PSICOLOGIA PARA TODOS

BLOG QUE AJUDA A COMPREENDER A MENTE E OS COMPORTAMENTOS HUMANOS. CONSULTA-O E ESCREVE-NOS, FAZ AS PERGUNTAS E OS COMENTÁRIOS QUE QUISERES E COLABORA PARA MELHORAR ESTE BLOG. «ILUMINA» O TEU PRÓPRIO CAMINHO OU O MODO COMO FAZES AS COISAS…

ACONSELHAMENTOS 5

Há bastante tempo, recebi um e-mail em que, aparentemente,  uma jovem apresentava o seu problema mais ou menos da Biblioseguinte maneira…

“A situação foi muito grave e tem vindo a tomar proporções que nunca tinha sonhado.
É possível que o rapaz tenha regredido de tal forma, capaz de ser violento no namoro que mantinha para comigo?
Violência essa camuflada pela sua insegurança mas bem visível como falta de confiança na sua companheira de tal forma capaz de a humilhar em praça publica literalmente falando à frente de tudo e todos humilhando-a injuriando-a e acusando-a de algo que a mesma tenha provado a sua inocência com provas palpáveis (mensagem da pessoa culpada em questão e chamada de
mario-70arrependimento da pessoa culpada)?

Namorada essa que nunca teve comportamentos duvidosos e que seria para ele a “mulher da sua vida”.
Será medo do compromisso?
Será a sua forma de se defender de algo que desconheço?
Acredita que poderá pedir-me desculpas?
Trata-se de uma pessoa com uma auto-estima muito baixa assim como eu tenho, e compreendo os seus problemas de vida mas será “desculpa” para um comportamento tão violento?Joana-B
Para ameaças: “não te vais ficar a rir” “queres ver-me morto”
“vemo-nos no tribunal” palavras dele…?
Conhecendo o seu historial, acha que deverei ter receio destas ameaças?
Deverei precaver-me e fazer queixa dele por violência no namoro?
Confesso que não queria, pois como imagina, apesar de tudo amo-o e sei que tem problemas, mas não me posso esquecer de mim e de tudo o que fiz por ele.
E o troco que me está a dar agora?
Peço-lhe por favor ajuda.”Acredita-B

Fiquei a pensar bastante tempo no assunto, porque não tinha resposta imediata adequada para este caso a não ser dizer que praticasse o RELAXAMENTO (B/37-48) e pensasse bem em tudo aquilo que me estava a relatar, para não se arrepender posteriormente com qualquer acção intempestiva, porque não vale a pena «ferver em pouca água».

Porém, quando tive de responder a um comentário feito por um anónimo no post TRAUMATISMOS, lembrei-me de fazer este post para dar mais alguma ajuda e quem podia estar a necessitar dela.Saude-B

Parecem situações algo semelhantes e para que a pessoa não dê uma resposta precipitada (A/149-155), vou alinhavando as considerações seguintes, para a ajudar a meditar bastante depois de ler tudo o que indiquei e que ainda vou mencionar.

* Será que existe, de facto, violência no namoro?
* Se é um namoro, é um pouco mais do que amizade e isso é um relacionamento não só consentido como desejado?Psicopata-B
* Se não é desejado, porque continua e não acaba?
Quando se ama alguém, tem de haver reciprocidade mas, num caso destes, o futuro será «quanto mais me bates, mais gosto de ti»? Ou haverá, futuramente,  necessidade de se queixar de violência doméstica?

Não me vou tornar amigo de quem não gosto e, se não gostar da amizade, posso desfazê-la, a não ser que a mesma me interesse muito.
Em muitas amizades, existem problemas pontuais que se resolvem com diálogo e cedências. Mas, na vida em comum, é um pouco «pior»….Maluco2

Nestas circunstâncias, cada um tem de avaliar o relacionamento e verificar se o mesmo interessa para o futuro.
O diálogo é fundamental. Se não houver diálogo, não é possível um bom entendimento e torna-se impossível conhecer o outro.
Como iremos relacionar-nos com um outro que não conhecemos e que só nos demonstrou o seu lado violento?

