PSICOLOGIA PARA TODOS

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Archive for the month “Setembro, 2012”

PSICOPATA

Comentário de um Anónimo em ACONSELHAMENTOS 11Psicopata-B

O que diz neste artigo, parece contradizer aquilo que o Psicólogo Professor Paulo Sargento disse hoje no programa “Querida Júlia” quanto ao rapaz que matou a namorada em Santo Tirso e depois, até sem se denunciar, foi ajudar a tentar descobrir o seu corpo.
Não compreendi bem o que ele disse, mas deduzi que era uma doença de que o assassino sofria – «psicopata», – parecendo que não tem nada a ver com o seu passado. Pareceu-me uma doença em relação à qual nada se pode fazer senão aceitar e tratar.
Fiquei confuso. O que diz quanto a isso?Saude-B

Em resposta a este comentário, tenho de dizer, antes de tudo, que, por acaso liguei a televisão e, excepcionalmente, fui ver a SIC no momento em que falaram na informação dada pelo «Pedro» que conhecia o assassino e não gostava dele.

Pela descrição que esse Pedro fez da situação, consegui depreender que esse assassino, desde pequenino, era muito mimado essencialmente pelo pai e pelos avós, não tendo a mãe qualquer capacidade de intervenção para chamar a atenção da criança quando fazia disparates e tinha comportamentos violentos, sem qualquer razão justificativa.Psicologia-B

Qualquer intervenção repreendedora da mãe seria imediatamente cerceada pelo pai ou pelos vós. O rapazinho poderia fazer o que quisesse e tinha todo o apoio quando fazia disparates.

Se o meu comentador não conseguiu compreender o que disse esse Professor Paulo Sargento – que eu não conheço – eu também fiquei na mesma depois de ter praticado a docência e a intervenção em psicologia clínica e psicoterapia nos últimos 35 anos. Portanto, não me admira a sua incompreensão!

Tanto quanto me consigo aperceber da situação, se a descrição desse «Pedro» estiver certa, o assassino foi sempre mimado Interacção-B30pelos pai e avós, obtendo daí reforço positivo com toda a gama dos seus comportamentos, quer aceitáveis, quer inaceitáveis, que foi aprendendo ao longo dos anos para estruturar a sua personalidade.

Entre a mãe e os outros havia divergência de conceitos e comportamentos, o que também deve ter criado no rapaz uma dissonância cognitiva, podendo tirar partido daquilo que lhe era mais favorável.

Podermos atingir ou exigir tudo aquilo que desejamos, seja a que preço for, torna-se sempre agradável para qualquer pessoa. Se essa situação nos for oferecida gratuitamente, melhor ainda. Qualquer pessoa «normal» reage assim. A Joana (D) também reagiria assim, se fosse educada de outra maneira.mario-70

Se a infância e a adolescência desse assassino foi cheia de episódios semelhantes, a estruturação da sua personalidade foi moldada no sentido de exigir aquilo que mais lhe convinha. Provavelmente, o namoro era exigido por ele, como se tivesse direito a isso.

Além disso, o comportamento do pai, mencionado pelo Pedro, dá a entender que o filho podia estar a modelar-se no pai. E qual o relacionamento entre os pais? Submissão da mãe? Seria isso que o assassino desejaria da namorada?Biblio

Com encadeamento de todos estes factos, seria absolutamente natural e «normal» que o assassino desenvolvesse uma personalidade psicopática, reversível com psicoterapia e evitável com uma educação diferente em que ele aprendesse a respeitar os direitos dos outros, cerceando as suas necessidades quando colidissem com os direitos legítimos dos outros. A propósito, o Joel (G) era psicopata?

Grande parte das vezes é isso que acontece quando a «educação» não funciona como um meio de ajudar a estruturar a personalidade em moldes adequados.Acredita-B

Contudo, os DIAGNÓSTICOS tardios, servem para muitos brilharem à sombra deles.

Diagnósticos 1
Diagnósticos 2
Diagnósticos 3
Diagnósticos 4
Diagnósticos 5Maluco2
Diagnósticos 6
Diagnóstico final
«arregaçar as mangas»

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GOVERNAR «BEM» NÃO É FÁCIL ** (republicado)

Este post, publicado num domingo, em 22 de Fevereiro de 2009, no nosso antigo blog PSICOLOGIA PARA TODOS vai ser Psicologia-Brepetido pela sua oportunidade.

