PSICOLOGIA PARA TODOS

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Archive for the month “Março, 2012”

PSICOTERAPIA

Há dias, à saída do consultório, uma senhora abordou-me para dizer o seguinte:Imagina-B

 “Julgo que se deve lembrar do meu filho que tinha uma série de medos, inclusive de andar de comboio, subir escadas, viajar em transportes públicos, atravessar a ponte e até ir connosco ao Algarve, sem parar o carro várias vezes durante o percurso, para «arejar» os seus medos. Está muito melhor, deixou de estudar e até trabalha, mas o relacionamento com o pai está a tornar-se cada vez pior, chegando os dois a mimosearem-se com a terminologia «cfp» sem a menor restrição ou cerimónia.mario-70
Contudo, o rapaz depende em muito do pai para se deslocar onde não existem transportes públicos ou quando há urgência. As discussões em casa são constantes e parece que se odeiam. O filho não menciona coisa alguma contra o pai a não ser que o seu valor não é reconhecido por ele. O pai diz, quase a chorar, que adora o filho e que o ajudaria em tudo, mesmo que estivessem os dois em conflito, não se lembrando de o ter magoado alguma vez. No entanto, nunca é capaz de elogiar o filho.
Eu gostava que o pai tivesse consultas de psicologia para ver se alguma coisa muda, mas ele acha que não Bibliosão necessárias. Embora o filho também não mostre vontade de que o pai fale com o psicoterapeuta, talvez eu conseguisse forçá-lo a ir à consulta para ver se alguma coisa se altera no seu comportamento.
O que acha que devo fazer?”

Como resposta, conhecendo o filho, embora mais de uma dúzia dos seus medos tenham ficado reduzidos do grau 10 para o grau 6, apenas posso dizer que existe nele um forte bloqueio relacionado com o pai. Não sei de que se trata, mas existe uma mágoa muito grande da qual o filho não fala e diz que não se lembra.Difíceis-B

Neste caso, se o filho não consegue recordar-se de algum traumatismo sofrido para que se possa clarificar a situação (emocionalmente e não racionalmente), a única via aceitável é iniciar psicoterapia com o pai, desde que ele a deseje voluntariamente. A cabeça é dele e é ele que deve estar aberto a novas ideias e soluções. O psicoterapeuta nada pode fazer sem a sua inteira colaboração. Senão, ficamos com um simulacro de psicoterapia que pode não dar resultado positivo e até ser prejudicial.
Uma imagem vulgar pode ser que aclare melhor a situação e o que eu quero significar. Por isso, vamos imaginar o seguinte.Maluco2

O psicoterapeuta tem um sumo vitaminado novo que vai ajudar o paciente para melhorar a sua actuação. Para isso, é necessário que o paciente beba o sumo por um copo.
Se o paciente não acreditar nas virtualidades do sumo e não o quiser experimentar, nada se pode fazer a não ser exigir, à força, que ele aproxime o copo para despejar nele o sumo, obrigando-o a ingeri-lo. De seguida, pode o paciente vomitar tudo e ficar pior do que estava.
Também, se o paciente disser que deseja beber o sumo, pode virar o capo de fundo para cima, não colocar o copo de modo deitar-se o sumo para dentro, retirar o copo quando se lhe deita o sumo, entorná-lo ou vomitar o sumo depois de o ingerir.Psicopata-B

Com esta imagem, consegue-se compreender que, tal como na psicoterapia, o paciente tem de aderir voluntariamente à ideia de que o sumo o pode beneficiar e, pegando devidamente no copo, deixar enchê-lo tanto quanto necessário, para ingerir o líquido tirando o melhor proveito possível de todo este «trabalho».

Quer isto dizer que a colaboração do paciente é essencial para que ele possa aceitar a psicoterapia como benéfica para si e que adira aos procedimentos necessários para conseguir tirar o maior proveito possível.

Nestes termos, apenas se o pai quiser sujeitar-se voluntariamente à psicoterapia, a mesma pode dar os seus frutos, Consegui-Bespecialmente para clarificar o bloqueio que o filho tem em relação ao pai. Caso contrário, o pai pode efectuar muitas sessões de psicoterapia para apenas entrar em conflito ainda maior com o filho, justificando que até já se sujeitou à psicoterapia por amor ao filho.

Se o filho quiser convencer o pai a ir à psicoterapia, melhor será, porque haverá uma abertura do filho em relação ao pai, pedindo-lhe ajuda quanto a um problema real e muito maior do que a falta de ajuda no eventual transporte.

