PSICOLOGIA PARA TODOS

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Archive for the month “Julho, 2012”

O AUTISMO ENTRE NÓS – 3

Senhores CãoPincha.Psicologia-B

Agora que estou com algum sossego para responder ao vosso comentário, posso dizer que, por mero acaso, vi a peça do Programa da  À PROCURA DE UM FINAL FELIZ, exibida no Programa ‘Casos da Vida’ (TVI), na noite de 28 de Julho.

Quanto à minha ideia sobre essa peça e o autismo, pouco posso dizer porque até ao momento em que ela foi produzida, parece nada ter sido feito em Portugal a não ser mandar vir técnicos estrangeiros para os ouvirmos…!!!Saude-B
Suponho que não é necessário solicitar-vos a releitura dos nossos posts sobre o Autismo, a começar pelo do antigo blog PSICOLOGIA PARA TODOS.
Falando especificamente da peça televisiva, posso dizer mais ou menos o seguinte.

1 – Se foi produzida para emocionar o telespectador, julgo que a finalidade foi conseguida com a «re-união» do casal, depois da sua separação, talvez por causa do «incómodo» provocado pelo filho autista.
2 – Se a intenção era dizer que os deficientes causam «incómodo» nas suas famílias, não havendo apoios sociais e educacionais Interacção-B30adequados por parte do Estado, talvez se tenha conseguido dar alguma ideia.
3 – Se houve a intenção de apresentar um autista e a sua recuperação, parece que foi um autêntico desastre porque:
a) Não faltaram as «burradas» de apresentar um psiquiatra que nada mais fez do que, com uma actuação pouco coerente, elaborar um diagnóstico que era mais do que evidente à primeira vista, além de observar a criança uma série de vezes para dizer que estava a melhorar e aconselhar os pais a conformarem-se com a situação.
b) Não houve a intervenção de um único psicólogo que observasse a criança pormenorizadamente para descobrir qual era o seu reforçador, ajudar a planear uma estratégia de actuação, apoiar os professores, os terapeutas, os auxiliares, os pais e outros Consegui-Bfamiliares.
c) Não existiram observações e avaliações pormenorizadas pontuais e ao longo do tempo para verificar a evolução do caso e alterar os modos de actuação, a fim de se obterem maiores progressos do que os anteriores.
d) Indicar quais os organismos educacionais capazes de lidar com situações semelhantes, o seu modo de actuar e os resultados conseguidos.

Do modo como tudo foi apresentado, parece que não houve necessidade de intervenção educacional nem comportamental para que a criança, como por um milagre, começasse a portar-se dum modo diferente, sem qualquer ajuda ou instrução.

Atingindo subitamente a idade adulta, esse autista constituiu uma família como qualquer outra pessoa. Como? É possível? Que ideia totalmente errada se dá ao telespectador com esta peça?

De tudo o que vi em relação ao autismo, fiquei com a ideia de que uma criança autista, depois de ser observada várias vezes «por um psiquiatra», com muita paciência dos pais e sem qualquer outra intervenção educacional ou comportamental, a não ser umas brincadeiras com o avô, pode tornar-se um adulto, instruído e responsável para poder constituir família e ter uma vida regular.

Portanto, quanto aos autistas, tal como me apercebi há mais de 30 anos, parece que continuamos “cada vez mais na mesma”: Acredita-Bfalamos muito mas fazemos pouco e os pais dessas crianças que se “amanhem” vendo filmes que os podem indignar, sem terem alguém que os ajude a suportar o fardo que aguentam.
 
Em que é que ficou a valiosa e indispensável contribuição dos pais para a educação da criança?

▫ Quando e como é que se utilizaram as técnicas de estimulação à acção, reforço do comportamento incompatível, modelagem, moldagem, incentivo à comunicação, facilitação social e outras, que têm de ser empregues na escola e especialmente em casa, quando a criança está muito mais tempo em Depressão-Bcontacto com os familiares?

▫ Quanto tempo de interacção é que se desprezou para melhorar a actuação da criança que poderia ser muito desenvolvida?

▫ Vamos acreditar na fantochada que apresentaram numa perspectiva extremamente irreal?
 
● Concluindo, se foi uma peça para despertar a emoção e apresentar situações irreais, estão de parabéns. Aumenta as audiências enquanto as «burrificam», sem ofensa para os burros! Maluco2
● Se foi para ajudar e «educar» os ouvintes apresentando-lhe modelos de actuação válidos e necessários em casos semelhantes, estão de pêsames.

É a situação em que vamos mergulhando cada vez mais, olhando para os estrangeiros que fazem «milagres» porque, conforme dizem os nossos «conceituados e entendidos», eles têm mais tecnologia e dinheiro do que nós, quando o que mais falta nos faz aqui, é a utilização da massa cinzenta dos não-entendidos, com o arregaçar das mangas e trabalho produtivo, sem conversa balofa e explicações espúrias.neuropsicologia-B

Vejam-se os posts «arregaçar as mangas» e os «Diagnósticos», de Abril de 2010 (1, 2, 3, 4, 5, 6 e Diagnóstico Final).

Veja também este post 

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Para tirar o máximo proveito deste blog, consulte primeiro o post inicial “História do nosso Blog, sempre actualizada”, de Novembro de 2009 e escolha o assunto que mais lhe interessa. Depois, leia o post escolhido com todos os comentários que são feitos. Pode ser que descubra também algum assunto acerca do qual nunca tivesse pensado.

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ACONSELHAMENTOS 9

 Vou responder com este post ao seguinte comentário:Joana-B

“Estive a ver alguns dos artigos aqui publicados, especialmente os de “Envolvimento Familiar” e “Aconselhamentos” que já começaram há anos.
Agora, deparei com os artigos “Perceber e/ou Resolver” que parecem relacionar-se mais com os diversos medos que ainda tem o meu único filho de 20 anos.
Arranja poucas amizades, mas com muita facilidade.
Às vezes enfia barretes porque é muito ingénuo e os outros gozam com isso.Psicologia-B
Queria ver se conseguia ajudá-lo porque não tenho meios de levar a um psicólogo particular que lhe dê apoio.
Já foi a consultas de neurologia, psiquiatria e psicologia, do Estado, onde lhe deram muitos conselhos, com alguma medicação que o deixava sonolento.
Achei melhor desistir, mas agora que vi o blogue e sei que posso fazer comentários com perguntas ou dúvidas, gostaria de obter algum apoio, se possível, porque ele arranjou um trabalho e eu queria que não o perdesse.Interacção-B30
O meu nome é Fortunato.”

Caro Sr. Fortunato,
Conforme prometi na resposta imediata ao seu comentário transcrito antes, posso dizer que será muito difícil fazer qualquer coisa pelo seu filho sem ter noções profundas de MODIFICAÇÃO DO COMPORTAMENTO (F) e alguma prática e bom senso, além de muita calma e racionalidade.
É por isso que insisto muito nas noções de modificação do comportamento que podem ser dadas em conjunto a mais de 20 Difíceis-Bpessoas que, num grupo assim formado, podem tirar todas as dúvidas que surgirem. Até as dúvidas de uns podem ajudar outros que ainda não as tinham. Vinte horas, distribuídas por palestras de 2 ou 3 horas de cada vez, ao longo de mais de 2 meses podem ajudar imenso, especialmente se as pessoas estiverem a seguir ou colaborar num caso.
Além disso, a pessoa visada – o seu filho – necessita de ter vontade de melhorar e contribuir para isso fazendo os exercícios de relaxamento, visualização e recordação necessários. A propósito disso, a pessoa de quem falei  nos posts Perceber e/ou Resolver já foi viajar de avião, a seu pedido, com os pais, enquanto a mãe não cabia de contente e o pai ficava atónito com esse pedido.Acredita-B
Temos de descobrir a origem dos medos o que só se pode conseguir com um relaxamento profundo. O caso do Antunes (B) é muito elucidativo. Depois, perante situações hipotéticas ou, antigas, cada um tem de verificar como pode dominar ou ultrapassar o medo, a não ser que consiga descobrir que o medo não tinha razão de existir.
A seguir, tem de enfrentar e ultrapassar o medo em situações reais, devendo ser reforçado pelos acompanhantes.
Tudo isto tem de funcionar como dessensibilização para que não entre nos parâmetros da saciação ou punição. Esta ajuda dos Saude-Bpais, familiares ou amigos, quando não for possível do próprio psicólogo ou psicoterapeuta, tem de ser dada racionalmente mas nunca emocionalmente, mesmo que exija uma representação teatral. Pode, às vezes, exigir facilitação ou estimulação.

Para que tudo isto fique bem encaixado no sistema psicoterapêutico, necessita de conhecimentos que se podem adquirir também com a leitura de livros sobre a teoria e sobre os casos em que se descreve como tudo foi aplicado, bem como os resultados conseguidos.

Sob o meu ponto de vista, julgo que pode fazer algo, depois de ler muito, assistir a algumas palestras sobre as Maluco2noções de modificação do comportamento e praticar isso, com a ajuda de alguém que tenha essas noções.

Leia bem os 4 ou 5 posts anteriores sobre “Perceber e ou Resolver” (e mais estes continuados: 1, 2, 3 e 4) Pode ser que uma segunda leitura o ajude um pouco mais do que até ao momento.

