PSICOLOGIA PARA TODOS

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REEDUCAÇÃO DE DEFICIENTES 2 (republicado)

Em 28 de Abril de 2012, uma Anónima fez o seguinte comentário no post RESPOSTA 18:neuropsicologia-B

“Lendo este poste fiquei um pouco aflita porque não tenho dinheiro para consultar psicólogos particulares e os que estão nos agrupamentos escolares não podem fazer os exames de que a minha filha necessita.  Haverá alguma coisa que possa fazer por mim própria?

Como não tenho elementos suficientes de avaliação dos condicionalismos existentes, do ambiente e das capacidades do rapaz para dar uma resposta mais condicente com a situação, vou transcrever um post feito em 2009 no blog PSICOLOGIA PARA TODOS, no qual a D. Fernanda Lima, em 10 de Outubro de 2009 dizia (sic):Psicologia-B

“O meu filho, com 6 anos, apresenta dificuldades escolares e não sei o que fazer. Não consegue pronunciar muitas palavras e nem todas ficam bem pronunciadas. É irrequieto no seu comportamento e não consegue executar certos pedidos parecendo que não os entende. Uma vizinha disse que ele pode ser deficiente e aconselhou a ir a um psicólogo. O meu filho mais velho, de 16 anos, disse que eu vos podia perguntar o que fazer sem ter de pagar, porque as minhas dificuldades financeiras são grandes. Posso ter alguma ajuda?”Interacção-B30

D. Fernanda Lima,

Acabei de ler o seu comentário, o qual prefiro a um e-mail, e vou tentar dar-lhe uma resposta rápida e resumida para satisfazer a sua provável dificuldade.

O conselho da sua vizinha de levar o seu filho a um psicólogo parece-me sensato e pelas poucas informações que a senhora me acabou de dar, julgo que ele não esteve em qualquer infantário. Senão, penso que já teria sido detectado Saude-Bqualquer défice que ele possa ter. Não era assim nos meus tempos, mas agora, quase todas as escolas anunciam que são acompanhadas por psicólogos. Se o seu filho não esteve em qualquer infantário, como presumo, parece-me importante que a senhora saiba observá-lo com cuidado, quer para tomar as medidas que ache necessárias, quer para poder dar ao psicólogo as informações devidas para que a avaliação dele seja mais rápida e facilitada pelos esclarecimentos prestados. Além disso, mesmo que vá ser observado agora por um psicólogo, a sua acção em casa pode ser muito importante e facilitadora em todo o processo de reeducação, caso seja necessário.

Não consigo dar-lhe mais informações sem observar o seu filho, mas um dos meus antigos casos com crianças deficientes, Psicopata-Bapoiado em 1977, pode servir de guia como resposta ao seu pedido reforçado pelo seu filho mais velho. Porém, como me parece que está a consultar os blogues, por si ou através do seu filho, aconselho a, antes de tudo, ver os meus posts:

Reforço do Comportamento Incompatível, de 20 de Agosto de 2008;
Dificuldades no Comportamento, de 20 de Agosto de 2008;
Modificação do Comportamento, de 26 de Agosto de 2008;
Dislexia, de 5 de Setembro de 2008;
O Valor do Reforço, de 16 de Janeiro de 2009.Maluco2

Se quiser, pode também consultar o post A Pedagogia em Portugal, de 1 de Outubro de 2008.

Enquanto não tivermos publicado NEUROPSICOLOGIA NA REEDUCAÇÃO E REABILITAÇÃO (I) e PSICPOLOGIA PARA TODOS (F), especificamente necessários para a situação do seu filho, aconselho que leia, em primeiro lugar, com muito cuidado: REEDUCAR COMO? (páginas 75 a 88), da Plátano Editora. Em seguida, leia o resto desse livro ou releia-o e tire daí as suas conclusões a fim de poder observar melhor o seu filho, como se não fosse seu, tal como nós (os técnicos) o fazemos.Difíceis-B

Leia depois outros dois livros, também da Plátano: SUCESSO ESCOLAR e APOIO PSICOPEDAGÓGICO, a fim de poder descobrir se pode fazer algo para alterar a situação actual.
Se necessário, consulte também os 5 volumes de COMO MODIFICAR O COMPORTAMENTO, da Plátano.

Envolva o seu filho mais velho em todo este processo porque, sendo jovem e sensato, pode dar alguma ajuda substancial. O rapaz do «caso» acima mencionado melhorou bastante quando teve a ajuda dos pais. Quando, ao fim de um ano do meu apoio, os pais «se esqueceram» de tomar parte na reeducação, esse rapaz piorou apesar de estar a Acredita-Bfrequentar uma escola especial. Agora, já adulto, fica sentado na varanda da sua casa a menear-se para frente e para trás.

Julgo que, por razões óbvias, não proponho a ajuda do seu marido.

