PSICOLOGIA PARA TODOS

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Archive for the month “Maio, 2012”

SÓ TOXICODEPENDÊNCIAS ?

Senhores CãoPincha,Biblio

Para responder ao vosso comentário, conforme prometi, tenho de vos fazer lembrar que, antes de tudo, necessitam de ver ou rever a maior parte dos nossos posts. É indispensável.

Em quase todos eles, assim como nos livros, realçamos a imprescindibilidade de salvaguardar a necessidade de evitar o reforço secundário negativo a não ser que se destine a treinar a pessoa para melhorar o seu desempenho.

Todos os vícios são constituídos do mesmo modo, incluindo o da alta competição e dos desportos radicais. Contudo, enquanto
mario-70uns são orientados racionalmente, os outros são ganhos emocionalmente para evitar ou fugir de algo indesejável, porque são situações às quais ninguém se deseja sujeitar.

Os resultados, são o álcool, o tabaco, as drogas legais, recreativas e ilegais, o nepotismo, o autoritarismo, a corrupção, a prostituição, a delinquência, as neuroses, além de outras formas de descarregar a necessidade de minimizar a ansiedade e a angústia que a pessoa sente por não conseguir aquilo que deseja, seja legal ou ilegal, benéfico ou prejudicial para o próprio ou para a sociedade.

É sempre o reforço social ou secundário negativo, geralmente aleatório, que reside na base desses comportamentos Saude-Balienantes. Por isso, é muito importante compreender bem como funciona o comportamento humano e descobrir as possibilidades de o modificar utilizando apenas a razão, o raciocínio, a compreensão, a persistência e o treino.

Não vale a pena descobrir ou engendrar justificações para os comportamentos indesejáveis depois de eles se terem instalado com foros de direito adquirido. É necessário evitar que os mesmos se instalem. E é tão fácil evitá-los logo de início desde que se saiba algo sobre a modificação do comportamento e se pratique aquilo que for necessário!Imagina-B

Para isso, segundo o nosso ponto de vista, a «educação» é muito importante. Não é uma educação formal de civilidade e etiqueta mas sim uma aprendizagem para compreender a nossa vida, treinar para ultrapassar as dificuldades e construir aquilo que muitas vezes se designa erradamente como felicidade.

Nisso, os pais podem ajudar imenso.
E, quando eles não têm tempo para despender com os filhos, enquanto o mesmo não lhes falta para o esbanjar com os amigos ou para evidenciar uma vida social e demonstrativa intensa e futil? (C)Consegui-B

A felicidade depende de nós e não apenas do mundo que nos cerca. Quando formos «interiormente» felizes, continuaremos a sê-lo, por maiores que sejam as dificuldades exteriores. Os bombistas suicidas são felizes? Qual o seu ideal? Cristo foi feliz? Hitler foi feliz? Madre Teresa de Calcutá foi feliz? O prisioneiros de guerra são felizes? Viktor Frankl foi feliz quando ajudou os prisioneiros da II Guerra Mundial a descobrirem o significado da vida de cada um?

Enquanto não conseguirmos uma paz interior que nos proporcione um significado para a nossa vida, por maiores que sejam as Psicopata-Bbenesses, traduzidas em poder, honrarias e riqueza, ficaremos sempre dependentes do mundo exterior.

Isto não quer dizer que não devamos lutar por uma vida social e material cada vez melhor, mas apenas quer significar que teremos de o fazer com calma, racionalidade e realismo. Não podemos ser utópicos mas apenas ambiciosos, tanto quanto possível, de acordo com o meio ambiente que nos envolve.

Foi assim que o Antunes, orientou a sua vida quando teve de dar apoio reeducativo à filha. A partir daí, mudou quase tudo na sua vida, mas foi depois de um mal instalado (B).

A Cidália, depois de aprender a alcoolizar-se e quase prostituir-se para reduzir o desconforto que sentia com a vida Acredita-B«mentirosa» dos pais, construiu para si uma nova visão de família em moldes completamente diferentes (C).

Quando os pais da Joana (D) compreenderam os mecanismos do funcionamento do comportamento humano «re-uniram-se» em vez de continuarem a se «des-unir», para dar à filha uma vida muito melhor do que aquela que ela teria na situação em que os pais viviam anteriormente. Também lhe proporcionaram um meio de aprender a utilizar as técnicas de modificação do comportamento para evitar muito do que se passou com ela. E, quem ficou a ganhar foi o seu novo irmão.

O Júlio (E), que teria uma vida tão sensaborona como a de muitas outras pessoas, conseguiu, em tempo oportuno, mudar de rumo e enveredar por um caminho que o ajudou a potenciar todas as suas capacidades que nunca seriam exploradas devidamente.

O Joel (G), que necessitava de uma família que nunca teve, nem uma escola que o apoiasse, baseou toda a sua vida numa resposta violenta à frustração, por nunca conseguir ter a mínima dose de felicidade. Só quando descobriu dentro de si as «forças» que tinha escondidas, conseguiu reagir muito melhor do que outras pessoas que foram mal aconselhadas. E agora, deseja ajudar os outros.Depressão-B

A Isilda (H) deixou de ter necessidade de depender da avaliação dos outros quando descobriu que «valia» alguma coisa só por si, Será isso a tão falada auto-estima? Também a «nova paciente», com muita leitura e exercícios de relaxamento persistentes, ganhou a noção do seu valor próprio.