Se não tiver os livros à mão, entretenha-se a ler também todos os posts sobre modificação do comportamento, auto-ajuda, psicoterapia, aconselhamentos, psicologia para todos, reforço do comportamento incompatível, dessensibilização, facilitação.Psicopata-B

Para a escolha dstes temas, também se pode socorrer do post sobre a “História do nosso blog – sempre actualizada”.

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ACONSELHAMENTOS 8

Como me tinha comprometido a dar uma resposta em novo post, estou a elaborar este, para cumprir o prometido no Saude-Bcomentário seguinte, feito por um Anónimo, no ACONSELHAMENTOS 5

“Li todos estes comentários. Já fiz um exame de personalidade porque brigava com os meus colegas do 9º ano. No relatório do exame disseram que eu tinha tendência para a esquizofrenia. Eu não confio no relatório nem na psicóloga que fez um exame muito rápido. Durou apenas 10 minutos com umas manchas. O que faço agora?”

A resposta está práticamente dada no post Diagnóstico Final, de 26 de Abril de 2010, neste blog. Julgo que necessita mais de acompanhamento psicológico ou psicoterapia, se sente alguma vontade «desnecessária» de brigar com os Psicologia-Bcolegas.

As provas psicológicas  têm muito que se lhe diga, em relação à situação em si, a quem as aplicou e a quem as interpretou e elaborou o relatório final. O post SÍNDROME DE PERSEGUIÇÃO FILIAL, dos tempos iniciais deste blog, tembém pode elucidar quem quiser ter um pouco de cuidado acerca disso.

Sem saber mais nada a seu respeito em relação à sua constelação familiar, idade, sucesso escolar, meio ambiente social, especialmente de familiares e amigos, situação económica, doenças que tenha tido, etc., nada mais posso dizer de útil.Interacção-B30

Julgo que só um exame, nada lhe vai resolver. Veja os posts anteriores  àquele que acabei de mencionar e descubra por si, aquilo que se pode a vale a pena fazer para resolver o seu problema (se é que existe) e não sirva apenas para impor a sua maneira de ser aos outros, que pode ser através de brigas.

Se não tem quem o apoie, leia os livros relacionados com as terapias de Antunes (B) e da Cidália (C) e descubra como a Cristina (L) mudou as suas ideias com longas conversas que o psicólogo foi mantendo com ela, porque de outro modo, ela dizia que «não estava maluca» e não necessitava de psicoterapia. Também a Isilda (H), tentou Consegui-Bsuicidar-se por não conseguir fazer na vida aquilo que mais desejava: atingir a sua emancipação em relação à mãe.

Mas, com um pouco de terapia, porque havia um voluntário que a praticava nesse hospital, as coisas mudaram.
Contudo, como deve ser difícil obter apoio psicoterapêutico nos organismos estatais, mesmo que exista, a leitura do que aconteceu com os outros, ajuda imenso e melhora os efeitos terapêuticos desde que cada um reconheça, de facto, que tem dificuldades e as deseja reduzir ou eliminar.
Os livros devem ser muito mais económicos e cómodos do que uma consulta privada de psicologia, mas o tempo e a paciência de ler, compreender o seu conteúdo e  praticar muito daquilo que lá se diz, tem de ser obra de cada um.Psi-Bem-C

Boa sorte em tudo o que fizer.

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DIVÓRCIO OU SEPARAÇÃO – 2

“Ao fim de 15 anos de uma vida cheia de segurança e de um agradável convívio na companhia de meus pais de quem recebi Joana-Bsempre o maior carinho e compreensão, aconteceu o que eu nunca sonhei que pudesse vir a acontecer.
Os meus pais separaram-se depois de se terem sempre entendido muito bem e não seu se chegarão ao divórcio!
Estou actualmente estou na companhia do meu pai que muito me estima, compreende e tudo faz para que eu me sinta bem, mas… não isso não chega.
“Gostaria que me ajudasse a ultrapassar o desânimo e a tristeza que actualmente sinto, porque vou muito rapidamente expor a razão deste meu desalento. É tudo muito diferente. Eu sinto-me dividido e incapaz de lidar com esta situação. Adoro a minha mãe e preciso da companhia, força e segurança de meu pai que, por acaso, tenho. É Psicologia-Bnecessário e indispensável que ambos estejam juntos para que eu me sinta vivo e completo porque eu sou uma parte de cada um deles. Nada me fazia prever que surgisse esta situação. Gostava de poder fazer qualquer coisa que levasse novamente a juntar os meus pais.
Ajude-me se for possível.  Necessito de conseguir ultrapassar esta situação.”

Tendo recebido o e-mail, acima transcrito no essencial, vou fazer este post, muito similar ao que o antecedeu, inserido no antigo PSICOLOGIA PARA TODOS, como resposta para um rapaz de 20 anos a viver com a mãe.Interacção-B30

Antes de tudo, temos de compreender que o casamento é uma proposta de bom entendimento, mútua ajuda, conjugação de interesses e objectivos, sinceridade de comportamentos e de «abertura completa» entre duas pessoas de sexos diferentes. Não pode ser só um contrato de procriação, erotismo, interesses materiais, de ostentação social ou de qualquer outro tipo que facilmente se possa «desmaterializar» quando os objectivos iniciais forem desaparecendo.

Não sei porque os seus pais se separaram depois de 15 anos. Será que no caso dos seus pais os tempos anteriores foram «bons»? Consegui-BNão haverá algum exagero ou incorrecção nessa sua avaliação? Não se notava a tendência para a separação nos momentos anteriores? Não haverá qualquer outro interesse da parte de «mais alguém»? Como o senhor tem pelo menos 15 anos de idade, que é um período da vida muito difícil, convém que, no caso de não ter apoio directo, pratique o relaxamento (mental) (B) (C) (E) (L) para conseguir rever o seu passado, descobrir as falhas que houve, suas ou dos seus pais, e tentar pensar numa nova vida.
Bem sei que o tempo da adolescência é difícil – não somos nem carne nem peixe, isto é, nem adultos nem crianças – mas obrigam-nos a portar-nos como adultos quando ainda não o somos. Só assim a sua vida pode começar a ter outras variantes afastado deles. Como será depois? Consigo e com eles? Se eles se «re-juntarem» não será só por Acredita-Bsua causa? Irão separar-se depois ou voltar a continuar «desconfortavelmente» um com o outro? É um assunto em que tem de pensar antes de tudo. Se quiser pensar em os tentar juntar de novo, sem pensar em si e nos seus problemas, tem de verificar a razão da sua separação. Entretanto, se conseguir fazer realçar os pontos afins e comuns que os «juntaram», é muito provável que a «re-união» se processe automaticamente sem mais nada.

Veja o «caso» da Joana, a traquina ou simplesmente criança? (D) que também está condimentada com diversos factos de inúmeras consultas e noções sobre o desenvolvimento humano. Veja que quando eles «descobriram» aquilo que os separava verificaram que os pontos em comum eram muito mais importantes e coincidentes. Psicopata-BQueriam chegar ao mesmo objectivo por caminhos diversos, provavelmente, devido à educação de cada um deles que, deveria ter sido bastante diferente.

Contudo, o mais importante é as pessoas pensarem racionalmente e não emocionalmente e utilizar, sempre que possível, as leis do comportamento humano. São fáceis de conhecer e estão de tal disponíveis para todos; que até as crianças as podem utilizar se forem bem treinadas para isso. Veja o exemplo da Joana em quem estas regras foram aplicadas, para ela própria as poder utilizar com o seu irmão mais novo. Aproveite também as férias para aprender a praticar aquilo que a Cristina também fez: relaxamento. Vai descobrir isso no livro PSICOTERAPIAS BEM SUCEDIDAS – 3 CASOS (L) ou um dos seus antecessores “Como «EDUCAR» Hoje”«Educar»-B
O livro PSICOLOGIA PARA TODOS (F) ou sobre a Modificação do Comportamento, da Plátano, pode ser muito útil porque além da teoria, mostra o modo da sua utilização em casos concretos e ajuda a fazer uma previsão de futuros comportamentos.
O EU TAMBÉM CONSEGUI! (C) mostra as vicissitudes pelas quais passou uma «paciente» que, numa idade mais avançada do que a sua, viveu tempos bastante conturbados por causa de problemas semelhantes e não só! E foi com o relaxamento (mental). Ultrapassou-os seus problemas com sucesso e vantagem. Desejo que a partir desta intensa leitura – uma boa opção para as férias – as coisas corram pelo melhor para todos.

Se não tiver  apoio dum psicoterapeuta, julgo que o melhor é conseguir ler e tentar fazer qualquer coisa do que se preconiza Difíceis-Bnesses livros, que o seu pai pode ajudar a adquirir e com quem pode também «desabafar», já que se dá bem com ele. Veja como o Júlio (E), a Cidália (C) e o Antunes (B) resolveram os seus problemas e compreenda através da Joana (D) que muitos dos mal-entendidos dos mais velhos são por coisas de nada. Os pais dela «re-uniram-se» depois de se terem «des-unido», só com a compreensão e aplicação das leis do comportamento humano. Além disso, mesmo que os pais se dêem bem, alguma parte da educação pode ficar comprometida por causa dos preconceitos acumulados durante a educação. A Cristina (L) que o diga.

