PSICOLOGIA PARA TODOS

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ENVOLVIMENTO FAMILIAR – 2

Biblio(início da página 205) (continuação de Envolvimento Familiar – 1)

Um conjunto de avaliações

A psicoterapia antes mencionada, durou cerca de 6 meses e embora pelas avaliações subjectivas do psicólogo parecesse estar a Psicologia-Bdar bons resultados, as três avaliações feitas trimestralmente com a utilização do diferencial semântico, no princípio, a meio e no fim, não só deram indicações preciosas sobre o progresso da terapia como, logo na segunda avaliação, forneceram elementos suficientes para se conseguir descobrir que o pai do Jacinto também devia ter medo de cães e podia estar a modelar o filho nesse sentido. Havia que o ajudar também a consciencializar e a ultrapassar esse medo.

A avaliação do sucesso não ficou exclusivamente dependente do subjectivismo do psicólogo mas foi objectivamente materializada através duma quantificação de valores pré-estabelecidos. E se houvesse necessidade de fazer outras avaliações?Interacção-B30

Com a finalidade de se fazer uma avaliação conjunta e conjugada dos esforços dispendidos na psicoterapia, existe muitas vezes, necessidade de efectuar um registo de diversas situações, sensações, factos, etc. que nos ajude a ter um feedback adequado das estratégias planeadas e das tácticas adoptadas para que as mesmas possam ser alteradas, sempre que necessário, com a rapidez e oportunidade exigidas pela situação. O «caso» dos MENDES é um exemplo disso.

João, filho do casal Mendes, foi à consulta de psicologia porque sofria de enurese nocturna. Como se pode ver na descrição Joana-Bdeste «caso», parecia à primeira vista que este era o único mal mas, com o passar do tempo, descobriu-se que tanto o pai como a mãe tinham dificuldades bem maiores e que, sem querer e sem se aperceberem disso, influenciavam negativamente o filho, que «respondia» a essa estimulação nociva com a enurese nocturna. Durante o dia, tudo funcionava normalmente e a retenção da urina era perfeita. Por isso, havia que tratar da criança em primeiro lugar.

Feitos os exames psicológicos no início da psicoterapia, foi necessário que os pais preenchessem um gráfico semelhante ao do capítulo da Enurésia (enurese) apresentado anteriormente. Só as perguntas eram diferentes. Pediu-se aos pais que, no caso do João, fizessem registos semanais das seguintes perguntas:Psicopata-B
– Bebeu líquidos depois das 18 horas?
– Tinha a cama seca à meia-noite?
– Tinha a cama seca às 4 da madrugada?
– Acordou, de manhã com a cama seca?
– Foi sempre elogiado?
Esta redução nas perguntas em relação à situação de outra criança descrita no capítulo da Enurese, deve-se à diferença entre os casos. Com os Mendes, o psicólogo tinha a certeza quase absoluta de que as causas da enurese se situavam nos progenitores e havia que relacionar diversos resultados à medida que os problemas principais iam sendo resolvidos. Assim, o mapa que os pais tinham de preencher era o seguinte:Consegui-B
(fim da página 206)
****************
(início da página 207)
Este mapa foi preenchido durante cerca de 17 semanas. Todavia, logo na 3ª semana começou a notar-se uma diferença grande nas dificuldades do João. Em vez de «molhar» a cama 15 vezes por semana como na primeira, o comportamento ficou reduzido para 13 vezes. Chegara o momento de entusiasmar a mãe a iniciar a sua própria psicoterapia já que assim, podia ajudar melhor o filho.

Logo que a mãe começou a sua psicoterapia, o psicólogo quis que ela fizesse também um gráfico de auto-avaliação dos seus Saude-Bsintomas, como tinha acontecido com a Isilda. Nestas circunstâncias, era necessário discriminar, com a colaboração da própria, quais as dificuldades que sentia, ajudando-a a ter a noção da sua intensidade. Por esta razão, ao dar-lhe conhecimento da escala de avaliação de 11 pontos já descrita, ela começou a auto-avaliar-se semanalmente num mapa com a seguinte configuração, em que cada linha ficou reservada a um tipo de dificuldade por ela verbalizado:…

Todas estas dificuldades foram discriminadas pelo psicólogo em colaboração com a mãe, logo no início da psicoterapia, devendo ela auto-avaliá-las todas as semanas para ter a noção da evolução que ia sofrendo. Utilizando impressos independentes para cada semana, ela fazia a auto-avaliação antes de ir para a psicoterapia, sem ver o resultado das anteriores. neuropsicologia-BAntes de iniciar a psicoterapia, o psicólogo pedia-lhe que lançasse o resultado no mapa em que constavam as avaliações de todas as semanas. Assim, ela conseguia ver a evolução sofrida. Com isto, o psicólogo queria dar-lhe o reforço necessário para melhorar os resultados psicoterapêuticos.

Embora estes resultados não fossem de grande necessidade para o psicólogo poder visualizar o progresso feito pela paciente, a auto-avaliação feita pela própria e o seu registo no mapa correspondente, dava-lhe a possibilidade de visualizar estes resultados, bastante óbvios para a indicação da sua melhoria. Sónia, a mãe do João, conseguiu verificar que não era o psicólogo que a achava melhor mas ela própria dizia aquilo que sentia do mesmo modo como afirmara anteriormente sentir-se mal com a situação que estava a viver.Depressão-B

O resultado obtido ao longo das primeiras dez semanas foi o seguinte:…

Se este mapa fosse preenchido pelo psicólogo ou pelo próprio paciente durante as sessões de psicoterapia, as sessões seriam muito mais. Por isso, um livro como este com as instruções necessárias, dá apoio aos que desejam fazer uma psicoterapia rápida e proveitosa. Consegue-se observar claramente neste mapa que em 10 semanas de psicoterapia, a média dos sintomas que a afligiam baixou de 9 para 3. Contudo, olhando para o mapa com mais cuidado, verifica-se estar inalterado o problema dos desentendimentos com o marido.Imagina-B

Este facto foi discutido com a Sónia e o psicólogo comprometeu-se a fazer psicoterapia com o marido, por acaso, na semana anterior àquela em que o marido mostrou desejos de fazer o exame de personalidade. O que se teria passado entre os cônjuges? O psicólogo chegou a colocar a hipótese de ter sido mais uma recusa da mulher em ter relações sexuais depois do insucesso do marido com a rapariga do café. Seria? Quereria ele «testar» a sua masculinidade? (Ver a seguir os «casos»).

Independentemente de quaisquer especulações psicanalíticas ou divinatórias, o que importava naquele momento era realçar que a Sónia se sentia muito melhor do que anteriormente, dava as aulas com gosto, entendia-se bem com os filhos, não tinha Acredita-Breceio da enurese do filho, mas não conseguia entender-se com o marido como ela desejava, o que era traduzido por um abaixamento de 3 pontos na sua avaliação geral. Esta passava de 9 para 6, enquanto as dificuldades de entendimento com o marido se mantinham em 8. Ela achava que o envolvimento dele na vida conjugal era fraco e pouco satisfatório. Por isso, quando soube que o psicólogo ia fazer psicoterapia com o marido ficou extremamente satisfeita. Tal como acontecera com ela, também ele iria beneficiar, e talvez o relacionamento conjugal e familiar fosse melhorando com o tempo e com a colaboração dos dois.

Na psicoterapia com o pai do João, o psicólogo tinha a certeza de que a dificuldade sexual de que ele se queixara era um sintoma sem importância, discriminando com a sua ajuda os outros sintomas de que ele se queixava. Assim, além da Maluco2dificuldade sexual, não mencionada propositadamente na lista, o psicólogo quis que, durante as primeiras dez semanas, o Gilberto fizesse a auto-avaliação, antes mencionada, de vários itens.

Tal como tinha acontecido com a Sónia, Gilberto foi encorajado a auto-avaliar-se e a registar em folha separada, todas as semanas, o resultado que era transferido para o seu mapa antes de iniciar a psicoterapia. Nem a Sónia nem o Gilberto conheciam os itens relacionados com um e com o outro. Por isso, faziam os registos que cada um apontava no seu próprio mapa.

Do mesmo modo como se tinha feito com a mulher, o Gilberto conseguiu visualizar os resultados das auto-avaliações, registadas no mapa por ele próprio e verificou que a média dos sintomas descritos inicialmente tinha passado de 9 para 2 em Difíceis-Bdez semanas de psicoterapia. O mapa final do Gilberto tinham o seguinte aspecto….

(fim da pagina 210) (continua no Envolvimento Familiar – 3)

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Ver também o post LIVROS DISPONÍVEIS

É aconselhável consultar o ÍNDICE REMISSIVOarvore-2

de cada livro editado em post individual.

Blogs relacionados:

TERAPIA ATRAVÉS DE LIVROS [http://livroseterapia.wordpress.com/]

PSICOLOGIA PARA TODOS (o antigo) [http://psicologiaparaque.blogspot.pt/]

Para tirar o máximo proveito deste blog, consulte primeiro o post inicial “História do nosso Blog, sempre actualizada”, de Novembro de 2009 e escolha o assunto que mais lhe interessa. Depois, leia o post escolhido com todos os comentários que são feitos. Pode ser que descubra também algum assunto acerca do qual nunca tivesse pensado.

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