PSICOLOGIA PARA TODOS

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Archive for the month “Novembro, 2011”

A CRISE

Hoje, de manhã, quando fui saber do dono da oficina qual a disponibilidade para ir buscar o meu carro,Organizar-Barranjado, estive a conversar com ele sobre a nossa actual crise. Acerca deste assunto, o nosso diálogo foi mais ou menos o seguinte:

– O seu amigo Álvaro, da Nazaré, perguntou por si e desejou saber o que acha desta crise, como professor que leccionou psicologia social no ISMAT.
– Afecta todos e a mim também. Há cerca de 10 anos, não estava à espera deste desfecho.
– Já reparou que a crise não afecta todos por igual ou equitativamente?
– Como psicólogo, não digo coisa alguma sobre isso mas, como cidadão, tenho de concordar consigo.
– Estão agora a falar do Banco BIC. Quem está à frente do mesmo? Não foi um político que esteve como governante e, logo Psicologia-Bque perdeu o tacho, arranjou logo outro melhor ainda, na CGD e foi de seguida para gestor doutro banco? Enquanto eu, que trabalhei desde os meus 13 anos a ganhar uma miséria e a descontar para o Estado, ainda tenho de continuar a descontar para manter a actividade, esses senhores, recebem já a pensão do Banco donde se reformaram, um subsídio de reinserção ou uma subvenção vitalícia e um ordenado chorudo no lugar que actualmente ocupam, provavelmente, porque são conhecidos das pessoas com quem têm de negociar. Que belo tacho que arranjaram com o lugar que ocuparam na política!
– A única coisa que posso constatar em termos de Psicologia Social é que, em política, é assim. Em quase todo o mundo acontece quase o mesmo. O blog Compincha – CãoPincha refere-se muito a estes desmandos.Interacção-B30
– Sim. É o que eu vejo também em todo o lado. E o outro que está noutra Empresa, mesmo depois se ter metido em negócios escuros trocando robalos por alheiras?
– Já sei de quem está a falar. O indivíduo foi capaz de negociar, defender a sua posição e dar vantagens aos seus clientes. Em psicologia social, só posso dizer que demonstrou eficácia. É o acontece com os que saem bem nos seus negócios defraudando os Bancos, o Estado ou a População, para aumentar os seus lucros pessoais. Quando há um negócio a ser montado, esses são os indivíduos preferidos para tomar conta deles. Já deram provas públicas da sua capacidade, assim como da sua impunidade. Em psicologia geral ou social, o que posso dizer Saude-Bsobre isso, é que a Justiça não funciona ou é favorável para os prevaricadores. Senão, não teríamos tantos em lugares cimeiros e na chamada «alta sociedade» ou na «alta política». Se a Justiça é para averiguar a verdade e punir os culpados, já alertei para os perigos de se punir deixando fugas para a impunidade (F). No caso de isso acontecer, pode funcionar como reforço positivo e aumentar a frequência e a intensidade das acções ilegais. O que acontece em Oeiras? Agora, deixando de ser de psicólogo e olhando para a nossa sociedade como cidadão comum, o que tenho visto nos últimos anos, deixa-me preocupado. Parece que quase todos os culpados ficam impunes e até podem beneficiar com o pretenso castigo se não conseguirem depois, de algum modo, benefícios ainda maiores, tais como prescrições, indultos e até indemnizações.Joana-B
– E acha que não há volta a dar a tudo isto?
– A única volta a dar a sério, é a educação. Se todas as pessoas não educarem os filhos no sentido de honestidade, verdade, respeito pelo próximo, direitos dos outros, solidariedade e outros valores sociais, nunca mais teremos uma sociedade menos injusta do que a actual, porque a percentagem das pessoas normais que devia ser de, pelo menos,  70 por cento, com mais 15 por cento acima deste valor, irá diminuindo, para aumentar os 15 por cento dos que exibem menos valores sociais. A previsão que posso fazer é de que esses 15 por cento serão acrescentados, em muito, com os que já estão bem na vida e a usufruírem das suas posições cimeiras a fim deAcredita-B aumentar os seus lucros e poder. Nos finais do ano passado, li um post do Compincha sobre os nossos orçamentos e a transparência no Governo da Suécia. Quais são as semelhanças e as diferenças? Quais os ordenados dos governantes e gestores deles? Servirá de exemplo? Pelo que consigo observar, imagino que a nossa política, ao contrário da Suécia, é um óptimo campo para este tipo de influência e proveitos.
– Mas, a educação iria mudar o quê?
– A educação, como já disse, é importante, mas não se pode limitar a debitar conceitos aos mais novos e menos graduados. A modelagem é fundamental e a identificação também. Dar o exemplo é fundamental, se não, pode criar dissonância cognitiva como no sermão em que se diz e se faz significar: «faz o que eu digo, mas não faças Maluco2o que eu faço».
– O que é que diz do homem que, em França, meteu o filho numa máquina de secar a roupa?
Há cerca de meio ano, já tive ocasião de alertar, no post CONSEQUÊNCIAS e PREVISÕES, uma senhora que me apresentou a sua filha metida numa máquina de lavar a roupa. Pode ter sido por brincadeira «contextualizada» como se costuma dizer, mas também uma «descontextualização» pode ocasionar, subitamente um desastre. Depois, chegam as civilizadas «desculpas» e a «falta de intenção» de fazer mal à criança. Dizem também que a mãe deste rapaz, de França, é amorosa.
– E o Anders Breivik, da Noruega?
– Julgo que também tive oportunidade de falar dele e tecer algumas considerações no livro sobre o caso do Joel (PSICOPATA! Psicopata-BEu?), classificando-o possivelmente como sociopata. Só posso concordar com o diagnóstico actual, se servir para o internar permanentemente como «doente mental perigoso» e não como cidadão que pode continuar à solta, para voltar a incomodar os outros, como acontece em Portugal.
– Infelizmente, no nosso país estamos sujeitos a ir ficando ainda pior do que já estávamos nos tempos de Salazar. Agora, até dizem que no Estado os carros são comprados com contratos para os utilizar durante 30.000 quilómetros, com manutenção incluída, para depois os entregarem e trocarem por novos. Tudo alta gama e sem problemas de utilização. Só alguns (muitos) da Polícia e das Forças Armadas é que parece que não são assim porque os mandados podem esperar enquanto os mandantes têm de chegar bem e depressa. O POVO é que paga…Biblio
– O pior, é nós chegarmos mal e devagar, se algum dia chegarmos, não é? A moldagem a que estamos a ficar sujeitos pode não nos deixar chegar a lado algum
– Não haverá alguma possibilidade de abrir os olhos às pessoas para os descalabros actuais?
– Julgo que a única possibilidade, como os Compincha – CãoPincha preconizam, é exigir que exista um quadradinho em que numa votação possamos escolher legitimamente um “NÃO” ou votar com uma cruz sobre o boletim de voto como já comecei a fazer. Quando descobrirem que muitos discordam dos propostos, pode ser que abram os olhos. Mas, é necessário ir votar e não deixar o voto em branco. Pode ser que assim aconteça qualquer coisa. Para mim, é melhor do que as greves.