Acreditar nas palavras dos outros ou seus conselhos, mesmo que de terapeutas, será válido?
Às vezes, julgamos que, com a nossa ajuda poderemos mudar o comportamento do outro, mas não sabemos se o outro quererá, Psicologia-Bque medidas iremos utilizar, se serão as mais adequadas e que resultados iremos obter.

Noções aprofundadas sobre o COMPORTAMENTO HUMANO (F) são fundamentais e essenciais para se fazer uma previsão que é muito falível se não conseguirmos tomar em conta todas as contingências possíveis.
Não serve para adivinhações como alguns desejam e muitos outros dizem que fazem…!

Fazemos planos como se o «outro» fosse o «eu». É uma falha muito grande. Além disso, pedir conselhos a alguém pode-nos deixar na sua dependência, porque dirá aquilo que faria nessas circunstâncias com expectativas, interesses, ambições e necessidades que podem ser completamente diferentes das nossas.Interacção-B30

Infelizmente, queremos que as coisas funcionem como nós as desejamos e, tentando ajudar os outros para que isso aconteça, pioramos a situação.

Não existe possibilidade de ajudar seja quem for, sem conhecer toda uma situação de forma profunda.
A situação actual é de inter-relacionamento. Por isso, existe necessidade de conhecer pelo menos essas duas pessoas, além do ambiente em que qualquer cena se produz. Caso contrário, há o perigo de se darem falsas pistas de actuação.Difíceis-B

Falando de qualquer paciente que um psicoterapeuta esteja a acompanhar, o sigilo é total e só pode ser reduzido por vontade desse «paciente».
Isso acontece até com a família que, muitas vezes, deseja saber «coisas» acerca do paciente invocando a necessidade de o ajudar e o «direito» de saber o que se passa com ele.
São situações às quais nenhum psicoterapeuta deve conseguir fugir, mas pode actuar explicando a todos a situação, que deve ser clarificada desde o início.Psi-Bem-C

Assim sendo, só posso responder ao e-mail acima transcrito apenas com este post.

Julgo que não posso dar mais informações, masPosso insistir que….

► Patique o relaxamento (B).
► Consulte os diversos posts que existem neste blog e leia «com atenção» pelo menos o livro Eu Também CONSEGUI! (C).
Pense bem no assunto e veja a ajuda «errada» que o psiquiatra e a mãe da Cidália lhe poderiam ter dado – para «deitar Depressão-Babaixo» todo o processo da sua recuperação.
►Veja o que o psiquiatra aconselhou a «noiva» do Joel – “Psicopata! EU?” (G): afastar-se dele para não ser morta, depois de três tentativas falhadas. Qual foi o resultado depois da compreensão da situação total quando o psicoterapeuta aprofundou com o Joel toda a questão?
►Pense no modo como o Antunes conseguiu ajudar com o mínimo que fez: quase impedir que a Cidália «voltasse» aos comprimidos e exigir que ela continuasse com a psicoterapia.

Os posts sobre “Envolvimento Familiar” (1, 2, 3, 4, 5 e 6), três deles ainda a publicar, podem completar a informação necessária.Consegui-B
Boa sorte.

Deixo links para que possa consultar alguns dos posts que, julgo, serão capazes de esclarecer este meu ponto de vista.

PERCEBER e/ou RESOLVER? 
PERCEBER e/ou RESOLVER? (2ª continuação) 
PERCEBER e/ou RESOLVER? (3ª continuação) Respostas-B30
PSICOTERAPIA 

Já leu os comentários?

Clique em BEM-VINDOS

Ver também o post LIVROS DISPONÍVEIS

É aconselhável consultar o ÍNDICE REMISSIVOarvore-2

de cada livro editado em post individual.

Blogs relacionados:

TERAPIA ATRAVÉS DE LIVROS [http://livroseterapia.wordpress.com/]

PSICOLOGIA PARA TODOS (o antigo) [http://psicologiaparaque.blogspot.pt/]

Para tirar o máximo proveito deste blog, consulte primeiro o post inicial “História do nosso Blog, sempre actualizada”, de Novembro de 2009 e escolha o assunto que mais lhe interessa. Depois, leia o post escolhido com todos os comentários que são feitos. Pode ser que descubra também algum assunto acerca do qual nunca tivesse pensado.