Para a consulta dos livros, se ninguém lhos puder emprestar (por exemplo, Bibliotecas Municipais), pode socorrer-se das livrarias mais conhecidas ou, de preferência, utilizar a internet onde a Plátano tem a sua página. Cada livro, dos sete que indiquei, deve custar,cerca de 10 euros ou menos. Uma primeira consulta não deve ficar por menos. Depois, terá os exames e as avaliações e, se necessária, a reeducação.Consegui-B

Dou-lhe estas informações, com urgência, porque me parece estar com certa pressa e surpreendida com a situação que não deseja ver prolongar-se por muito tempo. Por isso, garanto que a participação dos pais é extremamente importante. Leia com atenção o desfecho desse «caso». Se não tiver de consultar um psicólogo ou necessitar dele como apoio suplementar, vai ser extremamente económico em tempo e em finanças. Fico aguardando notícias sobre o desenrolar dos acontecimentos. Leia também a experiência do Antunes que, com a ajuda em psicopedagogia dada à filha, a criança tornou-se uma das melhores alunas da turma,  melhorou o desequilíbrio emocional da mulher ao mesmo tempo que tornava o Depressão-Bseu estado de saúde muito mais equilibrado.    

Boa sorte.  

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CORRIGENDA

Tendo recebido um reparo de um leitor acerca do capítulo CONVERSA COM DAS NEVES do livro ACREDITA EM TI. SÊ Acredita-BPERSEVERANTE (B), resolvi rever esse capítulo e colocar neste post só aquilo que necessita de uma clarificação:

“Baseando-me nos quadros comparativos do tempo dispendido pelos vários personagens mencionados no final deste livro e na óptima experiência que tive com o nosso amigo Antunes, realçando que cada período são 25 a 30 minutos, apresentei diversas hipóteses.

1ª Hipótese
De acordo com o que ficou explicado neste livro, destina-se aos que não têm quaisquer conhecimentos de Psicologia, BiblioPsicopatologia e Psicoterapia a não ser as ideias pouco correctas que são difundidas em muitas camadas sociais e em alguns meios de comunicação social.

Esta é a mais económica, embora exija um grupo de vinte pessoas, no mínimo, capaz de se auto-organizar e obter instalações adequadas para 14 sessões.
As noções teóricas, que ajudam imenso para os treinos e para uma futura psicoterapia individual ou profilaxia, podem ser adquiridas no decurso de vinte horas (40 períodos). Estas vinte horas divididas pelo número de participantes, isto é, um mínimo de vinte, fazem com que cada participante pague apenas uma hora.
Este grupo auto-organizado terá de efectuar também uma prática de relaxamento e imaginação orientada durante outras vinte
mario-70horas com os participantes divididos em dois subgrupos A e B, de dez pessoas, o que perfaz, no mínimo, o pagamento de mais duas horas por participante.
As duas acções em conjunto, prolongadas por cerca de sete meses, exigem um pagamento três horas por participante.

O exemplo da Cristina, da Isilda, da Germana e do Januário podem servir de referência, em especial, se houver necessidade de alguma psicoterapia individual posterior.
 
2ª HipóteseJoana-B
Fica reservada para os casos em que seja difícil juntar e gerir um grupo de vinte pessoas, ficando o mesmo reduzido a dez, gerido nas mesmas 14 sessões. Neste caso, a apreensão de conhecimentos por um grupo de dez pessoas, duplica o pagamento da primeira parte para duas horas em vez de uma ao fim dos sete meses.
A segunda parte, a do treino, mantém-se na mesma, ocasionando um dispêndio das aludidas duas horas, o que se traduz num total de quatro horas por participante.

3ª Hipótese
Será exclusivamente para quem estiver altamente motivado a empenhar-se numa profilaxia e não necessite que lhe sejam Psi-Bem-Cministradas quaisquer noções de Psicologia, Psicopatologia ou Psicoterapia porque é capaz de efectuar porfiadamente a leitura, a releitura e a consulta de toda a bibliografia necessária, bem como executar, em conjunto, todos os exercícios de relaxamento, escrita e imaginação orientada.
Para isso, para obviar a parte teórica, tem de dedicar todos os dias pelo menos duas horas para a leitura e escrita além de reservar uma hora para o relaxamento e imaginação orientada, ao dormir.
Para um grupo de dez pessoas são suficientes as vinte horas de treino inicial, em conjuntos de duas ou uma hora de cada vez. O que se passou com a «nova paciente» e o que poderia ter acontecido com o Antunes serve de exemplo.Difíceis-B

Esta hipótese, reservada especialmente aos que têm pressa em atingir bons resultados e são capazes de se auto-orientarem e automotivarem, destina-se a deixar a pessoa capaz de estabelecer um plano de profilaxia muito válido apenas com o dispêndio de duas horas isto é, vinte horas divididas por dez participantes.

4ª Hipótese
Se houver dificuldade em reunir as dez pessoas automotivadas exigidas na hipótese anterior, que possam conjugar os seus horários para a prática dos exercícios acima mencionados, o grupo pode ser reduzido a cinco, ficando a Psicopata-Bdespesa das vinte horas, em sessões de duas horas, dividida por cinco pessoas o que se traduz no pagamento de quatro horas por participante, equivalente a 8 períodos.