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O AUTISMO ENTRE NÓS – 2

Acabei de receber o seguinte e-mail ao qual vou responder com a transcrição do capítulo de um novo livro intituladoneuropsicologia-BRESPOSTAS SOBRE PSICOLOGIA (O), que estou a delinear por proposta dos CãoPincha:

O meu filho, de 12 anos, foi considerado autista e está num colégio destinado a crianças com esta dificuldade. Enquanto ainda não envelhecermos, tanto eu como o meu marido e a filha mais nova poderemos fazer alguma coisa por ele? Estou com receio que, depois do nosso desaparecimento, o filho não tenha qualquer acolhimento condigno.

Embora esta pergunta devesse ser feita há muitos anos quando o filho foi diagnosticado como autista, julgo que nunca é tarde para tentarmos fazer qualquer coisa por ele. Pela pergunta feita, parece que a criança ficou sempre numa Saude-Binstituição para autistas, com a medicação necessária, talvez com alguma terapia, mas sem a mínima comparticipação dos pais ou doutros familiares no seu tratamento, durante a maior parte do dia em que não estava na escola.

Caso contrário, teria mencionado isso e já teria tido oportunidade de ajudar a criança desde logo, em casa, isto é, quase desde a infância. Veja se consegue descobrir na televisão algumas reportagens estrangeiras sobre crianças autistas e o envolvimento dos pais, o que parece que tem acontecido em Portugal, muito raramente, só a partir de pouco tempo, com o exemplo do que foi divulgado acerca dos acontecimentos nos EUA.Psicologia-B

Este assunto foi especificamente tratado nos posts DESABAFO, de 1Out2008 e O AUTISMO ENTRE NÓS, de 31Ago09, no anterior blog PSICOLOGIA PARA TODOS.  Sem termos necessidade de importar técnicos estrangeiros, indicámos o muito daquilo que não se faz em Portugal para melhorar a sorte dessas crianças. O que tem de se fazer, é extremamente simples, embora exija muita persistência, paciência e tempo de acção, tudo acompanhado de bastante boa vontade e tempo disponível, além de alguns conhecimentos técnicos que podem ser dados a qualquer pessoa cuja instrução mínima seja a antiga 4ª classe ou do actual 4º ano do ciclo básico. Está tudo contido na modificação do comportamento (F).Interacção-B30

O Professor Joseph Morrow da California State University, Sacramento, esteve cá há muitos e, durante a sua licença sabática, mostrou como se podia fazer. Ninguém continuou a experimentar estas técnicas ou acção reeducativa, especialmente, porque a instituição tinha um psiquiatra mas nenhum psicólogo. Por isso, também é bom consultar os posts com a designação de MODIFICAÇÃO DO COMPORTAMENTO neste blog, além do referido anteriormente.

No autismo, existem essencialmente comportamentos estereotipados e de isolamento, além de dificuldades de comunicação, Difíceis-Bde interacção social e de comportamento, porque a inteligência parece ficar intacta. Por isso, basta utilizar com grande intensidade o reforço do comportamento incompatível a fim de desviar a atenção dos comportamentos estereotipados e repetitivos, para quaisquer outros a fim de evitar os primeiros e estabelecer uma ponte de comunicação que deve ser o objectivo principal.

Depois de estabelecida a comunicação, os novos comportamentos, com modelagem, a fim de orientar tudo no sentido que se deseja, pode-se fazer uma moldagem com a utilização do reforço de tempo fixo e variável, seguido do de razão variável.

Apesar de ter dificuldade na comunicação, a criança deve gostar de alguma coisa. Descobrir isso, pode ser o mais difícil. Depois,Psicopata-B vale a pena utilizar todos os artifícios possíveis para desviar a atenção da criança, duma comunicação que não seja da sua preferência, como por exemplo, comportamentos estereotipados. Insistindo no tipo de comunicação de que ela gosta, baseada em brinquedo, comida, sons, estereotipias, etc., logo que isto seja conseguido, é necessário captar a sua atenção para o comunicador, a fim de este poder introduzir novos factores ligeiramente diferentes do tipo que a criança demonstrou gostar.

Assim, o comunicador entra em comunicação com a criança e consegue captar a sua atenção, que engloba a interacção social e a modificação do seu comportamento. É o início da técnica da moldagem. Porém, quantas horas de trabalho insano, fastidioso, ingrato e mal gratificado são necessárias? Quem se pode dispor a fazer isso, além dos pais Acredita-Bque desejam o seu filho em melhores condições do que num simples albergue de inválidos? Por melhores que sejam os técnicos e com quantidade de tempo suficiente para tratar da criança na escola, muitas horas de terapia se perdem, caso os pais não tenham as noções mais elementares de modificação do comportamento (F), essenciais num caso destes para uma vida menos «indigna» dessas crianças. Quantas horas fica a criança com os pais, depois de sair da instituição em que pouco tempo se dedicou a este tipo de terapia? É bom pensar nisso e começar a agir depressa.

As noções de que falamos, podem ser dadas rapidamente em poucos dias, mas exigem muita prática, paciência e tenacidade. Consegui-BTalvez um exemplo, possa clarificar esta situação.

Entre várias crianças autistas, tinha de se escolher uma, para iniciar o tratamento para a exemplificação aos pais. Os pais estavam a assistir a aulas de modificação do comportamento, que tinham de observar através de vidros ou janelas unidireccionais.

A terapeuta aproximou-se do Simão e viu que ele brincava a mexer repetidamente num boneco. Munida de um boneco igual, a terapeuta começou a brincar com o mesmo à sua frente e junto dele, de modo captar a sua atenção. Quando conseguiu isso, trocou o boneco com o dele e aproximou esse boneco de um outro, bastante diferente. Colocou Maluco2esses bonecos em interacção um com o outro, à frente do Simão, de modo a tentar captar a atenção do Simão para essa interacção dos bonecos. Quando conseguiu isso, desafiou o Simão a ficar com um boneco e, ficando ela com o outro, fazer brincar os dois bonecos.

Nesta pequena acção terapêutica, que durou mais de uma hora, a terapeuta conseguiu estabelecer a comunicação com o Simão e levá-lo a colaborar com ela, estabelecendo a interacção social e modificando o seu comportamento.

Se num caso simples, há necessidade de tanto tempo para se iniciar a acção de reeducação com um autista, quantos terapeutas Depressão-B
serão necessários para 20 ou 30 crianças? Quanto tempo será necessário? Quanto tempo poderão as crianças estar numa escola para uma reeducação semelhante? O que farão essas crianças fora dessas horas de aprendizagem? Desaprender o que aprenderam?

Estas acções também não podem ser prolongadas indefinidamente no tempo, porque existe o factor da saturação. Por isso, têm de ser repetidas variadas vezes em períodos de tempo muito restritos. E, quem melhor do que os pais e familiares se podem encarregar deste trabalho durante as inúmeras horas em que estas crianças seriam deixadas isoladas (por vontade própria, não modificada) para voltarem a ter os Imagina-Bcomportamentos repetitivos cuja redução se poderia ter iniciado na escola?

Para isso, se houver boa vontade, algumas lições de modificação dadas aos familiares, com filmes elucidadtivos, podem fazer toda a diferença, caso haja da parte destes a boa vontade, paciência e tenacidade necessárias.

Depois da transcrição deste capítulo, posso remeter o leitor para o post CORRIGENDA, de 22 de Abril deste ano. Assim como se podem fazer sessões em conjunto para quem deseje fazer autopsicoterapia de profilaxia, em muito menos tempo, podem ser feitas sessões para quem deseje aplicar as técnicas de modificação do comportamento, sendo indispensável que exista uma prática, Psi-Bem-Cque será mais longa. Tudo depende das pessoas e, especialmente, dos familiares das crianças autistas que, se desejarem um melhor futuro para os filhos terão de se submeter a este tipo de prática. 

Posso aconselhar a ler os livros PSICOLOGIA PARA TODOS (F) e NEUROPSICOLOGIA NA REEDUCAÇÃO E REABILITAÇÃO (I) ou os seus antecessores.

Aprendendo a utilizar a modificação do comportamento com o autista, a interacção social dele, a comunicação e o comportamento serão sensivelmente melhorados de modo a ficar menos dependente e até
Respostas-B30quase independente e autónomo. Tudo depende da força e da quantidade de tempo (bem intervalado) com que se utilizarem as técnicas, bem como da capacidade de aprendizagem da criança, que terá de ser bem estimulada, com reforços adequados. As reportagens da televisão já demonstraram isto. Nós é que ainda não aprendemos a valorizá-las e a lançar mãos à obra. Ficamos nas palavras e nas discussões estéreis, sem passar às acções.

Veja também os 3 posts relacionados com este título.

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ENVOLVIMENTO FAMILIAR – 6

(página 231) (continuação do Envolvimento Familiar – 5)Psicologia-B

Os pais foram instruídos a dar reforço (atenção, afeição, incentivo) sempre que existisse o mais pequeno indício de sucesso do filho (consequência de comportamentos adequados de estudar), ignorando todo e qualquer insucesso (extinção). Assim, nos momentos de insucesso (consequência de comportamentos inadequados de não estudar) a vida social dos pais era deliberadamente intensificada (punição), mas cerceada imediatamente ao mais pequeno sinal de melhoria de nota (reforço social positivo de razão fixa). Começou a acontecer o inverso daquilo que sucedia anteriormente. Enquanto antigamente a vida social dos pais e a sua ausência eram intensas quando o rapaz obtinha boas notas, a intensificação da vida social era agora conscientemente provocada quando as Interacção-B30notas eram fracas. Quando existia o mais pequeno aumento de nota, a vida social dos pais abrandava para existir uma interacção maior com o filho, que era por eles ajudado nas suas tarefas escolares.