Para saber mais sobre este blog, clique aqui.

Anúncios

Single Post Navigation

14 thoughts on “ACONSELHAMENTOS 5

  1. Anónima on said:

    Já me aconteceu uma situação semelhante e acabei com o namoro.
    Já li bem este artigo e vou tentar descobrir numa biblioteca os livros que recomenda.
    Talvez possa praticar sozinha aquilo que diz.

  2. Anónima on said:

    Estou a passar uma situação muito parecida com o namorado que conheci há cerca de 2 meses.
    Vou ter cuidado para que a situação não se agrave e possa terminar tudo antes que seja tarde.
    Vou ver se converso com ele e se ele tem noção do seu comportamento.
    Era bom que nós conseguíssemos ter umas reuniões, mesmo que públicas, nos organismos autárquicos para tirarmos as nossos dúvidas e termos consciência do que fazemos.
    A educação cívica dada por psicólogos, com perguntas e respostas, poderia servir para isso.

  3. Anónima on said:

    Tenho um único filho que agora, depois de namorar uma jovem durante anos, deixou-a subitamente e apaixonou-se por outra.
    Parece que com esta está a dar-se mal, não conseguindo eu saber porquê.
    Ele diz para eu não me meter no assunto.
    O meu marido é um pouco violento e também não nos damos muito bem.
    Às vezes, as cenas entre nós não são muito pacíficas, mas o casamento tem durado duas dezenas de anos.
    Haverá alguma coisa que possa fazer ou recomendar ao meu filho ou à jovem que ele namora agora e que também se queixa do feitio violento do meu filho?

  4. Anónimo on said:

    Apos uma situação como estas e normal o pedido de tempo para pensar estar apenas consigo isolado concentrado em si?
    Como que pesar os pros e os contras de continuar ou não com um possivel relacionamento.
    O tempo de facto ajudara aqui? sera a unica coisa que podera ajudar?
    A saudade de sentir falta da outra pessoa servira como peso nesta balança?
    Obrigada e concordo deveriamos organizar reunioes (:

    • Antes de tudo, peço desculpas por não ter compreendido muito bem o comentário.
      Parece que está a confundir a psicologia com qualquer outra disciplina.
      Contudo, aconselho que leia tudo aquilo que mencionei e que pratique o relaxamento e a imaginação orientada para «descobrir» os seus anseios mais profundos.
      Serão aqueles que menciona ou será qualquer outra coisa que não disse, …mas pensou?
      A reunião de que falei, é um encontro das pessoas envolvidas, para além de reuniões para todas as pessoas compreenderem bem o comportamento humano sob um ponto de vista científico.
      Não é conversa fiada nem são conselhos pouco consistentes.
      Se nada disso servir, é melhor consultar um especialista para resolver o problema, o que não se pode fazer sem ter conhecimento profundo de toda a situação.

  5. Anónimo on said:

    Tristeza profunda,falta de apetite,falta de vontade ate em actividades simplesAuto estima baixissima nunca achar ser suficiente bom em algo nunca achar que se atingio o objectivo mesmo quando se atinge sentir-se sempre inferior investir em relaçoes destrutivas carencias tristeza profunda tentar constantemente agradar ciumes podem ter levado ao fim do meu relacionamento?.Terei algum tipo de patologia Sinto que perdi o meu melhor amigo e que nao ha nada que o faça acreditar em mim porque os meus ciumes levaram-me a mentir coisa que nunca tinha feito sinto-me descontrolada perdida e sinto que perdi a minha felicidade para sempre.Tenho procurado consultas de psicologia porque sinto-me mesmo deprimida.O meu melhor amigo ofendeu-me exaltou-se magoou-me humilhou-me nao acreditou em mim..e sinto que ja mais voltará e isso deixa-me num estado de ansiedade tal que so me aptece fazer mal a mim mesma ou desaparecer para sempre.Sinto-me pessima sinto-me como ele uma vez me disse “sinto que nunca vou ser feliz com alguem porque tenho medos e ninguem me ira compreender” eu compreendi..mas perdi-o porcausa dos meus(medos).
    Estou sosinha sinto-me sem apoio ninguem apoia esta relação que dizem ser destrutiva Mas sinto que sem ele..fui feliz como nunca tinha sido e dificilmente voltarei a ser.O que posso fazer? Obrigada.