5ª Hipótese
Destina-se exclusivamente a quem está altamente motivado a empenhar-se numa profilaxia e efectuou antes ou no início da descompensação, a leitura, a releitura e a consulta de toda a bibliografia necessária e deseja executar com segurança, individualmente todo o treino e psicoterapia posterior à prática conjunta de relaxamento.
Para isso, bastam duas horas de leitura e escrita por dia e uma hora de relaxamento e imaginação, orientada ao dormir.Consegui-B
Como «motor de arranque» mínimo inicial, são necessárias cinco horas de treino em conjunto, com uma hora de cada vez.
Neste caso, as horas serão divididas pelo número de participantes, que não podem ser mais do que dez.
O resto da psicoterapia, será efectuada individualmente.
Para isso, basta ver o que se passou com a «nova paciente» e o que poderia ter acontecido com o Antunes se não enveredasse pela autoterapia.

6ª HipóteseSaude-B
Existe ainda uma outra hipótese destinada aos que têm dificuldade em formar grupos, necessitam de obter resultados imediatos e se dispõem a executar sozinhos muitos dos procedimentos necessários, enveredando depois por uma psicoterapia individual. Neste caso, duas horas de prática em cada cinco fins-de-semana, durante dois meses, podem ser suficientes para um grupo de cinco pessoas.

Das Neves ouviu-me pacientemente e, no final, quis que eu confirmasse se havia possibilidade de fazer uma psicoterapia indivi-dual, só no consultório, com menos de 50 consultas ou períodos ou 25 horas, sem qualquer treino em casa. neuropsicologia-B
Afirmei-lhe que era praticamente impossível porque, apesar da persistência da «nova paciente» e do Antunes, a sua prática de relaxamento em casa foi um factor decisivo. Também os casos de Germana e de Januário assim o demonstravam. Até eles tinham tido a necessidade de ler e praticar em casa, porque o «sujeito principal de mudança» é o próprio e é nele que se baseia toda a psicoterapia. Se cada um quiser colaborar, de facto e mudar alguma coisa em si, pode ganhar a sua independência e equilíbrio, actual e futuro. Caso contrário ficará sempre dependente de um medicamento, médico, psicólogo, conselheiro ou qualquer outra pessoa, se não se alienar também a qualquer «vício» através do reforço social negativo e aleatório ao qual vai ficando cada vez mais habituado à medida que o tempo passa.Maluco2

Depois de me ouvir com extrema atenção, pediu que fizesse uma  calendarização quinzenal da primeira hipótese, que se reproduz na página seguinte com os grupos A e B. Verificou que propunha um período de sete meses para a prática de autoterapia em conjunto e ficou a saber que a ideia era consolidar, com a prática e a leitura, os conhecimentos e aptidões adquiridas pelos participantes. Deste modo, preparados para o futuro. Também teria de haver um mínimo de participantes, para os custos não serem maiores.

…………………………..Psicologia-B

Depois disto, tirando do bolso o seu bloco de notas e uma esferográfica exclamou:
– Cada deslocação de ida e volta ao consultório e a espera, nunca fica em menos de uma hora. Se uma psicoterapia individual no consultório, para ter bom êxito, obriga à realização de pelo menos cinquenta consultas ou períodos, está tudo dito!
Pegou na esferográfica e rabiscou no seu bloco de notas o seguinte quadro comparativo e disse:

Deslocação (horas) Horas /períodos
hipótese teoria+prática grupo de 20

14

3 / 6

2ª hipótese teoria+prática grupo de 10

14

4 / 8

3ª hipótese prática grupo de 10

10

2 / 4

4ª hipótese prática grupo de 5

10

4 / 8

5ª hipótese prática prévia grupo de 10

5

1? / 2?

6ª hipótese prática grupo de 5?

5

2?/ 4?

Consultório teoria+prática individual

50

25/50

Olhando para o quadro comparativo, qualquer pessoa compreende que  a motivação e o empenhamento do próprio são factores Organizar-Bindispensáveis para o êxito a alcançar. Com um pagamento mínimo de três horas ou 6 períodos por participante, durante um lapso de tempo a combinar, vinte pessoas podem preparar-se em conjunto para uma boa profilaxia ou para uma possível psicoterapia individual futura que durará pouquíssimo tempo. Além disso, os mais motivados e persistentes, tal como a sua «nova paciente», até podem resolver o seu problema e prepararem-se para uma profilaxia adequada apenas com o pagamento de uma hora ou menos. O importante é o empenhamento de cada um, acompanhado da sua persistência.

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RESPOSTA 25

No comentário feito no post ACONSELHAMENTOS 2, respondi que iria transcrever, em dois posts, aAcredita-B

NOTA INTRODUTÓRIA

do livro ACREDITA EM TI SÊ PERSEVERANTE (B), para explicar como se pode fazer
uma autoterapia ou co-terapia e a razão porque de se tornar mais económica, mais acessível e confortável.

