PSICOLOGIA PARA TODOS

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RESPOSTA 26

Há dias, recebi um e-mail em que uma mãe, aflita, dizia que o seu filho tinha um comportamento esquisito e que a namorada Psicologia-Btambém se portava de maneira pouco educada.
Dizia também que ela estava separada do marido e que o pai tentava sempre contrariá-la enquanto o filho e a namorada trocavam mensagens contraditórias, enganosas e falsas, deixando-a desorientada.

Para poder esclarecer com alguma coerência, fidelidade e certeza, não havia possibilidade de responder a essa mensagem, por não ter o conhecimento mais essencial sobre toda a situação que essa mãe também não queria clarificar. Contudo, hoje, ao estar a reler e a corrigir o texto de JOANA, a traquina ou simplesmente criança? (D) passei pelas páginas 289 a 290 que me deram uma imagem que poderia ajudar essa senhora e até talvez o marido ou ex-marido a tomar consciência da situação, desde que lesse o livro com muito cuidado e pensasse bem na sua Joana-Bsituação. Embora separados, talvez pudessem ainda ajudar o filho a tomar consciência da situação e ganhar um rumo melhor, tal como aconteceu com a Joana porque os pais se esforçaram para lhe proporcionar um clima de afectividade, comportamento adequado, com conhecimento das normas que regulam o comportamento humano.

Os pais fazem muita falta nos primeiros anos de vida, especialmente como modelos de actuação, proporcionadores de reforços, especialmente o vicariante, bem como de moldagem e identificação. Também, o Júlio (E) se desorientou quando adulto, mas foi ajudado. Valeu a pena para não chegar a um fim desagradável do Joel (G). Por isso, vou transcrever a seguir essas páginas que podem servir também outras pessoas pedindo-lhes que leiam a história da Joana para descobrir o modo como a alteração de um simples grupo de comportamentos pode modificar toda uma vida para o bem e para um sentido que nos é favorável. Um comportamento inadequado, por desconhecimento de certas normas e má manipulação de reforços em tempo oportuno, pode alterar todo um percurso de vida que, aliás, seria completamente diferente. O Júlio que o diga! O importante é ler muito (aquilo que é adequado), meditar no assunto, descobrir as semelhanças e diferenças entre o nosso caso e o do protagonista e seguir em frente, sempre com um feedback constante e uma atitude de humildade para aceitar os erros cometidos para os sanar com prontidão.

“Quando regressámos ao Domínio do Sol ao fim do segundo dia de descanso na Meia Praia, jantámos bem e Acredita-Bfomos para a cama depois de passar algum tempo no Bar Mistral. A Joana habituou-se a ir para a cama mais cedo, uma hora depois do jantar. Na quarta-feira, pouco antes da hora do almoço chamaram à recepção o Sr. Eng.º João Veiga. O pessoal dos quartos tinha deixado um recado de que o nosso novo apartamento já estava limpo e à nossa espera. Só queriam que mudássemos as nossas coisas ou que déssemos autorização para que o pessoal de limpeza fizesse isso. Os novos hóspedes do nosso antigo apartamento deviam estar a chegar às 17.00 e eles necessitavam de o deixar pronto.

O João Manuel e a Fernanda deixaram-nos na piscina e foram mudar as coisas para o novo apartamento. Consegui-BAlmoçámos e a Fernanda, encantada com a vista que se desfrutava da varanda, voltou para o apartamento. Como eu também quis ir descansar um pouco, a Joana pediu para ficar na companhia duma finlandesa com quem tinha começado a brincar à beira da piscina. A mãe concordou desde que ela olhasse, de vez em quando, para a varanda do apartamento a fim de verificar se os pais lhe diziam alguma coisa. A Joana concordou. Quando chegámos à varanda vimos que a Joana estava à espera que a mãe lhe acenasse a fim de saber para onde devia olhar. Quando viu a mãe, sorriu para ela.
A Fernanda mostrou-se imensamente satisfeita com este comportamento da filha e acenou para ela enquanto exclamava:Depressão-B
– Esta rapariga está tão mudada!
Dei uma sonora gargalhada que deixou os pais da Joana, algum tanto surpreendidos e à espera que eu dissesse alguma coisa. Por fim, vendo que eu não dizia coisa alguma, fizeram um gesto como que a perguntar: “Então, que é que se passa?” Perante este gesto, a minha intervenção foi:
– Com que então, ela é que mudou! Vocês já se «viram ao espelho»? Já não devem precisar do «mendigo»!
Olharam para mim espantados como que a perguntar: “Estará maluco?” e, em face disto, continuei:Imagina-B
– Da consciência! Quando ela se portava de outra maneira vocês estavam juntos? Ela tinha a companhia dos pais? Tinha a certeza ou, pelo menos, sentia que os pais gostavam dela? Sabia o que era autoridade? Havia alguém com quem ela se pudesse «abrir»? Tinha a certeza de que não seria criticada por coisas sem importância enquanto comportamentos inadequados eram, sem querer, elogiados? Alguém elogiava os bons comportamentos que ela tinha de vez em quando? Reconheceram como ela vos disse tudo isto muito claramente apenas com aquela frase que vos obrigou a dar-lhe um beijinho, muito comovido, quase em simultâneo? Ela mudou porque vocês mudaram muito e, consequentemente, obrigaram-na a reagir adequadamente à vossa mudança. Será essa a mudança? E agora, sabem para que serve a Psicologia?mario-70

