PSICOLOGIA PARA TODOS

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Archive for the month “Junho, 2012”

ACONSELHAMENTOS 5

Há bastante tempo, recebi um e-mail em que, aparentemente,  uma jovem apresentava o seu problema mais ou menos da Biblioseguinte maneira…

“A situação foi muito grave e tem vindo a tomar proporções que nunca tinha sonhado.
É possível que o rapaz tenha regredido de tal forma, capaz de ser violento no namoro que mantinha para comigo?
Violência essa camuflada pela sua insegurança mas bem visível como falta de confiança na sua companheira de tal forma capaz de a humilhar em praça publica literalmente falando à frente de tudo e todos humilhando-a injuriando-a e acusando-a de algo que a mesma tenha provado a sua inocência com provas palpáveis (mensagem da pessoa culpada em questão e chamada de
mario-70arrependimento da pessoa culpada)?

Namorada essa que nunca teve comportamentos duvidosos e que seria para ele a “mulher da sua vida”.
Será medo do compromisso?
Será a sua forma de se defender de algo que desconheço?
Acredita que poderá pedir-me desculpas?
Trata-se de uma pessoa com uma auto-estima muito baixa assim como eu tenho, e compreendo os seus problemas de vida mas será “desculpa” para um comportamento tão violento?Joana-B
Para ameaças: “não te vais ficar a rir” “queres ver-me morto”
“vemo-nos no tribunal” palavras dele…?
Conhecendo o seu historial, acha que deverei ter receio destas ameaças?
Deverei precaver-me e fazer queixa dele por violência no namoro?
Confesso que não queria, pois como imagina, apesar de tudo amo-o e sei que tem problemas, mas não me posso esquecer de mim e de tudo o que fiz por ele.
E o troco que me está a dar agora?
Peço-lhe por favor ajuda.”Acredita-B

Fiquei a pensar bastante tempo no assunto, porque não tinha resposta imediata adequada para este caso a não ser dizer que praticasse o RELAXAMENTO (B/37-48) e pensasse bem em tudo aquilo que me estava a relatar, para não se arrepender posteriormente com qualquer acção intempestiva, porque não vale a pena «ferver em pouca água».

Porém, quando tive de responder a um comentário feito por um anónimo no post TRAUMATISMOS, lembrei-me de fazer este post para dar mais alguma ajuda e quem podia estar a necessitar dela.Saude-B

Parecem situações algo semelhantes e para que a pessoa não dê uma resposta precipitada (A/149-155), vou alinhavando as considerações seguintes, para a ajudar a meditar bastante depois de ler tudo o que indiquei e que ainda vou mencionar.

* Será que existe, de facto, violência no namoro?
* Se é um namoro, é um pouco mais do que amizade e isso é um relacionamento não só consentido como desejado?Psicopata-B
* Se não é desejado, porque continua e não acaba?
Quando se ama alguém, tem de haver reciprocidade mas, num caso destes, o futuro será «quanto mais me bates, mais gosto de ti»? Ou haverá, futuramente,  necessidade de se queixar de violência doméstica?

Não me vou tornar amigo de quem não gosto e, se não gostar da amizade, posso desfazê-la, a não ser que a mesma me interesse muito.
Em muitas amizades, existem problemas pontuais que se resolvem com diálogo e cedências. Mas, na vida em comum, é um pouco «pior»….Maluco2

Nestas circunstâncias, cada um tem de avaliar o relacionamento e verificar se o mesmo interessa para o futuro.
O diálogo é fundamental. Se não houver diálogo, não é possível um bom entendimento e torna-se impossível conhecer o outro.
Como iremos relacionar-nos com um outro que não conhecemos e que só nos demonstrou o seu lado violento?

Acreditar nas palavras dos outros ou seus conselhos, mesmo que de terapeutas, será válido?
Às vezes, julgamos que, com a nossa ajuda poderemos mudar o comportamento do outro, mas não sabemos se o outro quererá, Psicologia-Bque medidas iremos utilizar, se serão as mais adequadas e que resultados iremos obter.

Noções aprofundadas sobre o COMPORTAMENTO HUMANO (F) são fundamentais e essenciais para se fazer uma previsão que é muito falível se não conseguirmos tomar em conta todas as contingências possíveis.
Não serve para adivinhações como alguns desejam e muitos outros dizem que fazem…!