Em vez da associação anterior de más notas/interacção com os pais e boas notas/afastamento dos pais, aquilo que no momento acontecia era: boas notas/toda a atenção e carinho dos pais e más notas/total falta de atenção com afastamento dos pais.

Sem qualquer acção extra, além das primeiras observações, análises e aconselhamento, os pais conseguiram controlar a situação com a manipulação exclusiva do reforço que deveria ter sido doseado desde o início para não ocasionar Joana-Buma experiência tão desagradável como a que estava a ocorrer.

A aprendizagem efectuada pelos pais, depois do filho se ter descompensado, poderia ter-se realizado antes do acontecimento, evitando talvez alguma perda de eficácia na aprendizagem escolar. É a profilaxia ou prevenção de que necessitamos e que nos ajuda a formar uma personalidade mais equilibrada.

Porém, a aprendizagem dos pais foi efémera. Passado esse ano, com os bons resultados obtidos pelo Estêvão, os pais desleixaram–se na interacção que deveriam manter com ele, continuando a sua vida social anterior. O rapaz ficou entregue a si próprio e já fora da alçada da governanta. Como não mantinha outra interacção em casa, Estêvão Saude-Barranjou amigos que lhe faziam companhia a todas as horas do dia (reforço social). Como é natural, nestes casos em que a força da afiliação é intensa (K), os que apresentavam problemas similares juntaram-se. Assim como numa reunião social os engenheiros, os professores, os industriais, os empregados de balcão, tem tendência a fazer grupos separados quando existem oportunidades para isso, os rapazes com problemas parecidos também se «afiliam» em grupos específicos.

Juntaram-se assim os rapazes que tinham problemas familiares e conseguiram aliviar a sua solidão (reforço negativo) conversando uns com os outros e especulando cada um acerca do seu futuro. Um dia, tiveram a companhia dum Imagina-Boutro colega que se iniciara na droga e necessitava de dinheiro para o seu «vício». Ofereceu-lhes uns cigarros. Como isso, de facto, baixava a tensão e o nível das preocupações (reforço negativo primário), Estêvão decidiu adquirir de vez em quando alguma «mercadoria» para o bem-estar dos seus amigos. Afinal, mais do que os pais, eles eram de facto, a «sua família», os seus confidentes e os seus companheiros de todas as horas. Como o dinheiro não faltava, a «droga» começou a ser consumida «só para aliviar um pouco». Pensavam eles que, quando quisessem, deixariam de fumar. O reforço negativo (era agradável fugir aos problemas através do fumo) de razão variável (a satisfação não tinha sempre a mesma intensidade) produziu os seus efeitos, fazendo com que os rapazes aumentassem aos poucos a dose inicial (melhoria de rendimento com aprendizagem por
mario-70condicionamento operante e reforço de razão variável
).

Antes do fim do ano, os pais ficaram surpreendidos com o aviso do Director de Turma de que Estêvão fora encontrado com droga, na Escola. Os pais alarmaram-se mas era um pouco tarde para evitar aquilo que poderiam ter conseguido pouco tempo antes, com uma ligeira modificação no seu próprio comportamento como já tinha acontecido anteriormente.

Entrando de novo em acção, tornaram a pedir ajuda especializada. O rapaz foi internado numa clínica e fez-se, com êxito, a desintoxicação, a psicoterapia e o acompanhamento posterior. O caso não atingiu proporções alarmantes por se Biblioencontrar no início.

Não poderiam os pais ter aprendido algo, com a modificação do comportamento anteriormente realizada por eles próprios, evitando o insucesso escolar? Se por qualquer circunstância os pais não dessem conta do facto e o vício fosse detectado um ou dois anos mais tarde, a recuperação teria sido muito mais difícil e lenta se, de facto, fosse possível.

Na situação em que as coisas ficaram, os pais foram taxativamente prevenidos de que a causa fundamental eram eles e que se queriam «salvar» o seu único filho, teriam de «arrepiar caminho» e deixarem-se da «sua Acredita-Bvida social» para lhe dedicarem mais atenção.

Como os pais também apresentavam problemas de personalidade e, para os minimizar, necessitavam da vida social que mantinham (reforço negativo) (C), tiveram de ser submetidos a psicoterapia. No final, uma terapia familiar foi extremamante benéfica para pais e filho, ajudando todos a compreenderem-se melhor e a criar um clima de entendimento satisfatório.

Nessas reuniões familiares, todos aprenderam que teria sido mais vantajoso dar o reforço da atenção a uma criança que dele necessitava em primeiro lugar. Isso não fora feito por desconhecimento e incapacidade dos pais. Se os pais Psicopata-Btomassem consciência disso, pelo menos depois do primeiro desaire com o filho, não se teriam descurado como aconteceu. O filho ficou mais avisado para o futuro.

Nesta família, em que as personalidades apresentavam ligeiros desequilíbrios, os pais tinham aprendido a reduzir os seus sentimentos de frustração obtendo reforço negativo com a pompa, sumptuosidade e ostentação da vida social intensa que mantinham. O filho, por sua vez, aprendera a sentir-se menos frustrado com a falta de estudo e «entrada na droga». Quer uns quer outros, poderiam ter-se compreendido melhor adoptando comportamentos mais propícios para uma vivência familiar equilibrada.

Na terapia familiar, além de aumentar a interacção com os pais, estes aprenderam a encarar os problemas frontalmente e Consegui-Bcomeçaram a servir de modelo para que o filho efectuasse a sua aprendizagem, identificando-se com um modelo correcto e adequado de pai: benefício para a constituição da sua futura família. Se a terapia não fosse efectuada a tempo, existia toda a probabilidade de não se resolverem os problemas dos pais, que se iludiriam cada vez mais com a vida social artificial e desnecessária e o Estêvão tornar-se-ia um drogado, difícil de recuperar, caso não se transformasse também num delinquente ou num marginal (C).

Pelo desenrolar dos acontecimentos, verificou-se que o encadeamento das circunstâncias transformou uma simples falha dos pais num problema grave, capaz de tomar proporções alarmantes e envolver uma família inteira. Que satisfação sentiriam os pais sabendo que o seu único filho era um drogado ou um marginal?Depressão-B

Afinal, somente a utilização do reforço, da facilitação, da extinção e, eventualmente da punição, teriam evitado todo este conjunto de «desgraças» desde que os pais tivessem um conhecimento claro da maneira como deveriam proceder.

À medida que o tempo passa e as publicações especializadas vão aparecendo nos escaparates das livrarias, o nível de instrução atingido pela população não admite razões para justificar essa ignorância ou falta de conhecimento.Difíceis-B

Grande parte das vezes é somente isso que falha e é também por este motivo que se publica este livro e se mantém os blogs

<psicologiaparaque.wordpress.com> e
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Fim do Envolvimento Familiar 1 – 6. (Clique nos números à direita para consultar os posts anteriores: 1, 2, 3, 4 e 5)Psi-Bem-C

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ENVOLVIMENTO FAMILIAR – 5

(início de página 227) (continuação do Envolvimento Familiar – 4)Psicologia-B

ESTEVÃO → Adolescência

Estevão era filho único de um casal muito bem situado na vida. Com posses financeiras bastante invejáveis, os pais tinham uma vivência social intensa, deixando o filho nas boas mãos duma óptima governanta. O rapaz possuía nível intelectual e mnésico acima do «normal». Contudo, a memorização das matérias escolares era fraca. Nos primeiros tempos dos estudos, os resultados eram magníficos e os pais enchiam-no de presentes caros.Interacção-B30

A vida social agitada dos pais não abrandava. Quanto melhores eram os resultados do filho, mais satisfeitos ficavam e mais se distanciavam dele «embrenhando-se» na sua vida mundana onde se podiam vangloriar das vitórias académicas do seu herdeiro. O rapaz, sentindo-se cada vez mais sozinho e afectivamente abandonado pelos pais, começou a preocupar-se com a sua situação. Este desagrado era tão intenso que lhe saía mais económico esquecer-se (comportamento operante) da situação que o provocava (reforço negativo). O esquecimento repercutia-se nos estudos, ocasionando falta de memória (capacidade mnésica) que fazia baixar as notas. Não é também isso que acontece quando uma pessoa se alcooliza ou é medicada em psiquiatria?Biblio

Os pais ficaram em pânico e ralharam com ele. Ao efectuarem esta acção, os pais entraram em interacção directa com o filho. Deste modo, a interacção pais/filho aumentou temporariamente. Em consequência, o rapaz aprendeu a ter maior convivência com os pais (reforço secundário) logo depois do insucesso escolar.

O que proporcionava mais satisfação ao rapaz era a interacção com os pais e não as boas notas de que os pais se orgulhavam, ou os presentes dispendiosos que lhe davam. O reforço estava aí. Bastava ter notas baixas em consequência da falta de estudo (comportamento inadequado mas agradável para ele), para que os pais lhe ligassem Joana-Bimportância proporcionando-lhe a sensação de agrado (reforço secundário ou social) que há muito lhe era negada.