Não é fácil nem quer dizer «governar-se» bem.
Num comentário que fiz no blog Compincha disse que tinha lido com curiosidade o conteúdo do post CARNAVAL CENSURADO, de 21 FEV 2009 e que poderia fazer uma intervenção no meu blog, mas que não seria apenas sob o ponto de vista dum psicólogo.
Hoje (22Fev2009) voltei a consultar o blog e a ler outros posts sobre Milagreiros e Trapaceiros (19 Out 08), A Política Partidária (23 Out 08), A Governação Actual (25 Out 08), A Coerência (26 Out 08), O Pragmatismo Interacção-B30(28 Out 08), A Panela de Pressão (02 Nov 08), O Barraca e o Embuste (5 Nov 08), etc..
O assunto interessa-me bastante porque se enquadra na Psicologia Social que estou a leccionar no ISMAT (22Fev2009). É entusiasmante estudar e compreender os «digladiadores» políticos especialmente nos momentos de eleições e outros semelhantes. Mas a sua tentativa de manutenção do poder também é interessante.
O sociólogo francês Gustave Le Bon, na sua PSICOLOGIA DAS MULTIDÕES, bem dizia acerca destas, em princípios do século passado, que quaisquer que sejam os indivíduos que as componham, independentemente dos seus modos de vida, profissões, carácter ou inteligência, «perdem-se» na mesma e Saude-Bpraticam actos que isoladamente não seriam capazes de executar, parecendo que a multidão tem um «pensamento colectivo».” Também disse que o seu nível intelectual se situa abaixo do individual e que nos seus comportamentos exprime emoções de «seres primitivos».”
Isto terá a ver alguma coisa com os partidos políticos?

Por sua vez, Quirino de Jesus, conhecendo bem este livro diz que Quem, governa tem de aproveitar todas estas forças e manejar as alavancas do espírito público. Mas adverte que é preciso cuidado com o alcance prático a dar aos mitos para se não cair em ilusão perigosa e não iludir os outros.”Psicopata-B

Esta carta de que o referido post fala, foi escrita a Salazar pouco antes da morte do seu autor em princípios de 1935.
Quirino de Jesus era o principal ideólogo de Oliveira Salazar e aquele que mais o ajudou e incentivou a permanecer no Governo. Iniciando a vida política como deputado em 1921, Salazar não foi capaz de iniciar a sua actividade no Parlamento. O mesmo aconteceu em 1926, por causa das alegadas disputas e distúrbios sociais existentes no Governo, quando foi convidado para Ministro de Finanças do Governo de Mendes Cabeçadas. Posteriormente, em 1928, depois da consolidação da Ditadura Nacional iniciou-se como Ministro das Finanças continuando até 1940.Organizar-B
Com forte apoio do General Carmona, aprovação da nova Constituição de 1933, constituição da União Nacional e repressão de toda a oposição através da polícia política e da censura, foi continuando a sua governação até se tornar Primeiro-Ministro em 1940.
A sua influência política com poder legítimo no início, passou a ser exercida através do poder coercivo com o apoio da polícia política e da censura em permanente acção. Acerca disso, Quirino de Jesus, antes de morrer, tinha começado a vislumbrar alguns «desvios» na política e exercício de Salazar e já o advertia:

“Se me agrada tudo que crie um pouco de ideal, temo o desenvolvimento excessivo do poder publico que «Educar»-Bconsidero útil temporariamente, mas só num tempo curto. A censura é hoje um obstáculo á crítica constructiva. A pretexto de se eliminar a critica demolidora e mal dizente matou-se a critica fiscalizadora, fez-se o silêncio à sombra do qual medram as mediocridades. Já no poder se vê com maus olhos que tratem scientificamente certas questões só porque as conclusões da sciencia se não harmonizam com os prejuizos de quem manda. É o abuso do poder, que não tem controle. Isto é mal, é vicioso, desvirtua o espirito publico.

Como seria util estabelecer em bases concretas e acomodadas ás forças do pais o código regulador da censura!Maluco2

Como está, é o arbítrio do poder dos pobres homens que perdem noites a ler os jornais e a estragá-los muitas vezes. Há uma crítica constrictiva e moderadora dos impulsos hitlerianos de certos pequenos despotas.

Construir e moderar seria obra de boa imprensa. Estive dois dias no norte a ver escolas (25 e 26) e por lá encontrei casos que justificam o que acabo de dizer sobre a imprensa.”

Em Psicologia Social, Salazar aproveitou bem as forças e manejou as alavancas do espírito público mas não Difíceis-Bteve o cuidado necessário com o alcance prático a dar aos mitos, para se não cair em ilusão perigosa e não iludir os outros.
Foi assim que conseguiu «minar» a obra de consolidação económica e social iniciada nos primeiros anos da sua governação.

Com a «falta» de Quirino de Jesus, pouco tempo mais durou o bom senso necessário a um governante que deseja ser sério e não falacioso como os muitos que nos aparecem pela frente ao longo da história. Se houvesse outros «Quirinos» que o ajudassem a pensar na influência social e poder social de que ele dispunha e necessitava para a sua governação ou para a passagem do testemunho a outras pessoas «mais jovens e competentes e Psi-Bem-Cmenos preconceituosas» talvez não tivéssemos chegado tão rapidamente à cauda da Europa onde podemos continuar por longos anos se a educação e a instrução continuarem a ser tão menosprezadas e vilipendiadas como até agora.
Bastava apenas ter relido, com cuidado e concentração, o período da carta de Quirino de Jesus (destacado a negro) para verificar que em 1934, os desvios já tinham começado e estavam a ser evidentes até nas escolas onde se desenvolve prioritariamente e com facilidade toda a formação científica, moral e cívica dos cidadãos de qualquer país e, especialmente, dos que serão os futuros governantes.

Quase sempre, a ignorância é muito oportuna e favorável para «enganar» também os incautos.Consegui-B

E em terras de «Chico esperto» ainda mais!
Para quê servem os comícios, às vezes, com «comes, bebes e divertimentos»? Porquê os discursos «inflamados» dos candidatos em vez duma «exposição» serena dos seus pontos de vista, propostas e pretensões? Para quê as «palhaçadas» que alguns fazem, anos a fio, para continuarem no poder talvez ainda mais do que aqueles que os próprios consideraram como «fascistas»? Se não podemos «confiar» nas multidões, como poderemos confiar naqueles que as manipulam a seu favor? A FNAT, as Casas do Povo e o futebol serviram para muito: “com papas e bolos se enganam os tolos.”Imagina-B

Em Psicologia Social, especialmente os «fazedores de imagem» destes políticos, conhecem muito bem os efeitos do reforço do comportamento incompatível, comunicação, halo, boatos, atribuição, atitude, primazia, frustração, conformismo, facilitação social, dissonância cognitiva, etc. e «manipulam» tudo a seu favor tal como os vendedores de automóveis, imobiliário e cosméticos.
O importante em tudo isto e para reverter a situação, é o público em geral ser suficientemente instruído e autónomo para poder resistir aos constantes «ataques» que lhe são feitos a todo o momento nos meios de comunicação social e promocionais.Acredita-B
Essa instrução não foi nem tão pouco é facilitada e implementada pelo poder político.

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A RESPONSABILIDADE DOS PAIS ** (republicado)

Este assunto foi abordado no nosso anterior blog PSICOLOGIA PARA TODOS, ao tomar conhecimento dos problemas que Joana-Ba Antena 2 apresentou em Julho de 2009. Vai ser transferido agora para este, devido à sua actualidade com as novas regras.