Tudo isto podia ter sido evitado se a «educação» dessas pessoas fosse num sentido construtivo, o que é muito difícil, para famílias que nunca ouviram falar nas noções científicas da formação e da alteração do comportamento humano para o poder tentar orientar ou modificar (F) num sentido desejado.Difíceis-B

A aprendizagem que fazemos de acordo com as nossas possibilidades, capacidades e oportunidades, é tão importante, que tanto nos pode conduzir a uma vida de bem-estar de acordo com o nosso meio ambiente, como nos pode relegar para uma vida da mais degradante miséria.

As histórias de Cristina, Germana e Januário (L) e as do Mijão,
Calimero, Perfeccionista
e
Pasteleiro (M) indicam as duas facetas das consequências dos nossos comportamentos em função da educação e dos conhecimentos adquiridos sobre o comportamento humano.Psi-Bem-C

A escolha é nossa, mesmo que no nosso meio ambiente não tenhamos tido a oportunidade de sermos «educados» duma maneira saudável.

Em vez de só juntar ou aglutinar os diversos serviços de toxicodependência para dar apoio depois do mal instalado, seria muito mais útil «instruir» o público de modo a evitar que o mal se instale. Para isso, a difusão das noções sobre o comportamento humano, sua formação e modificação ta maior importância e urgência.

Os pais da JOANA deram o exemplo disso.Joana-B

Porém, isso, exige medidas políticas e não psicológicas.
Que a CRISE actual não instigue os governantes a tomar medidas economicistas, ilusórias e contraproducentes. Os poderes públicos, em vez de diminuir o emprego e os salários deveriam pensar em instigar o pleno emprego e o bem-estar das famílias de modo a elas conseguirem passar, em condições de dignidade, muito mais tempo com os futuros cidadãos deste país.

Aqui, senhores CãoPincha, o problema é vosso. Discutam-no e intervenham o melhor que puderem, racionalmente e não
emocionalmente. Boa sorte.

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de cada livro editado em post individual.

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RESPOSTA 30

Senhor Anónimo,Biblio

Para poder dar uma indicação rápida, para o comentário que fez na RESPOSTA 29, vou fazer este post, conforme prometi.

Em primeiro lugar, pode ir ao post “HISTÓRIA DO NOSSO BLOG, sempre actualizada” e escolher os posts que mais lhe parecerem adequados ao seu problema.

Em segundo lugar, pode tentar ler os livros indicados no blog TERAPIA ATRAVÉS DE LIVROS. Ou clicar neste link (BEM-VINDOS), já inserido nalguns posts do blog. Os mesmos encontram-se em algumas bibliotecas.mario-70

Em terceiro lugar, pode experimentar o relaxamento de que falo no post RESPOSTA 6, de 11 de Julho de 2011.

Em quarto lugar, leia o post CORRIGENDA, de 22 de Abril de 1012, para saber de que modo pode fazer uma psicoterapia muito económica se juntar um grupo de 20 pessoas.

Por último, se nada der resultado, terá de se socorrer das consultas de psicologia para resolver o seu problema.Imagina-B

Espero que tenha dado as indicações suficientes para reduzir as suas dúvidas.

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RESPOSTA 29

Em relação ao comentário feito no post RESPOSTA 28, pelos CãoPincha, para poder tornar mais clara a minha ideia, tenho Bibliode acrescentar o seguinte:

Dei o exemplo do rapaz a conduzir em más condições. Se ele não tiver um treino suplementar, pode ficar aflito. Não sabemos que reacção poderá ter: De pânico? De fuga? De fazer disparates? De se deixar desanimar? Contudo, se tiver um treino extra, pode desenrascar-se como o McGyver. Que comportamento poderá ter? É o que tentam fazer os que são treinados para as guerras de guerrilha. E muitas vezes, no dia-a-dia, é uma guerrilha que temos de travar no nosso ambiente natural, com o menor número possível de baixas.

Além disso, pode ser que a viatura desse rapaz tenha de ser reforçada com mais potência de motor, melhor transmissão,
mario-70suspensão e amortecedores reforçados, além de mil e uma coisas que ajudam nas emergências. Será que se pode fazer isso em psicoterapia?

Contudo, é a cabeça dele que têm de funcionar para pôr em acção todos os meios disponíveis. De quem é essa cabeça e quem é que a pode fazer funcionar se não o próprio, mesmo que tenha a ajuda esporádica de mais alguém (psicoterapeuta?).

Se no sonho da Cidália, o dono do carro ou um mecânico não tivessem dado a ajuda principal de empurrar o Saude-Bcarro inicialmente, como poderia ter sido posto a trabalhar?

Se a Cidália não tivesse resistido às «tentações» ocasionadas pela mãe para tomar os comprimidos contra a depressão, o seu restabelecimento teria lugar tão cedo? E se não fossem os «empurrões» do Antunes?

A Cristina, pormenorizadamente mencionada neste livro,  teve de ser suavemente empurrada para uma compreensão racional da vida, a fim de evitar um comportamento «civilizado» e preconceituoso a que a mãe, muito «bem educada», a tinha habituado desde pequena. Quantas horas se despenderam porque não foi possível ajudá-la de forma tradicional num consultório? Se não lhe tivesse sido dada a ajuda naquele momento, que danos Consegui-Bpoderiam advir mais tarde num eventual casamento ou gravidez? Que educação daria ela aos seus filhos?

Para um psicoterapeuta, torna-se muito simpático conseguir descobrir que o seu trabalho insano de ir falando, às vezes sem ninguém o ouvir em termos, deu resultado positivo.