Este aluno «não reagia positivamente» à reeducação escolar. Os pais pregavam-lhe lições de moral, prometiam castigos, incentivavam-no com presentes, ameaçavam-no com internato. Toda esta acção provocava no filho reforço social ou secundário cada vez maior e de razão variável, mas quaisquer ganhos que obtivesse eram «sol de pouca dura». Depois, os pais continuavam com a sua vida social, em detrimento do contacto com o filho (punição, com situação de desagrado para o filho), não deixando que lhe faltasse fosse o que fosse, materialmente.Saude-B

A apatia e a indiferença pelo estudo aumentaram (comportamento inadequado para obter reforço), até que, por «imposição» do Director da Turma e com uma ajuda especializada se analisou a interacção familiar, detectando os reforços que a criança recebia após a realização de acções aparentemente inadequadas. Ninguém se apercebia da situação, nem o jovem compreendia a razão por que se comportava de maneira tão disparatada. Contudo, afirmava que se sentia enfastiado das aulas e com pouca memória. Por pouco não criou sentimentos de inferioridade, culpabilização, rejeição e autodesvalorização.

Se até ao 6º ano tudo correra bem, não se compreendia a razão desta súbita mudança. Os pais não se lembravam que o rapaz sePsicopata-B encontrava na adolescência e com uma série de problemas e interrogações às quais ninguém respondia. Não tinha com quem conversar em casa e, fora de casa era difícil estar, por imposição da governanta e aquiescência dos pais.

Enquanto estudou e isso lhe deu satisfação (reforço), foi obtendo boas notas (consequência do reforço). Quando isso deixou de lhe dar satisfação em face dos novos problemas a enfrentar, tentou arranjar outras soluções. O descuido com os trabalhos escolares (comportamento inadequado) ocasionou notas baixas e a consequente reacção «negativa» dos pais, com ralhos, etc. (situação de interacção reforçante para o Estevão). Embora negativa num sentido, por ser desagradável e não estar habituado à mesma, houve alguma interacção com os pais, Acredita-Bcoisa que não acontecia há muito.

O facto repetiu-se na semana seguinte porque os resultados das provas escolares eram conhecidos aos poucos. Os ralhos não pareceram tão fortes como da primeira vez (dessensibilização) e a ligação com os pais (reforço secundário negativo) foi mais profunda.

Continuando assim durante algumas semanas, numa das quais as notas foram razoáveis (resultado de comportamentos adequados) e os pais ficaram satisfeitos e não tiveram de ralhar com ele (falta de reforço secundário), Estevão foi discriminando que só as más notas (consequência de comportamentos inadequados) lhe Consegui-Bproporcionavam o pouco tempo de interacção que mantinha com os progenitores (reforço secundário). Deste modo, continuou a tirar reforço duma situação que não provocara mas que viera fortuitamente ao seu encontro. Chegou porém, o momento em que os pais, a conselho de pessoas amigas e por indicação da Escola, resolveram enfrentar a questão através do psicólogo, esperando que uma acção pontual, restrita e unilateral pudesse solucionar o problema de fundo: a necessidade de interacção e convivência pais/filhos.

Da mesma maneira como aprendera a ter comportamentos socialmente inadequados com o reforço que recebia, houve a possibilidade de inverter a situação. Já se verificara que a atenção dos pais era o seu «reforço». Estevão foi consciencializado em relação ao seu comportamento e ajudado a utilizar diversas estratégias para a solução das Difíceis-Bdificuldades escolares momentâneas. Foi motivado e encorajado a prosseguir sozinho.

Os pais foram instruídos a dar reforço (atenção, afeição, incentivo) sempre que existisse o mais pequeno indício de sucesso do filho (consequência de comportamentos adequados de estudar), ignorando todo e qualquer insucesso (extinção). Nos momentos de insucesso (consequência de comportamentos inadequados de não estudar) a vida social dos pais era deliberadamente intensificada (punição), mas cerceada imediatamente ao mais pequeno sinal de melhoria de nota (reforço social positivo de razão fixa). Começou a acontecer o inverso daquilo que sucedia anteriormente. Enquanto antigamente a vida social dos pais e a sua ausência eram intensas quando o rapaz obtinha boas notas, a intensificação da vida social era agora conscientemente provocada quando as Psi-Bem-Cnotas eram fracas. Quando existia o mais pequeno aumento de nota, a vida social dos pais abrandava para existir uma interacção maior com o filho, que era ajudado por eles nas suas tarefas escolares.

Em vez da associação anterior de más notas/interacção com os pais e boas notas/afastamento dos pais, aquilo que no momento acontecia era: boas notas/toda a atenção e carinho dos pais e más notas/total falta de atenção com o seu afastamento.

Sem qualquer acção extra, além das primeiras observações, análises e aconselhamento, os pais conseguiram controlar a situação com a manipulação exclusiva do reforço que deveria ter sido doseado desde o início para não ocasionar neuropsicologia-Buma experiência tão desagradável como a que estava a ocorrer.

A aprendizagem efectuada pelos pais, depois de o filho se ter descompensado, poderia ter-se realizado antes do acontecimento, evitando talvez alguma perda de eficácia na aprendizagem escolar. É a profilaxia ou prevenção de que necessitamos e que nos ajuda a formar uma personalidade mais equilibrada.

Essa aprendizagem pode ser eficazmente efectuada em sessões conjuntas de muitas pessoas, que podem colocar problemas para ser científica e praticamente resolvidos pelo psicólogo orientedor, dando a uns pais as noções das quais podem não necessitar no momento mas que, sendo necessárias para os outros, podem ser úteis a esses pais no futuro, como profilaxia e prevenção, como aconteceu com os pais do Estêvão.Organizar-B

Porém, a aprendizagem dos pais feita em gabinete de consulta foi efémera. Passado esse ano, com os bons resultados obtidos pelo Estevão, os pais desleixaram-se na interacção que deveriam manter com ele, continuando a sua vida social anterior. O rapaz ficou entregue a si próprio e já fora da alçada da governanta. Como não mantinha outra interacção em casa, Estevão arranjou amigos que lhe faziam companhia a todas as horas do dia (reforço social). Como é natural, nestes casos em que a força da afiliação é intensa (K), os que apresentavam problemas similares juntaram-se. Assim como numa reunião social os engenheiros, os professores, os industriais, os empregados de balcão, tem tendência a fazer grupos separados quando existem oportunidades mario-70para isso, os rapazes com problemas parecidos também se «afiliam» em grupos específicos (K).

Juntaram-se assim os rapazes que tinham problemas familiares e conseguiram aliviar a sua solidão (reforço negativo) conversando uns com os outros e especulando cada um acerca do seu futuro. Um dia, tiveram a companhia doutro colega que se iniciara na droga e necessitava de dinheiro para o seu «vício». Ofereceu-lhes uns cigarros. Como isso, de facto, baixava a tensão e o nível das preocupações (reforço negativo secundário), Estevão decidiu adquirir de vez em quando alguma «mercadoria» para o bem-estar dos seus amigos. Afinal, mais do que os pais, eles eram de facto, a «sua família», os seus confidentes e os seus companheiros de todas as horas. Como o dinheiro não faltava, a «droga» começou a ser consumida «só para aliviar um pouco». Pensavam eles que, «Educar»-Bquando quisessem deixariam de fumar. O reforço negativo (era agradável fugir aos problemas através do fumo) de razão variável (a satisfação não tinha sempre a mesma intensidade) produziu os seus efeitos, fazendo com que os rapazes aumentassem aos poucos a dose inicial (melhoria de rendimento com aprendizagem por condicionamento operante e reforço de razão variável).

Antes do fim do ano, os pais ficaram surpreendidos com o aviso do Director de Turma de que Estevão fora encontrado com droga, na Escola. Os pais alarmaram-se mas era um pouco tarde para evitar aquilo que poderiam ter conseguido pouco tempo antes, com uma ligeira modificação no seu próprio comportamento como já tinha acontecido anteriormente.Depress-nao-B

Entrando de novo em acção, tornaram a pedir ajuda especializada. O rapaz foi internado numa clínica e fez-se, com êxito, a desin-toxicação, a psicoterapia e o acompanhamento posterior. O caso não atingiu proporções alarmantes por se encontrar no início.

Não poderiam os pais ter aprendido algo, com a modificação do comportamento anteriormente realizada evitando o insucesso escolar? Se por qualquer circunstância os pais não dessem conta do facto e o vício fosse detectado um ou dois anos mais tarde, a recuperação teria sido muito mais difícil e lenta se, de facto, fosse possível.

Respostas-B30Na situação em que as coisas ficaram, os pais foram taxativamente prevenidos de que, a causa fundamental eram eles e que se queriam «salvar» o seu único filho, teriam de «arrepiar caminho» e deixarem-se da «sua vida social» para lhe dedicarem mais atenção.

Como os pais também apresentavam problemas de personalidade e, para os minimizar, necessitavam da vida social que mantinham (reforço negativo secundário) (C), tiveram de ser submetidos a psicoterapia. No final, uma terapia familiar foi extremamante benéfica para pais e filho ajudando todos a compreenderem-se melhor e a criar um clima de entendimento satisfatório.

Nessas reuniões familiares todos aprenderam que teria sido mais vantajoso dar o reforço da atenção a uma criança que confl2necessitava do mesmo em primeiro lugar. Isso não fora feito por desconhecimento e incapacidade dos pais. Se os pais tivessem consciência disso, pelo menos depois do primeiro desaire com o filho, não se teriam descurado como aconteceu.