Os dois estavam atónitos e silenciosos. Nada mais disseram e ficaram a olhar para a piscina e para a Joana que brincava muito satisfeita com a finlandesa, não sem olhar e acenar de vez em quando para o apartamento. Sentei-me perto deles e fiquei também a olhar para baixo como se estivesse num primeiro balcão. Muitos dos dias seguintes foram passados assim, com a Joana a brincar muito satisfeita na piscina, com as suas amigas. Já não necessitava da minha companhia porque se entendia bem com as outras crianças. A língua não era um óbice mas antes uma fonte de aprendizagem e de incentivo para a descoberta de novas formas de viver.Biblio

De repente, a Fernanda, saindo do seu imenso silêncio e «meditação», talvez provocada pela observação do desembaraço com que a filha se movimentava perante gente desconhecida, fez uma pergunta ainda relacionada com a depressão anaclítica:
– E no caso da morte da mãe?
– No caso da morte da mãe, especialmente antes de a criança ter cinco meses, pode existir uma mãe substituta que, nos tempos modernos, julgo que também pode ser o pai. Porque não? Nos tempos em que se fala muito na igualdade entre os dois sexos julgo que isto é bastante admissível e até nos Saude-Bcasos em que a mãe não tem vocação para a «maternidade», mas teve gosto na concepção do filho. O importante é modificar as mentalidades e a legislação necessária. E já imaginou que as deficiências aumentam quando as crianças são prematuras?

Parece que esta resposta deixou a Fernanda mais sossegada porque reconheceu que a Joana, nos seus 8 anos, estava bem desenvolvida sob o ponto de vista social, emocional e de personalidade, com bastante equilíbrio nos comportamentos e no raciocínio. As normas morais e sociais estavam a ser introjectadas conjuntamente com um modelo de família que ela Maluco2provavelmente iria ter no futuro.”

Já leu os comentários?

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Ver também o post LIVROS DISPONÍVEIS

É aconselhável consultar o ÍNDICE REMISSIVOarvore-2

de cada livro editado em post individual.

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TERAPIA ATRAVÉS DE LIVROS [http://livroseterapia.wordpress.com/]

PSICOLOGIA PARA TODOS (o antigo) [http://psicologiaparaque.blogspot.pt/]

Para tirar o máximo proveito deste blog, consulte primeiro o post inicial “História do nosso Blog, sempre actualizada”, de Novembro de 2009 e escolha o assunto que mais lhe interessa. Depois, leia o post escolhido com todos os comentários que são feitos. Pode ser que descubra também algum assunto acerca do qual nunca tivesse pensado.

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2 thoughts on “RESPOSTA 26

  1. Anónimo on said:

    Acabei de ler este artigo e vários outros antecedentes.
    Gostaria de ter umas noções rudimentares de modificação do comportamento.
    Enquanto não estiver publicado o PSICOLOGIA PARA TODOS, que perece ser importante, poderei servir-me de mais algum?

  2. Lemos este poste e ficamos sem compreender se seria útil consultar o livro “JOANA A TRAQUINA ou simplemente criança?”
    Um dos nossos companheiros necessita de noções que não conseguiu obter devidamente nos 5 pequenos volumes de Como Modificar o Comportamento”.
    O livro “PSICOLOGIA PARA TODOS” nunca mais é publicado.
    O que fazemos?
    Responda logo que possível.
    Agradecidos.
    CãoPincha

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