Fazemos planos como se o «outro» fosse o «eu». É uma falha muito grande. Além disso, pedir conselhos a alguém pode-nos deixar na sua dependência, porque dirá aquilo que faria nessas circunstâncias com expectativas, interesses, ambições e necessidades que podem ser completamente diferentes das nossas.Interacção-B30

Infelizmente, queremos que as coisas funcionem como nós as desejamos e, tentando ajudar os outros para que isso aconteça, pioramos a situação.

Não existe possibilidade de ajudar seja quem for, sem conhecer toda uma situação de forma profunda.
A situação actual é de inter-relacionamento. Por isso, existe necessidade de conhecer pelo menos essas duas pessoas, além do ambiente em que qualquer cena se produz. Caso contrário, há o perigo de se darem falsas pistas de actuação.Difíceis-B

Falando de qualquer paciente que um psicoterapeuta esteja a acompanhar, o sigilo é total e só pode ser reduzido por vontade desse «paciente».
Isso acontece até com a família que, muitas vezes, deseja saber «coisas» acerca do paciente invocando a necessidade de o ajudar e o «direito» de saber o que se passa com ele.
São situações às quais nenhum psicoterapeuta deve conseguir fugir, mas pode actuar explicando a todos a situação, que deve ser clarificada desde o início.Psi-Bem-C

Assim sendo, só posso responder ao e-mail acima transcrito apenas com este post.

Julgo que não posso dar mais informações, masPosso insistir que….

► Patique o relaxamento (B).
► Consulte os diversos posts que existem neste blog e leia «com atenção» pelo menos o livro Eu Também CONSEGUI! (C).
Pense bem no assunto e veja a ajuda «errada» que o psiquiatra e a mãe da Cidália lhe poderiam ter dado – para «deitar Depressão-Babaixo» todo o processo da sua recuperação.
►Veja o que o psiquiatra aconselhou a «noiva» do Joel – “Psicopata! EU?” (G): afastar-se dele para não ser morta, depois de três tentativas falhadas. Qual foi o resultado depois da compreensão da situação total quando o psicoterapeuta aprofundou com o Joel toda a questão?
►Pense no modo como o Antunes conseguiu ajudar com o mínimo que fez: quase impedir que a Cidália «voltasse» aos comprimidos e exigir que ela continuasse com a psicoterapia.

Os posts sobre “Envolvimento Familiar” (1, 2, 3, 4, 5 e 6), três deles ainda a publicar, podem completar a informação necessária.Consegui-B
Boa sorte.

Deixo links para que possa consultar alguns dos posts que, julgo, serão capazes de esclarecer este meu ponto de vista.

PERCEBER e/ou RESOLVER? 
PERCEBER e/ou RESOLVER? (2ª continuação) 
PERCEBER e/ou RESOLVER? (3ª continuação) Respostas-B30
PSICOTERAPIA 

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ENVOLVIMENTO FAMILIAR – 3

(continuação de Envolvimento Familiar – 2)

COMPARAÇÃO DE RESULTADOSPsicologia-B
 
No caso que acabámos de ver, haveria qualquer coisa de especial que ligasse o Gilberto aos desportistas e ao desporto? Ele confessou que lhe fazia muita falta deixar de praticar desporto, ao menos uma vez por semana. Era uma prática que lhe era habitual há mais de uma dezena de anos e abandoná-la, de repente, fazia-lhe muita diferença. Por isso, surgiu a ideia de ele falar com a mulher e os filhos para combinar como poderiam resolver este assunto.

Como a capacidade de diálogo do Gilberto com a mulher e com os filhos tinha aumentado em 7 pontos, isto é em cerca de 70 Difíceis-Bpor cento, este foi motivado a «conversar» com todos para estabelecer «um acordo». Por este motivo, ficou resolvido que praticaria o desporto nos fins-de-semana enquanto a mulher e os filhos davam um passeio de que gostavam (ver a seguir os «casos»).

É bom recordar que este caso complicado começou por uma simples enurese que, se fosse resolvida sem qualquer apoio familiar, podia obrigar a criança a ter outros comportamentos inadequados em substitução da enurese. Além disso, o equilíbrio familiar continuaria a ser muito instável e precário, com fortes possibilidades de se romper ao menor contratempo.

Os diversos mapas  apresentados, relacionados com «casos» isolados, poderão ter qualquer outra utilidade para além de cada Saude-Bpessoa poder fazer uma ideia global da sua própria situação?

Não existem dúvidas acerca das vantagens que as auto-avaliações e os seus registos oferecem para serem comparados, servindo de incentivo para que um dos membros da família melhore, incentivando a melhoria do outro (B). No «caso» anterior, foi utilizado um deles para incentivar o outro a melhorar e ter a ideia dessa melhoria. Por isso, não se deixou que cada um ficasse com os mapas depois de preenchidos. Eram apresentandos aos poucos à medida das necessidades e das vantagens que os mesmos poderiam oferecer para a melhoria da psicoterapia. Se assim não fosse, o próprio ou um deles, poderia ficar influenciado, vendo as dificuldades do Psicopata-Boutro e poderia ter alguma reacção adversa, mesmo que aceitasse que ambos podiam partilhar o conhecimento dos resultados. O psicólogo ajudou-os a fazer um apanhado num mapa que eles próprios elaboraram.

Assim, em relação à enurese do filho, para que os pais tivessem uma informação correcta e uma motivação acrescida a fim de prosseguirem nos seus esforços, foi feito um resumo com os resulta-dos de todas as semanas:
* Quantos dias por semana bebeu líquidos depois das 18 horas? (A)
* Quantos dias por semana a cama esteve molhada à meia-noite? (B)
* Quantos dias por semana a cama esteve molhada às 4 da madrugada? (C)Joana-B
* Quantos dias por semana a cama esteve molhada de manhã? (D)
* Quantas vezes foi elogiado durante a semana no fim de ir à «casa de banho»? (E)

(fim da página 212) (continua Envolvimento Familiar – 4)

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ENVOLVIMENTO FAMILIAR – 2

Biblio(início da página 205) (continuação de Envolvimento Familiar – 1)

Um conjunto de avaliações

A psicoterapia antes mencionada, durou cerca de 6 meses e embora pelas avaliações subjectivas do psicólogo parecesse estar a Psicologia-Bdar bons resultados, as três avaliações feitas trimestralmente com a utilização do diferencial semântico, no princípio, a meio e no fim, não só deram indicações preciosas sobre o progresso da terapia como, logo na segunda avaliação, forneceram elementos suficientes para se conseguir descobrir que o pai do Jacinto também devia ter medo de cães e podia estar a modelar o filho nesse sentido. Havia que o ajudar também a consciencializar e a ultrapassar esse medo.

A avaliação do sucesso não ficou exclusivamente dependente do subjectivismo do psicólogo mas foi objectivamente materializada através duma quantificação de valores pré-estabelecidos. E se houvesse necessidade de fazer outras avaliações?Interacção-B30

Com a finalidade de se fazer uma avaliação conjunta e conjugada dos esforços dispendidos na psicoterapia, existe muitas vezes, necessidade de efectuar um registo de diversas situações, sensações, factos, etc. que nos ajude a ter um feedback adequado das estratégias planeadas e das tácticas adoptadas para que as mesmas possam ser alteradas, sempre que necessário, com a rapidez e oportunidade exigidas pela situação. O «caso» dos MENDES é um exemplo disso.

João, filho do casal Mendes, foi à consulta de psicologia porque sofria de enurese nocturna. Como se pode ver na descrição Joana-Bdeste «caso», parecia à primeira vista que este era o único mal mas, com o passar do tempo, descobriu-se que tanto o pai como a mãe tinham dificuldades bem maiores e que, sem querer e sem se aperceberem disso, influenciavam negativamente o filho, que «respondia» a essa estimulação nociva com a enurese nocturna. Durante o dia, tudo funcionava normalmente e a retenção da urina era perfeita. Por isso, havia que tratar da criança em primeiro lugar.

Feitos os exames psicológicos no início da psicoterapia, foi necessário que os pais preenchessem um gráfico semelhante ao do capítulo da Enurésia (enurese) apresentado anteriormente. Só as perguntas eram diferentes. Pediu-se aos pais que, no caso do João, fizessem registos semanais das seguintes perguntas:Psicopata-B
– Bebeu líquidos depois das 18 horas?
– Tinha a cama seca à meia-noite?
– Tinha a cama seca às 4 da madrugada?
– Acordou, de manhã com a cama seca?
– Foi sempre elogiado?
Esta redução nas perguntas em relação à situação de outra criança descrita no capítulo da Enurese, deve-se à diferença entre os casos. Com os Mendes, o psicólogo tinha a certeza quase absoluta de que as causas da enurese se situavam nos progenitores e havia que relacionar diversos resultados à medida que os problemas principais iam sendo resolvidos. Assim, o mapa que os pais tinham de preencher era o seguinte:Consegui-B
(fim da página 206)
****************
(início da página 207)
Este mapa foi preenchido durante cerca de 17 semanas. Todavia, logo na 3ª semana começou a notar-se uma diferença grande nas dificuldades do João. Em vez de «molhar» a cama 15 vezes por semana como na primeira, o comportamento ficou reduzido para 13 vezes. Chegara o momento de entusiasmar a mãe a iniciar a sua própria psicoterapia já que assim, podia ajudar melhor o filho.

Logo que a mãe começou a sua psicoterapia, o psicólogo quis que ela fizesse também um gráfico de auto-avaliação dos seus Saude-Bsintomas, como tinha acontecido com a Isilda. Nestas circunstâncias, era necessário discriminar, com a colaboração da própria, quais as dificuldades que sentia, ajudando-a a ter a noção da sua intensidade. Por esta razão, ao dar-lhe conhecimento da escala de avaliação de 11 pontos já descrita, ela começou a auto-avaliar-se semanalmente num mapa com a seguinte configuração, em que cada linha ficou reservada a um tipo de dificuldade por ela verbalizado:…

Todas estas dificuldades foram discriminadas pelo psicólogo em colaboração com a mãe, logo no início da psicoterapia, devendo ela auto-avaliá-las todas as semanas para ter a noção da evolução que ia sofrendo. Utilizando impressos independentes para cada semana, ela fazia a auto-avaliação antes de ir para a psicoterapia, sem ver o resultado das anteriores. neuropsicologia-BAntes de iniciar a psicoterapia, o psicólogo pedia-lhe que lançasse o resultado no mapa em que constavam as avaliações de todas as semanas. Assim, ela conseguia ver a evolução sofrida. Com isto, o psicólogo queria dar-lhe o reforço necessário para melhorar os resultados psicoterapêuticos.

Embora estes resultados não fossem de grande necessidade para o psicólogo poder visualizar o progresso feito pela paciente, a auto-avaliação feita pela própria e o seu registo no mapa correspondente, dava-lhe a possibilidade de visualizar estes resultados, bastante óbvios para a indicação da sua melhoria. Sónia, a mãe do João, conseguiu verificar que não era o psicólogo que a achava melhor mas ela própria dizia aquilo que sentia do mesmo modo como afirmara anteriormente sentir-se mal com a situação que estava a viver.Depressão-B

O resultado obtido ao longo das primeiras dez semanas foi o seguinte:…

Se este mapa fosse preenchido pelo psicólogo ou pelo próprio paciente durante as sessões de psicoterapia, as sessões seriam muito mais. Por isso, um livro como este com as instruções necessárias, dá apoio aos que desejam fazer uma psicoterapia rápida e proveitosa. Consegue-se observar claramente neste mapa que em 10 semanas de psicoterapia, a média dos sintomas que a afligiam baixou de 9 para 3. Contudo, olhando para o mapa com mais cuidado, verifica-se estar inalterado o problema dos desentendimentos com o marido.Imagina-B

Este facto foi discutido com a Sónia e o psicólogo comprometeu-se a fazer psicoterapia com o marido, por acaso, na semana anterior àquela em que o marido mostrou desejos de fazer o exame de personalidade. O que se teria passado entre os cônjuges? O psicólogo chegou a colocar a hipótese de ter sido mais uma recusa da mulher em ter relações sexuais depois do insucesso do marido com a rapariga do café. Seria? Quereria ele «testar» a sua masculinidade? (Ver a seguir os «casos»).

Independentemente de quaisquer especulações psicanalíticas ou divinatórias, o que importava naquele momento era realçar que a Sónia se sentia muito melhor do que anteriormente, dava as aulas com gosto, entendia-se bem com os filhos, não tinha Acredita-Breceio da enurese do filho, mas não conseguia entender-se com o marido como ela desejava, o que era traduzido por um abaixamento de 3 pontos na sua avaliação geral. Esta passava de 9 para 6, enquanto as dificuldades de entendimento com o marido se mantinham em 8. Ela achava que o envolvimento dele na vida conjugal era fraco e pouco satisfatório. Por isso, quando soube que o psicólogo ia fazer psicoterapia com o marido ficou extremamente satisfeita. Tal como acontecera com ela, também ele iria beneficiar, e talvez o relacionamento conjugal e familiar fosse melhorando com o tempo e com a colaboração dos dois.