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RESPOSTA 19

Senhor comentador,Psicologia-B

Tentando responder melhor ao seu comentário feito no post PSICOLOGIA PARA TODOS – 10 relacionado com uma pergunta de D. Maria Correia, e às consequentes transcrições, em 10 posts, de um capítulo de PSICOLOGIA PARA TODOS (F):
“Como seria possível termos melhores noções sobre isto?
Pode dar alguma ideia?”

depois de lhe dar uma primeira resposta:Interacção-B30
“Se ler com atenção o post “RESPOSTA 17″ pode encontrar nas afirmações dos enfermeiros a resposta que possivelmente lhe irei dar logo que tiver disponibilidade para isso.”

peço que, depois de ler tudo isso, tente raciocinar comigo para ver se consegue descobrir alguma solução para a sua dúvida.

As considerações tecidas por alguns dos meus antigos alunos de enfermagem, são a informação daquilo que eles ganharam com as aulas de psicologia que lhes dei no Hospital de Vila Franca de Xira e outros, equivalentes a muitas das Joana-Bconsultas englobadas no livro da JOANA (D).

Muitos deles, questionando o «débito» da matéria teórica que estava a ser dada, colocaram questões a ser resolvidas na vida prática.

Alguns problemas podiam estar relacionados com o «questionador», mas outros, referiam-se a problemas que eles viam em pessoas com quem contactavam. Assim, não se expunham directamente mas aprendiam com a «desgraça» dos outros.

As soluções foram discutidas com enquadramento teórico, não para o psicólogo as utilizar mas para os próprios Saude-Bexperimentarem ou ajudarem outras pessoas a experimentá-las. Como resultado, muitos conseguiram resolver ou minimizar os seus problemas.

