PSICOLOGIA PARA TODOS

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PSICOTERAPIA

Há dias, à saída do consultório, uma senhora abordou-me para dizer o seguinte:Imagina-B

 “Julgo que se deve lembrar do meu filho que tinha uma série de medos, inclusive de andar de comboio, subir escadas, viajar em transportes públicos, atravessar a ponte e até ir connosco ao Algarve, sem parar o carro várias vezes durante o percurso, para «arejar» os seus medos. Está muito melhor, deixou de estudar e até trabalha, mas o relacionamento com o pai está a tornar-se cada vez pior, chegando os dois a mimosearem-se com a terminologia «cfp» sem a menor restrição ou cerimónia.mario-70
Contudo, o rapaz depende em muito do pai para se deslocar onde não existem transportes públicos ou quando há urgência. As discussões em casa são constantes e parece que se odeiam. O filho não menciona coisa alguma contra o pai a não ser que o seu valor não é reconhecido por ele. O pai diz, quase a chorar, que adora o filho e que o ajudaria em tudo, mesmo que estivessem os dois em conflito, não se lembrando de o ter magoado alguma vez. No entanto, nunca é capaz de elogiar o filho.
Eu gostava que o pai tivesse consultas de psicologia para ver se alguma coisa muda, mas ele acha que não Bibliosão necessárias. Embora o filho também não mostre vontade de que o pai fale com o psicoterapeuta, talvez eu conseguisse forçá-lo a ir à consulta para ver se alguma coisa se altera no seu comportamento.
O que acha que devo fazer?”

Como resposta, conhecendo o filho, embora mais de uma dúzia dos seus medos tenham ficado reduzidos do grau 10 para o grau 6, apenas posso dizer que existe nele um forte bloqueio relacionado com o pai. Não sei de que se trata, mas existe uma mágoa muito grande da qual o filho não fala e diz que não se lembra.Difíceis-B

Neste caso, se o filho não consegue recordar-se de algum traumatismo sofrido para que se possa clarificar a situação (emocionalmente e não racionalmente), a única via aceitável é iniciar psicoterapia com o pai, desde que ele a deseje voluntariamente. A cabeça é dele e é ele que deve estar aberto a novas ideias e soluções. O psicoterapeuta nada pode fazer sem a sua inteira colaboração. Senão, ficamos com um simulacro de psicoterapia que pode não dar resultado positivo e até ser prejudicial.
Uma imagem vulgar pode ser que aclare melhor a situação e o que eu quero significar. Por isso, vamos imaginar o seguinte.Maluco2

O psicoterapeuta tem um sumo vitaminado novo que vai ajudar o paciente para melhorar a sua actuação. Para isso, é necessário que o paciente beba o sumo por um copo.
Se o paciente não acreditar nas virtualidades do sumo e não o quiser experimentar, nada se pode fazer a não ser exigir, à força, que ele aproxime o copo para despejar nele o sumo, obrigando-o a ingeri-lo. De seguida, pode o paciente vomitar tudo e ficar pior do que estava.
Também, se o paciente disser que deseja beber o sumo, pode virar o capo de fundo para cima, não colocar o copo de modo deitar-se o sumo para dentro, retirar o copo quando se lhe deita o sumo, entorná-lo ou vomitar o sumo depois de o ingerir.Psicopata-B

Com esta imagem, consegue-se compreender que, tal como na psicoterapia, o paciente tem de aderir voluntariamente à ideia de que o sumo o pode beneficiar e, pegando devidamente no copo, deixar enchê-lo tanto quanto necessário, para ingerir o líquido tirando o melhor proveito possível de todo este «trabalho».

Quer isto dizer que a colaboração do paciente é essencial para que ele possa aceitar a psicoterapia como benéfica para si e que adira aos procedimentos necessários para conseguir tirar o maior proveito possível.

Nestes termos, apenas se o pai quiser sujeitar-se voluntariamente à psicoterapia, a mesma pode dar os seus frutos, Consegui-Bespecialmente para clarificar o bloqueio que o filho tem em relação ao pai. Caso contrário, o pai pode efectuar muitas sessões de psicoterapia para apenas entrar em conflito ainda maior com o filho, justificando que até já se sujeitou à psicoterapia por amor ao filho.

Se o filho quiser convencer o pai a ir à psicoterapia, melhor será, porque haverá uma abertura do filho em relação ao pai, pedindo-lhe ajuda quanto a um problema real e muito maior do que a falta de ajuda no eventual transporte.

Contudo, sem uma vontade expressa de cada um, nem o pai nem o filho terão o direito de saber o que se passa com o outro.Depressão-B

As «verdades» de «o que aconteceu, a quem, quando, porquê», com as subsequentes desculpas «civilizadas» não interessam neste caso. Interessa mais o que ficou no íntimo de cada um: aquilo que cada um sentiu.

Espero que tenha conseguido dar uma imagem daquilo que penso em relação ao seu filho para que não exista desperdício inútil do sumo, com o consequente arrependimento. Na situação actual, acho que o filho pode melhorar muito mais do que tem conseguido, se houver uma «abertura do pai», esperando que não volte tudo «à estaca zero», como se diz na linguagem vulgar, se o bloqueio do filho não for desvendado e os conflitos aumentarem.Psicologia-B

Também, às vezes, os conselhos dados pelos familiares podem ser prejudiciais em relação a todo um trabalho insano feito na psicoterapia, como poderia ter acontecido com a Cidália se o Antunes não tivesse dado quase um berro, quando a mãe dela lhe ia «impingir» «amigavelmente» os seus comprimidos milagrosos (C/124-126).

É por este motivo que as acções de sensibilização (B/119-131) são muito mais importantes do que a psicoterapia em si, a fim de que a família possa compreender e ajudar o paciente a ultrapassar as suas dificuldades complementando a psicoterapia e encurtando o tempo da recuperação do paciente, servindo, ao mesmo tempo, de Interacção-B30profilaxia.

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Ver também o post LIVROS DISPONÍVEIS

É aconselhável consultar o ÍNDICE REMISSIVOarvore-2

de cada livro editado em post individual.

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TERAPIA ATRAVÉS DE LIVROS [http://livroseterapia.wordpress.com/]

PSICOLOGIA PARA TODOS (o antigo) [http://psicologiaparaque.blogspot.pt/]

Para tirar o máximo proveito deste blog, consulte primeiro o post inicial “História do nosso Blog, sempre actualizada”, de Novembro de 2009 e escolha o assunto que mais lhe interessa. Depois, leia o post escolhido com todos os comentários que são feitos. Pode ser que descubra também algum assunto acerca do qual nunca tivesse pensado.

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One thought on “PSICOTERAPIA

  1. Anónimo on said:

    Estou a compreender melhor o que é verdadeiramente a psicoterapia

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