Se a Cristina não tivesse os preconceitos arreigados desde a infância, a sua simples ida à consulta de psicologia ter-lhe-ia poupado muito tempo de dissabores passados com os colegas e com o público que ela atendia. Mas, graças às contingências, até os pais conseguiram descobrir, que saber alguma coisa sobre o comportamento humano os poderia ter ajudado tanto no passado como os iria ajudar no futuro com os eventuais netos.Acredita-B

Senhores colegas do Compincha – CãoPincha. Aconselho-vos vivamente que leiam de vez em quando os diferentes posts que contêm as matérias mais diversificadas e que se podem facilmente vereficar através da lista que se encontra no post da HISTÓRIA. Faço votos para que tenham um bom proveito. Não custa quase nada mais do que o tempo, a internet, a electricidade e o desgaste do computador!!! Mas, evita consultas e os incómodos consequentes se as mesmas não forem possíveis.

É assim a vida!” como dizia o outro, que bem se safou da nossa crise para a qual nunca fomos treinados, Maluco2talvez nem por Salazar!

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TRAUMATISMOS

Quando me desloquei eventualmente de comboio a Lisboa, encontrei uma pessoa há muito conhecida que me abordou e, entre Saude-Boutras coisas, disse-me que tinha lido o meu último post.

Estava admirado com a importância que eu parecia dar aos pequenos revezes que vão acontecendo na vida, classificando-os como causas ou origem de possíveis futuros problemas neuróticos.
Não conseguia compreender essa minha preocupação, tanto mais que eu estava habituado à psicoterapia há mais de 35 anos.
Respondi-lhe, tanto quanto foi possível, que essas eram, muitas vezes, as infecções que passavam despercebidas e que não são tratadas oportunamente, podendo dar origem a um mal maior, passados muitos anos. Tudo Bibliodependia das circunstâncias ou das contingências.
Ia falar-lhe nos meus três posts sobre Risco de Suicídio”, de Maio de 2011, quando o comboio chegou ao Rossio e não houve tempo para mais conversas. Entretanto, comprometi-me a clarificar a minha ideia com um novo post, exclusivamente destinado a ele, englobando os posts mencionados.

Por acaso, quando estava a reorientar e a reagrupar o livro “Como «EDUCAR» Hoje” como um dos casos do novo livro “PSICOTERAPIAS BEM SUCEDIDAS – 3 casos” (L), deparei com as páginas (86 a 90) dos últimos capítulos do livro antigo que me pareceram mais adequados para a resposta que queria dar.

Por isso, vou transcrever as partes desses capítulos que me parecem as mais importantes e que são:mario-70
TRAUMATISMOS e
O NAMORO DA CRISTINA
“Fala-se muitas vezes de traumatismos ou de situações traumatizantes, sem a noção exacta do que isto significa. Por exemplo, há pessoas que perguntam se os filhos não ficarão traumatizados com um exame psicológico.

Um simples exame psicológico pode ter tanto de traumatizante como, por exemplo, uma viagem efectuada com atraso. Imagina-BSuponhamos que os pais aceitam com a maior naturalidade um exame psicológico e levam o filho a um psicólogo para que este faça uma avaliação, diga quais os pontos fortes e fracos do rapaz e dê a ajuda necessária para que ele possa melhorar as suas aptidões que se encontram mais reduzidas. Este exame nada tem de preocupante e supõe-se que o rapaz também deve encará-lo com naturalidade (G).

Mas vamos considerar outra hipótese. Os pais ou familiares que têm medo de exames psicológicos, ou porque lhes incutiram ideias absurdas acerca dos mesmos ou porque os imaginam de forma irrealista, tentam «preparar» o filho para o «tal» exame. Imaginemos até que lhe dizem que o exame é para seu bem, que não faz diferença ter provas más, que não deve ficar nervoso, que não terá de se afligir ainda que as provas indiquem qualquer deficiência, tudo Acredita-Bisto num clima de grande tensão emocional. Quase de certeza, o filho irá bastante «nervoso» para o consultório ou gabinete de psicologia e é muito natural que isso se reflicta no resultado do exame. Se existir um «medo» anterior às provas (G/31) que obrigue a criança a não se separar dos pais para a realização das mesmas, os resultados do exame indicarão pelo menos ligeiras dificuldades na personalidade, com a constatação das deficiências que podem ser traumatizantes, depois de tudo o que se passou.
………………………………….

Em qualquer destes dois casos, verifica-se a existência de uma excitação emocional bastante grande, além de uma situação desagradável. Quando não existem estas duas condições interligadas, o traumatismo é menor ou quase Consegui-Binexistente. Enquanto no caso do exame psicológico foram os pais que excitaram emocionalmente a criança, ajudando-a a prestar más provas e a ficar com os resultados distorcidos, no segundo, quer o chefe quer a própria situação de constante contrariedade, ocasionaram excitação emocional associada a um resultado pouco satisfatório.
………………………………
O caso do Joel, descrito em PSICOPATA, Eu? (G), é muito elucidativo. Numa das sessões de verbalização de cenas ansiogénicas lembrou-se do tempo em que nenhum colega queria brincar com ele, sendo obrigado a entreter-se com um cão que passou a ser o seu melhor amigo. Passou então a julgar-se feio e rejeitado tanto pela Maluco2mãe como pela avó… quase ninguém o ia visitar ao colégio.” “Duas ou três sessões depois dessa, começou a evocar a cena do colégio sem ansiedade e a ter comportamentos totalmente diferentes para com a noiva, dando-lhe liberdade de acção e começando a aceitar as suas opiniões.” (G/26…)

Esta transcrição dá-nos a ideia da maneira como o traumatismo pode ser ultrapassado, mas é indispensável conseguir localizá-lo e relembrá-lo, sendo para tanto imprescindível a colaboração do paciente. Porém, enquanto alguns traumatismos se conseguem recordar com facilidade, outros, só numa acção terapêutica e analítica podem ser descobertos ou inferidos.Psicopata-B
…………………………………….