Eis a continuação da Resposta 24, dada ontem.

Por isso, o elemento mais importante neste jogo da psicoterapia é o próprio. Na generalidade, quando a «doença» oumario-70
o desequilíbrio do comportamento «acontece» é, às vezes, docemente «acalentado» pelo próprio, ou por alguns «profissionais», às vezes até com medicamentos, para se transformar num empecilho ou fardo para a vida de quem sofre este tormento.

Muitos dos anúncios e informações que abundam nos meios de comunicação social e até na boca de diversos «amigos», são a causa da alienação de várias pessoas que necessitam de um apoio eficaz em determinada fase da sua vida, mas que não o conseguem ficando defraudadas financeira e psicologicamente porque desconhecem os mecanismos básicos do comportamento.Biblio

Para exemplificar tudo isto com alguns factos ocorridos nos últimos trinta anos, lembramo-nos de:

1. Uma criança que cegou aos 5 anos de idade foi levada pela mãe a um «milagreiro» nas Filipinas a fim de ser operada através das mãos. Quando regressou, sem recuperar a visão nem sentir quaisquer melhoras, a mãe já não tinha dinheiro, cerca de um décimo da quantia elevadíssima já despendida com a viagem e alojamento, para solicitar os serviços de especialistas que pudessem ajudar a criança a adaptar-se à realidade do momento, superando ou minimizando o mal da cegueira.Consegui-B

2. Uma administrativa em estado de depressão profunda, depois de cinco anos de tratamento medicamentoso nos hospitais, resolveu consultar três especialistas famosos só para obter um diagnóstico que confirmou o seu estado de depressão com necessidade de psicoterapia. No final, esta senhora não tinha dinheiro para pagar o tratamento porque tinha despendido inutilmente com as últimas três consultas, o equivalente a cinquenta sessões de psicoterapia.

3. Um homem «classificado» como maníaco-depressivo, com internamentos hospitalares e medicação durante quinze anos, Maluco2quis ser tratado através da hipnose quando viu nos meios audiovisuais os quase «milagres» de alguém que se intitulava especialista em «hipnoterapia». Contudo, por sorte sua, não conseguiu passar nos primeiros testes desse «especialista» e ficou livre de ser ludibriado. Porém, quando um psicoterapeuta lhe propôs fazer uma psicoterapia que exigia a sua inteira colaboração desistiu, porque achou que a psicoterapia devia ser feita apenas pelo psicoterapeuta e sem a mínima colaboração do doente ou paciente.

4. Uma senhora, em circunstâncias quase semelhantes, além de diagnosticada como oligofrénica, tinha conseguido ludibriar o marido durante alguns anos, mantendo relações sexuais com outra pessoa e continuava, no momento, a ter um novo relacionamento do qual o marido não tinha nem devia ter conhecimento. Confrontando o diagnóstico com o início Psicopata-Bdessa «doença», quase no momento da «infidelidade conjugal», é de admirar a capacidade da paciente ter conseguido «enganar» eficazmente o marido, uma pessoa caseira, que passava bastante tempo com a família, embora o seu trabalho estivesse sujeito a turnos de noite e ele se excedesse, de vez em quando, nas bebidas alcoólicas. Esta senhora desejava manter o seu «statu quo» conjugal e «exigir» que o psicoterapeuta fizesse desaparecer, como por milagre, as suas crises de depressão e euforia, sem ter de alterar o «relacionamento conjugal» e sem se sujeitar à medicação, cada vez menos eficaz à medida que o tempo passava.

Muitos mais casos poderiam ser enumerados para se verificar que em qualquer deles, cada um podia fazer algo a seu favor a fim de «fugir» ao pesadelo suportado, pelo menos, durante vários anos. Para um esclarecimento melhor, vale a Psi-Bem-Cpena ler o capítulo Os Pesadelos da Cristina do livro PSICOTERAPIAS BEM SUCEDIDAS – 3 casos (L). Nele se explicam como existem quase três milhões de pessoas que não conseguem ter qualquer apoio psicológico do qual necessitam e que não o poderão obter se nada fizerem por si próprias.

Por isso, esclarece-se que este livro destina-se essencialmente aos que desejam preparar-se para evitar um desequilíbrio psicológico, bem como aos que não tendo outros meios de fazer uma psicoterapia convencional, querem sentir melhoras ou tornar a sua psicoterapia mais rápida, duradoura e eficaz.

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RESPOSTA 24

No comentário feito no post ACONSELHAMENTOS 2, respondi que iria transcrever, em dois posts, aAcredita-B

NOTA INTRODUTÓRIA

do livro ACREDITA EM TI SÊ PERSEVERANTE (B) para explicar como se pode
fazer uma autoterapia ou co-terapia e a razão porque de se tornar mais económica, mais acessível e confortável.