Nesta família, em que as personalidades apresentavam ligeiros desequilíbrios, os pais tinham aprendido a reduzir os seus sentimentos de frustração obtendo reforço negativo com a pompa, sumptuosidade e ostentação da vida social intensa que mantinham. O filho, por sua vez, aprendera a sentir-se menos frustrado com a falta de estudo e «entrada na droga». Quer uns quer outros poderiam ter-se compreendido melhor adoptando comportamentos maishomem2 propícios para uma vivência familiar equilibrada.

Na terapia familiar, além de aumentar a interacção do Estêvão com os pais, estes aprenderam a encarar os problemas frontalmente e começaram a servir de modelo para que o filho efectuasse a sua aprendizagem, identificando-se com um modelo correcto e adequado de pai: benefício para a constituição da sua futura família. Se a terapia não fosse efectuada a tempo, existia toda a probabilidade de não se resolverem os problemas dos pais, que se iludiriam cada vez mais com a vida social artificial e desnecessária e o Estevão tornar-se-ia um drogado, difícil de recuperar, caso não se transformasse também num delinquente ou num marginal (C).tecnicas1

Pelo desenrolar dos acontecimentos, verificou-se que o encadeamento das circunstâncias transformou uma simples falha dos pais num problema grave, capaz de tomar proporções alarmantes e envolver uma família inteira. Que satisfação sentiriam os pais sabendo que o seu único filho era um drogado ou um marginal?

Afinal, somente a utilização do reforço, da facilitação, da extinção e, eventualmente da punição, com modelagem e moldagem adequadas, teriam evitado todo este conjunto de «desgraças» desde que os pais tivessem um DIA-A-DIA-Cconhecimento claro da maneira como deveriam proceder. É para isso que serve este livro.

À medida que o tempo passa e as publicações especializadas vão aparecendo nos escaparates das livrarias, o nível de instrução atingido pela população não deixa motivos para justificar essa ignorância ou falta de conhecimento.

Grande parte das vezes é somente isso que falha ou talvez a transmissão destes conhecimentos, em sessões conjuntas com muitas famílias, o que pode ser despoletado pelas autarquias ou asso-ciações comunitárias.

(página 234) (continua no Envolvimento Familiar – 6)arvore-2
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ENVOLVIMENTO FAMILIAR – 4

(início da página 213) (continuação do Envolvimento Familiar – 3)

Com este quadro, os pais notaram que a enurese diminuía à medida que o seu contacto com o filho ia aumentando. O pai teve Psicologia-Breforço em relação ao seu trabalho de levar o filho à casa-de-banho, apesar do sacrifício que fazia com a falta do desporto. A mãe verificou que o relacionamento do filho com o pai ia melhorando aos poucos, embora com muita lentidão. Ela própria começou a acreditar que se podia fazer em psicologia algo de visível e notório. Não eram informações que os outros davam de que o «doente» estava a melhorar. Ela via as melhoras que, para mais, ficavam registadas. De 15 vezes por semana que o filho «molhava» a cama, no início da terapia, passar para 0 vezes, ao fim de 17 semanas, era uma vantagem notável. Além disso, isto acontecia com a intervenção deles e especialmente do pai, mais do que com a acção do psicólogo. Continuaria tudo assim?

O psicólogo já tinha iniciado a psicoterapia com a Sónia. Ela fazia a sua auto-avaliação. Interessava agora interligar as duas neuropsicologia-Bsituações – a do filho e a dela – para lhe poder mostrar as vantagens da colaboração familiar.

Por isso, um calendário, como o que foi apresentado no fim do capítulo anterior, a interrelacionar os acontecimentos, era bastante útil. Cada semana, podia ser marcada com um número ou uma letra que, para não ser repetida, podia ter, por exemplo, a primeira em cursivo normal e a segunda em itálico e as seguintes com outro feitio.

O tratamento da enurese foi iniciado no princípio do Novo Ano, para deixar que a criança se pudesse divertir um pouco no Natal e na passagem de Ano. Como os resultados se podem registar com bastante facilidade em termos Difíceis-Bcomparativos, utilizando o mapa apresentado, torna-se necessário transformá-los da maneira mais adequada para a finalidade pretendida. Para tanto, é necessário atribuir uma designação específica a cada elemento que se deseja registar e comparar, do mesmo modo como se tinha feito com as perguntas relacionadas com a enurese do filho.

Assim, quanto ao filho, a ingestão de líquidos e o quantitativo de reforços por ele recebidos foi relacionado com a quantidade de vezes que a cama ficava «molhada». Por isso, para os pais, as informações contidas em A e E foram relacionadas com o conjunto das informações das letras B, C e D em primeiro lugar.Saude-B

No caso dos pais, à média das dificuldades da Sónia atribuiu-se uma designação (S), do mesmo modo como se atribuiu outra para a média das dificuldades do Gilberto (G).

No final, as designações, colocadas na linha do mapa da semana a que se referiam, foram as seguintes:
I – Número de dias em que o filho bebeu líquidos depois das 18 horas.
II – Número de vezes que o filho «molhou» a cama durante a semana.
III – Número de vezes que o filho foi elogiado após ter ido à casa-de-banho.Psicopata-B
IV – Média das dificuldades da Sónia (S).
V – Média das dificuldades do Gilberto (G).
(fim da página 214)

******************
Observa-se nas três primeiras colunas que a diminuição de dias em que a criança bebeu líquidos depois das 18 horas e o aumento de reforço dado pelo pai correspondem a uma redução para duas, as vezes que a criança «molhou» a cama. Com isto, os pais compreenderam que, além do mais, existia alguma relação entre estes três factos. Isto Acredita-Bajudou a fazer-lhes entender que além do cuidado de levar a criança à casa-de-banho, ela beneficiava com o afecto que lhe era proporcionado naquele momento e de que tanto mostrava necessitar.

Posteriormente, os resultados foram comparados com os obtidos pela mãe durante a sua psicoterapia. Assim, na coluna IV foi anotada a média das dificuldades apresentadas pela Sónia e por ela auto-avaliadas durante a psicoterapia que tinha começado na semana E.

Mais tarde, os resultados da enurese do filho também foram comparados com a média das dificuldades que o Gilberto apresentava no início da psicoterapia e que eram auto-avaliadas e registadas por ele todas as semanas, tal como a Depressão-BSónia.

A letra M indica a semana marcada com esta letra no calendário utilizado para o início da psicoterapia do Gilberto. Estas letras, números, cursivos diferentes e outros sinais ou símbolos utilizam-se para mencionar uma situação especial que pode delimitar cada assunto a ser realçado.

Este mapa, elaborado pelos dois cônjuges com a ajuda do psicólogo, serviu para os incentivar a melhorarem cada vez mais o relacionamento conjugal e familiar. Assim, a Sónia passou a receber do marido todo o apoio que ele não tinha tido oportunidade e possibilidades de dar, por causa da educação que recebera. O mesmo se passara com ela.Consegui-B

Esta terapia conjunta, além de tentar resolver um problema simples e pontual de que os pais se queixavam inicialmente, passou a funcionar como profilaxia para evitar que outros dois elementos da família – os dois filhos – ficassem afectados pelos preconceitos e ideias falsas que tinham distorcido ligeiramente, de modo prejudicial, a mentalidade dos pais e o seu bom entendimento interpessoal.

Ver na página seguinte um calendário útil.
(fim da página 215)
A página 216 só tem o calendário; faltam também os quadros, gráficos, figuras do livro original.Maluco2
(continua no Envolvimento Familiar – 5)

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ENURESE 3

Para o comentárioSaude-B

“Estou com muitas dificuldades com o meu filho de 6 anos que começou a fazer chi-chi na cama há mais de um ano.
O médico dele diz que isso passará com a idade.
Como não posso contar com o pai dele que saiu de casa há 2 anos, haverá alguma coisa a fazer, já que os nossos serviços de doença, como diz o outro comentador, não nos ajudam devidamente?

de uma Anónima, feito em 9 de Julho no post Serviços de Saúde?, e a que lhe respondi imediatamente, pedindo, consultasse com cuidado todos os posts sobre ENURESE (o ENURESE 2 aqui, e este, anterior, ainda no blog antigo) e ENCOPROSE (sob esse título, mas também o ENCOPROSE 2), em ambos os blogs PSICOLOGIA PARA TODOS, faço este post, transcrevendo as páginas 49 a 54 do novo livro PSICOTERAPIAS DIFÍCEIS (M).

“O tratamento da enurésia pode ser efectuado através de treino com condicionamentos, medicação, psicoterapia ou com uma conjugação destas três componentes. Para compreender melhor toda esta situação que engloba, seguramente, uma família inteira, nada melhor do que passar em revista algumas investigações e experiências que Imagina-Btentaram desvendar as causas para depois se poder actuar na modificação dos seus efeitos desagradáveis.

A aprendizagem ou treino, delimitado pela área do comportamentismo, baseia-se essencialmente na resposta condicionada. Para tanto, utilizam-se aparelhos que aplicam um choque eléctrico muito fraco quando a criança começa a urinar e molha a cama.