Realcei que quase todas as pessoas procuram os psicólogos, geralmente, com grandes expectativas. Imaginam que devem chegar ao consultório, «relatar» pormenorizadamente a sua «desgraça» e esperar toda a compreensão e apoio, além de conselhos favoráveis que as ajudem a alijar-se do «fardo» que carregam. Algumas vezes é isso que acontece, o que ajuda a continuar e até a aumentar o comportamento anteriormente descrito pelo «paciente» com todas as justificações arquitectadas através dos seus mecanismos de defesa. Isto pode deixar o paciente na dependência do psicoterapeuta que é por ele constantemente consultado até em horário impróprio Psi-Bem-Ce fora do consultório. Infelizmente, o «paciente» pode gostar desta situação porque tem um ombro amigo onde possa apoiar a cabecinha para carpir as suas mágoas, cada vez maiores e ouvir umas palavras simpáticas e de consolo. Com tudo isto, o «paciente» pode ficar cada vez mais «aliviado» com o reforço negativo que recebe nesta situação e «viciado» na «psicoterapia» (ver caso do Januário). Outras vezes, o psicólogo tenta contradizer o «paciente» e fazer-lhe ver que o seu comportamento está errado e é a causa principal das dificuldades do momento. Neste caso, muito frequentemente, o «paciente» não aguenta a situação e foge do psicoterapeuta «que não o compreende». Apesar disso, esta última situação, embora desnecessária, não deve fazer com que um psicoterapeuta honesto se sinta culpado porque está a ajudar o «paciente» a não desembolsar o dinheiro de Difíceis-Bconsultas que agravariam o problema se procedesse como no caso anterior, apesar das despesas inerentes.

Entretanto, a posição mais equilibrada é a de aceitar inicialmente, com neutralidade, a história sucinta dos problemas do paciente e arquitectar uma estratégia que o possa ajudar a livrar-se das dificuldades compreendendo a situação que vive e, possivelmente, a sua génese. Para tanto, falando sob um ponto de vista figurado, o psicoterapeuta tem de ser um iluminador, orientador e facilitador do «paciente» para que este possa penetrar calma e seguramente no «arquivo de documentos» da sua vida pessoal que ficaram guardados «no sótão, na cave ou em qualquer local muito esconso de cada um» onde nunca mais essa pessoa entrou e onde podem existir também muitas outras coisas que não têm qualquer interesse ou relevância no momento, mas são boas e Depressão-Bagradáveis para o próprio.

Enfim, a psicoterapia não é mais do que um processo reeducativo que, além da competência, exige honestidade, bom senso, calma, racionalidade, vontade e capacidade de análise do passado para reconhecer os erros e tentar modificá-los. E isto, só se consegue com muita paciência, persistência, perseverança e uma pontinha de «ingenuidade».
– Quando expõe assim o seu conceito de psicoterapia, falando também de forma figurada, quer dizer que se a pessoa encontrar no seu «arquivo» um «documento» em que descobre que queria ser melhor e não conseguiu, pode acabar por «desenterrá-lo» ou reavaliá-lo e tentar concretizar esse projecto? – perguntou-me subitamente a Cristina que Joana-Bme ouvia com muita atenção.
– Absolutamente – respondi e acrescentei – É assim que procedem as pessoas motivadas para o sucesso.
………………………………………………

Aproveitando a oportunidade e percebendo perfeitamente a sua intenção de me pedir a «receita» sem dizer que era para ela própria a poder utilizar de imediato, fui-lhe explicando o modo como deve proceder uma pessoa que faz o relaxamento e a auto-análise (G/83-108). Para ser mais realista, depois de atingir o grau em que a Cristina se encontrava, qualquer dos meus pacientes ou outra pessoa que tivesse a motivação para o sucesso deveria proceder em total colaboração com o psicoterapeuta.Depress-nao-B
Adverti-a também que qualquer pessoa, pode ficar muito entusiasmada nas primeiras sessões, tentativas ou exercícios porque obteve algumas vantagens, benefícios ou melhorias, como no início da psicoterapia, e desencorajar-se logo em seguida porque as melhorias se tornam substancialmente menores e, às vezes, até têm o sabor a retrocesso. Contudo, é bom que o «paciente» insista mais algum tempo até verificar que existem ganhos embora sejam menores do que no início (B) (C) (E).
………………………………………………………..

Continuando o raciocínio e a explicação necessárias exigidas pela intervenção da Cristina, disse-lhe ainda que as pessoas que «Educar»-Bsão capazes de fazer relaxamento com facilidade, isto é, que na posição de sentadas ou deitadas, sentem o corpo e conseguem desligar-se de tudo, «deixando que as coisas aconteçam», quer permaneçam despertas ou a dormir, podem utilizar uma música do seu agrado, sempre a mesma, como sinal ou estímulo condicional para conseguir o relaxamento, sendo um procedimento muito simples.