Este livro baseia-se sobremaneira na apresentação de algumas ideias expostas na conferência efectuada na Biblioteca Municipal Manuel Teixeira Gomes, de Portimão, em 6 de Fevereiro de 2004, intitulada A Psicoterapia pode ser mario-70
feita pelo próprio
?”

A possibilidade de obtenção da resposta à pergunta do tema exposto, criou a necessidade de intercalar outras quatro vertentes sectoriais: Quem? Como? Porquê? e Quando?

Apesar da exposição não ter durado mais de 25 minutos, as respostas às mais variadas perguntas subsequentes prolongaram-se no final dessa exposição por mais de uma hora e meia.

Com as respostas a todas estas questões, chegou-se à conclusão de que a psicoterapia feita pelo próprio ou, Bibliomais acertadamente, uma autoterapia, torna-se vantajosa, cómoda, económica e, às vezes, necessária, quando o interessado não tem possibilidade de obter, como acontece na generalidade, o apoio psicológico indispensável, nem disponibilidade de tempo ou de dinheiro para efectuar, na totalidade, uma psicoterapia convencional no consultório de um especialista.

Concluiu-se ainda que esta autoterapia serve para melhorar e acelerar uma psicoterapia convencional, assim como para a complementar ou suplementar, além de poder funcionar como profilaxia capaz de evitar futuras descompensações muito frequentes, «diagnosticadas», geralmente, como uma depressão ou «stress».Saude-B

No final das intervenções, um dos participantes «disparou», quase à queima-roupa:

Se a autoterapia é tão boa e necessária, qual é a maneira mais económica de a podermos efectuar?

A resposta dada levou-nos a pensar neste livro que também estava a ser implicitamente «exigido» pelo meu amigo Antunes depois da sua experiência pessoal baseada no prolongado «interrogatório» que me fez meses antes, no Verão, e Imagina-Bque deu origem à primeira parte do livro IMAGINAÇÃO ORIENTADA (J).

Das várias perguntas feitas pelos participantes durante esta intervenção, a ideia que em mim ficou gravada com mais intensidade, foi a de que muitas pessoas ainda se deixam iludir por uma série de livros de bom aspecto, talvez até com magnífico material de suporte audiovisual mas que não têm qualquer base científica. Os seus autores conseguem explorar emocionalmente o leitor para o cativar e deixar conformado com a «doença» de que sofre, embora possa seguir novos conselhos que, sem qualquer outra ajuda psicológica eficaz, funcionam como paliativos pouco benéficos. Não é isso que acontece também com algumas pessoas fanaticamente ligadas a várias seitas ditas religiosas? Nos relatos de acontecimentos ocorridos em várias partes do mundo, verifica-se que os adeptos destas seitas Maluco2ficam, muitas vezes, sem dinheiro e até sem a vida.

Além disso, quase todos estes autores de «auto-ajudas», alguns dos quais li por alto, engendrando conselhos, justificações e desculpabilizações que agradam ao leitor, parecem pretender deixá-lo na sua inteira dependência. Outros também conseguem incutir nos «descompensados» a ideia de que o seu mal se centra na falta de ginástica especial, dieta adequada ou rituais específicos, incentivando-os a fazer exercícios físicos ou a ter uma alimentação que, por si só, irá resolver toda a situação. Embora o controlo destas duas vertentes seja bom e desejável, a falta de alteração do modo de sentir, compreender, reagir, raciocinar e lidar com os outros, de quem se formou uma ideia pouco adequada, faz com que, muitas vezes, o «descompensado» não se sinta bem nem com o Psicopata-Bseu comportamento específico nem com a sua interacção familiar e social, sem que qualquer dos diversos intervenientes saiba o que deve fazer para modificar a situação.

Nestas condições, seguindo conselhos inadequados e investindo nas alternativas das quais se falou, os «descompensados» continuam a «perecer» perante o comportamento incomodativo que sempre os desagradou. Assim, com a desculpabilização obtida, essa pessoa fica à espera de que seja o resto do mundo a alterar o seu procedimento sem nunca imaginar que também faz parte desse mundo no qual mais alguém pode estar nas mesmas condições. Deste modo, ninguém dá o primeiro passo para alterar seja o que for, mas critica as outras pessoas, ficando à espera que elas se modifiquem.Consegui-B

Com esta atitude, ideia ou ideologia, nada se pode conseguir de benéfico. Sem a alteração do nosso comportamento, pouco ou nada se consegue modificar nos outros. Enquanto isto, o comportamento dos outros em interacção connosco, pode ficar degradado e prejudicar ainda mais toda a situação. Se a mesma for precária em relação ao equilíbrio psicológico ou mental, a falta de uma acção adequada, pode piorá-la ainda mais, sem falar também no equilíbrio psicológico do outro que também se pode degradar nas mesmas condições.