Em 1930, J. Nye propôs o método da aprendizagem como forma de «cura» da enurésia. O equipamento a utilizar era uma esponja húmida colocada entre os ombros do paciente, ligada a um dos pólos de uma pilha que tinha o outro pólo ligado a outra esponja seca colocada na extremidade do aparelho urinário. Enquanto o paciente estivesse Consegui-B«seco», o equipamento não provocava qualquer sensação de desagrado mas, quando a segunda esponja fosse humedecida, o paciente acordava com um ligeiro choque eléctrico provocado pelo estabelecimento de corrente eléctrica entre as duas esponjas.

Em 1938, Mowrer propôs um equipamento mais refinado que se socorria da distenção da bexiga como sinal para acordar o paciente, que contrairia, deste modo, o esfíncter uretral no momento em que a capacidade da bexiga aumentasse. Assim, o equipamento incorporava uma faixa elástica que era sensível à distenção da bexiga até um certo ponto em que estabelecia a ligação eléctrica que tocava um besouro para acordar o Acredita-Bpaciente, a fim de o ajudar a contrair o esfíncter uretral.

Este equipamento foi posteriormente melhorado com a incorporação de um segundo sinal, associado à obtenção da satisfação após um comportamento adequado. O equipamento tinha igualmente um dispositivo que fazia tocar um besouro fraco durante um segundo, logo que a bexiga estivesse cheia e necessitasse de maior contracção uretral. Se, passado um minuto, a contracção não tivesse ocorrido, embora o paciente estivesse a dormir, tocava um segundo besouro que continuava a funcionar até ser desligado. Isto pressupõe que o paciente era acordado numa situação des­confortável de cama molhada.Psicopata-B

Outro método é a utilização de um cobertor eléctrico que faz soar uma campainha às primeiras gotas de urina no colchão. Embora este processo tenha dado bons resultados, as recaídas foram frequentes, para não falar dos casos em que a criança desligou o interruptor da campainha para continuar a dormir na cama molhada.

É o resultado da aprendizagem por punição que cessa muito rapidamente quando a punição é retirada. Em contraposição, o treino realizado com a gratificação continua por muito mais tempo, mesmo que esta desapareça.Maluco2

Em 1968, Broughton quis demonstrar que a enurésia é um distúrbio clássico do sono, tal como o sonambulismo, os pesadelos e o medo de dormir. Tudo isto ocorre no momento em que a pessoa acorda de uma fase de sono caracterizada no EEG por ondas lentas em que não existem sonhos. Pessoas com este tipo de distúrbios apresentam durante a noite, entre outras, diversas alterações fisiológicas que podem provocar a micção. A enurésia parece ser provocada no momento em que a pessoa acorda desse estado de sono sem sonhos. Estabelece-se então um estado de confusão e desorientação, provocando comportamento automático, reactividade relativamente baixa aos estímulos, resistência ao despertar, com amnésia retrógrada, originando contracções da bexiga Psicologia-Bidênticas às provocadas por situações de tensão.

Como a teoria da personalidade de Eysenck diz que as drogas que estimulam o sistema nervoso central facilitam e aceleram o condicionamento, efectuaram-se experiências de condicionamento com aingestão de dexedrina e metedrina. Embora os grupos de dexedrina e metedrina tivessem efectuado uma aprendizagem mais rápida, os grupos condicionados com droga, apresentaram uma taxa de reincidência maior do que a dos restantes pacientes, havendo mais reincidentes nos da dexedrina. Contudo, como as experiências eram efectuadas com crianças em situação de enurésia, vivendo num ambiente familiar tenso, Turner e Young verificaram que a variável mais importante da causa de todas as reincidências era a falta de cooperação dos pais. Dos casos estudados, 32 por Interacção-B30cento dos condicionados sem intervenção quimioterapêutica reincidiram, acontecendo o mesmo com 76 por cento dos condicionados com dexedrina. Estes resultados fazem supor que a aprendizagem não deve ser muito rápida (como com dexedrina), mas prolongar-se, com treinos, durante um período de tempo longo.

A medicação consiste essencialmente na utilização do clorodiazepóxido (sedativo). Quando devidamente acompanhadas pelo médico da especialidade, as crianças podem utilizar drogas anticolinérgicas tais como beladona, brometo de probantina, anfetamina, dexanfetamina, etc. Contudo, os resultados não são muito encorajadores. A utilização de antidepressivos, tais como a imipramina e a amitriptilina, também não apresenta resultados eficazes e duradouros quando não acompanhada de outras medidas psicológicas.mario-70

A psicoterapia por si só, embora necessária em qualquer tratamento da enurésia, também não se mostra um método seguro. Não basta compreender o mecanismo subjacente à enurésia. É necessário também que a criança seja capaz de dominar a situação e de controlar os esfíncteres. Esta é, às vezes, a tarefa mais difícil.

O tratamento da enurésia deve convergir na redução da tensão emocional subjacente à dificuldade, mais do que no sintoma em si, sugerindo que não deve ser dada qualquer importância apenas ao fenómeno enurético. Contudo, o condicionamento mecânico e a alteração do regime de alimentação, com limitação de ingestão de líquidos na parte Biblioda tarde e o acordar a criança de noite para ir à casa de banho, podem ajudar a interromper o círculo vicioso, desde que se dê à criança a oportunidade de ganhar confiança em si própria. Os pais não devem exercer a mais pequena pressão na criança, para que ela não sinta tudo isto como uma nova ameaça ou punição.

O melhor método parece ser a utilização combinada das várias técnicas, envolvendo o apoio total dos familiares, que constituem o meio ambiente mais próximo da criança. Se, em grande parte, a enurésia é ocasionada pela interacçáo com o meio ambiente, esse meio ambiente deve ser alterado, em primeiro lugar.

 Um testemunho vivo de que o meio ambiente é fundamental para a alteração da enurésia, é o «caso» que foi descrito numa Psicopata-Bcomunicação científica: O pinguim – enurésia.

António, de 7 anos de idade, era o filho mais velho de um técnico industrial e uma enfermeira. Desde o nascimento da irmã, três anos mais nova, começou por sofrer de enurésia nocturna que passou a ser cada vez mais frequente, além de se transformar, esporadicamente, em diurna. António dormia inicialmente no quarto dos pais mas, com o nascimento da irmã, os pais resolveram mudar-se para uma casa mais desafogada em que António pudesse ter o seu quarto. A bebé passou a dormir no quarto dos pais como tinha acontecido anteriormente com o António.

Logicamente, nestas circunstâncias, a atenção da mãe incidia muito mais na filha recém-nascida do que no António. Como o pai Depressão-Bestava muito tempo fora de casa à noite, em serviço, o António ficava também sem a escassa companhia que já tivera, do pai.

Começou a enurésia esporádica que se foi tornando cada vez mais frequente. O pediatra disse à mãe que devia ser uma reacção ao nascimento da irmã e que iria passar com o tempo. O melhor seria precaver a situação com fralda, já que a mãe não tinha muita disponibilidade para mudar constantemente os lençóis da cama por causa do trabalho que tinha com a outra filha.

A fralda começou a ser um hábito. O aspecto engraçado que o rapaz tinha quando a usava era motivo de brincadeiras da mãe Psi-Bem-Cque lhe chamava amorosamente “pinguim” com uma palmadinha no rabito por causa da figura ridícula que fazia com a enorme fralda que tinha de utilizar. A enurésia prolongou-se por dois anos, aumentando de frequência e intensidade a ponto de a urina ultrapassar a barreira da fralda e molhar os lençóis.

Na ocasião das férias grandes, uma tia convidou o António para sua casa durante uma semana. Embora essa senhora soubesse do facto, a irmã recomendou-lhe que não se esquecesse da fralda.

Como estava a ter algumas noções de psicologia, a tia tentou dar à criança o reforço do comportamento incompatível, isto é, reforçar todos os comportamentos relacionados com não molhar a cama, sem chamar a atenção para esse facto. Logo no primeiro dia, os seus dois filhos, cinco anos mais velhos do que o António, ajudaram-na a conversar com ele Joana-Bsobre o facto, fazendo-lhe ver que já era um rapaz quase tão crescido como eles e capaz de ter a cama seca.

Quando se foi deitar sem a fralda, António preveniu a tia, de imediato, que poderia ter o azar de molhar a cama. A tia disse que confiava nele, que era capaz de se aguentar até ir à casa de banho e que, durante a noite, ela o iria acordar. Foi para a cama às 22.00 horas, sem fralda, quase sem ter bebido água ao jantar e depois de ter ido à casa de banho. A tia foi acordá-lo às duas da madrugada para ir à casa de banho. Custou imenso a acordá-lo devido à falta de hábito mas, uma vez desperto, a tia mostrou-lhe que a cama estava enxuta como ela tinha previsto. A tia e os primos procederam da mesma maneira nos dias seguintes, sempre a fazer lembrar que ele era capaz de se conter. A cama nunca ficou molhada nos seis dias seguintes.Organizar-B

Quando o António regressou a casa, a mãe, surpreendida com o que se passara na casa da irmã, deixou-o, logo na primeira noite, sem fralda e recomendou que tivesse cuidado. Quando o foi ver, às quatro da manhã, já estava completamente ensopado em urina. Muito aborrecida, deixando transparecer a sua desilusão, acordou-o, levou-o à casa de banho e pôs-lhe a fralda.

