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ENVOLVIMENTO FAMILIAR – 4

(início da página 213) (continuação do Envolvimento Familiar – 3)

Com este quadro, os pais notaram que a enurese diminuía à medida que o seu contacto com o filho ia aumentando. O pai teve Psicologia-Breforço em relação ao seu trabalho de levar o filho à casa-de-banho, apesar do sacrifício que fazia com a falta do desporto. A mãe verificou que o relacionamento do filho com o pai ia melhorando aos poucos, embora com muita lentidão. Ela própria começou a acreditar que se podia fazer em psicologia algo de visível e notório. Não eram informações que os outros davam de que o «doente» estava a melhorar. Ela via as melhoras que, para mais, ficavam registadas. De 15 vezes por semana que o filho «molhava» a cama, no início da terapia, passar para 0 vezes, ao fim de 17 semanas, era uma vantagem notável. Além disso, isto acontecia com a intervenção deles e especialmente do pai, mais do que com a acção do psicólogo. Continuaria tudo assim?

O psicólogo já tinha iniciado a psicoterapia com a Sónia. Ela fazia a sua auto-avaliação. Interessava agora interligar as duas neuropsicologia-Bsituações – a do filho e a dela – para lhe poder mostrar as vantagens da colaboração familiar.

Por isso, um calendário, como o que foi apresentado no fim do capítulo anterior, a interrelacionar os acontecimentos, era bastante útil. Cada semana, podia ser marcada com um número ou uma letra que, para não ser repetida, podia ter, por exemplo, a primeira em cursivo normal e a segunda em itálico e as seguintes com outro feitio.

O tratamento da enurese foi iniciado no princípio do Novo Ano, para deixar que a criança se pudesse divertir um pouco no Natal e na passagem de Ano. Como os resultados se podem registar com bastante facilidade em termos Difíceis-Bcomparativos, utilizando o mapa apresentado, torna-se necessário transformá-los da maneira mais adequada para a finalidade pretendida. Para tanto, é necessário atribuir uma designação específica a cada elemento que se deseja registar e comparar, do mesmo modo como se tinha feito com as perguntas relacionadas com a enurese do filho.

Assim, quanto ao filho, a ingestão de líquidos e o quantitativo de reforços por ele recebidos foi relacionado com a quantidade de vezes que a cama ficava «molhada». Por isso, para os pais, as informações contidas em A e E foram relacionadas com o conjunto das informações das letras B, C e D em primeiro lugar.Saude-B

No caso dos pais, à média das dificuldades da Sónia atribuiu-se uma designação (S), do mesmo modo como se atribuiu outra para a média das dificuldades do Gilberto (G).

No final, as designações, colocadas na linha do mapa da semana a que se referiam, foram as seguintes:
I – Número de dias em que o filho bebeu líquidos depois das 18 horas.
II – Número de vezes que o filho «molhou» a cama durante a semana.
III – Número de vezes que o filho foi elogiado após ter ido à casa-de-banho.Psicopata-B
IV – Média das dificuldades da Sónia (S).
V – Média das dificuldades do Gilberto (G).
(fim da página 214)

******************
Observa-se nas três primeiras colunas que a diminuição de dias em que a criança bebeu líquidos depois das 18 horas e o aumento de reforço dado pelo pai correspondem a uma redução para duas, as vezes que a criança «molhou» a cama. Com isto, os pais compreenderam que, além do mais, existia alguma relação entre estes três factos. Isto Acredita-Bajudou a fazer-lhes entender que além do cuidado de levar a criança à casa-de-banho, ela beneficiava com o afecto que lhe era proporcionado naquele momento e de que tanto mostrava necessitar.

Posteriormente, os resultados foram comparados com os obtidos pela mãe durante a sua psicoterapia. Assim, na coluna IV foi anotada a média das dificuldades apresentadas pela Sónia e por ela auto-avaliadas durante a psicoterapia que tinha começado na semana E.

Mais tarde, os resultados da enurese do filho também foram comparados com a média das dificuldades que o Gilberto apresentava no início da psicoterapia e que eram auto-avaliadas e registadas por ele todas as semanas, tal como a Depressão-BSónia.

A letra M indica a semana marcada com esta letra no calendário utilizado para o início da psicoterapia do Gilberto. Estas letras, números, cursivos diferentes e outros sinais ou símbolos utilizam-se para mencionar uma situação especial que pode delimitar cada assunto a ser realçado.

Este mapa, elaborado pelos dois cônjuges com a ajuda do psicólogo, serviu para os incentivar a melhorarem cada vez mais o relacionamento conjugal e familiar. Assim, a Sónia passou a receber do marido todo o apoio que ele não tinha tido oportunidade e possibilidades de dar, por causa da educação que recebera. O mesmo se passara com ela.Consegui-B

Esta terapia conjunta, além de tentar resolver um problema simples e pontual de que os pais se queixavam inicialmente, passou a funcionar como profilaxia para evitar que outros dois elementos da família – os dois filhos – ficassem afectados pelos preconceitos e ideias falsas que tinham distorcido ligeiramente, de modo prejudicial, a mentalidade dos pais e o seu bom entendimento interpessoal.

Ver na página seguinte um calendário útil.
(fim da página 215)
A página 216 só tem o calendário; faltam também os quadros, gráficos, figuras do livro original.Maluco2
(continua no Envolvimento Familiar – 5)

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Ver também o post LIVROS DISPONÍVEIS

É aconselhável consultar o ÍNDICE REMISSIVOarvore-2

de cada livro editado em post individual.

Blogs relacionados:

TERAPIA ATRAVÉS DE LIVROS [http://livroseterapia.wordpress.com/]

PSICOLOGIA PARA TODOS (o antigo) [http://psicologiaparaque.blogspot.pt/]

Para tirar o máximo proveito deste blog, consulte primeiro o post inicial “História do nosso Blog, sempre actualizada”, de Novembro de 2009 e escolha o assunto que mais lhe interessa. Depois, leia o post escolhido com todos os comentários que são feitos. Pode ser que descubra também algum assunto acerca do qual nunca tivesse pensado.

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2 thoughts on “ENVOLVIMENTO FAMILIAR – 4

  1. Anónima on said:

    Estes artigos sobre ENVOLVIMENTO FAMILIAR são importantes.
    Vamos ler tudo durante as férias porque não nos conseguimos divertir com outra coisa.

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