PSICOLOGIA PARA TODOS

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ACONSELHAMENTOS 7

Comentáriomario-70

“Quando fala em dificuldades escolares ocasionadas por desentendimentos familiares, tenho de perguntar se os mesmos podem ser determinantes do insucesso escolar.
Na minha família, estou de mal com o meu marido por causa da família dele e, este ano, a minha filha chumbou no 6º ano quando nunca antes tinha perdido o ano.”

D. Natália,

Em relação ao seu comentário transcrito acima, acho que devo apresentar, a seguir, as páginas 15 a 18 do livro IMAGINAÇÃO ORIENTADA (J), ainda não publicado:    

– Há mais de meia hora que converso contigo tentando pedir a tua opinião acerca da vantagem ou desvantagem de uma consulta de psicologia!
– De facto, há mais de 50 minutos que estou a ouvir a tua «arenga» acerca dos problemas em que estás envolvido mas, que eu saiba, nem sequer me deste a oportunidade de abrir a boca a não ser agora. Suponho que não estiveste a conversar, mas imagino que falaste demasiado para que eu mostrasse concordância com as tuas ideias e desejos, expostos de forma confusa a descoordenada. Psicologia-B

– Não fui suficientemente claro?
– Não sei se consegui compreender, mas parece-me que existem problemas com a tua mulher e filha que desejas ver resolvidos e não sabes como actuar. Pensas que uma visita ao psicólogo irá solucionar, como por encanto, todas as tuas preocupações. Será isso?

– Não é para isso que os psicólogos servem?
Interacção-B30– Se é essa a ideia que tens da psicologia, estás completamente enganado!

– Achas então que devo ir ao psiquiatra?
– Repara que não sugeri isso!

– Afinal de contas, o que faço? Deixo-me destruir pelos conflitos lá em casa?
– Como é que eu sei se os teus conflitos necessitam de solução legal, económica, religiosa, psicológica, psiquiátrica ou qualquer outra, se ainda não estou ciente dos mesmos?

Saude-B– Como queres que os explique, se depois de 50 minutos de «arenga», como afirmas, ainda não compreendeste coisa alguma?
– Tem calma. Durante os 50 minutos, tu monologaste tentando convencer-me que devia dizer “sim” e concordar com tudo o que disseste para favorecer, com as minhas respostas, o teu ponto de vista. Se quiseres saber o que penso, em vez de monologares, vamos conversar. Não esperes que concorde sempre contigo, nem que te dê opiniões do teu agrado. Repara que vou apresentar o meu ponto de vista acerca duma situação exposta por ti e em relação à qual já tens opinião formada. Pelo menos até agora, julgas que no conflito familiar a razão está do teu lado!Acredita-B

– Está bem. Então, deixa-me expor de novo sucintamente o meu caso. Sabes que a minha filha tem 9 anos e teve péssimas notas na Primária. A professora diz que ela é disléxica e que perturba as aulas. A minha mulher não concorda com a professora porque ela própria, em criança, teve problemas e dificuldades na leitura e na escrita, além de ter sido enurética e de raramente ter conseguido dormir em lençóis secos até cerca dos 15 anos.
“Acha que sou muito severo para com a nossa filha. Enquanto eu julgo que a miúda deve ir à consulta de psicologia, porque a filha de um colega do emprego também teve problemas na escola e foi ao psicólogo, a minha mulher acha que devemos ir ao neurologista ou psiquiatra para lhe pedir medicamentos que ajudem a desenvolver o cérebro da Consegui-Bcriança.”
– Só agora começo a compreender-te com o resumo que fizeste da situação. Trabalho em clínica há mais de vinte anos e tenho tido contacto com muitas situações semelhantes. Julgo que te posso ajudar a sair desse impasse utilizando apenas o bom senso que todos devemos ter. Os problemas da tua filha não são iguais aos de qualquer outra criança, embora semelhantes aos de muitas. Tanto tu como a tua mulher têm de chegar a um acordo sobre a necessidade ou não de observação objectiva e realista dos problemas da vossa filha. Se ela apresenta dificuldades na escrita e leitura, não é um comprimido ou uma injecção que vão dar milagrosamente a capacidade que lhe falta. Se te referes aos problemas de provocar distúrbios nas aulas, é necessário descobrir se existe algum conflito com a professora ou com o meio ambiente escolar ou se ela sente insatisfação por não conseguir obter os resultados Maluco2desejados devido à incapacidade intelectual.
“Terá de fazer exames psicológicos que detectem os seus défices e, de acordo com os resultados, submeter-se-á a treino psicopedagógico ou apoio psicoterapêutico. Quem julgas que pode avaliar estes défices melhor do que um psicólogo? Se houver enurésia ou incontinência urinária, como no caso da tua mulher, será necessário verificar através de exames médicos (simples observação, radiografias e/ou análises clínicas, etc.) se existem causas orgânicas. Após esta despistagem, o psicólogo pode ajudar no diagnóstico provisório e terapia consequente se a causa for psicológica (I) (M).

– Queres portanto dizer que uma consulta ao psicólogo irá resolver o problema como eu pensava.Psicopata-B
– Eu não disse isso, nem os problemas podem ser resolvidos sempre numa consulta. O mais importante é os pais observarem a filha com cuidado e tentarem aperceber-se das dificuldades dela. Explicadas ao psicólogo, serão posteriormente avaliadas para se tentar reduzir prioritariamente as mais graves. Na primeira consulta de psicologia, como na de qualquer outra especialidade, exposto sucintamente o problema, o psicólogo dá indicações dos passos seguintes necessários, como por exemplo, avaliação pormenorizada, psicoterapia, reeducação ou qualquer outra acção psicológica.
– Como é que os psicólogos podem adivinhar que a criança necessita de reeducação ou de psicoterapia?
– Os psicólogos não adivinham, mas a sua formação e preparação de mais de 7 anos em psicologia clínica (com um curso Depressão-Bsuperior básico de 5 anos e treino posterior, com supervisão, durante 2 anos ou mais), desenvolve-lhes a capacidade de observar o comportamento humano em interacção com o meio ambiente e deduzir, a partir dos dados colhidos, quais são as acções necessárias de forma prioritária. No teu caso, é provável que o psicólogo fique na dúvida acerca da causa das dificuldades existentes. Observando a vossa interacção e sabendo a história pessoal da criança, é provável que vacile entre causas orgânicas ou fisiológicas e de interacção com o meio ambiente. Nesse caso, o psicólogo pode recomendar que se façam algumas provas psicológicas. Depois das provas e do relatório subsequente, é geralmente necessária nova consulta para discutir os resultados e planear uma estratégia de actuação que se pode basear num único ponto ou em diversos, tais como psicoterapia, apoio psicopedagógico, terapia familiar, sessões em conjunto ou de grupo, ou até várias outras acções.Difíceis-B

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2 thoughts on “ACONSELHAMENTOS 7

  1. Anónimo on said:

    Já que é psicólogo há mais de 35 anos, acha bem que o Governo pague aos psicólogos a importância de 4,19 euros por hora?

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