Com essa experiência prática de resolução de dificuldades, enquadradas teoricamente, conseguiram compreender aquilo que deviam fazer para resolver o que queriam ou evitar aquilo que não desejavam. Portanto, avançaram no sentido da prevenção e da profilaxia.

Não me lembro quantas horas foram utilizadas nesta acção mas, seguramente, não foram menos do que uma dezena.mario-70

Se qualquer dessas pessoas quisesse resolver o seu problema, de quantas consultas individuais necessitaria? Não seriam, seguramente, menos do que 3 ou 4 em cada caso. Do modo como tudo aconteceu, cada uma dessas pessoas assistiu a 20 consultas, partindo do princípio que participou apenas em 10 aulas.

Se alguns resolveram o problema, também se tornaram aptos a evitá-lo no futuro, especialmente, quando enriquecidos com as teorias expostas para a resolução do caso e a aprendizagem de possível evitamento futuro.

Se 30 pessoas com problemas, provavelmente diversificados se juntarem, essas sessões ficam automaticamente divididas por Biblio30, com a vantagem de algumas pessoas conseguirem verificar o que se pode fazer em casos diferentes do seu. E ficam precavidos para o futuro.

Se cada pessoa, necessitasse apenas de uma consulta (com a qual pouco ou nada poderá resolver), juntando-se a mais 29 pessoas, como os alunos fizeram, vai beneficiar com a possível resolução do seu problema, da aprendizagem da resolução de problemas diferentes e com a assistência de 20 consultas, partindo do princípio que uma aula demora o dobro do tempo duma consulta de psicologia.

Tudo depende de quem estiver interessado em juntar-se a outras pessoas, arranjar um local onde se possa fazer essas reuniões Acredita-Be, se possível, a utilizar a projecção de powerpoint para uma aprendizagem mais eficaz.

A propósito dessas aulas da ciência de psicologia (modificação do comportamento), também posso dizer que os enfermeiros, entusiasmados com os resultados, quiseram que a experiência se repetisse com outros grupos de pessoas, em 4 fins de semana em que cada sessão durou 3 horas. Foram 12 horas de aulas em 4 fins-de-semana semana, marcadas segundo as suas conveniências, para cada um poder experimentar aquilo que tinha aprendido e discutido no decurso das aulas e reformular tudo conforme as necessidades.

Como resultado destas acções, lembro-me, por acaso, de dois ou três casos resolvidos a seu contento.Consegui-B

Um casal em que o marido, depois do jantar, deixava a esposa em casa a lavar a louça e ia tomar a bica com os amigos para regressar tarde, a mulher conseguiu que ele passasse a ficar em casa, a tomar café com ela e até a ajudá-la a enxugar a louça.

Uma senhora cuja filha tinha medo de galinhas, fugindo delas a sete pés, conseguiu que a criança de 7 anos, brincasse com as galinhas e até as afagasse.

Outra senhora que tinha um sobrinho a sofrer de enurésia nocturna e usava fraldas para dormir, conseguiu que ele não Imagina-Bnecessitasse de qualquer fralda quando estava em sua casa. Posteriormente, a mãe do mesmo rapaz, a quem chamava amorosamente «pinguim», também conseguiu isso quando assistiu às aulas de psicologia e discutiu o assunto com o psicólogo.

Em qualquer destas situações, quantas consultas de psicologia seriam necessárias para resolver o assunto? Estas situações ficaram sanadas apenas com o equivalente a uma consulta de psicologia, assistida 20 vezes na companhia de mais 29 pessoas, durante 3 horas em cada uma das 4 semanas que durou o respectivo seminário? (ou workshop como gostam de dizer agora?)Psicopata-B

Se o assunto não ficar resolvido, diminui, pelo menos em um terço a quantidade de consultas individuais necessárias porque a pessoa «entrou» nos mecanismos da modificação do comportamento que se pretendem utilizar.

Em relação à psicoterapia, esta ideia foi apresentada em ACREDITA EM
TI. SÊ PERSEVERANTE!
(B/117-129).

Se isto puder servir de algum proveito para a sua curiosidade, dou-me por totalmente satisfeito.

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PSICOLOGIA PARA TODOS – 10

Caro senhor Anónimo,Biblio

Conforme prometi, estou a transcrever mais uma parte do capítulo GRATIFICAÇÕES E PUNIÇÕES do livro PSICOLOGIA PARA TODOS (F).
Boa sorte na leitura e na execução.