  6. Anónimo on said:

    Tristeza sensação de importencia..perdi o meu melhor amigo e companheiro por ter uma auto estima deficiente.sempre a ti e o ciume levou-me a tomar uma atitude que nunca antes tinha feito..por medo da sua reacção menti..sinto-me mal sempre senti que tudo o que fazia nao chegava..por esta atitude o meu companheiro humilhou-me ofendeu-me e fez-me sentir muito mal nao acreditou em mim tudo o que lhe digo duvida e apesar de dizer que me ama..diz que tenho um caracter de maldade quando sei que nao tenho e nao sera uma atitude isolada que define quem sou.Porque se nao a atitude dele mesmo que exaltada seria significativa de um agressor. O que sinto esta a tomar conta de mim nao tenho vontade de nada de comer de fazer nada sinto-me fora de mim sinto-me perdida e esta angustia de querer estar com ele com tudo resolvido e nada disto acontecer esta a levar-me ao extremo so penso em vingar-me de mim mesma tenho sentimentos de culpa sinto que mereci ouvir tudo aquilo que mereci o desprezo as ofensas sinto que mereci tudo..ele chegou-me a dizer que a reacçao até foi leve que se fosse uma pessoa normal me tinha dado um enxerto de “porrada”…sei que sempre tive uma uto estima baixissima sempre axei que tudo o faço nao agrada ou nao e suficiente ou que nao gostam de mim e isso levou-me a isto.terei algum tipo de patologia?ja me encontro a procurar consultas de psicologia..sinto-me com vontade de desaparecer como ele me disse uma vez “pensei que porcausa destes medos nunca poderia ter uma relaçao dita “normal” e afinal fui eu…que por causa dos meus(medos) e que nao consegui. Tenho tido vontade de me vingar em mim mesma sinto vontade de xorar a toda a hora uma pressao no peito que me faz respirar com dificuldade principalmente num espaço publico(autocarro).Sinto-me completamente perdida.Ninguem apoia a relaçao dizem ser destrutiva.Mas o que tivemos foi verdadeiro e unico e talvez seja por isso que esteja a sofrer tanto com isto.O que posso fazer para remediar? Havera alguma coisa que possa fazer ainda..?
    Ajude-me obrigada

    • Casos como aquele que está a descrever, têm de ser conhecidos em grande profundidade e relacionados com todo o ambiente. Se quiser e não tiver outra alternativa, aconselho a ler os livros indicados, praticar o relaxamento, conhecer-se a si próprio e tentar verificar se existe qualquer solução satisfatória.
      Se não conseguir sentir-se melhor, julgo que a única solução é procurar a ajuda de um especialista em psicoterapia ou psiquiatria e, para isso, os serviços médicos devem poder dar alguma ajuda.
      Não parece um caso de fácil resolução nem de melhoria em pouco tempo. Um aconselhamento à distância não deve dar qualquer resultado benéfico, especialmento porque há muitas coisas a discernir e discutir para saber o que se passou, como, porquê, desde quando e muitas mais coisas necessárias tais como exames de personalidade, etc.

  7. Anónimo on said:

    como posso fazer exame de personalidade..?
    obrigada

    • Marcando uma consulta em gabinete de psicologia para saber se o mesmo é necessário ou solicitando directamente esse exame (com que provas?) a algum psicólogo que os faça.
      Se estiver interessado em alguma indicação, posso dar o número de telefone (916 658 688) da Drª Graça Martins.

  8. Anónimo on said:

    Li todos estes comentários. Já fiz um exame de personalidade porque brigava com os meus colegas do 9º ano. No relatório do exame disseram que eu tinha tendência para a esquizofrenia. Eu não confio no relatório nem na psicóloga que fez um exame muito rápido. Durou apenas 10 minutos com umas manchas. O que faço agora?

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: