PSICOLOGIA PARA TODOS

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O AUTISMO ENTRE NÓS – 2

Acabei de receber o seguinte e-mail ao qual vou responder com a transcrição do capítulo de um novo livro intituladoneuropsicologia-BRESPOSTAS SOBRE PSICOLOGIA (O), que estou a delinear por proposta dos CãoPincha:

O meu filho, de 12 anos, foi considerado autista e está num colégio destinado a crianças com esta dificuldade. Enquanto ainda não envelhecermos, tanto eu como o meu marido e a filha mais nova poderemos fazer alguma coisa por ele? Estou com receio que, depois do nosso desaparecimento, o filho não tenha qualquer acolhimento condigno.

Embora esta pergunta devesse ser feita há muitos anos quando o filho foi diagnosticado como autista, julgo que nunca é tarde para tentarmos fazer qualquer coisa por ele. Pela pergunta feita, parece que a criança ficou sempre numa Saude-Binstituição para autistas, com a medicação necessária, talvez com alguma terapia, mas sem a mínima comparticipação dos pais ou doutros familiares no seu tratamento, durante a maior parte do dia em que não estava na escola.

Caso contrário, teria mencionado isso e já teria tido oportunidade de ajudar a criança desde logo, em casa, isto é, quase desde a infância. Veja se consegue descobrir na televisão algumas reportagens estrangeiras sobre crianças autistas e o envolvimento dos pais, o que parece que tem acontecido em Portugal, muito raramente, só a partir de pouco tempo, com o exemplo do que foi divulgado acerca dos acontecimentos nos EUA.Psicologia-B

Este assunto foi especificamente tratado nos posts DESABAFO, de 1Out2008 e O AUTISMO ENTRE NÓS, de 31Ago09, no anterior blog PSICOLOGIA PARA TODOS.  Sem termos necessidade de importar técnicos estrangeiros, indicámos o muito daquilo que não se faz em Portugal para melhorar a sorte dessas crianças. O que tem de se fazer, é extremamente simples, embora exija muita persistência, paciência e tempo de acção, tudo acompanhado de bastante boa vontade e tempo disponível, além de alguns conhecimentos técnicos que podem ser dados a qualquer pessoa cuja instrução mínima seja a antiga 4ª classe ou do actual 4º ano do ciclo básico. Está tudo contido na modificação do comportamento (F).Interacção-B30

O Professor Joseph Morrow da California State University, Sacramento, esteve cá há muitos e, durante a sua licença sabática, mostrou como se podia fazer. Ninguém continuou a experimentar estas técnicas ou acção reeducativa, especialmente, porque a instituição tinha um psiquiatra mas nenhum psicólogo. Por isso, também é bom consultar os posts com a designação de MODIFICAÇÃO DO COMPORTAMENTO neste blog, além do referido anteriormente.

No autismo, existem essencialmente comportamentos estereotipados e de isolamento, além de dificuldades de comunicação, Difíceis-Bde interacção social e de comportamento, porque a inteligência parece ficar intacta. Por isso, basta utilizar com grande intensidade o reforço do comportamento incompatível a fim de desviar a atenção dos comportamentos estereotipados e repetitivos, para quaisquer outros a fim de evitar os primeiros e estabelecer uma ponte de comunicação que deve ser o objectivo principal.

Depois de estabelecida a comunicação, os novos comportamentos, com modelagem, a fim de orientar tudo no sentido que se deseja, pode-se fazer uma moldagem com a utilização do reforço de tempo fixo e variável, seguido do de razão variável.

Apesar de ter dificuldade na comunicação, a criança deve gostar de alguma coisa. Descobrir isso, pode ser o mais difícil. Depois,Psicopata-B vale a pena utilizar todos os artifícios possíveis para desviar a atenção da criança, duma comunicação que não seja da sua preferência, como por exemplo, comportamentos estereotipados. Insistindo no tipo de comunicação de que ela gosta, baseada em brinquedo, comida, sons, estereotipias, etc., logo que isto seja conseguido, é necessário captar a sua atenção para o comunicador, a fim de este poder introduzir novos factores ligeiramente diferentes do tipo que a criança demonstrou gostar.

Assim, o comunicador entra em comunicação com a criança e consegue captar a sua atenção, que engloba a interacção social e a modificação do seu comportamento. É o início da técnica da moldagem. Porém, quantas horas de trabalho insano, fastidioso, ingrato e mal gratificado são necessárias? Quem se pode dispor a fazer isso, além dos pais Acredita-Bque desejam o seu filho em melhores condições do que num simples albergue de inválidos? Por melhores que sejam os técnicos e com quantidade de tempo suficiente para tratar da criança na escola, muitas horas de terapia se perdem, caso os pais não tenham as noções mais elementares de modificação do comportamento (F), essenciais num caso destes para uma vida menos «indigna» dessas crianças. Quantas horas fica a criança com os pais, depois de sair da instituição em que pouco tempo se dedicou a este tipo de terapia? É bom pensar nisso e começar a agir depressa.

As noções de que falamos, podem ser dadas rapidamente em poucos dias, mas exigem muita prática, paciência e tenacidade. Consegui-BTalvez um exemplo, possa clarificar esta situação.

Entre várias crianças autistas, tinha de se escolher uma, para iniciar o tratamento para a exemplificação aos pais. Os pais estavam a assistir a aulas de modificação do comportamento, que tinham de observar através de vidros ou janelas unidireccionais.

A terapeuta aproximou-se do Simão e viu que ele brincava a mexer repetidamente num boneco. Munida de um boneco igual, a terapeuta começou a brincar com o mesmo à sua frente e junto dele, de modo captar a sua atenção. Quando conseguiu isso, trocou o boneco com o dele e aproximou esse boneco de um outro, bastante diferente. Colocou Maluco2esses bonecos em interacção um com o outro, à frente do Simão, de modo a tentar captar a atenção do Simão para essa interacção dos bonecos. Quando conseguiu isso, desafiou o Simão a ficar com um boneco e, ficando ela com o outro, fazer brincar os dois bonecos.

Nesta pequena acção terapêutica, que durou mais de uma hora, a terapeuta conseguiu estabelecer a comunicação com o Simão e levá-lo a colaborar com ela, estabelecendo a interacção social e modificando o seu comportamento.

Se num caso simples, há necessidade de tanto tempo para se iniciar a acção de reeducação com um autista, quantos terapeutas Depressão-B
serão necessários para 20 ou 30 crianças? Quanto tempo será necessário? Quanto tempo poderão as crianças estar numa escola para uma reeducação semelhante? O que farão essas crianças fora dessas horas de aprendizagem? Desaprender o que aprenderam?

Estas acções também não podem ser prolongadas indefinidamente no tempo, porque existe o factor da saturação. Por isso, têm de ser repetidas variadas vezes em períodos de tempo muito restritos. E, quem melhor do que os pais e familiares se podem encarregar deste trabalho durante as inúmeras horas em que estas crianças seriam deixadas isoladas (por vontade própria, não modificada) para voltarem a ter os Imagina-Bcomportamentos repetitivos cuja redução se poderia ter iniciado na escola?

Para isso, se houver boa vontade, algumas lições de modificação dadas aos familiares, com filmes elucidadtivos, podem fazer toda a diferença, caso haja da parte destes a boa vontade, paciência e tenacidade necessárias.

Depois da transcrição deste capítulo, posso remeter o leitor para o post CORRIGENDA, de 22 de Abril deste ano. Assim como se podem fazer sessões em conjunto para quem deseje fazer autopsicoterapia de profilaxia, em muito menos tempo, podem ser feitas sessões para quem deseje aplicar as técnicas de modificação do comportamento, sendo indispensável que exista uma prática, Psi-Bem-Cque será mais longa. Tudo depende das pessoas e, especialmente, dos familiares das crianças autistas que, se desejarem um melhor futuro para os filhos terão de se submeter a este tipo de prática. 

Posso aconselhar a ler os livros PSICOLOGIA PARA TODOS (F) e NEUROPSICOLOGIA NA REEDUCAÇÃO E REABILITAÇÃO (I) ou os seus antecessores.

Aprendendo a utilizar a modificação do comportamento com o autista, a interacção social dele, a comunicação e o comportamento serão sensivelmente melhorados de modo a ficar menos dependente e até
Respostas-B30quase independente e autónomo. Tudo depende da força e da quantidade de tempo (bem intervalado) com que se utilizarem as técnicas, bem como da capacidade de aprendizagem da criança, que terá de ser bem estimulada, com reforços adequados. As reportagens da televisão já demonstraram isto. Nós é que ainda não aprendemos a valorizá-las e a lançar mãos à obra. Ficamos nas palavras e nas discussões estéreis, sem passar às acções.

Veja também os 3 posts relacionados com este título.

Já leu os comentários?arvore-2

Clique em BEM-VINDOS

Ver também o post LIVROS DISPONÍVEIS

É aconselhável consultar o ÍNDICE REMISSIVO
de cada livro editado em post individual.

Blogs relacionados:

TERAPIA ATRAVÉS DE LIVROS [http://livroseterapia.wordpress.com/]

PSICOLOGIA PARA TODOS (o antigo) [http://psicologiaparaque.blogspot.pt/]

Para tirar o máximo proveito deste blog, consulte primeiro o post inicial “História do nosso Blog, sempre actualizada”, de Novembro de 2009 e escolha o assunto que mais lhe interessa. Depois, leia o post escolhido com todos os comentários que são feitos. Pode ser que descubra também algum assunto acerca do qual nunca tivesse pensado.

Para saber mais sobre este blog, clique aqui.

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7 thoughts on “O AUTISMO ENTRE NÓS – 2

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  2. thanks a lot for enjoying this beauty article with me. i am appreciating it very much!

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  4. Cassilda on said:

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  6. Já que tem demonstrado, há mais de 30 anos, o seu interesse pelos autistas, o que nos diz agora sobre a peça apresentada na TVI, sobre CASOS DA VIDA – UM FINAL FELIZ, na noite de ontem, com o caso de um rapaz autista?

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