Contudo, sem uma vontade expressa de cada um, nem o pai nem o filho terão o direito de saber o que se passa com o outro.Depressão-B

As «verdades» de «o que aconteceu, a quem, quando, porquê», com as subsequentes desculpas «civilizadas» não interessam neste caso. Interessa mais o que ficou no íntimo de cada um: aquilo que cada um sentiu.

Espero que tenha conseguido dar uma imagem daquilo que penso em relação ao seu filho para que não exista desperdício inútil do sumo, com o consequente arrependimento. Na situação actual, acho que o filho pode melhorar muito mais do que tem conseguido, se houver uma «abertura do pai», esperando que não volte tudo «à estaca zero», como se diz na linguagem vulgar, se o bloqueio do filho não for desvendado e os conflitos aumentarem.Psicologia-B

Também, às vezes, os conselhos dados pelos familiares podem ser prejudiciais em relação a todo um trabalho insano feito na psicoterapia, como poderia ter acontecido com a Cidália se o Antunes não tivesse dado quase um berro, quando a mãe dela lhe ia «impingir» «amigavelmente» os seus comprimidos milagrosos (C/124-126).

É por este motivo que as acções de sensibilização (B/119-131) são muito mais importantes do que a psicoterapia em si, a fim de que a família possa compreender e ajudar o paciente a ultrapassar as suas dificuldades complementando a psicoterapia e encurtando o tempo da recuperação do paciente, servindo, ao mesmo tempo, de Interacção-B30profilaxia.

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PERCEBER e/ou RESOLVER? (3ª continuação)

Acabei de receber um e-mail de um rapaz de 22 anos que dizia estar a namorar, desejava arrumar a sua Bibliovida e pedia-me que o ajudasse a tentar resolver os seus problemas de medos, que tinham começado a diminuir, mas que estavam a aumentar.
O ambiente em casa não era emocionalmente estável,  ficando a mãe
bastante desorientada porque os pais dela, já doentes, tinha piorado. A avó estava a degradar-se com uma doença incurável, não conseguindo reconhecer fosse quem fosse.

Ele já sabia fazer o relaxamento, tinha lido alguns livros necessários, mas sentia-se ligeiramente desorientado porque os seus sintomas persistiam.   

Perante esta situação em que eu não tinha mais elementos nos quais me pudesse apoiar, resolvi evocar um caso acontecido há
mario-70cerca de uma dezena de anos e ao qual dera algumas indicações para a resolução dos seus problemas.

Se já sabia fazer o relaxamento, o melhor era utilizar todas as noites, o momento de ir dormir para começar o relaxamento e recordar-se de determinados factos que lhe tinham acontecido para os resolver na sua imaginação.

Para isso, antes de tudo, tinha de ler os posts:
* Perceber e/ou Resolver?, de 30Abr2011
* Perceber e/ou Resolver? (continuação), de 1Mai2011Maluco2
* Resolver uma Dificuldade, de 2Mai2011
* Perceber e/ou Resolver? (2ª continuação), de 23Dez2011

No caso concreto, entre os 17 sintomas que ele tinha isolado, alguns persistiam e, passado cerca de ano e meio, tinham passado de 9,72, para 5,71, apesar de terem diminuído para 5,52 na escala de 11 pontos/conceitos. Por isso, seria bom utilizar essas dificuldades para tentar a sua resolução na imaginação como por exemplo:
. Subir as escadas até ao 4º andar para descer de elevador.Psicopata-B
. Viajar de comboio.
. Passear em Lisboa
. Tentar ir para sítios altos.
. Estar em sítios apertados e escuros.
. Olhar para as ambulâncias.
. Conversar com o pai e discutir a necessidade de tirar um curso superior, não tendo apetência para isso.

Já que ele tinha namorada, além de visualizar tudo isso na imaginação, relaxando a todo o momento, podia experimentar Psicologia-Bmuita coisa ao vivo, relaxando-se de seguida enquanto estava na companhia dela com quem podia viajar à vontade e visitar muitos locais.

O importante, era compreender perceber o mecanismo da resolução dos problemas para arrancar o mal pela raíz. Para isso, o treino era indispensável. E, quanto mais se treinasse, melhor poderia controlar toda a situação.

Além de dar as indicações neste post, decidi não enviar os links dos mesmos para ele poder passear pelo blog à vontade e ler qualquer outra coisa que fosse necessária.

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MODELAGEM E IDENTIFICAÇÃO 6

 Transcrição de um comentário:Joana-B

Há dias, num dos programas de televisão, salvo erro, de manhã, falaram no amor dos pais e dos filhos. Contudo, no nosso grupo não conseguimos compreender bem aquilo que um senhor, julgamos que psicólogo, estava a dizer. Falou durante muito tempo mas a única coisa que compreendemos é que o amor entre pai e filha é diferente do amor entre os pais e entre mãe e filha. Falou também na identificação que ficamos sem saber o que é.
Pode dar-nos alguma explicação?Acredita-B
CãoPincha”

Senhores CãoPincha.

