PSICOLOGIA PARA TODOS

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Archive for the month “Janeiro, 2012”

RESPOSTA 21

Em relação ao seguinte e-mail que recebemos ontemBiblio

“Caro colega de blog:
Se conseguiu seguir o julgamento de Rui Pedro, em Lousada, o que é que tem a dizer, em psicologia, sobre o silêncio total do acusado durante o julgamento e comprometer-se a falar agora particularmente com a família, com a condição de não ser condenado?
Cão Pincha

posso dar apenas a seguinte resposta:mario-70

Em psicologia, não devo fazer qualquer julgamento de valor, mas sim limitar-me aos factos. Contudo, à luz dos ensinamentos colhidos na psicologia social (K), posso fazer uma atribuição relacionando as diversas fases do julgamento, desde o acontecimento em si.

Quando ocorreu o desaparecimento de Rui Pedro, as investigações quase nada indicaram de positivo em relação aos indícios sobre o paradeiro ou percurso da criança, a partir do momento em que deixou de ser vista pelos pais e colegas.Saude-B

Não houve notícias posteriores, mas as investigações conseguiram deduzir que as últimas duas pessoas que viram o Rui Pedro são a prostituta e o acusado.
A prostituta fez declarações no tribunal indicando o acusado como figura interveniente, mas o acusado negou muita coisa e não conseguiu «encaixar» os factos com uma certa coerência.
Desde o desaparecimento do rapaz, nada mais se soube de concreto, a não ser que muitos aspectos tinham mudado na paisagem urbana onde o acontecimento tinha ocorrido, o que serviu para que a defesa descredibilizasse os Psicopata-Btestemunhos a favor do rapaz.
Por fim, a apresentação, pela defesa, de vídeos do local da ocorrência, realizados na ocasião do desaparecimento, parece que «lançaram» alguma luz sobre a veracidade dos factos, sobre os quais, utilizando o seu direito legal de não falar, o acusado nada esclareceu.

* Se ele está inocente, qual a razão do seu silêncio?

* Se está inocente, porque não diz isso em público para todos o ouvirem em tribunal?

Psicologia-B* Se nada sabe acerca do acontecimento para além do que já esclareceu em audições anteriores, qual a razão de se disponibilizar para falar agora com os pais, em particular, “SÓ SE NÃO FOR CONDENADO”?

* Depois de todas as acções dilatórias e de silêncio, utilizadas pelo acusado de uma maneira muito «fria», é admissível que esta seja mais uma «manobra» para não ser condenado, em função de muitas pistas que o indicam como conivente no desaparecimento do Rui Pedro.

* Pode-nos também fazer suspeitar que existe mais alguma coisa relacionada com este desaparecimento, Consegui-Bespecialmente porque o acusado é motorista de longo curso e está frequentemente no estrangeiro, em contacto com muita gente, que fica fora do alcance imediato e fácil dos investigadores.

* Se não for mais uma manobra bem urdida de um psicopata, o que mais poderia ele contar aos pais do rapaz, que não pudesse dizer já em público?

* Se o relatório pericial do Instituto de Medicina Legal o considerou pessoa normal, qual a razão de não se pronunciar em tribunal, mas dispor-se a falar em privado com os pais, desde que não seja condenado?

* Como psicólogo que tem mais de 35 anos de prática clínica, posso perguntar também se esse relatório foi elaborado com transcrições da entrevista com o examinando e impressões do examinador ou com base em determinadas provas e seus resultados quantitativos e qualitativos? (B)

* As conclusões do relatório foram baseadas em dados e factos obtidos com as provas aplicadas ou nas presunções científicas dos psicólogos que o elaboraram para incriminar ou ilibar o examinando?

* Quem nos garante que tudo isto não é uma bem montada estratégia legal de defesa, utilizada para evitar uma possível condenação?Interacção-B30

Como não sou adivinho, não consigo imaginar coisa alguma …
mas, «casos» destes deviam continuar a ser investigados «discretamente» para evitar «complicações futuras» para a população em geral.

Por todos estes motivos, insistimos muito na «educação» que pode prevenir muitas coisas que, num futuro imediato, se podem transformar em situações a querer remediar o irremediável. A velocidade da Internet não Joana-Bpermite isso!

Convém ler também o nosso post “SÍNDROME DE PERSEGUIÇÃO FILIAL” publicado em 24 de Janeiro de 2010, há mais de um ano, com um caso muito «interessante» e um desfecho trágico para uma criança que não sei se já terá «reconstruído a sua personalidade e vivência emocional”, conforme «determinou» o juiz.

 Já leu os comentários?

Clique em BEM-VINDOSarvore-2

Ver também o post LIVROS DISPONÍVEIS

É aconselhável consultar o ÍNDICE REMISSIVO
de cada livro editado em post individual.

Blogs relacionados:

TERAPIA ATRAVÉS DE LIVROS [http://livroseterapia.wordpress.com/]

PSICOLOGIA PARA TODOS (o antigo) [http://psicologiaparaque.blogspot.pt/]

Para tirar o máximo proveito deste blog, consulte primeiro o post inicial “HISTÓRIA DO NOSSO BLOG – sempre actualizada”, de Novembro de 2009 e escolha o assunto que mais lhe interessa. Depois, leia o post escolhido, com todos os comentários que são feitos. Pode ser que descubra também algum assunto acerca do qual nunca tivesse pensado.