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RESPOSTA 28

Por causa do comentário seguinte:Imagina-B

“Já li este post depois de ter feito o comentário que lhe deu origem. Contudo, falando com uma pessoa amiga, não consegui descobrir porque insiste em continuar a psicoterapia com uma pessoa que tinha medos a 97% (9,7) e que na semana 84 da psicoterapia baixou para 42% (4,2).
Pode explicar-nos a razão deste procedimento?
Julgo que qualquer psicoterapia teria acabado nos 50% que é perfeitamente manipulável.”
 
dum Anónimo, que deu origem ao post anterior, sinto-me na necessidade de clarificar a situação para que as pessoas não Acredita-Bachem que todas as psicoterapias são iguais, que todos os psicoterapeutas têm o mesmo treino e aptidão e que todas são feitas com as salvaguardas necessárias para evitar futuros deslizes.

Há dias, estive a «conversar» numa Universidade Sénior e houve pelo menos uma pessoa, com os braços a tremer muito, que me disse estar desesperada com a sua situação porque, com menos de 60 anos, não conseguia fazer quase nada na vida, como desejava.

Dizia que estava a ser acompanhada pelo menos por médico de clínica geral, neurologista, psiquiatra e psicoterapeuta.Consegui-B

Quando lhe perguntei se estava a ser bem medicada por causa do Parkinsonismo que aparentava ter, disse-me «publicamente» que não tinha essa doença e que os médicos receitavam os medicamentos sem fazerem um diagnóstico. Contudo, um dizia que tinha de pôr em ordem a cabeça, o outro dizia que «tinha de lavar a alma» e o psicoterapeuta fartava-se de conversar e de dar conselhos.

Quando me perguntou o que poderia fazer em modificação do comportamento que ela desejava, esqueci-me Maluco2de lhe perguntar se tinha querido saber do tal especialista que dizia ser necessário lavar a alma, qual o supermercado ou mercearia onde poderia comprar um detergente adequado para obter bons resultados. Contudo, aventei a hipótese de que ela teria de ler muito sobre a ciência do comportamento para se poder dar ajuda adequada só depois de deixar de tomar os medicamentos. Enquanto ela os tomasse, especialmente sem saber qual o «doença» de que sofria, nada de válido e eficaz se poderia fazer em psicoterapia realizada com seriedade. E mesmo assim, a maior parte das acções teriam de ser realizadas por ela, com a possível ajuda dum psicoterapeuta.Psicopata-B

Muitas psicoterapias são dadas como concluídas sem as salvaguardas necessárias para evitar remissões com alguma coisa que possa correr mal ou fora do vulgar na vida da pessoa.

Como um exemplo vulgar, podemos mencionar um jovem que acaba de tirar a carta de condução e está apto a conduzir em estradas asfaltadas, mesmo do interior do país.

No dia em que tiver de enfrentar uma chuva forte, terreno muito enlameado, nevoeiro, acidentes súbitos no Depressão-Bcaminho, falta de iluminação total, ou qualquer outro azar o que fará? Já não tem o instrutor à mão de semear para lhe pedir ajuda!

Às vezes, é isso que se torna necessário salvaguardar. Se a tal pessoa cujos medos baixaram para 42% os puder fazê-los chegar pelo menos aos 30%, estará mais apta a enfrentar o seu meio ambiente, o qual pode ter ajudado a «construir-lhe» os medos. Ela aprende a enfrentar esse meio ambiente e diminuir os seus medos a 42%, mas se esse meio ambiente se tornar ainda mais hostil do que anteriormente o que faz? É bom pensar nisso e, por isso, remeto a um post anterior.mario-70

Muito custou à pessoa do post mencionado, chegar às tais memórias que tinham ficado gravadas na sua cabeça e das quais não se queria (ou podia?) lembrar, mas que eventualmente tinham aparecido, uma vez, nos seus sonhos e pesadelos.

Uma outra pessoa cujos braços tremiam, mas que pintava há muito tempo, usava o artifício de fixar o cotovelo. Não gostava de ler livros, mas sim de ouvir a conversa do psicoterapeuta. Eu não lhe conseguia dar qualquer Biblioapoio ou informação útil enquanto não terminasse a toma dos comprimidos. Como também  não sabia se tinha de lavar a alma, não a encorajei a encontrar o tal detergente ideal para essa lavagem. Pode ser que, qualquer dia, se descubra esse detergente em comprimidos ou injecções. Os laboratórios farmacêuticos trabalham afincadamente para isso!

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RESPOSTA 27

Tentando responder aos dois comentários seguintes, um de um Anónimo, e outro dos CãoPincha,Psicologia-B

Acabei de ler este artigo e vários outros antecedentes.
Gostaria de ter umas noções rudimentares de modificação do comportamento. Enquanto não estiver publicado o PSICOLOGIA PARA TODOS, que perece ser importante, poderei servir-me de mais algum?
 Anónimo

Lemos este poste e ficamos sem compreender se seria útil consultar o livro “JOANA A TRAQUINA ou Joana-Bsimplesmente criança?”
Um dos nossos companheiros necessita de noções que não conseguiu obter devidamente nos 5 pequenos volumes de Como Modificar o Comportamento”.
O livro “PSICOLOGIA PARA TODOS” nunca mais é publicado.
O que fazemos?
Responda logo que possível.
Agradecidos.
 CãoPinchaInteracção-B30

apetece-me dizer que, neste momento, não tenho outra solução a não ser transcrever o Prefácio do livro “JOANA, a traquina ou simplesmente criança?” (D) e dizer que, enquanto não tiver a capacidade financeira de publicar o “PSICOLOGIA PARA TODOS” (F), é melhor ler o livro da JOANA que dá amplas noções teóricas, aplicadas na prática, nas mais variadas situações do dia-a-dia.

