem”, “Por favor, não te portes assim à mesa”. Porém, o comportamento da criança não apresentava qualquer alteração para melhor. João Manuel, muito desiludido, disse-me:

– Julgo que aquilo que se está a passar ali é totalmente errado. O pai, com a sua conversa «delicada» não faz senão aumentar o comportamento inadequado da criança. Pode ter a intenção de querer melhorar o comportamento do filho mas, da maneira como procede, só o vai piorando. A criança sente que lhe prestam atenção quando faz disparates e continua a fazê-los com a ajuda do reforço recebido através da «conversa» do pai. Se o pai quisesse melhorar o Maluco2comportamento da criança, bastava apenas segurar as mãos do filho ou evitar, de qualquer outro modo, que ele mexesse no copo. A conversa com a criança só seria oportuna quando ela se portasse bem. Fora desses momentos seriam necessárias apenas ordens para ser cumpridas: “Não mexer no copo”, “Não brincar com o copo” ou “Portar-se bem”. 

Concordei com o seu discurso e, lembrando-me do que tinha feito com a Joana, com os meus braços por cima dos ombros dela, das primeiras vezes que a tinha encontrado no comboio, respondi-lhe:

– Assim, qualquer dia está numa Faculdade a dar aulas de Modificação do Comportamento.Psicopata-B

– Na Faculdade não – disse-me o João Manuel – mas numa clínica ou em aulas práticas, sim. O que eu aprendi foi prático e não teórico e é por isso que até a Joana consegue admirar-se com comportamentos parecidos aos que ela deixou de ter. Agora porta-se muito bem e nem é necessário dizer-lhe, seja o que for, para se portar cada vez melhor.

Dito isto, olhou muito significativamente para mim e depois de verificar a minha aprovação, sorriu para a Joana que se mostrava muito orgulhosa com o seu novo comportamento. Foi a vez de eu Depressão-Bmenear a cabeça para o João em sinal de aprovação pelo que tinha acabado de fazer. Vendo o meu gesto de aprovação, o João Manuel reagiu logo:

– Vejo agora claramente as vantagens de conhecermos alguma coisa sobre a Modificação do Comportamento. Até um simples olhar, um sorriso, um meneio da cabeça ou um aperto de mão oportunos servem para reforçar os comportamentos que desejamos. Servem também para o próprio agir com discrição e parcimónia além de apoiarem os outros, servindo de excelente meio de profilaxia. 

– É isso que nos propomos difundir informalmente nos nossos grupos de consulta e apoio em Cambridge – Imagina-Bexpliquei.”

Já leu os comentários?

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de cada livro editado em post individualarvore-2

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Para tirar o máximo proveito deste blog, consulte primeiro o post inicial “HISTÓRIA DO NOSSO BLOG – sempre actualizada”, de Novembro de 2009 e escolha o assunto que mais lhe interessa. Depois, leia o post escolhido com todos os comentários que são feitos. Pode ser que descubra também algum assunto acerca do qual nunca tivesse pensado. 

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3 thoughts on “RESPOSTA 15

  1. Anónima on said:

    Sou mãe do rapazinho que originou esta “resposta”.
    Fiquei satisfeita com o que li neste poste e fui visitar outros.
    Necessito que me mande o livro da “JOANA” logo que possível. Qualquer dia, vou querer ler também o “PSICOLOGIA PARA TODOS” que muita falta deve fazer.
    Devo demorar muito tempo para ler só este livro que peço que me mande pelo correio para o endereço que vou indicar no e-mail que vou enviar já para

    • O livro vai ser entregue no correio na manhã de segunda-feira. O “PSICOLOGIA PARA TODOS” poderá ser publicado em breve de acordo com as disponibilidades financeiras. Se necessário, em sua substituição, pode utilizar os 5 volumes de Como Modificar o Comportamento, indicados no final da “JOANA”.

  2. Já li vários postes porque o meu filho único de 24 anos está a fazer psicoterapia.
    Há 3 anos começou a ficar com vários medos: sair de casa, viajar de avião, passar pelas pontes, estar em transportes públicos, estar numa sala de aula, etc.
    Não toma medicamentos a não ser os meus, em SOS.
    A psicóloga com quem está há quase dois anos diz que ele tem de praticar o relaxamento ou relaxação. E quanto mais melhor, para tentar reduzir os medos dele.
    Eu tento quase obrigá-lo a praticar isso pelo menos à tarde ou quando for para a cama, mas ele perde tempo no computador e na internet e parece que não faz nada disso.
    Há mais qualquer coisa que eu possa fazer?

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