Não sei bem qual o programa a que se estão a referir mas, não o vi de certeza.

No livro PSICOLOGIA PARA TODOS (F) tentei explicar, o melhor que pude, aquilo que é a modelagem e a identificação. Juntamente com as moldagens «acontecidas» ao longo do dia-a-dia, num determinado ambiente específico Psicologia-Bde costumes e cultura, incluindo a sociedade envolvente e os meios de comunicação social, onde as pessoas formam a personalidade. Isto acontece desde a mais tenta idade e, por isso, a educação é a componente mais importante.

Também é bom consultar o livro “JOANA a traquina, ou  simplesmente criança?” (D).

Não vale a pena chamar educação apenas às palavras ou expressões «civilizadas», tais como «com licença» «se faz favor» «muito obrigado» «é magnífico» e muitas outras que se utilizam, muitas vezes, de forma hipócrita e despudorada.Interacção-B30

A educação, é a formação ou a «maneira de ser» que a pessoa vai adquirindo ao longo da vida e que utiliza em todos os momentos.

Moldagem é a aprendizagem de comportamentos novos em função das gratificações e punições (satisfações e insatisfações) que recebemos a cada instante ao longo de toda a vida.

Modelagem ou aprendizagem por modelo é uma pessoa imitar alguém que lhe interessa ou julga que vale a pena.Maluco2

Identificação é cada um sentir-se como um modelo que julga que está a imitar, sentindo-se como esse modelo.

Tudo isso, funciona à base dos reforços que a pessoa vai recebendo.

Para compreenderem melhor a minha ideia, valeria a pena consultar, se possível, os posts:
Modelagem e Identificação, de Setembro de 2007, no antigo blog PSY FOR ALL; e
* Modelagem e Identificação 2, de 27out2010Biblio
Modelagem e Identificação 3, de 11abr2011
* Modelagem e Identificação 4, de 15abr2011,
estes três neste blog.

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RESPOSTA 23

Psicologia-BEm relação ao comentário

“Parece que está a dar muita importância à «modificação do comportamento».
Acha-a tão importante assim?”

feito por um anónimo no post PSICOLOGIA PARA TODOS – 9, vou tentar expor a minha ideia transcrevendo um dos capítulos do livro (F)

Interacção-B30TÉCNICAS DE MODIFICAÇÃO DO COMPORTAMENTO

As técnicas de modificação do comportamento, por si só, não servem de muito para quem as quiser manipular sem compreender bem o seu significado e o modo correcto e oportuno de as utilizar.

Por isso, é importante que se saiba quais são os momentos mais propícios e a dose para a sua aplicação, sendo imprescindível obter um feedback imediato e constante para reavaliar toda a situação, a fim de modificar a actuação conforme necessário.

neuropsicologia-BÉ mais vantajoso conhecê-las e não as utilizar, do que ser incapaz de as utilizar por desconhecimento ou ignorância, especialmente quando esses conhecimentos se conseguem adquirir com bastante facilidade. Vamos estar sempre à espera que as coisas «aconteçam» como uma fatalidade ou podemos orientar, dentro do possível, o curso do nosso destino?

Além disso, para sermos práticos e «económicos» na explicação das técnicas, podemos utilizar dois termos extremamente adequados que são, «manipulador»/«manipulado». Embora possam parecer pejorativos à primeira vista, substituem com muito maior precisão os vocábulos mais simpáticos, educador/educando, Saude-Bprofessor/aluno, mestre/aprendiz.

O «manipulador» é quem manipula as técnicas de modificação do comportamento, com um objectivo pré-determinado. O «manipulado» é aquele cujo comportamento é modificado através dessas técnicas. O mesmo acontece com o professor, educador ou mestre. Qualquer deles altera uma situação ao ensinar, admoestar, dar aulas, administrar conhecimentos e prática, isto é ao manipular a situação para que o aluno, o aprendiz ou o educando seja manipulado ou modifique a sua maneira de ser, pensar ou actuar num sentido pré-planeado pelo primeiro, mas vantajoso para o segundo.

Na modificação do comportamento, é adequado utilizar os vocábulos manipulador e manipulado para se designar, respectivamente, quem manipula as técnicas e quem fica com o seu comportamento modificado num sentido pré-planeado e desejado.