 PREFÁCIO

Este livro baseia-se na história ficcionada da vida de Joana, a protagonista que, com a sua família, «reúne» os «casos» de Imagina-Bmuitas crianças que foram durante anos à consulta de Psicologia.
A JOANA, como tantas outras, era simplesmente criança em 1990. Podia ser traquina. Também é bem possível que fosse uma criança diferente se o seu meio ambiente lhe proporcionasse condições diversas daquelas que existiam.
O meio ambiente, na maior parte das famílias, é quase sempre composto pelos pais, irmãos, avós, familiares, amigos e todos os que interagem com a criança. Isto quer dizer que o meio ambiente da criança, assim como o de qualquer de nós, é toda a sociedade envolvente. É, geralmente, essa sociedade com a qual interagimos, que ajuda a estruturar uma personalidade que se encontra em formação.Acredita-B

* Se nesse ambiente, os pais resolverem viver cada um a sua vida, qual a situação em que colocam os filhos que não tiveram voz activa para pertencer a este mundo?
* Como deverão agir ou reagir?
* Que valores irão «adquirir» para formar a sua personalidade?
* Se os pais da Joana estavam em vias de se «separar» que «educação» se poderia esperar que eles lhe dessem?
* Depois de «afastados», como poderiam «exercer» essa acção educativa tão importante, em conjunto e com coerência?
* Se essa possibilidade de separação fosse uma das causas das traquinices da Joana o que fazer?Psicopata-B
* E se os pais não se separassem?
* A Psicologia poderia ajudá-los sob qualquer destes pontos de vista?
* Como?
* Com que oportunidade?

Acima de tudo, os pais são os principais agentes de educação «conjugada», «coerente» e «imprescindível» para a formação da personalidade da criança que vai crescendo no seu seio familiar. São os principais alicerces dos adultos em formação.Consegui-B
Porém, nem sempre é fácil lidar com os filhos ou educandos. Enquanto os pais dizem que os filhos são rebeldes ou birrentos, os filhos queixam-se de que os pais não os compreendem e são muito antiquados ou retrógrados. Não acontecia o mesmo connosco considerando-os, muitas vezes, reaccionários e caducos?
São essencialmente todas essas experiências de vida e os dissabores sofridos, que nos ajudam a encarreirar por um caminho que, por acaso, nem sempre é o mais satisfatório.
Também os professores se queixam de que os alunos dão «água pela barba» e que é difícil incentivá-los para obterem um bom rendimento escolar. Esta situação pode ter reflexos adversos não só na autorealização do docente, como também no bom desenvolvimento de todas as potencialidades do discente.neuropsicologia-B
Por sua vez, os gestores duma empresa podem sentir neces-sidade de motivar os seus empregados para os ajudar a produzir o máximo, podendo (e devendo?) o lucro final reverter numa distribuição equitativa entre patrões e empregados.

Para que tudo se possa «processar» de maneira saudável e desejada por muitos, é imprescindível divulgar a ciência do comportamento e os benefícios que a mesma pode propiciar. Utilizando criteriosa e atempadamente esta ciência comportamental, é possível fazer com que as nossas acções e comportamentos dêem o maior rendimento e contributo possível para o bem-estar que todos desejamos.Organizar-B
Por isso, todos aqueles que desejam manter uma boa saúde física e mental ou pretendem melhorar as suas capacidades e aptidões naturais, têm imensa vantagem em adquirir o conhecimento das leis, normas e técnicas que regem e condicionam o comportamento humano.
Tudo isto é necessário e muito importante no mundo actual para que uma vulgar «má situação» não se degrade, tornando-se incontrolável e inaceitável. Além disso, a prática e o treino são indispensáveis para o desenvolvimento das nossas aptidões, para a consolidação dos conhecimentos adquiridos e para a aquisição de novas capacidades, muitas vezes desconhecidas e que nos surpreendem com a sua eclosão e evidência.mario-70

Treinar o quê, como, quando e porquê, são noções a adquirir com aprendizagens específicas que vulgarmente ficam confinadas aos gabinetes dos especialistas que delas fazem uso para uma aplicação pessoal, restrita e pontual.
Contudo, para que pessoas mais interessadas, autónomas e confiantes em si próprias possam adquirir as noções elementares sobre o modo como o comportamento humano se forma e se modifica desde a nascença, apresentam-se a seguir diversos factores que influenciam a nossa vida relacional, tais como dissonância cognitiva, facilitação social, conflito, frustração e diversos outros. Biblio
Além disso, as ideias básicas sobre gratificação, punição, reforço, extinção e aprendizagem por modelo, identificação, etc., bem como as condições em que essas forças afectam os nossos comportamentos, quer num sentido positivo quer negativo, são apresentadas na sua utilização prática em casos do dia-a-dia.

O «caso» ficcionado que se descreve em forma de narrativa é o resultado da conjugação de inúmeras situações que continuam a ocorrer com muita frequência e que exigem uma actuação rápida e imediata. A linguagem que se utiliza pretende ser extremamente simples e o estilo romanceado ajuda a compreender com maior facilidade o seu Difíceis-Bsuporte científico. Se a apreensão de conhecimentos for facilitada, podemos aliar a teoria à prática, para que cada um fique a conhecer aquilo que pode e deve fazer para modificar uma situação concreta e específica.
Deixa-se assim ao próprio a liberdade de decidir se deve ou não actuar, depois de conseguir antever e prognosticar o resultado da sua acção (F) (I) (K).
Evita a sujeição a opiniões e conselhos de leigos, frequentemente inadequados, provocando consequências imprevisíveis e, às vezes, indesejáveis.