A sociedade de amanhã vai ser constituída pelos jovens de hoje e pelas crianças que ainda estão por nascer. Todas elas têm o direito à alimentação, alojamento, afecto, educação, bem-estar que devem ser obtidos, em primeiro lugar, na própria família. Como pode a família escusar-se às responsabilidades que ela própria criou com a existência de um novo ser? Quem toma conta e se responsabiliza por esse ser e pelos seus actos inadvertida ou deliberadamente impróprios? Até os donos de quaisquer animais domésticos são responsabilizados pelos comportamentos inadequados dos mesmos porque estes não podem ser responsabilizados. Qual a razão de não se Psicologia-Bresponsabilizarem os pais enquanto os filhos não têm responsabilidade própria?
Para os outros animais irracionais existe a domesticação e treino, até quanto aos hábitos de higiene. Para os humanos temos a educação que se inicia desde o berço e continua durante muitos mais anos do que nos não-humanos porque tanto o período da sua socialização e responsabilização como o de duração de vida é muito mais alargado.
Impingir às escolas e a outros centros de educação essa responsabilidade, que começa muito mais tarde do que a interacção com a própria família onde todas as crianças passam muito mais tempo do que na escola, é «lançar a batata quente» para as mãos daqueles que estão em desvantagem.Interacção-B30
A educação, que é a base fundamental para a estruturação da personalidade e da socialização, baseia-se essencialmente na estimulação que o «meio ambiente» proporciona através dos instrumentos disponíveis que são os estímulos, incentivos, modelagens, moldagens, reforços e identificações «manipulados» pelos pais ou pela família desde que a criança nasce. Isto continua até ela ser responsável e se transformar num cidadão útil para si e para a sua comunidade ou, ao contrário, tornar-se um autêntico «parasita» como os muitos que infelizmente passamos a conhecer em qualquer sociedade.

Esta responsabilização não pode limitar-se ao pagamento de multas pelo mau comportamento dos educandos como se faz com Acredita-Bum vulgar estacionamento irregular dum veículo automóvel. Passa antes pela garantia de ajuda dos mais responsáveis, incluindo o Estado e os seus dirigentes que, com o seu exemplo, conselhos, incentivos, prémios, castigos e outros «instrumentos» necessários, poderão tornar os mais novos suficientemente responsáveis. Estes devem ser capazes de se tornar hábeis e saudáveis para que a sociedade de amanhã seja mais útil, humana, progressiva e feliz do que a actual, onde a cada instante se depara com a ganância dos mais poderosos, o que até nem acontece no mundo animal irracional.

Basta dar um golpe de vista mais atento por qualquer sociedade chamada «civilizada» que vai progredindo nos bens materiais e formas de dominação económica, psicológica, física, ideológica. As tentativas de contra-dominação ou subversão, divergemneuropsicologia-B cada vez mais das leis naturais segundo as quais se regem algumas sociedades primitivas onde a nossa «civilização» ainda não chegou. Infelizmente, não só as famílias mas ainda as televisões dão, constante e insistentemente, exemplos que ajudam a difundir modelos de identificação cada vez mais nefastos para o bom desenvolvimento psicológico numa sociedade humanizada.
Temos de reverter esta situação.
Por isso, acho muito bem que, segundo os ensinamentos da psicologia e do desenvolvimento humano, os pais e os familiares mais directos sejam sempre responsabilizados e ajudados a educar quem devem, da maneira mais adequada possível, para que o mundo possa mudar e progredir num sentido mais humanista e menos ganancioso do que agora.Psicopata-B
Tenhamos o bom senso de aprender com o passado para precaver um presente e um futuro melhor do que o actual para os nossos descendentes.
Os ensinamentos de Psicologia devem servir para isso.
Esta resposta pode parecer um pouco moralista mas um praticante da Psicologia tem de ter uma determinada ética na utilização dos conhecimentos que possui e difunde do mesmo modo como um médico deve ter ética suficiente ao lidar com receitas que podem ser benéficas para uns e maléficas para outros, pelo menos em determinados momentos e em doses inadequadas.Maluco2

Em quaisquer circunstâncias, é à família que cabe a difícil tarefa de preparar um indivíduo para a plena cidadania com os meios simples de que dispõe: o seu exemplo, os meios de castigo e elogio, os ideais e a afectividade, a ser utilizados com o bom senso e a responsabilidade que esta magna tarefa exige.