Na psicoterapia com o pai do João, o psicólogo tinha a certeza de que a dificuldade sexual de que ele se queixara era um sintoma sem importância, discriminando com a sua ajuda os outros sintomas de que ele se queixava. Assim, além da Maluco2dificuldade sexual, não mencionada propositadamente na lista, o psicólogo quis que, durante as primeiras dez semanas, o Gilberto fizesse a auto-avaliação, antes mencionada, de vários itens.

Tal como tinha acontecido com a Sónia, Gilberto foi encorajado a auto-avaliar-se e a registar em folha separada, todas as semanas, o resultado que era transferido para o seu mapa antes de iniciar a psicoterapia. Nem a Sónia nem o Gilberto conheciam os itens relacionados com um e com o outro. Por isso, faziam os registos que cada um apontava no seu próprio mapa.

Do mesmo modo como se tinha feito com a mulher, o Gilberto conseguiu visualizar os resultados das auto-avaliações, registadas no mapa por ele próprio e verificou que a média dos sintomas descritos inicialmente tinha passado de 9 para 2 em Difíceis-Bdez semanas de psicoterapia. O mapa final do Gilberto tinham o seguinte aspecto….

(fim da pagina 210) (continua no Envolvimento Familiar – 3)

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ENVOLVIMENTO FAMILIAR – 1

Dos CãoPincha tivemos  no post Só Toxicodependências?” o comentário:Saude-B

Gostámos deste poste, mas um dos nossos companheiros deseja conseguir ter algumas ideias simples sobre a «educação» de que fala.
Pode ajudar-nos a pensar em algumas, já que muitos dos nossos companheiros têm crianças entre os 4 e os 15 anos?”

 
Respondemos o seguinte:Psicologia-B
 
“Vamos tentar responder logo que for possível, depois de consultar ou ver alguns livros que podem ser interessantes.”

Agora, ao reler o livro PSICOLOGIA PARA TODOS (F) e sem ter, neste momento, quaisquer outros elementos, verificámos que existe material que pode ajudar a aclarar o nosso ponto de vista a ser apresentado em seis posts com o titulo dado a este.Interacção-B30
Embora possamos continuar com outros elementos a serem descobertos no futuro, vamos definir, antes de tudo, o nosso conceito sobre «educação».

Para nós, a «educação» é a formação da personalidade que nos leva a ter uma determinada «maneira se ser», que orienta a nossa conduta.
Tudo isto se forma desde a nascença em contacto íntimo com o meio ambiente em que a pessoa vai vivendo e interagindo.
Depende não só da cultura mas também do ambiente social e familiar que, com os seus reforços (gratificações e Joana-Bpunições), vai modelando e moldando uma personalidade que irá actuando autonomamente no futuro.  Nestas condições, o ambiente famíliar é da maior importância, tendo especial prevalência até numa psicoterapia que se pode acelerar, obtendo melhores ganhos do que quando feita só no consultório. Também, ao contrário, essa mesma família pode retardar uma melhoria ou até reduzí-la substancialmente em determinadas condições. Se não quiser ou até não souber actuar devidamente, pode «deitar abaxo» todo um processo de recuperação que estava a ser conseguido num consultório de psicoterapia.

Por isso, como exemplo do que vai acontecendo, vamos apresentar 6 posts, iniciandoos com esta introdução a ser continuada mario-70
com parte da transcrição tanto quanto possível, do livro PSICOLOGIA PARA TODOS, sem quadros ou mapas, dos capítulos situados entre as páginas 205 e 216, bem como de outras páginas afins, entre da 229 à 236, dedicadas à adolescência do Estêvão:
▫ Um conjunto de avaliações
▫ Comparação de resultados

Como complemento deste «introito», apetece-nos recomendar a série “Blue Bloods” exibido no canal da FOX Crime e que apresenta o modo como uma família se apoia mutuamente, sem o consumo de quaisquer Bibliopsicotrópicos, mantendo um contacto quase permanente e tentando não deixar que qualquer dos seus membros «se vá abaixo».