Para esclarecer melhor esta ideia, não é necessário dar um exemplo mais elucidativo de «manipulador» do que um recém-nascido. O bebé chora e a mãe vai logo dar-lhe o alimento ou o afecto que ele solicita através do seu choro. Satisfeita a sua necessidade, o bebé mostra-se bem-disposto. Que melhor reforço para a mãe! Se não obtiver este reforço, a mãe vai continua a tentar descobrir as necessidades do filho para as satisfazer e só descansa quando ele se mostra satisfeito. Esse filho é manipulador consciente ou inconsciente?

Eis uma manipulação completa do comportamento da mãe, sem malícia nem planeamento e mesmo sem conhecimento das técnicas de modificação do comportamento. A psicologia ensina-nos isto e é bom que a mãe, que também foi Maluco2criança, vá reaprendendo a manipular o comportamento do filho, sem se deixar resvalar, às vezes, mesmo que inconscientemente, para os braços da «chantagem» manipuladora do recém-nascido.

A moral ou a ética de quem está a agir, ficam ao critério de cada um, tal como acontece em qualquer outra situação. Com a divulgação de conhecimentos, o manipulador e o manipulado podem reagir conforme desejarem e lhes for possível. A não divulgação pode transformar um deles em detentor de conhecimentos que ao outro são negados. É por este motivo que se apresentam nos capítulos seguintes as informações sobre as técnicas de modificação do comportamento que, quase nunca se podem utilizar com exclusividade.

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RESPOSTA 22

BiblioExmª Senhora Anónima.
Para responder ao seu comentário

“Estou numa situação aflitiva por causa das restrições que se estão a viver com a crise actual.
A minha filha passou dum colégio particular, onde estava por causa do meu horário muito sobrecarregado, para o ensino público onde se dá menos mal.
Agora, por causa da diminuição do rendimento, aumento de impostos e dos juros das mario-70prestações, além do aumento do custo de vida, estamos desorientadas.
O meu marido morreu de doença cancerígena há dois anos e agora, quando a filha tem 16 anos, não sei o que fazer.
Poderei ter alguma ajuda?”

esclareço que o caso se situa mais no campo da economia e finanças do que no da psicologia e psicoterapia.

Contudo, o impacto que o mesmo provoca na saúde mental pode ser minimizado.

Julgo que no caso de existir alguma dificuldade psicológica, da maneira sucinta como apresentou a sua situação, sem outros dados em relação ao passado, parece que não deve ser grave.

Parece também que a «perda» do marido e do pai, foi superada com alguma «regularidade», sem deixar muitas sequelas.

Pode haver, contudo, uma preocupação da mãe em relação ao futuro da filha, especialmente no que toca aos estudos e/ou profissão, nos tempos conturbados em que vivemos.

Em psicologia, nada mais se pode fazer a não ser ajudar a pessoa a pensar bem em todo o seu passado, nas dificuldades já ultrapassadas, nos recursos que existem e na utilização dos mesmos na situação actual. Para isso, a senhora e a filha, tal como fizeram o Antunes e a Cidália, têm de se prontificar a fazer alguns exercícios.

Sem perder tempo durante o dia, o mais importante é utilizar a hora de dormir para fazer o relaxamento, entrar no não consciente, recordar bem os bons momentos vividos, «vasculhar» bem as dificuldades já ultrapassadas e tentar descobrir os recursos existes para enfrentar a situação actual.

Um ponto a favor, pode ser a forma como foi ultrapassada a perda do marido e do pai.

Falando em casos resolvidos, o Antunes conseguiu resolver as suas dificuldades enquanto ajudava a filha a melhorar no sucesso escolar e, como efeito colateral, a mulher também começou a sentir-se muito melhor.

Os procedimentos sobre o relaxamento, além de estarem sucintamente indicados no livro do Antunes (B/37-52), estão mencionados nos vários posts deste blog relacionado com psicoterapia, autoterapia, auto-ajuda, modelagem, moldagem, identificação e especialmente nas respostas 6 e 11.

Vou realçar que o modelo de ultrapassagem de dificuldades e de prática de exercícios que a mãe fizer, são um bom figurino a ser imitado pela filha, que se pode identificar na mãe.

Além disso, a visita a diversos posts deste blog, consultando “História do nosso blog, sempre actualizada” pode dar uma ajuda suplementar. Cada um pode escolher o assunto ou assuntos que mais lhe interessam. Alguns já fizeram isso.

Ler muito, pobre a psicopatologia e psicoterapia, compreender e interiorizar aquilo que se leu, é muito importante para tomar as medidas posteriores necessárias.

Boa sorte e bom relaxamento.

Se quiser mais informações e esclarecimentos pode fazer mais comentários.

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