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O AUTISMO ENTRE NÓS – 4

Tenho um sobrinho de 7 anos que foi considerado autista.Saude-B
Está numa escola especializada e tem o apoio de terapeutas.
Parece que o seu comportamento em nada melhorou.
Em casa, quase nada se faz com ele.
Como penso visitá-los aos fins-de-semana, poderei dar-lhe algum apoio?
Anónima

Perante este comentário, posso dizer que há bem pouco tempo me fizeramneuropsicologia-B uma pergunta relacionada com uma criança de 12 anos.

A resposta que dei é a mesma que vos posso dar agora e está contida no post de Julho de 2012, O Autismo entre nós – 2. Além disso, também tem os posts  O Autismo Entre Nós, de 2009 e O Autismo Entre Nós 3, de 2012. É bom ver estes 3 posts com o mesmo título. não é necessário ficar à espera de «especialistas» estrangeiros. É necessário preparar pessoas que «trabalhem» cá.

Nesse post foi transcrito um dos capítulos do livro
“RESPOSTAS SOBRE PSICOLOGIA” (O), dedicado a vários assuntos  e que está a ser preparado agora.Respostas-B30

O livro NEUROPSOCOLOGIA na REEDUCAÇÃO e REABILITAÇÂO (I) ou até parte os seus 3 antecessores podem dar uma grande ajuda.

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BIRRAS

Como é um acontecimento que se verifica com muita frequência e aflige imensas pessoas que não sabem o que fazer, porqueJoana-Besse comportamento vai aumentando com o tempo, vamos preparar este post para dar alguma ajuda a quem, tal como o comentador, pode necessitar dela.

Um Anónimo fez o seguinte comentário, na origem deste post:

Ontem vi no comboio uma criança birrenta que chorava por tudo e por nada. A mãe mostrava-se desesperada com o comportamento da filha que chorava cada vez mais, à medida que a mãe a queria consolar.
O que poderia ser feito?Psicologia-B
Eu tenho uma filha de 5 anos que, de vez em quando, tem um comportamento semelhante.

Antes de tudo, temos de recomendar que leiam com muita atenção apenas o livro “JOANA, a traquina ou simplesmente criança?” (D). Exemplifica o modo fácil de resolver a situação que deu origem a que esse livro fosse elaborado com imensos exemplos.

Foram as birras e o mau comportamento da Joana que ocasionaram o desentendimento entre o casal, que voltou a conviver pacificamente e com gosto, depois de tudo isso ter sido rapidamente resolvido.Interacção-B30

Além disso, posso recomendar que leiam todos os posts deste blog relacionados com “BIRRAS” e “REFORÇO DO COMPORTAMENTO INCOMPATÍVEL”, assuntos que também estão detalhadamente tratados no livro PSICOLOGIA PARA TODOS (F).

A propósito disso, posso dar o exemplo dum acontecimento que se passou comigo há bem pouco tempo num grande supermercado.

Uma avó, minha conhecida, com dois netos de 6 e 4 anos estava a fazer compras, enquanto o mais novo estava no carrinho a Saude-Bchorar e a gritar para que a avó lhe comprasse um doce que lhe provocava alergias.

O choro não parava e a avó tentava consolá-lo e explicar-lhe que ele não podia comer esse doce. De cada vez que a avó intervinha para o acalmar e consolar, a criança gritava ainda mais e o irmão olhava para isso sem saber o que fazer.

A senhora estava desesperada com a situação, até que me viu, cumprimentou-me e disse:
– Já viu isto? Estou a tentar explicar ao Hugo que ele não pode comer esse doce por causa da alergia, mas a birra dele continua. Não sei o que hei-de fazer.Psicopata-B

Cumprimentei-a e aos netos enquanto o Hugo ainda continuava com a birra e fui puxando disfarçadamente o carrinho para outro lado, enquanto piscava um olho para a senhora e lhe perguntava pelo resto da família.
Depois, falando com o Hugo, disse-lhe que ele sabia gritar muito bem mas que era capaz de não conseguir controlar o choro.
Pedi-lhe para chorar mais alto. Quando ele aumentou o choro, pedi para ir baixando o tom até não se ouvir quase nada. Foi fazendo o que lhe tinha pedido. Uma vez sintonizado comigo, fui-lhe pedindo que repetisse a experiência várias vezes e elogiei-o pela sua capacidade de controlar a voz e o choro, o que é muito importante em casos Maluco2semelhantes. Entretanto, ia puxando o carrinho para outro lado enquanto a avó olhava para mim espantada.
Depois, disse ao Hugo que gostava de saber quanto tempo ele era capaz de deixar de chorar. Queria saber qual o controlo que ele tinha nisso e se era maior do que o controlo da força de gritar. O Hugo manteve-se calado enquanto eu olhava para ele, para mostrar que controlava a situação. Isto ajudou-nos a conversar sobre outras coisas, bem como sobre as actividades do irmão que também estava connosco.