(continua no Envolvimento Familiar – 2)

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ACONSELHAMENTOS 4

Sr. Anónimo,Biblio
Acabei de ler o seu comentário:

“Já viu os vídeos brasileiros sobre psicologia e psicoterapia que são apresentados nos programas de Flávio Gicovate?
Podia fazer um programa semelhante.”

feito no domingo, no post “ACONSELHAMENTOS 3” e fui consultar na internet o citado site, relacionado com Flávio Gikovate, um famoso psiquiatra brasileiro.mario-70

Visitei, com especial razão, várias intervenções suas no You Tube, porque algumas delas se referem à “inteligência emocional” que foi cognominada e difundida por Daniel Goleman a partir de alguns estudos que ele foi fazendo.

Li, há anos, o original do livro, em inglês,  de Daniel Goleman sobre INTELIGÊNCIA EMOCIONAL e citei algumas das suas ideias e conceitos nos meus livros “Saúde Mental sem psicopatologia” (A), “Acredita em Ti. Sê Perseverante!” (B), e “Eu Também CONSEGUI!” (C). Especialmente por esta razão, interessou-me ouvir as Imagina-Bpalestras de Gikovate.

Durante cerca de 2 horas, fui ouvindo mais de 10 peças divulgadas na internet e em vários locais e meios de comunicação social de intervenção no Brasil, talvez mais em São Paulo.

Sendo médico, psiquiatra e psicanalista, conforme foi apresentado, fiquei admirado com o tom de ligeireza com que se exprimia, falando mais em assuntos pessoais, de futebol e de sua postura na intervenção, em conceitos moralistas, subjectivos, éticos e sociais, do que em aspectos científicos, «mesclando» tudo, como dizem os brasileiros, num discurso que não consegui entender.Maluco2

Quanto à inteligência emocional de que ele falou e que abordei também na minha intervenção da Biblioteca Municipal de Portimão, em 2004 e, mais tarde, em Lagoa, no Algarve, ele diz ser um assunto muito antigo relacionado com maturidade ou imaturidade emocional, sem citar quaisquer conceitos psicológicos ou psicanalíticos e muito menos científicos, em que baseava essa sua afirmação, muito diferente do que aconteceu com Daniel Goleman.

Assim, ficamos sem saber bem o que é a inteligência emocional que, para mim, é a «reactividade emocional» que pode ser Acredita-Bdiminuta ou exagerada, adequada ou inadequada, imatura ou amadurecida, tudo isto condicionado pela neurofisiologia do indivíduo em questão e do meio ambiente em que se insere no momento.

Já me referi a este assunto no capítulo “A Neurose é Combatível?” do livro “Eu Também CONSEGUI!” (C), assim como em quase todos os que tenho escrito e estou a preparar.

Em todos os livros estou a frisar a necessidade de «domesticarmos» a nossa amígdala (cerebral) para que não «disparate» antes de tempo. Para isso, proponho a aprendizagem do relaxamento mental, bem como o treino necessário para conseguirmos facilmente dominar os nossos primeiros impulsos que nos conduzem, a maior parte das vezes, à Consegui-Bexecução de disparates ou às mãos de psiquiatras e psicólogos ou psicoterapeutas que, muitas vezes, como é de esperar, podem zelar mais pelos seus interesses do que pelos dos pacientes (E).

Quanto ao meu interesse ou possibilidade de intervenções em público, especialmente em meios de comunicação social, não tenho grande apetência nem jeito para isso. Interessa-me muito mais servir as pessoas que necessitam do meu apoio do que ir buscar uma série de fãs através de intervenções espectaculares que possa fazer em qualquer lado.

Além disso, prefiro trabalhar em bases científicas, postas em prática na intervenção clínica. Por isso, comecei eu próprio a Psicopata-Bpublicar os meus livros, com a apresentação dos resultados das minhas intervenções clínicas, pretendendo ajudar só os que necessitam do meu apoio e o procuram, sem haver publicidade.

Também por isso, mantenho os dois bolgs, um sobre as respostas a ser dadas e outro com a descrição dos livros publicados e por publicar, que podem ser úteis para os consulentes.

Enquanto os dois blogs têm links no final deste artigo, os livros estão citados com letras entre parêntesis (…).

Quem quiser, que intervenha fazendo apenas um comentário.Depressão-B

Suponho que dei uma resposta condicente com o comentário que foi feito. Oxalá que tenha servido para fazer a diferenciação entre uma psicoterapia espectacular e uma psicoterapia honesta e profilaxia, com seriedade científica.

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