Continua na RESPOSTA 25.arvore-2

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ACONSELHAMENTOS 3

mario-70Uma senhora que já me conhecia há algum tempo, perguntou-me o que devia  fazer para se sentir um pouco melhor do que se sentia no momento.
Ainda nova em idade, tinha vindo duma terra próxima de Viana do Castelo para Lisboa a fim de acompanhar o marido, colocado na capital. Enquanto viviam cá, quando soube que estava a ter um surto maligno no seio esquerdo, descobriu que o marido a traía com outra mulher. Passado algum tempo, o marido teve de prestar serviço no Porto. Continuando ela em Lisboa, soube que o marido tinha voltado a ser infiel, ao mesmo tempo que descobria ter outro tumor no pescoço.
A senhora não sabia o que fazer e sentia-se desorientada.Biblio
Poderia ter alguma ajuda em psicologia?

Perante este cenário, apenas posso dizer que sofrer de doenças malignas já é um fardo muito grande, mas que não pode ser tratado em psicologia. Complicar a situação com a traição do marido, é ainda pior.

Enquanto a primeira situação necessita de intervenção médica, a segunda só pode ser resolvida com uma intervenção legal ou aceitação da situação, sendo qualquer das duas hipóteses capaz de provocar sentimentos de inferioridade, depressão ou frustração.Psicologia-B
Enquanto na saúde física nada mais se poderá fazer a não ser um tratamento médico, na instabilidade ou reacção psicológica, a única técnica capaz de ajudar a ultrapassar a situação é a do reforço do comportamento incompatível. Tomar medicamentos para os possíveis sintomas de depressão, apenas proporcionará reforço secundário negativo aleatório que irá provocar a dependência dessa terapia medicamentosa que aliena, vicia e deixa a pessoa «sem vida própria».  
Para isso, se não existir um apoio directo dum psicoterapeuta, torna-se necessário ler bastante, praticar o relaxamento (B/37-55) com os procedimentos consequentes e tentar fazer uma psicoterapia sozinha tal como aconteceu com o Antunes ou com pouca intervenção do terapeuta tal como fez a Cidália (C).Consegui-B

O essencial é criar, com a prática do relaxamento, uma disponibilidade mental bastante grande para:
▫ recordar todos os bons momentos vividos sem a companhia do marido;
▫ recordar as dificuldades que foram ultrapassadas com êxito;
▫ descobrir e praticar actividades novas que dêem satisfação;
▫ pensar em tudo o que é bom e que pode fazer no futuro.

O importante é ocupar todo o tempo e o pensamento em coisas que não tenham a ver com as dificuldades Acredita-Bactuais que terão de ser passadas, forçosamente, com a medicina e a justiça. Por isso, para não se preocupar em pensar no que é desagradável, ocupar o tempo e o pensamento com coisas agradáveis. É nisso que a prática do relaxamento ajuda e que não pode ser feito por mais ninguém a não ser o próprio, mesmo que haja uma ajuda esporádica dum psicoterapeuta.

Para elucidar melhor esta técnica, vou transcrever algumas páginas do novo livro PSICOLOGIA PARA TODOS (F):

“Um outro «caso» pode ser ainda mais elucidativo porque envolve uma «doença incurável». Filomena era uma senhora de 50 Interacção-B30anos, muitíssimo divertida e a principal animadora de todas as festas em que participava. Os seus amigos disputavam-lhe a companhia deliciando-se com as histórias e anedotas que ela contava, com gosto e entusiasmo. Pouco antes do seu 51º aniversário começou a ter dores horríveis no estômago. Foi ao médico que a mandou fazer, de imediato, exames complementares de diagnóstico que indicaram neoplasia maligna no estômago, sem possibilidades de quimioterapia satisfatória ou intervenção cirúrgica. O prognóstico foi de mais 3 a 6 meses de vida. A única solução era obter algum alívio medicamentoso para as dores e apoio psicológico, se possível.
Perante esta situação extrema, o psicólogo verificou que a única solução possível era o reforço do comportamento incompatível. Maluco2Aconselhá-la a conformar-se com a doença ou a pedir a Deus que a ajudasse no seu sofrimento seria de pouca utilidade. Fazer com que ela racionalizasse que todos iremos morrer um dia e que tinha chegado o seu momento de deixar este mundo, também era pouco estimulante.
Contudo, fazendo um historial do seu passado, a senhora tinha tido uma vida cheia de amigos, além de três filhos já casados com quem se dava muito bem e que viviam a sua vida confortavelmente. Ela tinha sido positivamente reforçada por tudo isto.