Quando a situação ficou resolvida, muito longe do local dos doces, e a avó olhou para mim espantada, disse-lhe que estava com pressa para ajudar a minha mulher a fazer e a transportar as compras e informei que me podia telefonar à noite, se quisesse falar de mais alguma coisa. Naquele momento, eu estava com muita pressa.neuropsicologia-B

Quando à noite a senhora me telefonou para dizer que não sabia o que se tinha passado, nem compreendia porque o choro se tinha quase esvaído sem nada fazer, tive a oportunidade de lhe dizer que se tinha feito muita coisa. Em primeiro lugar, tinha sido utilizado o reforço do comportamento incompatível e, em segundo lugar, o comportamento de choro não tinha sido reforçado com as conversas simpáticas e explicativas que a avó estava a ter com ele.

O Hugo ainda não tinha capacidade intelectual para compreender as coisas de fazerem bem ou mal à sua alergia. O que ele Difíceis-Bsentia era mais importante e, naquele momento, o doce era o que mais gostaria de comer. Se com o choro, ele conseguisse levar avante o seu desejo, isso dar-lhe-ia gratificação, embora prejudicasse a saúde (mais tarde). Além disso, provavelmente, ele já tinha experiência de conseguir os seus desejos com um choro cada vez maior, ou gostava da atenção que a avó lhe proporcionava em momentos de choro e birra.

Disse-lhe que o meu relacionamento com a JOANA tinha começado por causa das suas birras que tinam afastado cada vez mais os pais, a ponto de se terem separado provisoriamente. Seria muito bom que a senhora lesse o livro da JOANA (D) assim como o da PSICOLOGIA (F). Com os variados exemplos dados em ambos, nas mais diversas situações, podia compreender muito daquilo que se tinha passado com ela e com o neto, sem ele se aperceber disso. Psi-Bem-CMas a situação tinha sido resolvida quase de imediato. Além disso, a consulta constante deste blog dar-lhe-ia uma compreensão melhor destes problemas do comportamento que afligem muita gente que, nos tempos actuais, embora deseje uma consulta de psicologia, não a pode ter por causa dos elevados custos que a mesma acarreta obrigando a repeti-la constantemente enquanto os pais não modificarem a sua maneira de ser e de agir.

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ACONSELHAMENTOS 11

Durante as férias que estamos a acabar de passar, estivemos a consultar nos nossos portáteis, o seu blogue, especialmente os Joana-B
artigos que dizem respeito aos “ACONSELHAMENTOS”, “ENVOLVIMENTO FAMILIAR” e “REFORÇO”. Gostámos imenso.
Abordando esse assunto com um nosso amigo comum, soubemos que o pai dele foi seu paciente há várias décadas quando ainda tinha consultório na Infante Santo, em Lisboa.
Deu-nos muito boas referências e falou-nos em pequenos livros da Plátano que agora estão transformados em JOANA
Conseguimos ir a uma biblioteca Municipal que emprestou esse livro para lermos em casa. Lendo cada um uma parte, o que nos fez confusão, é o facto de o quase psicólogo dizer à Joana que o pai dela podia não estar a elogiar os seus bons Psicologia-Bcomportamentos e corrigir sempre os maus porque estaria satisfeito com os comportamentos dela.
Se o psicólogo elogiava os bons comportamentos dela e não a repreendia quando fazia algo de mal, qual a razão de o pai também não os elogiar e só castigar? Esta explicação fez-nos muita confusão porque o psicólogo se portava de outra maneira. O pai não deveria fazer o mesmo? Gostaríamos de obter uma explicação para isso.
Agradecemos imenso uma resposta da maneira como todos os esclarecimentos que tem dado no seu blogue, especialmente porque somos jovens e quase em lua-de-mel, à espera de filhos.
Nenhum de nós deseja que qualquer dos filhos tenha de enfrentar as dificuldades passadas pela JOANA.
Não é assim que prefere? Prevenção e profilaxia?Interacção-B30
Mais uma vez, agradecidos por tudo.
Anónimos (dois casais)