Todo o comportamento tem influência no meio ambiente do qual fazemos parte. O meio ambiente condiciona-nos igualmente gratificando ou punindo as nossas acções. Alguns disparates das crianças, só para contrariar os pais, redundam em prejuízos Psi-Bem-Cgraves, da mesma maneira como uma posição demasiadamente rígida dos pais para mostrar a sua autoridade, pode igualmente provocar consequências funestas e irreparáveis.

Os pais com dificuldade em lidar com os seus filhos têm tanto direito de conhecer o modo de os educar, como os professores que, igualmente, desejam «ensinar» da melhor maneira possível. Os gestores que pretendem atingir um desempenho óptimo, também podem utilizar as mesmas técnicas desde que as conheçam e saibam aplicar com oportunidade e bom senso, o que é sempre imprescindível nestes casos.
O essencial é aprendermos a lidar com o meio ambiente que nos rodeia. Por isso, como nós constituímos o meio ambiente dos outros e a influência é recíproca, basta aprender, até com crianças, aquilo que se deve fazer no Saude-Bmomento mais propício e «com conhecimento de causa». A Joana mostra isso. Demonstra-nos o modo fácil como até as crianças conseguem apreender e utilizar as noções mais basilares da modificação do comportamento.

Se uma criança de 7 anos, «birrenta por natureza», como dizia o pai, se modificou saudavelmente e essa mesma criança, com um treino indispensável, foi capaz de se iniciar aos 8 anos na aplicação da modificação do comportamento, qual a razão por que os pais, os professores e os gestores não deverão beneficiar dessa magnífica oportunidade?
Esta «história ficcionada» vai ser contada com exemplos que podem ser seguidos também pelos professores e empresários, Depressão-Btirando daí dividendos substanciais para o bom desempenho e produtividade, cada vez mais necessárias numa sociedade competitiva e em constante desenvolvimento.

Consegue-se também verificar neste livro, o modo como a simples actuação duma criança ajudou a «re-unir» uma família que se ia «des-unindo» devido a alguns «equívocos» que se resolveram com facilidade, sanando «desconhecimentos» que se foram colmatando com alguma leitura e empenho dos próprios.
Tudo isto se conseguiu apenas como um «efeito colateral» da modificação do comportamento da Joana que, segundo o pai, era «birrenta». Estes «efeitos colaterais» ou «secundários» serviram para que um casal à beira do divórcio, não só «regredisse» mas que ainda quisesse ter um outro filho para o poder educar «em conjunto», duma maneira Respostas-B30saudável, ajudando a filha a obter modelos de actuação duma família equilibrada e feliz.

As informações que abrangem o desenvolvimento humano desde o nascimento até à adolescência, caracterizado por quatro períodos de gestação e crescimento – concepção, primeira infância, segunda infância e adolescência – podem ser obtidas em livros da especialidade, com mais pormenores.
Também, compreender o modo como as pessoas «funcionam», aprendendo a lidar com elas para descobrir como vale a pena interagir socialmente, o que é muito importante até nas empresas, pode ser visto em outros livros (K).
As técnicas de modificação do comportamento essenciais para uma boa ajuda destinada a estruturar a personalidade de Maluco2forma adequada, podem ser apreendidas em Psicologia para Todos (F) e em vários livros que se indicam no fim, no capítulo RESUMO DO CONTEÚDO DAS OBRAS INDICADAS (305).

Para se poder compreender bem a simplicidade de actuação, o GLOSSÁRIO final ajuda a sintetizar e a sedimentar as ideias e os conceitos sobre as teorias e as técnicas utilizadas em todos os casos descritos a seguir, ou em quaisquer outras situações.

Por este motivo, convém também ler outros livros que são mencionados no capítulo final da «recomendação».

Fazem-se votos para que o conteúdo dos mesmos poupe muitas consultas especializadas (depois do mal instalado), além de«Educar»-B inúmeras horas de dissabores inúteis, tornando mais eficazes e benéficas as interacções entre familiares, amigos, colegas, chefes e subordinados.
 
É a prevenção ou profilaxia em acção.

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RESPOSTA 26

Há dias, recebi um e-mail em que uma mãe, aflita, dizia que o seu filho tinha um comportamento esquisito e que a namorada Psicologia-Btambém se portava de maneira pouco educada.
Dizia também que ela estava separada do marido e que o pai tentava sempre contrariá-la enquanto o filho e a namorada trocavam mensagens contraditórias, enganosas e falsas, deixando-a desorientada.

Para poder esclarecer com alguma coerência, fidelidade e certeza, não havia possibilidade de responder a essa mensagem, por não ter o conhecimento mais essencial sobre toda a situação que essa mãe também não queria clarificar. Contudo, hoje, ao estar a reler e a corrigir o texto de JOANA, a traquina ou simplesmente criança? (D) passei pelas páginas 289 a 290 que me deram uma imagem que poderia ajudar essa senhora e até talvez o marido ou ex-marido a tomar consciência da situação, desde que lesse o livro com muito cuidado e pensasse bem na sua Joana-Bsituação. Embora separados, talvez pudessem ainda ajudar o filho a tomar consciência da situação e ganhar um rumo melhor, tal como aconteceu com a Joana porque os pais se esforçaram para lhe proporcionar um clima de afectividade, comportamento adequado, com conhecimento das normas que regulam o comportamento humano.