Pensando bem neste assunto na sua totalidade, o psicólogo formulou a hipótese terapêutica de que a Filomena não podia pensar na sua doença enquanto estivesse a recordar esses momentos agradáveis do passado. Por isso, tinha de utilizar o reforço Psicopata-Bdo comportamento incompatível, tanto mais que ele próprio estava habilitado a utilizar a técnica da hipnose e a paciente tinha tempo mais do que suficiente para praticar o relaxamento e a auto-hipnose em casa.
Marcou duas sessões por semana e tentou treiná-la, imediatamente a relaxar-se para conseguir minimizar as dores. Treinou-a a induzir o estado de auto-hipnose e deu-lhe uma sugestão pós-hipnótica neste sentido. Começou por a ajudar a entrar em regressão, recordando os momentos agradáveis da sua vida. Eram as festas, o convívio com os amigos, o nascimento dos filhos, os estudos deles e os seus namoros e casamentos, os netos, a convivência com o marido, etc. Tudo servia para ser realçado nas sessões que fazia e nas quais o psicoterapeuta dava a sugestão pós-hipnótica de que estas cenas seriam recordadas logo que iniciasse o relaxamento em casa.Psi-Bem-C

Ao fim de um mês, a Filomena entrava no consultório a sorrir, saía bem disposta, acordava entusiasmada mas ficava um pouco triste durante o dia quando as pessoas amigas a tentavam «consolar» falando-lhe na doença que o psicólogo «ignorava» completamente como se a desconhecesse de todo ou não tivesse muita importância. A conselho do psicólogo, a família utilizava este procedimento e tentava afastar a Filomena dos amigos que lhe recordavam a doença a cada passo. Filomena ainda viveu quatro meses com menos angústia do que se fosse «consolada» como quase toda a gente costuma fazer. É pena que nem todos conheçam como utilizar esta técnica tão simples quanto eficaz, inócua e segura.Difíceis-B
Mesmo que não houvesse qualquer sugestão pós-hipnótica, bastaria apenas o não afloramento dos «consolos» e «conversas racionais» e, às vezes, «caritativas» dos familiares ou amigos, acerca da doença. Era necessário falar em tudo menos na «doença». Era uma boa ajuda que lhe poderiam dar.

Acerca desta técnica, também vamos transcrever o relato duma «paciente», a Cidália, citada no livro Eu Também CONSEGUI!,  que descreve a sua psicoterapia feita com muito empenhamento seu e pouca ajuda do psicólogo (C/123).Depressão-B

“Na noite seguinte, lembrei-me da minha própria vida que mais parecia uma empresa por falir mas que já tinha retomado o rumo devido. Durante o dia, tinha lido alguns exemplos do reforço do comportamento incompatível (F). Lembrei-me do Sr. Antunes e do psicólogo que me indicavam o caminho a seguir e insistiam na minha colaboração e prática do relaxamento sem nunca me desculpabilizar ou deixar arranjar justificações para os meus insucessos. Em todas as situações de fracasso, eu tinha de descobrir aquilo que tinha corrido mal para enveredar por um caminho novo e mais certo do que aquele que percorrera. Eles falavam-me só naquilo que eu, de facto, deveria fazer para enveredar por um caminho correcto e mais «sorridente». neuropsicologia-BEnquanto falavam nisso, eu não podia pensar nos meus insucessos. Quando lhes ia contar um insucesso, mudavam a conversa para aquilo que eu deveria fazer. Como não podia pensar nas duas coisas ao mesmo tempo, só conseguia pensar naquilo que eles diziam que devia fazer. Lembrei-me de conversas que tinha tido com o Sr. Antunes e quis verificar a veracidade do que estava a pensar.
 
*****
“Quando falei no Sábado com o Sr. Antunes, logo de manhã, para lhe dizer que me sentia «um pouco em baixo» por causa do trabalho que estava a fazer sobre os gestores e que me apetecia tomar uns comprimidos, pareceu-me que Joana-Bele tinha ficado muito preocupado porque vociferou:
– Estás maluca?
A seguir, deu-me uma curta «seca» acerca dos malefícios da «droga». Foi como se tivesse levado um «murro na boca do estômago e um forte pontapé no rabo» contra o que nada pude fazer, mas que me estancou e projectou para caminho diverso daquele que eu estava a enfrentar. Mas depois, «vendo-me prostrada no chão e no sentido que ele desejava» deixou-me falar, ficando completamente em silêncio durante todo o tempo, sem interromper uma única vez. Quando lhe perguntei se me estava a ouvir, respondeu com algumas perguntas que me foi fazendo sobre o mestrado e não sobre as minhas «desgraças». As perguntas exigiam de mim respostas
Organizar-Bconcretas e circunscritas às mesmas, sem divagações:

– Já te aproveitaste de todas as fontes possíveis?
– Consultaste a INTERNET?
– Fizeste todas as entrevistas necessárias?
– Quando é que tens de entregar o trabalho?
– Estás a descansar o suficiente?
Quando eu me «desviava» um pouco da resposta concreta ou «entrava» em qualquer justificação, ele interrompia com uma pergunta que me exigia resposta imediata e diferente da «conversa» que eu gostaria de ter e acerca da qual não tinha obtido uma resposta concreta mas sim um alheamento total. Por fim, recomendou que não me esquecesse de Respostas-B30continuar a fazer o relaxamento e praticar a imaginação orientada sem qualquer outra «variante».
Agradeci-lhe a boa vontade de me «aturar» e disse que seguiria os seus conselhos. Pediu-me, insistentemente, que lhe telefonasse no dia seguinte”.
***

Neste caso, as perguntas do Sr. Antunes foram os estimulantes e reforçadores do comportamento incompatível. Afinal, depois desta conversa, a Cidália não tomou os comprimidos, fez relaxamento e começou a sentir-se muito melhor do que anteriormente.