Caros Anónimos (dois casais),

Para responder ao vosso comentário acima transcrito, desde já vos posso dizer que preferimos a prevenção e a profilaxia em vez de um tratamento tardio e, às vezes, disfarçado como foi necessário fazer com a Cristina do novo livro “Psicoterapias Bem Sucedidas – 3 casos” que foi descrito anteriormente no livro “Como «EDUCAR» Hoje”.«Educar»-B

No caso concreto da JOANA, o quase psicólogo tinha um objectivo em vista, a ser atingido em pouco tempo, depois do «mal» estar instalado. Por isso, tinha de proceder como técnico, com todos os instrumentos disponíveis e possíveis no momento e numa situação muito complicada. Utilizou o reforço positivo, mas empregou também a facilitação social que pode ter actuado inicialmente como punição disfarçada – braços por cima dos seus ombros enquanto ela estava junto do psicólogo na viagem do comboio – da qual a JOANA necessitou de fugir, adoptando um comportamento que era do interesse do psicólogo – não incomodar outros passageiros do comboio.

Quanto à possibilidade de o pai utilizar com a filha o reforço positivo, posso dizer que muitas pessoas julgam que os filhos são Psicopata-Bos melhores do mundo, com uma expectativa de que eles sempre agem bem e tem a obrigação disso. Por isso, acham que eles atingiram um bom comportamento, que apenas tem de ser melhorado. É o que também começou a acontecer com a Joana depois de ela ter atingido um determinado grau de comportamento desejado.

Porém, esse comportamento foi criado através das técnicas de modificação do comportamento. Assim, o reforço torna-se desnecessário, a não ser esporadicamente, ou ligado a um sinal condicional que provoca autoreforço no indivíduo em questão.

Deste modo, havendo desde criança, um certo tipo de comportamento dos pais, como devia ter acontecido com a Cristina, as Saude-Bcrianças aprendem a comportar-se devidamente (são educadas) como a própria Cristina reconheceu depois da psicoterapia, disfarçada através de conversas tidas com ela.

A Cristina já estava a pensar na prevenção que se pode continuar como profilaxia, com reforços esporádicos ao longo da vida.

É por isso que valorizamos muito mais a educação e o autoreforço para que a pessoa não fique dependente dos outros, incluindo os pais, e muito menos de psicólogos e psiquiatras quando, às vezes, já é muito tarde ou a pessoa não desenvolveu todo o seu potencial e, por isso, não pode tirar bom proveito do mesmo.neuropsicologia-B

Em função do que acabamos de dizer, recomendamos que releiam com muita atenção o livro da JOANA e que não se esqueçam de conhecer também a história muito elucidativa da Cristina, que foi apoiada disfarçadamente «antes tarde do que nunca» porque ela não se considerava «maluca» e dizia que não necessitava de psicoterapia: apenas tinha algumas dificuldades de relacionamento social que é «normal» em muitas pessoas. É assim que acontece com a maioria das pessoas que «têm apenas pequenos problemas quase hereditários ou são a sua maneira de ser». E tudo o que a Cristina perdeu antes da psicoterapia?Difíceis-B

Depois das vossas férias, tenham bom proveito com as leituras já feitas e com aquelas que vão ter de fazer, incluindo este blog que vai tendo mais posts à medida das necessidades das pessoas.

Quando tiverem filhos, tentem educá-los com mais racionalidade e bom senso do que só com emocionalidade condimentada apenas com «regras de civilidade e etiqueta» que pouco valem a não ser para fazer «boa figura» no meio social, às vezes, com grande desgaste psíquico do próprio como acontecia com a Cristina. Com as regras de «etiqueta e civilidade», será que as pessoas sentem e pensam tal como estão a dizer ou proceder ou será só «para inglês ver»?Depressão-B

Boa sorte.

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