Os pais fazem muita falta nos primeiros anos de vida, especialmente como modelos de actuação, proporcionadores de reforços, especialmente o vicariante, bem como de moldagem e identificação. Também, o Júlio (E) se desorientou quando adulto, mas foi ajudado. Valeu a pena para não chegar a um fim desagradável do Joel (G). Por isso, vou transcrever a seguir essas páginas que podem servir também outras pessoas pedindo-lhes que leiam a história da Joana para descobrir o modo como a alteração de um simples grupo de comportamentos pode modificar toda uma vida para o bem e para um sentido que nos é favorável. Um comportamento inadequado, por desconhecimento de certas normas e má manipulação de reforços em tempo oportuno, pode alterar todo um percurso de vida que, aliás, seria completamente diferente. O Júlio que o diga! O importante é ler muito (aquilo que é adequado), meditar no assunto, descobrir as semelhanças e diferenças entre o nosso caso e o do protagonista e seguir em frente, sempre com um feedback constante e uma atitude de humildade para aceitar os erros cometidos para os sanar com prontidão.

“Quando regressámos ao Domínio do Sol ao fim do segundo dia de descanso na Meia Praia, jantámos bem e Acredita-Bfomos para a cama depois de passar algum tempo no Bar Mistral. A Joana habituou-se a ir para a cama mais cedo, uma hora depois do jantar. Na quarta-feira, pouco antes da hora do almoço chamaram à recepção o Sr. Eng.º João Veiga. O pessoal dos quartos tinha deixado um recado de que o nosso novo apartamento já estava limpo e à nossa espera. Só queriam que mudássemos as nossas coisas ou que déssemos autorização para que o pessoal de limpeza fizesse isso. Os novos hóspedes do nosso antigo apartamento deviam estar a chegar às 17.00 e eles necessitavam de o deixar pronto.

O João Manuel e a Fernanda deixaram-nos na piscina e foram mudar as coisas para o novo apartamento. Consegui-BAlmoçámos e a Fernanda, encantada com a vista que se desfrutava da varanda, voltou para o apartamento. Como eu também quis ir descansar um pouco, a Joana pediu para ficar na companhia duma finlandesa com quem tinha começado a brincar à beira da piscina. A mãe concordou desde que ela olhasse, de vez em quando, para a varanda do apartamento a fim de verificar se os pais lhe diziam alguma coisa. A Joana concordou. Quando chegámos à varanda vimos que a Joana estava à espera que a mãe lhe acenasse a fim de saber para onde devia olhar. Quando viu a mãe, sorriu para ela.
A Fernanda mostrou-se imensamente satisfeita com este comportamento da filha e acenou para ela enquanto exclamava:Depressão-B
– Esta rapariga está tão mudada!
Dei uma sonora gargalhada que deixou os pais da Joana, algum tanto surpreendidos e à espera que eu dissesse alguma coisa. Por fim, vendo que eu não dizia coisa alguma, fizeram um gesto como que a perguntar: “Então, que é que se passa?” Perante este gesto, a minha intervenção foi:
– Com que então, ela é que mudou! Vocês já se «viram ao espelho»? Já não devem precisar do «mendigo»!
Olharam para mim espantados como que a perguntar: “Estará maluco?” e, em face disto, continuei:Imagina-B
– Da consciência! Quando ela se portava de outra maneira vocês estavam juntos? Ela tinha a companhia dos pais? Tinha a certeza ou, pelo menos, sentia que os pais gostavam dela? Sabia o que era autoridade? Havia alguém com quem ela se pudesse «abrir»? Tinha a certeza de que não seria criticada por coisas sem importância enquanto comportamentos inadequados eram, sem querer, elogiados? Alguém elogiava os bons comportamentos que ela tinha de vez em quando? Reconheceram como ela vos disse tudo isto muito claramente apenas com aquela frase que vos obrigou a dar-lhe um beijinho, muito comovido, quase em simultâneo? Ela mudou porque vocês mudaram muito e, consequentemente, obrigaram-na a reagir adequadamente à vossa mudança. Será essa a mudança? E agora, sabem para que serve a Psicologia?mario-70

Os dois estavam atónitos e silenciosos. Nada mais disseram e ficaram a olhar para a piscina e para a Joana que brincava muito satisfeita com a finlandesa, não sem olhar e acenar de vez em quando para o apartamento. Sentei-me perto deles e fiquei também a olhar para baixo como se estivesse num primeiro balcão. Muitos dos dias seguintes foram passados assim, com a Joana a brincar muito satisfeita na piscina, com as suas amigas. Já não necessitava da minha companhia porque se entendia bem com as outras crianças. A língua não era um óbice mas antes uma fonte de aprendizagem e de incentivo para a descoberta de novas formas de viver.Biblio

De repente, a Fernanda, saindo do seu imenso silêncio e «meditação», talvez provocada pela observação do desembaraço com que a filha se movimentava perante gente desconhecida, fez uma pergunta ainda relacionada com a depressão anaclítica:
– E no caso da morte da mãe?
– No caso da morte da mãe, especialmente antes de a criança ter cinco meses, pode existir uma mãe substituta que, nos tempos modernos, julgo que também pode ser o pai. Porque não? Nos tempos em que se fala muito na igualdade entre os dois sexos julgo que isto é bastante admissível e até nos Saude-Bcasos em que a mãe não tem vocação para a «maternidade», mas teve gosto na concepção do filho. O importante é modificar as mentalidades e a legislação necessária. E já imaginou que as deficiências aumentam quando as crianças são prematuras?

Parece que esta resposta deixou a Fernanda mais sossegada porque reconheceu que a Joana, nos seus 8 anos, estava bem desenvolvida sob o ponto de vista social, emocional e de personalidade, com bastante equilíbrio nos comportamentos e no raciocínio. As normas morais e sociais estavam a ser introjectadas conjuntamente com um modelo de família que ela Maluco2provavelmente iria ter no futuro.”

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