PUNIÇÃO E SEUS EFEITOS

mario-70A vida não se compõe somente de satisfações e nem sempre se consegue um comportamento adequado exclusivamente com a gratificação, como aconteceu com o Manuel. Desde os tempos de «Adão e Eva», o «Paraíso» não foi para nós o suficiente, tendo havido necessidade frequente de cercear a nossa ambição.
A punição torna-se muitas vezes necessária. Por isso, é indis-pensável verificar em primeiro lugar se todas as outras soluções se esgotaram e se a punição é imprescindível. Após esta verificação, deve ser determinada qual a punição mais adequada para aquela pessoa, naquele momento. As características mais importantes a considerar numa punição são:
* ser facilmente reconhecível como punição (não confundível com gratificação);Psicologia-B
* estar especificamente relacionada com o comportamento a punir;
* ser eficaz como medida de dissuasão ou contenção;
* ser utilizada na dose minimamente necessária e eficaz;
* ser aplicada no momento em que o comportamento inadequado se inicia, não deixando que a pessoa obtenha o mais pequeno prazer com a execução do mesmo.
Esta última característica é fácil de exemplificar.
Vamos estacionar o carro num local proibido.Interacção-B30
Podemos, então, considerar várias hipóteses:
1ª – Quando regressamos cerca de 2 horas mais tarde, após a resolução de  todos os nossos afazeres, temos no pára-brisas uma notificação de multa que deverá ser paga na sede da Polícia no prazo de uma semana a fim de que o processo não seja enviado a Tribunal para cobrança coerciva.
2ª- Quando regressamos após a resolução das nossas necessidades, um polícia com o recibo na mão só nos deixa tirar o carro após o pagamento da multa.
3ª – Quando vamos arrumar o carro aparece um polícia que não nos deixa estacionar nesse local.«Educar»-B
Como punição, esta 3ª hipótese é a mais eficaz: ela não proporciona qualquer satisfação com o estacionamento do veículo.
A 2ª hipótese é menos eficaz do que a 3ª. Após satisfação com a execução do acto, podemos eventualmente voltar a estacionar o carro no local proibido quando necessitamos de o deixar próximo e possuimos dinheiro para pagar a multa.
A 1ª hipótese tem muito que se lhe diga. O estacionamento do carro não só não implica qualquer sanção imediata, como ainda uma amnistia pode perdoar as multas a serem coercivamente cobradas pela via judicial, muito tempo Depress-nao-Bdepois da infracção. É importante que, ainda nesta hipótese, a punição não passe a servir de reforço. Se o indivíduo em questão obtém satisfação com a realização do seu acto inadequado, o reforço daí obtido provoca aprendizagem socialmente indesejável. Após a satisfação de estacionar o carro em local proibido, sem multa imediata, com a vantagem de não pagar essa multa em consequência da amnistia, o castigo ou a punição podem transformar-se em prémio para quem prevaricou executando comportamentos inadequados que se desejariam eliminar. Por acaso, conheci um Professor Catedrático que fazia isso, por sistema!
 

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PSICOLOGIA PARA TODOS – 9

Caro senhor Anónimo,Psicologia-B

Conforme prometi, estou a transcrever mais uma parte do capítulo GRATIFICAÇÕES E PUNIÇÕES do livro PSICOLOGIA PARA TODOS (F).
Boa sorte na leitura e na execução.