Falando posteriormente com a irmã acerca do assunto, a mãe do António compreendeu que não só não lhe dava reforço quando a cama estava seca, como também, com a sua conversa sobre o «chichi» e o resto que lhe dizia quando ele Respostas-B30andava de fralda (meu pinguim), podia estar a encorajá-lo a continuar a ser enurético.

Só quando a mãe teve aulas de Psicologia (Modificação do Comportamento), conseguiu entender que a criança tinha um problema de relacionamento com ela na esfera da afectividade. Por isso, a mãe teve de modificar o meio ambiente do António, dando-lhe reforços no momento adequado para conseguir resolver a situação através dos conhecimentos que ia adquirindo nas aulas de Psicologia.”

Como não sei coisa alguma da história aprofundada deste caso, tenho de dizer que, em caso de insucesso nos procedimentos adoptados, haverá necessidade de consultar um psicólogo.

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É aconselhável consultar o ÍNDICE REMISSIVO
de cada livro editado em post individual.

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SERVIÇOS DE SAÚDE?

Um Anónimo fez o seguinte comentário no post ACONSELHAMENTOS 7:Saude-B

“Já que é psicólogo há mais de 35 anos, acha bem que o Governo pague aos psicólogos a importância de 4,19 euros por hora?”

e a minha resposta foi:

“Já falei nisso num livro publicado em 2000, podendo transcrever num novo post as páginas 101 a 105 doutro que estou a reformular agora com três livros antigos e que se vai intular “PSICOTERAPIAS Psi-Bem-CBEM SUCEDIDAS – 3 casos” (L).

Por isso, como tudo isto começou quando em 1990 começaram a «mexer» nos Serviços de Saúde e nunca mais pararam, vou transcrever a seguir o que prometi:

Caso da GERMANA

Depois dum bom almoço, saboreava o meu dilecto Irish coffee sentado na esplanada do Snack-bar ABRIGO, na Praça das Laranjeiras, bem no centro de Lagos, no fim do verão de 1999. Estava na companhia do meu amigo Das Neves quando a conversa resvalou, como habitualmente, para a esfera política.Difíceis-B

– Você acha que a Ministra da Saúde está a ter uma política correcta? – perguntou-me.
– Não sei, mas parecia-me ter melhores intenções do que os ministros anteriores. Pelo menos, o Secretário de Estado estava a rever o tarifário dos serviços prestados pelos convencionados, mas até agora, nada mudou para a Psicologia.

– E isso é importante?
– Em 1970, quando os psicólogos em regime liberal recebiam mais ou menos Esc: 1.000$00 pelo «exame psicológico
mario-70completo», o qual consta duma primeira consulta aprofundada, exame de personalidade com RORSCHAH, e exame de nível intelectual com a bateria de Wechsler, os Serviços Medico-Sociais pagavam Esc: 900$00. Passados 30 anos, quando no regime liberal se paga mais de Esc: 25.000$00 por 4 horas e meia de trabalho do psicólogo, instalações, serviço administrativo e material necessário, a ARS paga apenas Esc: 1080$00.

– Tão pouco? Eles têm consciência disso?
– Como não sei, escrevi uma carta ao Secretário de Estado alertando-o para o ridículo desse pagamento. Quanto ao «exame psicológico completo», posso dizer que muitos psicólogos honestos se recusam a fazê-lo porque só a sua aplicação demora cerca de 4 horas. Nestas condições, após a conclusão de um curso superior, estes mesmos técnicos passariam Biblioa ganhar menos do que uma «mulher-a-dias» ou empregada doméstica que não necessita de qualquer grau de instrução para o seu trabalho.

– De facto, as coisas não estão bem e muita gente passa mal por não ter dinheiro para pagar consultas, exames, medicamentos, etc., visto que as convenções deixam muito a desejar. Além disso, mesmo que as pessoas tenham dinheiro para pagar uma psicoterapia, segundo a opinião da minha prima cuja mãe é enfermeira, os psiquiatras, os neurologistas, os pediatras e até os médicos de clínica geral medicam cada vez mais os seus doentes sem lhes propor a alternativa de consultar um psicólogo. Suponho que, por sua vez, os grandes laboratórios farmacêuticos pressionam e aliciam bastantes médicos, com boas ofertas e presentes, para que Imagina-Breceitem cada vez mais medicamentos. Muitas vezes discutimos isto e falamos em si. É um ciclo vicioso em relação ao qual alguma coisa tem de ser feita.

Esta última frase fez renascer em mim um turbilhão de ideias postas de lado e recalcadas durante os últimos vinte anos.

Vendo que eu não dizia coisa alguma e estava completamente absorto nos meus pensamentos, Das Neves perguntou:

– Você está aqui ou viaja para algum espaço sideral?Acredita-B
– Estava a pensar nas dificuldades financeiras que as pessoas me expõem quando vêm à consulta e querem continuar mas não podem pagar. Depois de imensos «casos» com consultas e tratamentos interrompidos por este motivo, posso dizer que se as pessoas fossem capazes de tomar uma melhor consciência dos seus problemas, de seguir determinadas indicações e de praticar alguns exercícios poderiam ter algum alívio para os seus males mentais ou apressar a sua recuperação.

– Não está a referir-se aos pedinchões crónicos que têm bons carros mas não dispõem de dinheiro para pagar uma simples consulta?Consegui-B
– Não. Estou a falar de pessoas carenciadas, de estratos sociais médios, como os que são exclusivamente funcionários e, às vezes, até alguns quadros e investigadores do Estado e que não têm outras achegas financeiras envergonhando-se, muitas vezes, de pedir «descontos» nas consultas.

– Então, porque é que não as alerta para o seu ponto de vista?
– Eu alerto, mas não tenho suporte material. Necessito, em primeiro lugar, de ter «literatura» adequada e, em segundo, que as pessoas a leiam compreendendo as explicações e seguindo as instruções dadas. Vemos isto na «bricolage» ou nos «hobbies». Existem manuais que as pessoas consultam para fazer o seu trabalho, algumas vezes, com a Maluco2ajuda de técnicos. O mesmo pode acontecer com a psicoterapia e, especialmente, com a profilaxia ou prevenção.

– Algumas revistas de grande circulação têm consultório de Psicologia que muitas pessoas lêem.
– Lêem, mas podem ficar mal informadas. Não concordo com o modo incompleto e pouco específico como certas respostas são dadas. Faltam muitas informações e, finalmente, parece que o leitor é desculpabilizado ou encaminhado para a consulta de Psicologia.

– Neste caso, qual a vantagem dos livros sérios?Psicologia-B
– Para mim, as vantagens consistem em proporcionar às pessoas que necessitam de ajuda em psicologia, desejam reduzir a tensão nervosa em que vivem no dia-a-dia ou querem ter um comportamento ideal, instrumentos com os quais possam trabalhar e reduzir o «stress», ficando com eles à sua disposição, em qualquer momento. Sabe que o livro é um meio fundamental de aquisição de conhecimentos especialmente quando não existem modelos a ser imitados ou prática a ser efectuada com apoio monitorizado. Isto consegue-se com a modelagem e a moldagem que funcionam nas escolas com os vídeos e os laboratórios e que complementam os ensinamentos teóricos aprendidos nos livros e previamente dados pelos professores.Interacção-B30
“Se as pessoas utilizarem os mesmos métodos para a boa orientação da interacção humana e profilaxia dos comportamentos inadequados, podem ler os livros, fazer algumas consultas para tirar dúvidas e voltar às consultas sempre que necessário para conseguirem ter uma vida mais saudável sob o ponto de vista mental. Se assim não for, terão de se sujeitar às inúmeras, fastidiosas, morosas e dispendiosas consultas para eliminar um mal que se podia ter evitado.

– Você está a falar de droga, depressão, delinquência, alcoolismo, etc. que são muito frequentes nos nossos dias?Psicopata-B
– Exactamente. E, mesmo nestes casos, depois da pessoa se ter descompensado, tem a vantagem de reduzir em muito as consultas e o tempo de tratamento, aumentando a sua eficácia.

– Já que sabe que os livros podem ajudar. Considerando o caso da Germana, porque não escreve um, baseado nessa experiência? – perguntou-me Das Neves.
– É nisso que estou a pensar nos últimos 25 anos desde que dei aulas de Psicologia e Psicopatologia aos auxiliares de enfermagem que me estimularam a elaborar apontamentos e a distribuí-los por todos. Durante o período das aulas, enquanto liam os apontamentos e os discutiam comigo, alguns conseguiram resolver vários problemas tanto deles próprios como dos seus familiares, de tal modo que muitos até encadernaram esses apontamentos e Depressão-Bguardam-nos ainda hoje como recordação. No entanto, esses apontamentos policopiados não são suficientes.

– Vejo que a ideia é boa, com livros em linguagem muito simples para que toda a gente entenda; nada de «palavrões» difíceis. Já lançou uma série com as bases da ciência do comportamento desde a teoria à prática, acompanhadas da técnica e dos «casos» com os quais foi lidando ao longo da sua prática clínica (F). Agora é mostrar as vantagens que as pessoas têm em saber como modificar o seu próprio comportamento e como é que isso foi feito em casos práticos. Já sei que o seu gosto vai para a prevenção baseada numa «educação» adequada.
– É exactamente essa a minha intenção (ver agora). Organizar-B

– Então, porque não põe essa intenção em prática e intitula esse livro “«STRESS»? Reduza-o já!” É disso que se vai tratar.

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