Para saber mais sobre este blog, clique aqui.

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RESPOSTA 20

Há dias, quando perguntei a uma pessoa amiga qual a sua opinião sobre o livro JOANA a traquina ou simplesmente Joana-Bcriança? (D), disse-me que ainda não o tinha lido mas que um casal amigo opinara que parecia um livro técnico.

Expliquei que, na estruturação e disposição de toda a matéria explicada nesse livro, a intenção primordial é tentar fazer chegar ao conhecimento de leigos as normas e as forças que regem ou influenciam o comportamento humano.

Isto quer dizer que é uma tentativa de explicar, de forma ligeira e romanceada, à luz da ciência do comportamento humano, os acontecimentos que nos afectam no dia-a-dia. Isto quer dizer que se tenta explicar com linguagem Psicologia-Bsimples, através dos factos do dia-a-dia, a razão da sua ocorrência, assim como as suas causas, consequências e a maneira de os prever e evitar tanto quanto é possível.

Tudo isto é feito com a experiência de mais de 15 anos de consultas, de 1975 a 1990, nas quais foram dadas respostas a centenas de pais que nos pediram conselhos para lidar melhor com os filhos.

Muitos desses pais, se tivessem lido um livro como o da Joana, teriam evitado pelo menos algumas consultas, visto que os casos por eles apresentados não se resolveram em menos de 5 a 10 sessões de aconselhamento. E tiveram muita sorte porque, numa ocasião em que não havia estes livros, foi apenas possível disponibilizar-lhes alguns Interacção-B30apontamentos policopiados sobre a modificação do comportamento.

A necessidade de incluir nos livros alguns termos técnicos baseia-se na economia de tempo que se consegue fazer nas consultas, reduzindo o seu número.

Com um exemplo prático, talvez se consiga compreender melhor. Depois de dar algumas aulas sobre a modificação do comportamento, no Hospital de Vila Franca de Xira, uma enfermeira quis tentar «fazer desaparecer» ou «reduzir» o medo que a sua filha tinha das galinhas (F), visto que nem se aproximava delas. O psicólogo disse-lhe que poderia ser utilizada a técnica de dessensibilização.Imagina-B

A senhora foi para casa, chamou a filha, colocou uma galinha nas mãos, fez-lhe passar a mão pelas penas e, depois de a filha ter lançado a galinha para o ar, foi dizer ao psicólogo, muito triunfante, na aula seguinte, que já tinha utilizado a técnica de dessensibilização com a filha e ela até tinha passado as mãos pelas penas da galinha.

Quando o psicólogo perguntou se a filha já se aproximava à vontade das galinhas, a resposta foi não.

– O que a senhora fez não se insere na técnica de dessensibilização, mas aproxima-se da técnica de saciação ou flooding, Saude-Bmuito mal feita e com possibilidades de aumentar o medo das galinhas – disse-lhe o psicólogo.

Pediu-lhe depois que lesse os apontamentos que tinha em casa (F), compreendesse bem o significado das técnicas e, só depois, com a ajuda de mais pessoas, tentasse utilizar a técnica da saciação desde que tivesse a certeza de que a filha não conseguiria «fugir» e «livrar-se» da galinha que tinha de ficar nas suas mãos. Além disso, a filha, com a galinha nas mãos, devia estar completamente à vontade.

Como era sexta-feira, tinha alguns dias para fazer com que a filha repetisse mais vezes esse procedimento a fim de consolidar a aprendizagem. Se a filha conseguisse fugir da galinha, poderia ter reforço secundário negativo aleatório que aumentaria o medo, cada vez mais.Maluco2

Na aula seguinte, na terça-feira, poderia comunicar o resultado das suas experiências. Assim, o psicólogo ficaria a saber se a técnica da saciação tinha sido bem sucedida.

Se não fosse a utilização dos termos técnicos – desensibilização, saciação, reforço secundário negativo aleatório – com uma pessoa leiga na matéria da modificação do comportamento, quantas palavras e tempo seria necessário despender para explicar um procedimento que deu resultado, mas que talvez necessitasse de intervenção dum psicólogo durante mais de 3 ou 4 sessões? O mesmo acontece com outros pais que vão à consulta do psicólogo.Psicopata-B

A indicação da bibliografia adequada ou de «casos» entre parêntesis (ver…), muitas vezes, com a indicação da publicação apropriada com uma letra, por exemplo (F), destina-se a tornar os procedimentos compreensíveis e facilmente consultáveis. Economiza-se em tempo, dinheiro, comodidade e eficácia.

Também, quem quiser saber utilizar esses procedimentos, pode assistir a sessões em que em cerca de 12 horas e com a ajuda de vários livros, pode evitar muitas consultas de psicologia para a resolução de um caso que exigiria várias horas de terapia.Consegui-B

Uma ajuda suplementar, é comentar este post, ou qualquer dos outros deste blog, apresentando as dúvidas ou necessidades, que vão surgindo ao longo do tempo e de diversas circunstâncias.

Utilizando este procedimento, comodamente instalada em casa, a pessoa que consultar este blog, com a leitura de alguns livros essenciais, pode às vezes, tentar resolver os seus problemas, sem a necessidade de se deslocar para consultas que consomem tempo, dinheiro e paciência.

Já leu os comentários?Acredita-B

Clique em BEM-VINDOS

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