APRENDIZAGEM CONJUGANDO GRATIFICAÇÃO E PUNIÇÃO

Como a recompensa e a punição ocasionam aprendizagens com a mesma cadência, experimentou-se juntar a recompensa à Interacção-B30punição e o resultado foi a redução, para metade, no tempo de aprendizagem.
Manuel consegue o seu primeiro emprego numa Empresa e verifica que os seus conhecimentos escolares são insuficientes no trabalho de secretaria para o qual é destinado. O seu chefe verifica o mesmo e ordena-lhe que aprenda o mais rápido possível as normas da Empresa. Como Manuel não se interessa muito pelo trabalho, o chefe castiga-o com trabalhos extra quando as tarefas que lhe estão destinadas não são bem executadas. Passado um mês, Manuel aprende a utilizar com correcção as normas da Empresa. Contudo, se não houver uma vigilância aturada, as falhas não se fazem esperar.
Em colaboração com o psicólogo consultor da Empresa, o chefe, que descobrira bastantes capacidades no Manuel, decide Joana-Baproveitá-lo e treiná-lo com maior eficiência. Fazendo as contas das vantagens e prejuízos provocados, respectivamente, com a eficiência e com a negligência do Manuel, verificam que as suas negligências prejudicam diariamente a Empresa em cerca de 300€ enquanto a eficiência não só elimina os prejuízos como beneficia em cerca de Esc: 150€ diários.
O chefe chama o Manuel para o seu gabinete, elogia-o, dá-lhe conhecimento do apreço que nutre por ele quando executa os trabalhos com correcção e diz que poderá continuar a trabalhar na Empresa só se conseguir melhorar a sua produtividade. Estabelecendo metas calculadas financeiramente, as falhas serão punidas. No dia em que houver falhas no seu trabalho, Manuel perderá até 25€ mas poderá ganhar até 25€ extra quando exceder a eficácia Saude-Bmínima que lhe é exigida.
Na primeira semana deste contrato Manuel perde 15€ mas ganha 5€. Entre a segunda e a quarta semanas, não existem perdas nem ganhos. Na quinta semana, passa a haver ganhos e é chamado ao gabinete do chefe para ser elogiado e para lhe fazer constar que poderá haver eventualmente, dentro de 6 meses, uma vaga de nível superior a ser preenchida pelo melhor funcionário da Empresa. O recurso a pessoas estranhas só será utilizado se não houver na Empresa alguém capaz de preencher a vaga.
Em pouco menos de 3 meses Manuel deixa de falhar como anteriormente e melhora o seu rendimento de tal maneira que o ordenado passa a ser quase igual ao do novo posto a poder ocupar. Como é o mais capaz de todos os funcionáriosAcredita-B e se torna o mais eficiente e responsável, é facilmente aceite pelos outros para o novo posto em que ganhará pouco mais do que no momento, mas gozará do respeito e consideração dos restantes colegas.
Conhecendo as capacidades do rapaz e desejando melhorar a sua eficácia no trabalho, a utilização da gratificação foi extremamente vantajosa quando combinada inicialmente com a punição da ineficiência ou descuido, que era contrária ao bom rendimento que se pretendia incentivar. Se para atingir a meta almejada de «bom desempenho da função» a punição não fosse minimamente utilizada, a aprendizagem e a alteração do comportamento do Manuel não se processariam com a celeridade verificada. Provavelmente, outro funcionário teria ocupado o posto de trabalho com desvantagens para o Manuel. A Empresa também poderia não ficar tão bem servida Psicopata-Bcomo com o Manuel, visto que um outro funcionário da Empresa ou um recém-admitido não estaria igualmente inteirado das particularidades e funcionamento do serviço em causa.
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PSICOLOGIA PARA TODOS – 8

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APRENDIZAGEM COM ULTRAPASSAGEM DA FRUSTRAÇÃO

Como não há bem que sempre dure, Flora viu-se na contingência de atender o público, sozinha, durante vários dias das férias Joana-Bdos colegas. Por mais que se esforçasse, muita coisa lhe escapava e as reclamações dos clientes eram frequentes. Sendo constantemente punida com as recriminações deles, Flora resolveu dizer ao chefe que não suportava mais a situação e que queria abandonar o emprego. O Chefe ponderou os factos e pediu-lhe que esperasse mais três dias, prontificando-se a dar-lhe a ajuda pontual de que ela necessitava.
Ficou então combinado que ela atenderia muito bem o cliente e, dizendo-lhe que necessitava de consultar documentos ou os supervisores para poder dar informações actualizadas, telefonaria ao chefe. Falaria com ele eliminando as dúvidas. Saindo-se bem desta dificuldade, ao terceiro dia, Flora foi informar o chefe que poderia continuar a trabalhar na empresa, desempenhando a mesma função de sempre.Interacção-B30
A punição inicial com as reclamações dos clientes, provocou em Flora um comportamento de fuga ou de evitamento da punição. Contudo, a frustração assim provocada (não conseguir atingir o objectivo de atender eficazmente os clientes), foi resolvida satisfatoriamente (reforço social positivo de razão fixa) com os telefonemas pontuais para o chefe quando os apontamentos eram insuficientes.
A resolução da frustração, provocou, neste caso, uma aprendizagem que foi futuramente utilizada em muitas ocasiões. Caso isso não acontecesse, a punição teria provocado os seus efeitos, ocasionando futuramente medo de enfrentar os clientes, isto é, tecnicamente, uma fobia e uma possível depressão.Saude-B

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PSICOLOGIA PARA TODOS – 7

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APRENDIZAGEM COM GRATIFICAÇÃO

Flora era uma funcionária com nível intelectual pouco desenvolvido, não lhe faltando, apesar de tudo, capacidades suficientes Interacção-B30para transmitir recados, arquivar correspondência e efectuar outras tarefas de somenos importância. O chefe, tendo pena dela, evitava a reprimenda quando os trabalhos ficavam mal feitos. A conselho do psicólogo da Empresa, que vira um dia a desorientação da rapariga quando era recriminada por um cliente a quem dera informações incorrectas, o chefe recomendou aos colegas que a elogiassem sempre que ela apresentasse um trabalho bem feito.
Flora foi instruída a tomar apontamentos de tudo e a não inventar ou inovar uma resposta ou informação. A utilização das notas escritas seria uma «rotina necessária» mais do que um «pronto-socorro». Dentro de pouco tempo ela foi descobrindo que tinha vantagens em tomar nota de tudo e de se socorrer desses apontamentos, quer para recados, Saude-Bquer para as informações a serem dadas aos clientes. O elogio dos colegas quando isso acontecia, levou-a a fazer uma aprendizagem com gratificação (com reforço social positivo de razão fixa).
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PSICOLOGIA PARA TODOS – 6

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CONSEQUÊNCIAS DA GRATIFICAÇÃO E DA PUNIÇÃO

As consequências da gratificação na aprendizagem são diferentes daquelas que provoca a punição. Enquanto a primeira produz Interacção-B30um estado de satisfação e bem-estar, a segunda ocasiona frustração, podendo desencadear comportamentos de fuga ou de tentativa de resolução das dificuldades a um nível superior.
Em experiências efectuadas no laboratório, controlando todas as variáveis, verificou-se que a aprendizagem duma determinada tarefa exige o mesmo número de ensaios, quer seja acompanhada de gratificação, quer de punição. No caso exclusivo da gratificação, se o ensaio ou a execução do comportamento para atingir o objectivo for bem sucedido, surge a satisfação. No caso exclusivo da punição, se a acção for mal sucedida ou o comportamento não conseguir atingir o objectivo desejado de fugir à mesma, surge a frustração.
Além da boa disposição ou ansiedade provocadas, respectivamente, pelas aprendizagens com gratificação ou punição, qual a Joana-Bconsequência da cessação da gratificação ou da punição nas aprendizagens efectuadas?
Quando um comportamento está aprendido e a gratificação ou a punição é consistentemente retirada, a aprendizagem ou o comportamento aprendido desaparece mais lentamente com a retirada da gratificação do que com a retirada da punição através da qual esse comportamento foi aprendido. Esta é uma das vantagens da gratificação sobre a punição. A outra vantagem é o evitamento da angústia que antecede o aparecimento da punição, da tentativa de fuga à mesma ou da sua redução. É mais difícil «curar» um viciado na «droga», no «álcool» ou no jogo se o protagonista utilizar estes procedimentos como um meio de «fuga» ou alívio em relação a qualquer «problema», do que aquele que se vicia porque gosta desses «divertimentos». Porquê?Saude-B
No segundo caso, temos uma aprendizagem com reforço positivo: a pessoa deseja jogar para ter mais dinheiro, sensações e emoções fortes, divertimento, etc. No primeiro caso, a «droga» é uma fuga a uma situação desagradável: deixar de ser inibido, baixar o nervosismo, evitar o desconforto dum mau juízo dos familiares ou amigos, reduzir a sensação de inferioridade, etc. Para a «cura», o mais importante é fazer desaparecer a situação de desagrado que teima em persistir. O «tratamento» individual dos que «sofrem» as influências desse meio ambiente desagradável para eles, é menos importante do que a alteração desse «ambiente punitivo». Só no caso de não se poder mudar o ambiente, é que se fará o tratamento do indivíduo ajudando-o a suportar esse Psicopata-Bambiente com coragem e criatividade: sublimação?
Entre a fuga a uma doença e a conservação da saúde, existe uma diferença significativa que se dilui muitas vezes com uma falsa percepção ou com a dificuldade em manter um estado saudável, quando o dia-a-dia exige muita tensão, não deixando tempo para a profilaxia. Apesar de tudo, a punição, com a frustração que provoca, pode fazer com que o sujeito, se for muito bem sucedido, aprenda a ter comportamentos peculiares que proporcionem a ultrapassagem das dificuldades, ajudando-o assim a criar uma personalidade vincadamente resistente à frustração (confundida, muitas vezes, erradamente, com teimosia ou obsessão).

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PSICOLOGIA PARA TODOS – 5

Caro senhor Anónimo,Psicologia-B

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GRATIFICAÇÃO PUNITIVA

Este parâmetro da saciação e a passagem da gratificação para punição pode ser verificada a qualquer momento.Interacção-B30
– Quem gosta de chocolate?
Se a resposta for afirmativa, podemos perguntar se muito ou pouco. Escolhemos uma pessoa que goste muito de chocolate e damos-lhe sempre e só chocolate como sobremesa. Rapidamente o chocolate, que era uma fonte de gratificação, passará a saciar e a tornar-se fonte de punição.
A gratificação não pode ser utilizada indiscriminadamente como fonte de satisfação sob pena de produzir efeitos contrários aos desejados. Foi o que aconteceu com a criança (desinteresse escolar do Olegário) cujo comportamento se desejava modificar com a gratificação (dada de maneira incorrecta).Joana-B
Embora a gratificação seja um óptimo meio de modificar o comportamento, a sua utilização extraordinariamente excessiva, pode ocasionar comportamentos descontrolados e desnecessários e, às vezes, contraproducentes.

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PSICOLOGIA PARA TODOS – 4

Caro senhor Anónimo,Biblio
Conforme prometi, estou a transcrever mais uma parte do capítulo GRATIFICAÇÕES E PUNIÇÕES do livro PSICOLOGIA PARA TODOS (F).
Boa sorte na leitura e na execução.

AS VARIANTES DA GRATIFICAÇÃO

Numa Empresa, o Gerente verificou que os funcionários gostavam de ouvir música no decurso das horas de trabalho. Como prémio, mandou preparar uma instalação sonora que funcionaria em todos os gabinetes e salas de trabalho.
Com música ao gosto de alguns, verificou ao fim de dois meses que a produção baixara. Não sabendo a que atribuir essa mudança, necessitou dum estudo da situação que acabou por revelar o ambiente de música como a fonte principal da diminuição na produtividade.
Embora nenhum dos empregados tivesse consciência disso, alguns declaravam ficar distraídos, outros incomodados, outros saturados.
Aquilo que para uns é gratificante, pode não o ser para outros e aquilo que nos gratifica num determinado momento pode não ser agradável noutro.Joana-B
Houve necessidade de estudar pormenorizadamente a situação, dosear o tipo de música, o volume do som, os momentos de transmissão e os locais de recepção, deixando, além disso, ao dispor dos empregados, dispositivos de regulação de som e do tipo de música desejada, para que a produtividade aumentasse para valores superiores aos iniciais.
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PSICOLOGIA PARA TODOS – 3

Caro senhor Anónimo,Psicologia-B
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UMA PUNIÇÃO GRATIFICANTE
 
Também inadvertidamente, uma situação desagradável se transformou em gratificação. O rapaz não gostava que os pais Interacção-B30ralhassem com ele (punição). Porém, quando o silêncio e o afastamento dos pais se seguiram às boas notas escolares e os seus ralhos eram a consequência das más notas, a situação alterou-se totalmente.

Bastava ter más notas para que os pais ralhassem com ele e não impingissem mais colecções de cadernos, com a exigência de promessa de bons estudos futuros. Aconteceu isto duas vezes em interacções muito curtas no período de um mês. Olegário continuou a não estudar para conseguir provocar os ralhos parentais, os quais passaram a ser gratificantes para ele, podendo significar:
* não ter de estudar (reforçador negativo);Joana-B
* ter tempo para brincadeiras (reforçador positivo);
* despertar a atenção dos pais (reforçador positivo);
* livrar-se da oferta dos cadernos (reforçador negativo).

Este conjunto de situações reforçantes para o Olegário, determinou o aumento do seu comportamento anterior de não estudar e obter notas medíocres. Quando não conseguimos o bife com batatas de que tanto gostamos, à falta do melhor, um prego no pão torna-se tão gratificante que de futuro fazemos tudo para o conseguir, mesmo num caixote de Saude-B«sobras»! Na falta de contacto adequado com os pais, aquele que se mistura com ralhos também serve!
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