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ACONSELHAMENTOS 2

mario-70Quando um paciente meu me enviou um e-mail dizendo que estava demasiadamente confuso e desorientado, em casa (provavelmente com os pais), e com necessidade de falar comigo pessoalmente, sem ter possibilidade disso durante três semanas, lembrei-me de fazer este post para lhe dizer que seria muito bom, ele fazer o relaxamento começando por se lembrar dessa desorientação.

Também lhe disse que a leitura dos casos já resolvidos, a «escrita» das diversas recordações, a auto-análise e o relaxamento diário eram os factores mais importantes para a sua recuperação. Frisei que ninguém mais poderia fazer isso por ele do mesmo como ninguém mais poderia comer ou andar por ele. Era ele que tinha de efectuar e manter estes procedimentos.Biblio

Recomendei-lhe que lesse melhor o post anterior e, como complemento, fiz este post indicando aquilo que aconteceu há anos e que foi resolvido, a muito custo, mais porque a «escrita», o relaxamento e a auto-análise efectuadas por ele eram «fracas».

Não foi isso que aconteceu com a Cidália, o Júlio e o Antunes que «trabalharam» imenso nos «procedimentos caseiros  nocturnos», além da escrita esporádica e da auto-análise.

Com o paciente que estou a mencionar, ele escreveu de vez em quando, aquilo que serviu algumas vezes para reavivar a sua Imagina-Bmemória e instigar a escrever mais para relembrar tudo o que fosse possível.
18Jan1
Estou farto de ser criticado e de ouvir ofensas! Principalmente o meu pai que me está sempre a criticar-me daquilo que estou a ultrapassar!
Isto enerva-me porque está várias vezes a criticar-me como dizer mal de tudo que digo, penso e o que faço! Vontade tenho de lhe meter uma rolha na boca para não dizer tanta merda que depois vem–me pedir desculpa do que fez ou disse, mas desculpas destas evitam-se.
Acho piada as vezes é que criticam-me os meus pais, de como as coisas que eles fazem o contrário!Acredita-B
…………………
Não acredito como não deixo de acreditar, mas penso às vezes que na minha vida antepassada tratei mal o meu pai e era um tipo relaxado…! Sabe porque digo isto? Porque tudo o que o meu pai me fez sempre até agora e anda inseguro / numa pressão que vivo… Parece que não estou livre… não sou, livre…

15Mai1
……………………
Nessa noite sonhei que eu e o meu pai tínhamos ido a um lado, que não sei onde é ou é em Lisboa mas não faço ideia e Maluco2entretanto aparecem 3-4 gajos a tirar alguma coisa das mãos do meu pai e ele desatar a correr atrás deles e eu fui atrás. Quando cheguei, vi uns 10 gajos em cima do meu pai a espancá-lo até à morte e eu ali sem saber o que fazer porque não tinha forças para correr para pedir ajuda ou lutar contra eles e estava em pânico. Quando acordei comecei aos pontapés e murros em tudo e quando vi onde estava, estava em casa na minha cama…

1Mar2
Nos últimos dias tenho tentado lembrar dos meus ante-passados e as únicas coisas que me lembro são:Difíceis-B
Era muito pequeno. Fui ao cinema com os meus pais, era as minhas primeiras idas ao cinema, então lembro-me que quando estava no cinema sentia-me mal, como agora quando estou num sítio que não me sinto bem, e começava a chorar e vínhamos embora porque os meus pais percebiam que estava com medo.
Será que isto tem a ver com a dispensa?
 
Neste caso, como este paciente estava ainda em psicoterapia e uma das suas dificuldades ou desejos intensos era a necessidade de «proteger o pai», recomendei-lhe que lesse bem aquilo que tinha Psi-Bem-Cescrito esporadicamente nos dias indicados e que se deitasse à noite pensando no seguinte, tentando relembrar os episódios:
►«proteger o pai» de quê, como, para quê, porquê?
►sonho de 15mai1 ;
►porquê tanta animosidade contra o pai?
►qual a razão de ser trancado na despensa?
►comportamento geral dos pais e sua coerência. Qual a divergência? Qual o seu efeito?
►qual a sua iniciação sexual, mormente, conhecimento da diferença de sexos e aquilo que aconteceu e com quem? Houve algum acto forçado contra a vontade?Maluco2

Com estas lembranças bem aclaradas, queria verificar se ele conseguiria relembrar-se de alguma coisa fora do vulgar e que chegasse ao ponto da necessidade de «proteger o pai» sem saber porquê. E, valeu a pena.
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